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terça-feira, fevereiro 28, 2012

Neandertais poderiam já estar perto da extinção quando nos encontraram

Os estudos de ADN têm uma tendência para revolver a história da evolução humana, desta vez uma nova investigação sugere que quando os nossos antepassados contactaram com os Neandertais, há menos de 50.000 anos, estes já eram sobreviventes de um fenómeno que tinha ceifado quase totalmente a espécie, conclui um artigo publicado na revista Molecular Biology and Evolution.A equipa internacional, que inclui investigadores do Centro de Evolução e Comportamento Humano da Universidade Complutense de Madrid, analisou o ADN extraído do osso de 13 Neandertais. Os indivíduos viveram entre os 100.000 e os 35.000 anos, e foram encontrados em sítios arqueológicos que se estendem desde a Espanha até à Ásia.

Os cientistas analisaram a variabilidade do ADN mitocondrial, que existe dentro das mitocôndrias, as baterias das células que são sempre herdadas da mãe para os filhos. A partir desta análise, verificaram que havia muito mais variabilidade entre os Neandertais que viveram há mais de 50.000 anos, do que os indivíduos que viveram durante os 10.000 anos depois, pouco antes de se terem extinguido.

Os indivíduos com menos de 50.000 anos tinham uma variabilidade genética seis vezes menor do que os mais antigos. Isto evidencia um fenómeno que provocou a morte de um grande número de pessoas desta espécie. Depois disto, sucedeu-se uma re-colonização da Europa a partir de populações de Neandertais vindas de Ásia.

“O facto de os Neandertais terem estado quase extintos na Europa, e depois terem recuperado, e tudo isso ter acontecido antes de entrarem em contacto com os humanos modernos, é uma surpresa total”, disse Love Dalen, o primeiro autor do artigo, que pertence ao centro de investigação de Madrid e ao Museu de História Natural de Estocolmo, Suécia. “Isto indica que os Neandertais poderiam ser mais sensíveis a mudanças climáticas dramáticas que ocorreram durante a última Idade do Gelo, do que se pensava anteriormente”, disse, citado pela BBC News.

Segundo o artigo, a variabilidade do genoma dos Neandertais antes do tal fenómeno que ocorreu há 50.000 anos era equivalente à variabilidade da espécie humana. Depois do fenómeno, essa variabilidade passou a ser menor do que a que existe hoje entre a população da Islândia.

Este fenómeno poderá estar ligado às alterações climáticas. Pensa-se que há cerca de 50.000 anos alterações nas correntes oceânicas do Atlântico causaram uma série de temporadas geladas que alteraram inclusive a cobertura vegetal da Europa.

O que quer que tenha acontecido depois, quando os humanos modernos foram migrando pela Europa, continua a ser uma incógnita. Mas estes dados sugerem que as populações de Neandertais que os nossos antepassados encontraram seriam muito mais homogéneas a nível genético e por isso muito mais vulneráveis a alterações no ambiente.

in:Publico

domingo, fevereiro 26, 2012

finalmente, o reconhecimento...

