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sexta-feira, janeiro 21, 2011

JEAN-ANTOINE WATTEAU

 I
 BIOGRAFIA
Pintor francês, Jean-Antoine Watteau nasceu em Velenciennes a 10 de outubro de 1684 e morreu em Nogent a 18 de julho de 1721. De sua terra na Picardie chegou a Paris, vivendo em extrema pobreza. O grande decorador Gérard Audran (1640-1703) ocupou-o na ornamentação do Palais Luxembourg; o fantastico artista gráfico Claude Gillot (1673-1722) introduziu-o no mundo do teatro; mas na academia o jovem artista não obtinha sucesso. Enfim, o grande mecenas Croozat convidou-o para participar das festas feéricas que dava no parque de Montmorency. Para pintá-las, Watteau estudou os desenhos de Rubens e dos mestres venezianos (Ticiano, Paolo Veronese). Com o quadro que representa uma festa imaginária, "L'Embarquement pour Cythère" ("O Embarque para Citera"), o pintor foi recebido pela Academia em 1717.
Watteau não foi, porém, um participante ativo daquelas festas galantes; foi um expectador maravilhado, quieto e tímido. Foi um artista retraído no meio da libertinagem da Régence, um silencioso entre causeurs espirituosos. Com 35 anos de idade a tuberculose já o tinha atingido, e foi o marchand Gersaint, vendedor dos seus quadros, que o ajudou até a hora da agonia.
 OS PERSONAGENS
 Watteau aprendeu com Audran o estilo rococó e com Gillot o espírito fantástico, onírico, mas seus mestres, propriamente, são Rubens e os venezianos. Contudo, sua arte revela pouco essas origens: é tipicamente francesa, pela extrema delicadeza das linhas e da atmosfera; e reflete sua época da galanteria, transfigurando-a, criando uma arte intemporal. No centro dessa arte está a mulher. Mas, diferente dos seus mestres , não gosta de mostrá-la nua: "O Juízo de Paris" (Louvre) e "Júpiter e Antíope" (Louvre), muito no estilo de Rubens, são das raras exceções.
Os personagens masculinos, como aquele "Indifférent" ou o "Mezzetin" (Ermitage, Leningrado), são mais retraídos, sobretudo o maravilhoso "Gilles" (Louvre), em que Watteau parece retratar sua própria atitude em face da vida dos outros. O encontro dos sexos sempre é, apenas, delicadamente esboçado: a "Serenata" (Musée Condé, Chantilly), "A Lição de amor" (Svenska Nasjonalmuseet, Estocolmo). Só o "Faux Pas" (Louvre) alude diretamente ao contato.
Muitas vezes, os personagens pertencem ao teatro, isto é, para Watteau, à commedia dell'arte:  "Arlequim e Colombina" (Wallace Collection, Londres), o "Teatro francês" (National Gallery, Washington) e o "Teatro italiano" (ibid.).
 AS FESTAS
 As cenas no palco repetem-se na sociedade: Watteau já foi em vida celebrado como o pintor ds 'festas galantes'. Mas há no "Parque de St. Coud" (Prado, Madri) e no "Casamento campestre" (ibid.), e na "Festa Veneziana" (National Gallery of Scotland, Edinburgh), algo de caracteristicamente irreal, de apenas sonhado, que faz também o encanto da obra-prima do pintor: "O Embarque para Citera" (Louvre), com sua maravilhosa paisagem no fundo, obra que parece tradução de um dos misteriosos quadros de Giorgione para a linguagem do Rococó, certamente uma das mais intensas criações da arte francesa.
 O FIM
 O último quadro que Watteau pintou, parece completamente diferente de todos os outros: "L'Enseigne de Gersaint" ("A Tabuleta de Gersaint"; Schlossmuseum Charlottenburg, Berlim): é a loja do seu protetor em que as obras de arte se vendem aos que entendem dela e aos outros. No momento da morte, o artista sonhador encontra o contacto com a dura realidade, mas sabe transfigurá-la de tal maneira que o lugar do comércio se transforma em inverossímil 'festa veneziana": foi o último sonho de Watteau.
         
