domingo, abril 22, 2012
sexta-feira, abril 20, 2012
Fucking não consegue mudar de nome
A aldeia austríaca de Fucking vive dias conturbados. Cansados de serem motivo de piadolas fáceis dos turistas de língua inglesa e de pagarem do seu bolso a substituição das placas da localidade constantemente roubadas pelos visitantes, os “fuckinguenses” decidiram mudar o nome da terra para Fugging. Mas, afinal, já existe uma terra com esse nome no país e não está disposta a partilhá-lo. As autoridades terão agora de desempatar a contenda.
Tudo indica, portanto, que o calvário desta terra amaldiçoada pela linguística vá continuar por mais uns tempos. Baptizada com um nome totalmente inofensivo em alemão por causa de um lorde, Focko, que terá fundado o povoado no século VI, Fucking começou a dar nas vistas após a II Guerra Mundial, quando se tornou ponto de peregrinação obrigatório para as tropas britânicas e norte-americanas estacionadas ali perto, em Salzburgo.
Começou aí a fama da aldeia com nome em vernáculo. E depois vieram os turistas. Roubavam as placas, fotografavam-se e filmavam-se junto a elas, por vezes tirando a roupa e cumprindo o desígnio indicado pela palavra que em inglês – e traduzindo de forma civilizada – quer dizer “praticar o acto sexo sexual”. Para mais, num dos locais onde existe placa toponímica, esta está acompanhada por um sinal de trânsito, com a imagem de duas crianças e a mensagem “Mais devagar, por favor”...
Os cidadãos locais (e são cerca de uma centena) não achavam graça nenhuma a isto. Principalmente porque cada placa custa à volta de 300 euros e o seu roubo constitui o único item da lista de crimes cometidos na terra. A primeira medida, tomada em 2005, foi substituir as placas normais por outras à prova de roubo – leia-se: em aço e ancoradas numa sapata de betão. Mesmo assim, elas desapareciam. A seguir instalaram câmaras de vigilância para dissuadir os mais ousados.
Por esta altura, já havia quem estivesse a ver a coisa por outro prisma. Um cidadão local criou um site e passou a vender t-shirts com a mensagem “I like Fucking in Áustria”. O negócio corria bem, mas os vizinhos levaram a mal e a pressão da opinião pública matou a iniciativa. Outras surgiram: em 2008, realizava-se o Festival das Fuck Bands, que contou com as participações de grupos como os Fucked Up, Holy Fuck, Fuck e Fuck Buttons.
Talvez tudo isto sejam em breve memórias de uma era desaparecida. Mas, ao anunciar a intenção de mudar de nome, os responsáveis da aldeia podem ter desencadeado uma reacção adversa. Muitos turistas estarão a dizer neste momento: “Vamos a Fucking enquanto é tempo!”in Publico
Começou aí a fama da aldeia com nome em vernáculo. E depois vieram os turistas. Roubavam as placas, fotografavam-se e filmavam-se junto a elas, por vezes tirando a roupa e cumprindo o desígnio indicado pela palavra que em inglês – e traduzindo de forma civilizada – quer dizer “praticar o acto sexo sexual”. Para mais, num dos locais onde existe placa toponímica, esta está acompanhada por um sinal de trânsito, com a imagem de duas crianças e a mensagem “Mais devagar, por favor”...
Os cidadãos locais (e são cerca de uma centena) não achavam graça nenhuma a isto. Principalmente porque cada placa custa à volta de 300 euros e o seu roubo constitui o único item da lista de crimes cometidos na terra. A primeira medida, tomada em 2005, foi substituir as placas normais por outras à prova de roubo – leia-se: em aço e ancoradas numa sapata de betão. Mesmo assim, elas desapareciam. A seguir instalaram câmaras de vigilância para dissuadir os mais ousados.
Por esta altura, já havia quem estivesse a ver a coisa por outro prisma. Um cidadão local criou um site e passou a vender t-shirts com a mensagem “I like Fucking in Áustria”. O negócio corria bem, mas os vizinhos levaram a mal e a pressão da opinião pública matou a iniciativa. Outras surgiram: em 2008, realizava-se o Festival das Fuck Bands, que contou com as participações de grupos como os Fucked Up, Holy Fuck, Fuck e Fuck Buttons.
