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quinta-feira, maio 24, 2012

Selo "prova" que Belém existia sete a oito séculos antes de Cristo

É um pedaço de barro sensivelmente do tamanho de uma unha de um polegar. Perde-se na palma da mão, mas o selo com a inscrição "Belém" é uma "prova" de que a cidade existia sete ou oito séculos antes de ser conhecida como a terra natal de Jesus.
Os arqueólogos israelitas dizem que descobriram a primeira prova física que suporta os relatos do Velho Testamento sobre a existência de Belém muito antes da cidade ser conhecida como o berço de Jesus Cristo.

A prova é um pequeno pedaço de barro que os arqueólogos encontraram perto das muralhas da Cidade Velha, em Jerusalém. Trata-se de um selo de barro com três linhas de texto escritas em hebraico antigo, onde se pode ler a palavra "Bethlehem", Belém.

foto Baz Ratner/REUTERS
Selo "prova" que Belém existia sete a oito séculos antes de Cristo

"É a primeira vez que o nome Belém aparece numa inscrição sem ser na Bíblia, no período do Primeiro Templo", que medeia entre 1006 e 586 antes de Cristo, explicou Eli Shukron, que dirigiu escavação para a a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Segundo Shukron, o selo pode ter sido colocado num carregamento de prata ou em produção agrícola enviada de Belém, cidade situada a sul de Jerusalém, para o reino de Judá, algures entre o século XVIII ou XVII antes de Cristo.

O selo prova que Belém, mencionada pela primeira vez no Livro dos Génesis, "era, na verdade, uma cidade do reino de Judá, possivelmente até em períodos anteriores" ao século XVII antes de Cristo.

IN:JN


quinta-feira, maio 17, 2012

Donna Summer R.I.P.

Quinta feira da Espiga

Longe vai op tempo em que o dia era guardadocomo dia Santo e íam ao campo "apanhar a Espiga" que, dependendo da região do país, é de um modo geral composto por pés de trigo, centeio, cevada, um ramo de oliveira, outro de videira, papoilas, malmequeres, um pouco de alecrim e outras flores campestres.O significado de cada elemento que compõe a “Espiga”, sendo que o trigo, o centeio e cevada representam o pão; o malmequer, o ouro e a prata; a papoila, o amor e a vida; a oliveira, o azeite e a paz; a videira, o vinho e a alegria e ainda o alecrim a saúde e a força.
Lembro-me de ver, em Lisboa, vender os ramitos da espiga e parece-me ainda ouvir o pregão: "olha a espiga" As pessoas paravam, compravam, levavam para casa pendurando atrás da porta, para que durante o ano lhes não faltasse o pão e o amor.

segunda-feira, maio 14, 2012

nova lei de feriados em Portugal

GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Decreto-Lei n.º 1166-AB/2012 de 11 de Abril

Estabelece a junção de Feriados

O GOVERNO DA REPUBLICA PORTUGUESA decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

TÍTULO I
Disposições gerais e comuns

CAPÍTULO I
Objecto e âmbito

Por imperativo nacional, tendo em vista um aumento da produtividade e consequente desenvolvimento da economia, traduzindo-se a curto prazo na consolidação das contas públicas conforme os compromissos com os parceiros Internacionais, nomeadamente Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional, designados por Troika, compromissos esses, acordados no ano de 2011, o Conselho de Ministros do Governo da República Portuguesa, decreta:

O Feriado de 10 Junho, comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, passa a designar-se por:

10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas, de Carnaval, de Natal e da Revolução dos Cravos.

A fim de, no mesmo dia se comemorar com pompa e circunstância as várias comemorações, o Governo da República Portuguesa manda que se cumpra:

CAPÍTULO II
Cronograma das comemorações

08.00h – Hastear Bandeira na Praça do Rossio, ao mesmo tempo que se toca o Hino Nacional. No fim do hastear da bandeira, perante o corpo diplomático creditado em Portugal, lê-se o 1º e 2º Canto dos Lusíadas de Luis Vaz de Camões. (Nota: Os assessores de Sua Excelência o Presidente da República devem informar com antecedência, o Sr. Presidente da República, quantos Cantos têm os Lusíadas, para este não se sentir desconfortável).

10.00h – Haverá uma pausa de 30 minutos para todos os convidados se mascararem e iniciarem o desfile de carnaval que terá início às 11.00h e deve dar duas voltas à Praça do Rossio, ao som de escolas de samba de vários pontos do país, previamente convidadas para o efeito.

12.00h – Pausa nas comemorações. É aconselhável que todos os presentes se dirijam às suas casas a fim de comemorarem o Natal em Família. Como se processará também a troca de presentes, as comemorações do feriado, serão retomadas às 15.00h.

15.00h – Início da comemoração da revolução dos cravos, anteriormente designada por 25 de Abril. Haverá um Comício com o PCP e o Bloco de Esquerda. O PSD e o CDS/PP estão dispensados. É a única altura do dia em que se pode falar mal do governo. Obrigatoriamente estes comícios têm de terminar às 17.00h, uma vez que com a restrição orçamental, não há hipótese de pagar horas extraordinárias aos membros do governo.

