domingo, junho 19, 2011
sábado, junho 18, 2011
Não me peçam Razões
Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
Nota da Redacção - um só ano passou....
sexta-feira, junho 17, 2011
quinta-feira, junho 16, 2011
Quero ser o poeta da noite
Noite, velada Noite,
faz-me teu poeta!
Deixa-me entoar as canções
de todos aqueles
que, pelos séculos dos séculos,
se sentaram em silêncio
à tua sombra!
Deixa-me subir ao teu carro sem rodas
que corre silencioso de mundo a mundo,
tu que és rainha do palácio do tempo,
escura e formosa!
Quantos entendimentos ansiosos
penetraram mudos no teu pátio,
vaguearam sem lâmpada pela tua casa,
à tua procura!
Quantos corações, que a mão do Desconhecido
atravessou com a flecha da alegria,
romperam em cânticos
que sacudiam a tua sombra
até aos alicerces!
Faz-me, ó Noite,
o poeta destas almas despertas
que contemplam maravilhadas,
à luz das estrelas,
o tesouro que encontraram
de repente;
o poeta do teu insondável silêncio,
ó Noite!
faz-me teu poeta!
Deixa-me entoar as canções
de todos aqueles
que, pelos séculos dos séculos,
se sentaram em silêncio
à tua sombra!
Deixa-me subir ao teu carro sem rodas
que corre silencioso de mundo a mundo,
tu que és rainha do palácio do tempo,
escura e formosa!
Quantos entendimentos ansiosos
penetraram mudos no teu pátio,
vaguearam sem lâmpada pela tua casa,
à tua procura!
Quantos corações, que a mão do Desconhecido
atravessou com a flecha da alegria,
romperam em cânticos
que sacudiam a tua sombra
até aos alicerces!
Faz-me, ó Noite,
o poeta destas almas despertas
que contemplam maravilhadas,
à luz das estrelas,
o tesouro que encontraram
de repente;
o poeta do teu insondável silêncio,
ó Noite!
Rabindranath Tagore
In: "O Coração da Primavera"
quarta-feira, junho 15, 2011
Tenho de dizer isto senão rebento…
in: Adevidacomedia.wordpress.com
por MIGUEL CARVALHO
por MIGUEL CARVALHO
Assinalando as comemorações do 10 de Junho, o Presidente da República fez em Castelo Branco uma reflexão sobre o Portugal que não vem no mapa. O País rural, pobre, esquecido, por vezes deserto. Falou dos velhos que sobram e das crianças que não nascem. Falou dos poucos que ficam e dos muitos que partem. Falou, enfim, desse Portugal à margem do progresso, que abandonou os campos, que passou ao lado do desenvolvimento.
Como não concordar com o diagnóstico?
O problema é que o homem que fez este discurso governou o País durante dez dos 37 anos de democracia (e já nem vou falar dos anos de Presidência, em que os resultados do seu magistério estão à vista). O seu consulado coincidiu com o mais próspero período desde o 25 de Abril, durante o qual a torneira dos fundos comunitários pareceu inesgotável (e foi-o, mas só para alguns. Quem não se lembra dos Ferraris do Vale do Ave e das fraudes com o fundo social europeu?) A década cavaquista foi ainda suportada, em grande parte do tempo, por duas maiorias absolutas que deixaram Cavaco com mãos livres para fazer o que lhe desse na real gana. Lembram-se do que aconteceu? Foi a época em que nos disseram que a agricultura não servia para nada. A época dos subsídios para não produzir. A época das auto-estradas que trouxeram o interior para o litoral porque era aqui que estavam as oportunidades e o emprego.
O Portugal de Cavaco deixou nessas terras esquecidas o bilhete postal que hoje se exibe: pobreza, miséria e abandono. E é preciso ter uma grande lata para vir agora falar nestas gentes entregues à sua sorte e dizer que a «frugalidade e o seu espírito de sacrifício são modelos que devemos seguir». A narrativa sobre o País rural e honrado, pobrezinho e remediado, vem de longe. É uma narrativa velha e relha, com autores conhecidos, agora reciclada para efeitos de austeridade e remedeio.
