quinta-feira, julho 12, 2012
quarta-feira, julho 11, 2012
lendo....
...."Leiam um jornal. O jornal condensa todo o drama.Pelo jornal reconstituir-se-á mais tarde a nossa época inteira.
Nada mais doloroso do que este noticiário da Vida, que enche todos os dias as colunas dos periódicos. Esta folha de papel amachucada, cheirando a tinta de impressão, traz consigo saburras de desgraça, risos, lodos, gritos, a alma humana estateladsa e a sangrar. O jornal é um drama bem mais vivo e doloroso, do que os que se arrastam para o tablado. Desde a última coluna dos anúncios até ao primeiro artigo, toda ela grita misérias, ambições, sonhos, raivas e torturas. É a alma humana contada numa forma gelada e banal, - como quem diz a tragédia balbuciada.
O homem indiferente lê e passa para a luta, bem cheio da sua própria desgraça, para se importar com a desgraça dos outros. Egoísta, agarrado ao sonho, mal entrevê, através da tinta negra, quantos gritos, quanta aflição contém aquela folha ainda húmida que amarrota no bolso.
É que a vida moderna é exasperada e feroz. Para a frente!para a frente!Parar é morrer;parar é a gente sentir-se calcado pelos que vêm atrás, ofegantes,de unhas afiadas, prontos a despedaçar, contanto que cheguem mais depressa aos seus fins. É uma correria de seres borrados de ambição, agatanhando-se, metendo os ombros, com as mãos suadas, cerrados os dentes, prestes a tudo, até a matar, desde que consigam deitar os gadanhos ao que desejam. O céu agora é a terra, rapaziada!...
Neste áspero combate da vida é preciso dormir-se, não como os antigos cavaleiros, de armadura vestida, mas, o que é pior, com cérebro afiado-e, sobretudo, não ter coração. Endurecê-lo, emp+ederni-lo, torná-lo mais seco que a secura, e mais duro que o aço. Parar, para ouvir gritos dos que tombam, é ser esmagado; ter piedade do sofrimento alheio, dos pobres, dos fracos, dos sonhadores, é arriscar-se a gente a ficar sob os pés dos que caminham e calcam furiosamente."....
in: "O Padre", Raul Brandão
terça-feira, julho 10, 2012
10 de JULHO, DIA DA pizza
A história da pizza começou com os egípcios. Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilónios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de "pão de Abraão", muito parecida com os pães árabes actuais, e recebia o nome de piscea.
Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adoptavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje.
No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no quotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.
A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milénio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea", indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objectivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo.
A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a Port'Alba. http://en.wikipedia.org/wiki/Antica_Pizzeria_Port'Alba
Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adoptavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje.
No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no quotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.
A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milénio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea", indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objectivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo.
A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a Port'Alba. http://en.wikipedia.org/wiki/Antica_Pizzeria_Port'Alba
segunda-feira, julho 09, 2012
Execução sumária de mulher afegã
Najiba tinha 22 anos e foi morta a tiro, à queima-roupa, por adultério. Os juízes talibãs nem sequer ouviram a sua versão.
As imagens são horríveis e duram poucos segundos. A mulher tinha 22 anos, chamava-se Najiba. Era afegã e vivia numa aldeia da província de Parwan, a uma centena de quilómetros da capital, Cabul. O julgamento tribal durou menos de uma hora e ninguém se interessou pela versão da vítima, que era acusada de adultério.
Ela está sentada, ouve a sentença e não se move, sendo executada a tiro de kalashnikov, à queima-roupa. O executor (talvez o seu marido) está vestido de branco e vem por trás, nervoso, grita 'Deus é Grande' e dispara, mas os primeiros tiros não a atingem. Depois, um tiro em cheio na cabeça. Najiba cai para trás, mas o atirador continua a disparar. Alguém diz que já chega e os tiros param. As imagens de telemóvel mostram dezenas de homens numa falésia ou junto a casas de uma aldeia pobre. Só homens.
O vídeo com a execução desta mulher afegã passou na televisão do país e está a chocar o mundo. Najiba, filha de Sar Gul, irmã de Mustafa e esposa de Juma Khan, era acusada de "adultério", após ter estado um mês fora da sua aldeia. As circunstâncias são desconhecidas e alguns especulam que a mulher possa ter sido vítima de uma questão tribal ou da rivalidade entre diferentes grupos de talibãs.