A Halt During the Chase - 1720
Fêtes Vénitiennes - 1718-19
 Italian Comedians - 1720
Les Champs Elysées -1717-18
 Merry Company in the Open Air - 1716-19
 fonte SABER CULTURAL

domingo, janeiro 16, 2011

TINTORETTO (Jacopo Robusti)

Auto-retrato - Tintoretto


FONTE:SABER CULTURAL



DADOS BIOGRÁFICOS
Tintoretto,  como era conhecido Jacopo Robusti ( Veneza  c. 1518 - 1594), foi provavelmente o último grande pintor da Renascença Italiana.  Por sua energia fenomenal em pintar foi chamado Il Furioso, e sua dramática utilização da perspectiva e dos efeitos da luz fez dele um dos precursores do Barroco.  Seu pai, Battista Robusti, era tintore (tingia seda), o que lhe valeu o apelido.

Na infância, Jacopo, um pintor nato, começou a decorar as paredes da tinturaria paterna. Vendo seu talento, seu pai levou-o à oficina de Tiziano,  na época com mais de cinqüenta anos, para aprender o ofício . Dizem que o mestre ficou pouco tempo com ele, por ter percebido o talento e a independência do menino, o que faria dele um pintor, mas não um bom aprendiz. Tintoretto estudou então por conta própria, observando as obras dos grandes mestres. Mas continuou admirador, nunca um amigo de Ticiano, e mais tarde adotou como lema em seu estúdio a frase O desenho de Michelangelo e a cor de Ticiano .
Tintoretto começou ajudando o pintor Schiavone, seu amigo, a decorar paredes. Na seqüência conseguiu encomendas para si mesmo. Seus dois primeiros trabalhos foram murais descritos como A Festa de Balthasar e Carga de Cavalaria.  Seu primeiro trabalho a ter repercussão foi um retrato dele e seu irmão com um efeito noturno, infelizmente perdido, como os dois anteriores. Uma das pinturas iniciais ainda existentes está na igreja de Carmine, em Veneza: a Apresentação de Jesus no Templo. Em São Benedito estão A Anunciação e Cristo e a Mulher de Samaria. Para a Escola da Trindade ( na verdade um hospital e asilo em Veneza ) ele pintou quatro passagens do Gênesis.  Duas delas, Adão e Eva e Morte de Abel, atualmente na Academia Veneziana, mostram um trabalho nobre de alta mestria, que não deixam dúvidas que Tintoretto nessa época já era um pintor consumado, um dos poucos que conseguiram reconhecimento sem um aprendizado formal.
Durante o ano de 1546, Tintoretto pintou para a igreja da Madona do Horto três de seus melhores trabalhos, A Confecção do Calf Dourado, Apresentação da Virgem no Templo e Ultimo Julgamento ( vergonhosamente repintada ). Esta igreja em estilo gótico  em Fondamenta dei Mori, próxima a Murano, Veneza,  existe ainda. Em 1548 recebeu a encomenda de quatro quadros para a Escola de São Marcos,  Encontrando o Corpo de São Marcos em Alexandria (atualmente em Murano), O corpo do Santo trazido à Veneza e Votos do Santo (ambos em Veneza, na biblioteca do Palácio Real) . Finalmente O Milagre do Escravo , celebrada obra que é uma das glórias da Academia Veneziana, representa a lenda de um escravo cristão torturado em punição por devoção ao santo e salvo por um milagre.
