sexta-feira, junho 11, 2010
quinta-feira, junho 10, 2010
Dia de Portugal
Hoje deveria ser um dia especial para todos os Portugueses.
Quando, cada vez mais, por via da União Europeia e da globalização - esse fenómeno que um dia será classificado como elemento nefasto para a humanidade, penso - se perde o sentido da palavra "PÁTRIA", quando se fala do cão português da Casa Branca, do cavalo lusitano, do gado barrosã, do porco preto nacional, onde fica a cidadania, a identidade, a naturalidade Portuguesa?
Usa-se os símbolos nacionais pendurados em janelas, em qualquer prédio (ontem, em menos de cem 100m contei 7 bandeiras hasteadas) a propósito do futebol, achando que o facto de um qualquer campeonato de futebol unir o País, aí ficam à mercê do tempo e em breve o que sobrará das cores vivas carregadas de significada do de vermelho e verde, será o tecido esfiapado, agonizante, esquecido... É este o sentido nacional que vive apenas quando a selecção de futebol joga?
Onde está a raça que levou a cruzar os mares, desbravar o desconhecido, dar novos mundos ao Mundo?
Onde o estudo do português, dos seus autores que levam a nossa língua, devidamente traduzida, a todos os Continentes?
Teremos de deixar de ser o povo do humor fácil, do dizer mal, do olhar para fora....
Temos tanta potencialidade neste País, tanta beleza, tanta História que é tempo de voltar, ao menos uma vez em cada 10 de Junho, ao orgulho de ser Português.
tukakubana
tukakubana
"cada portuguez..."
..."Cada portuguez que sabe soletrar sente-se logo homem superior, fadado para grandes destinos. trabalho vulgar é vexatorio. A aspiração a sorridente aspiração é ser doutor em qualquer coisa.
É verdade que também se dá o inverso.Ha doutores que devem ter como suprema aspiração o poderem chegar a soletrar correntemente...
O grande sonho da maioria é comer, beber, gozar, brilhar, de corpo direito, sem fazer nada. É ser vadio com dinheiro. A primeira tentação que assedia o portuguezinho illustre é a de ser político, de falar de política. É possivel que seja por pressentir, intuitivamente, que é essa a mais ampla porta de ingresso à vadiagem brilhante.
Cada um crê-se um arbitro da paz ou da guerra no concerto europeu; e, a dentro fronteiras da nossa Parvonia, sente-se um estadista, um economista, um tribuno. Em qualquer sitio arma arraial e peróra. É na taberna, na pharmacia, nas officinas, nos clubes, nas esquinas, no soalheiro...Em toda a parte onde não abunde o juizo, nem sobeje a vergonha.
Impingem-se mutuamente planos, theorias, segredos, boatos, patranhas; aqui difamam-se, além calumniam-se; ora insinuam, ora blandiciam, ora ejaculam catilinarias. Falam, acaloram-se, indignam-se, tomam attitudes tribunicias. Arranjam sacolas de pedinte e trabuco de salteador. Procedem conforme a ocasião. Dardejam rethorica, lamurias, supplicas, ou fulminam ameaças, de bacamarte aperrado à cara.
Querem tudo, menos o trabalho. Que lhes não falem nessa negregada coisa. O trabalho , para elles, é remedio amargo que só póde tragar-se a olhos fechados e a grandes sôrvos, para se lhe não tomar o gosto."...
Eça de Queiroz
in: "Do Paiz da Luz, communicações medianimicas" - 1926
2ª edição Livraria da Federação Espírita Brasileira
10 de Junho, dia de medalhas
Pois medalhas é coisa com que estou familiarizada de pequenina (esta foto tem data de 1956...).
São sete ou oito medalhas de aproveitamento escolar que, no final de cada período no Colégio do Parque (Lisboa) era usual atribuir às alunos. Só uma nunca roçou o meu ingénuo peito....branquinha como a neve - a de bom comportamento! Coisas que se apuram, com a idade...
quarta-feira, junho 09, 2010
Ainda o Poeta Couto Viana
Com os meus botões
- Porque não chegas a velho,
Menino de mais de oitenta?
Nunca te vês ao espelho?
Essa imagem não te assenta?
- Não me assenta, na verdade.
Por dentro é que eu conto os anos.
Por fora o tempo e a saudade
Causam danos.
- Porque não sentes que vem,
Com passo lento e fatal,
Alguém
Lembrar-te os oitenta e tal?
- Sinto, sim! Mas com coragem:
Já tenho a mala aviada,
Pra iniciar a viagem
Ao tudo a partir do nada.
Na bagagem, o menino:
Que a velhice é para os velhos
E não se alcança o destino
De joelhos.