Mas, no fundo, a questão é esta: o que têm para nos ensinar homens como Cavaco? O que diz o seu currículo de serviço público? Neste capítulo, bem pode juntar-se a Mário Soares, o homem cujos governos permitiram o desmantelamento de centenas de quilómetros de vias férreas, que isolaram ainda mais o interior. Façam as contas, por favor: Cavaco e Soares batem todos os recordes de permanência no poder, em São Bento ou Belém. Com eles por perto, Portugal recebeu três vezes a visita do FMI e chegou ao estado que conhecemos. Desculpem, mas estou farto de conselhos e recomendações de homens que se julgam providenciais. Para mim, nos tempos que correm, já me chegam as dores de cabeça que prometem os homens normais.
Como não concordar com o diagnóstico?
O problema é que o homem que fez este discurso governou o País durante dez dos 37 anos de democracia (e já nem vou falar dos anos de Presidência, em que os resultados do seu magistério estão à vista). O seu consulado coincidiu com o mais próspero período desde o 25 de Abril, durante o qual a torneira dos fundos comunitários pareceu inesgotável (e foi-o, mas só para alguns. Quem não se lembra dos Ferraris do Vale do Ave e das fraudes com o fundo social europeu?) A década cavaquista foi ainda suportada, em grande parte do tempo, por duas maiorias absolutas que deixaram Cavaco com mãos livres para fazer o que lhe desse na real gana. Lembram-se do que aconteceu? Foi a época em que nos disseram que a agricultura não servia para nada. A época dos subsídios para não produzir. A época das auto-estradas que trouxeram o interior para o litoral porque era aqui que estavam as oportunidades e o emprego.
O Portugal de Cavaco deixou nessas terras esquecidas o bilhete postal que hoje se exibe: pobreza, miséria e abandono. E é preciso ter uma grande lata para vir agora falar nestas gentes entregues à sua sorte e dizer que a «frugalidade e o seu espírito de sacrifício são modelos que devemos seguir». A narrativa sobre o País rural e honrado, pobrezinho e remediado, vem de longe. É uma narrativa velha e relha, com autores conhecidos, agora reciclada para efeitos de austeridade e remedeio.
Mas, no fundo, a questão é esta: o que têm para nos ensinar homens como Cavaco? O que diz o seu currículo de serviço público? Neste capítulo, bem pode juntar-se a Mário Soares, o homem cujos governos permitiram o desmantelamento de centenas de quilómetros de vias férreas, que isolaram ainda mais o interior. Façam as contas, por favor: Cavaco e Soares batem todos os recordes de permanência no poder, em São Bento ou Belém. Com eles por perto, Portugal recebeu três vezes a visita do FMI e chegou ao estado que conhecemos. Desculpem, mas estou farto de conselhos e recomendações de homens que se julgam providenciais. Para mim, nos tempos que correm, já me chegam as dores de cabeça que prometem os homens normais.
terça-feira, junho 14, 2011
os homens não amam....
Os homens não amam aquilo que cuidam que amam. Por quê? Ou porque o que amam não é o que cuidam; ou porque amam o que verdadeiramente não há. Quem estima vidros, cuidando que são diamantes, diamantes estima e não vidros; quem ama defeitos, cuidando que são perfeições, perfeições ama, e não defeitos. Cuidais que amais diamantes de firmeza, e amais vidros de fragilidade: cuidais que amais perfeições Angélicas, e amais imperfeições humanas. Logo os homens não amam o que cuidam que amam. Donde também se segue, que amam o que verdadeiramente não há; porque amam as coisas, não como são, senão como as imaginam, e o que se imagina, e não é, não o há no mundo.
Padre António Vieira, "Sermões"
segunda-feira, junho 13, 2011
Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido...
Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido — sem saber porquê. E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus. Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem vêem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado. Por isso nem abandonei Deus tão amplamente como ele, nem aceitei nunca a Humanidade. Considerei que Deus, sendo improvável, poderia ser, podendo pois dever ser adorado; mas que a Humanidade, sendo uma mera ideia biológica, e não significando mais que a espécie animal humana, não era mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal. Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma reviviscência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais.
