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terça-feira, março 27, 2012

Ilha de Páscoa - afinal as estátuas têm corpo



A descoberta surgiu há algumas semanas na Internet: as estátuas da ilha da Páscoa têm corpo!
Então o que era conhecido por serem apenas grandes cabeças, sabe-se agora que essas estátuas escondem muitos segredos, como mais de metade do seu tamanho estar enterrado no subsolo e revelarem a existência de corpo e mãos.

Atribui-se a descoberta ao casal Routledge, mas outro grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente uma estátua e descobriu muitos escritos sobre o corpo.


Localizada no Pacífico, a ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa de 1722. Tornou-se posse chilena em 1888.
Enquanto ainda muitos mistérios cercam a ilha da Páscoa, a descoberta desses escritos colocados no subsolo podem iniciar muitos debates.
Na verdade, se quase todos os cientistas estão de acordo que foi após um ecocídio que a população (cerca de 4000) desapareceu, que aconteceu com estes gigantes de pedra enterrados?
Seriam assim desde o início quando foram feitas pelos Rapanui (civilizações antigas da ilha) ou foi o passar do tempo que as enterrou?

A hipótese mais provável é que um maremoto varreu a ilha e a sua civilização, que se perdeu nas brumas do tempo. Os turistas desconhecem que sob os seus pés há um tesouro escondido que se adivinha. As estátuas não devem ter sido enterrads, mas o fluxo de transporte da onda gigante trouxe muito entulho, poeira e sujeira que as enterrou e a civilização desapareceu como que apagada de uma só vez.

Volta a pensar-se no mito da Atlântida e do continente Mu cujas lendas ressurgiram com esta descoberta excepcional.


como eu vejo a Ilha...

Início do dia 27 de Março 2012 - "Silhuetas"

segunda-feira, março 26, 2012

porque se deve ser contra o Acordo Ortográfico

Omens sem H... e sem espinha! dorsal...claro...
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos.
No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece.
A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco.
Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje.
Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas.
Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio.
O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota.
"É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas,
espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen?
Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas.
Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita".
Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema.
A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo.
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores?
Vermelhas? Amarelas? Brancas?
Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo.
Só "omens" sem H podem ter inventado isto, é garantido.

Por Nuno Pacheco – Jornalista

sexta-feira, março 23, 2012

O estudante que teve 0% num exame

(mas que não respondeu errado a nenhuma pergunta)

1) Em que batalha morreu o Almirante Nelson?- Na sua última.
2) Onde foi assinada a Declaração de Independência?- No fim da folha.
3) O Rio Rave corre em que Estado?- No estado líquido.
4) Qual é a principal causa do divórcio?- O casamento.
5) Qual é a razão principal para falhar?- Os exames.
6) O que é que não se pode comer ao pequeno-almoço?- O almoço e o jantar.
7) O que parece uma metade de uma maçã?- A outra metade.
8) Se lançarmos uma pedra pintada de vermelho ao mar azul, no que é que se transforma?- Numa pedra molhada.
9) Como é que um homem consegue estar oito dias sem dormir?- Facilmente. Dorme de noite.
10) Como é que se pode levantar um elefante com uma mão?- Não é possível encontrar um elefante só com uma mão.
11) Se tiver 3 maçãs e 4 laranjas numa mão e 4 maçãs e 3 laranjas na outra, o que é que tem?- Mãos muito grandes.
12) Se foi preciso a 8 homens, 10 horas para construir um muro, quanto tempo demorarão 4 homens a fazê-lo?- Nenhum. O muro já tinha sido construído pelos outros.
13) Como é que se consegue deixar cair um ovo em cima de um chão de cimento sem o partir?- De qualquer maneira. O chão de cimento dificilmente se parte.

terça-feira, março 20, 2012

Descoberta nova obra de Van Gogh

Foi acrescentado mais um quadro à obra de Vincent Van Gogh: “Natureza morta com flores do prado e rosas”, é uma pintura em óleo que foi feita por cima de uma outra, da autoria do artista, que representava dois homens praticando luta livre. As flores do prado e rosas de Van Gogh estarão expostas a partir desta terça-feira, primeiro dia da Primavera, na Holanda.
A autenticidade deste quadro foi colocada em causa desde que chegou à colecção do Museu Kröller-Müller, naquele país, em 1974. O facto de a tela ter um tamanho invulgar e de a assinatura ser anómala foram apenas dois factores que contribuíram para que o quadro fosse, em 2003, catalogado como tendo sido pintado por um “artista anónimo”.

Agora, nove anos mais tarde, uma equipa de investigadores da Universidade de Antuérpia (Bélgica), da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), do Centro de Física de Partículas de Hamburgo Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), do Museu Van Gogh (Holanda) e do Museu Kröller-Müller (Holanda), confirmou finalmente a autenticidade do quadro.