CAPÍTULO III
Revogação

São revogados:
- O Feriado do 25 de Abril, a terça-feira de carnaval e o 25 de Dezembro.
- É ainda mudado o nome da Ponte 25 de Abril para Ponte 10 de Junho.
- Em todas as cidades e vilas do País, as ruas 25 de Abril devem ser mudadas para Ruas 10 de Junho. Caso já haja uma rua designada de 10 de Junho, passará a designar-se rua 10 de Junho B.

A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

Aprovada em 8 de Abril de 2012.
Promulgada em 10 de Abril de 2012.
Publique -se.
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
Referendada em 11 de Abril de 2012.
O Primeiro -Ministro, Pedro Passos Coelho

4 minutos de reflexão....

Um vídeo que nos leva a pensar....

sábado, maio 12, 2012

bolo de côco


6 ovos, claras em castelo
2 chávenas de açúcar (deite menos 1 dedo em cada chávena)
2 chávenas de farinha
1 colher de sopa (+ ou - rasa) de fermento Royal
1 chávena de leite
1 chávena de óleo
2 chávenas de côco ralado

Bata o açúcar com as gemas. Adicione o leite, depois o óleo. Junte a farinha com o fermento, o côco e por fim as claras em castelo.
Dica - depois de bater as claras aproveite o batedor e bata o bolo durante 2 minutos, antes de adicionar as claras. Coze em forma grande, untada.
coze 45 a 55 minutos

terça-feira, maio 08, 2012

AMIGO

Mal nos conhecemos                                               
Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!


Alexandre O'Neill (1924-1986)
in No Reino da Dinamarca

segunda-feira, abril 30, 2012

O Espírito


Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;

E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.

Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:

Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia, in “Poesia Completa”

domingo, abril 29, 2012

'Diazepam'*

No dia da assinatura da venda do BPN ao BIC, a preço de saldo, o indivíduo bem-disposto sentado ao lado do eng.º. Mira Amaral disse: "Os portugueses estão mais tristes que qualquer angolano de calções e chinelo no pé". Se, de início, tal declaração me pôs a paciência em franja certo é que hoje começo a alavancar (promover) que a ideia não é errada. Senão vejamos: o subsídio de Natal criado em 1972 por Marcello Caetano e os subsídios de férias e desemprego de 1974, andam na boca e na miragem dos portugueses. Depois da mística data de 13 de Setembro de 2013 para o regresso aos mercados temos agora o ano 2017 em vista, como ano da devolução.
Criados, os dois primeiros, para compensar os baixos salários então praticados, não se esperava que quarenta anos depois e mantendo o nível de salários sempre baixo para o grosso da população, o subsídio de férias e o de Natal, assim fossem "gasparizados".
Num país que hoje é governado por pessoas que não parecem conversar entre si, é fácil despedir, é barato e não precisa de aviso prévio.
O parto sigiloso da suspensão das reformas antecipadas demonstra a insegurança do Governo e o desprezo que têm pelos sindicatos e parceiros sociais.
O país, de dia para dia, empobrece, esvazia-se de quadros jovens que emigram à procura de um futuro, deixando a zona de desconforto a que não tencionam voltar. O país envelhece sem o acesso à saúde e aos medicamentos, anda ansioso, sem a capacidade de criar anticorpos às convulsões sociais previsíveis.
O Estado vende, a qualquer preço, os bens do país mesmo que sejam empresas de serviço público, sem retorno possível num qualquer futuro.
Não me admiraria de ver a estátua do Marquês de Pombal numa praça angolana ou o Fernando Pessoa de perna cruzada na China…
A depressão cerra fileiras e aos manifestantes de Abril, a pouco e pouco, vão-se juntando mais alguns descontentes e desiludidos, enchendo as praças e avenidas.
Outros, não aguentando o peso e o ritmo da vida sem a panaceia de um qualquer Diazepam, mesmo se genérico, põe termo aos problemas numa solução radical.
Reinstalou-se o medo, o falar à boca pequena, a denúncia, a pobreza, a mendicidade de um país intervencionado.
Não admira que o estado geral da população activa, que hoje já não tem subsídios ou garantia de emprego certo, somando os desempregados desesperados e os idosos onerados, precisem de sedativos que lhes mitiguem a ansiedade e a precariedade de vida, contrastando com os que auferem ou acumulam boas pensões.
O desemprego flagela famílias e as normas do governo atiram-nas para organizações de apoio alimentar, um "take-away dos pobres" como disse o ministro. Umas, porque outras hão-de recorrer a meios ilegais para garantir a sobrevivência.
Aproveitemos pois o 1.º de Maio para celebrar o trabalho e os trabalhadores, para fazer ouvir o direito ao trabalho e para descansar num feriado que dificilmente será retirado, gozando os verdes da Laurissilva, olhando o oceano azul, na descontracção do convívio e, por que não?, saboreando uma 'cuba libre'!

*Diazepam - fármaco da família dos bezodiazepínicos (ansiolítico, sedativo)

Diário de Notícias
 
MARIA TERESA GÓIS

terça-feira, abril 24, 2012

"carta aberta ao venerando chefe de estado a que isto chegou"

Senhor Presidente,
Há muito
, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão(FUNDO DE COESÃO) e demais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.

Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais.
Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa.
Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir.
Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede.
E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão; que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade.
Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.
Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,             
António Maria dos Santos
sobrevivente(ainda) do cataclismo de 2011
recebido por e-mail

sexta-feira, abril 20, 2012

Fucking não consegue mudar de nome

A aldeia austríaca de Fucking vive dias conturbados. Cansados de serem motivo de piadolas fáceis dos turistas de língua inglesa e de pagarem do seu bolso a substituição das placas da localidade constantemente roubadas pelos visitantes, os “fuckinguenses” decidiram mudar o nome da terra para Fugging. Mas, afinal, já existe uma terra com esse nome no país e não está disposta a partilhá-lo. As autoridades terão agora de desempatar a contenda.
Tudo indica, portanto, que o calvário desta terra amaldiçoada pela linguística vá continuar por mais uns tempos. Baptizada com um nome totalmente inofensivo em alemão por causa de um lorde, Focko, que terá fundado o povoado no século VI, Fucking começou a dar nas vistas após a II Guerra Mundial, quando se tornou ponto de peregrinação obrigatório para as tropas britânicas e norte-americanas estacionadas ali perto, em Salzburgo.

Começou aí a fama da aldeia com nome em vernáculo. E depois vieram os turistas. Roubavam as placas, fotografavam-se e filmavam-se junto a elas, por vezes tirando a roupa e cumprindo o desígnio indicado pela palavra que em inglês – e traduzindo de forma civilizada – quer dizer “praticar o acto sexo sexual”. Para mais, num dos locais onde existe placa toponímica, esta está acompanhada por um sinal de trânsito, com a imagem de duas crianças e a mensagem “Mais devagar, por favor”...

Os cidadãos locais (e são cerca de uma centena) não achavam graça nenhuma a isto. Principalmente porque cada placa custa à volta de 300 euros e o seu roubo constitui o único item da lista de crimes cometidos na terra. A primeira medida, tomada em 2005, foi substituir as placas normais por outras à prova de roubo – leia-se: em aço e ancoradas numa sapata de betão. Mesmo assim, elas desapareciam. A seguir instalaram câmaras de vigilância para dissuadir os mais ousados.

Por esta altura, já havia quem estivesse a ver a coisa por outro prisma. Um cidadão local criou um
site e passou a vender t-shirts com a mensagem “I like Fucking in Áustria”. O negócio corria bem, mas os vizinhos levaram a mal e a pressão da opinião pública matou a iniciativa. Outras surgiram: em 2008, realizava-se o Festival das Fuck Bands, que contou com as participações de grupos como os Fucked Up, Holy Fuck, Fuck e Fuck Buttons.

Talvez tudo isto sejam em breve memórias de uma era desaparecida. Mas, ao anunciar a intenção de mudar de nome, os responsáveis da aldeia podem ter desencadeado uma reacção adversa. Muitos turistas estarão a dizer neste momento: “Vamos a Fucking enquanto é tempo!”
in Publico

Balada dos Aflitos

Irmãos humanos tão desamparados
a luz que nos guiava já não guia
somos pessoas - dizeis - e não mercados
este por certo não é tempo de poesia
gostaria de vos dar outros recados
com pão e vinho e menos mais valia.

Irmãos meus que passais um mau bocado
e não tendes sequer a fantasia
de sonhar outro tempo e outro lado
como António digo adeus a Alexandria
desconcerto do mundo tão mudado
tão diferente daquilo que se queria.

Talvez Deus esteja a ser crucificado
neste reino onde tudo se avalia
irmãos meus sem valor acrescentado
rogai por nós Senhora da Agonia
irmãos meus a quem tudo é recusado
talvez o poema traga um novo dia.

Rogai por nós Senhora dos Aflitos
em cada dia em terra naufragados
mão invisível nos tem aqui proscritos
em nós mesmos perdidos e cercados
venham por nós os versos nunca escritos
irmãos humanos que não sois mercados.

Manuel Alegre

quinta-feira, abril 19, 2012

efeméride....

"Sou mais velho do que o Tempo e o Espaço, porque sou consciente. As coisas derivam de mim; a Natureza inteira é a primogénita da minha sensação.
Busco-não encontro. Quero, e não posso.
Sem mim o sol nasce e se apaga; sem mim a chuva cai e o vento geme. Não são por mim as estações, nem o curso dos meses, nem a passagem das horas.
Dono do mundo em mim, como de terras que não posso trazer comigo, ..."

