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terça-feira, maio 10, 2011

Maria, Cavaco & Bin Laden

in Cão Azul

Torre de Babel com 30 mil livros erguida em Buenos Aires

fonte JN, Lisboa
Uma Torre de Babel com 25 metros de altura, construída em espiral com 30 mil livros de todas as línguas, foi erigida numa praça do centro de Buenos Aires por iniciativa da artista argentina Marta Minujin.
"A ideia é unir todas as raças através do livro", explicou a artista sobre a sua obra monumental que será inaugurada, próxima na quarta-feira, e "existirá" na praça San Martin até ao final do mês.
A artista decidiu criar esta Torre de Babel, porque Buenos Aires é a Capital Mundial do Livro 2011, proclamada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A partir de quinta-feira, os seus sete andares podem ser subidos gratuitamente por grupos de até 100 pessoas e a visita será acompanhada por uma banda sonora criada por Marta Minujin, que dá a ouvir a palavra "livro" em todas as línguas do mundo.
Perto de metade dos livros que serviram de "tijolos" para a construção da torre foi oferecida por 50 embaixadas em Buenos Aires, mas a outra metade vem de doações de milhares de pessoas mobilizadas graças a uma campanha pública para esta "obra de participação maciça", nas palavras da artista.
No último dia de exposição da peça, 28 de Maio, os visitantes podem escolher um livro na língua da sua preferência e levá-lo. 

Nefertiti. Alemanha e Egipto continuam em guerra pela "mais bela mulher"

O Ministério de Antiguidades do Egipto anunciou esta semana que vai fazer um pedido formal à Alemanha para que o país devolva o busto da rainha Nefertiti, encontrado pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt a 6 de Dezembro de 1912 em Amarna, cidade que funcionou como capital do Antigo Egipto durante o reinado do faraó Aquenáton.
A contenda entre os dois países pela estátua, símbolo maior da arte antiga do Egipto, não é de agora. O primeiro pedido de "devolução" do busto recua a 1930. Desde então, os pedidos - e as recusas da Alemanha - têm-se multiplicado. O Egipto acusa a Alemanha de contrabandear a peça de arte para fora do país sem autorização. Os germânicos continuam a defender que não houve qualquer ilegalidade na aquisição, já que o busto foi comprado, à data das escavações, pelo governo da Prússia, havendo documentos que o comprovam. "A posição do governo alemão não mudou. Nefertiti permanecerá em Berlim", garantiu o assessor do ministro alemão da Cultura, assim que o ministério egípcio fez o anúncio do novo pedido.
O busto de Nefertiti não é a única peça da sua herança cultural que o Egipto tenta, há anos, reaver, mas é provavelmente a mais cobiçada. Apesar de feito em calcário, o busto vale por aquilo que representa: a posição especial que detinha a Grande Esposa Real do faraó Aquenaton (XVIII dinastia egípcia) na história do Antigo Egipto.
Além das teorias em redor do seu desaparecimento (alguns historiadores defendem que Nefertiti terá chegado a governar, ela própria, como soberana, até ter sido morta e substituída pelo mais famoso dos faraós, Tutancamon), é considerada um símbolo da beleza feminina. O seu nome significaria "A mais bela mulher chegou" e, por as suas feições serem pouco comuns no Egipto, levantam-se questões sobre as suas origens, das quais se sabe muito pouco.
Já do seu busto as coisas parecem claras desde 1912 - pelo menos para a Alemanha. Desde que foi trazida para o país por Borchardt, que a encontrou no ateliê do escultor Tutmoses, a peça já passou por vários locais, entre eles uma mina de sal em Merkers-Kieselbach, onde o Exército dos EUA encontrou ouro e peças de arte roubadas pelos nazis. Os sucessivos governos alemães sempre disseram que o busto de Nefertiti não foi roubado pelos nazis.
A obra está actualmente exposta no Neues Museum, em Berlim, onde já antes da Segunda Guerra Mundial estava em exibição, daí que a peça se tenha tornado também um símbolo cultural da capital alemã.
Em Janeiro deste ano - um dia antes de começarem os protestos que culminaram na demissão do presidente Hosni Mubarak -, Zahi Hawass, então ministro das Antiguidades (depois demitido e a seguir restituído no seu posto), havia pedido ao governo de Angela Merkel que devolvesse a Nefertiti ao Egipto, logo recusado pelas autoridades alemãs por não ter sido feito através dos canais próprios. Agora foram cumpridas as formalidades.
fonte i

domingo, maio 08, 2011

Carta a um diplomata finlandês

Caro Steinbroken

Por estes dias, recordo as noitadas em que nos cruzávamos nos salões dos Maias, no Ramalhete, às Janelas Verdes, nas tertúlias que o José Maria retratou no livro a que deu o nome daquela família.