Assim, não sabendo crer em Deus, e não podendo crer numa soma de animais, fiquei, como outros da orla das gentes, naquela distância de tudo a que comummente se chama a Decadência. A Decadência e a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.
A quem, como eu, assim, vivendo não sabe ter vida, que resta senão, como a meus poucos pares, a renúncia por modo e a contemplação por destino? Não sabendo o que é a vida religiosa, nem podendo sabê-lo, porque se não tem fé com a razão; não podendo ter fé na abstracção do homem, nem sabendo mesmo que fazer dela perante nós, ficava-nos, como motivo de ter alma, a contemplação estética da vida. E, assim, alheios à solenidade de todos os mundos, indiferentes ao divino e desprezadores do humano, entregamo-nos futilmente à sensação sem propósito, cultivada num epicurismo subtilizado, como convém aos nossos nervos cerebrais.
Retendo, da ciência, somente aquele seu preceito central, de que tudo é sujeito às leis fatais, contra as quais se não reage independentemente, porque reagir é elas terem feito que reagíssemos; e verificando como esse preceito se ajusta ao outro, mais antigo, da divina fatalidade das coisas, abdicamos do esforço como os débeis do entretimento dos atletas, e curvamo-nos sobre o livro das sensações com um grande escrúpulo de erudição sentida.
Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos. E, se nos empregamos assiduamente, não só na contemplação estética mas também na expressão dos seus modos e resultados, é que a prosa ou o verso que escrevemos, destituídos de vontade de querer convencer o alheio entendimento ou mover a alheia vontade, é apenas como o falar alto de quem lê, feito para dar plena objectividade ao prazer subjectivo da leitura.
Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações estéticas será a daquilo que escrevemos. Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que o não pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda. E assim, contempladores iguais das montanhas e das estátuas, gozando os dias como os livros, sonhando tudo, sobretudo, para o converter na nossa íntima substância, faremos também descrições e análises, que, uma vez feitas, passarão a ser coisas alheias, que podemos gozar como se viessem na tarde.
Não é este o conceito dos pessimistas, como aquele de Vigny, para quem a vida é uma cadeia, onde ele tecia palha para se distrair. Ser pessimista é tomar qualquer coisa como trágico, e essa atitude é um exagero e um incómodo. Não temos, é certo, um conceito de valia que apliquemos à obra que produzimos. Produzimo-la, é certo, para nos distrair, porém não como o preso que tece a palha, para se distrair do Destino, senão da menina que borda almofadas, para se distrair, sem mais nada.
Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considera-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para goza-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.
29-3-1930
Livro do Desassossego por Bernardo Soares.Vol.I.
domingo, junho 12, 2011
como eu vejo a ilha
Este "amigo" e a respectiva família, todos os dias espera pelo pequeno almoço, almoço e jantar...Como me sentiu aqui na varanda veio cá ter e, ainda canta para mim! É um PISCO
Homem mais pequeno do mundo mede 61,5 centímetros
O filipino Junrey Balawing é, desde hoje, dia em que completa 18 anos, o homem mais pequeno do mundo. Mede apenas 61,5 centímetros.
O jovem foi medido no sábado de manhã por uma equipa dos Recordes do Guinness, que comprovou que Junray Balawing é mais pequeno que o anterior detentor do recorde, o nepalês Khagendra Thapa Magar, com 66 centímetros.
Segundo o Guinness, Junrey pode ser considerado também o homem vivo mais pequeno de sempre.
fonte:DN, Lisboa
Segundo o Guinness, Junrey pode ser considerado também o homem vivo mais pequeno de sempre.
fonte:DN, Lisboa
dia internacional CONTRA O TRABALHO INFANTIL
Dia após dia,
Niyoymuremye de 10 anos , natural de Ruanda,
transporta à cabeça tijolos para uma estrada,
onde são depois recolhidos por um camião.
50 milhões crianças na metade sul de África ,
estão condenadas a trabalhos duríssimos.
No Sudeste da Ásia, mais de 120 milhões de Crianças,
dos 5 aos 14 anos são obrigadas a trabalhar.
dos 5 aos 14 anos são obrigadas a trabalhar.