Talvez tudo isto sejam em breve memórias de uma era desaparecida. Mas, ao anunciar a intenção de mudar de nome, os responsáveis da aldeia podem ter desencadeado uma reacção adversa. Muitos turistas estarão a dizer neste momento: “Vamos a Fucking enquanto é tempo!”in Publico
Balada dos Aflitos
Irmãos humanos tão desamparados
a luz que nos guiava já não guia
somos pessoas - dizeis - e não mercados
este por certo não é tempo de poesia
gostaria de vos dar outros recados
com pão e vinho e menos mais valia.
Irmãos meus que passais um mau bocado
e não tendes sequer a fantasia
de sonhar outro tempo e outro lado
como António digo adeus a Alexandria
desconcerto do mundo tão mudado
tão diferente daquilo que se queria.
Talvez Deus esteja a ser crucificado
neste reino onde tudo se avalia
irmãos meus sem valor acrescentado
rogai por nós Senhora da Agonia
irmãos meus a quem tudo é recusado
talvez o poema traga um novo dia.
Rogai por nós Senhora dos Aflitos
em cada dia em terra naufragados
mão invisível nos tem aqui proscritos
em nós mesmos perdidos e cercados
venham por nós os versos nunca escritos
irmãos humanos que não sois mercados.
Manuel Alegre
a luz que nos guiava já não guia
somos pessoas - dizeis - e não mercados
este por certo não é tempo de poesia
gostaria de vos dar outros recados
com pão e vinho e menos mais valia.
Irmãos meus que passais um mau bocado
e não tendes sequer a fantasia
de sonhar outro tempo e outro lado
como António digo adeus a Alexandria
desconcerto do mundo tão mudado
tão diferente daquilo que se queria.
Talvez Deus esteja a ser crucificado
neste reino onde tudo se avalia
irmãos meus sem valor acrescentado
rogai por nós Senhora da Agonia
irmãos meus a quem tudo é recusado
talvez o poema traga um novo dia.
Rogai por nós Senhora dos Aflitos
em cada dia em terra naufragados
mão invisível nos tem aqui proscritos
em nós mesmos perdidos e cercados
venham por nós os versos nunca escritos
irmãos humanos que não sois mercados.
Manuel Alegre
quinta-feira, abril 19, 2012
efeméride....
"Sou mais velho do que o Tempo e o Espaço, porque sou consciente. As coisas derivam de mim; a Natureza inteira é a primogénita da minha sensação.
Busco-não encontro. Quero, e não posso.
Sem mim o sol nasce e se apaga; sem mim a chuva cai e o vento geme. Não são por mim as estações, nem o curso dos meses, nem a passagem das horas.
Dono do mundo em mim, como de terras que não posso trazer comigo, ..."
In: "O livro do Desassossego"
FERNANDO PESSOA
no dia em que passam 80 anos da data da sua morte
terça-feira, abril 17, 2012
sábado, abril 14, 2012
Cientistas contam milhares de pinguins a partir do espaço
Um novo estudo usou satélites para descobrir que existem 595.000 pinguins-imperador na Antárctida, ou seja, duas vezes mais do que se pensava. As conclusões da investigação sobre o impacto das alterações do Ambiente nas populações desta ave icónica foram publicadas na revista PLoS ONE.
“Ficámos encantados por sermos capazes de localizar e identificar tantos pinguins-imperador”, disse o principal autor do estudo, Peter Fretwell, e membro do British Antarctic Survey (BAS). “Contámos 595.000 aves, quase o dobro das estimativas anteriores, entre 270.000 e 350.000 animais. Este é o primeiro censo completo de uma espécie, feito a partir do espaço”, acrescentou.
Uma equipa internacional de cientistas utilizou imagens de satélite de muito alta resolução para estimar o número de pinguins em cada colónia em redor da zona costeira da Antárctida. Com uma nova tecnologia que permite aumentar a resolução das imagens de satélite, a equipa conseguiu diferenciar aves, gelo, sombras e fezes de pinguins (chamado guano). Para calibrar a análise das populações, os cientistas fizeram contagens no terreno e tiraram fotografias aéreas.
O pinguim-imperador nidifica em áreas que são muito difíceis de estudar porque são muito remotas e muitas vezes inacessíveis, com temperaturas que podem descer até aos 50ºC negativos.
“Os métodos que usámos são um enorme avanço na ecologia da Antárctida, porque podemos fazer investigação de forma segura e eficiente, com poucos impactos ambientais”, disse Michelle LaRue, co-autora do trabalho e investigadora da Universidade do Minnesota.