Van Gogh terá pintado inicialmente os dois homens praticando luta livre em 1886 durante a sua passagem pela Escola de Belas Artes de Antuérpia. Porém, chegado a Paris, decidiu pintar a natureza morta por cima desse tema. Fê-lo directamente, sem cobrir com tinta branca o tema anterior.

Os historiadores descobriram em 1998 que os atletas, descritos por Vincent ao seu irmão Theo numa carta, tinham ficado escondidos por debaixo de uma natureza morta. Porém, só agora, com recurso a análises químicas e a um scanner especial (Macro Scanning X Ray Fluorescence Spectometry) é que foi desfeito este mistério.

O Museu Kröller-Muller, que está instalado no meio de um parque natural, no centro da Holanda, alberga a segunda mais importante colecção de quadros e desenhos de Van Gogh a seguir ao museu com o nome do artista, em Amesterdão.

A natureza morta agora atribuída a Van Gogh mede um metro por 80 centímetros, um tamanho grande e pouco usual na produção do artista.
in:Publico

quinta-feira, março 15, 2012

Havia uma outra espécie de humano na China até ao nascer da agricultura?

Na China, até há 11.500 anos, quando a agricultura estava a despontar, pode ter vivido uma outra espécie de seres humanos, da qual não tínhamos notícia até agora.Investigadores australianos e chineses relatam na revista Public Library of Sciences ONE como ao analisarem fósseis descobertos em 1979 na caverna de Loglin, na província de Guangxi, no sudoeste da China, se depararam com o que tudo indica ser um humano anatomicamente diferente de tudo o que foi descrito até agora.

Tem ossos espessos, arcadas supraciliares salientes, um rosto espalmado e curto e um queixo tipicamente humano. “Resumindo, é anatomicamernte único entre todos os membros da árvore evolutiva humana”, disse Darren Cumoe, à revista New Scientist. O investigador pertence à Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália e é o principal autor do trabalho.

Outros destes fósseis, que têm entre 14.300 e 11.500 anos, foram recuperados noutra gruta próxima, em Maludong ou Caverna do Veado Vermelho – porque lá se encontram vestígios a indicar que os seus ocupantes tinham um fraco por carne de veado vermelho gigante, hoje extinto, diz o Guardian. Estes, são os fósseis mais recentes que se conhece, que parecem ser de uma espécie de humanos que não a nossa.

Os cientistas baptizaram informalmente esta população como o “povo do veado vermelho”, mas não têm uma visão clara de como a inserir na árvore genealógica da evolução humana, que nos últimos anos se tornou uma história muito mais complicada.

A descoberta de genes de Neandertal no nosso genoma, em 2010, tornou a história definitivamente baralhada. Toda a gente que não seja de descendência recente africana tem entre um e 4% de genes destes nossos primos europeus, hoje extintos. A tendência é para encarar o Homo sapiens hoje como um mosaico, o produto de uma história evolutiva na qual se podem ter cruzado várias linhagens, entretanto desaparecidas, mas que podem ter deixado alguns traços no nosso ADN. Somos hoje os únicos herdeiros de uma história evolutiva que no passado foi muito mais rica, onde várias espécies de humanos terão coexistido.

Os fósseis agora identificados podem estar relacionados com alguns dos membros mais longínquos da nossa espécie, que evoluiu em Àfrica, há cerca de 200 mil anos – algum grupo terá chegado à Ásia e China. Curnoe disse à New Scientist preferir a ideia de que o povo do veado vermelho seja uma nova linha evolutiva, que surgiu no Leste da Ásia, e viveu em paralelo com a nossa espécie. fonte:PUBLICO

terça-feira, março 13, 2012

Mértola - Portugal




MÉRTOLA, Vila Museu, situada no distrito de Beja, foi conquistada aos mouros em 1238, pertenceu depois aos Cavaleiros da Ordem de Santiago. Do património arquitectónico destacam-se:
O Castelo que é o resultado das obras de restauro e ampliação efectuadas

quinta-feira, março 08, 2012

MULHER


Mulher,
Que enfeitas o destino com corpo de ancas musicais,
Tão em paz e descontraída,
Te entranhas, como a chuva promissora,
Fértil, serena, avassaladora,
Aquecendo a indiferença e a ilusão.
Mulher,
Que nasceste para o luar te inventar o sonho
- Na nudez reclinada dos desejos –
Porto seguro, na fácil confusão do acordar,
Alimentas desesperos uterinos
E não és nascida de um qualquer Adão.
Mulher,
Única, una, imensa Mãe da natureza inteira,
Escondes na tua dor a dor mais verdadeira,
E no riso dos teus olhos enternecidos
Embalas, resignada, a morte do destino,
Nos filhos desta Vida que te nascem.
Mulher,
Corpo de deusa em ternuras breves,
Volúpia de pecado, sentinela de sonhos transformados,
Transparência de olhos, regatos ocultos,
Alma crescida em superior razão,
Mulher,
Dona de um abismo, nunca saciado...