A agricultura é o sector,
onde trabalham mais crianças a nível mundial
A pobreza, leva a que muitas famílias ponham
as crianças a trabalhar para poderem sobreviver,
impedindo-lhes o acesso às escolas.
As Nacões Unidas pretendem que até 2015,
cada criança tenha pelo menos acesso ao ensino primário.
A ILO está desde 1992,
empenhada em acabar com o trabalho infantil.
Mais de 80 países colaboram actualmente neste projecto.
Na América Latina e nas Caraíbas houve grandes progressos.
Já só 5% das criançcas dos 5-10 anos , são obrigadas a trabalhar.
.
Seria o homem o parque?
o homem tinha 40 anos de líquenes no Parque
era forte de ave
gafanhotos usavam sua boca
quase sempre nos intervalos para o almoço
era acometido de lodo
à noite seria carregado por formigas até as
bordas de um lago
madrugada contraía orvalho nas escamas e na marmita
Manuel de Barros in:"O encantador de palavras"
sábado, junho 11, 2011
Japoneses inventam orelhas que mexem conforme emoções
Como já é habito, é do Japão que nos chega mais uma novidade insólita no mundo dos gadgets tecnológicos. Uma bandolete, com umas orelhas de gato que reagem conforme o estado de espírito de quem as usa.
Kana Nakano diz à BBC que os criadores estão a "explorar novas formas de comunicação" e, acham que pode ser "interessante usar ondas cerebrais". A porta-voz da empresa diz ainda que "como os sensores devem ser acoplados na cabeça", tentaram "criar algo bonito e atraente".
O fabricante planeia começar a vender o produto até ao final do ano, no Japão, pelo menos.
como eu vejo a ilha
Mais um dia triste, cinzento, a juntar aos do mês de Maio e os que decorreram de Junho. E, como diz o Povo, "PORTO SANTO ALERTA, É CHUVA CERTA"
Bonecos Estrunfes vivem num regime estalinista e racista
in:Publico
Os famosos bonecos azuis, criados pelo ilustrador belga Peyo, estão envolvidos numa grande polémica em França, onde um académico afirma que os Estrunfes de inocentes bonecos nada têm.
Os famosos bonecos azuis, criados pelo ilustrador belga Peyo, estão envolvidos numa grande polémica em França, onde um académico afirma que os Estrunfes de inocentes bonecos nada têm.
Antoine Buéno é um professor francês que publicou agora um livro “Le Petit Livre Bleu: Analyse critique et politique de la société des Schtroumpfs”, onde faz uma análise sobre os bonecos azuis, investigando a história dos Estrunfes, as mensagens subliminares de cada personagem, o dia-a-dia das histórias. No seu estudo, o autor garante ter encontrado vários valores totalitários.
Para o francês, a sociedade dos Estrunfes é “típica de uma utopia soviética”, destacando que “cada um se veste da mesma maneira, tem uma casa igual à do seu vizinho, e exerce a profissão mais adequada às suas habilidades, não sendo conhecidos pelo seu nome mas sim pela sua função na sociedade.”
Antoine Buéno escreve ainda que os Estrunfes vivem num mundo em que a iniciativa privada não é estimulada, onde as refeições são feitas em comunidade, numa sala partilhada, e, acima de tudo, têm um único líder, não podendo abandonar o seu pequeno país.
“Isto não vos faz lembrar nada? Talvez um regime ditatorial?”, questionou o professor, citado pelo “Le Figaro”, numa palestra na Universidade Science Po, em Paris, comparando assim o mundo dos Estrunfes ao regime estalinista, onde o pai se veste de vermelho e é parecido com Estaline, e o estrunfe inteligente é a representação de Trotsky.
No seu estudo, o académico dá especial enfoque a um episódio onde os Estrunfes são mordidos por uma mosca que os torna pretos e os deixa mudos, aludindo ao colonialismo.
Estas afirmações não têm sido bem aceites pelos fãs dos bonecos azuis que rejeitam esta nova versão. Na Internet e nas redes sociais as críticas a Antoine Buéno não têm parado e há quem o chame de “destruidor de sonhos.”
Ao “The Guardian” o autor explicou que nunca esperou esta reacção do público. “Eu não quero desencantar ninguém. É possível manter uma abordagem infantil e fazer uma abordagem analítica”, disse o francês, explicando que toda a sua investigação foi “muito rigorosa e documentada.”