Dono da Livraria Esperança distinguido nos Prémios de Edição LER/Booktailors

Livraria é a segunda maior do mundo


Jorge Figueira de Sousa, da Livraria Esperança, no Funchal, foi o vencedor do Prémio Especial de Livreiro, um dos Prémios de Edição LER/Booktailors, atribuídos este ano pela quarta vez, em 20 categorias.
A Livraria Esperança é a segunda maior do mundo, com os seus 1200 metros quadrados, salientou o homem que, em entrevista à Lusa, se apresentou assim: "Tenho 165 anos de prática de livraria - 50 do meu avô, 50 do meu pai e 65 meus". A editora Ahab, o romance "O Retorno", de Dulce Maria Cardoso, e o editor André Jorge, da Cotovia, foram outros dos vencedores.
Os vencedores dos galardões - relativos a 2011 e instituídos por iniciativa da revista Ler e dos consultores editoriais Booktailors para "premiar a qualidade dos profissionais e das obras editadas em Portugal" - foram anunciados hoje à noite numa cerimónia realizada no âmbito do encontro literário Correntes d'Escritas, cuja 13.ª edição hoje termina na Póvoa de Varzim.
Fundada em 2009 no Porto por Tiago Szabo e Joana Pinto Coelho, a Ahab Edições foi eleita para o Prémio Especial de Editora do Ano, por um júri composto por 20 elementos representativos dos diferentes elos do mundo dos livros em Portugal.
A Abysmo, novo projeto de João Paulo Cotrim, obteve o Prémio Especial de Editora Revelação, depois de se estrear no mercado com o álbum "Sérgio Godinho e as 40 ilustrações", em que 40 ilustradores nacionais interpretaram as letras do músico português.
O Prémio Especial da Crítica 2011 foi para o romance "O Retorno" (Tinta-da-China), de Dulce Maria Cardoso, uma obra que não sendo autobiográfica, e não tendo servido propósitos de terapia ou ajuste de contas, retrata uma realidade que viveu e que a fez ser escritora: ela foi uma das mais 500 mil pessoas que regressaram à "metrópole" no fim do império ultramarino português, após a Revolução de 1974.
O Prémio Especial Carreira (Editor) foi atribuído a André Jorge, fundador da Cotovia em 1988, uma editora que se assume como pequena, publicando cerca de 40 títulos por ano, entre ficção, poesia, ensaio e teatro.
O Prémio Especial de Tradução foi, desta vez, para Pedro Tamen que, entre outras obras, traduziu para a Relógio d'Água os sete volumes de "Em Busca do Tempo Perdido", a obra-prima do escritor francês Marcel Proust.
O Prémio Especial Livraria Independente foi para a Livraria Histórias com Bicho, que funciona desde 2008 em Óbidos e se apresenta como "uma fiel herdeira" da livraria com o mesmo nome que funcionava na Fábrica da Pólvora de Barcarena.
Sara Figueiredo Costa, jornalista freelancer que colabora com diversas publicações na área da crítica literária e do jornalismo cultural (LER, Time Out e Expresso) e mantém, desde 2007, o blogue Cadeirão Voltaire, sobre livros e edição, foi distinguida com o Prémio Especial de Jornalista ou Crítico Literário.
"Horas Extraordinárias" é o blogue da autoria da editora da Leya e poeta Maria Rosário Pedreira que venceu o Prémio Especial Blogue de Edição. E as horas extraordinárias a que se refere a autora são aquelas que passamos a ler.
Além dos prémios especiais, foram ainda entregues prémios em nove categorias de natureza gráfica para as melhores capas de livros publicados em Portugal em 2011, entre as quais as dos livros do escritor e ilustrador Afonso Cruz ("A Contradição Humana", Caminho) e do fotógrafo Daniel Blaufuks ("Terezín", Tinta-da-China). (in:DN, Madeira)

Nota da Redacção - Aompanhei desde 1976 o percurso da Livraria Esperança e o trabalho árduo e dedicado do meu compadre e esposa. Achei até que o Funchal era demasiado pequeno para o sonho, depois tornado realidade. Estivera em Lisboa e a dimensão, projeção e reconhecimento, seriam outros. Os meus sinceros e afáveis parabéns.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta com mais água que a Terra

Astrónomos confirmaram a existência de um planeta diferente de todos os conhecidos até agora e que terá mais água que a Terra. O GJ1214b, a 40 anos-luz do nosso planeta, foi descoberto pelo telescópio espacial Hubble.O GJ1214b, mais pequeno que Urano e maior que a Terra, é descrito como um “mundo de água” distante, envolvido numa espessa atmosfera de vapor de água, segundo um estudo que foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.

“Uma grande quantidade da sua massa é feita de água”, disse em comunicado o astrónomo Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, que coordenou a equipa internacional de investigadores. “O GJ1214b é diferente de todos os planetas que conhecemos.”