In: "O livro do Desassossego"
FERNANDO PESSOA

no dia em que passam 80 anos da data da sua morte

sábado, abril 14, 2012

Cientistas contam milhares de pinguins a partir do espaço

Um novo estudo usou satélites para descobrir que existem 595.000 pinguins-imperador na Antárctida, ou seja, duas vezes mais do que se pensava. As conclusões da investigação sobre o impacto das alterações do Ambiente nas populações desta ave icónica foram publicadas na revista PLoS ONE.
“Ficámos encantados por sermos capazes de localizar e identificar tantos pinguins-imperador”, disse o principal autor do estudo, Peter Fretwell, e membro do British Antarctic Survey (BAS). “Contámos 595.000 aves, quase o dobro das estimativas anteriores, entre 270.000 e 350.000 animais. Este é o primeiro censo completo de uma espécie, feito a partir do espaço”, acrescentou.
Uma equipa internacional de cientistas utilizou imagens de satélite de muito alta resolução para estimar o número de pinguins em cada colónia em redor da zona costeira da Antárctida. Com uma nova tecnologia que permite aumentar a resolução das imagens de satélite, a equipa conseguiu diferenciar aves, gelo, sombras e fezes de pinguins (chamado guano). Para calibrar a análise das populações, os cientistas fizeram contagens no terreno e tiraram fotografias aéreas.
O pinguim-imperador nidifica em áreas que são muito difíceis de estudar porque são muito remotas e muitas vezes inacessíveis, com temperaturas que podem descer até aos 50ºC negativos.
“Os métodos que usámos são um enorme avanço na ecologia da Antárctida, porque podemos fazer investigação de forma segura e eficiente, com poucos impactos ambientais”, disse Michelle LaRue, co-autora do trabalho e investigadora da Universidade do Minnesota.
No gelo, estes pinguins com a sua plumagem branca e preta destacam-se no branco da neve e as colónias são claramente visíveis nas imagens de satélite. Isto permitiu à equipa analisar 44 colónias de pinguim-imperador em torno da costa da Antárctida, descobrindo sete até agora desconhecidas.
Os cientistas estão preocupados que, em algumas regiões da Antárctida, Primaveras que chegam mais cedo estejam a fazer desaparecer o gelo no mar, habitat dos pinguins. “As investigações científicas actuais sugerem que as colónias de pinguim-imperador serão gravemente afectadas pelas alterações climáticas”, acrescentou o biólogo Phil Trathan, do BAS, e outro co-autor do estudo. “Um censo rigoroso à escala do continente pode ser facilmente repetido regularmente para nos ajudar a monitorizar os impactos das mudanças futuras nesta espécie icónica.”
A investigação resultou da colaboração do BAS, da Universidade do Minnesota/National Science Foundation, do Instituto de Oceanografia Scripps e da Divisão Antárctida Australiana. fonte:PUBLICO

sexta-feira, abril 13, 2012

perdoem-me

Devido a ter o meu computador avariado não tenho mantido o "tukakubana" com deve ser. Peço desculpa mas prometo retomar, logo que possível, a edição. Entretanto, ouçam....

quarta-feira, abril 04, 2012

Teste rápido para a alcoolemia...

Responda às seguintes questões:
 
Em que direcção vai o automóvel da fotografia?

A. Vai em frente.
B. Faz marcha atrás.
C. Vira à direita.
D. Vira à esquerda.
 
Se não tem a absoluta certeza da resposta, abstenha-se de conduzir nas próximas horas !...

 

segunda-feira, abril 02, 2012

dia Internacional do Livro Infantil

LER, urgente ler.
Se nos habituarmos ao mágico acto de virar as folhas de um livro, desde pequenos, saberemos entrar num mundo de encantamento, um Mundo de amigos, de companhias.
Neste dia recordo autores da minha infância, que passei aos meus filhos e, agora, aos meus netos.
Hans Christian Andersen, Selma Lagerlöff, Enyd Blyton, Condenssa de Ségur....Virgínia de Castro, Alice Vieira.... Tenho pena de não reter todos os nomes! Bem hajam os que escrevem para as Crianças, que lhes proporcionam esses momentos únicos, treinando-as na leitura, no raciocínio e na imaginação.

livros e livros...

domingo, abril 01, 2012

Vandalismo, Violência ou Terrorismo?

"A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota."
Jean-Paul Sartre


Sabemos que o terrorismo é um fenómeno quotidiano.
O século passado foi fértil em actos terroristas gerados pela ambição e pela corrupção moral, sem piedade pelas consequências geradas.
A falta de argumentação, de entendimento, de razão ou mesmo a atitude cobarde e anónima, levam ao terrorismo. E não refiro casos de guerra, refiro casos políticos que nesta Região Autónoma e desde o 25 de Abril de 1974 vão acontecendo e ficando impunes.
O termo "terrorismo" apareceu pela primeira vez em 1798 no suplemento do Dicionário da Academia Francesa, dado o pânico vivido naquele país de Setembro de 1793 a Julho de 1794. Muitos, ligaram-no à anarquia.
Gilles Lapouge (1923/-) dizia que "esses assassinos cegos se consideram santos, heróis, pessoas sacrificadas, que hoje provocam a desgraça com o objectivo de preparar a felicidade do amanhã".
Hoje, o terrorismo anárquico, violento e vingativo, actua neste cantinho do céu chamado Madeira. Não há mártires suicidas cintados de explosivos, invocando um facto religioso ou tribal. Mas há o fogo ou os explosivos nos bens alheios!
É a violência vândala, acobardada, quando alguns sentem que os aterros lhes fogem debaixo dos pés.
Se a vingança se serve fria, será que a impunidade se serve quente?
Sobre os acontecimentos ocorridos não se ouviram as vozes sábias, autoritárias do politicamente correcto que, quotidianamente, escribam na Região.
É comprometedor, no mínimo, esse silêncio complacente.
O radicalismo leva à desconfiança, à provocação. O ódio feito acção é um estado de espírito que exige tratamento.
Havendo na Madeira carências e falhas na medicação e meios de actos médicos, cumpridas que sejam as promessas de reposição da normalidade a curto a curto prazo, será urgente que se tratem estas patologias terroristas, se as analisem e as curem de raiz para que, um dia, não sejam os sadios a lhes tratar da saúde.