Maria Teresa Góis


Ilustração- Aguarela de Jordana Góis

domingo, março 04, 2012



De milagre em milagre

Diário de Notícias
 
Maria Teresa Góis
 
 
 
 
No século XX o nosso querido país era conhecido por todos como o país dos três "FFF": Fátima, futebol e Fado.
Já no século XXI ninguém hesita em recorrer ao léxico profundo, com ou sem acordo ortográfico, acrescentando mais um rotundo "F": fónix!
Tendo sido o buraco mais badalado até hoje, o buraco da RAM, é certo o garrote que nos espera nos tempos actuais, a médio e longo prazo. Crise? Não! Sabemos também que neste Carnaval madeirense se gastaram 502 mil euros, o dobro do anunciado pela secretária regional do turismo. Um milagre de verbas, sem dúvida, ou seja, continua tudo na mesma.
O Presidente do Governo Regional que, no domingo passado se referia ao Governo central como "uns rapazinhos" é o mandatário do 1º Ministro na Madeira. Mais um milagre, este, previsivelmente, de curta duração.
Espera-se que nas festas, inaugurações ou nos adros das Igrejas (se eu fosse o Pároco não deixaria) se obrem mais conversões. Haverá explicação, com mímica, em que os vilões serão, por milagre, angélicas e impolutas criaturas.
O ministro das Finanças, pausadamente como convém, afirmou no dia 28 de Fevereiro que a troika ficou "agradavelmente impressionada pelo facto do programa de ajustamento da RAM ser forte, adequado e credível, nos melhores interesses e respeito da Região, pela dívida acumulada". Milagre! E a resposta que todos ouvimos foi um estupendo dito: "o que eu faço, faço bem!". Não será milagre?
Já neste mês sentiremos o milagre do IRS, com aumentos retroactivos a Janeiro e Fevereiro, em Abril o milagre do IVA e todos os aumentos que com ele se pendurarão nos nossos vencimentos ou pensões. Seremos então milagreiros mensais de gestão económica, de pobreza flagrante que afectará a qualidade e os mínimos de vida de uma grande maioria. Só o milagre da solidariedade poderá mitigar estas necessidades.
E ficamos na expectativa das taxas moderadoras, das de circulação e dos aumentos de combustíveis.
A insuspeita Dra. Manuela Ferreira Leite e o Dr. Rui Rio discordam do discurso fantástico do Governo que prevê, para 2013, um oásis de ressurgimento económico, de emprego, de melhoria de vida para a nação portuguesa não emigrante. Precisaríamos, nem que fosse por milagre, de uma coesão política que pudesse derrotar esta subserviência a estrangeiros, como se em Portugal não existissem cabeças competentes e como se o abismo sobranceiro não estivesse à vista de todos!
A troika diz que estamos no bom caminho mas eu, que me perdoem, não acredito em milagres!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

porque se deve ser contra (o famigerado) o AO:

Omens sem H... e sem espinha! dorsal...claro...
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos.
No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece.
A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco.
Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje.
Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas.
Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio.
O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota.
"É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas,
espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen?
Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas.
Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita".
Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema.
A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo.
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores?
Vermelhas? Amarelas? Brancas?
Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo.
Só "omens" sem H podem ter inventado isto, é garantido.
Por Nuno Pacheco – Jornalista

Neandertais poderiam já estar perto da extinção quando nos encontraram

Os estudos de ADN têm uma tendência para revolver a história da evolução humana, desta vez uma nova investigação sugere que quando os nossos antepassados contactaram com os Neandertais, há menos de 50.000 anos, estes já eram sobreviventes de um fenómeno que tinha ceifado quase totalmente a espécie, conclui um artigo publicado na revista Molecular Biology and Evolution.A equipa internacional, que inclui investigadores do Centro de Evolução e Comportamento Humano da Universidade Complutense de Madrid, analisou o ADN extraído do osso de 13 Neandertais. Os indivíduos viveram entre os 100.000 e os 35.000 anos, e foram encontrados em sítios arqueológicos que se estendem desde a Espanha até à Ásia.