Lembro-me da generosidade com que você, diplomata finlandês, era recebido naquele cenáculo, onde, com carinho lusitano mas cosmopolita, entre mesas de whist ou numa ronda de bilhar, ou ouvindo-o a si como "barítono plenipotenciário", procurávamos atenuar a sua nórdica solidão.

Muita água passou sob as pontes. Você regressou aos gelos da sua Finlândia, eu por aqui fiquei, com a escassa fortuna que Celorico me deixou.

Há uns anos, caro Steinbroken, você escreveu-me para Lisboa, dizendo do agrado com que vira Portugal apoiar, com entusiasmo, a entrada do seu país na União Europeia. Elogiou o facto de, ao contrário de outros, não termos achado que a "finlandização" havia sido um imperdoável pecado histórico de agnosticismo estratégico, um genérico triste da "realpolitik". E recordar-se-á de eu lhe ter respondido, na volta do correio, que, conhecendo-o a si, nunca o tivera por seguidor do "better red than dead".

Noutra ocasião, você veio bater-me epistolarmente à porta, pedindo que deixasse cair uma palavra nas Necessidades, com vista a evitar que Portugal cedesse a um compreensível egoísmo, por mor dos fundos estruturais, a ponto de poder criar obstáculos aos Estados bálticos, "primos" da Escandinávia, que queriam então aceder à NATO e à União Europeia. A resposta da nossa diplomacia foi, reconheça, soberba: embora o alargamento fosse um passo que tinha em Portugal um dos países mais prejudicados, adoptávamos uma visão solidária da Europa, pelo que entendíamos que um mínimo de respeito histórico nos obrigava a acolher aqueles Estados no nosso seio. Da caixa de vodka que você me mandou, com um cartão catita, a agradecer a diligência, ainda me resta uma botelha.

Pensava partilhá-la consigo, Steinbroken, numa sua próxima vinda a Portugal, à cata de sol e de olho nos corpos morenos, Chiado abaixo. Passaríamos pelo Grémio, jantaríamos no Tavares e iríamos degustar o resto dos álcoois no meu terraço, Tejo à vista. Eu contar-lhe-ia a poética aventura eleitoral do Alencar, a carreira como banqueiro da besta do Dâmaso, o folhetim da venda da "Corneta do Diabo" à Prisa, a colaboração do Cruges com os "Deolinda", a agitação do Gouvarinho e de outros tantos, nas lides que levam às Cortes.

Mas, agora, o que me chega? Que você foi ouvido, num dos últimos dias, passeando sob as árvores onde o verde já brota, ali na Promenade, no centro de Helsínquia, recém-saído do spa do vizinho Kämp, de braço dado com um alemão, com tiradas muito pouco simpáticas sobre Portugal e os portugueses. E que dizia você? Que, afinal, o compromisso político que a Finlândia havia dado à estabilidade do euro, que servira para a Grécia e para a Irlanda, poderia já não valer para Portugal. Ao seu lado, o alemão ecoava coisas parecidas, quiçá esquecido que o meu país, como todos os outros parceiros europeus, andou anos a pagar elevadas taxas de juro, para liquidar a fatura da reunificação da Alemanha, que hoje é, como sempre foi, o grande beneficiário do mercado interno europeu.

