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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Se queres a paz, prepara a paz



Se queres a paz, prepara a paz
«Existe uma tentação extremamente subtil e perigosa para confundir a paz com a simples ausência de guerra, como se fôssemos tentados a confundir a saúde com a simples ausência de doença, ou a liberdade com a ausência de prisões. Por exemplo, «coexistência pacífica» é uma expressão que significa ausência de guerra e não paz verdadeira.
Passemos, então, a definir «paz positiva» como o começo da compreensão mútua, do respeito e consideração pelo outro como diferente de nós. A paz positiva é aquilo que chamo coexistência dos espíritos e dos corações.Esta definição é válida para a paz entre grupos, nações, blocos, etc...»
- Dominique Pire em «Construir a Paz»

terça-feira, fevereiro 08, 2011

como eu vejo a ilha

08.02.11 - 07h15

Tubarão-baleia: um gigante com mais de 20 metros

fonte: D N, Lisboa
Ao largo de Moçambique, investigadores australianos mediram com novo rigor este peixe gigantesco.
É o maior peixe que se conhece. Mas o tubarão-baleia (Rhincodon typus, de seu nome científico), que chega a atingir os 20 metros de comprimento segundo as estimativas dos biólogos, pode afinal ser ainda maior. Uma equipa de investigadores australianos, que tem estado a trabalhar no oceano Índico, ao largo de Moçambique, afirma ter desenvolvido um novo sistema de medição muito mais rigoroso, com base em lasers, que já permitiu verificar que, em média, estes peixes pode ter mais 50 centímetros do que se supunha até agora.
A equipa, que inclui biólogos marinhos da Universidade de Queensland, na Austrália, da Marine Megafauna Foundation, sediada em Moçambique, e da CSIRO Marine and Atmospheric Research, em Cleveland, também na Austrália, publicou um artigo no Journal of Fish Biology, descrevendo o seu sistema de medição e explicando que este peixe gigante, que poderá estar ameaçado e sobre o qual há ainda muito desconhecimento, é mais comprido, em média, do que se pensava.
"O nosso artigo é o primeiro a publicar medições rigorosas de tubarões-baleia feitas no terreno", adiantou à BBC News online o investigador Christoph Rohner, explicando que as anteriores medições utilizavam "fitas métricas ou estimativas visuais", nomeadamente a partir de fotografias.
O método de medição utilizando fotografias permitiu chegar a alguns valores recorde na estimativa do comprimento destes animais. No entanto, a utilização de feixes de laser pela equipa australiana demonstrou ser mais rigorosa. Em média, explica a equipa, os animais podem ter mais meio metro, como demonstraram as suas medições sistemáticas.
O sistema implica a utilização de lasers e de uma câmara fotográfica, cujas imagens podem depois ser lidas com um rigor nunca antes atingido.
Para além desta novidade - que só por si acaba por desvendar um pouco mais sobre esta enigmática espécie -, o novo sistema de medição, como espera a equipa, poderá ajudar a conhecer melhor outros hábitos do peixe, já que permite estudá-la no seu habitat oceânico e sem interferir com a dinâmica própria dos animais.
"Os tubarões-baleia podem ser identificados individualmente a partir de umas manchas características que têm no dorso e cujo padrão é diferente para cada indivíduo", explicou ainda Christoph Rohner, o principal autor do estudo. Graças à utilização dos feixes de laser, projectados sobre essas manchas, os investigadores podem uma só vez fazer fotografias para a medição do animal e também para a sua identificação individual.
O inventário de diferentes indivíduos, o seu seguimento regular, com medições de tempos a tempos, permitirá à equipa avaliar o ritmo de crescimento de cada animal e a partir daí avaliar também a longevidade da espécie. Quantos anos vive em média esta espécie de tubarão gigante é uma das incógnitas que os investigadores querem

Escrito por REGINA BRETT, 90 ANOS.....

Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.
O meu taxímetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma
vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiveres em dúvida, apenas dá o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo a odiar alguém.
4. O teu trabalho não vai cuidar de ti quando adoeceres. Os teus pais e amigos vão. Mantém o contacto.
5. Paga as tuas facturas do cartão de crédito todos os meses.
6. Tu não tens que vencer todos os argumentos. Concorda para discordar.
7. Chora com alguém. É mais curativo do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem se ficares danado com Deus. Ele aguenta.
9. Poupa para a reforma começando com o teu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, a resistência é em vão.
11. Sela a paz com o teu passado para que ele não estrague o teu presente..
12. Está tudo bem se os teus filhos te vêem chorar.
13. Não compares a tua vida com a dos outros. Tu não tens ideia do que se passa na vida deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, tu não deverias estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não te preocupes, Deus nunca pisca.
16. Respira bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Desfaz-te de tudo o que não é útil, bonito e prazenteiro.
18. O que não te mata, realmente torna-te mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de ti e de mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que tu amas na vida, não aceites NÃO como resposta.
21. Acende velas, coloca lençóis bonitos, usa lingerie elegante. Não guardes para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepara-te bastante, depois deixa-te levar pela maré...
23. Sê excêntrico agora, não esperes ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela tua felicidade além de ti.
26. Encara cada "chamado desastre" com estas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Escolhe sempre a vida.
28. Perdoa tudo a todos.
29. O que as outras pessoas pensam de ti não é da tua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dá tempo ao tempo.
31. Independentemente se a situação é boa ou má, irá mudar.
32. Não te leves tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredita em milagres.
34. Deus Ama-te por causa de quem Deus é, não pelo o que tu fizeste ou deixaste de fazer.
35. Não faças auditorias da tua vida. Aparece e faz o melhor dela agora..
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.
37. Os teus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final é que tu amaste.
39. Vai para a rua o dia todo. Milagres estão à espera em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos os nossos problemas numa pilha e víssemos os dos outros, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Tu já tens tudo o que precisas.
42. O melhor está para vir.
43. Não importa como tu te sintas, levanta-te, veste-te e aparece.
44. Produz.
45. A vida não vem embrulhada num laço, mas ainda é um presente!!!

