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sábado, abril 09, 2011

a grande fraude

É, sem dúvida, uma grande fraude: a enorme fraude de não haver após décadas de pseudo democracia, liberdade de expressão na Madeira.
Um autor, neste caso Artur Ribeiro Cardoso, quer lançar um livro, um livro histórico que lhe levou anos a reunir dados e que hoje partilha connosco. "Jardim, a grande fraude - uma radiografia da Madeira Nova".
Não se conseguiu encontrar sala que acolhesse o evento de lançamento do livro mas, uma vez editado, será com toda a certeza "o" livro de cabeceira de milhões de portugueses. Antevejo já edições esgotadas.
Compreenderão agora como é possível dever 85 milhões às farmácias pondo em risco a comparticipação aos utentes: compreenderão os aluviões que põem a nu as irresponsabilidades de engenheiros de meia tigela, de empreiteiros sugadores e irresponsáveis, do porquê de marinas destruídas, de praias arrasadas, do porto do Funchal ser o mais caro do país e de sermos, presentemente, penalizados com a supressão de um barco cargueiro para o Funchal, de estádios mega milionários inacabados e ilegais.....
Será que a "Madeira das flores" (importadas, como na Festa da Flor), dos "bailhinhos" , das inaugurações a todo o custo mesmo se mal feitas e inacabadas, não vai sair penalizada? Do Único Importante já todos sabem como funciona a sua deselegância, a falta de educação, a verborreia reles que tanta vez usa, seja contra o presidente da República, o Estado ou as Forças Armadas.
Esta Madeira é sim uma grande fraude; há mais "pides" que no século passado, tem pajens e histriões que a tudo se prestam numa vassalagem nauseabunda!
O livro poderá não ser aqui lançado, mas não deixará de ser TOP de vendas nas Feiras dos Livros, nas livrarias e na própria editora.
E ainda se fala de um qualquer Kadhafi africano quando, na Europa, temos......disto!

Maria Teresa Góis

como eu vejo a ilha

as serras do Paúl, vistas da Levada da Ribeira da Janela

feijões ou problemas?

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucede-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para colocar a sabedoria dos dois à prova: ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilómetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.

Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta ao escolhido como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos.
- Antes de coloca-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida. 

Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina...
APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES!

Não esquecendo jamais que Deus é maior do que todos os nossos problemas...

sexta-feira, abril 08, 2011

batem leve, levemente....



Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
É o FMI

Vem aí o vendaval

mas há pouco, há poucochinho,
nem uma notinha havia
nos cofres da mordomia
deste nosso Portugal

Quem bate, assim, nestas gentes

com tanta desfaça…teza?
Ès tu politico que mentes
Não és homem, nem és gente
És corrupto concerteza

Fui ver. O povo caía

do azul amarelado do céu,
com a fome e misé…ría
como tordos em dia de caçaria
E que pesadelo, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.

E vejo tudo negrinho
E… só tenho esta carcaça
Que comida tão escassa
que tenho para o caminho
vou ver se a fome me passa
eles vão acabar-nos com a raça
e com o nosso dinheirinho

Fico pensando nesses animais

Que estoiraram a nossa poupança
Bancos, políticos e outros que tais
Que nos roubaram demais
E, pagamos nós esta dês---grança


E já descalços, e fodidos

Inda conseguimos vê-los
Com fatos caros vestidos
Os políticos pervertidos
Os grandessíssimos camelos

Que o politico gastador

sofra tormentos... enfim!
Mas este povo, Senhor,
Vem cá a baixo por favor
E não peço só p’ra mim

E uma infinita tristeza,

Se apossa do meu coração
Pois podem ter a certeza
Se eu tivesse riqueza
Punha-os todos só a pão


rec por email 

pensamento do dia






Sócrates foi considerado o melhor sogro do ano....deixou tudo à nora!

foto do dia

o meu pão de centeio, antes e....depois!

como eu vejo a ilha

hoje, às 07h30, a minha oração da manhã!

Caminho


Tenho sonhos cruéis: n'alma doente
sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
embebido em saudades do presente... 

Saudades desta dor que em vão procuro
do peito afugentar bem rudemente,
devendo, ao desmaiar sobre o poente,
cobrir-me o coração de um véu escuro!... 

Porque a dor, esta falta d'harmonia,
toda a luz desgrenhada que alumia
as almas doidamente, o céu d'agora,
sem ela o coração é quase nada:

um sol onde expirasse a madrugada,
porque é só madrugada quando chora.

Camilo Pessanha

quinta-feira, abril 07, 2011

Canção autobiográfica


aos quarenta e dois anos, com um cão e o silêncio
da sua pata cúmplice, a solidão é uma
destreza atormentada; e o coração o incerto secretário
de agonia e desejo, variantes da alma.
aos quarenta e dois anos, com um cão e o silêncio.

canção, canção que nunca acabarias
de te escrever, vaivém das
tantas coisas.

Vasco Graça Moura

quarta-feira, abril 06, 2011

Geração à rasca foi a minha!

