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terça-feira, maio 25, 2010

Não Acredito na Palavra Glória


A glória externa está mais ligada à morte que à vida. Quando a glória chega, e se abate sobre qualquer um, o objecto que a provocou já está escrito, no seu caminho, já feito, as obras já foram contabilizadas nas colunas da morte. Somos substituídos por aquilo que já fizemos, e querer ser célebre a qualquer preço é, igualmente, apossar-se da própria morte, conhecer já o que ela faz.

Marguerite Duras, in "Mundo Exterior "
A todos os Povos Africanos, a Paz, a saúde, o desenvolvimento, as políticas correctas a favor das Nações, a protecção das Crianças e das Mulheres, a qualidade de Vida indispensável. É a minha saudação.
tukakubana

anedota do dia (ou como os homens são mesmo "tótós")

Num café e enquanto bebia uma bica, um marmanjo não consegue tirar os olhos de uma tipa daquelas toda-boa como o milho e ganhando coragem foi ter com ela para perguntar:
- Posso saber o teu nome?
A moça muito compenetrada respondeu:
- Mercedes.
Perante aquele nome ele voltou a questioná-la.
- O sobrenome por acaso é Benz?
Ela sorriu com um ar muito tentador e respondeu:
- Exactamente.
Ele sorriu também e quis continuar o questionário.
- Lindo Nome! Alguma relação com o carro?
Com o sorriso ainda mais aberto ela anuiu:
- O mesmo preço! 

recebido por email

segunda-feira, maio 24, 2010

texto em um azulejo - Toledo, Espanha

As Virtudes de Cada Um

Não desprezo os homens. Se o fizesse, não teria direito algum nem razão alguma para tentar governá-los. Sei que são vãos, ignorantes, ávidos, inquietos, capazes de quase tudo para triunfar, para se fazer valer, mesmo aos seus próprios olhos, ou simplesmente para evitar o sofrimento. Sei muito bem: sou como eles, pelo menos momentaneamente, ou poderia tê-lo sido. Entre outrem e eu, as diferenças que distingo são demasiado insignificantes para que a minha atitude se afaste tanto da fria superioridade do filósofo como da arrogância de César. Os mais opacos dos homens também têm os seus clarões: este assassino toca correctamente flauta; este contramestre que dilacera o dorso dos escravos com chicotadas é talvez um bom filho; este idiota partilharia comigo o seu último bocado de pão. Há poucos a quem não possa ensinar-se convenientemente alguma coisa. O nosso grande erro é querer encontrar em cada um, em especial, as virtudes que ele não tem e desinteressarmo-nos de cultivar as que ele possui.

Marguerite Yourcenar, in 'Memórias de Adriano'

O Homem não Deseja a Paz

Que estranho bicho o homem. O que ele mais deseja no convívio inter-humano não é afinal a paz, a concórdia, o sossego colectivo. O que ele deseja realmente é a guerra, o risco ao menos disso, e no fundo o desastre, o infortúnio. Ele não foi feito para a conquista de seja o que for, mas só para o conquistar seja o que for. Poucos homens afirmaram que a guerra é um bem (Hegel, por exemplo), mas é isso que no fundo desejam. A guerra é o perigo, o desafio ao destino, a possibilidade de triunfo, mas sobretudo a inquietação em acção. Da paz se diz que é «podre», porque é o estarmos recaídos sobre nós, a inactividade, a derrota que sobrevém não apenas ao que ficou derrotado, mas ainda ou sobretudo ao que venceu. O que ficou derrotado é o mais feliz pela necessidade iniludível de tentar de novo a sorte. Mas o que venceu não tem paz senão por algum tempo no seu coração alvoroçado. A guerra é o estado natural do bicho humano, ele não pode suportar a felicidade a que aspirou. Como o grupo de futebol, qualquer vitória alcançada é o estímulo insuportável para vencer outra vez. 
Imaginar o mundo pacificado em aceitação e contentamento consigo é apenas o mito que justifique a continuação da guerra. A paz é insuportável como a pasmaceira. Nas situações mais vulgares, nós vemos a imperiosa necessidade de desafiar, irritar, provocar, agredir, sem razão nenhuma que não seja a de agitar a quietude, destruir a estagnação, fazer surgir o risco, a aventura. É o que leva o jogador a jogar, mesmo que não necessite de ganhar, pelo puro prazer de saborear o poder perder para a hipótese de não perder e ganhar. A excelência de nós próprios só se entende se se afirmar sobre o que o não é.
Numa sociedade de ricaços ninguém era feliz. Seria então necessário que por qualquer coisa houvesse alguns felizes sobre a infelicidade dos outros. O homem é o lobo do homem para que este possa ser o cordeiro daquele. Nenhuma luta se destina a criar a justiça, mas apenas a instaurar a injustiça. O homem é um ser sem remédio. Todo o remédio que ele quiser inventar é só para sobrepor a razão ao irracional que de facto é. Toda a história das guerras é uma parada de comédia para iludir a sua invencível condição de tragédia. A verdade dele é o crime. E tudo o mais é um pretexto para o disfarçar. A fábula do lobo e do cordeiro já disse tudo. A superioridade do homem sobre o lobo é que ele tem mais imaginação para inventar razões. A superioridade do homem sobre o lobo é que ele tam mais hábitos de educação. E a razão é uma forma de sermos educados.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente IV'