Estes quatro trabalhos foram recebidos com geral aplauso. Seus tempos de obscuridade terminaram. Era notável o suficiente para casar com Faustina de Vescovi, filha de um nobre veneziano. Ela foi uma boa esposa, que aturava seu genio intratável e lhe deu dois filhos e cinco filhas.
A próxima encomenda foi pintar as paredes e tetos da Escola de São Marcos, obra de enorme esforço e auto-aprendizado para Tintoretto. O prédio foi iniciado em 1525 e era deficiente em iluminação. A pintura começou em 1560, após varios pintores, incluindo Veronese, terem sido consultados. Tintoretto assegurou a obra doando um quadro , São Rocco recebido no Céu. Completou então a primeira sala. Em 1565 reiniciou os trabalhos com Crucificação,  A Praga das Serpentes, Festividades da Páscoa e Moisés quebrando as Tábuas.
Tintoretto em seguida se lançou na empreitada de decorar a escola adjacente à igreja de São Roque. Descontando alguns detalhes menores, os edifícios contém sessenta e cinco memoráveis pinturas, que podem ser descritas como cenas variadas e sugestivas, adaptadas para serem vistas a meia-luz. Adão e Eva, Visitação, Adoração dos Magos, O Massacre dos Inocentes, Agonia no Horto, Cristo ante Pilatos, Cristo carregando a Cruz e Assunção da Virgem são as melhores.
Paralelamente Tintoretto começou vários afrescos no Palácio Ducal, Excomunhão de Barbarrosa e Vitória de Lepanto, que foram destruídos no grande incêndio de 1577, além de um retrato do duque Girolamo e várias obras menores.
Agora alcançamos a obra que coroaria o trabalho de Tintoretto, a última pintura de importância que executou, a vasta Paraíso, considerada a maior pintura jamais feita sobre uma tela, por seu enorme tamanho. É estupenda pela escala, pela pureza da inspiração da alma, com apaixonada imaginação visual e mão mágica para as formas e cores, que desafiou os especialistas por tres séculos. Ele trabalhou na obra em estúdio, levando-a para o local definitivo e dando os retoques finais com a ajuda de seu filho Domenico. Toda Veneza o aplaudiu...
Depois de completar o Paraíso, Jacopo Robusti tomou uma vida mais descansada, não realizando mais nenhum trabalho relevante, e passou um final de vida tranqüilo. Morreu em 1594 de uma doença que começou como uma dor de estômago, seguida de febre. Foi enterrado na igreja da Madona do Horto, ao lado de sua filha Marietta, ela mesma retratista e música, que trabalhou como assistente do pai vestida como um menino. Além dos filhos, teve poucos pupilos, valendo ser citado Martin de Vos. Existem influências de Tintoretto na obra do contemporâneo Veronese  e na do espanhol El Greco, que conheceu sua obra numa viagem a Veneza.
A comparação da Ultima Ceia de Tintoretto com a de Leonardo dá uma demonstração instrutiva sobre como o estilo artístico moveu-se durante o Renascimento.  A disciplina se irradia de Cristo em simetria matemática. Nas mãos de Tintoretto, o mesmo evento é dramaticamente distorcido, enquanto as figuras humanas são elevadas pela erupção do espirito humano. Pelo dinamismo de sua composição, seu uso dramático da luz e seus efeitos de perspectiva, parece um artista [barroco] antes da hora.

