17 de Setembro de 1901
segunda-feira, setembro 17, 2012
domingo, setembro 16, 2012
estou triste...
Diário de Notícias

Estou triste, macambúzia, aborrecida. Não sei se será desta canícula perene, peganhenta que não combina com os genes invernosos, próprios de quem nasceu em Dezembro.
Olho à volta e vejo um povo que sofre os tormentos do vime, escaldado e torcido pela condição de vida de um jugo imposto e de impostos.
Começa a ouvir-se um clamor no País, o povo quer associar-se, protestar, quebrar o jejum voluntário da liberdade às promessas políticas, ao mel da bajulação. Finalmente transferem o que sentem na pele para a sua própria consciência.
Onde pára a claridade futura?
A semana tem sido agitada, pródiga em lógicas ministeriais, todas de plano inclinado, num mar sem pé, num mar de angústias onde só os tubarões sobrevivem e dão conselhos e, obviamente, são insultados, vaiados e apelidados no léxico mais puro.
O pessimismo luso parece já não admitir a esperança e a beatitude vegetativa deste último ano parece abanar. Até quando andará o português em levitação? Quando descerá à realidade da indignação? Quando veremos na rua a face colectiva da Liberdade?
Pela Madeira agitam-se as águas laranjas, um sumo que precisa ser mexido para conservar as vitaminas da social-democracia. No continente correm outros néctares, de várias cores, tentando evitar que o purgatório da esperança que temos passado não desagúe velozmente no inferno da incerteza.
Emigram os jovens, padecem os idosos; agendam-se manifestações de rua que deveriam abranger o povo da abstenção, o dos desempregados, o dos empobrecidos e o povo que vê, dia após dia, os seus direitos confiscados e espezinhados. Não há pena de morte em Portugal mas há a pena de Vida. Certo que nascemos para morrer, mas que a dignidade social medeie estes dois pólos.
Somos um povo roubado: na acreditação política, na segurança de vida, roubado nos salários e pensões de direitos adquiridos e descontados, roubado no sorriso e futuro das novas gerações, na disposição e ânimo ou, como diria Torga "somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados."
Não, afinal não estou triste, estou farta!
Estou triste...
Somos um povo roubado: na acreditação política, na segurança de vida...
Maria Teresa Góis

"Sim, temos paz social. A paz de um sepulcro do Tamanho da pátria."
Miguel Torga in: Diário, 22/01/1962
Miguel Torga in: Diário, 22/01/1962
Estou triste, macambúzia, aborrecida. Não sei se será desta canícula perene, peganhenta que não combina com os genes invernosos, próprios de quem nasceu em Dezembro.
Olho à volta e vejo um povo que sofre os tormentos do vime, escaldado e torcido pela condição de vida de um jugo imposto e de impostos.
Começa a ouvir-se um clamor no País, o povo quer associar-se, protestar, quebrar o jejum voluntário da liberdade às promessas políticas, ao mel da bajulação. Finalmente transferem o que sentem na pele para a sua própria consciência.
Onde pára a claridade futura?
A semana tem sido agitada, pródiga em lógicas ministeriais, todas de plano inclinado, num mar sem pé, num mar de angústias onde só os tubarões sobrevivem e dão conselhos e, obviamente, são insultados, vaiados e apelidados no léxico mais puro.
O pessimismo luso parece já não admitir a esperança e a beatitude vegetativa deste último ano parece abanar. Até quando andará o português em levitação? Quando descerá à realidade da indignação? Quando veremos na rua a face colectiva da Liberdade?
Pela Madeira agitam-se as águas laranjas, um sumo que precisa ser mexido para conservar as vitaminas da social-democracia. No continente correm outros néctares, de várias cores, tentando evitar que o purgatório da esperança que temos passado não desagúe velozmente no inferno da incerteza.
Emigram os jovens, padecem os idosos; agendam-se manifestações de rua que deveriam abranger o povo da abstenção, o dos desempregados, o dos empobrecidos e o povo que vê, dia após dia, os seus direitos confiscados e espezinhados. Não há pena de morte em Portugal mas há a pena de Vida. Certo que nascemos para morrer, mas que a dignidade social medeie estes dois pólos.
Somos um povo roubado: na acreditação política, na segurança de vida, roubado nos salários e pensões de direitos adquiridos e descontados, roubado no sorriso e futuro das novas gerações, na disposição e ânimo ou, como diria Torga "somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados."