Maria Teresa Góis
 
Diário de Notícias

terça-feira, março 27, 2012

Ilha de Páscoa - afinal as estátuas têm corpo



A descoberta surgiu há algumas semanas na Internet: as estátuas da ilha da Páscoa têm corpo!
Então o que era conhecido por serem apenas grandes cabeças, sabe-se agora que essas estátuas escondem muitos segredos, como mais de metade do seu tamanho estar enterrado no subsolo e revelarem a existência de corpo e mãos.

Atribui-se a descoberta ao casal Routledge, mas outro grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente uma estátua e descobriu muitos escritos sobre o corpo.


Localizada no Pacífico, a ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa de 1722. Tornou-se posse chilena em 1888.
Enquanto ainda muitos mistérios cercam a ilha da Páscoa, a descoberta desses escritos colocados no subsolo podem iniciar muitos debates.
Na verdade, se quase todos os cientistas estão de acordo que foi após um ecocídio que a população (cerca de 4000) desapareceu, que aconteceu com estes gigantes de pedra enterrados?
Seriam assim desde o início quando foram feitas pelos Rapanui (civilizações antigas da ilha) ou foi o passar do tempo que as enterrou?

A hipótese mais provável é que um maremoto varreu a ilha e a sua civilização, que se perdeu nas brumas do tempo. Os turistas desconhecem que sob os seus pés há um tesouro escondido que se adivinha. As estátuas não devem ter sido enterrads, mas o fluxo de transporte da onda gigante trouxe muito entulho, poeira e sujeira que as enterrou e a civilização desapareceu como que apagada de uma só vez.

Volta a pensar-se no mito da Atlântida e do continente Mu cujas lendas ressurgiram com esta descoberta excepcional.


como eu vejo a Ilha...

Início do dia 27 de Março 2012 - "Silhuetas"

segunda-feira, março 26, 2012

porque se deve ser contra o Acordo Ortográfico

Omens sem H... e sem espinha! dorsal...claro...
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos.
No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece.
A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco.
Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje.
Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas.
Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio.
O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota.
"É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas,
espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen?
Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas.
Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita".
Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema.
A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo.
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores?
Vermelhas? Amarelas? Brancas?
Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo.
Só "omens" sem H podem ter inventado isto, é garantido.

Por Nuno Pacheco – Jornalista

sexta-feira, março 23, 2012

O estudante que teve 0% num exame

(mas que não respondeu errado a nenhuma pergunta)

1) Em que batalha morreu o Almirante Nelson?- Na sua última.
2) Onde foi assinada a Declaração de Independência?- No fim da folha.
3) O Rio Rave corre em que Estado?- No estado líquido.
4) Qual é a principal causa do divórcio?- O casamento.
5) Qual é a razão principal para falhar?- Os exames.
6) O que é que não se pode comer ao pequeno-almoço?- O almoço e o jantar.
7) O que parece uma metade de uma maçã?- A outra metade.
8) Se lançarmos uma pedra pintada de vermelho ao mar azul, no que é que se transforma?- Numa pedra molhada.
9) Como é que um homem consegue estar oito dias sem dormir?- Facilmente. Dorme de noite.
10) Como é que se pode levantar um elefante com uma mão?- Não é possível encontrar um elefante só com uma mão.
11) Se tiver 3 maçãs e 4 laranjas numa mão e 4 maçãs e 3 laranjas na outra, o que é que tem?- Mãos muito grandes.
12) Se foi preciso a 8 homens, 10 horas para construir um muro, quanto tempo demorarão 4 homens a fazê-lo?- Nenhum. O muro já tinha sido construído pelos outros.
13) Como é que se consegue deixar cair um ovo em cima de um chão de cimento sem o partir?- De qualquer maneira. O chão de cimento dificilmente se parte.

terça-feira, março 20, 2012

Descoberta nova obra de Van Gogh

Foi acrescentado mais um quadro à obra de Vincent Van Gogh: “Natureza morta com flores do prado e rosas”, é uma pintura em óleo que foi feita por cima de uma outra, da autoria do artista, que representava dois homens praticando luta livre. As flores do prado e rosas de Van Gogh estarão expostas a partir desta terça-feira, primeiro dia da Primavera, na Holanda.
A autenticidade deste quadro foi colocada em causa desde que chegou à colecção do Museu Kröller-Müller, naquele país, em 1974. O facto de a tela ter um tamanho invulgar e de a assinatura ser anómala foram apenas dois factores que contribuíram para que o quadro fosse, em 2003, catalogado como tendo sido pintado por um “artista anónimo”.

Agora, nove anos mais tarde, uma equipa de investigadores da Universidade de Antuérpia (Bélgica), da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), do Centro de Física de Partículas de Hamburgo Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), do Museu Van Gogh (Holanda) e do Museu Kröller-Müller (Holanda), confirmou finalmente a autenticidade do quadro.