O GJ1214b, a 40 anos-luz da Terra, foi descoberto em 2009 por uma equipa liderada por David Charbonneau que trabalhou com uma série de oito telescópios, no estado norte-americano do Arizona. No ano seguinte, uma outra equipa de cientistas, coordenada por Jacob Bean, tinha descoberto que a atmosfera do planeta poderia ser composta maioritariamente por água.

Agora os investigadores conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera deste planeta, através da observação de imagens conseguidas pelo telescópio espacial Hubble. De acordo com a NASA, o GJ1214b tem 2,7 vezes o diâmetro da Terra e uma massa quase sete vezes maior. O planeta completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas, a uma distância de dois milhões de quilómetros. Os cientistas estimam que a temperatura à sua superfície seja de 230º C.

Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas podem calcular sua densidade: apenas dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico, enquanto a densidade média da Terra é de 5,5. Isso sugere que o GJ1214b tem muito mais água que a Terra e muito menos rocha. Por isso, a estrutura interna do planeta seria "extraordinariamente diferente" em relação à Terra. “As elevadas temperaturas e as elevadas pressões podem formar materiais exóticos como ‘gelo quente’ e ‘água superfluída’, substâncias que são completamente estranhas à nossa experiência do dia-a-dia”, comentou Zachory Berta.

Os teóricos acreditam que o GJ1214b se começou a formar longe da sua estrela, onde o gelo era abundante, e que depois se aproximou, passando pela zona onde as temperaturas à superfície seriam semelhantes às da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado nesta posição.

Este planeta é um forte candidato para ser objecto de estudo do telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018.  (in Publico)

Cientistas russos ressuscitaram flor com 30 mil anos

O poder de conservação das plantas é bem conhecido pelos cientistas. As sementes podem germinar passado muito tempo, 2000 anos até, no caso de sementes de palmeiras encontradas numa fortaleza de Masada, perto do Mar Morto, em Israel. Mas os resultados obtidos pela equipa liderada por Svetlana Yashina e David Gilichinsky, da Academia de Ciências Russa, não têm precedentes. “No presente, as plantas da S. stenophylla são os mais antigos organismos multicelulares viáveis”, escreveram os autores no artigo.

A planta que conseguiram regenerar da espécie Silene stenophylla continua a crescer na Sibéria. Mas este material biológico da flor estava escondido num dos 70 buracos de hibernação feitos pelos esquilos que viviam naquela altura, que os cientistas investigaram, no Nordeste da Sibéria.

“Todos os buracos foram encontrados a profundidades de 20 a 40 metros, da superfície de hoje, e estão localizados nas mesmas camadas onde existem ossos de grandes mamíferos como mamutes, rinocerontes-lanudos, bisontes, cavalos, veados, alces, e outros representantes da fauna” do Plistocénico tardio, escreveu a equipa.

Os buracos estão na acamada de permafrost, uma camada de solo gelada e que funciona como um congelador gigante. Este solo manteve durante dezenas de milhares de anos o material a uma temperatura média de -7 graus célsius. No laboratório, através da técnica de Carbono 14, os cientistas aferiram a idade do material, que tem cerca de 31.800 anos, com um erro de 300 anos.

O material continha sementes e partes do fruto da espécie vegetal. A equipa tentou germinar as sementes, mas não obteve sucesso, depois utilizaram partes vivas do furto da planta. Ao contrário dos animais, é possível regenerar uma planta a partir de partes vivas de um espécime, que nas condições certas, acabam por se desenvolver dando origem a raízes, caules, folhas, flores e frutos. No fundo, desenvolve-se um clone. Foi o que aconteceu nesta experiência, os cientistas colocaram a germinar pedaços do fruto, que germinou e deu uma planta com flores. Os cientistas conseguiram ainda produzir novas plantas a partir das sementes produzidas por estas flores.

Segundo os autores, este “milagre” foi possível, porque as células do fruto utilizadas para a germinação eram ricas em açúcar, o que protegeu o ADN e o material das células do frio. Esta protecção possibilitou a multiplicação celular quando a equipa pôs o material a germinar.