 
recebido por email

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Os Donos do Mundo

A Caverna Global de Sementes
Svalbard
por  F. William Engdahl

03-dez-2007

  Uma pergunta sobre a construção da “Caverna de Sementes” no Ártico,
que reúne quase todas as “matrizes originais" das sementes do Planeta:
Porque ?
  
 A Caverna no Ártico com as Sementes do Juízo Final 
Bill Gates, Rockefeller e os gigantes dos OGM conhecem algo que nós não sabemos
OGM como arma de guerra biológica?

 E chegamos agora ao cerne do perigo e do potencial para a utilização indevida inerente ao projeto Svalbard de Bill Gates e da Fundação Rockefeller e do grupo que os apóia. Será que o desenvolvimento de sementes patenteadas para os cereais de sustento fundamental da maior parte do mundo, como o arroz, o trigo, o milho e as plantas de forragem como a soja, poderá acabar sendo utilizado de uma forma horrível de guerra biológica?

Bill Gates

O objetivo explícito do grupo de pressão para a eugenia, financiado por abastadas famílias de elite, como os Rockefeller, os Carnegie, os Harriman, os Rothschild e outros desde os anos 20, incorporou aquilo a que chamaram 'eugenia negativa', a eliminação sistemática de descendências indesejáveis.

eugenesia
Eugenesia
para quando seres humanos genéticamente modificados?

Margaret Sanger, uma eugenista apressada, fundadora da Paternidade Planeada Internacional e íntima da família Rockefeller, em 1939 criou algo chamado The Negro Project, com base em Harlem, o qual, como ela confidenciou numa carta a um amigo, era tudo sobre o fato de que, como ela afirmou, 'queremos exterminar a população negra'. [12]

Margareth Sanger, ativista norte-americana da eugenesia

Em 2001 uma pequena companhia de biotecnologia da Califórnia, a Epicyte, anunciou o desenvolvimento de trigo geneticamente manipulado que continha um espermicida que tornava estéril o sêmen dos homens que o comessem. Na época a Epicyte fez um acordo de associação para disseminar esta tecnologia com a DuPont e a Syngenta, dois dos patrocinadores da Caverna de Sementes do Fim do Mundo Svalbard. A Epicyte foi depois comprada por uma companhia de biotecnologia da Carolina do Norte. O que é de espantar é que a Epicyte desenvolveu o seu trigo OGM espermicida com financiamentos para investigação do Departamento da Agricultura americano, o mesmo departamento que, apesar da oposição mundial, continuou a financiar o desenvolvimento da tecnologia Terminator, hoje propriedade da Monsanto.

Warren Buffett

Nos anos 90, a Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas desencadeou uma campanha para vacinar milhões de mulheres na Nicarágua, no México e nas Filipinas, de idades compreendidas entre os 15 e os 45 anos, supostamente contra o tétano, uma doença que pode ser provocada por pisar um prego enferrujado, por exemplo. A vacina não foi administrada a homens ou rapazes, apesar de presumivelmente eles poderem igualmente pisar em pregos enferrujados tal como as mulheres.


 David Rockefeller e Bill Gates

Perante esta anomalia estranha, o Comitê Pró Vida do México, ficou desconfiada e mandou testar amostras da vacina. Os testes revelaram que a vacina do tétano que estava sendo administrada pela OMS apenas a mulheres em idade de procriarem, continha gonadotrofina coriónica (HCG) humana, um hormônio natural que, quando combinado com um portador toxóide de tétano estimula anticorpos tornando a mulher incapaz de manter uma gravidez. Nenhuma das mulheres vacinadas foi informada disso.