Não suporto nenhum se
(O coração não duvida)
E vou-me embora antes que
Me adiem mais a partida.
António Manuel Couto Viana
(9.5.2010)
"Envio-lhe, Tuka, em anexo, os versos que o Dr. António Manuel Couto Viana “carpinteirou” em 9 de Maio último, e
que mais parecem uma “conversa” de despedida.
Parte amanhã, às 18.00 horas, para a sua Viana - nunca suportou que lhe chamassem Viana do Castelo, até porque, dizia, Viana nunca
teve castelo -, depois da missa na Igreja de Fátima.
Um homem de trato fino; um monárquico elegantíssimo; um poço de culturas.
Fundamentalmente, um POETA.
Será que, agora, os três Amigos de novo reunidos (Prof. David Mourão-Ferreira, Drª. Fernanda Botelho e Dr. Couto Viana) vão decidir a reedição da Távola Redonda?...
Um bom amigo, visitei-o algumas vezes na Casa do Artista, onde estava excelentemente instalado e tinha um espaço muito agradável para trabalhar.
Beijinhos, Tuka, e um abraço para o Luís.
Aníbal"
quando partires em direcção a Ítaca....
Quando partires em direcção a Ítaca
cuida, para que a tua jornada seja uma jornada longa,
repleta de aventura e descobertas.
- não os temas,
enquanto mantiveres os teus pensamentos elevados,
enquanto o teu corpo e espírito se mantiver envolvido por uma rara e sublime sensação.
...Lestrigões, Cíclopes, o irado Poseidon...
- nunca serás confrontado com isso...
a menos que os tenhas vindo a acalentar na alma,
a menos que, por isso, a tua alma os torne uma realidade no teu caminho.
Cuida, para que a tua jornada seja uma jornada das longas,
para que possam haver muitas manhãs de verão
e possas entrar em portos que não conhecias,
cheio de prazer e alegria.
Que possas parar nos mercados de troca Fenícios e encontrar coisas preciosas:
madrepérola, coral, âmbar, ébano, perfumes sensuais de todos os tipos
-tantos quantos possas encontrar -
e que possas visitar muitas cidades egípcias
para que uma após outra vez,
possas aprender com aqueles que sabem.
Mantém Ítaca sempre em mente, chegar lá é o teu destino...
mas, de modo algum apresses a viagem,
melhor será que dure muitos e bons anos...
para que sejas velho quando chegares,
rico, com tudo o que foste ganhando pelo caminho
sem nunca teres esperado que Ítaca te fizesse rico.
Ítaca deu-te a viagem maravilhosa.
Sem Ítaca, jamais terias partido.
Quando chegares, nada lhe restará para te dar.
...Ainda que te possa parecer pobre,
Ítaca não te terá enganado...
Sábio, como então te terás tornado
cheio de experiência
entenderás por fim o que representa e qual o significado de Ítaca.
Konstantinos Kavafy
(poema que me foi gentilmente enviado pelo Dr. Alberto Camacho, a quem agradeço a partilha)
António Manuel Couto Viana (1923-2010)
O escritor António Manuel Couto Viana morreu ontem à tarde, aos 87 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse à Lusa fonte próxima da família.
O escritor, que residia há cerca de dez anos na Casa do Artista, em Lisboa, foi internado naquele hospital “nos últimos dias, devido a problemas num pé que se agravaram, vindo a falecer”, disse a mesma fonte.
O último livro de António Manuel Couto Viana, poeta, contista, ensaísta, actor, dramaturgo, encenador e figurinista, foi a poesia de “Ainda não”, com poemas autobiográficos, lançado em Abril. O volume de contos pícaros com o título “O que é que eu tenho Maria Arnalda?” foi editado em Setembro de 2009.
Em tempos mestre de cena do Teatro S. Carlos, Couto Viana pertenceu ao grupo Távola Redonda e esteve ligado à formação de companhias de teatro, designadamente o grupo Gerifalto e o Teatro da Mocidade.
Por intermédio de David Mourão-Ferreira estreou-se como actor e figurinista em 1946 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa, mas já anteriormente tinha dado os primeiros passos no teatro de família, o Sá de Miranda, em Viana do Castelo, cidade onde nasceu.
Em 1948, estreou-se na poesia com o livro “O avestruz lírico”, tendo desde então publicado vários títulos. Entre 1950 e 1954 dirigiu, com David Mourão-Ferreira, Luiz de Macedo e Alberto de Lacerda, os cadernos de poesia Távola Redonda, e mais tarde a revista cultural Graal, tendo ainda feito parte da redação da revista Tempo Presente (1959-1961).