Os cientistas analisaram a variabilidade do ADN mitocondrial, que existe dentro das mitocôndrias, as baterias das células que são sempre herdadas da mãe para os filhos. A partir desta análise, verificaram que havia muito mais variabilidade entre os Neandertais que viveram há mais de 50.000 anos, do que os indivíduos que viveram durante os 10.000 anos depois, pouco antes de se terem extinguido.

Os indivíduos com menos de 50.000 anos tinham uma variabilidade genética seis vezes menor do que os mais antigos. Isto evidencia um fenómeno que provocou a morte de um grande número de pessoas desta espécie. Depois disto, sucedeu-se uma re-colonização da Europa a partir de populações de Neandertais vindas de Ásia.

“O facto de os Neandertais terem estado quase extintos na Europa, e depois terem recuperado, e tudo isso ter acontecido antes de entrarem em contacto com os humanos modernos, é uma surpresa total”, disse Love Dalen, o primeiro autor do artigo, que pertence ao centro de investigação de Madrid e ao Museu de História Natural de Estocolmo, Suécia. “Isto indica que os Neandertais poderiam ser mais sensíveis a mudanças climáticas dramáticas que ocorreram durante a última Idade do Gelo, do que se pensava anteriormente”, disse, citado pela BBC News.

Segundo o artigo, a variabilidade do genoma dos Neandertais antes do tal fenómeno que ocorreu há 50.000 anos era equivalente à variabilidade da espécie humana. Depois do fenómeno, essa variabilidade passou a ser menor do que a que existe hoje entre a população da Islândia.

Este fenómeno poderá estar ligado às alterações climáticas. Pensa-se que há cerca de 50.000 anos alterações nas correntes oceânicas do Atlântico causaram uma série de temporadas geladas que alteraram inclusive a cobertura vegetal da Europa.

O que quer que tenha acontecido depois, quando os humanos modernos foram migrando pela Europa, continua a ser uma incógnita. Mas estes dados sugerem que as populações de Neandertais que os nossos antepassados encontraram seriam muito mais homogéneas a nível genético e por isso muito mais vulneráveis a alterações no ambiente.

in:Publico

domingo, fevereiro 26, 2012

finalmente, o reconhecimento...

Dono da Livraria Esperança distinguido nos Prémios de Edição LER/Booktailors

Livraria é a segunda maior do mundo


Jorge Figueira de Sousa, da Livraria Esperança, no Funchal, foi o vencedor do Prémio Especial de Livreiro, um dos Prémios de Edição LER/Booktailors, atribuídos este ano pela quarta vez, em 20 categorias.
A Livraria Esperança é a segunda maior do mundo, com os seus 1200 metros quadrados, salientou o homem que, em entrevista à Lusa, se apresentou assim: "Tenho 165 anos de prática de livraria - 50 do meu avô, 50 do meu pai e 65 meus". A editora Ahab, o romance "O Retorno", de Dulce Maria Cardoso, e o editor André Jorge, da Cotovia, foram outros dos vencedores.
Os vencedores dos galardões - relativos a 2011 e instituídos por iniciativa da revista Ler e dos consultores editoriais Booktailors para "premiar a qualidade dos profissionais e das obras editadas em Portugal" - foram anunciados hoje à noite numa cerimónia realizada no âmbito do encontro literário Correntes d'Escritas, cuja 13.ª edição hoje termina na Póvoa de Varzim.
Fundada em 2009 no Porto por Tiago Szabo e Joana Pinto Coelho, a Ahab Edições foi eleita para o Prémio Especial de Editora do Ano, por um júri composto por 20 elementos representativos dos diferentes elos do mundo dos livros em Portugal.
A Abysmo, novo projeto de João Paulo Cotrim, obteve o Prémio Especial de Editora Revelação, depois de se estrear no mercado com o álbum "Sérgio Godinho e as 40 ilustrações", em que 40 ilustradores nacionais interpretaram as letras do músico português.
O Prémio Especial da Crítica 2011 foi para o romance "O Retorno" (Tinta-da-China), de Dulce Maria Cardoso, uma obra que não sendo autobiográfica, e não tendo servido propósitos de terapia ou ajuste de contas, retrata uma realidade que viveu e que a fez ser escritora: ela foi uma das mais 500 mil pessoas que regressaram à "metrópole" no fim do império ultramarino português, após a Revolução de 1974.
O Prémio Especial Carreira (Editor) foi atribuído a André Jorge, fundador da Cotovia em 1988, uma editora que se assume como pequena, publicando cerca de 40 títulos por ano, entre ficção, poesia, ensaio e teatro.
O Prémio Especial de Tradução foi, desta vez, para Pedro Tamen que, entre outras obras, traduziu para a Relógio d'Água os sete volumes de "Em Busca do Tempo Perdido", a obra-prima do escritor francês Marcel Proust.
O Prémio Especial Livraria Independente foi para a Livraria Histórias com Bicho, que funciona desde 2008 em Óbidos e se apresenta como "uma fiel herdeira" da livraria com o mesmo nome que funcionava na Fábrica da Pólvora de Barcarena.
Sara Figueiredo Costa, jornalista freelancer que colabora com diversas publicações na área da crítica literária e do jornalismo cultural (LER, Time Out e Expresso) e mantém, desde 2007, o blogue Cadeirão Voltaire, sobre livros e edição, foi distinguida com o Prémio Especial de Jornalista ou Crítico Literário.
"Horas Extraordinárias" é o blogue da autoria da editora da Leya e poeta Maria Rosário Pedreira que venceu o Prémio Especial Blogue de Edição. E as horas extraordinárias a que se refere a autora são aquelas que passamos a ler.
Além dos prémios especiais, foram ainda entregues prémios em nove categorias de natureza gráfica para as melhores capas de livros publicados em Portugal em 2011, entre as quais as dos livros do escritor e ilustrador Afonso Cruz ("A Contradição Humana", Caminho) e do fotógrafo Daniel Blaufuks ("Terezín", Tinta-da-China). (in:DN, Madeira)

