Mostrar mensagens com a etiqueta efemérides. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta efemérides. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, abril 25, 2011
domingo, abril 10, 2011
O poeta beija tudo
O poeta beija tudo, graças a Deus… E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade…
E diz assim: “É preciso saber olhar…”
E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos…
E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás…
E perde tempo (ganha tempo…) a namorar uma ovelha…
E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso…
E acha que tudo é importante…
E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim…
E reparou que os homens estavam tristes…
E escreveu uns versos que começam desta maneira: “O segredo é amar…”
Sebastião da Gama
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
segunda-feira, janeiro 17, 2011
lembrando uma flor
17 de Janeiro. Uma data que será sempre assinalada aos que tiveram o privilégio de conhecer a Catarina.Era uma Menina tocada pela paralisia cerebral, de grandes olhos castanhos, sorridentes, brilhantes a esconder a falta de luz, de riso à nossa voz, dependendo de todos e todos dependendo dela. Partiu, sem aviso, no silêncio da sua vida, às vezes queixosa; já faz dois anos.
É assim que concebo os Anjos: puros, risonhos, dependendo de nós e nós deles.
Vela pelos teus Pais e Irmão. Até sempre querida,
tia Tuka
Vela pelos teus Pais e Irmão. Até sempre querida,
tia Tuka
quarta-feira, dezembro 08, 2010
sexta-feira, novembro 26, 2010
YOU ARE WELCOME TO ELSINORE
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
(09/08/1923-26-11-2006) auto retrato do Autor feito pelo Autor
sábado, novembro 20, 2010
dia Universal da Criança
"O ser humano vê-se a si mesmo, aos seus pensamentos, como algo separado do resto do Universo, uma espécie de ilusão de óptica da sua consciência.
Essa ilusão é uma prisão que nos restringe os desejos pessoais, os conceitos e o afecto por pessoas mais próximas.
A nossa principal tarefa é livrarmo-nos desta prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão para que possa abranger todos os seres vivos, toda a natureza e a sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente este objectivo, mas lutar pela sua realização já é, por si só, parte da nossa libertação e o alicerce da nossa segurança interior.
Essa ilusão é uma prisão que nos restringe os desejos pessoais, os conceitos e o afecto por pessoas mais próximas.
A nossa principal tarefa é livrarmo-nos desta prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão para que possa abranger todos os seres vivos, toda a natureza e a sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente este objectivo, mas lutar pela sua realização já é, por si só, parte da nossa libertação e o alicerce da nossa segurança interior.
quarta-feira, outubro 06, 2010
celebrando o 05 de Outubro
é assim mesmo! "Quinta da Aveleda" bem frio, num sítio calmo, muito bem servido. Passo a publicidade: "Cantinho da Madalena", Madalena do Mar, Madeira
terça-feira, outubro 05, 2010
segunda-feira, outubro 04, 2010
sexta-feira, outubro 01, 2010
terça-feira, setembro 21, 2010
segunda-feira, setembro 13, 2010
Auto Retrato
Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.
Natália Correia
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.
Natália Correia
S.Miguel, Açores, 13/09/1923
Lisboa, 16/03/1993
sexta-feira, agosto 20, 2010
Josefa a bombeira
"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra?"
Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias
quarta-feira, agosto 11, 2010
Aproveitem a vida
"Aproveitem a vida
Ajudem-se uns aos outros
Apreciem cada momento
Agradeçam
Não deixem nada por dizer
Não deixem nada por fazer"
(António Feio)
Ajudem-se uns aos outros
Apreciem cada momento
Agradeçam
Não deixem nada por dizer
Não deixem nada por fazer"
(António Feio)
sexta-feira, agosto 06, 2010
a ponte sobre o Tejo faz hoje 44 anos

Inaugurada a 06 de Agosto de 1966 (foto a preto e branco) foi inicialmente chamada de Ponte Salazar. A ponte unia Lisboa à margem Sul, uma boa ligação, estando já preparada para a instalação futura de uma linha férrea.
Depois do 25 Abril de 1974 a ponte passou a chamar-se, e bem, Ponte 25 de Abril.Hoje já com o combóio a funcionar, são dezenas de milhar os portugueses que, diariamente, a cruzam.
a foto a cores é de autoria de José Figueira, excelente fotógrafo de Almada, que podem visitar em photoscriptos.blogspot.com. Aconselho.
quarta-feira, agosto 04, 2010
04 de Agosto de 1935
A 04 de Agosto de 1935 fez-se a 1ª emissão da Rádio Pública em Portugal. São 75 anos que hoje se comemoram e que nos devem fazer reflectir da importância que a rádio teve (e tem) na divulgação da informação, da cultura e mesmo da arte.
Lembrar as vozes de Fernando Pessa, Maria Leonor, Pedro Moutinho, Fialho Gouveia, há poucos anos a vivacidade da notícia na voz de Francisco Sena Santos, é pouco. Foi - e é - a rádio que, mesmo sem imagem, nos dá a imagem do acontecimento em cima da hora. Não posso esquecer que foi através da Rádio que o sinal para a Revolução dos Cravos, o nosso 25 de Abril, foi dado.
Merece pois um louvor nesta efeméride, a rádio livre, informativa e formativa.
sexta-feira, julho 30, 2010
partiu um lutador
as palavras que podem ouvir, dizem o resto. Faleceu ontem à noite, de cancro no pâncreas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