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 Clonagem de Animais

Soube-se mais tarde que a Fundação Rockefeller em conjunto com o Conselho da População de Rockefeller, o Banco Mundial (anfitrião do CGIAR) e os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, tinham estado todos envolvidos num projeto que durou 20 anos, iniciado em 1972, para desenvolver a escondida vacina de aborto com um portador de tétano para a OMS. Mais ainda, o governo da Noruega, o anfitrião da Caverna de Sementes do Fim do Mundo Svalbard, doou 41 milhões de dólares para desenvolver a vacina especial abortiva do tétano. [13]

Será coincidência que estas mesmas organizações, desde a Noruega à Fundação Rockefeller, passando pelas Fundações Gates e Ford, e pelo Banco Mundial, estejam também envolvidas no projeto do banco de sementes de Svalbard? Segundo o Prof. Francis Boyle, que redigiu a Lei Antiterrorista de Armas Biológicas de 1989 e aprovada pelo Congresso dos EUA, o Pentágono 'está agora empenhado em travar e ganhar a guerra biológica', objetivo integrado nas duas diretivas de estratégia nacional de Bush adaptadas em 2002, 'sem conhecimento nem análise pública', segundo ele faz notar. Boyle acrescenta que só em 2001-2004 o governo federal dos EUA gastou em trabalhos civis relacionados com a guerra biológica, 14.500 milhões de dólares, uma soma incrível.

Prof. Francis Boyle by sivakaran
Prof. Francis Boyle

O biólogo Richard Ebright, da Universidade de Rutgers, calcula que mais de 300 instituições científicas e cerca de 12 mil pessoas individuais nos EUA têm atualmente acesso a elementos patogênicos adequados à guerra biológica. Só doações dos Institutos Nacionais de Saúde do governo americano para investigação de doenças infecciosas com potencial para guerra biológica, há 497. Claro que isto é hoje justificado sob a rubrica da defesa contra possíveis ataques terroristas.

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Cápsula genética

Muitos dos dólares do governo americano gastos na investigação da guerra biológica envolvem engenharia genética. O professor de biologia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Jonathan King, diz que os 'crescentes programas de terrorismo biológico representam um perigo emergente significativo para a nossa população'. King acrescenta que, 'embora esses programas sejam sempre rotulados de defensivos, quando se trata de armas biológicas, os programas defensivos e ofensivos sobrepõem-se quase completamente'. [14]

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Milho genéticamente modificado

Só o tempo dirá se esses projetos genéticos e todas essas coincidências aqui colocadas, despercebidas da grande massa, terão impacto no mundo e o quanto este impacto nos afetará num futuro bem próximo.

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O Clã Rockefeller: David, Nelson. John D., Kaurence e John D. III


Talvez o segredo esteja na Caverna Svalbard de Bill Gates, da Fundação Rockefeller e dos seus sócios. Ou talvez no 12º Planeta dos Sumérios Nibirú...



[12] - Tanya L. Green, The Negro Project: Margaret Sanger's Genocide Project for
         Black American's, in www.blackgenocide.org/negro.html 

[13] - Engdahl, op. cit., pp. 273-275; J.A. Miller, Are New Vaccines Laced with
         Birth-Control Drugs?, HLI Reports, Human Life International, Gaithersburg,
         Maryland; June/July 1995, Volume 13, Number 8

[14] - Sherwood Ross, Bush Developing Illegal Bioterror Weapons for Offensive Use,
         December 20, 2006, in www.truthout.org





F. William Engdahl



[*]  O norte-americano  F. William Engdahl (09-08-1944) é economista, jornalista
e autor de Seeds of Destruction, the Hidden Agenda of Genetic Manipulation
da Ed. Global Research. Também escreveu A Century of War: Anglo-American
Oil Politics and the New World Order.

Mais artigos do autor em www.engdahl.oilgeopolitics.net e Global Research.

recebido por email
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Parva que sou....os "DEOLINDA"

domingo, fevereiro 06, 2011

depois do stress, descontração....

só falta a filha Jordana mas, estava presente!
a meias....sobrinha e tio!
 

O Boato


"Quando as pessoas deixam de acreditar em alguma coisa, o risco não é de que passem a acreditar em nada e sim, de que acreditem em qualquer coisa"
G. K. Cherterton (1874-1936)
Uma das mais antigas invenções da Humanidade é o boato, ainda que sob uma forma inteligível, sem grande campo de propagação para uma pretensa verdade.
Nos dias de hoje, o boato é um lugar-comum.
Um velho provérbio ensina-nos que a palavra fora da boca é como a pedra fora da mão. Assim é o boato! E como "quem conta um conto acrescenta um ponto", temos a palavra, a pedra, a honra de uma pessoa, jogadas sabe-se lá por onde e com que intenção.
E, se um opina de "que não há fumo sem fogo", logo outro contradiz "que nem tudo o que parece, é". Isto é sabedoria popular.
Mas o boateiro é pobre de sabedoria e tenta ser juiz ao inventar o mexerico, produzindo a sentença no imediato.
É vulgar de Lineu introduzirem nas suas prelecções os termos "diz-se", "dizem", "disseram", querendo assim tomar o lugar da verdade que nunca procuraram, porque o boateiro é subserviente, cobarde, um quase anónimo.
Quando escrito, o boato, não passa de desinformação plena de maledicência quase sempre nutrido de inconfessáveis ambições.
La Bruyère, famoso moralista francês do século XVII dizia que "o contrário dos boatos que correm, costuma ser a Verdade."
A livre expressão de ideias que Abril nos trouxe, permite, pois, a livre circulação do boato. Os meios difusores desta "arte" em nada saem credibilizados - parte-se o espelho da Verdade e, como diz o Povo, o azar bate à porta…Cuidado, portanto.
Filho de uma má formação, de falta de transparência e de personalidade, dono de uma mente confusa, o boateiro serve às mil maravilhas os interesses civis, políticos ou religiosos: depois da graxa, puxa lustro, dá brilho e, se lhe for conveniente, ainda paga o serviço.
 