The Annunciation
San Rocco School, Venice, c. 1563
Massacre of the Innocents
San Rocco School, Venice, 1582-87
Susanna and the Elders
Kunsthistorisches Museum, Vienna, 1560-62
Miracle of the Slave
San Marcos School, 1548
The Creation of the Animals
 Galleria dell'Accademia, Venice, c. 1550
Christ  at the Sea of Galilee 
National Gallery of Art, Washington, DC c. 1575-80

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Morreu o pintor moçambicano Malangatana


O pintor moçambicano Malangatana morreu aos 74 anos às 03:30 no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vítima de doença prolongada, segundo a direção do hospital.
O pintor, de 74 anos, encontrava-se internado há vários dias naquele estabelecimento.


fonte:DN, Lisboa

segunda-feira, novembro 29, 2010

Tesouro hebraico descoberto em Sinagoga

Historiador descobre património sobre comunidade judaica que se estabeleceu no País. Entre o material encontrado há documentos impressos e manuscritos
O historiador José de Almeida Mello descobriu um conjunto de objectos e documentos hebraicos na Sinagoga de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores, que podem estabelecer o património judaico deste templo como um dos mais antigos e ricos de Portugal.
Ao despejar o conteúdo de uma velha arca guardada naquela sinagoga, José Mello encontrou uma vasta panóplia de objectos. Entre os achados estão documentos impressos e manuscritos, pergaminhos cuidadosamente enrolados, pequenos livros de bolso, uma mão em madeira, saquetas tendo no seu interior fitas de cabedal e tábuas da lei, pequenos documentos colocados no interior de tubos de vidro selados e ainda tecidos utilizados no culto religioso.
"Estaremos perante um legado com peças que podem ser anteriores ao século XIX e que remontam aos primeiros tempos dos judeus nos Açores", explicou, informando que o verdadeiro significado do achado será estudado por técnicos oriundos da comunidade israelita de Lisboa.
O que encontrou foi como entrar na "máquina do tempo e recuar" alguns séculos, conta o historiador guardião da Sinagoga de Ponta Delgada, fundada em 1836.
A primeira comunidade judaica em Ponta Delgada surgiu após o regresso a Portugal dos judeus, expulsos pelo rei D. Manuel em 1497 - os que não saíram do País foram convertidos à força ao catolicismo. Os que regressaram trouxeram consigo textos sagrados e documentos manuscritos que terão ficado como legado dos judeus entretanto radicados em São Miguel, de 1819 por diante.
De qualquer modo, na sua opinião, o acervo descoberto por José Mello remete, directa ou indirectamente, para o culto religioso hebraico e para a Torá, a "bíblia" do judaísmo. O historiador informa que as outras sinagogas portuguesas mais antigas em Portugal (em Tomar e Castelo de Vide) não têm o mesmo espólio da de São Miguel, reforçando assim o seu valor no que diz respeito à cultura hebraica.
Para José Mello, foi recompensadora a experiência de salvar do lixo objectos com importância histórica, cultural e religiosa. Na verdade, o historiador sente estar face a uma descoberta que entende ser de "grande valor. Foi como mexer nos artefactos de um povo ausente e expulso de Portugal ao longo de séculos".
José de Almeida Mello está convencido de que o achado ajudará a compreender melhor a primeira comunidade judaica que se estabeleceu em Portugal, nomeadamente em Ponta Delgada. O património agora descoberto já foi mostrado ao embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada está a elaborar um projecto para recuperar o antigo templo judaico na ilha, actualmente em ruínas, e que incluirá a criação de um núcleo museológico. Nos Açores, são poucos os seguidores do judaísmo.fonte DN Lisboa

sexta-feira, novembro 26, 2010

Descoberto na Áustria quadro de D. Sebastião perdido há 400 anos

Este retrato da rua Nova dos Mercadores foi encontrado numa casa senhorial inglesa e não estava identificado com Lisboa
O Museu Rietberg, em Zurique, Suíça, inaugura amanhã a exposição "Marfins Cingaleses do Século XVI", que tem em destaque uma tela com um retrato inédito de D. Sebastião, da autoria de Alonso Sanchez Coello, pintada na corte portuguesa em 1562 e cujo paradeiro era ignorado desde há quatro séculos.
Na verdade, a obra estava na Áustria, no castelo Schonberg, mas erradamente identificada com um nobre austríaco.
Em simultâneo, serão mostrados na exposição dois outros quadros da mesma época, que retratam a rua Nova dos Mercadores de uma Lisboa pré-pombalina. As duas telas foram encontradas numa casa senhorial inglesa e não estavam identificadas com Lisboa.

Quadros restaurados 

Todos os quadros foram restaurados e limpos a expensas do Museu Rietberg e foi a partir dessa operação que se tornou possível a sua identificação.  Numa das salas do museu foi reconstituída a estrutura do casco de uma caravela portuguesa. No interior, serão expostas peças de marfim e projetadas imagens dos dois elefantes levados para Lisboa e depois para Viena.

Peças de Catarina de Áustria 

No geral, a mostra de Zurique reúne peças de marfim esculpidas em Ceilão em meados do século XVI. Na sua grande maioria pertenceram ao acervo de Catarina de Áustria, rainha de Portugal entre 1525 e 1578.