Não, afinal não estou triste, estou farta!
N- À data em que escrevo ainda não sei qual o impacto das manifestações agendadas. Espero que tenham sido coesas, civilizadas e muito, muito participadas.
sábado, setembro 15, 2012
O Povo Português saiu à rua...
Desde o 1º de Maio de 1974 que não se via tamanha manifestação. Tenhamos agora a Esperança que mudaremos a política destrutiva deste governo, que empobreceu o País e o vende ao desbarato ao capital chinês e angolano e a qualquer preço: É a RTP, a TAP, a ANA, as Águas de Portugal, os CTT, foi a EDP, enfim tudo serve para vender, a qualquer preço. Enquanto isto o governo não diminue um cêntimo nos seus gastos...Acorda Povo!
sexta-feira, setembro 14, 2012
quarta-feira, setembro 12, 2012
João XXIII - opinião de Miguel Torga
Coimbra, 3 de Junho de 1963"Morreu o Papa.Mas um Papa singular, que usou o nome dignatário de João XXIII e se manteve fiel ao anodino de Ângelo Roncalli, cujo rosto de via primeiro que o esplendor da tiara, por quem neste momento os crentes e os ateus do mundo inteiro. Um Papa que apontava o céu e mostrava a terra, que falava de Deus a pensar no Homem, que carregava a cruz da infalibilidade com a bonomia dum céptico, que semeava na alma dos próprios laicos o trigo da santidade, que abençoou todas as revoluções justas da História, cheio de saber que as injustas não são revoluções... Bom, daquela bondade que o instinto colectivo adivinha e nenhum artifício imita, antes que nas suas palavras brilhasse a inteligência que continham, reluzia nela a sinceridade que as ditava. Os impulsos afectivos saíam-lhe do coração tão espontâneos e certeiros, tão justos e oportunos, tão puros e amplos, que dá vontade de escrever que ele foi o amor ecuménico dos Evangelhoa ao natural."
Miguel Torga
Nota da Redacção - Miguel Torga era ateu....
domingo, setembro 09, 2012
"qual o papel da juventude no Mundo?"
" Quanto ao papel da juventude no mundo, igualmente teríamos de saber de que juventude se trata e de que mundo. A interrogação refere-se à juventude universitária? À proletária?À rural? E qualquer delas actua em que sector da terra?Aqui?Ali?Acolá?Claramente que um jovem pastor que guarda ovelhas na serra não pode exercer uma acção semelhante à do moço que estuda filosofia e se manifesta no seu jornal académico. E também não será igual à de outras, em melhores condições sociais, o papel desempenhado pela juventude nada e criada em territórios menos desenvolvidos material e culturalmente. Etc., etc.
Mas talvez que possamos meter o mar numa concha e dizer, em síntese, que, rica ou pobre, letrada ou analfabeta, pelo simples facto de existir, toda a juventude é como que a consciência alarmada da velhice.
E acrescentar mais isto:que o presente apenas se justifica na esperança do futuro. E que a juventude é precisamente o futuro, na medida em que só ela o tem nas mãos."
in: "Diário IX" , de Miguel Torga
texto escrito com data de 21 de Fevereiro de 1962
sexta-feira, setembro 07, 2012
quarta-feira, setembro 05, 2012
segunda-feira, setembro 03, 2012
sábado, setembro 01, 2012
bolo pôdre da Madeira (numa adaptação minha)
Ingredientes:
2 chávenas de farinha - 2 chávenas de açúcar - 2 chávenas de leite - 2 colheres de sopa de manteiga - 2 colheres de sopa de banha - 2 colheres de sopa de mel de cana - 2 colh. chá de bicabornato de soda - 125 gr amêndoas - 125 gr passas - 100gr cidrão ou frutas cristalizadas - 2 ovos
Bata o açucar com as gorduras, junte o mel e o leite, misturando bem.Junte os ovos inteiros, batendo bem.
