Maria Teresa Góis
domingo, novembro 01, 2009
indecisão
Maria Teresa Góis
sexta-feira, outubro 23, 2009
do "ser" ao "parecer" e vice-versa
Maria Teresa Góis, 22.10.2009
segunda-feira, outubro 19, 2009
1º ANIVERSÁRIO DO tukakubana.blog
Amigos,Quando me atazanaram a cabeça que fizesse um blog pensei que o alimentaria, só e apenas, com os meus próprios escritos. Impossível; não passamos pelo Mundo de cabeça no ar e é compartilhando ideias, cultura, pensamentos, poesia, humor, fotografias e opiniões que nos socializamos, que nos enriquecemos e que crescemos, também.
A todos vocês que por aqui andarilham, o meu obrigada.
Aos meus visitantes do Brasil "aquele abraço", pois são fiéis, diários, assíduos q. b. Pena que não ponham nos "seguidores" a sua foto para que os possa conhecer...
Deixem as vossas sugestões.
Ajudem-me a fazer melhor.
A todos, conhecidos e desconhecidos,mas todos amigos,só posso dizer, OBRIGADA.
POR IMPOSSIBILIDADE DE ENVIO DE COMENTÁRIO, JOSÉ LUIS RODRIGUES ESCREVEU:Parabéns.Porque um aninho faz sempre bem comemorar. O seu blog é uma frescura no horizonte sombrio e tão sem graça que nos rodeia. Bem haja e muita força para continuar. Conte comigo.
quinta-feira, outubro 15, 2009
negação
O anúncio de uma chuva estéril
E um vento que não arranca sinfonias.
Surpresa, a passarada não voa
E os galos permanecem afónicos.
Há o miado pungente nos gatos
E o ganido uivante dos cães.
As nuvens não quiseram que o sol as aquecesse
E o mar desviou-se dos rochedos.
No ventre da Mãe, hoje sem sorriso,
A criança ignorou a vida.
Na rua, cruzada,
O Homem ignorou a realidade
Porque hoje,
Não há solidariedade.
autor: Maria Teresa Góis,
quarta-feira, outubro 14, 2009
Não será fascinante…