Em 1506 os portugueses chegaram a Ceilão, hoje Sri Lanka, e estabeleceram relações comerciais muito fortes com o reino de Kotte no sul de Ceilão. A partir desse encontro passaram a chegar à Europa produtos tão ricos e diversificados como elefantes, madeiras preciosas, especiarias ou pedras de âmbar. Um exemplo particularmente fascinante desse negócio estabelecido é proporcionado pelos ricos marfins pertencentes à coleção de Catarina de Áustria e que constituem um dos destaques da exposição.
Este retrato da rua Nova dos Mercadores foi encontrado numa casa senhorial inglesa e não estava identificado com Lisboa
Ruth E. Bubb/Society of Antiquaries, London
Os marfins agora exibidos em Zurique eram parte de ofertas diplomáticas à corte de Lisboa e não só revelam as capacidades artísticas dos homens que trabalhavam este material em Kotte, como testemunham as invulgares relações políticas e culturais existentes à época entre Portugal e Ceilão. De alguma forma constituem, também, uma demonstração da grandeza e do poder da corte portuguesa e de Portugal como potência marítima, que tinha o seu centro asiático estabelecido em Goa.
Por outro lado recordam-nos o dinamismo daquele que foi o primeiro país da Ásia a ter uma embaixada na Europa. Em 1542, o primeiro embaixador de Ceilão, Sri Radaraska Pândita, um religioso de Kotte, chegava a Lisboa para assim materializar as excelentes relações existentes entre os dois países.
Algumas das peças foram cedidas por coleções privadas e nunca foram antes expostas ao público.
A mostra inclui ainda obras pertencentes a mais de 30 museus de várias partes do mundo e tem o apoio do Estado português através do Instituto Camões.fonte PUBLICO

quarta-feira, setembro 15, 2010

Famous People Painting - Discussing the Divine Comedy with Dante

Discussing the Divine Comedy with Dante
Discussing the Divine Comedy with Dante

Se clicares sobre a imagem vais ter ao site onde podes obter a informação e verificares o pormenor da pintura. Surpreendem as caras conhecidas que irás encontrar...e se fizeres um duplo clique sobre cada personagem, obténs toda a informação da Vida e obra dessa personagem. Experimenta...

sexta-feira, setembro 03, 2010

Quadro de Rubens em leilão por €9,6 milhões

"Retrato de um Comandante a ser armado para a Batalha", de Rubens, que pertenceu à família da Princesa Diana, será leiloado na Christie's de Londres na terça feira. 

O principal destaque do leilão de Old Masters (pintura antiga) da Christie's de Londres, que se realizará no próximo dia 6, terça feira, é "Retrato de um Comandante a ser armado para a Batalha", de Rubens.
Pintado entre 1612-14 por Peter Paul Rubens, o quadro poderá alcançar entre €9,6 a €14,5 milhões, de acordo com as expectativas da leiloeira.
Entre as outras peças de relevo que a Christie's levará à praça na mesma noite encontram-se "Rei David" de Giovanni Francesco Barbieri, Il Guercino (€6 a 9,6 milhões) e obras de Georg Pencz, Giovanni Bellini e Anthony van Dyck.
A leiloeira espera totalizar com esta venda entre €40 e 60,8 milhões.

sábado, julho 17, 2010

Pintura Quadro com autópsia de Nelson Mandela causa polémica

Uma pintura que mostra o corpo de Nelson Mandela a ser submetido a uma autópsia foi condenado pelo partido dominante na África do Sul