domingo, maio 23, 2010

as nuvens da Islândia

nos fóruns internacionais tem-se debatido a situação económica versus segurança de voo.

Os pilotos (IFALPA- Mundial e ECA – Europa) têm sido muito claros quanto à segurança.
Os passos que estão a ser dados na abordagem da situação criada com as cinzas vulcânicas e da regulamentação que certamente irá evoluir nesta matéria, está sob o escrutínio constante das organizações nacionais e internacionais de pilotos, para não se passar do 8 para o 80!!!!!!
O exemplo do que a tal nuvem vulcânica pode provocar, para quem ainda tem dúvidas!
 recebido por email
notícia divulgada hoje às 18hOO TMG o vulcão deixou de expelir cinzas.



As virtudes dos homens são semelhantes ao voo dos pássaros. Não se prenda aos atractivos inferiores. A ave que se habitua com a paisagem rasteira, perde o gosto pela altura. 
(provérbio indiano)

tradições - Dia de Pentecostes

A Festa do Divino Espírito Santo realiza-se no dia de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa. Portanto, possui data móvel, que varia entre fins de maio e início de Junho. Este evento é mais citado no Novo Testamento do que no Antigo, uma vez que tem importância capital para a fé e liturgia cristãs: é em Pentecostes que ocorre a descida da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo, sobre os Apóstolos de Jesus, reunidos  no Cenáculo após Sua morte, mas ainda leigos para a missão evangelizadora que lhes caberia. É o Espírito que os inspira e os prepara, descendo sobre suas cabeças na forma de uma língua de fogo, a centelha do entendimento, a "marca" Divino.
É nesse momento que nasce a primeira Igreja de Cristo; do discurso de Pedro e do “dom das línguas”, adquirido imediatamente após a descida do Santo Espírito e que significa a capacidade de dirigir-se a todas as nações e ser compreendido por elas.
Esta festa cristã, no entanto, tem uma origem judaica: é o SHAVUOT, a festa das Primícias da colheita do trigo. Uma festa agrícola à qual, depois, foi dado também um motivo histórico: é quando se comemora a outorga da lei a Moisés.
Seu significado simbólico cresce em beleza se associarmos o SHAVUOT ao PENTECOSTES. Com o trigo faz-se o pão, alimento do corpo. Com as tábuas de Moisés faz-se a lei, alimento moral. Com o Espírito Santo faz-se o discernimento, alimento da alma. Belas e fartas colheitas, portanto!
Acredita-se que a Rainha Santa Isabel de Aragão, de Portugal (1271 – 1336), casada com o Rei D.Diniz foi a responsável pela difusão das comemorações em honra ao Espírito Santo e foi também quem lançou as bases da Congregação do Espírito Santo, um movimento de solidariedade cristã que foi, aos poucos, absorvendo as tradicionais festas pagãs. Ao que parece, as festas iniciaram-se com a construção da Igreja do Espírito Santo na cidade de Alenquer.
O ponto alto dos festejos acontecia dentro do mais puro espírito cristão de igualdade e fraternidade, que unia os ricos e os pobres, sem distinção; era quando, por iniciativa da rainha, o bispo coroava um rapazinho da comunidade humilde, que se transformava em imperador por um dia, e assistia à missa solene, coroado e sentado em trono ao lado do altar, ocupando o lugar do rei. Nesta ocasião distribuía-se uma refeição à base de carne e batata, o “bôdo”, a toda a população do lugar. A comemoração espalhou-se pelo reino de forma semelhante ao cerimonial iniciado pela rainha, e, com a devida autorização, foram criadas coroas semelhantes a do rei, com os símbolos da Santíssima Trindade, para que os procedimentos em tudo seguissem os originais. Lá como aqui, mantiveram-se os elementos essenciais da festa: a coroação de um rapaz humilde durante a missa da véspera, o trono ao lado do altar e a farta distribuição de comida ao povo. fonte net
Nota da Redacção:
 Todo o Portugal mantém a tradição da "bênção do pão" (os "brindeiros") e lembro-me que em Porto Moniz, há décadas, neste dia se dava um bôdo aos mais pobres composto de pão bento, carne, vinho,um talher e um prato. Interessante ressalvar que este brindeiro, por força talvez da forte cozedura, aguenta anos sem criar mofo ou bolor, o que é atribuído pelo povo em geral, à bênção do pão.
São usos e costumes que se vão desenraizando, ou por desinteresse da comunidade, ou por falta de organização, ou por "pressa" de celebração. Uma coisa é certa, por falta de pobreza não será.
(NAS FOTOS BRINDEIRO E BANDEIRA DO ESPÍRITO SANTO USADAS EM PORTO MONIZ, MADEIRA)