Os seus acusadores eram talibãs e, não lhe dando qualquer hipótese de se explicar, condenaram-na à morte dizendo que ela tinha fugido com Zemarai, um comandante insurrecto. Entretanto, Najiba foi capturada pelos mujahidine, certamente por um grupo rival do de Zemarai, o que talvez explique a acusação de adultério. As autoridades afegãs lançaram entretanto uma operação para tentar prender os executores. (fonte DN)
Nota da redacção - Em pleno século XXI assistimos à barbárie aplaudida e consentida.Para onde vai a Humanidade?
Ela está sentada, ouve a sentença e não se move, sendo executada a tiro de kalashnikov, à queima-roupa. O executor (talvez o seu marido) está vestido de branco e vem por trás, nervoso, grita 'Deus é Grande' e dispara, mas os primeiros tiros não a atingem. Depois, um tiro em cheio na cabeça. Najiba cai para trás, mas o atirador continua a disparar. Alguém diz que já chega e os tiros param. As imagens de telemóvel mostram dezenas de homens numa falésia ou junto a casas de uma aldeia pobre. Só homens.
O vídeo com a execução desta mulher afegã passou na televisão do país e está a chocar o mundo. Najiba, filha de Sar Gul, irmã de Mustafa e esposa de Juma Khan, era acusada de "adultério", após ter estado um mês fora da sua aldeia. As circunstâncias são desconhecidas e alguns especulam que a mulher possa ter sido vítima de uma questão tribal ou da rivalidade entre diferentes grupos de talibãs.
Os seus acusadores eram talibãs e, não lhe dando qualquer hipótese de se explicar, condenaram-na à morte dizendo que ela tinha fugido com Zemarai, um comandante insurrecto. Entretanto, Najiba foi capturada pelos mujahidine, certamente por um grupo rival do de Zemarai, o que talvez explique a acusação de adultério. As autoridades afegãs lançaram entretanto uma operação para tentar prender os executores. (fonte DN)
Nota da redacção - Em pleno século XXI assistimos à barbárie aplaudida e consentida.Para onde vai a Humanidade?
domingo, julho 08, 2012
o que é o Amor?
O amor não é aquilo que ilumina o seu caminho.O nome disso é candeeiro.
O amor não é aquilo que supera barreiras.
O nome disso é "golo" na marcação de um livre.
O amor não é aquilo que faz coisas que até Deus duvida.
O nome disso é Lady Gaga.
O amor não é aquilo que traça o seu destino.
O nome disso é GPS.
O amor não é aquilo que te dá forças para superar os obstáculos.
O nome disso é tracção às quatro rodas.
O amor não é aquilo que mostra o que realmente existe dentro de você.
O nome disso é endoscopia.
O amor não é aquilo que atrai os opostos.
O nome disse é íman.
O amor não é aquilo que dura para sempre.
O nome disso é Manuel de Oliveira.
O amor não é aquilo que surge do nada e em pouco tempo está mandando em
você.
O nome disso é Miguel Relvas.
O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego.
O nome disso é asma.
O amor não é aquilo que não te deixa ver as coisas como elas são.
O nome disso é miopia.
O amor não é aquilo que faz os feios ficarem pessoas maravilhosas.
O nome disso é dinheiro.
O amor não é aquilo que o homem faz na cama e deixa a mulher louca.
O nome disso é esquecer a toalha molhada.
O amor não é aquilo que toca as pessoas lá no fundo.
O nome disso é exame de próstata.
O amor não é aquilo que faz a gente dizer coisas de que depois se arrepende.
O nome disso é vodka.
O amor não é aquilo que faz você passar horas ao telefone.
O nome disso é promoção da ZON ou da MEO...
O amor não é aquilo que te deixa com água na boca.
O nome disso é copo de água.
Amor não é aquilo por que você reza para que não acabe.
O nome disso é férias.
O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar.
O nome disso é empregada nova.
O amor não é aquilo que te deixa meio pateta, rindo à toa.
O nome disso é excesso de álcool.
O amor não é aquilo que se cola em você mas quando vai embora arranca
lágrimas.
O nome disso é cera quente.