“Isto é uma enorme descoberta”, disse Grant Zazula, cientista do Programa de Paleontologia de Yukon, do Canadá, ao New York Times, defendendo que “não tem dúvidas” dos resultados obtidos pelos cientistas russos serem verdadeiros.

As novas plantas têm uma fisionomia diferente no formato das flores em relação aos espécimes de hoje. Os cientistas não conseguiram explicar a causa destas diferenças. A equipa defende que esta descoberta pode ajudar a compreender melhor o processo da evolução das espécies, além de dar mais informação sobre o clima que existia ali há 30.000 anos.

Mais excitante, contudo, são as novas possibilidades de regenerar plantas que entretanto se extinguiram, e cujo material se mantém conservado na natureza por um processo semelhante. “Há uma oportunidade de ressuscitar flores que foram extintas da mesma forma que falamos em trazer os mamutes de volta à vida, a ideia parecida com a do Jurassic Park”, disse Robin Probert, do Banco de Sementes Milénio, Reino Unido, citado pela BBC News.

in:PUBLICO

terça-feira, fevereiro 21, 2012

soneto de Carnaval


Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.


Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.


E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim


De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.



 Vinicius de Moraes

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

paraíso

 

Deixa ficar comigo a madrugada
Para que a luz do sol me não constranja
Numa taça de sombra estilhaçada
Deita sumo de lua e de laranja

Arranja uma pianola, um disco, um posto
Onde eu ouça o estretor de uma gaivota
Crepite em derredor o mar de agosto
E outro cheiro, o teu, à minha volta

Depois podes partir, só te aconcelho
Que acendas tudo, para ser perfeito
Á cabeceira a luz do teu joelho
E entre os lençois o lume do teu peito

Podes partir, já nada mais preciso
Na minha ilusão do paraiso


David Mourão Ferreira

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Morreu "a Muda"...

     Quando em 1973 vim viver para o Porto Moniz, na altura um meio pequeno, hoje ainda rural, salpicado de casas pequenas sem luz e sem água, de poios cultivados e vizinhos curiosos e afáveis.
     A poucas dezenas de metros morava a Ti Antónia, figura venerável, xaile negro, coçado, saias compridas, às vezes descalça na poeira do chão, bordão de cana em cada mão, cara rosada e rugosa, emoldurada de cabelos brancos que, num ápice, desapareciam no puxar rápido do lenço preto. Os olhos azuis, por detrás de uma armação amarela, torta, de lentes gastas, pareciam maiores e mais vivos. Conversadora, mãe de muitos filhos paridos por casa, sobraram-lhe cinco.
     Morreu, terá mais de vinte anos, já centenária.
     Três filhas viviam com ela: a Francisca, a Rosa e a Paixão.
     Habituamo-nos a ver “as mudas”, como todos lhes chamavam, no quotidiano.
     Os meus filhos gostavam delas e do seu “pâpâpâ”, às vezes irritado, quando entre si brigavam.
    A Rosa, numa voz trémula, envergonhada talvez por ser a única que balbuciava palavras, fazia questão de saudar “os meninos” com gestos mímicos, ganhando deles o título de “a muda que fala”.
     Morreu Francisca, morreu Rosa, ficou Paixão.
     Figura magra, habilhando trajes herdados de anos, às vezes com a novidade de uma soeira garrida e nova, passeava o seu vai-e-vem no Cabo Salão, onde morava. A todos saudava e todos a entendiam e conversavam por falas e gestos.
     Enterra-se hoje às 14h00; faleceu no dia 07 e faria no dia 08 deste mês, 88 anos.

Maria Teresa Góis
09-02-2012

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Bolo de Laranja


Ingredientes:
7 ovos, claras em castelo
2 chávenas de açúcar
raspa de 2 laranjas
1 chávena de sumo de laranja
1 pacote de natas
1 chávena de óleo
3 chávenas de farinha
2 colherinhas de chá de fermento

Modo de fazer:
Bata as gemas com o açúcar, junte as natas, o óleo, o sumo e a raspa, a farinha com o fermento e no fim as claras em castelo.
Forma grande, untada, cerce de 45 minutos a 200 graus.