Geração à rasca foi a minha
Geração à rasca foi a minha. Foi uma Geração que viveu num país vazio de
gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser
diferente, pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à
segurança social.

Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos
direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de
crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.

Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio
proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto,
casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras
porque sim, pais biológicos, etc.

A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o
chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país
ou de ler-lhe a correspondência.

Os televisores LED, ou a 3 dimensões eram uns caixotes a preto e branco onde
se colocava à frente do ecrã um filtro colorido, mas apenas se conseguia
transformar os locutores em ET's desfocados.

Na rádio ouviam-se apenas 3 estações - a oficial Emissora Nacional, a
católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos
então os Gato Fedorento, mas dava-nos imenso gozo ouvir Os Parodiantes de
Lisboa, ou a Voz dos Ridículos.

As Raves da época eram as festas de garagem, onde se ouvia música de vinil e
se fumava liamba das colónias. Nada de Bares ou Danceterias.
As Docas eram para estivadores, e O Jamaica do Cais do Sodré para marujos.

A "Night" era para os boémios. Éramos a geração das tascas, das casas de
fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam
discos, como a Valentim de Carvalho ou a Vadeca.

As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que a nossa juventude
enviava lá da guerra aos pais, noivas, namoradas ou madrinhas de guerra.
Agora vivem na Internet, ora alimentando números de socialização no
Facebook, ora cultivando batatas no Farmville. Os SMS e E-Mails cheios de k
e vazios de assentos eram as nossas cartas e postais ou papelinhos
contrabandeados nas aulas.

As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas por via marítima.
Quem não se lembra do Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros,
tenebrosos navios que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza - a
viagem de ida, quer fosse para Angola, Moçambique ou Guiné.

Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam
doentes. Coca-Cola e Pepsi? Eram proibidas. Bebia-se laranjada, gasosa ou
pirolito.

Na minha geração, dos jovens só se esperava que fossem para a tropa ou
emigrassem.
Na minha Geração o país, tal como as fotografias, era a preto e branco.



rec.por email

Abril de Abril


Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.

Manuel Alegre

domingo, abril 03, 2011

Ofício de ler...


 
"Onde se queimam livros, cedo ou tarde se queimam Homens." 
Heinrich-Heine   1797-1856

Farta das diatribes políticas e das iras ambientais, falo-vos hoje de um gosto muito pessoal: ler.
Creio que o primeiro livro que tive era de pano e da Majora.
Depois, mesmo antes de saber ler, devo ter roído os cantos a alguns dos livros das minhas irmãs. Foi daí, talvez, que me ficou o gosto de ler.
Lembro-me da "guerra" de quem primeiro apanhava o novo livro dos Cinco ou outros que meu Pai trazia, da corrida, ao sábado, à chegada do jornal na porta de casa para primeiro ter na mão o "Cavaleiro Andante" ou o "Mundo de Aventuras"…
Fui crescendo e da biblioteca caseira saíram os textos que me alimentaram paixões, desilusões, o ócio, o fastio do estudo, o prazer.
Por entre as folhas numeradas, criei amigos inseparáveis com que ainda hoje privo.
Pegar num livro, sentir a textura do papel, o cheiro, ler a informação do autor, ou o tópico do texto, é um desafio.
Hoje, também, é urgente abrir o livro e ler, ser transportado nas letras, parar no tempo que nos emociona e viver a história que não é nossa.
Porque a história propriamente dita do Livro, é a da humanidade e da sua evolução.
Dos pergaminhos escritos, aos rolos de papiro e à impressão rápida e económica de hoje, medeiam séculos. Jorge Luiz Borges dizia que "de entre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro…é uma extensão da memória e da imaginação".
Cada país tem as suas referências nos autores que imortalizaram ou imortalizam a sua língua - é um veículo de divulgação de cultura, de enriquecimento pessoal, é democrático porque lemos o que queremos quando queremos, privando de perto com a sensibilidade do autor, suas ideias e ideais.
Saramago disse que "é ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas sobre um disco rígido, não."
Não aceito pois que a formação de um jovem não inclua, desde cedo, os bons hábitos de leitura e cheguem às obras leccionadas e obrigatórias com a apreciação de "uma ganda seca".
Sinais dos tempos da era informática, global, que isola, sujeita e condiciona a um simples ecrã horas sem fim.
Ler é crescer, é projectar perspectivas, pensamentos e opiniões.
Ler completa-nos, abre-nos os braços, humaniza-nos.
Quintana dizia que "os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem".
Só num livro podemos virar a folha a bel-prazer, folhear, voltar atrás e espreitar o próximo capítulo ou o enredo final.
Na vida, não.

Maria Teresa Góis
publicado Diário Notícias da Madeira, hoje, Opinião/Sinais dos Tempos

pensamento do dia

sexta-feira, abril 01, 2011

Para casamento Real, real souvenir

fonte i online
A menos de um mês do primeiro casamento Real do século, Buckingham prepara-se para o acontecimento. Enquanto o Palácio se ocupa dos pormenores para a boda, a indústria trata de fazer com que a data não passe em branco. E há objectos para todos os gostos...