Couto Viana integrou também a direcção do Teatro de Ensaio (Teatro Monumental) e da Companhia Nacional de Teatro.
Encenou óperas para o Círculo Portuense de Ópera e Companhia Portuguesa de Ópera e foi orientador artístico da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra.
A Banda da Grã Cruz de Mérito, Grão-Cruz da Falange Galega, Grande Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique e a Medalha de Mérito Cultural da Cidade de Viana do Castelo foram algumas das condecorações que o escritor recebeu ao longo da vida.
Ao longo da sua carreira foi distinguido com vários prémios literários, entre os quais o Prémio Antero de Quental, Prémio Nacional de Poesia, Prémio Fundação Oriente e Prémio Academia das Ciências de Lisboa.
Conselheiro do Conselho de Leitura da Fundação Gulbenkian, Couto Viana encontrava-se a escrever a história da Companhia Nacional de Teatro, de que foi empresário entre 1961 e 1967, disse à Lusa em Setembro de 2009.A MORTE EM MIM
Perguntas quem me morreu?
Fui eu.
Eu morro de cada vez
Que me avisa o coração
Que morreu um poeta português
E eu não.
Mas ressuscito se escuto
A voz em que se exprimia,
Pois nunca visto com a dor do luto
A poesia.
(29.3.2004) António Manuel Couto Viana
terça-feira, junho 08, 2010
Vês estas mãos?
Mediram a terra, separaram os minerais e os cereais,
fizeram a paz e a guerra, derrubaram as distâncias
de todos os mares e rios,
e, no entanto, quando te percorrem a ti,
pequena, grão de trigo, andorinha,
não chegam para abarcar-te,
esforçadas alcançam as palomas gêmeas
que repousam ou voam no teu peito,
percorrem as distâncias de tuas pernas,
enrolam-se na luz de tua cintura.
Para mim és tesouro mais intenso de imensidão
que o mar e seus racimos
e és branca, és azul e extensa como a terra na vindima.
Nesse território, de teus pés à tua fronte,
andando, andando, andando, eu passarei a vida.
Pablo Neruda
segunda-feira, junho 07, 2010
gosto quando te calas
Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longínquo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longínquo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
Pablo Neruda
domingo, junho 06, 2010
...sabem?...sabem?
Sabem que nome se dá à zona da barriga das mulheres que fica à mostra
quando elas andam na rua com aquelas T-shirts encolhidas?
Sabem???
Sabem???
Não?????????
Faixa de Gaja...
... porque mais abaixo fica a Terra Prometida e mais acima ficam os Montes Golã !
são muitos centímetros a menos
O tamanho do pénis não é só uma questão de vaidade ou preferência.
Na Índia, é questão de saúde. Uma pesquisa de um instituto do país, feita com 1.200 homens, revelou que os pénis de 60% dos indianos são de 3 cm a 5 cm menores do que a média dos europeus, que é a base do molde dos preservativos.
Como a incidência de doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a HIV, é muito elevada na Índia, a questão é preocupante. Colocar o preservativo de maneira incorrecta é uma das formas de aumentar o risco de transmissão de doenças. Especialistas do país pedem que sejam fabricados preservativos mais adequados às medidas dos indianos.
Botticelli e as drogas
O quadro "Vénus e Marte", um dos mais conhecidos de Sandro Botticelli, pode afinal não ser apenas uma representação do "amor adúltero de Vénus, mulher de Vulcano, deus do fogo, com Marte deus da guerra. O historiador de arte David Bellingham defende que há um pormenor que tem escapado a quem analisa a obra; a presença de uma planta alucinogéna no canto inferior direito do quadro, sobre a qual o fauno coloca a mão. De acordo com Bellingham a planta, conhecida como a planta do Diabo, poderia ter sido dada a tomar a Marte por Vénus. Assim, o que estaria realmente representado seria uma referência bíblica à "maçã" que Eva deu a Adão no Paraíso - neste caso com Vénus a dar a planta a Marte - e não um mito da Grécia antiga, como se supunha até agora. (fonte revista Sábado, )
NOTA DA REDACÇÃO -
Ponto 1 - Os "" postos na palavra maçã são da minha autoria pois não há nada nas Escrituras que diga que a árvore do Paraíso era uma macieira; simplesmente Adão e Eva foram proibidos de comer o fruto da árvore. Ponto 2 - Mais uma belíssima e artística representação de arte que demonstra a facilidade com que os homens podem ser enganados pelas mulheres....são mesmo "tótós"!!!
SERÁ....?
"Será...
Que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusão
Será...
Que a lei Áurea tão sonhada
A tanto tempo imaginada
Não foi o fim da escravidão
Hoje dentro da realidade
Onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu
Moço...