Restauro de guerreiros de Xian distinguido com Prémio Príncipe das Astúrias

A equipa que há 36 anos está a recuperar e a restaurar os mais de oito mil guerreiros de terracota que formam o Exército de Xian, descoberto em 1974, foi distinguida com o Prémio Príncipe das Astúrias na categoria Ciência Sociais.
 
O galardão foi justificado com o trabalho desenvolvido pela equipa que tem estudado, restaurado e dado a conhecer ao mundo os guerreiros de barro.

Das oito mil estátuas com dois mil anos de idade que “protegiam” o túmulo do primeiro imperador chinês, Qin Shi Huan, seis mil foram já restauradas. Aquela que é uma das maiores descobertas de arqueologia de sempre, só comparada à do túmulo de Tutankamón, tem sido ainda considerada com uma das tarefas de arqueologia e ciência mais árduas. Durante décadas têm decorrido trabalhos de escavação, estudo e conservação das estátuas, mas a sua conclusão está longe de chegar.
 
fonte: Publico

Nozes ajudam a preservar o coração

Duas nozes por dia são suficientes para ajudar a tratar do colesterol. Nozes e pistachos são alimentos com capacidade para reduzir os níveis de triglicerídeos, elementos responsáveis pela formação de placas de gordura, e do LDL, o chamado mau colesterol. 
A boa notícia é que além de evitarem os grandes inimigos da boa saúde cardíaca, estes alimentos aumentam o HDL, considerado o colesterol positivo.
Estas conclusões são resultado de uma pesquisa conduzida pela Escola de Saúde Pública da Universida de Loma Lima, na Califórnia e foram divulgadas pelo sítio na Internet do jornal O Globo. O trabalho já publicado avaliou 25 estudos com testes clínicos desenvolvidos em sete cidades norte-americanas.
Os médicos envolvidos neste projecto analisaram pesquisas clínicas de 583 homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 19 e 86 anos, no período entre 1992 e 2007. Durante a pesquisa, os participantes aumentaram o consumo de nozes de zero para uma média de 67 gramas por dia. 
Os resultados demonstraram que os indivíduos que consumiram 67 gramas de nozes viram as suas taxas de triglicerídeos reduzidas em 10,2%. O LDL baixou uma média de 5,1 a 7,4%, nas pessoas com níveis mais elevados. Os participantes com níveis mais altos de colesterol também experimentaram uma redução positiva do colesterol total (de 7,45 a 9,6%).
Os maiores beneficiados foram os indivíduos que consumiram 20% das suas calorias diárias em nozes, o que equivale, numa dieta de duas mil calorias, a 400 calorias de nozes.
"As nozes são ricas em gorduras não saturadas, o principal ingrediente para baixar o colesterol", explica Joan Sabaté, responsável pelo projecto. "As nozes também são as fontes mais potentes de proteína entre as plantas, além de conterem fibras e fitoesteróides, que ajudam o colesterol a ser absorvido, conclui o investigador.fonte: Expresso