Nota da Redacção - Aompanhei desde 1976 o percurso da Livraria Esperança e o trabalho árduo e dedicado do meu compadre e esposa. Achei até que o Funchal era demasiado pequeno para o sonho, depois tornado realidade. Estivera em Lisboa e a dimensão, projeção e reconhecimento, seriam outros. Os meus sinceros e afáveis parabéns.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta com mais água que a Terra

Astrónomos confirmaram a existência de um planeta diferente de todos os conhecidos até agora e que terá mais água que a Terra. O GJ1214b, a 40 anos-luz do nosso planeta, foi descoberto pelo telescópio espacial Hubble.O GJ1214b, mais pequeno que Urano e maior que a Terra, é descrito como um “mundo de água” distante, envolvido numa espessa atmosfera de vapor de água, segundo um estudo que foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.

“Uma grande quantidade da sua massa é feita de água”, disse em comunicado o astrónomo Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, que coordenou a equipa internacional de investigadores. “O GJ1214b é diferente de todos os planetas que conhecemos.”

O GJ1214b, a 40 anos-luz da Terra, foi descoberto em 2009 por uma equipa liderada por David Charbonneau que trabalhou com uma série de oito telescópios, no estado norte-americano do Arizona. No ano seguinte, uma outra equipa de cientistas, coordenada por Jacob Bean, tinha descoberto que a atmosfera do planeta poderia ser composta maioritariamente por água.

Agora os investigadores conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera deste planeta, através da observação de imagens conseguidas pelo telescópio espacial Hubble. De acordo com a NASA, o GJ1214b tem 2,7 vezes o diâmetro da Terra e uma massa quase sete vezes maior. O planeta completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas, a uma distância de dois milhões de quilómetros. Os cientistas estimam que a temperatura à sua superfície seja de 230º C.

Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas podem calcular sua densidade: apenas dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico, enquanto a densidade média da Terra é de 5,5. Isso sugere que o GJ1214b tem muito mais água que a Terra e muito menos rocha. Por isso, a estrutura interna do planeta seria "extraordinariamente diferente" em relação à Terra. “As elevadas temperaturas e as elevadas pressões podem formar materiais exóticos como ‘gelo quente’ e ‘água superfluída’, substâncias que são completamente estranhas à nossa experiência do dia-a-dia”, comentou Zachory Berta.

Os teóricos acreditam que o GJ1214b se começou a formar longe da sua estrela, onde o gelo era abundante, e que depois se aproximou, passando pela zona onde as temperaturas à superfície seriam semelhantes às da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado nesta posição.

Este planeta é um forte candidato para ser objecto de estudo do telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018.  (in Publico)

Cientistas russos ressuscitaram flor com 30 mil anos

O poder de conservação das plantas é bem conhecido pelos cientistas. As sementes podem germinar passado muito tempo, 2000 anos até, no caso de sementes de palmeiras encontradas numa fortaleza de Masada, perto do Mar Morto, em Israel. Mas os resultados obtidos pela equipa liderada por Svetlana Yashina e David Gilichinsky, da Academia de Ciências Russa, não têm precedentes. “No presente, as plantas da S. stenophylla são os mais antigos organismos multicelulares viáveis”, escreveram os autores no artigo.

A planta que conseguiram regenerar da espécie Silene stenophylla continua a crescer na Sibéria. Mas este material biológico da flor estava escondido num dos 70 buracos de hibernação feitos pelos esquilos que viviam naquela altura, que os cientistas investigaram, no Nordeste da Sibéria.