in: Diário Notícias, Madeira  06-02-2011

Sentença de 80 chibatadas mata menina de 14 anos

Hena Bagum, de 14 anos, foi violada pelo primo, um homem de 40. Em vez de protegida, a adolescente foi acusada de "sexualidade imoral" e condenada a 80 chibatadas, acabando por morrer. 

Hena Bagum, de 14 anos, acabou por morrer após uma punição de 80 chibatados atribuída pelo tribunal religioso de Shariatapur, uma cidade do sudoeste do Bangladesh.
A adolescente foi acusada de ter tido relações sexuais com um primo que era casado, avança a BBC . O homem foi condenado a cem chibatadas, mas fugiu antes da pena ser aplicada. A mesma sorte não teve Hena, que a meio do castigo acabou por desmaiar, acabando por falecer no hospital local.
Quatro pessoas, incluindo Mofiz Uddin, um clérigo muçulmano responsável pela fatwah (sentença), foram presas, uma vez que punições realizadas em nome de decretos religiosos foram proibidas em Bangladesh. Esta é segunda morte provocada por uma sentença ligada à sharia desde que a prática foi banida pela Corte Suprema do país.

"Sexo imoral" afinal foi uma violação


De acordo com os órgãos de comunicação social bengalis, Hena terá sido violada pelo primo. Relatos de moradores locais contam que os gritos de socorro da adolescente atraíram alguns professores da madrassa (escola de ensinamentos islâmicos), incluindo Mofiz Uddun, à casa onde o homem de quarenta anos mantinha relações sexuais com Hena.
Em vez de prenderem o autor da violação, os homens mantiveram a adolescente presa num quarto, acusando-a de "sexualidade imoral" fora do casamento. Ao pai da jovem foi exigido que pagasse uma multa de cerca de €500 pelo comportamento reprovável da filha.
Um dia antes da sentença ter sido decretada, moradores locais garantem que a jovem terá sido espancada pela família do primo. A resistência de Hena Bagum à violência extrema a que foi sujeita terminou a meio das 80 chibatadas, quando desmaiou. A jovem acabou por morrer ao fim de seis dias de internamento no hospital.fonte EXPRESSO

não chore....

(Não esquecer que até ao século VIII a igreja de Roma defendeu a teoria da reencarnação, que foi substituída, depois, pela teoria da  ressurreição dos mortos. )
   
Não chore por mim quando eu morrer, pois ainda estou aqui.
Estarei no verde das árvores da floresta,
Estarei nas flores dos campos,
Estarei no borrifar das águas da praia,
Estarei no suspiro do vento de um dia quente de verão,
Estarei nas águas encapeladas dos riachos,
Estarei na luz do Sol e da Lua Cheia.
Estarei com o Deus e a Deusa para sempre.
E renascerei.” 


desconheço o autor

sábado, fevereiro 05, 2011

não....

Não padeças nos meus sentimentos
Não te desintegres nas minhas madrugadas
Não contes mágoas ou tormentos
Nas minhas marés paradas.

Diferente, eu sei que sou diferente,
É essa a minha marca, a minha Liberdade.


Maria Teresa Góis

Os Supermercados

Os supermercados são os palácios dos pobres. Não são só os azarentos e os mal alojados, os que ao longo das gerações foram reduzindo os gastos da imaginação, que frequentam e, de certo modo, vivem o supermercado, as chamadas grandes superfícies. As grandes superfícies com a sua área iluminada e sempre em festa; a concentração dos prazeres correntes, como a alimentação e a imagem oferecida pelo cinema, satisfazem as pequenas ambições do quotidiano. Não há euforia mas há um sentimento de parentesco face às limitações de cada um. A chuva e o calor são poupados aos passeantes; a comida ligeira confina com a dieta dos adolescentes; há uma emoção própria que paira nas naves das grandes superfícies. São as catedrais da conveniência, dão a ilusão de que o sol quando nasce é para todos e que a cultura e a segurança estão ao alcance das pequenas bolsas. Não há polícia, há uma paz de transeunte que a cidade já não oferece.

Agustina Bessa-Luís, in 'Antes do Degelo'

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

o próximo Papa terá de ser um Papa...

Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de ...

"Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices. O homem - não o homem que Deus fez, mas o que a sociedade tem contrafeito, apertando e forçando em seus moldes de ferro aquela pasta de limo que no paraíso terreal afeiçoará à imagem da divindade -, o homem assim aleijado como nós o conhecemos, é o animal mais absurdo, o mais disparatado e incongruente que habita na terra."