O ANC (Congresso Nacional Africano) declarou que a peça, que está a ser completada num centro comercial de Joanesburgo, viola a dignidade de Mandela.
A tela mostra o corpo do líder histórico a ser cortado, enquanto líderes proeminentes se juntam à sua volta.
O artista, Yiull Damaso, diz que o seu objectivo é fazer com que as pessoas enfrentem a morte. «Nelson Mandela é um grande homem mas ele é apenas um homem... A eventual morte de Mandela é algo que teremos de enfrentar enquanto indivíduos, enquanto nação», declarou.
Segundo a correspondente da BBC no país, Pumza Fihlani, conversas sobre a morte de Mandela são tabu e vistas como desrespeitosas devido ao seu estatuto de ícone. fonte: SOL

domingo, julho 04, 2010

Há um Velázquez desconhecido numa cave da Universidade de Yale

O conservador de Yale refere as semelhanças entre a obra agora identificada e outra de Velázquez, “Almuerzo”, que pertence à Colecção do Museu Hermitage (DR)
É uma descoberta de grande impacto na comunidade artística internacional – uma tela de Velázquez, pintada nos seus anos de juventude, foi identificada no armazém de uma universidade norte-americana. O Museu do Prado guarda “um prudente silêncio” sobre o caso. A revelação é da revista “Ars Magazine”, que vem citada no jornal espanhol “El País”: foi descoberto um novo quadro de Velázquez (Sevilha, 1599- Madrid, 1660), situação que apanhou de surpresa a comunidade artística mundial, e que, a confirmar-se a sua autenticidade, se tornará na mais importante incorporação feita no último século relativamente à obra do génio andaluz. 
A tela em causa terá como título “La Educación de la Virgen”, e representa Maria ainda criança a aprender a ler, com São Joaquim em fundo. O autor da descoberta é John Marciari, conservador e chefe do Departamento de Arte Europeia do Museu de Belas Artes de San Diego, tendo ela já sido autenticada por “especialistas de prestígio indiscutível”, nota o “El País”. Mas a confirmação oficial está ainda à espera do veredicto da comunidade científica especializada neste domínio. fonte Público

quinta-feira, junho 17, 2010

Cientistas descobrem restos mortais do pintor Caravaggio(1571-1610)

fonte:iol.pt
O Comité Caravaggio, constituído por cientistas italianos, anunciou a descoberta de restos mortais do pintor, identificados através de análises, informa a agência AFP.
Em comunicado, a equipa revelou que «os restos mortais encontrados pertencem a Michelangelo Merisi - verdadeiro nome do pintor - com uma probabilidade de 85 por cento», após um ano de pesquisas.
Caravaggio morreu alegadamente de malária na região de Maremma, no sul da Toscana, e foi enterrado num cemitério de Porto Ercole, de onde o corpo foi retirado em 1956 para ser sepultado na cripta da igreja.
Quatro universidades italianas juntaram-se para esclarecer a morte, envolta em mistério, do pintor que revolucionou a história da arte. A investigação foi liderada pelo professor de antropologia óssea, Giorgio Grupponi, da Universidade de Bolonha.
Em Dezembro, os cientistas retiraram grandes quantidades de restos mortais para transportar até Ravena, onde fica localizado o departamento de antropologia da universidade.
Os investigadores examinaram restos mortais de cerca de 200 pessoas. Os ossos identificados como pertencentes a Caravaggio datavam de um período que abrangia o ano da sua morte (1610) e eram de um homem com idades entre os 38 e os 40.
Outro indício que comprovou a tese foi o facto de Caravaggio sofrer de saturnismo, intoxicação por chumbo, e os ossos apresentarem uma elevada taxa do componente.
«Durante as pesquisas, o comité deduziu que o pintor sofria de intoxicação por chumbo e sífilis (...) Sobre as causas da morte (...) nós consideramos credível a hipótese de infecção generalizada», refere o comunicado.
foto: "Narciso", Caravaggio

domingo, junho 13, 2010

Paula Rego

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Tenho alguma dificuldade de falar da obra de Paula Rego, tenho até algum receio de falar , pois as minhas palavras podem retirar o estado de autenticidade da sua obra, a sua poética. É melhor não falar, ficam aqui as imagens que são enormes. Só algumas, não há espaço para tanto. Podemos até sufocar. Peço desculpa por esta minha incapacidade.
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Paula Rego passa a ser Dama do Império Britânico