“Todos os buracos foram encontrados a profundidades de 20 a 40 metros, da superfície de hoje, e estão localizados nas mesmas camadas onde existem ossos de grandes mamíferos como mamutes, rinocerontes-lanudos, bisontes, cavalos, veados, alces, e outros representantes da fauna” do Plistocénico tardio, escreveu a equipa.

Os buracos estão na acamada de permafrost, uma camada de solo gelada e que funciona como um congelador gigante. Este solo manteve durante dezenas de milhares de anos o material a uma temperatura média de -7 graus célsius. No laboratório, através da técnica de Carbono 14, os cientistas aferiram a idade do material, que tem cerca de 31.800 anos, com um erro de 300 anos.

O material continha sementes e partes do fruto da espécie vegetal. A equipa tentou germinar as sementes, mas não obteve sucesso, depois utilizaram partes vivas do furto da planta. Ao contrário dos animais, é possível regenerar uma planta a partir de partes vivas de um espécime, que nas condições certas, acabam por se desenvolver dando origem a raízes, caules, folhas, flores e frutos. No fundo, desenvolve-se um clone. Foi o que aconteceu nesta experiência, os cientistas colocaram a germinar pedaços do fruto, que germinou e deu uma planta com flores. Os cientistas conseguiram ainda produzir novas plantas a partir das sementes produzidas por estas flores.

Segundo os autores, este “milagre” foi possível, porque as células do fruto utilizadas para a germinação eram ricas em açúcar, o que protegeu o ADN e o material das células do frio. Esta protecção possibilitou a multiplicação celular quando a equipa pôs o material a germinar.

“Isto é uma enorme descoberta”, disse Grant Zazula, cientista do Programa de Paleontologia de Yukon, do Canadá, ao New York Times, defendendo que “não tem dúvidas” dos resultados obtidos pelos cientistas russos serem verdadeiros.

As novas plantas têm uma fisionomia diferente no formato das flores em relação aos espécimes de hoje. Os cientistas não conseguiram explicar a causa destas diferenças. A equipa defende que esta descoberta pode ajudar a compreender melhor o processo da evolução das espécies, além de dar mais informação sobre o clima que existia ali há 30.000 anos.

Mais excitante, contudo, são as novas possibilidades de regenerar plantas que entretanto se extinguiram, e cujo material se mantém conservado na natureza por um processo semelhante. “Há uma oportunidade de ressuscitar flores que foram extintas da mesma forma que falamos em trazer os mamutes de volta à vida, a ideia parecida com a do Jurassic Park”, disse Robin Probert, do Banco de Sementes Milénio, Reino Unido, citado pela BBC News.

in:PUBLICO

terça-feira, fevereiro 21, 2012

soneto de Carnaval


Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.


Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.


E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim


De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.



 Vinicius de Moraes

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

paraíso

 

Deixa ficar comigo a madrugada
Para que a luz do sol me não constranja
Numa taça de sombra estilhaçada
Deita sumo de lua e de laranja

Arranja uma pianola, um disco, um posto
Onde eu ouça o estretor de uma gaivota
Crepite em derredor o mar de agosto
E outro cheiro, o teu, à minha volta

Depois podes partir, só te aconcelho
Que acendas tudo, para ser perfeito
Á cabeceira a luz do teu joelho
E entre os lençois o lume do teu peito

Podes partir, já nada mais preciso
Na minha ilusão do paraiso


David Mourão Ferreira

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Morreu "a Muda"...

     Quando em 1973 vim viver para o Porto Moniz, na altura um meio pequeno, hoje ainda rural, salpicado de casas pequenas sem luz e sem água, de poios cultivados e vizinhos curiosos e afáveis.
     A poucas dezenas de metros morava a Ti Antónia, figura venerável, xaile negro, coçado, saias compridas, às vezes descalça na poeira do chão, bordão de cana em cada mão, cara rosada e rugosa, emoldurada de cabelos brancos que, num ápice, desapareciam no puxar rápido do lenço preto. Os olhos azuis, por detrás de uma armação amarela, torta, de lentes gastas, pareciam maiores e mais vivos. Conversadora, mãe de muitos filhos paridos por casa, sobraram-lhe cinco.
     Morreu, terá mais de vinte anos, já centenária.
     Três filhas viviam com ela: a Francisca, a Rosa e a Paixão.
     Habituamo-nos a ver “as mudas”, como todos lhes chamavam, no quotidiano.
     Os meus filhos gostavam delas e do seu “pâpâpâ”, às vezes irritado, quando entre si brigavam.
    A Rosa, numa voz trémula, envergonhada talvez por ser a única que balbuciava palavras, fazia questão de saudar “os meninos” com gestos mímicos, ganhando deles o título de “a muda que fala”.
     Morreu Francisca, morreu Rosa, ficou Paixão.
     Figura magra, habilhando trajes herdados de anos, às vezes com a novidade de uma soeira garrida e nova, passeava o seu vai-e-vem no Cabo Salão, onde morava. A todos saudava e todos a entendiam e conversavam por falas e gestos.
     Enterra-se hoje às 14h00; faleceu no dia 07 e faria no dia 08 deste mês, 88 anos.