Peneire a farinha com a soda, deite-lhe as frutas cortadinhas dentro e adicione ao preparado anterior.Coze em forno quente cerca de 1h30m
Nota da Redacção - O bolo da foto, que hoje fiz, levou nozes (não precisa picar), casca de laranja cristalizada cortada miudinha, um punhado de avelãs e uma colher de sopa de amêndoa ralada. Adicionei ainda um cálice de vinho Madeira, para cortar o gosto da banha.
sexta-feira, agosto 31, 2012
Azulejos, arte em Portimão (Portugal)
Em frente a este palacete, hoje o Teatro "O Tempo", em Portimão, fica o jardim 1º de Dezembro.
Nele encontramos dez panéis de azulejos que representam momentos da História de Portugal e que medeiam desde a data da fundação da nacionalidade (Tratado de Zamora 1143) à implementação da República em 1910.
Ora vejam:
Nele encontramos dez panéis de azulejos que representam momentos da História de Portugal e que medeiam desde a data da fundação da nacionalidade (Tratado de Zamora 1143) à implementação da República em 1910.
Ora vejam:
Nota da Redacção - Fotos gentilmente cedidas pelos amigos Zé e Ivo
segunda-feira, agosto 27, 2012
domingo, agosto 26, 2012
EMPADAS DE GALINHA
Depois de uma boa canja, um boa galinha do cozido ou um bom arroz de frango que fazer com toda aquela galinha que sobrou?
Nas Aldeias de Portugal não se desperdiça comida e sempre se utilizou e continua a utilizar a cria...
tividade para criar novas delicias da nossa gastronomia.
As empadas de galinha são uma dessas criações antigas, em que a carne das galinhas cozidas era aproveitada para fazer uma espécie de "bolinhos" de carne que depois de saírem do forno a lenha provocam prazeres indescritíveis.
:::::::
RECEITA PARA 12 EMPADAS
Preparação do Recheio:
Azeite Extra Virgem PORTUGUÊS
Meia galinha cozida CASEIRA
200 ml de molho bechamel
alho picadinho
Salsa fresca
Sal e pimenta q.b.
Preparação da Massa:
250gr de farinha
3 ovos caseiros
80 gr de manteiga (sem sal)
Sal q.b.
Leite
Preparação:
Preparar o recheio:
Desfie a galinha e limpe-a de peles e osso.
Colocar o tacho ao lume com um pouco de azeite e alho picado e refogar ligeiramente a carne.
Juntar o molho bechamel, rectificar de sal e pimenta e juntar salsa picada. Mexer bem e guardar.
Preparar a massa:
Numa malga colocar a farinha e o sal. Abrir uma cova ao meio e colocar os ovos e a manteiga à temperatura ambiente. Amassar bem e misturar um pouco de água ou um pouco de farinha se necessário.
Deixar a massa descansar 1 hora.
Untar e polvilhar com farinha as formas para as empadas e ligar o forno a 180ºC.
Com o rolo estender a massa e corte rodelas com o diâmetro suficiente para forrar as formas. Forrar as formas, rechear com o preparado de galinha e tapar com mais uma rodela de massa fechando bem.
Pincelar com leite e levar ao forno cerca de 40 minutos até as empadas estarem cozidas e douradas!!!
BOM APETITE!
Foto: Paulo Costa
As empadas de galinha são uma dessas criações antigas, em que a carne das galinhas cozidas era aproveitada para fazer uma espécie de "bolinhos" de carne que depois de saírem do forno a lenha provocam prazeres indescritíveis.
:::::::
RECEITA PARA 12 EMPADAS
Preparação do Recheio:
Azeite Extra Virgem PORTUGUÊS
Meia galinha cozida CASEIRA
200 ml de molho bechamel
alho picadinho
Salsa fresca
Sal e pimenta q.b.
Preparação da Massa:
250gr de farinha
3 ovos caseiros
80 gr de manteiga (sem sal)
Sal q.b.
Leite
Preparação:
Preparar o recheio:
Desfie a galinha e limpe-a de peles e osso.
Colocar o tacho ao lume com um pouco de azeite e alho picado e refogar ligeiramente a carne.
Juntar o molho bechamel, rectificar de sal e pimenta e juntar salsa picada. Mexer bem e guardar.
Preparar a massa:
Numa malga colocar a farinha e o sal. Abrir uma cova ao meio e colocar os ovos e a manteiga à temperatura ambiente. Amassar bem e misturar um pouco de água ou um pouco de farinha se necessário.
Deixar a massa descansar 1 hora.
Untar e polvilhar com farinha as formas para as empadas e ligar o forno a 180ºC.