Charles Dickens nasceu há 200 anos

Texto: Charles Dickens
“…Neste mundo nunca somos mais bem enganados do que por nós mesmos. Que aceitemos de outros, ingenuamente, uma moeda falsa, já é bastante inconcebível à luz do bom senso; mas que em perfeito conhecimento de causa tomemos por dinheiro bom as moedas falsas fabricadas por nós mesmos, é sem dúvida um fenômeno psicológico dos mais curiosos! Se um amável desconhecido, sob pretextos de pôr em segurança o nosso dinheiro, consegue que lho demos, e nos fornece como garantia um punhado de cascas de nozes, certamente ficaremos muito surpreendidos quando vimos que fomos ludibriados. No entanto, o que é uma falcatrua em comparação com o que fazemos quando guardamos cascas de nozes como se fossem moedas de ouro?…”
 
(Trecho do livro GRANDES ESPERANÇAS)

O ANALFABETO POLÍTICO

 
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
... Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguer, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Bolinhos de Curgete.

2 curgetes, 1 cebola, sal, 2 ovos, 4 colheres de sopa de farinha integral e 1 colher de chá de oregãos.
Lave as curgetes, cortem as extremidades e ralem para uma tigela.Pique a cebola bem picadinha e acrescente às curgetes tb com os oregãos.À parte bata bem os ovos e acrescente, envolvendo bem.Por fim junta a farinha e vá mexando bem sem bater.Frite às colheradas em óleo bem quente e deixe secar em papel absorvente.
Pode acompanhar pratos de carne ou peixe ou mesmo só servidos com salada.

domingo, fevereiro 05, 2012

Envelhecer - um direito!

As horas mais belas do dia é o amanhecer e o crepúsculo. Transpondo para a Vida estes dois momentos, tanto é belo o nascimento como a mudança para a velhice.
Passam os anos e acumulamos recordações, alegrias e tristezas que parecem intransponíveis, únicas, que actuam na nossa vida como uma mola ou uma vitamina.
Consagramos na memória a recordação por excelência; até aprendemos a esquecer ingratidões afinando a sabedoria, no saber escolher entre o trigo e o joio da Vida, construindo na mudança novas relações. Também aprendemos a lidar com a partida dos nossos contemporâneos, o nome de novas doenças, descobre-se que as faculdades outrora plenas vão falhando, mas podemos olhar a vida com a serenidade da poesia pois tudo é possível ou impossível!
Por isso somos meninos duas vezes…
Quando a memória falha, acentua-se a recordação e temos a noção da finitude.
Mas se envelhecer é um direito, será sempre um nobre direito. Pela vida que se levou, feliz ou infeliz, pela boa ou má semente deixada. E, neste direito, assiste o carinho e compreensão da família e da sociedade.
Este ano já, serão duas as dezenas de idosos encontrados sem vida nas suas casas ou em refúgios. Mais do que o choque de os saber morrer sós, incapazes fisicamente, talvez lúcidos, o choque da estupidez humana que, à vista de todos afirma "tem três dias que o não via", "tem uma semana que a não víamos".
Nas grandes urbes em que muitos são os que passam despercebidos, haverá desculpa. Mas nos meios pequenos, nos bairros em que toda a coscuvilhice se sabe e comenta, dói a indiferença social irresponsável.
A vida tornou-se difícil para quase todos e talvez esta austeridade fomente o egoísmo e a indiferença.
Os nossos idosos são o Património da nossa cultura, dos usos e costumes, da portugalidade adquirida através dos anos (sem ser preciso o uso do emblema na lapela).
O Estado, a sociedade e a Família, se existindo, deveriam monitorizar cada caso e tentar a melhor solução. É um pensamento utópico, na época actual, em que o empobrecimento do País é um crescendo e regredimos décadas, se não um século.
Também pela Região os casos de isolamento desamparado acontecem, há uma população desmarcadamente idosa e talvez por isso se fechem serviços médicos de urgência sem olhar à possibilidade de um socorro urgente. Se um doente das Achadas da Cruz adoecer, sem transporte, esperará por um socorro que sairá de S. Vicente, para aí retornar. Com um quartel de bombeiros no Porto Moniz…
Mas os gastos com o Carnaval em todos os concelhos, estão garantidos.
E deixo uma informação ao senhor Secretário dos Assuntos Sociais; a co-habitação de idosos numa só casa já se usa em Portugal Continental onde autarcas sensíveis e conscientes transformaram e adaptaram escolas primárias vazias em habitações, com infraestruturas e o devido acompanhamento e assistência da Segurança Social.
No Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, saibamos estar atentos aos cada vez mais evidentes sinais, no dia-a-dia.