Maria Teresa Góis
09-02-2012

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Bolo de Laranja


Ingredientes:
7 ovos, claras em castelo
2 chávenas de açúcar
raspa de 2 laranjas
1 chávena de sumo de laranja
1 pacote de natas
1 chávena de óleo
3 chávenas de farinha
2 colherinhas de chá de fermento

Modo de fazer:
Bata as gemas com o açúcar, junte as natas, o óleo, o sumo e a raspa, a farinha com o fermento e no fim as claras em castelo.
Forma grande, untada, cerce de 45 minutos a 200 graus.

Charles Dickens nasceu há 200 anos

Texto: Charles Dickens
“…Neste mundo nunca somos mais bem enganados do que por nós mesmos. Que aceitemos de outros, ingenuamente, uma moeda falsa, já é bastante inconcebível à luz do bom senso; mas que em perfeito conhecimento de causa tomemos por dinheiro bom as moedas falsas fabricadas por nós mesmos, é sem dúvida um fenômeno psicológico dos mais curiosos! Se um amável desconhecido, sob pretextos de pôr em segurança o nosso dinheiro, consegue que lho demos, e nos fornece como garantia um punhado de cascas de nozes, certamente ficaremos muito surpreendidos quando vimos que fomos ludibriados. No entanto, o que é uma falcatrua em comparação com o que fazemos quando guardamos cascas de nozes como se fossem moedas de ouro?…”
 
(Trecho do livro GRANDES ESPERANÇAS)

O ANALFABETO POLÍTICO

 
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
... Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguer, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Bolinhos de Curgete.

2 curgetes, 1 cebola, sal, 2 ovos, 4 colheres de sopa de farinha integral e 1 colher de chá de oregãos.
Lave as curgetes, cortem as extremidades e ralem para uma tigela.Pique a cebola bem picadinha e acrescente às curgetes tb com os oregãos.À parte bata bem os ovos e acrescente, envolvendo bem.Por fim junta a farinha e vá mexando bem sem bater.Frite às colheradas em óleo bem quente e deixe secar em papel absorvente.
Pode acompanhar pratos de carne ou peixe ou mesmo só servidos com salada.

domingo, fevereiro 05, 2012

Envelhecer - um direito!

As horas mais belas do dia é o amanhecer e o crepúsculo. Transpondo para a Vida estes dois momentos, tanto é belo o nascimento como a mudança para a velhice.
Passam os anos e acumulamos recordações, alegrias e tristezas que parecem intransponíveis, únicas, que actuam na nossa vida como uma mola ou uma vitamina.
Consagramos na memória a recordação por excelência; até aprendemos a esquecer ingratidões afinando a sabedoria, no saber escolher entre o trigo e o joio da Vida, construindo na mudança novas relações. Também aprendemos a lidar com a partida dos nossos contemporâneos, o nome de novas doenças, descobre-se que as faculdades outrora plenas vão falhando, mas podemos olhar a vida com a serenidade da poesia pois tudo é possível ou impossível!
Por isso somos meninos duas vezes…
Quando a memória falha, acentua-se a recordação e temos a noção da finitude.
Mas se envelhecer é um direito, será sempre um nobre direito. Pela vida que se levou, feliz ou infeliz, pela boa ou má semente deixada. E, neste direito, assiste o carinho e compreensão da família e da sociedade.
Este ano já, serão duas as dezenas de idosos encontrados sem vida nas suas casas ou em refúgios. Mais do que o choque de os saber morrer sós, incapazes fisicamente, talvez lúcidos, o choque da estupidez humana que, à vista de todos afirma "tem três dias que o não via", "tem uma semana que a não víamos".
Nas grandes urbes em que muitos são os que passam despercebidos, haverá desculpa. Mas nos meios pequenos, nos bairros em que toda a coscuvilhice se sabe e comenta, dói a indiferença social irresponsável.
A vida tornou-se difícil para quase todos e talvez esta austeridade fomente o egoísmo e a indiferença.
Os nossos idosos são o Património da nossa cultura, dos usos e costumes, da portugalidade adquirida através dos anos (sem ser preciso o uso do emblema na lapela).
O Estado, a sociedade e a Família, se existindo, deveriam monitorizar cada caso e tentar a melhor solução. É um pensamento utópico, na época actual, em que o empobrecimento do País é um crescendo e regredimos décadas, se não um século.
Também pela Região os casos de isolamento desamparado acontecem, há uma população desmarcadamente idosa e talvez por isso se fechem serviços médicos de urgência sem olhar à possibilidade de um socorro urgente. Se um doente das Achadas da Cruz adoecer, sem transporte, esperará por um socorro que sairá de S. Vicente, para aí retornar. Com um quartel de bombeiros no Porto Moniz…
Mas os gastos com o Carnaval em todos os concelhos, estão garantidos.
E deixo uma informação ao senhor Secretário dos Assuntos Sociais; a co-habitação de idosos numa só casa já se usa em Portugal Continental onde autarcas sensíveis e conscientes transformaram e adaptaram escolas primárias vazias em habitações, com infraestruturas e o devido acompanhamento e assistência da Segurança Social.
No Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, saibamos estar atentos aos cada vez mais evidentes sinais, no dia-a-dia.