Aprendeu ?(recebido por email)
quarta-feira, julho 04, 2012
contra o Acordo Ortográfico
no apanhado que se segue, analisem a origem das palavras e o assassinato que se pretende fazer à Língua Portuguesa:
domingo, julho 01, 2012
lendo: "Trás-os-Montes"
"...Teodoro mantinha o fascínio pela luz eléctrica, desde a altura em que instalaram os postes de iluminação no Largo da Lameira. Em casa dele também já havia luz, mas o avô mantinha ainda várias lanternas de bolso, para se orientar no caminho do estábulo ou do celeiro, nas tardes curtas de Inverno.
Por vezes, Oscar conseguia esgueirar-se de casa com a espingarda de pressão do avô e Teodoro ficava encarregue de levar a lanterna. Edgar aparecia mais tarde, para acertar nos pássaros que dormiam nas tílias ao fundo do Largo.Oscar apontava a lanterna para o alto e um disparo fazia estremecer as folhas até à queda de um corpo morto.
Quando regressava a casa, com a lanterna do avô, Teodoro tinha uma vontade terrível de experimentar o brilho dessa lâmpada directamente nos olhos. Uma noite encostou a boca da lanterna ao olho direito e depois carregou no botão e accionou a luz que o iluminou por dentro. Mal desligou a lanterna entrou em pânico porque não conseguia ver nada, mas aquele terror de cegueira temporária passou e aos poucos recuperou a visão. Quando se preparava para entrar em casa percebeu que não alcançava como dantes o puxador da porta, porque havia um desiquilíbrio entre o olho esquerdo e o olho lesionado.Pore isso decidiu aplicar a mesma dose de luz sobre o olho esquerdo para calibrar a visão e depois dirigiu-se a cambalear até ao burro encostado à manjedoura.Apontou o foco para aqueles olhos grandes e castanhos do animal, enquanto recuperava do efeito daquela espécie de mutilação. O burro assustou-se e começou a roçar-se contra a parede e a tentar resistir ao feixe de luz que lhe apontavam. Teodoro levou um empurrão do burro e depois correu pelas escadas até ao quarto, arrumou o foco no lugar e deitou-se vestido.À sua volta pequenos fogos rebentavam e impediam-no de adormecer, a pulsação não baixava e começou a contar os batimentos com uma preocupação crescente. A mãe e a avó estavam no balcão com as outras vizinhas, a aproveitar o freso da noite, mas não podia ir pedir ajuda ou queixar-se que o seu coração ia rebentar, por isso resistiu entre os pensamentos malignos e o receio de uma escuridão futura."....
TIAGO PATRÍCIO nasceu no Funchal em 1979 e viveu em Carviçais, Torre de Moncorvo.Licenciado em Ciências Farmac~euticas e estuda Literatura e Filosofia na Universidade de Lisboa.Venceu vários prémios de poesia e teatro."Tras-os-Montes" é o seu primeiro romance e foi Prémio Literário Agustina Bessa-Luís 2011
terça-feira, junho 26, 2012
domingo, junho 24, 2012
As homenagens
Diário de Notícias

As homenagens
Não basta ser brasonado de nome; é preciso merecê-lo
Maria Teresa Góis

"Caminhais em direcção da solidão. Eu, não, eu tenho livros."Marguerite Duras (1914-1996)
É costume que no dia 10 de Junho, dia de Portugal, o Presidente da República ou quem o representa, homenageie pessoas que por uma ou outra razão tenham contribuído para a sociedade com actos e obras valorosas e dignificantes.
Os nomes ou entidades são acordados por mútuo acordo dos governos e no caso da Madeiradeduzo que prevaleça a opção de escolha regional.
As pessoas podem ser mais ou menos simpáticas, mais ou menos populares, mais ou menos figuras politizadas. O que não podem deixar de não ter é obra feita, reconhecida como útil, necessária e influente no meio.
Em 05 de Novembro de 2011, subscrita por 327 identidades, sendo professores de diversos graus, editoras, livreiros, escritores e outros, foi dirigida aos senhores Presidente da República, Primeiro-ministro, Secretário de estado da Cultura, representante da República para a RAM, Presidente do Governo Regional da Madeira e ao Secretário Regional de Educação e Cultura da RAM, uma carta na qual se pedia que no dia 10 de Junho deste ano, meritoriamente, fosse distinguido o senhor Jorge Figueira de Sousa.