sábado, maio 22, 2010

Rato rouba protagonismo a Obama

Enquanto Barack Obama se preparava para falar à imprensa sobre a aprovação da reforma dos mercados financeiros, num dos jardins da Casa Branca, outro morador da residência presidencial quis dar o ar da sua graça.
As câmaras dos jornalistas, preparadas de antemão para a entrada de Obama, captaram o inquilino: um rato. As imagens estão a fazer furor pelos Estados Unidos, já que o roedor não só apareceu antes do presidente entrar na sala, como durante as suas declarações, e Obama não reparou que dividia as atenções dos repórteres.

Consultora da Microsoft aos 9 anos

Criança prodígio da informática torna-se consultora da Microsoft e recebe diplomas da multinacional americana. Aos nove anos domina quatro línguas.
Marco Calasan não é uma criança qualquer. Aos nove anos fala quatro línguas e já é consultora da multinacional Microsoft.
Marco Calasan é uma criança prodígio da informática. Além de ter sido convidada para ser consultora da Microsoft, recebeu quatro diplomas por parte da multinacional norte-americana.
O génio de informática concebeu sozinho um sistema sofisticado de gestão de conteúdos em rede que permite aos utilizadores enviarem vídeos de alta qualidade. Marco, nascido na Macedónia, criou ainda um sistema para deficientes no seu país.
A criança domina quatro línguas e escreveu já escreveu um livro de 312 páginas sobre o sistema operativo Windows 7.
A professora Elena Achkovska, do Instituto de Psicologia de SKPJE, acompanha a criança desde os sete anos e reitera as suas capacidades geniais.

fonte:Expresso

Nenúfar mais pequeno do mundo resgatado da extinção



A última vez que o nenúfar Nymphaea thermarum viveu na natureza foi há dois anos, no Ruanda, em África. A planta desapareceu do seu habitat natural devido à exploração humana, mas o especialista em cultivo de plantas Carlos Magdalena conseguiu que a minúscula espécie voltasse a nascer no jardim Kew Garden em Londres.



fonte: Publico
imagem da net 

ONU lança no dia 19 catálogo com mais de um milhão de espécies

Quantas espécies de animais e plantas existem no planeta é uma pergunta ainda sem resposta. A ONU quer ajudar a resolver este “mistério” e lançou dia 19 numa conferência sobre biodiversidade, no Quénia, aquela que diz ser a lista mais completa, com mais de 1,25 milhões de espécies.
Actualmente, as estimativas apontam para valores que variam entre os dois milhões e os cem milhões de espécies. Mas apenas estão descobertas para a ciência 1,9 milhões.
Agora, o Catálogo da Vida 2010, reconhecido pela Convenção para a Diversidade Biológica, assume-se como a lista mais completa de sempre, com 1,257,735 espécies de plantas, animais, fungos e microrganismos, com um total de 2,369.883 nomes que lhe estão associados.
Este é um trabalho coordenado por Frank Bisby, da Escola de Ciências Biológicas na Universidade britânica de Reading, e resulta do esforço de 82 organizações espalhadas por todo o mundo. “O programa do Catálogo da Vida é vital para construir o conhecimento da biodiversidade do planeta no futuro”, comentou Bisby, em comunicado. Além disso, a validação das espécies registadas “permite aos governos, agências e empresas melhorarem os seus modelos a fim de beneficiarem os recursos naturais”.
Helena Freitas, bióloga do Departamento de Ciências da Vida e directora do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, explicou ao PÚBLICO que esta lista é “muito importante se pressupuser a jusante da sua constituição mecanismos de monitorização, avaliação periódica e recomendações de cariz político”. A responsável vê neste esforço de inventariação “mais um empurrão” para a criação de uma estrutura global reguladora.
O documento é acessível na Internet, de forma gratuita.  fonte PUBLICO

sexta-feira, maio 21, 2010

o último que chegou à colecção

 