Van Gogh terá pintado inicialmente os dois homens praticando luta livre em 1886 durante a sua passagem pela Escola de Belas Artes de Antuérpia. Porém, chegado a Paris, decidiu pintar a natureza morta por cima desse tema. Fê-lo directamente, sem cobrir com tinta branca o tema anterior.

Os historiadores descobriram em 1998 que os atletas, descritos por Vincent ao seu irmão Theo numa carta, tinham ficado escondidos por debaixo de uma natureza morta. Porém, só agora, com recurso a análises químicas e a um scanner especial (Macro Scanning X Ray Fluorescence Spectometry) é que foi desfeito este mistério.

O Museu Kröller-Muller, que está instalado no meio de um parque natural, no centro da Holanda, alberga a segunda mais importante colecção de quadros e desenhos de Van Gogh a seguir ao museu com o nome do artista, em Amesterdão.

A natureza morta agora atribuída a Van Gogh mede um metro por 80 centímetros, um tamanho grande e pouco usual na produção do artista.
in:Publico

quinta-feira, março 15, 2012

Havia uma outra espécie de humano na China até ao nascer da agricultura?

Na China, até há 11.500 anos, quando a agricultura estava a despontar, pode ter vivido uma outra espécie de seres humanos, da qual não tínhamos notícia até agora.Investigadores australianos e chineses relatam na revista Public Library of Sciences ONE como ao analisarem fósseis descobertos em 1979 na caverna de Loglin, na província de Guangxi, no sudoeste da China, se depararam com o que tudo indica ser um humano anatomicamente diferente de tudo o que foi descrito até agora.

Tem ossos espessos, arcadas supraciliares salientes, um rosto espalmado e curto e um queixo tipicamente humano. “Resumindo, é anatomicamernte único entre todos os membros da árvore evolutiva humana”, disse Darren Cumoe, à revista New Scientist. O investigador pertence à Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália e é o principal autor do trabalho.

Outros destes fósseis, que têm entre 14.300 e 11.500 anos, foram recuperados noutra gruta próxima, em Maludong ou Caverna do Veado Vermelho – porque lá se encontram vestígios a indicar que os seus ocupantes tinham um fraco por carne de veado vermelho gigante, hoje extinto, diz o Guardian. Estes, são os fósseis mais recentes que se conhece, que parecem ser de uma espécie de humanos que não a nossa.

Os cientistas baptizaram informalmente esta população como o “povo do veado vermelho”, mas não têm uma visão clara de como a inserir na árvore genealógica da evolução humana, que nos últimos anos se tornou uma história muito mais complicada.

A descoberta de genes de Neandertal no nosso genoma, em 2010, tornou a história definitivamente baralhada. Toda a gente que não seja de descendência recente africana tem entre um e 4% de genes destes nossos primos europeus, hoje extintos. A tendência é para encarar o Homo sapiens hoje como um mosaico, o produto de uma história evolutiva na qual se podem ter cruzado várias linhagens, entretanto desaparecidas, mas que podem ter deixado alguns traços no nosso ADN. Somos hoje os únicos herdeiros de uma história evolutiva que no passado foi muito mais rica, onde várias espécies de humanos terão coexistido.

Os fósseis agora identificados podem estar relacionados com alguns dos membros mais longínquos da nossa espécie, que evoluiu em Àfrica, há cerca de 200 mil anos – algum grupo terá chegado à Ásia e China. Curnoe disse à New Scientist preferir a ideia de que o povo do veado vermelho seja uma nova linha evolutiva, que surgiu no Leste da Ásia, e viveu em paralelo com a nossa espécie. fonte:PUBLICO

terça-feira, março 13, 2012

Mértola - Portugal




MÉRTOLA, Vila Museu, situada no distrito de Beja, foi conquistada aos mouros em 1238, pertenceu depois aos Cavaleiros da Ordem de Santiago. Do património arquitectónico destacam-se:
O Castelo que é o resultado das obras de restauro e ampliação efectuadas

quinta-feira, março 08, 2012

MULHER


Mulher,
Que enfeitas o destino com corpo de ancas musicais,
Tão em paz e descontraída,
Te entranhas, como a chuva promissora,
Fértil, serena, avassaladora,
Aquecendo a indiferença e a ilusão.
Mulher,
Que nasceste para o luar te inventar o sonho
- Na nudez reclinada dos desejos –
Porto seguro, na fácil confusão do acordar,
Alimentas desesperos uterinos
E não és nascida de um qualquer Adão.
Mulher,
Única, una, imensa Mãe da natureza inteira,
Escondes na tua dor a dor mais verdadeira,
E no riso dos teus olhos enternecidos
Embalas, resignada, a morte do destino,
Nos filhos desta Vida que te nascem.
Mulher,
Corpo de deusa em ternuras breves,
Volúpia de pecado, sentinela de sonhos transformados,
Transparência de olhos, regatos ocultos,
Alma crescida em superior razão,
Mulher,
Dona de um abismo, nunca saciado...