Almeida Garrett 
Porto,04/02/1799-Lisboa 09/12/1854

Gentes do Arquipélago da Madeira-Origem Geográfica



As ilhas do Atlântico Norte foram conhecidas e exploradas por vários povos mediterrânicos, a partir de meados do século XIV, na qual também pelos portugueses. As Canárias foram as primeiras a serem reconhecidas, pela sua proximidade com a costa de África, seguindo-se as do Porto Santo e da Madeira, e as dos Açores ou as “terceiras”, como por vezes referem os cronistas desta época.
A aventura portuguesa pela conquista das praças marroquinas e o aumento da navegação no Atlântico por parte dos castelhanos, coincidindo com a ocupação das ilhas Canárias por estes, a coroa portuguesa sentiu a necessidade de “ocupar” e povoar os arquipélagos já conhecidos.
O primeiro (?) «contacto com o arquipélago da Madeira foi feito pela designada “Armada do Algarve”, tendo sido escolhidos para esta missão dois distintos escudeiros do infante D. Henrique, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz, que se deslocaram ao Porto Santo em 1418» e no ano seguinte à Madeira, procedendo ao seu «reconhecimento oficial para a coroa portuguesa». Deste reconhecimento da Ilha da Madeira foram «recolhidas amostras das respectivas águas e madeiras», segundo o Coronel Rui Carita (A Arquitectura Militar na Madeira nos Séculos XV a XVII).
O autor anterior citado, mais refere que o «rei D. João I ordenou o povoamento do arquipélago da Madeira entre 1420 e 1425. Este foi dividido em três capitanias: Funchal e Machico, na Madeira, doadas a João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz, escudeiros do infante D. Henrique, mestre da Ordem de Cristo; e a ilha do Porto Santo concedida a Bartolomeu Perestrelo, fidalgo da casa do infante D. João, mestre da Ordem de Santiago da Espada».
O povoamento e a origem geográfica dos povoadores do arquipélago madeirense, sempre estiveram rodeados de brumas iguais às que esconderam as ilhas no oceano Atlântico por milhares de anos dos povos europeus e africanos. Podemos atestar esta premissa pelas dificuldades dos historiadores, não só, pela falta de documentação, como pelas descrições dos cronistas, por vezes ambíguas e pouco coincidentes. Todavia, o povoamento da Madeira teve por base os companheiros de Zarco e de Tristão, que se encontravam no Algarve ao serviço do infante D. Henrique. Por outro lado o povoamento do Porto Santo teve assento em Bartolomeu Perestrelo, que segundo os cronistas, acompanhou Zarco e Tristão na segunda viagem de reconhecimento ao Arquipélago.
A falta de documentação dificulta o elucidar da origem dos povoadores da ilha de “São Brandão” ou Porto Santo. «Não é possível saber-se a forma como teve lugar o primeiro assentamento e a origem dos colonos» desta ilha, segundo Alberto Vieira (Porto Santo - Breve Memória Histórica - Centro de Estudos de História do Atlântico). «Insiste-se numa forte presença algarvia e na sua origem fidalga», segundo este, e que «apenas por um documento de 1529 sabe-se que a ilha começou a povoar-se com sete ou oito homens». Para percebermos a complexidade do povoamento do Porto Santo basta apenas “conhecer” que após o assalto perpetrado por corsários argelinos a esta ilha em 1617, «ficou quase deserta». Segundo o Tenente-Coronel Alberto Artur Sarmento, «os argelinos levaram 900 cativos, só ficando, 19 homens e 7 mulheres. Isto levou a Coroa a atribuir, em 13 de Agosto de 1619, a Martim Mendes de Vasconcellos a difícil tarefa de repovoar a ilha com gentes do Porto da Cruz, Caniçal e Santa Cruz». Assim podemos concluir que, os actuais habitantes desta ilha tiveram uma forte ligação e ascendência aos povoadores da capitania de Tristão Vaz e vice-versa.
Relativamente à Ilha da Madeira, Francisco Alcoforado, o mais antigo cronista escreve, «que os primeiros companheiros de Zarco seriam principalmente do sul do País, mais concretamente de Lagos». Mas, a grande parte dos povoadores que nos anos seguintes se deslocou para a Madeira veio em grande número, do Norte do continente português, possível área de origem da família de Zarco e também da de Tristão Vaz. Tal como os dias de hoje e fazendo um paralelo com a diáspora madeirense, onde em regra emigra o “pai ou irmão mais velho”, logo lhe segue os restantes familiares.
É «comum atribuir-se a proveniência algarvia aos primeiros e principais povoadores que desencadearam a ocupação da ilha», segundo, Luís de Albuquerque e Alberto Vieira, na sua obra, “O Arquipélago da Madeira no Século XV”. Segundo estes, «essa ideia filia-se na tradição, que corre no Algarve, da participação das suas gentes na gesta expansionista, e na expressão de Jerónimo Dias Leite, ‘muitos do Algarve’». Ainda mais referem que, lhes parece apressada esta concepção, «uma vez que faltam provas que a corroborem», e que numa «listagem dos primeiros povoadores referidos nos documentos e crónicas a presença nortenha é muito superior à algarvia (64% para 25%); por outro lado os registos paroquiais da freguesia da Sé, no período de 1539 a 1600, corroboram esta conclusão, uma vez que os nubentes oriundos de Braga, Viana e Porto representam metade do total; enquanto os provenientes de Faro não ultrapassam os 3%». Partindo da análise destes dados retirados destes mesmos registos (1539 e 1600), «chega-se à conclusão que metade da população não nascida na Madeira era originária do Norte do País», e que a «situação do século anterior» (século XIV) «não deve ter sido por certo diferente».
Assim, Luis de Sousa Melo, antigo Director do Arquivo Regional da Madeira, igualmente é da mesma opinião. Numa «tentativa de aproximação com base nos registos de casamento da paróquia da Sé», nas mesmas datas (1539 a 1600), foi-lhe «possível averiguar» que, para este período, «foi da província do Minho, com os distritos de Braga e Viana do Castelo, que a maioria dos recém-chegados era natural: 54,4% - muito longe dos 13,2% dos do Douro Litoral, mais ainda dos 8,3% da Estremadura, a que se seguiram os naturais das Beiras com 5%, os de Trás-os-Montes e Alto-Douro com 4,5%, depois os do Algarve com 3,7%, os do Alentejo com 2,5%, e por fim os do Ribatejo com 1,2%. (Fonte, “Presença Açoriana nos Registos Paroquiais do Funchal 1761 - 1860”).
Escreve, Alberto Vieira no seu artigo, “O Infante e a Madeira: Dúvidas e Certezas - Centro de Estudos de História do Atlântico”, ainda mais que «a mesma ideia é reafirmada por recente estudo em que se analisa a situação das demais freguesias da Madeira no século XVI», e mais uma vez são «remetidos para o norte do país, onde se destacam Braga (11%), Viana do Castelo (8,4%)».
Segundo o autor supracitado, «o povoamento da Madeira é um processo faseado, em que intervêm colonos oriundos dos mais recônditos destinos, e que de todo o Reino surgem gentes empenhadas nesta experiência tentadora, é de prever a confluência de várias localidades, em especial as áreas ribeirinhas - Lisboa, Lagos, Aveiro, Porto e Viana -, adestradas no arroteamento de terras incultas». Se do Algarve partiram «muitos dos apaniguados da casa do infante, com uma função importante no lançamento das bases institucionais do senhorio, não é menos certo que do Norte de Portugal, nomeadamente da região de Entre-Douro e Minho, provêm os cabouqueiros necessários ao desbravamento da densa floresta e preparar o solo para as culturas mediterrânicas - cereal, vinha, cana-de-açúcar e pastel».
Na realidade, o Norte de Portugal, nos séculos XIV e XV era a região do país com maior densidade populacional por um lado e por outro, esta região sempre teve uma «permanente vinculação à economia madeirense». No «reinado de D. João II» (1481 a 1495), escreve Eduardo C. N. Pereira nas Ilhas de Zargo, «os mercadores de Guimarães navegavam entre os arquipélagos dos Açores, Madeira, Continente e Flandres com naus do Porto, Vila do Conde, Viana, Azurara e Aveiro, negociando açúcares, pimenta... panos de baetilha, chapéus, linhos, etc. Guimarães era sede de um vasto termo e extensíssima comarca de 30 concelhos e chave do comércio com os concelhos interiores de Entre-Douro e Minho e Trás-os-Montes». A Madeira atraiu a partir de meados do século XV uma vaga de forasteiros, mercê da prioridade na ocupação e na exploração do açúcar, resultante dos circuitos comerciais madeirenses com o Mar Mediterrânico e Norte da Europa. Segundo Alberto Vieira, «a coroa facultava a entrada e a fixação de italianos» (florentinos e genoveses), «flamengos, franceses e bretões, por meio de privilégios especiais, como forma de assegurar um mercado europeu para o açúcar». Luis de Sousa Melo, (Presença Açoriana nos Registos Paroquiais do Funchal 1761 - 1860) mais acrescenta que, «a introdução da cana sacarina, a construção das levadas transportadoras de água, e dos engenhos fabricadores de açúcar trouxeram gentes das mais variadas origens e condições sociais, desde os escravos “oxipticios” ou ciganos até aos cultivadores, comerciantes, rendeiros, produtores e exportadores, galegos uns, genoveses e flamengos outros».