Não se esqueça que o negro também construiu,
As riquezas do nosso Brasil.
Pergunte ao criador
Quem pintou esta aquarela.
Livre do açoite da senzala,
Preso na miséria da favela. Sonhei....
Que Zumbi dos Palmares voltou
A tristeza do negro acabou,
Foi uma nova redenção.
Senhor...
Eis a luta do bem contra o mal,
Que tanto sangue derramou,
Contra o preconceito racial.
O negro samba,
Negro joga capoeira,
Ele é o rei na verde e rosa da Mangueira."
Hélio Turco, Jurandir e Alvinho
FONTE: FOI DESTE JEITO QUE OUVI DIZER
sábado, junho 05, 2010
você PODE ajudar, divulgue
O clip mostra o pessoal deste hospital (Providence, St. Vicente Medical Center, Potland, Oregon, USA) dançando para a consciencialização do cancro de mama.
Eles vão receber uma grande doação da empresa que produz as luvas cor de rosa, quando o vídeo no You Tube for visto milhões de vezes.
Por favor envie link e manter em circulação.
Não custa nada e sempre podem apreciar o filme.
http://www.youtube.com/watch?v=OEdVfyt-mLw&feature=bulletin
dia mundial do ambiente
"Only when the last tree has died and the last river been poisoned and the last fish been caught will we realise we cannot eat money."
Provérbio índio
a lagartixa
Após cumprimentar os presentes, em silêncio, enfeitou uma mesa forrada com toalha branca de seda,
com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.
Em seguida apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e os distribuiu sobre a mesa com graça.
Logo depois, diante do assombro de todos, em meio aos demais objectos, colocou uma pequenina lagartixa, num frasco de vidro.
Só então se dirigiu ao público perguntando:
- O que é que os senhores estão vendo?
E algumas vozes responderam discordantes:
- Um bicho!
- Um lagarto horrível!
O conferencista então considerou:
- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda branca que recobre a mesa. Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Mas não passou despercebida aos olhos da maioria, a pequena lagartixa...
E, sorridente, concluiu:
- Me pediram para subir a este palco para falar sobre crítica, portanto, nada mais tenho a dizer. Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas valorosas da vida e das pessoas? Se seu filho mostra seu boletim escolar repleto de boas notas, mas com apenas uma nota baixa em determinada matéria, qual é a sua reacção? Você enfatiza e elogia as notas boas, ou reclama da nota baixa? Quando agimos assim, sem perceber podemos estar contribuindo para a formação de uma geração que será caracterizada pelo que não é, e não por aquilo que é.
E assim acontece em muitas situações da nossa vida; em vez de focarmos nas flores e nas pérolas, colocamos nossa atenção na "lagartixa".
Tente substituir a crítica pelo elogio e pelo reconhecimento. Você vai perceber que isso tornará a vida de todos, e principalmente a sua, muito melhor!
com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.
Em seguida apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e os distribuiu sobre a mesa com graça.
Logo depois, diante do assombro de todos, em meio aos demais objectos, colocou uma pequenina lagartixa, num frasco de vidro.
Só então se dirigiu ao público perguntando:
- O que é que os senhores estão vendo?
E algumas vozes responderam discordantes:
- Um bicho!
- Um lagarto horrível!
- Uma larva!
- Um pequeno monstro!O conferencista então considerou:
- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda branca que recobre a mesa. Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Mas não passou despercebida aos olhos da maioria, a pequena lagartixa...
E, sorridente, concluiu:
- Me pediram para subir a este palco para falar sobre crítica, portanto, nada mais tenho a dizer. Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas valorosas da vida e das pessoas? Se seu filho mostra seu boletim escolar repleto de boas notas, mas com apenas uma nota baixa em determinada matéria, qual é a sua reacção? Você enfatiza e elogia as notas boas, ou reclama da nota baixa? Quando agimos assim, sem perceber podemos estar contribuindo para a formação de uma geração que será caracterizada pelo que não é, e não por aquilo que é.
E assim acontece em muitas situações da nossa vida; em vez de focarmos nas flores e nas pérolas, colocamos nossa atenção na "lagartixa".
Tente substituir a crítica pelo elogio e pelo reconhecimento. Você vai perceber que isso tornará a vida de todos, e principalmente a sua, muito melhor!
recebido por email
sexta-feira, junho 04, 2010
recebi uma flor, do Sérgio. Uma flor especial, da Argentina
e o Sérgio escreveu:
Olá...!