Porto Moniz, 13 Outubro 2009
quarta-feira, outubro 07, 2009
a imagem peregrina de MARIA
“A oração é algo natural do homem, como falar ou suspirar, ou olhar, ou como latejar do coração enamorado. Na realidade é também uma queixa. A nossa oração não é mais do que estabelecer contacto com Deus. É uma comunicação com Deus e não necessita ser com palavras e nem mesmo com a mente.Podemos comunicar com o olhar, com o sorriso, os suspiros, contemplar o céu, ou beber a água.De facto todos os nossos actos corporais são Oração. O nosso corpo formula uma profunda acção de graças em suas entranhas, quando sedento, recebe um copo de água. Quando, num dia de calor, mergulhamos num rio fresco, toda nossa pele canta o hino de acção de graças ao Criador, ainda que esta seja uma oração irracional, que se faz sem nosso consentimento e às vezes mesmo, apesar de nós. O trabalho é uma oração existencial. Deus envolve-nos por todos os lados como a atmosfera.
A razão pela qual a não costumamos experimentar a presença de Deus é por estarmos acostumados a que toda experiência nos venha de fora, e essa experiência é de dentro. Estamos voltados para o exterior, pendentes da sensação de fora e então, passam-nos inadvertidos os toques e as vozes de dentro”. (Thomas Merton)
NOTA DA REDACÇÃO -
VEM ESTE TEXTO A PROPÓSITO DA VINDA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA À ILHA DA MADEIRA A 12 DE OUTUBRO. CONSTITUEM-SE COMISSÕES, FAZEM-SE REUNIÕES A TODOS OS NÍVEIS, ELABORAM-SE CALENDÁRIOS. AS IGREJAS VÃO ABARROTAR DE GENTE FERVOROSA, SE CALHAR VÃO-SE VENDER UMAS CENTENAS DE TERÇOS E MILHARES DE IMAGENS E PAGELAS, ENFIM, O COSTUME. O COMÉRCIO RELIGIOSO QUE, COMO UMA LAPA, SE COLA A TODAS AS MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS, EXPLORANDO O LADO MAIS FRACO DOS FIÉIS QUE SENTEM A SUA FÉ ASSIM AUMENTADA. MAS ANTES, ANTES DAS AGLOMERAÇÕES PENITENCIAIS, QUE PREPARAÇÃO SE FEZ, QUE ENRIQUECIMENTO RELIGIOSO E DE ÂMBITO PESSOAL SE COMUNICOU, QUE ESSÊNCIA SE TRANSMITIU DA FIGURA ÍMPAR DE MARIA? OU QUERERÁ A IGREJA CONTINUAR A SER UMA IGREJA DE MASSAS, DE TERÇOS PAPAGUEADOS DE OLHOS FECHADOS, DE IMAGENS QUE NÃO PASSAM DE ISSO MESMO, IMAGENS, E DE UMA DIMENSÃO ESPIRITUAL RESTRITA, SEM DÚVIDAS, SEM BUSCAS, SEM A CAMINHADA INSEGURA QUE É A DO CAMINHO DA FÉ, EM QUE O VERBO "PEDIR" TEM PRIMAZIA SOBRE O VERBO "ACEITAR", EM QUE A CURA NÃO IDENTIFICA A DOENÇA...
AO TRANSCREVER O TEXTO DE THOMAS MERTON, UM MESTRE NA PARTILHA DO SENTIDO DA ORAÇÃO E DO SILÊNCIO, NÃO PRETENDI SENÃO O APOIO A ESTE DESABAFO OPINATIVO.
Maria Teresa Góis, 01 Outubro 2009
domingo, outubro 04, 2009
04 Outubro, dia de S. Francisco Assis
Não me vou debruçar sobre a história da vida de São Francisco.Não vou, também, lembrar a oração sobejamente papagueada e muito pouco introspectiva na sua essência, vendida em pagelas e muito pouco posta em prática e que começa com a invocação:"Senhor, fazei-me instrumento da Vossa Paz..."
Do homem que viveu na renúncia, na Pobreza feliz, depois de ter conhecido a abundância pelo seu nascimento, quero retirar e apenas, o exemplo da simplicidade, do homem ecológico quando ainda se não falava em ambiente ou biosfera.
O Amor à Natureza deu-lhe a Sabedoria dela tirar pleno proveito e sustento, sem danificar, sem prejudicar terceiros.
Precisamos de HOMENS FRANCISCANOS na política e no quotidiano que implementem o respeito à natureza e a sua protecção.
Ao escrever estas linhas vem-me à ideia que todos os nascidos neste dia que com a minha vida cruzaram caminhos, eram, os que já partiram e são, os que por cá felizmente ainda andam, pessoas muito humanas, amigas do natural, da transparência e da simplicidade, da Natureza.
Especial abraço, neste dia, aos meus cunhados gémeos, Jorge e Francisco, por partilharem deste espírito e o tentarem incutir por onde passam. Têm, sem dúvida, costela Franciscana...
Porto Moniz, 04 Outubro 2009
quinta-feira, outubro 01, 2009
dia internacional do Idoso

O estatuto do idoso confere-lhe o direito à saúde física e mental, ao seu contínuo aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.
O Estado, a Família e até a Sociedade, têm o dever de amparar o idoso, protegendo-o de qualquer atentado aos seus direitos, seja por acção ou por omissão.
São também os idosos, além das grávidas e deficientes, os que devem ter estatuto prioritário no atendimento urgente e transportes, por exemplo.
Qualquer pessoa testemunha da violação destes direitos, deveria sentir a obrigação moral de os denunciar.
Contudo, e por mais celebrações que se façam, continuamos a ser bombardeados com notícias de violência, de abandono hospitalar, de desprezo. Há imensos idosos abandonados, dependentes de terceiros chegam a esperar um dia ou mais por uma higiene atempada ou uma chávena de leite quente.
Todos nascemos, crescemos e a lógica da vida é envelhecermos.
Saibamos na juventude e na maioridade dignificar a Vida e os que cruzam os nossos caminhos, para que a vida nos ampare na sementeira que havemos de colher na velhice.
MARIA TERESA S TAVARES GÓIS, 02 OUTº 09
quarta-feira, setembro 30, 2009
Lágrimas
política de trazer por casa
Todos, queiramos ou não, somos políticos - todas as nossas pequenas decisões têm um cunho político ou um cunho espiritual.
O dia de reflexão que antecede o acto eleitoral deveria ser feito todos os dias, no que sofremos e gozamos na pele, no que entendemos e vivemos, no que projectamos, num olhar crítico e actual.
Fernando Pessoa disse:"Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura". Já Brecht descrevia o analfabeto político (já publicado neste blog) entre outras coisas como o que"...é tão burro que se orgulha e enche o peito, dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, corrupto e subserviente das empresas nacionais e multinacionais...".
Usemos pois, em liberdade, o nosso direito de cidadania em pleno.
autor: MARIA TERESA GÓIS
Que pena ouvir-se tanto desabafo negativo sobre a política... Mas, bem haja o sistema político que nós temos, permite tais debafos, ainda bem e só por isso devemos valorizá-lo. Gosto muito da frase do churchill, «a Democracia foi o pior sistema político que se inventou, mas nunca ninguém conseguiu inventar um melhor do que este». Vamos todos participar na política nem que seja com o simples gesto de ir votar. Está nas mãos de todos contribuir para que as coisas melhorem...
José Luís, P.
quinta-feira, setembro 24, 2009
o homem civilizado, hoje, e o poder