“Eu não acredito que Peyo tenha feito de propósito mas a verdade é que inconscientemente estes elementos estão lá.”
O filho do criador também já veio a público explicar que o seu pai, Peyo, nunca teve interesse pela política e por isso esta nova versão dos Estrunfes não faz sentido. Ao francês “L’Express”, Thierry Culliford disse que não leu o livro de Buéno. “Ele pode interpretar as histórias como ele quiser, mesmo que eu não subscreva essa interpretação, desde que não ataque o meu pai e o seu trabalho.”
Peyo morreu em 1992 e foi o seu filho Thierry Culliford quem continuou a escrever as aventuras dos Estrunfes.
Ainda este ano a história dos bonecos azuis com gorros brancos deve chegar aos cinemas, não se sabendo para já muitos pormenores.
sexta-feira, junho 10, 2011
quinta-feira, junho 09, 2011
os lambe-cus
"Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele. Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia. Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso. Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas.Ninguém gostava de um engraxador. Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing.Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo. (...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês." (.. é que nas empresas estatais, os lambe'cus (homens e principalmente agora mulheres, imperam.) Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume" | |
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Dicionário da língua da antiga Mesopotâmia terminado ao final de 90 anos
A obra, chamada "O dicionário de Assírio de Chicago", foi produzida pelo Instituto Oriental da Universidade de Chicago, Estados Unidos, e tem a explicação de 28 mil palavras em acádio, uma língua semita que foi falada e escrita nas cidades do Médio Oriente da civilização da Mesopotâmia, onde hoje ficam a Síria e o Iraque. Antigamente, chamava-se a esta língua o sírio, e o dicionário acabou por ficar com este nome.
Apesar da língua ser mais antiga, os significados das palavras referem-se a um período entre 2500 a.C. até 100 d.C.. A obra ultrapassa a função de explicar o significado de uma palavra e coloca cada termo dentro de um contexto, fazendo várias associações históricas, que se ligam à literatura, leis, religião, comércio ou o quotidiano.
“Cada termo, cada palavra torna-se uma janela para a cultura”, disse citada pelo New York Times a reitora de humanidades da Universidade, que trabalha no projecto desde 1979 e é a editora principal desde 1996.
A explicação da palavra “umu”, que significa “dia”, estende-se por 17 páginas. Uma das referências é a sua utilização na Epopeia de Gilgamesh, escrita em acádio, uma das primeiras epopeias poéticas da humanidade, que diz: “Aqueles que tomaram coroas que em dias passados regeram a terra.”
“Muito do que se vê é absolutamente reconhecível”, disse à AP Matthew Stolper, professor da Universidade de Chicago que trabalhou na obra, intermitentemente, durante 30 anos. “As pessoas a expressarem medo e raiva, a expressarem amor, a pedirem amor.”
“Há inscrições de reis a dizerem quão fantásticos eram, e inscrições de outros que diziam que estes homens não eram assim tão fantásticos”, disse Stolper. “Há também muitas versões antigas de ‘o seu cheque está no caixa de correio’. E há uma frase comum em cartas antigas babilónicas que quer dizer literalmente ‘não te preocupes com nada’”.
O acádio é escrito em símbolos cuneiformes, e representa um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. Os especialistas analisaram tábuas de pedra inscritas. “Retirava-se o pó, e poderia emergir uma carta de alguém sobre uma nova criança na família, ou outra tábua que podia ser sobre um empréstimo até à época da colheita”, disse Robert Biggs, um professor emérito do instituto que trabalhou durante 50 anos neste projecto e que como arqueólogo desenterrou tábuas que foram utilizadas para a obra.
“Apercebemo-nos que isto não foi uma cultura só de reis e rainhas, mas também de pessoas comuns, como nós, com as mesmas preocupações de segurança, alimentação e de abrigo para elas e para a sua família”, disse o arqueólogo citado pelo The Guardian, acrescentando que estas cartas lidas hoje dão vida às suas experiências. Ao longo dos 90 anos, os editores da obra foram sucedendo-se. O primeiro volume foi publicado em 1956.