A pintora portuguesa Paula Rego foi uma entre as dezenas de pessoas homenageadas ontem pela rainha Isabel II a propósito das comemorações do seu aniversário.
Paula Rego recebeu a Ordem do Império Britânico com o grau Dama Oficial pela sua contribuição para as artes.
"Fiquei completamente surpreendida", disse a pintora portuguesa, citada pelo jornal "The Guardian"."Mas porquê? Tudo o que faço é pintar quadros", refere o jornal britânico.
Embora a data do aniversário da rainha de Inglaterra seja a 21 de Abril, as comemorações oficiais são feitas mais tarde.
Paula Rego nasceu em 1935, em Lisboa. Partiu em 1954 para frequentar a Slade School of Art em Londres.
Casada com um inglês, Paula Rego permaneceu em Inglaterra, onde fixou residência, desde 1976. As suas raízes trazem-na regularmente a Portugal onde exibe as suas obras com frequência.
Com um nome reconhecido em todo o mundo, é colocada entre os quatro melhores pintores vivos em Inglaterra.fonte JN

sexta-feira, maio 28, 2010

DIANA

Jean-Antoine Houdon (1741-1828)
Paris, 1780
Mármore
A. 210 x L. 98 x Prof. 115 cm
Inv.º 1390

Obra-prima da escultura francesa do século XVIII, Houdon conferiu a esta deusa um tratamento original, apresentando-a nua e em movimento de corrida, em contraste com a Diana estática e idealizada dos seus antecessores, vestida de túnica como símbolo de virgindade. Para além dos atributos habituais da deusa Diana – o arco, as flechas e a lua em fase de quarto minguante na cabeça – nesta versão em mármore, por exigência técnica, devido ao peso excessivo do material, Houdon foi obrigado a criar pontos de apoio: um tufo de plantas aquáticas na base e uma aljava para consolidar o braço esquerdo.

Exemplar único em mármore, pertenceu a Catarina II da Rússia, tendo estado exposto no Museu do Ermitage. A sua popularidade advém-lhe de um conjunto de factores, incluindo o do escândalo causado na época pela sua nudez integral, considerada excessiva e inconveniente.

sexta-feira, maio 21, 2010

Cinco quadros roubados do Museu de Arte Moderna de Paris

Cinco quadros de autores como Picasso e Matisse foram roubados do Museu de Arte Moderna em Paris, França. As obras estão avaliadas em cerca de 500 mil euros
Cinco quadros 
roubados do Museu de Arte Moderna de Paris
De acordo com a BBC que cita fontes policiais, as obras de arte foram retiradas do museu durante a última madrugada e o alerta foi dado ao início da manhã. Os funcionários do museu descobriram uma janela e um cadeado partidos, o que permitiu aos criminosos acederem às pinturas.
No entanto, e de acordo com a estação britânica, as imagens da câmara de segurança mostram a entrada de uma pessoa, pela janela, durante a noite. Por perceber está ainda o porquê de os alarmes não terem chamado a atenção para o facto.
A BBC escreve ainda que as pinturas estão avaliadas em cerca de quinhentos mil euros.
De acordo com vários meios de comunicação as obras que foram roubadas são: Le Pigeon aux petits pois de Picasso, La Pastorale de Matisse, L'Olivier près de l'Estaque de Braque, La Femme à l'éventail de Modigliani e Nature morte aux chandeliers de Léger. 
 
 
 
 
 
 
fonte: SOl/Lusa, 20/05/2010

quinta-feira, maio 06, 2010

Quadro de Picasso bateu recorde mundial

fonte JN
O quadro de Picasso "Desnudo, hojas verdes y busto" (1932) bateu um recorde mundial, ao ser vendido num leilão por 106,4 milhões de dólares (81 milhões de euros).