Criou o conceito do Estado Natureza mas não conseguiu, com ele, formar uma aliança.
A poluição, química e biológica, ameaçou o equilíbrio do estado de Direito e do estado Natureza.
O homem moderno, dito civilizado, descobre, inventa, desequilibra e destrói.
O homem deveria ser um ser integrado, respeitador, muitas vezes dependente da Natureza, perdeu a sábia visão dela tirar proveito e, provocando alterações, devasta os possíveis elos, desfragmentando a ligação do homem ao ambiente.
A política, seja de esquerda seja de direita, totalitária ou democrática, luta "ad infinitum" pelo poder, pelo domínio.
Com as alterações ambientais, climáticas que, já hoje, experimentamos, não é fácil prever que serão vencidas por um inimigo que desprezaram: a Natureza, explorada e desequilibrada.
AUTOR - MARIA TERESA S T GÓIS, 18.09.09
sábado, agosto 15, 2009
Arraial

Era Agosto, hora da canícula. Dois planos marcavam a luminosidade da tarde - o cinzento do alcatrão e o azul do céu. Tudo o mais era, ali, calor e zumbido infernal de insectos. Subimos em direcção ao Arraial. Cordões de flores de plástico ladeavam a estrada presas em varas pintadas de branco e enfeitadas de ramos de loureiro. Ouvia-se, longe, o responder do povo vestido de festa e apinhado na Igreja engalanada.
Doía a passividade quente, o fervor e a indiferença de algum espectador demasiado bêbado para sentir qualquer coisa.Vista do adro a paisagem gentil e consoladora mergulhava no mar de prata.
Finalmente estala o fogo no ar ! A vozearia, os olhares femininos acesos de bisbilhotices e aquela mole colorida vertendo pelos espaços, indicavam o final da cerimónia.Ataca a banda, a vinhaça nas barracas e aviva-se o braseiro das espetadas. Desapertam-se nós de gravatas, mulheres correm a casa no passo apressado que deixa ver calcanhares e os miúdos fazem rali na multidão que, a custo, dispersa.
Quando o tom solar for mais ameno voltar-se-ão a juntar para ouvir o conjunto e, quem sabe, dançar.O palco está pronto; crianças improvisam saltos e momices próprias de canalha. Sob o tabuado, um vulto encolhido nada vê, nada ouve. Descansa.
É o "Primo", figura conhecida e sempre o primeiro a chegar com os enfeites, a provar o vinho. A sua felicidade é dançar, falar só, "Primo" de todo o mundo, inofensivo no falar, ofensivo no álcool, apagado na vida. Aproveitam-lhe a pensão de invalidez os amigos. O mais ele percorria a pé, como a pé eram todos os seus passos.Regressa o povo vestido de à-vontade, petiscado, pronto para a tarde, pronto para a noite até que dê...
No palco afinam-se instrumentos e abre-se o sentido das crianças, esbugalhadas. Um ou outro olha o vulto imóvel e comenta – que bebedeira ! As colunas de som debitam foleiradas da rádio e o povo aproveita, ávido, a quentura da tarde, o fogo de estalo, os cheiros no ar enfim, a sua última festa de verão.Só aquele vulto jaz, não reage, não participa. A Padroeira tinha-o chamado...
Maria Teresa Góis (sobre facto verídico passado Ribª da Janela, Porto Moniz)
quarta-feira, agosto 12, 2009
Conheço…
Conheço quem viva na solidão e no silêncio. Quem exista em vez de viver, quem sobreviva
Mais que as carências alimentares que, no social em que vive ainda não se sentem muito, doem as carências afectivas.Silêncio não é solidão quando o escolhemos para nos encontrarmos, para organizarmos o nosso eu, seja qual for a intensidade. A solidão leva ao ruído, à falta do ruído da PRESENÇA, da fala, do afago. Leva, tantas vezes, ao ruído do choro. Noutros casos, ao ruído da revolta.
Há demasiadas pessoas em solidão. Faltam pessoas em silêncio.domingo, agosto 09, 2009
A força da mudança