É triste, caro Steinbroken, é muito triste que a frieza do vosso egoísmo lhes faça esquecer que a solidariedade é uma estrada de dois sentidos. Aqui, por Portugal, estamos a atravessar uma conjuntura difícil. Outras já tivemos, todas ultrapassámos. Mais recentemente, cometemos alguns erros, revelámos fragilidades que a crise sublinhou. Pensávamos poder contar com os amigos. Ao longo dos tempos, aprendemos a ser gratos a quem nos ajuda, a ser-lhes leais quando de nós necessitam. Não somos rancorosos, porque alimentar ressentimentos mesquinhos não está na nossa maneira de ser. E sabe porquê? Porque, na vida internacional, mantemos alguns sólidos valores, os mesmos que nos permitiram sobreviver nove séculos como país, um dos mais antigos do mundo, sabia?

A vossa atitude, a vossa quebra de solidariedade, porque revela o conceito instrumental que têm da Europa, para utilizar uma frase que você repetia, entre outras platitudes árticas, pelas noites do Ramalhete, "c'est très grave, c'est excessivement grave…".

Receba um abraço, ainda amigo, orgulhosamente (quase) mediterrânico do

João da Ega

receb.por email

a cor, a animação

TIJI "COLOUR" HD from AKAMA on Vimeo.

sábado, maio 07, 2011

Festa da Flor - Funchal 06 Maio 2011




uma gentileza do "Berdades"

Mandem isto aos vossos amigos filandeses (send this to your friends in Finland

Entusiasmo

A palavra entusiasmo vem do grego e significa "ter um Deus dentro de si". Segundo os gregos, só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do quotidiano, criar uma realidade ou modifica-la.
Portanto, era preciso entusiasmar-se, ou seja, "abrigar um Deus em si"!
Por isso, as pessoas entusiasmadas acreditam em si, agem com serenidade, alegria e firmeza. E acreditam igualmente nos outros entusiasmados. Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. O entusiasmo é bem diferente do optimismo.
Optimismo significa esperar que uma coisa dê certo.
Entusiasmo é acreditar que é possível fazer dar certo...
Um entusiasmado ano para ti !!!

quarta-feira, maio 04, 2011

Astérix apareceu pela primeira vez em Portugal há 50 anos

Astérix, o irredutível guerreiro gaulês, apareceu pela primeira vez em Portugal nas páginas da revista Foguetão a dia 4 de Maio de 1961, cumprem-se hoje 50 anos, "por tutatis!".
Portugal foi o primeiro país não francófono a publicar as aventuras do pequeno gaulês e do seu amigo Obélix na defesa da irredutível aldeia contra as tropas romanas de Júlio César com a ajuda de uma poção secreta.
René Goscinny e Albert Uderzo deram a conhecer o universo de Astérix a 29 de Outubro de 1959, nas páginas da revista francesa Pilote, e dois anos depois aparecia traduzido e publicado em português.
Além de Astérix e Obelix, entre as personagens que povoam o imaginário criado por Uderzo e Goscinny contam-se ainda o druída Panoramix, o bardo Cacofonix ou o pequeno cão Ideiafix.
Além da Foguetão, as histórias foram ainda publicadas nas páginas do Cavaleiro Andante, do Zorro e do Tintin.
A primeira história de Astérix foi publicada depois em álbum em Portugal em 1967: "Astérix, o Gaulês".(fonte DN)

Batuque

A negra salta e não cansa.

Entre o denso mar pálido
e a clara poeira,
a corda balança.

A negra se ergue e sorri.

Entre o leve céu pálido
e as dolentes árvores
e o tambor que vibra.

A negra se ergue e é esguia.

Dentro do batuque
e da ritmada corda
e do morto dia.

Não há segredo na boca tranquila da negra,
nem antigas e vãs perguntas que se percam,
nem místicas dúvidas ou esquecidos gestos.

Ela se ergue como uma lança,
e entre o céu e a poeira
simplesmente
dança.