Maria Teresa Góis  (publicado Diário Notícias Madeira em 05-02-2012)

sábado, fevereiro 04, 2012

havia um pajem loiro....

 Havia um pajem loiro, desse loiro luz ridente,

que de vivo nos dizia o que era amor de cravo.
Despia-se insinuante sem despir nada de si
e tão perturbável era seu luar de inteiro encanto,
quadrado como ele tinha a voz minguada doçura
que chegava a ser decente seu local corpo de infante
escapulido na rua.

Nem o tocava nem via, nem tolhia o seu ar,
no desejo de o tocar como sendo água fria
onde o pé entra ligeiro e logo entrado é certeiro
que tudo há-de molhar.

Ó dolente melodia noutra louca cidadela,
quem me dera cinderela, corça silente e tardia
debruçada na janela da minha alma vazia.

Ó mais dura solidão de estar por ti rodeado,
como cavalo poltrão que não respeita terrado
e ameaça romper o cordão, o emblema,
tudo aquilo que é sagrado, por minutos de ilusão
em minha crina morena.

António Botto

terça-feira, janeiro 31, 2012

Hamburguer de Grão de Bico

Ingredientes (para 3 hamburgueres)
1/2 lata de grão-de-bico
8 colheres (sopa) de pão ralado
4 colheres (sopa) flocos de aveia
1 ovo
1/2 cebola
2 dentes de alho
1/2 pimento
salsa, pimenta, colorau a gosto
azeite, oregãos e sal a gosto

Preparação
Numa frigideira, com um fio de azeite, refogar ligeiramente a cebola, os alhos e o pimento.
Esmagar o grão-de-bico e juntar numa taça com a aveia e pão ralado.
Adicionar o refogado de cebola, temperar com os condimentos a gosto e adicionar o ovo.
Envolver bem todos os ingredientes e formar pequenos hamburgueres.
Levar a fritar numa frigideira com um fio de azeite

segunda-feira, janeiro 30, 2012

os miúdos previnem-se.....(os primos)


Bolachinas de gengibre da tia Teté


110 g de manteiga à temperatura ambiente, 110g de açucar mascavado escuro, 1 colher de sopa de canela, 1 colher de chá de gengibre ralado, 1 colher de chá de cravinho moido, 1 colher de chá de bicarbonato de sódio, 440g de farinha de trigo, àgua quente o suficiente para ligar a massa, que deve ficar dura.
Bate-se bem a manteiga com o açucar. Junta-se as especiarias e o bicarbonato e envolve-se bem.
A esta pasta vai-se juntando a farinha e alternando com bocadinhos de àgua quente até ligar.A massa deve ficar dura.Vai ao frigorifico coberta com papel aderente mais ou menos 2 hrs.Depois tende-se e cortam-se circulos. Vão ao forno que já deve estar quente por 15 minutos.
Querendo, também se podem pincelar com chocolate derretido.

domingo, janeiro 29, 2012

Há seis mil anos já se comiam pipocas no Peru

fonte: DN, Lisboa

Investigadores peruanos e norte-americanos descobriram os restos fósseis de milho mais antigos da América do Sul

Não tinham, com certeza, salas de cinema, mas as populações que há seis mil anos habitavam as regiões da costa norte do Peru já comiam pipocas.Num artigo publicado na revista Proceedings of the National Acadeny of Sciences, a equipa de Tom Dillehay, da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, e do peruano Duccio Bonavie, descreve os restos fossilizados de milho, cuja análise permitiu verificar como eles eram manipulados para integrarem a alimentação das populações.