Sabes...? O meu blog conta já com um ano...! E para a ocasião escrevi algo que também é para ti... e, de passagem, podes ver que há um selo que podes levar, se assim o quiseres... Pois, como o seu nome indica, serve para "selar" este vínculo que nos uniu neste tempo transcorrido..., isso me encantaria..., e faria completo este festejo e a minha alegria...!
Ou se não..., ofereço-te uma flor de Ceibo que é a flor do meu país: Argentina.
Obrigado pela tua presença...!
Cumprimentos,
SERGIO.
Sabes...? O meu blog conta já com um ano...! E para a ocasião escrevi algo que também é para ti... e, de passagem, podes ver que há um selo que podes levar, se assim o quiseres... Pois, como o seu nome indica, serve para "selar" este vínculo que nos uniu neste tempo transcorrido..., isso me encantaria..., e faria completo este festejo e a minha alegria...!
Ou se não..., ofereço-te uma flor de Ceibo que é a flor do meu país: Argentina.
Obrigado pela tua presença...!
Cumprimentos,
SERGIO.
nota da redacção - Obrigada Sergio, muitas felicidades para ti e para o teu blog. Que ele possa, sempre, ser EL PUENTE
Morreu a cadela mais feia do mundo
Miss Ellie tinha 17 anos e foi considerada o cão mais feio do mundo. Melhor dizendo: a cadela mais feia do mundo. A cadela de raça cristado chinês foi assídua em concursos para cães mais feios.
Ellie participou no pograma “Dog 2010” da Animal Planet e foi a vencedora, depois de ter sido a favorita em 2009.
O dono da cadela levou-a ainda a vários eventos como solidariedade para ajudar outros animais
Ellie participou no pograma “Dog 2010” da Animal Planet e foi a vencedora, depois de ter sido a favorita em 2009.
O dono da cadela levou-a ainda a vários eventos como solidariedade para ajudar outros animais
dia Internacional Vítimas de Agressão
"A violência doméstica contra as Mulheres é, talvez, a mais vergonhosa violação dos direitos humanos. Não conhece fronteiras geográficas, culturais ou de riqueza. Enquanto se mantiver, não podemos afirmar que fizémos verdadeiros progressos em direcção à igualdade, ao desenvolvimento e à Paz."
Kofi Annan
nota da redacção - fruto dos tempos, não posso deixar de lembrar a violência infantil e da 3ª idade.
A nuvem
.
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
Que os nervos me alvoroça e tantaliza,
Quando o teu corpo musical desliza
Ao hino do teu passo harmonioso.
.
A pressão do teu lábio saboroso
Verte-me na alma um vinho que electriza,
Que os músculos me embebe, e os nectariza,
E afrouxa-os, num delíquio langoroso.
.
E quando junto a mim passas, criança,
Revolta a crespa, luxuosa trança,
Na espádua arfando em túrbidos negrumes,
.
Naufraga-me a razão em sombra densa,
Como se houvera sobre mim suspensa
Uma nuvem de cálidos perfumes!
Teófilo Dias
.
Do livro Fanfarras (1882).
quinta-feira, junho 03, 2010
Partiu JOÃO AGUIAR
O escritor João Aguiar, de 66 anos, morreu hoje, em Lisboa, vítima de cancro, disse à Lusa fonte próxima da família.
João Casimiro Namorado de Aguiar escreveu mais de duas dezenas de romances e criou duas séries de televisão destinadas ao público mais jovem - “Sebastião e os Mundos Secretos” e o “Bando dos Quatro”, no qual ele próprio figura na personagem do Tio João.
João Aguiar foi um dos cultores em Portugal do chamado romance histórico, com “A Voz dos Deuses”, publicado em 1984.
Só depois dos 40 anos publicou o primeiro romance, na Perspetivas & Realidades de João Soares: “A Voz dos Deuses”, uma ficção histórica centrada na figura de Viriato. Seguiram-se duas dezenas de romances que o levaram a estudar a história mais remota de Portugal - regressou aos primórdios para falar de Sertório e publicou até um trabalho não ficcionado sobre o menino do Lapedo. Viajou para Macau com a ficção para escrever “Os Comedores de Pérolas” e “O Dragão de Fumo”. Pelo meio, João Aguiar criou duas séries destinadas ao público mais jovem - “Sebastião e os Mundos Secretos” e o “Bando dos Quatro” e fez também o libreto para a ópera “A Orquídea Branca” de Jorge Salgueiro, estreada em 2008.
(...)Numa autobiografia irónica que escreveu para o "Jornal de Letras" em 2005, João Aguiar concluía: “A minha vida não dava um livro, e ainda bem. Em compensação, o facto de os meus livros darem uma vida -- boa ou má, não importa para o caso - , esse facto devo-o, em grande parte, aos momentos de não-glória que acabo de relatar. E estou-lhes muito grato.” (fonte Publico)
Deixem-me ver se entendo ...