Glória de Sant`Anna

terça-feira, maio 03, 2011

Deputado canta "Grândola Vila Morena" no parlamento

por Lília Bernardes

António Fontes, deputado do PND, cantou "Grândola Vila Morena" em pleno plenário de hoje do Parlamento Regional da Madeira.
Os deputados do hemiciclo ficaram surpreendidos com a atitude do deputado do PND. Fontes levantou-se e cantou a música de Zeca Afonso em defesa da liberdade de imprensa na região autónoma. Isto aconteceu numa manhã em que se votava uma iniciativa do PCP de congratulação pelo 35.º aniversário da Constituição Portuguesa
In DN, 03.05.11
Nota da Redacção - Só na Assembleia Regional a Ma(ma)deira  laranja há destes acontecimentos: deputados que falam e português do mais "vernáculo/ordinário" possível, bandeiras nazis, relógios ao pescoço, agora o canto....faltam as armas, senhores!

dia Mundial Liberdade de Imprensa

Num país, num Mundo, em que a Imprensa regra geral se rebaixa ao poder político que a financia, tal como se passa aqui na Região Autónoma da Madeira com o Jornal da Madeira, é de louvar os que tentam manter a informação verdadeira, sabe Deus com que custo!
Não esqueço ainda os jornalistas que morreram oo ficaram feridos em missão, para que a verdade do acontecimento chegasse a té nós, fosse qual fosse a parte do Mundo.
Devem continuar a buscar desta Liberdade - os que são verdadeiros jornalistas - e a usar as leis civis aq ue tenham direito para a defesa desse mesma Liberdade. E a nós, cidadãos anónimos, cabe apoiar essa luta.

domingo, maio 01, 2011

Os Maios das nossas vidas…

"Um homem com fome não é um  Homem livre." 
Robert Stevenson

Não sei se o ânimo, a força, a contestação, carregadas no 1º de Maio de 1886, volvidos que são 125 anos, terão ou não mesmo impacto.    
Só no grandioso 1º de Maio de 1974, provamos em Portugal o sabor da Liberdade, da dignidade, da perda do medo. Mas, será hoje como em 1974?
Não: perderam-se ideais, ganharam-se medos, há desemprego e uma vez mais há fome. 
As comissões de patrões de grandes firmas, de poderosos, discutem da possibilidade de se poder pagar um ordenado mínimo de € 500,00 ao trabalhador português (por acaso o que mais horas trabalha na Europa) esquecendo que todos têm direito a casa, à família, à alimentação, higiene, escolaridade e até ao lazer, nem que seja uma ida à praia ou a um parque.
Portugal é um País de milhões: em qualquer página de imprensa lemos a palavra milhões, seja pelo deficit, pelos lucros, por causa de submarinos, de sobreiros, BPN, milhões incobráveis, milhões em fugas, ocultos em off-shores ou simplesmente os milhões de portugueses que vivem no limiar da fome, na incerteza e no desemprego.
Que evolução em 125 anos, que barómetro de felicidade para o Mundo?
Mas hoje é também o tradicional 1º de Maio, dia primaveril celebrado na Madeira, em família, em alegres saídas pelo campo, tradições de pic-nic, em que antes se viam pequenos pedindo 2$50 por um colar das flores de Maio a que poucos resistiam, pendurando ao pescoço ou no espelho interior do carro. Era o saltar da laje, o toque dos búzios, os chocalhos…Parece esquecida essa alegria de farnel e convívio.
Por sinal, até há poucos anos se fazia o arraial do 1º de Maio nas Achadas da Cruz, com a festividade de Nossa Senhora do Livramento, a Padroeira, em que o litúrgico e o profano coexistiam sem problemas, com a celebração Eucarística, procissão, e o cheiro habitual das espetadas, que atraía tantos forasteiros quer da costa Norte quer da Sul, por ser o 1º arraial do ano. Costume centenário, dizem os da terra, que alguém que a história não guardará o nome, acabou, para celebrar o dia de S. José Operário…Deixam-se morrer tradições por "brigas" de Santos e logo entre Nossa Senhora e S. José!
Mas é também hoje o dia da MÃE. E talvez seja este o facto mais relevante. Quero aqui lembrar todas as Mães, a do Céu e as do Mundo. As que não recebem beijos ou carinhos, as que só são lembradas neste dia da Mãe, as que sofrem por filhos doentes, com fome, chupando um seio seco e eternamente esvaído, as que carregam os filhos fugindo das guerras, das perseguições, das violações e escravatura, vivendo errantes em campos de refugiados e as que sofrem violência às mãos dos companheiros ou dos filhos.
E recordar sobretudo, aquelas que, sendo Mães, nunca sentiram a fímbria do Amor, o estremecimento interior, o cordão umbilical nunca cortado.

publicado Diário Notícias,Madeira, hoje