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Inspired, in equal measures, by Hurricane Katrina, Buster Keaton, The Wizard of Oz, and a love for books, “Morris Lessmore” is a story of people who devote their lives to books and books who return the favor. Morris Lessmore is a poignant, humorous allegory...

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore from Moonbot Studios on Vimeo.

sábado, janeiro 28, 2012

Vergílio Ferreira


28 Janeiro 1916/01 de Março 1996
Nesta pequena homenagem no dia do seu nascimento, reflictamos sobre algumas das suas citações:

- Somos um país de analfabetos. Destes, alguns não sabem ler.
- A arte nasce de uma solidão e dirige-se a outra solidão
- A eternidade não se mede pela sua duração, mas pela intensidade com que a vivemos
- Há monumentos ao soldado desconhecido. Mas não há só um só aos heróis a que não calhou poderem sê-lo.
- O comunismo distingue-se fundamentalmente do fascismo porque foi o primeiro.
- Ama o próximo como a ti mesmo. É um grande risco. Eu, por exemplo, detesto-me.

Nota da Redacção -  em 1946 casa-se com uma professora polaca que estava refugiada em Portugal chamada Regina Kasprzykowsky, que foi minha professora de Desenho, como então se chamava, no Liceu Rainha D. Leonor, Lisboa

quinta-feira, janeiro 26, 2012

receita do Alberto João....

a troika na Madeira.....

"Amarás o teu próximo...."

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus, 22, 39). Quem é o meu próximo? Aquele que pertence ao mesmo grupo familiar, local, social, económico, nacional, étnico, cultural, linguístico, político ou religioso? Aquele que pertence à mesma espécie, ao mesmo planeta ou à mesma galáxia? Ou o meu próximo é aquele de quem me sentir próximo, ao ponto de o não sentir separado de mim nem a mim separado dele? O meu próximo tem então de ter duas pernas e dois braços ou pode ter quatro patas, muitas, nenhuma, caule, tronco, folhas, flores e frutos? Tem de ter cabelos e pele quase nua ou pode ter pêlos, penas, couraça, escamas e casca? Tem de viver sobre a terra ou pode rastejar dentro dela e voar e brilhar nos céus? Tem de ter uma vida individual ou pode ser a própria terra, as areias, as rochas, os minérios, as águas, os ventos, o fogo e as energias que em tudo isso habitam? Tem de falar a minha linguagem ou pode miar, ladrar, zumbir, uivar, cacarejar, grunhir, mugir, relinchar, rugir, trinar, grasnar, trovejar, soprar, relampejar, chover ou florir, frutificar, repousar e mover-se em silêncio? Tem de ter forma e ser visível ou pode não ter forma e ser invisível? Tem de ter vida consciente e senciente? Tem de ter vida? Tem de ser algum ser ou coisa ou pode ser tudo? A empatia, o sentir em si o outro como o mesmo, a compaixão, têm limites? Temos limites? Conhecemos a fronteira do que somos? Ou só o medo nos limita? O medo de tudo o que há. O medo do infinito e da vasta multidão que somos.