Este, livreiro de profissão, herdou de seu avô Jacintho Figueira de Sousa (1860) e depois de seu pai, a Livraria Esperança.
Deu-lhe vida, deu-lhe o primeiro lugar, no país, em número de diversidade de títulos, deu-lhe o empenho e trabalho diário, junto com a esposa e colaboradores.Foi eleito livreiro do ano de 2012, a nível nacional, e foi-lhe atribuído o prémio LER/Booktailors 2012.
Hoje com 80 anos e após seis décadas no meio dos livros, não sendo fácil manter a porta aberta e a actualização de títulos, tudo isso consegue.
Desprezar a obra, o vulto e a riqueza que representa para a Região termos, entre nós, a "Livraria Esperança", mesmo se à distância de um clique, é um acto cobarde ou de pura e adulta ignorância.
Assim se trata a cultura, a arte nobre de divulgar a literatura pela mão de um filho desta terraque muito lutou para dar continuidade a um sonho de séculos.
Não basta ser brasonado de nome; é preciso merecê-lo.
É costume que no dia 10 de Junho, dia de Portugal, o Presidente da República ou quem o representa, homenageie pessoas que por uma ou outra razão tenham contribuído para a sociedade com actos e obras valorosas e dignificantes.
Os nomes ou entidades são acordados por mútuo acordo dos governos e no caso da Madeiradeduzo que prevaleça a opção de escolha regional.
As pessoas podem ser mais ou menos simpáticas, mais ou menos populares, mais ou menos figuras politizadas. O que não podem deixar de não ter é obra feita, reconhecida como útil, necessária e influente no meio.
Em 05 de Novembro de 2011, subscrita por 327 identidades, sendo professores de diversos graus, editoras, livreiros, escritores e outros, foi dirigida aos senhores Presidente da República, Primeiro-ministro, Secretário de estado da Cultura, representante da República para a RAM, Presidente do Governo Regional da Madeira e ao Secretário Regional de Educação e Cultura da RAM, uma carta na qual se pedia que no dia 10 de Junho deste ano, meritoriamente, fosse distinguido o senhor Jorge Figueira de Sousa.
Este, livreiro de profissão, herdou de seu avô Jacintho Figueira de Sousa (1860) e depois de seu pai, a Livraria Esperança.
Deu-lhe vida, deu-lhe o primeiro lugar, no país, em número de diversidade de títulos, deu-lhe o empenho e trabalho diário, junto com a esposa e colaboradores.Foi eleito livreiro do ano de 2012, a nível nacional, e foi-lhe atribuído o prémio LER/Booktailors 2012.
Hoje com 80 anos e após seis décadas no meio dos livros, não sendo fácil manter a porta aberta e a actualização de títulos, tudo isso consegue.
Desprezar a obra, o vulto e a riqueza que representa para a Região termos, entre nós, a "Livraria Esperança", mesmo se à distância de um clique, é um acto cobarde ou de pura e adulta ignorância.
Assim se trata a cultura, a arte nobre de divulgar a literatura pela mão de um filho desta terraque muito lutou para dar continuidade a um sonho de séculos.
Não basta ser brasonado de nome; é preciso merecê-lo.
sábado, junho 23, 2012
quarta-feira, junho 20, 2012
dia mundial dos Refugiados
Perseguidos por razões raciais, tribais, religiosas, políticas ou sociais, deixam as suas terras perdendo bens, laços familiares e afectividades, rumo a um país de acolhimento, quase sempre sem retorno.
Um flagelo que já vem do século XX e que se agrava nos nossos dias perante a passivividade e indiferença das potências mundiais.
Um flagelo que já vem do século XX e que se agrava nos nossos dias perante a passivividade e indiferença das potências mundiais.
segunda-feira, junho 18, 2012
Azinhaga do Ribatejo - 16 de Novembro de 1922Lanzarote (Canárias) - 18 de Junho de 2010
BIBLIOGRAFIA :
"O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1988), "A Jangada de Pedra" (1988), "História do Cerco de Lisboa (1989), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991), “Manual de Pintura e Caligrafia” (1992), "In Nomine Dei" (1993), “Objecto Quase” (1994), "Ensaio sobre a Cegueira" (1995), "A Bagagem do Viajante (1996),"Memorial do Convento" (1996), "Cadernos de Lanzarote" (1997), "Todos os Nomes" (1997), "Viagem a Portugal" (1997), "Que Farei com Este Livro?" (1998), "O Conto da Ilha Desconhecida" (1998), "Cadernos de Lanzarote II" (1999), "A Caverna" (2000), "A Maior Flor do Mundo" (2001), "O Homem Duplicado" (2002), "Ensaio sobre a Lucidez" (2004), "As Intermitências da Morte" (2005), "Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido" (2005), "A Jangada de Pedra" (2006, edição de bolso), "As Pequenas Memórias" (2006),"A Viagem do Elefante" (2008), "O Caderno" (2009) e "Caim" (2009).