Lembram-se de, com alívio, lhes ter dito que já arranjara "Pai" para a minha colecção de postais ilustrados? Pois bem, enviei-os ao Dr. A. Camacho com toda a alegria. 
Hoje, recebo este miminho de retorno, com redobrada alegria e fruto da gentileza do Dr. Camacho. 
Mas não foi só; uma deliciosa carta de duas folhas, poemas do Kipling e um poema de K. Kavafy (que desconhecia e que prontamente trarei ao blog).  
Como é interessante a Vida! Nas pequenas disponibilidades criamos empatias e simpatias, quiçá afectos. Aqui vão as fotos do último Presépio que chegou à colecção, penso que da oficina Mistério. Uma foto individual e outra que demonstra  a engenharia necessária para cumprir à risca o ditado: "cabe sempre mais um!". 
Ao amigo A. Camacho, pessoalmente responderei.

Nasceu a primeira forma de vida artificial

Uma bactéria, comandada por uma molécula de ADN sintético, conseguiu reproduzir-se da forma mais natural. O resultado, publicado na revista Science, tem aplicações e implicações – científicas e filosóficas – ainda em grande parte desconhecidas
Na fotografia, as células, com uns 70 micrómetros de diâmetro, parecem diminutos ovos estrelados com a gema azul. Graças a isso, sabemos que não estamos a olhar para uns microrganismos quaisquer, mas para as bactérias criadas por cientistas no laboratório. Vida artificial, fabricada de raiz num pratinho de vidro, a partir dos seus componentes genéticos elementares.   A nova bactéria foi feita “a partir de quatro frascos de compostos químicos”, gosta de repetir Craig Venter nas entrevistas que tem concedido à imprensa (sob embargo) nos últimos dias. Com os seus colegas, o conhecido “caça-genes” norte-americano acaba de inaugurar oficialmente a “era da biologia sintética”. Cada um desses quatro “frascos”, entenda-se, contém uma das "letras" do "alfabeto" com que se escreve o ADN – A, T, G, C –, as moléculas de base que compõem esse grande livro da vida genético. 
A equipa do J. Craig Venter Institute, EUA, já tinha anunciado várias vezes o que vinha aí. Mas na realidade, a sua saga, que começou há mais de 15 anos e custou 40 milhões de dólares, foi pautada, sobretudo desde 2007, por episódios muito excitantes – e também por obstáculos que fizeram os autores temer o fracasso. “Demorou muito mais tempo do que poderíamos ter imaginado”, salienta Venter.
Mas já está – e o nascimento desta primeira forma de vida artificial ficará registado para a posteridade nas páginas da edição de sexta-feira da revista Science (e na Web, desde hoje). “Esta é a primeira célula sintética jamais fabricada”, afirma Venter, “e dizemos que é sintética porque a célula é totalmente derivada de um cromossoma sintético.” 
Peças de lego 
Em 2007, a equipa mostrou que era possível transplantar o genoma de bactérias de uma espécie para bactérias de outra espécie semelhante e fazer com que a segunda mudasse de espécie, adquirindo a da primeira – isto é, trocasse a sua própria identidade pela do seu novo ADN. No ano seguinte, conseguiram sintetizar na íntegra o genoma de uma bactéria.     Bastava agora, para criar um ser vivo artificial, combinar as duas coisas. Assim obter-se-ia uma bactéria cujo ADN fora retirado e substituído por um ADN diferente – e desta vez, completamente fabricado pelos cientistas. Esperava-se que esta bactéria se comportasse como um ser vivo natural, usando o ADN sintético como património genético para se reproduzir. 
Uma primeira dificuldade técnica foi simplesmente o facto de não existir tecnologia que permita construir moléculas do tamanho do ADN, composto pelo encadeamento de centenas de milhares de pares de bases A, T, G, C. Ora, o ADN da bactéria utilizada nas experiências, Mycoplasma mycoides, contém mais de um milhão de pares de bases. 
Os cientistas começaram por comprar a uma empresa especializada os cerca de 1000 bocadinhos, cada um com uns 1000 pares de bases, que constituem esse ADN bacteriano. Recorda Venter: “Foi como ter uma caixa de peças de lego e ter de as montar.”
Introduziram as peças dentro de leveduras (uma máquina natural de desfiar ADN) e obtiveram peças mais extensas; a seguir, introduziram-nas dentro de bactérias Escherichia coli e sintetizaram cadeias ainda maiores – antes de as voltarem a pôr dentro de leveduras. No fim, tinham um genoma inteiro de Mycoplasma mycoides, totalmente fabricado no laboratório.
Contudo, o ADN sintético era um pouco diferente do ADN natural de Mycoplasma mycoides, porque entretanto os cientistas tinham eliminado 14 genes potencialmente patogénicos (para as cabras) e acrescentado várias “marcas de água” – sequências de letras do ADN facilmente reconhecíveis como artificiais: um sítio de Internet, os nomes dos elementos da equipa e várias citações famosas, “para dar um toque mais filósofico à coisa”, frisa Venter.  
Um bug microscópico 
Mas o mais difícil foi fazer com que o novo ADN funcionasse dentro das células hospedeiras – e de facto, da primeira vez que os cientistas introduziram, esperançados, o genoma sintético nas células da bactéria Mycoplasma capricolum... nada aconteceu. Tal e qual especialistas de software, a equipa andou durante três meses a fazer debugging do código do ADN, explica um artigo jornalístico que acompanha a publicação na Science. Finalmente descobriram, há cerca de um mês, que o que estava a empatar tudo era um erro numa única letra do código! Os ovos estrelados com gema azul começaram a proliferar.
Nem toda a gente concorda em dizer que a nova bactéria é totalmente sintética, uma vez que foi preciso introduzir o ADN artificial dentro de uma célula viva já existente. Mas isso não impede os especialistas ouvidos pela Science de saudarem os resultados. Venter, quanto a ele, não tem dúvidas de que a bactéria seja totalmente sintética: “Após algumas replicações, não resta absolutamente nada de M. capricolum nas novas células”, argumenta. Novas células que produzem unicamente – e da forma mais natural do mundo – proteínas específicas de M. mycoides.
Por enquanto, o processo não é eficiente. Mas as aplicações futuras podem ser coisas como a criação de algas produtoras de petróleo (Venter já tem um “grande contrato” com a Exxon) ou que reduzem “em 99 por cento” o tempo de fabrico das vacinas contra a gripe sazonal (em colaboração com a Novartis).in:PUBLICO