Maria Teresa Góis


Ilustração- Aguarela de Jordana Góis

domingo, março 04, 2012



De milagre em milagre

Diário de Notícias
 
Maria Teresa Góis
 
 
 
 
No século XX o nosso querido país era conhecido por todos como o país dos três "FFF": Fátima, futebol e Fado.
Já no século XXI ninguém hesita em recorrer ao léxico profundo, com ou sem acordo ortográfico, acrescentando mais um rotundo "F": fónix!
Tendo sido o buraco mais badalado até hoje, o buraco da RAM, é certo o garrote que nos espera nos tempos actuais, a médio e longo prazo. Crise? Não! Sabemos também que neste Carnaval madeirense se gastaram 502 mil euros, o dobro do anunciado pela secretária regional do turismo. Um milagre de verbas, sem dúvida, ou seja, continua tudo na mesma.
O Presidente do Governo Regional que, no domingo passado se referia ao Governo central como "uns rapazinhos" é o mandatário do 1º Ministro na Madeira. Mais um milagre, este, previsivelmente, de curta duração.
Espera-se que nas festas, inaugurações ou nos adros das Igrejas (se eu fosse o Pároco não deixaria) se obrem mais conversões. Haverá explicação, com mímica, em que os vilões serão, por milagre, angélicas e impolutas criaturas.
O ministro das Finanças, pausadamente como convém, afirmou no dia 28 de Fevereiro que a troika ficou "agradavelmente impressionada pelo facto do programa de ajustamento da RAM ser forte, adequado e credível, nos melhores interesses e respeito da Região, pela dívida acumulada". Milagre! E a resposta que todos ouvimos foi um estupendo dito: "o que eu faço, faço bem!". Não será milagre?
Já neste mês sentiremos o milagre do IRS, com aumentos retroactivos a Janeiro e Fevereiro, em Abril o milagre do IVA e todos os aumentos que com ele se pendurarão nos nossos vencimentos ou pensões. Seremos então milagreiros mensais de gestão económica, de pobreza flagrante que afectará a qualidade e os mínimos de vida de uma grande maioria. Só o milagre da solidariedade poderá mitigar estas necessidades.
E ficamos na expectativa das taxas moderadoras, das de circulação e dos aumentos de combustíveis.
A insuspeita Dra. Manuela Ferreira Leite e o Dr. Rui Rio discordam do discurso fantástico do Governo que prevê, para 2013, um oásis de ressurgimento económico, de emprego, de melhoria de vida para a nação portuguesa não emigrante. Precisaríamos, nem que fosse por milagre, de uma coesão política que pudesse derrotar esta subserviência a estrangeiros, como se em Portugal não existissem cabeças competentes e como se o abismo sobranceiro não estivesse à vista de todos!
A troika diz que estamos no bom caminho mas eu, que me perdoem, não acredito em milagres!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

porque se deve ser contra (o famigerado) o AO:

Omens sem H... e sem espinha! dorsal...claro...
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos.
No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece.
A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco.
Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje.
Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas.
Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio.
O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota.
"É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas,
espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen?
Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas.
Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita".
Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema.
A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo.
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores?
Vermelhas? Amarelas? Brancas?
Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo.
Só "omens" sem H podem ter inventado isto, é garantido.
Por Nuno Pacheco – Jornalista

Neandertais poderiam já estar perto da extinção quando nos encontraram

Os estudos de ADN têm uma tendência para revolver a história da evolução humana, desta vez uma nova investigação sugere que quando os nossos antepassados contactaram com os Neandertais, há menos de 50.000 anos, estes já eram sobreviventes de um fenómeno que tinha ceifado quase totalmente a espécie, conclui um artigo publicado na revista Molecular Biology and Evolution.A equipa internacional, que inclui investigadores do Centro de Evolução e Comportamento Humano da Universidade Complutense de Madrid, analisou o ADN extraído do osso de 13 Neandertais. Os indivíduos viveram entre os 100.000 e os 35.000 anos, e foram encontrados em sítios arqueológicos que se estendem desde a Espanha até à Ásia.

Os cientistas analisaram a variabilidade do ADN mitocondrial, que existe dentro das mitocôndrias, as baterias das células que são sempre herdadas da mãe para os filhos. A partir desta análise, verificaram que havia muito mais variabilidade entre os Neandertais que viveram há mais de 50.000 anos, do que os indivíduos que viveram durante os 10.000 anos depois, pouco antes de se terem extinguido.

Os indivíduos com menos de 50.000 anos tinham uma variabilidade genética seis vezes menor do que os mais antigos. Isto evidencia um fenómeno que provocou a morte de um grande número de pessoas desta espécie. Depois disto, sucedeu-se uma re-colonização da Europa a partir de populações de Neandertais vindas de Ásia.

“O facto de os Neandertais terem estado quase extintos na Europa, e depois terem recuperado, e tudo isso ter acontecido antes de entrarem em contacto com os humanos modernos, é uma surpresa total”, disse Love Dalen, o primeiro autor do artigo, que pertence ao centro de investigação de Madrid e ao Museu de História Natural de Estocolmo, Suécia. “Isto indica que os Neandertais poderiam ser mais sensíveis a mudanças climáticas dramáticas que ocorreram durante a última Idade do Gelo, do que se pensava anteriormente”, disse, citado pela BBC News.