Maria Teresa Góis  (publicado Diário Notícias Madeira em 05-02-2012)

sábado, fevereiro 04, 2012

havia um pajem loiro....

 Havia um pajem loiro, desse loiro luz ridente,

que de vivo nos dizia o que era amor de cravo.
Despia-se insinuante sem despir nada de si
e tão perturbável era seu luar de inteiro encanto,
quadrado como ele tinha a voz minguada doçura
que chegava a ser decente seu local corpo de infante
escapulido na rua.

Nem o tocava nem via, nem tolhia o seu ar,
no desejo de o tocar como sendo água fria
onde o pé entra ligeiro e logo entrado é certeiro
que tudo há-de molhar.

Ó dolente melodia noutra louca cidadela,
quem me dera cinderela, corça silente e tardia
debruçada na janela da minha alma vazia.

Ó mais dura solidão de estar por ti rodeado,
como cavalo poltrão que não respeita terrado
e ameaça romper o cordão, o emblema,
tudo aquilo que é sagrado, por minutos de ilusão
em minha crina morena.

António Botto

terça-feira, janeiro 31, 2012

Hamburguer de Grão de Bico

Ingredientes (para 3 hamburgueres)
1/2 lata de grão-de-bico
8 colheres (sopa) de pão ralado
4 colheres (sopa) flocos de aveia
1 ovo
1/2 cebola
2 dentes de alho
1/2 pimento
salsa, pimenta, colorau a gosto
azeite, oregãos e sal a gosto

Preparação
Numa frigideira, com um fio de azeite, refogar ligeiramente a cebola, os alhos e o pimento.
Esmagar o grão-de-bico e juntar numa taça com a aveia e pão ralado.
Adicionar o refogado de cebola, temperar com os condimentos a gosto e adicionar o ovo.
Envolver bem todos os ingredientes e formar pequenos hamburgueres.
Levar a fritar numa frigideira com um fio de azeite

segunda-feira, janeiro 30, 2012

os miúdos previnem-se.....(os primos)


Bolachinas de gengibre da tia Teté


110 g de manteiga à temperatura ambiente, 110g de açucar mascavado escuro, 1 colher de sopa de canela, 1 colher de chá de gengibre ralado, 1 colher de chá de cravinho moido, 1 colher de chá de bicarbonato de sódio, 440g de farinha de trigo, àgua quente o suficiente para ligar a massa, que deve ficar dura.
Bate-se bem a manteiga com o açucar. Junta-se as especiarias e o bicarbonato e envolve-se bem.
A esta pasta vai-se juntando a farinha e alternando com bocadinhos de àgua quente até ligar.A massa deve ficar dura.Vai ao frigorifico coberta com papel aderente mais ou menos 2 hrs.Depois tende-se e cortam-se circulos. Vão ao forno que já deve estar quente por 15 minutos.
Querendo, também se podem pincelar com chocolate derretido.

domingo, janeiro 29, 2012

Há seis mil anos já se comiam pipocas no Peru

fonte: DN, Lisboa

Investigadores peruanos e norte-americanos descobriram os restos fósseis de milho mais antigos da América do Sul

Não tinham, com certeza, salas de cinema, mas as populações que há seis mil anos habitavam as regiões da costa norte do Peru já comiam pipocas.Num artigo publicado na revista Proceedings of the National Acadeny of Sciences, a equipa de Tom Dillehay, da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, e do peruano Duccio Bonavie, descreve os restos fossilizados de milho, cuja análise permitiu verificar como eles eram manipulados para integrarem a alimentação das populações.