Porque continuo sendo Lula.

recebido por email
Pedro Lima
Economista e professor de economia da UFRJ
FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de Sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.
Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e entendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares].
Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.
Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].
Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.
Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; e hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos].
Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush – notada até pela imprensa americana – e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos “States”.
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa; é ator da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros…!

Cinco quadros roubados do Museu de Arte Moderna de Paris

Cinco quadros de autores como Picasso e Matisse foram roubados do Museu de Arte Moderna em Paris, França. As obras estão avaliadas em cerca de 500 mil euros
Cinco quadros 
roubados do Museu de Arte Moderna de Paris
De acordo com a BBC que cita fontes policiais, as obras de arte foram retiradas do museu durante a última madrugada e o alerta foi dado ao início da manhã. Os funcionários do museu descobriram uma janela e um cadeado partidos, o que permitiu aos criminosos acederem às pinturas.
No entanto, e de acordo com a estação britânica, as imagens da câmara de segurança mostram a entrada de uma pessoa, pela janela, durante a noite. Por perceber está ainda o porquê de os alarmes não terem chamado a atenção para o facto.
A BBC escreve ainda que as pinturas estão avaliadas em cerca de quinhentos mil euros.
De acordo com vários meios de comunicação as obras que foram roubadas são: Le Pigeon aux petits pois de Picasso, La Pastorale de Matisse, L'Olivier près de l'Estaque de Braque, La Femme à l'éventail de Modigliani e Nature morte aux chandeliers de Léger. 
 
 
 
 
 
 
fonte: SOl/Lusa, 20/05/2010

casos do dia....



Soube-se ontem que um em cada quatro portugueses possui arma de fogo ou seja, por cem habitantes existem 25 armas legais ou ilegais, num total de 2,6 milhões de armas no País.
Sendo que cá em casa somos cinco elementos e que nenhum possui qualquer arma para além de um corta unhas ou das facas de cozinha, estamos "out" da estatística pelo que, a curto prazo, um de nós terá de inventar a tal arma.
Bom, isto lembra-me a estatística do frango: cada português come meio frango...pois é, um português come UM frango e o outro não come nenhum....