No gelo, estes pinguins com a sua plumagem branca e preta destacam-se no branco da neve e as colónias são claramente visíveis nas imagens de satélite. Isto permitiu à equipa analisar 44 colónias de pinguim-imperador em torno da costa da Antárctida, descobrindo sete até agora desconhecidas.
Os cientistas estão preocupados que, em algumas regiões da Antárctida, Primaveras que chegam mais cedo estejam a fazer desaparecer o gelo no mar, habitat dos pinguins. “As investigações científicas actuais sugerem que as colónias de pinguim-imperador serão gravemente afectadas pelas alterações climáticas”, acrescentou o biólogo Phil Trathan, do BAS, e outro co-autor do estudo. “Um censo rigoroso à escala do continente pode ser facilmente repetido regularmente para nos ajudar a monitorizar os impactos das mudanças futuras nesta espécie icónica.”
A investigação resultou da colaboração do BAS, da Universidade do Minnesota/National Science Foundation, do Instituto de Oceanografia Scripps e da Divisão Antárctida Australiana. fonte:PUBLICO
sexta-feira, abril 13, 2012
perdoem-me
Devido a ter o meu computador avariado não tenho mantido o "tukakubana" com deve ser. Peço desculpa mas prometo retomar, logo que possível, a edição. Entretanto, ouçam....
terça-feira, abril 10, 2012
segunda-feira, abril 09, 2012
sexta-feira, abril 06, 2012
quarta-feira, abril 04, 2012
Teste rápido para a alcoolemia...
Responda às seguintes questões:
Em que direcção vai o automóvel da fotografia?
A. Vai em frente.
B. Faz marcha atrás.
C. Vira à direita.
D. Vira à esquerda.
Se não tem a absoluta certeza da resposta, abstenha-se de conduzir nas próximas horas !...
Em que direcção vai o automóvel da fotografia?
A. Vai em frente.
B. Faz marcha atrás.
C. Vira à direita.
D. Vira à esquerda.
Se não tem a absoluta certeza da resposta, abstenha-se de conduzir nas próximas horas !...
terça-feira, abril 03, 2012
segunda-feira, abril 02, 2012
dia Internacional do Livro Infantil
LER, urgente ler.
Se nos habituarmos ao mágico acto de virar as folhas de um livro, desde pequenos, saberemos entrar num mundo de encantamento, um Mundo de amigos, de companhias.
Neste dia recordo autores da minha infância, que passei aos meus filhos e, agora, aos meus netos.
Hans Christian Andersen, Selma Lagerlöff, Enyd Blyton, Condenssa de Ségur....Virgínia de Castro, Alice Vieira.... Tenho pena de não reter todos os nomes! Bem hajam os que escrevem para as Crianças, que lhes proporcionam esses momentos únicos, treinando-as na leitura, no raciocínio e na imaginação.
domingo, abril 01, 2012
Vandalismo, Violência ou Terrorismo?
"A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota."
Jean-Paul Sartre
Sabemos que o terrorismo é um fenómeno quotidiano.
O século passado foi fértil em actos terroristas gerados pela ambição e pela corrupção moral, sem piedade pelas consequências geradas.
A falta de argumentação, de entendimento, de razão ou mesmo a atitude cobarde e anónima, levam ao terrorismo. E não refiro casos de guerra, refiro casos políticos que nesta Região Autónoma e desde o 25 de Abril de 1974 vão acontecendo e ficando impunes.
O termo "terrorismo" apareceu pela primeira vez em 1798 no suplemento do Dicionário da Academia Francesa, dado o pânico vivido naquele país de Setembro de 1793 a Julho de 1794. Muitos, ligaram-no à anarquia.
Gilles Lapouge (1923/-) dizia que "esses assassinos cegos se consideram santos, heróis, pessoas sacrificadas, que hoje provocam a desgraça com o objectivo de preparar a felicidade do amanhã".
Hoje, o terrorismo anárquico, violento e vingativo, actua neste cantinho do céu chamado Madeira. Não há mártires suicidas cintados de explosivos, invocando um facto religioso ou tribal. Mas há o fogo ou os explosivos nos bens alheios!
É a violência vândala, acobardada, quando alguns sentem que os aterros lhes fogem debaixo dos pés.
Se a vingança se serve fria, será que a impunidade se serve quente?