sexta-feira, junho 15, 2012
Desiderata

” Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.
Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes: eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas: elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.
Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde: ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença. A virtude existirá sempre.
Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas, seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude.
Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado e não se desespere com perigos imaginários: muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
À despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.
Assim como as estrelas e as árvores, você é filho do Universo, merece estar aqui, e, mesmo que você não possa perceber, o Universo segue cumprindo o seu destino.
Esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba. Quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.
Acima da falsidade, do desencanto e das agruras, o mundo ainda é bonito.
Seja prudente e faça tudo para ser feliz!
Max Ehrmann (1872-1945)
Max Ehrmann (1872-1945)
quarta-feira, junho 13, 2012
lendo....
"-É artista?pintor?poeta?
-Não;sou simplesmente um atónito.
Ergui a cabeça e olhei-o sem responder.
-Para mim, continuou ele, o facto essencial e pasmoso das coisas é elas realmente serem.O facto de qualquer coisa ser é milagroso. O outro facto milagroso é estar eu aqui, a ter a consciência que elas são. Gozo este horror com todas as formas da minha alma. Conheço bem que nem as coisas são o que parecem, nem eu o que me sinto ser.A natureza transcende-se a si próprioa.Eu sou muito mais do que sou.Se isto lhe parece um paradoxo, a culpa é do Universo, que é paradoxal.-A Natureza é espírito, porque é uma ideia minha. Mas é uma ideia minha de uma realidade de que essa ideia é uma ideia.Por mais ligeira que seja à vista, só vê o lado da realidade que está criado para ela.
Para mim, a Natureza é alma. A aurora, a tarde, a noite-o próprio dia-são para mim fenómenos espirituais.Olho-os como coisas minhas.Se na minha vista parcial dela é tão bela a natureza, como não será em solidez espiritual?
Cada hora é para mim uma revelação.Dou cada minuto grças a Deus de ter esse minuto por meu."....
in:"O Mendigo e Outros Contos", Fernando Pessoa
terça-feira, junho 12, 2012
arte de rua, na R. de Santa Maria, Funchal I
A Rua de Santa Maria no Funchal é, talvez, das primeiras artérias a ter o nome de rua.Situada na zona velha da cidade do Funchal, as casas centenárias estavam degradadas dando um ar lúgubre à rua estreita. Em boa hora o desafio à arte criativa foi feito e aceite.O resultado é este, sendo quase 200 as portas assim recuperadas.
sábado, junho 09, 2012
Descoberta a pérola mais antiga do mundo
No Golfo Pérsico, em tempos pré-históricos, estes objetos eram apreciados e faziam parte de rituais funerários
Arqueólogos franceses descobriram a pérola fina mais antiga de que há conhecimento, 7500 anos, fazendo recuar em 2500 anos a antiguidade deste tipo de objeto. A descoberta foi efetuada a escavação de uma povoação neolítica, nos atuais Emirados Árabes Unidos, em Umm al-Quwain, na costa do Golfo Pérsico.A demonstração da antiguidade foi feita através de datação por Carbono 14. A pérola mais antiga do mundo, até agora, datava de 3000 anos antes da nossa Era e fora encontrada numa povoação pré-histórica no Japão. Os arqueólogos afirmam que a pérola de Umm al-Quwain estava na sepultura de um indivíduo e tinha clara ligação a ritos funerários.
Segundo os cientistas, a prática de pesca das ostras produtoras de pérolas é pré-histórica no Golfo Pérsico e Oceano Índico e fazia parte da identidade cultural da região. Em outros locais, foram encontradas pérolas colocadas sobre o rosto dos defuntos, nomeadamente sobre o lábio superior.
in: DN, Lisboa
sexta-feira, junho 08, 2012
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