Segundo o artigo, a variabilidade do genoma dos Neandertais antes do tal fenómeno que ocorreu há 50.000 anos era equivalente à variabilidade da espécie humana. Depois do fenómeno, essa variabilidade passou a ser menor do que a que existe hoje entre a população da Islândia.

Este fenómeno poderá estar ligado às alterações climáticas. Pensa-se que há cerca de 50.000 anos alterações nas correntes oceânicas do Atlântico causaram uma série de temporadas geladas que alteraram inclusive a cobertura vegetal da Europa.

O que quer que tenha acontecido depois, quando os humanos modernos foram migrando pela Europa, continua a ser uma incógnita. Mas estes dados sugerem que as populações de Neandertais que os nossos antepassados encontraram seriam muito mais homogéneas a nível genético e por isso muito mais vulneráveis a alterações no ambiente.

in:Publico

domingo, fevereiro 26, 2012

finalmente, o reconhecimento...

Dono da Livraria Esperança distinguido nos Prémios de Edição LER/Booktailors

Livraria é a segunda maior do mundo


Jorge Figueira de Sousa, da Livraria Esperança, no Funchal, foi o vencedor do Prémio Especial de Livreiro, um dos Prémios de Edição LER/Booktailors, atribuídos este ano pela quarta vez, em 20 categorias.
A Livraria Esperança é a segunda maior do mundo, com os seus 1200 metros quadrados, salientou o homem que, em entrevista à Lusa, se apresentou assim: "Tenho 165 anos de prática de livraria - 50 do meu avô, 50 do meu pai e 65 meus". A editora Ahab, o romance "O Retorno", de Dulce Maria Cardoso, e o editor André Jorge, da Cotovia, foram outros dos vencedores.
Os vencedores dos galardões - relativos a 2011 e instituídos por iniciativa da revista Ler e dos consultores editoriais Booktailors para "premiar a qualidade dos profissionais e das obras editadas em Portugal" - foram anunciados hoje à noite numa cerimónia realizada no âmbito do encontro literário Correntes d'Escritas, cuja 13.ª edição hoje termina na Póvoa de Varzim.
Fundada em 2009 no Porto por Tiago Szabo e Joana Pinto Coelho, a Ahab Edições foi eleita para o Prémio Especial de Editora do Ano, por um júri composto por 20 elementos representativos dos diferentes elos do mundo dos livros em Portugal.
A Abysmo, novo projeto de João Paulo Cotrim, obteve o Prémio Especial de Editora Revelação, depois de se estrear no mercado com o álbum "Sérgio Godinho e as 40 ilustrações", em que 40 ilustradores nacionais interpretaram as letras do músico português.
O Prémio Especial da Crítica 2011 foi para o romance "O Retorno" (Tinta-da-China), de Dulce Maria Cardoso, uma obra que não sendo autobiográfica, e não tendo servido propósitos de terapia ou ajuste de contas, retrata uma realidade que viveu e que a fez ser escritora: ela foi uma das mais 500 mil pessoas que regressaram à "metrópole" no fim do império ultramarino português, após a Revolução de 1974.
O Prémio Especial Carreira (Editor) foi atribuído a André Jorge, fundador da Cotovia em 1988, uma editora que se assume como pequena, publicando cerca de 40 títulos por ano, entre ficção, poesia, ensaio e teatro.
O Prémio Especial de Tradução foi, desta vez, para Pedro Tamen que, entre outras obras, traduziu para a Relógio d'Água os sete volumes de "Em Busca do Tempo Perdido", a obra-prima do escritor francês Marcel Proust.
O Prémio Especial Livraria Independente foi para a Livraria Histórias com Bicho, que funciona desde 2008 em Óbidos e se apresenta como "uma fiel herdeira" da livraria com o mesmo nome que funcionava na Fábrica da Pólvora de Barcarena.
Sara Figueiredo Costa, jornalista freelancer que colabora com diversas publicações na área da crítica literária e do jornalismo cultural (LER, Time Out e Expresso) e mantém, desde 2007, o blogue Cadeirão Voltaire, sobre livros e edição, foi distinguida com o Prémio Especial de Jornalista ou Crítico Literário.
"Horas Extraordinárias" é o blogue da autoria da editora da Leya e poeta Maria Rosário Pedreira que venceu o Prémio Especial Blogue de Edição. E as horas extraordinárias a que se refere a autora são aquelas que passamos a ler.
Além dos prémios especiais, foram ainda entregues prémios em nove categorias de natureza gráfica para as melhores capas de livros publicados em Portugal em 2011, entre as quais as dos livros do escritor e ilustrador Afonso Cruz ("A Contradição Humana", Caminho) e do fotógrafo Daniel Blaufuks ("Terezín", Tinta-da-China). (in:DN, Madeira)

Nota da Redacção - Aompanhei desde 1976 o percurso da Livraria Esperança e o trabalho árduo e dedicado do meu compadre e esposa. Achei até que o Funchal era demasiado pequeno para o sonho, depois tornado realidade. Estivera em Lisboa e a dimensão, projeção e reconhecimento, seriam outros. Os meus sinceros e afáveis parabéns.