«Havia judeus na Madeira no século XV», refere o Elucidário Madeirense, «tendo muitos deles, com vontade ou sem ela, abraçado o cristianismo, depois do bárbaro decreto da expulsão dos filhos de Israel, publicado por D. Manuel em Dezembro de 1496». Em 1461 na Madeira, «revela a petição dirigida ao infante uma certa má vontade contra os israelitas, má vontade que só bem claramente se manifestou mais tarde, quando a intolerância e o fanatismo de D. Manuel vieram abrir caminho ás perseguições de que foram vitimas os membros dessa raça proscrita, ainda mesmo quando aceitavam o baptismo, para evitar a expulsão do país». Ainda no século XVII, os cristãos-novos “Fintados pelo Perdão de 1605”, era-lhes cobrado a “finta”, «segundo instruções dadas por Filipe III» ao «licenciado António Ferreira, encarregado desta cobrança», neste Arquipélago, e só «mulheres de nação casadas com ou viúvas de cristãos-velhos de quatro costados que viviam honestamente, estavam isentas», segundo Nelson Veríssimo, (Relações de Poder na Sociedade Madeirense do Século XVII).
Os 60 anos de “domínio filipino”, entre 1580 e 1640, e as ligações comerciais com as ilhas Canárias, acrescentaram outras gentes oriundas da Península Ibérica “não portuguesa”.