Se atravessares a fronteira da Coreia do Norte ilegalmente, és condenado a 12 anos de trabalhos forçados.
Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo.
Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado.
Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso.
Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti.
Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado.
Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.
Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo.
Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado.
Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso.
Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti.
Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado.
Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.
MAS ... Se entrares por alguma fronteira da União Europeia ilegalmente,
TERÁS:
Um abrigo ...
Um trabalho ...
Um abrigo ...
Um trabalho ...
Carta de Condução...
Cartão Europeu de Saúde...
Segurança Social ...
Cartão Europeu de Saúde...
Segurança Social ...
Crédito Familiar ...
Cartões de Crédito ...
Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...
Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...
Escolaridade gratuita ...
Serviço Nacional de Saúde gratuito ...
Um representante no Parlamento ...
Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...
Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !
Serviço Nacional de Saúde gratuito ...
Um representante no Parlamento ...
Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...
Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !
E por último, mas não menos importante, podes manifestar-te nas ruas e até queimar a nossa bandeira, e
SE EU TE QUISER IMPEDIR, SEREI CONSIDERADO RACISTA !.......
SEM DÚVIDA QUE PARECE IRREAL, MAS É A MAIS PURA DAS VERDADES !!!
rec. por email
quarta-feira, junho 02, 2010
a saga do "Único Importante"
fonte DN, Funchal ...o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim apontou que serão dadas mais colaborações por parte do Governo à associação, nomeadamente da Segurança Social. "Eu vim aqui, estudei e decidi porque quem ainda manda no Governo sou eu", frisou.
Nota da Redacção - e disse mais o "Único Importante" (assim chamado porque assim se denominou)
; que não ia em conversas de "condes" e "viscondes", "eu é que mando"....e o mesmo discurso do blá-blá-blá que há 36 longos anos se lhe conhece. Prova provada que na Ma(ma)deira não há democracia. O próximo capítulo prende-se com a discussão que o "único importante" ganha mais do que o nuestro hermano Zapatero...
na foto, o "único importante" a banhos no Porto Santo, cortesia de WEHAVEKAOSINTHEGARDEN
a minha sombra

A minha sombra me perturba.
Penetra-me na alma,
Escurecendo-a,
Que a minha alma é paisagem,
E é anoite a minha sombra.
Vejo a fundura
Nas superfícies,
E a superfície nos abismos,
E no plural o singular,
E Deus nos Deuses,
Não há cegueiras visionárias
Em que atingimos
A plena luz?
E o negro do passado
Se desvanece,
E o do futuro.
A nossa alma
Tem duas asas
Uma de mocho
Outra de cotovia:
Aquela, estende-se através
Do tempo que passou;
E esta, através do tempo
Que há-de vir.
O luar prateia o nosso berço,
E a aurora doira-nos o túmulo.
Túmulo e berço, luar e aurora,
Princípio e fim, quem os distingue?
Mas, nesta confusão,
Eu adivinho,
Que tenho, em vida, a eternidade
E o infinito...
Teixeira de Pascoaes
Últimos Versos (1953)
Imagem (C) Homenagem a Pascoaes,
pintura de Mário Cesariny
Banco do Vaticano suspeito de lavagem de dinheiro
O diário adianta que os alvos da investigação são o Instituto das Obras Religiosas (IOR), nome como é conhecido o banco oficial do Vaticano, e dez outros bancos italianos, incluindo grandes instituições como a Intesa San Saolo e a Unicredit.
Segundo o jornal, os investigadores desconfiam que pessoas que têm residência fiscal em Itália estão a usar o IOR como uma "cortina" para esconder diversos crimes, como fraude e evasão fiscal.
O IOR gere contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas e beneficia do estatuto "offshore" do Vaticano.
Os investigadores descobriram que foram feitas transacções de cerca de 180 milhões de euros, num período de dois anos, numa das contas geridas pelo IOR.
Em Setembro de 2009, o representante do Santander em Itália, Ettore Gotti Tedeschi, foi nomeado presidente executivo do IOR.
O arcebispo norte-americano Paul Marcinkus, que liderou o banco entre 1971 e 1989, esteve envolvido numa série de escândalos, entre os quais a falência do banco privado, Banco Ambrosiano, em 1982, entre acusações de ligações à máfia e terrorismo político.(fonte DN)
Nota da Redacção - E assim vai o Mundo, comprando prata e vendendo chumbo!
Provérbios de Junho
A chuva de São João, faz beber vinho e comer pão.
A falada água de São João, tira azeite e vinho e não dá pão.
Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.
Água d´Ascenção, tira o vinho e dá o pão.
Água de Santo António tira o pão à gente e dá vinho ao demónio.
Água de São João, que tolhe o vinho e não dá pão.
Água pelo S. João, traz vinho e não dá pão; em Agosto, nem pão nem mosto.
Até ao São Pedro, o vinho tem medo.
Até São Pedro, abre o rego e fecha o rego.
Chovam trinta Maios e não chova em Junho.
Chuvas da Ascensão, das folhas faz pão.
Dia de Santo António vêm dormir as castanhas ao castanheiro.
Dia de São Barnabé seca-se a palha pelo pé.
Dia de São Pedro, vê o teu olivedo e, se vires um bago espera por um cento.
Dia de São Pedro, vê o teu olivedo e, se vires um grão, espera por um cento.
Em Junho abafadiço fica a abelha no cortiço.
Em Junho ainda a velha esfrega o punho.
Em Junho ceifo-o e debulho-o e, quando o vento vier soprando, vai-o limpando.
Em Junho reina o gorgulho.
Em Maio come a velha as cerejas ao borralho e ainda guarda o canhoto para Junho.
Em Maio há muito ceifão, mas em Junho é que se vê quem eles são.
Entre António e João, semeia o teu feijão.
Feno alto ou baixo, em Junho é segado.
Jesus com João, ano de pão.
Junho calmoso, ano formoso.
Junho chuvoso, ano perigoso.
Maio frio e Junho quente, bom pão, vinho valente.
Maio pardo, Junho claro, fazem pão grado.
Não há maior amigo que Junho com seu trigo.
Nevoeiro de São João estraga o vinho e não dá pão.
Nevoeiro de São Pedro põe em Junho o vinho a medo.
Pela Ascensão coalha a amêndoa e nasce o pinhão.
Por São João, os trigos estão em pendão.
Quando chove na Ascensão, até as palhinhas dão pão.
Semeado serôdio ou temporão, o linho é arrancado pelo São João.
Notas
São João – 24 de Junho
São Pedro – 29 de Julho
São Barnabé – 11 de Junho
terça-feira, junho 01, 2010
Prémio Camões para 'resmungão' Ferreira Gullar
Desta vez, o júri do mais importante prémio lusófono faz escolha surpreendente
O poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar é, desde ontem, o mais recente Prémio Camões. O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, na presença dos membros do júri, e volta a galardoar a poesia como já acontecera em 1989 com Miguel Torga, o primeiro distinguido.
O autor brasileiro desconhecia a escolha do seu nome à hora de fecho desta edição, mas a sua obra não é totalmente ignorada em Portugal, onde a recém-falida editora Quási publicou a Obra Poética Completa de Ferreira Gullar, além de um livro infantil.
Nascido José Ribamar Ferreira, a 10 de Setembro de 1930, na capital do Estado brasileiro do Maranhão, o quarto de onze filhos tem uma carreira literária e de intervenção social e política que destoa devido à sua intensidade da maioria dos já premiados.
Ainda há meses, Ferreira Gullar voltara a usar o seu site para inscrever críticas ao Governo devido à alteração dos internamentos psiquiátricos. Escrevia: "Depois de algum tempo calado, volto a resmun- gar. Este primeiro resmungo vem a propósito de um problema muito grave que denunciei não faz muito tempo (...)." No mesmo local já colocara outras notas de contestação, mas também sobre a sua arte, a criação literária. Ferreira Gullar foi sempre radical na sua obra e posicionamento político, situação que o levou a ter um importante papel nos movimentos concreto e neo-concreto. Em 1961, no entanto, abandonou esta vanguarda artística para se entregar na arte militante do Centro Popular de Cultura, uma organização da poderosa União Nacional de estudantes que liderou muitas das lutas estudantis sob o regime militar. A primeira encomenda que lhe é feita por Oduvaldo Vianna Filho trata a reforma agrária, é escrita ao estilo da literatura de cordel (género típico nordestino) e intitula-se João Boa Morte, Cabra Marcado para Morrer.
Mesmo com as restrições impostas pelo golpe militar, em 1964, Gullar manter-se-á bastante activo e, a quatro mãos, publicará em 1966 a premiada peça Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; em 67, a peça "A saída? Onde está a saída? e em 68, Dr. Getúlio, sua vida e sua glória". Com o Acto Institucional n.º 5, é preso e em 1970 entrará na clandestinidade.
O exílio será o passo seguinte, partindo para Moscovo, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires até ser absolvido e poder regressar. Em 2009, foi considerado uma das cem mais influentes personalidades do Brasil. Ou seja, um "resmungão" social e intelectualmente activo.