O leilão realizou-se ontem, terça-feira à noite, sendo vendido por 106,4 milhões de dólares (81 milhões de euros) na Christie's de Nova Iorque.
Com este resultado, Picasso ultrapassou Alberto Giacometti, com a escultura "El hombre que camina I" (1961), vendido pela Sotheby´s em Fevereiro, em Londres, por 104,3 milhões de dólares (74,3 milhões de euros).
Até então Picasso ostentava o recorde de quadro mais caro vendido em leilões de arte graças ao seu "Muchacho com pipa" (1904), também vendido na Sotheby´s por 104,1 milhões de dólares (74,1 milhões de euros).

terça-feira, maio 04, 2010

Descoberta estátua do faraó egípcio Ptolomeu IV com 2200 anos

Uma equipa de arqueólogos egípcios descobriu uma estátua de grandes dimensões do século III antes de Cristo que representa o faraó Ptolomeu IV, que governou o Egipto entre os anos 221 e 203 a.C..
O achado, hoje anunciado pelo ministro egípcio da Cultura, Faruk Hosni, foi feito no templo de Tabusiris Magna, na zona conhecida como Burg al Arab, 50 quilómetros a oeste de Alexandria, na mesma área onde estão a ser procurados os túmulos da rainha Cleópatra e do general romano Marco António.
Os arqueólogos encontraram também a entrada original do edifício, bem como as portas de pedra que determinam a localização desse acesso.
Por sua vez, o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawas, observou que a estátua, à qual falta a cabeça, foi esculpida em granito e é uma das mais bem conservadas do período ptolemaico, que vai de 350 a 30 a.C..
Hawas acrescentou ainda que a obra está esculpida em estilo tradicional e que nela se destaca o torso nu e uma saia estriada.
O arqueólogo egípcio sublinhou que, segundo um documento encontrado juntamente com a estátua, esta pertence ao reinado de Ptolomeu IV, que ordenou a reconstrução do templo.
Além disso, a equipa de especialistas egípcios achou um grande túmulo que continha falcões mumificados com as cabeças viradas para o templo, o que indica, de acordo com Hawas, que existe um rei enterrado dentro do edifício.
As escavações nesta zona, nas quais participa a dominicana Kathleen Teresa Martínez, têm como objetivo encontrar os túmulos de Cleópatra, que governou o Egipto no século I a.C., e do general romano Marco António.
“Cremos que Cleópatra e Marco António foram enterrados num templo ali”, disse Hawas.
O templo encontra-se no sítio arqueológico conhecido como Abusiris, uma das 14 zonas do país em que o deus egípcio Seth sepultou os pedaços do corpo do seu irmão, o deus Osíris, depois de o assassinar, segundo a antiga mitologia egípcia.
Na mesma área, os arqueólogos descobriram nos últimos meses um busto de Cleópatra, uma estátua real sem cabeça e 24 moedas com desenhos da rainha. in: Publico

quinta-feira, abril 29, 2010

dia Mundial da dança


Bolshoi Ballet: Quebra Nozes

prima ballerina em forma aos 47 anos

Nina Ananiashvili é diretora artística da companhia State Ballet of Georgia, de Tbilisi, que tem ajudado a reerguer. Mas, com 47 anos, é também prima ballerina. Ainda em fevereiro deste ano, teve a seu cargo as interpretações a solo dos dois espetáculos apresentados pela companhia numa digressão pelo Japão. Nina está em forma e os críticos adoram-na; a sua idade não é barreira ao sucesso.
Antes do ballet, Nina dedicou-se à patinagem artística quando ainda era uma criança e a Geórgia pertencia à União Soviética. Foi em Moscovo que a sua carreira começou.
Em 1981, com apenas 18 anos, Nina partia em digressão mundial como solista nos espetáculos produzidos pela companhia moscovita Bolshoi. Não só era um privilégio profissional, como também cívico; nessa época, poucos eram os soviéticos que tinham permissão para sair do país.
"Recordo-me da primeira vez que estive em Paris. As luzes eram belíssimas. Mas isso entristeceu-me, porque sabia que o meu povo nunca teria a oportunidade de as ver", refere à CNN. "Nunca imaginei que, um dia, os nossos edifícios em Tbilisi viessem a ter as mesmas luzes".
Após a queda do regime soviético, Nina Ananiashvili levou o seu talento a outras companhias de ballet mundiais e, em 2009, celebrou o 16º aniversário da sua colaboração como Prima Ballerina com a nova-iorquina American Ballet Theater.(jornal i)