Sobre os acontecimentos ocorridos não se ouviram as vozes sábias, autoritárias do politicamente correcto que, quotidianamente, escribam na Região.
É comprometedor, no mínimo, esse silêncio complacente.
O radicalismo leva à desconfiança, à provocação. O ódio feito acção é um estado de espírito que exige tratamento.
Havendo na Madeira carências e falhas na medicação e meios de actos médicos, cumpridas que sejam as promessas de reposição da normalidade a curto a curto prazo, será urgente que se tratem estas patologias terroristas, se as analisem e as curem de raiz para que, um dia, não sejam os sadios a lhes tratar da saúde.
Maria Teresa Góis
Jean-Paul Sartre
Sabemos que o terrorismo é um fenómeno quotidiano.
O século passado foi fértil em actos terroristas gerados pela ambição e pela corrupção moral, sem piedade pelas consequências geradas.
A falta de argumentação, de entendimento, de razão ou mesmo a atitude cobarde e anónima, levam ao terrorismo. E não refiro casos de guerra, refiro casos políticos que nesta Região Autónoma e desde o 25 de Abril de 1974 vão acontecendo e ficando impunes.
O termo "terrorismo" apareceu pela primeira vez em 1798 no suplemento do Dicionário da Academia Francesa, dado o pânico vivido naquele país de Setembro de 1793 a Julho de 1794. Muitos, ligaram-no à anarquia.
Gilles Lapouge (1923/-) dizia que "esses assassinos cegos se consideram santos, heróis, pessoas sacrificadas, que hoje provocam a desgraça com o objectivo de preparar a felicidade do amanhã".
Hoje, o terrorismo anárquico, violento e vingativo, actua neste cantinho do céu chamado Madeira. Não há mártires suicidas cintados de explosivos, invocando um facto religioso ou tribal. Mas há o fogo ou os explosivos nos bens alheios!
É a violência vândala, acobardada, quando alguns sentem que os aterros lhes fogem debaixo dos pés.
Se a vingança se serve fria, será que a impunidade se serve quente?
Sobre os acontecimentos ocorridos não se ouviram as vozes sábias, autoritárias do politicamente correcto que, quotidianamente, escribam na Região.
É comprometedor, no mínimo, esse silêncio complacente.
O radicalismo leva à desconfiança, à provocação. O ódio feito acção é um estado de espírito que exige tratamento.
Havendo na Madeira carências e falhas na medicação e meios de actos médicos, cumpridas que sejam as promessas de reposição da normalidade a curto a curto prazo, será urgente que se tratem estas patologias terroristas, se as analisem e as curem de raiz para que, um dia, não sejam os sadios a lhes tratar da saúde.
Maria Teresa Góis
Diário de Notícias
quinta-feira, março 29, 2012
quarta-feira, março 28, 2012
terça-feira, março 27, 2012
Ilha de Páscoa - afinal as estátuas têm corpo
A descoberta surgiu há algumas semanas na Internet: as estátuas da ilha da Páscoa têm corpo!
Então o que era conhecido por serem apenas grandes cabeças, sabe-se agora que essas estátuas escondem muitos segredos, como mais de metade do seu tamanho estar enterrado no subsolo e revelarem a existência de corpo e mãos.
Atribui-se a descoberta ao casal Routledge, mas outro grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente uma estátua e descobriu muitos escritos sobre o corpo.
Localizada no Pacífico, a ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa de 1722. Tornou-se posse chilena em 1888.
Enquanto ainda muitos mistérios cercam a ilha da Páscoa, a descoberta desses escritos colocados no subsolo podem iniciar muitos debates.
Na verdade, se quase todos os cientistas estão de acordo que foi após um ecocídio que a população (cerca de 4000) desapareceu, que aconteceu com estes gigantes de pedra enterrados?
Seriam assim desde o início quando foram feitas pelos Rapanui (civilizações antigas da ilha) ou foi o passar do tempo que as enterrou?
A hipótese mais provável é que um maremoto varreu a ilha e a sua civilização, que se perdeu nas brumas do tempo. Os turistas desconhecem que sob os seus pés há um tesouro escondido que se adivinha. As estátuas não devem ter sido enterrads, mas o fluxo de transporte da onda gigante trouxe muito entulho, poeira e sujeira que as enterrou e a civilização desapareceu como que apagada de uma só vez.
Volta a pensar-se no mito da Atlântida e do continente Mu cujas lendas ressurgiram com esta descoberta excepcional.
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