Paulo Borges, um professor em Portugal

quarta-feira, janeiro 25, 2012

vamos ajudar o "nosso" Presidente

Do Contraditório como Terapêutica de Libertação

"Recentemente, entre a poeira de algumas campanhas políticas, tomou de novo relevo aquele grosseiro hábito de polemista que consiste em levar a mal a uma criatura que ela mude de partido, uma ou mais vezes, ou que se contradiga, frequentemente. A gente inferior que usa opiniões continua a empregar esse argumento como se ele fosse depreciativo. Talvez não seja tarde para estabelecer, sobre tão delicado assunto do trato intelectual, a verdadeira atitude científica.
Se há facto estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentado sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo próprio. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural.
A coerência, a convicção, a certeza são além disso, demonstrações evidentes — quantas vezes escusadas — de falta de educação. É uma falta de cortesia com os outros ser sempre o mesmo à vista deles; é maçá-los, apoquentá-los com a nossa falta de variedade.
Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter, não crenças religiosas, opiniões políticas, predileções literárias, mas sensações religiosas, impressões políticas, impulsos de admiração literária.Certos estados de alma da luz, certas atitudes da paisagem têm, sobretudo quando excessivos, o direito de exigir a quem está diante deles determinadas opiniões políticas, religiosas e artísticas, aqueles que eles insinuem, e que variarão, como é de entender, consoante esse exterior varie. O homem disciplinado e culto faz da sua sensibilidade e da sua inteligência espelhos do ambiente transitório: é republicano de manhã, e monárquico ao crepúsculo; ateu sob um sol descoberto, é católico ultramontano a certas horas de sombra e de silêncio; e não podendo admitir senão Mallarmé àqueles momentos do anoitecer citadino em que desabrocham as luzes, ele deve sentir todo o simbolismo uma invenção de louco quando, ante uma solidão de mar, ele não souber de mais do que da "Odisseia".
Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam d'essa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.
Quando é que despertaremos para a justa noção de que política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética — a estética dos que ainda a não podem ter? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos de sinceridade e coerência tiver acostumado as suas sensações a viverem independentemente, se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida. "

Fernando Pessoa, in 'Idéias Políticas'

domingo, janeiro 22, 2012

o (famigerado) acordo ortográfico

Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou
pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.

De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.

Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.

São muitos anos de convívio.

Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.

Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora:  - não te esqueças de mim!

Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.

E agora as palavras já nem parecem as mesmas.

O que é ser proativo?

Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.

Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.

É uma união de facto, e  para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.

Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.

E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos  janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.

Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos.

Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.

Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.

Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.

Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? ! ? ! ?
   


Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós ?
Será que não pudemos, com a ajuda da troika, recuperar do deficit na nossa língua ?
 
Ou atão deichemos que os 35 por cento de anal fabetos fassão com que a nova ortografia imponha se bué depréça !
 desconheço o autor, rec. por email

sábado, janeiro 21, 2012

AJUDEMOS O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA....


Cavaco Silva lamentou-se ontem com o valor das suas pensões. Mas as declarações de rendimentos referem valores muito superiores à média nacional.

O Presidente da República queixou-se ontem que o valor total das duas pensões que recebe, "tudo somado", "quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas". São dez mil euros brutos, tudo somado: segundo as declarações de rendimentos entregues no Tribunal Constitucional, Aníbal Cavaco Silva recebeu de pensões (dados oficiais de 2009 antes da recandidatura) 140 601 euros anuais - do Banco de Portugal e como professor universitário.
Em outubro, quando do anúncio do corte dos subsídios de férias e de Natal aos pensionistas e funcionários públicos, o Presidente da República considerou-o uma "violação de um princípio básico de equidade fiscal".
Depois das declarações de ontem de Cavaco Silva, o seu mural do Facebook foi ocupado por muitos cidadãos que deixaram violentas críticas e reparos à afirmação de que "quase de certeza" não terá dinheiro suficiente para as suas despesas. Em seis horas, o DN contabilizou pelo menos 200 comentários.DN, Lisboa


NOTA DA REDACÇÃO - VAMOS AJUDAR O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUÊS; ENVIEMOS-LHE UM CÊNTIMO PARA O PALÁCIO DE BELÉM ONDE VIVE, COME, TEM MORDOMIAS E QUE CUSTA MAIS AO ERÁRIO NACIONAL O QUE CUSTA O PALÁCIO DE BUCKINGHAM AO POVO INGLÊS. é COM DECLARAÇÕES DESTAS QUE SE COMPROVA O TIPO DE AMIZADES QUE O SR. TEM, AS FRAUDES DO BPN, O EMPREGO DOS FAMILIARES E AMIGOS ETC. CONTUDO, MANDEMOS-LHE UM CÊNTIMO OU UM PAPO-SECO! A BEM DA NAÇÃO!