Regista-se por fim, a presença de ingleses, que adquiriram um lugar relevante no arquipélago da Madeira a partir do século XVII. «Os flamengos os primeiros que se entregaram aqui a operações bancárias» e também comerciais, «seguindo-se-lhes os ingleses que, como é sabido, adquiriram grande proponderancia nos negocios da Ilha, do meado do seculo XVII em diante», segundo o Elucidário. Estes obtiveram notável influência e predomínio, em vários ramos de comércio na ilha da Madeira, estando inteiramente na sua dependência a exportação dos vinhos madeirenses, designadamente para as colónias britânicas.
A «colónia inglesa» na Madeira, escrevem os autores do mesmo Elucidário, «não chegou nunca a radicar simpatias no nosso meio, a pesar do predomínio e da influencia de que gozava. O orgulho de raça, o isolamento que quasi sempre procurou guardar, a altivez com que em geral tratava os naturais, as raras manifestações de filantropia ou benemerencia em favor da terra que a tornou opulenta, são as principais causas de não ter criado um ambiente que lhe fosse propicio e a tornasse benquista aos olhos dos madeirenses». Contudo, «não é também de estranhar que […] insulares, vivendo no isolamento do oceano e sem espírito algum de reacção contra as influencias estranhas, se deixassem seduzir pelos costumes, tendências e predilecções de estrangeiros, que vinham dos grandes centros europeus e eram considerados como os verdadeiros protótipos de um povo civilizado, sendo certo que essas influencias exerceram em alguns pontos uma acção muito benéfica» no meio madeirense, «especialmente nas relações sociais e no convívio elegante das chamadas pessoas de sociedade». Por outro lado, «a um numero relativamente grande de súbditos inglêses se deve o estudo de certos ramos de historia natural» do arquipélago da Madeira, existindo «trabalhos muito valiosos e de profunda e demorada pesquisa cientifica, que não podem nem devem ser esquecidos pelos madeirenses».

Este grupo europeu, teve uma importância primordial na formação de uma população madeirense. O Arquipélago é o primeiro espaço geográfico, onde não existia outros povos a ser colonizado por europeus fora da Europa. A sua presença nestas ilhas do Atlântico tornou pouco expressiva a presença de outros grupos étnicos não europeus. Destes apenas se salientam os africanos (mouros, negros, e guanches ou canários), que surgiram nas ilhas sob à condição servil, onde desempenharam um importante papel relacionado com o arranque da economia açucareira, nomeadamente na Madeira. Os autores do Elucidário Madeirense escrevem que, «foi o solo da Madeira regado pelo suor dos escravos negros, mouros e mulatos. Nos fins do século XV, havia nesta ilha o número aproximado de dois mil escravos, que era bastante avultado ao lado da população europeia, que então orçaria por quinze a dezoito mil habitantes. A distribuição das terras pelo sistema das sesmarias favoreceu o estabelecimento de muitas ‘fazendas povoadas’, em que ‘os primitivos povoadores’ viviam com as suas familias e escravos, tornando-se em breve os proprietários das mesmas terras e deixando o cultivo delas aos colonos e escravos». Por 1490, proibiu-se a residência na Madeira aos indivíduos oriundos de Grã Canária, Palma, Tenerife e Gomera, mas em 1515 foi esta ordem revogada para «aqueles que exercessem o oficio de mestres de açucares».