Segundo Gil Stein, o director do Instituto Oriental, esta obra é “uma ferramenta de investigação indispensável para qualquer estudioso que quer explorar o registo escrito da civilização da Mesopotâmia”, disse, citado pelo New York Times, numa conferência esta segunda-feira.
“Virtualmente, tudo o que temos como certo, a sua origem é a Mesopotâmia, quer seja a própria origem das cidades, as sociedades estatais, a invenção da roda, a forma como medimos o tempo, ou o mais importante, a invenção da escrita”, disse Matthew Stolper à AP. “Se alguma vez quisermos compreender as nossas raízes, temos que compreender esta grande primeira civilização.”
A colecção custa ao todo 1358 euros, mas está disponível livremente na internet aqui.
Apesar da língua ser mais antiga, os significados das palavras referem-se a um período entre 2500 a.C. até 100 d.C.. A obra ultrapassa a função de explicar o significado de uma palavra e coloca cada termo dentro de um contexto, fazendo várias associações históricas, que se ligam à literatura, leis, religião, comércio ou o quotidiano.
“Cada termo, cada palavra torna-se uma janela para a cultura”, disse citada pelo New York Times a reitora de humanidades da Universidade, que trabalha no projecto desde 1979 e é a editora principal desde 1996.
A explicação da palavra “umu”, que significa “dia”, estende-se por 17 páginas. Uma das referências é a sua utilização na Epopeia de Gilgamesh, escrita em acádio, uma das primeiras epopeias poéticas da humanidade, que diz: “Aqueles que tomaram coroas que em dias passados regeram a terra.”
“Muito do que se vê é absolutamente reconhecível”, disse à AP Matthew Stolper, professor da Universidade de Chicago que trabalhou na obra, intermitentemente, durante 30 anos. “As pessoas a expressarem medo e raiva, a expressarem amor, a pedirem amor.”
“Há inscrições de reis a dizerem quão fantásticos eram, e inscrições de outros que diziam que estes homens não eram assim tão fantásticos”, disse Stolper. “Há também muitas versões antigas de ‘o seu cheque está no caixa de correio’. E há uma frase comum em cartas antigas babilónicas que quer dizer literalmente ‘não te preocupes com nada’”.
O acádio é escrito em símbolos cuneiformes, e representa um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. Os especialistas analisaram tábuas de pedra inscritas. “Retirava-se o pó, e poderia emergir uma carta de alguém sobre uma nova criança na família, ou outra tábua que podia ser sobre um empréstimo até à época da colheita”, disse Robert Biggs, um professor emérito do instituto que trabalhou durante 50 anos neste projecto e que como arqueólogo desenterrou tábuas que foram utilizadas para a obra.
“Apercebemo-nos que isto não foi uma cultura só de reis e rainhas, mas também de pessoas comuns, como nós, com as mesmas preocupações de segurança, alimentação e de abrigo para elas e para a sua família”, disse o arqueólogo citado pelo The Guardian, acrescentando que estas cartas lidas hoje dão vida às suas experiências. Ao longo dos 90 anos, os editores da obra foram sucedendo-se. O primeiro volume foi publicado em 1956.
Segundo Gil Stein, o director do Instituto Oriental, esta obra é “uma ferramenta de investigação indispensável para qualquer estudioso que quer explorar o registo escrito da civilização da Mesopotâmia”, disse, citado pelo New York Times, numa conferência esta segunda-feira.
“Virtualmente, tudo o que temos como certo, a sua origem é a Mesopotâmia, quer seja a própria origem das cidades, as sociedades estatais, a invenção da roda, a forma como medimos o tempo, ou o mais importante, a invenção da escrita”, disse Matthew Stolper à AP. “Se alguma vez quisermos compreender as nossas raízes, temos que compreender esta grande primeira civilização.”
A colecção custa ao todo 1358 euros, mas está disponível livremente na internet aqui.
in: Publico
quarta-feira, junho 08, 2011
dia mundial dos Oceanos
o que a Natureza nos deu de graça e limpo, uma vez na mão do Homem, está assim. Devemos reflectir mesmo nos pequenos gestos como o de jogar uma pastilha elástica para o chão, ou o resto de um cigarro.