O júri do Prémio Camões é presidido por Helena Buescu e composto por Seabra Pereira, Inocência Mata, Luís Carlos Patraquim, António Carlos Secchin e a escritora Edla van Steen. Ferreira Gullar sucede ao escritor cabo-verdiano Arménio Vieira, em 2009, ao brasileiro João Ubaldo Ribeiro, 2008, e António Lobo Antunes, em 2007. O prémio foi criado pelos governos de Portugal e do Brasil em 1989 e é considerado o de maior prestígio da língua portuguesa.
O autor brasileiro desconhecia a escolha do seu nome à hora de fecho desta edição, mas a sua obra não é totalmente ignorada em Portugal, onde a recém-falida editora Quási publicou a Obra Poética Completa de Ferreira Gullar, além de um livro infantil.
Nascido José Ribamar Ferreira, a 10 de Setembro de 1930, na capital do Estado brasileiro do Maranhão, o quarto de onze filhos tem uma carreira literária e de intervenção social e política que destoa devido à sua intensidade da maioria dos já premiados.
Ainda há meses, Ferreira Gullar voltara a usar o seu site para inscrever críticas ao Governo devido à alteração dos internamentos psiquiátricos. Escrevia: "Depois de algum tempo calado, volto a resmun- gar. Este primeiro resmungo vem a propósito de um problema muito grave que denunciei não faz muito tempo (...)." No mesmo local já colocara outras notas de contestação, mas também sobre a sua arte, a criação literária. Ferreira Gullar foi sempre radical na sua obra e posicionamento político, situação que o levou a ter um importante papel nos movimentos concreto e neo-concreto. Em 1961, no entanto, abandonou esta vanguarda artística para se entregar na arte militante do Centro Popular de Cultura, uma organização da poderosa União Nacional de estudantes que liderou muitas das lutas estudantis sob o regime militar. A primeira encomenda que lhe é feita por Oduvaldo Vianna Filho trata a reforma agrária, é escrita ao estilo da literatura de cordel (género típico nordestino) e intitula-se João Boa Morte, Cabra Marcado para Morrer.
Mesmo com as restrições impostas pelo golpe militar, em 1964, Gullar manter-se-á bastante activo e, a quatro mãos, publicará em 1966 a premiada peça Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; em 67, a peça "A saída? Onde está a saída? e em 68, Dr. Getúlio, sua vida e sua glória". Com o Acto Institucional n.º 5, é preso e em 1970 entrará na clandestinidade.
O exílio será o passo seguinte, partindo para Moscovo, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires até ser absolvido e poder regressar. Em 2009, foi considerado uma das cem mais influentes personalidades do Brasil. Ou seja, um "resmungão" social e intelectualmente activo.
O júri do Prémio Camões é presidido por Helena Buescu e composto por Seabra Pereira, Inocência Mata, Luís Carlos Patraquim, António Carlos Secchin e a escritora Edla van Steen. Ferreira Gullar sucede ao escritor cabo-verdiano Arménio Vieira, em 2009, ao brasileiro João Ubaldo Ribeiro, 2008, e António Lobo Antunes, em 2007. O prémio foi criado pelos governos de Portugal e do Brasil em 1989 e é considerado o de maior prestígio da língua portuguesa.
Chá verde retarda envelhecimento cerebral
Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) concluíram que o consumo de chá verde atrasa o processo de envelhecimento cerebral, diminuindo danos neurológicos e perda de memória associada. O estudo, liderado por José Paulo Andrade, do Centro de Morfologia Experimental da FMUP, teve como objectivo "perceber o efeito do consumo regular de chá verde nas alterações provocadas pelo envelhecimento no hipocampo, uma região do cérebro envolvida na formação da memória", referiu a faculdade, em comunicado.
A equipa estudou ratos velhos com 19 meses, que ingeriram chá verde diariamente desde os 12 meses, comparando-os com ratos da mesma idade que não consumiram chá verde e com outros mais jovens. Os resultados mostraram que os que consumiram chá verde foram menos expostos ao stress oxidativo, acumularam menos lipofuscina nas células do sistema nervoso central e tiveram melhores resultados nos testes de aprendizagem e memória espacial. (fonte dN)
A equipa estudou ratos velhos com 19 meses, que ingeriram chá verde diariamente desde os 12 meses, comparando-os com ratos da mesma idade que não consumiram chá verde e com outros mais jovens. Os resultados mostraram que os que consumiram chá verde foram menos expostos ao stress oxidativo, acumularam menos lipofuscina nas células do sistema nervoso central e tiveram melhores resultados nos testes de aprendizagem e memória espacial. (fonte dN)
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