Tudo indica que, deste grupo os preferidos seriam os mouros. O Tenente-Coronel Alberto Artur Sarmento publicou no "N.º 1983 do artigo Heraldo da Madeira" um artigo interessante acerca dos mouros na Madeira, do qual é igualmente transcrito no Elucidário. Segundo este, «o mouro era mais trabalhador do que o escravo da Guiné e da Mina, por isso a preferência dos senhores das terras em importa-lo para as suas fazendas de cultivo. Este comercio escandaloso em que se entendiam de cá os donatarios, e das praças d’Africa os governadores, que ordenavam razias, originou o clamor do chefe dos mouros que lamenta em carta a D. Manoel, o que fazia Azambuja, apanhando a torto e a direito e de todas as classes, para enviar de contracto aos capitães da Madeira. É o que se depara nos Documentos arábicos copiados dos originaes da Torre do Tombo, 1790. Os mouros formaram núcleos importantes, reunindo-se em grupo ou bairro á parte, como o attesta a Mouraria, uma das ruas mais antigas do Funchal», [?] e «tiveram grande commercio nas villas, especialmente em Ponta do Sol e Santa Cruz. N’esta ultima mostrava-se ainda ha annos um retábulo existente na igreja parochial, onde figuravam escravos mouros usando um pequeno turbante afunilado, com uma ponta cahida, de que derivaram a carapuça do villão e a toalhinha pendente da cabeça, antigos trajes característicos da camponeza da Madeira. Dos mouros, a dolência dos cantares, mas a dança repisada é movimento de negro. Dos mouros as lengas-lengas serranas, os populares: lengi lengi o nevoeiro corriqueiro, a formiga que o seu pé prende. Entre as brumas, princezas encantadas, as historias de palácios e riquezas enthesouradas, ladrões e varas de condão, são influencias e assumptos do povo, migrados nesta corrente de longe subordinada. Dos mouros ainda o cuscuz, essa massa granulada de farinha de trigo, tão apreciada pelas classes pobres e que só a comem nas ocasiões solenes, com um naco de carne de porco, pelos baptisados e casamentos, não faltando o ramo de segurelha e coentro que encima o prato e o aromatisa. Vae-te p’ra Argel é uma praga popular que relembra o saque e captiveiro em terras da moirama».

Este grupo servil, surgiu com uma importância relevante na sociedade madeirense no século XV. O «seu peso gerou preocupação e tomou necessária a regulamentação dos seus movimentos e do seu espaço de convívio; daí a exigência dos nele incluídos usarem um sinal, de se recolherem à casa do senhor, ao mesmo tempo que se ordenou a explosão dos forros, com excepção dos canários». Ainda que «os escravos se encontrassem dispersos por toda a ilha» (da Madeira), segundo o Elucidário Madeirense, «nomeadamente no Funchal, Ponta do Sol, Machico e Curral das Freiras se constituíram importantes núcleos de população negra e mourisca, que entre si se foram cruzando e também misturando com os habitantes descendentes dos colonos continentais, diluindo-se e confundindo-se deste modo na população madeirense os traços característicos daquelas raças. Um numero, porém, considerável de indivíduos negros, mulatos e mouros conservou, até há poucos anos ainda, as linhas fisionómicas que distinguem os povos donde descendiam. Não é raro encontrar-se ainda alguns indivíduos com os traços bem acentuadamente definidos da raça» negra.

Nas décadas de 60 e 70 do século XX na Madeira, raramente se observava habitantes com características africanas, (excepto mouriscas), apenas visitantes ocasionais e tripulantes dos Navios que atracavam no Porto do Funchal. O regresso das gentes das ex-colónias, após a revolução dos cravos, e a necessidade de importar mão-de-obra do exterior face às grandes obras efectuadas na Madeira e Porto Santo, o espaço insular foi enriquecido com outras pessoas deste continente. Actualmente, e ao contrário do século anterior é possível ver no Arquipélago da Madeira, gentes dos quatro “cantos do mundo”.

Estudos genéticos recentes (que não são objecto deste artigo), realizados pelo Laboratório de Genética Humana, da Universidade da Madeira, coordenado pelo Biólogo madeirense, Hélder Spínola, permitiram a identificar perfil genético da população do Arquipélago, e não só, também de Portugal Continental e Arquipélagos dos Açores, Cabo Verde e S. Tomé, e também da Guiné. Tudo indica que esse “mesmo perfil” não foge à história das ilhas e as marcas das gentes que as habitam. Segundo estes estudos os habitantes do Arquipélago terão influências de cerca «10 a 15% de características genéticas africanas», muito parecidas com as do Algarve. Este trabalho teve igualmente uma «relação com outras áreas de investigação, como a História, a Arqueologia e a Antropologia».
Nos dias de hoje, a “força da tradição”, ainda domina a “premissa” que o Arquipélago da Madeira foi povoado unicamente por algarvios!
in:madeira-gentes-lugares.blogspot.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

A Regra de Ouro



A regra de ouro consiste em rejeitar resolutamente a posse daquilo que milhões de pessoas não podem ter. Essa capacidade de rejeição não se alcançará repentinamente. A primeira coisa a fazer é cultivar a atitude mental de não ter bens ou propriedades negadas a milhões de pessoas, e depois disso temos de reordenar a nossa vida o mais rapidamente possível de acordo com essa mentalidade.

Mohandas Gandhi, in 'The Words of Gandhi'

solidão


Ó solidão! À noite, quando, estranho,
Vagueio sem destino, pelas ruas,
O mar todo é de pedra... E continuas.
Todo o vento é poeira... E continuas.
A Lua, fria, pesa... E continuas.
Uma hora passa e outra... E continuas.
Nas minhas mãos vazias continuas,
No meu sexo indomável continuas,
Na minha branca insónia continuas,
Paro como quem foge. E continuas.
Chamo por toda a gente. E continuas.
Ninguém me ouve. Ninguém! E continuas.
Invento um verso... E rasgo-o. E continuas.
Eterna, continuas... Mas sei por fim que sou do teu tamanho!

Pedro Homem de Mello

quarta-feira, fevereiro 02, 2011