Feliz dia para quem é
Feliz dia para quem é
O igual do dia,
E no exterior azul que vê
Simples confia!
Azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver
Ah, e se o verde com que estão
Os montes quedos
Pudesse haver no coração
E em seus segredos!
Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia
De só sentir a terra e o céu
Tão belo ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p’ra os ter!
Fernando Pessoa, in " Cancioneiro "
O igual do dia,
E no exterior azul que vê
Simples confia!
Azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver
Ah, e se o verde com que estão
Os montes quedos
Pudesse haver no coração
E em seus segredos!
Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia
De só sentir a terra e o céu
Tão belo ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p’ra os ter!
Fernando Pessoa, in " Cancioneiro "
terça-feira, junho 07, 2011
Galinhas para todos....Mouscron
Galinhas poedeiras é mais interessante que caixotes de lixo. A cidade de Mouscron, Bélgica, oferece aves de capoeira a todas as famílias que se candidatem a reduzir o volume dos resíduos domésticos, segundo o La libre Belgique. As galinhas são entregues aos pares "para que não se aborreçam". Os candidatos deverão passar por uma formação de galináceos, "comprometer-se por escrito a não comer as galinhas antes de dois anos, a não as cederem a terceiros e a autorizar a cidade a efectuar o controlo" de surpresa, ao domicílio, para verifcar se as aves são bem tratadas. Para os habitantes que não tenham varanda, a câmara está a trabalhar num projecto de vermicompostagem-floreiras de composto cheias de minhocas muito vorazes, lê-se no diário belga.
Nota da redacção - Sem dúvida que demonstra uma clara preocupação ambiental e sanitária, promovendo deste modo o embelezamento de varandas e jardins através do adubo conseguido.
segunda-feira, junho 06, 2011
domingo, junho 05, 2011
Take This Waltz [Official Music Video]
O músico e poeta canadiano Leonard Cohen venceu o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras de 2011, foi hoje anunciado em Oviedo, Espanha.
Leonard Cohen era um dos finalistas, ao lado da escritora canadiana Alice Munro e do romancista inglês Ian McEwan. O galardão é o reconhecimento das personalidades cujo trabalho criativo ou de investigação representa uma contribuição relevante para a cultura universal nos campos da literatura ou da linguística.
No ano passado, o vencedor foi o escritor libanês Amin Maalouf. Vargas Llosa, Camilo José Cela, Günter Grass, Doris Lessing, Paul Auster, Cláudio Magris, Amos Oz foram alguns dos outros galardoados em edições anteriores na área das Letras.
No ano passado, o vencedor foi o escritor libanês Amin Maalouf. Vargas Llosa, Camilo José Cela, Günter Grass, Doris Lessing, Paul Auster, Cláudio Magris, Amos Oz foram alguns dos outros galardoados em edições anteriores na área das Letras.
sábado, junho 04, 2011
sexta-feira, junho 03, 2011
os últimos falantes de "Ayapaneco", não se falam
Manuel Segovia de 75 anos e Isido Velázquez de 69, estão de relações tensas e não falam um com o outro.É pena: estes dois mexicanos são as últimas pessoas do mundo a falar ayapaneco, uma das 2500 línguas m vias de extinção. Como esta, o popoluca, o tzotzil e o totonaco,o ayapaneco é um dos 68 idiomas recenseados no México pelas autoridades culturais. Enviados ao local, os especialistas do projecto nacional tentaram convencer os preciosos locutores a colaborarem na operação de última oportunidade, já que os dois homens vivem a poucas centenas de metros um do outro, em Jalapa de Mendez, estado de Tebasco.(....)Do ponto de vista linguístico a realidade é um pouco diferente.Ainda que Segovia e Velazquez trocassem dois dedos de conversa, seria necessário que a transmitissem a outras gerações.
Curioso é existir um dicionário, com a recolha de linguistas norte americanos que, contudo, não conseguem encontrar o mesmo significado para a mesma palavra dita por cada homem, incluindo assim as duas versões no dicionário.
fonte:net
quinta-feira, junho 02, 2011
e se fosse por cá?