Mudam-se os tempos e com eles as mentalidades. para que a excepção cumpra a regra, sempre fica algum "velho do Restelo" a acenar na praia eterna.
Há quem faça mudanças radicais - a casa, o carro, o marido, o emprego, os amigos, a religião; encontra-se sempre um porquê ou uma culpa para mudar.
O tempo muda, as paisagens transformam-se mudando o dia a dia para a evolução ou para a degradação.
Mudam-se as certezas, as vontades, o que hoje é verdade muda para a mentira, amanhã.
O que dantes mudava em décadas, hoje muda no todos os dias!
Muda-se ao envelhecer e já não há pessoas sempre iguais a si próprias; a sociedade obriga-nos a mudar.
Eu mudo, tu mudas, ele muda...
Até o silêncio que se ouve, antes pequeno, muda em silêncio cada vez maior !
Maria Teresa Góis, 07.08.2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
O Homem individual e individualista
Desde o dia em que foi instalado, não mais se desligou o computador.
As pessoas deixaram de existir, o diálogo passou a ser o som das teclas. A luz, através da janela, projectava a alegria exterior mas incomodava, no reflexo do ecrã. Fecham-se as cortinas e, com elas, as "janelas". Todos os ruídos incomodam! As portas fecham-se e só se abrem ao extremamente necessário.As horas das refeições passaram a prato pousado à esquerda ou à direita do teclado e, assim, se simplificam as refeições.
É este o perigo que hoje se corre – o da ignorância das pessoas, do uso da vida, do diálogo, da alimentação equilibrada, da perda da vista, em suma, da dependência.
Toda a dependência, seja ela qual for a sua origem ou fim, diminui o ser humano!
Maria Teresa Góis, 05.08.09
Tapa Sóis
sábado, agosto 01, 2009
O meu infinito é grande
quinta-feira, julho 30, 2009
O sítio onde moro....

É aqui que eu vivo, entre verdes, ventos, sóis e nevoeiros. Aqui criei raízes ao construir a casa, aqui liguei cordões umbilicais ao ter os filhos e ao aqui viver mais de metade da minha vida e aqui quero continuar. As gentes são boas, porque, como dizia uma ex-vizinha minha, a Tia Jacinta dona de oito décadas de sabedoria, "o mundo é composto com tudo - tem de haver tontos e sabidos". E eu, filha adoptiva da terra, tanto sou tonta como sabida! E todos os dias aprendo, todos os dias há coisas novas a arrecadar.São generosas, agradáveis.
E vem isto a propósito da fotografia que ilustra o texto: um caixote de ameixas.
Ontem, porque o meu marido foi colher amoras de silvado para fazer o doce caseiro, quando fui comprar o açúcar perguntaram-me se era para doce de ameixa. Disse que era para o de amora, pois não tinha ameixas e a resposta foi pronta:"deixe estar que eu arranjo-lhe umas amexinhas". Cá estão,em quantidade industrial para uma casa de família pequena (que eu vou ter de repartir) túrgidas e cheirosas, de polpa e sumo, num convite à prova imediata. Deleitem-se, mas não babem; chamam-lhe, por cá, "ameixas pêssegas"!
quarta-feira, julho 29, 2009
terça-feira, julho 14, 2009
" O homo eleitus"

Porto Moniz, 13/07/09 Maria Teresa Góis