Os deputados do Quirguistão sacrificaram sete carneiros, antes da sessão parlamentar de 21 de Abril. Objectivo deste ritual financiado pelos 120 deputados: afastar os maus espíritos que os impediam de trabalhar com serenidade. Os três partidos da coligação têm tido dificuldade em entender-se nas últimas semanas e até houve rixa nas salas ....
in:Courrier Internacional
CHANSON D'AUTOMNE
Les sanglots longs
Des violons
De l'automne,
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.
Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure;
Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà
Pareil à la
Feuille morte
(de Poèmes Saturniens, 1866) - Verlaine
Des violons
De l'automne,
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.
Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure;
Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà
Pareil à la
Feuille morte
(de Poèmes Saturniens, 1866) - Verlaine
quarta-feira, junho 01, 2011
Dia da Criança
Pequenina
Eu bem sei que te chamam pequenina
E ténue como o véu solto na dança, Que és no juizo apenas a criança,
Pouco mais, nos vestidos, que a menina...
Que és o regato de água mansa e fina,
A folhinha do til que se balança,
O peito que em correndo logo cansa,
A fronte que ao soffrer logo se inclina...
Mas, filha, lá nos montes onde andei,
Tanto me enchi de angústia e de receio
Ouvindo do infinito os fundos ecos,
Que não quero imperar nem já ser rei
Senão tendo meus reinos em teu seio
E súbditos, criança, em teus bonecos!
Antero de Quental, in "Sonetos"
Pandas mexicanos inseminados com sémen chinês
Dois pandas do Jardim Zoológico de Chapultepec, na Cidade do México, vão ser submetidos a inseminação artificial com sémen chinês, no âmbito do Plano Estratégico para a Conservação do Panda Gigante, informou a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal.
O objectivo é aumentar a procriação das duas fêmeas - "Shuan Shuan", com 23 anos e "Xin Xin" com 20 -, que juntamente com "Xiu Hua", de 25 anos, são os únicas três pandas no Zoológico de Chapultepec, na Cidade do México.
Os três exemplares são descendentes de um casal de pandas oferecido pelo Governo chinês ao México em 1975.
O programa de inseminação assistida vai levar uma equipa de especialistas chineses ao México para monitorizar o processo reprodutivo. Será aplicada tecnologia de ponta, mas "as probabilidades de êxito são baixas", dada a idade avançada dos animais, advertiu a Secretaria do Meio Ambiente em comunicado, informando que a opção pela inseminação artificial é justificada pela ausência de pandas machos.
O acordo entre as partes estabelece que, caso a experiência seja bem sucedida, a cria será propriedade do governo chinês, mas permanecerá no Zoológico de Chapultepec. Em caso de insucesso, o zoológico mexicano pedirá à China a doação de um casal em idade reprodutiva para continuar a espécie.
O programa de reprodução de pandas no México "tem sido um êxito a nível nacional e mundial, com o primeiro nascimento da espécie fora da China a registar-se em 1981. Desde então nasceram mais oito crias, cinco das quais chegaram à idade adulta", recorda a mesma fonte. (in:JN, Lisboa)
Os três exemplares são descendentes de um casal de pandas oferecido pelo Governo chinês ao México em 1975.
O programa de inseminação assistida vai levar uma equipa de especialistas chineses ao México para monitorizar o processo reprodutivo. Será aplicada tecnologia de ponta, mas "as probabilidades de êxito são baixas", dada a idade avançada dos animais, advertiu a Secretaria do Meio Ambiente em comunicado, informando que a opção pela inseminação artificial é justificada pela ausência de pandas machos.
O acordo entre as partes estabelece que, caso a experiência seja bem sucedida, a cria será propriedade do governo chinês, mas permanecerá no Zoológico de Chapultepec. Em caso de insucesso, o zoológico mexicano pedirá à China a doação de um casal em idade reprodutiva para continuar a espécie.
O programa de reprodução de pandas no México "tem sido um êxito a nível nacional e mundial, com o primeiro nascimento da espécie fora da China a registar-se em 1981. Desde então nasceram mais oito crias, cinco das quais chegaram à idade adulta", recorda a mesma fonte. (in:JN, Lisboa)
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