Com o rolo estender a massa e corte rodelas com o diâmetro suficiente para forrar as formas. Forrar as formas, rechear com o preparado de galinha e tapar com mais uma rodela de massa fechando bem.
Pincelar com leite e levar ao forno cerca de 40 minutos até as empadas estarem cozidas e douradas!!!
BOM APETITE!
Foto: Paulo Costa
sexta-feira, agosto 24, 2012
domingo, agosto 19, 2012
"Silly season"
"Posso mudar se me penso mudado"
Agostinho da Silva
É Agosto.
Agostinho da Silva
É Agosto.
Um Agosto quente e dormente convidativo de sombras, bebidas frescas, cavaqueira fácil e molezas diversas. Uma chuva perpendicularmente doce veio serenar ânimos e a Terra agradeceu.
Na Madeira foram muitos os que abdicaram das passeatas no areal e dos mergulhos atlânticos, pela sombra gratuita do bananal.
E a "silly season" é bode expiatório a um povo que não cresceu nem amadureceu, que esqueceu o amor-próprio e o sentido de cidadania do Estado - veja-se as férias dos deputados! Um povo que assiste ao patinhar no atoleiro político, em passos descontrolados e frustração cívica.
Tantos anos de inquietude e esperança volvidos e nada mudou. Há uma indiferença sem remorsos, uma maldade inocente que nos leva a caricaturar, ao detalhe, a arte nobre da política.
Não será por acaso que esta se reacende na "silly season", sob a espreguiçadeira do Verão. Afinam-se glotes para as conquistas, come-se carne assada com salada nas grandes reuniões e os salvadores da Pátria renovam promessas em propaganda ruidosa que violenta a boa-fé.
Por apenas três semanas não ouvimos falar em "crise". "troika" e "deficit". Não ouvimos mas o povo não teve férias nem mordomias, olhou o mar com o sufoco de um náufrago, olhou o céu com o medo do infinito e na montanha viu horizontes de precipício.
Atravessar a Ilha é uma dor de alma. A paisagem outrora fresca e verde da Encumeada é hoje uma negrura satânica que dói e incomoda, que se prolonga ao planalto da serra e acentua o somatório de cidadãos sem laços de cidadania.
Troam foguetes e girândolas no ar abafando o estalar doloroso das vagens torturadas pelo sol.
Machado de Assis (1939-1908) dizia que "a moral é uma, os pecados são diferentes".
Na verdade, na vida real, o herói passa de mito a simples mortal enquanto o diabo esfrega um olho…
Que a "season" consentida acabe e despertem as consciências, reagindo aos direitos sonegados e à violência imposta, se bem que não para todos.
Na Madeira foram muitos os que abdicaram das passeatas no areal e dos mergulhos atlânticos, pela sombra gratuita do bananal.
E a "silly season" é bode expiatório a um povo que não cresceu nem amadureceu, que esqueceu o amor-próprio e o sentido de cidadania do Estado - veja-se as férias dos deputados! Um povo que assiste ao patinhar no atoleiro político, em passos descontrolados e frustração cívica.
Tantos anos de inquietude e esperança volvidos e nada mudou. Há uma indiferença sem remorsos, uma maldade inocente que nos leva a caricaturar, ao detalhe, a arte nobre da política.
Não será por acaso que esta se reacende na "silly season", sob a espreguiçadeira do Verão. Afinam-se glotes para as conquistas, come-se carne assada com salada nas grandes reuniões e os salvadores da Pátria renovam promessas em propaganda ruidosa que violenta a boa-fé.
Por apenas três semanas não ouvimos falar em "crise". "troika" e "deficit". Não ouvimos mas o povo não teve férias nem mordomias, olhou o mar com o sufoco de um náufrago, olhou o céu com o medo do infinito e na montanha viu horizontes de precipício.
Atravessar a Ilha é uma dor de alma. A paisagem outrora fresca e verde da Encumeada é hoje uma negrura satânica que dói e incomoda, que se prolonga ao planalto da serra e acentua o somatório de cidadãos sem laços de cidadania.
Troam foguetes e girândolas no ar abafando o estalar doloroso das vagens torturadas pelo sol.
Machado de Assis (1939-1908) dizia que "a moral é uma, os pecados são diferentes".
Na verdade, na vida real, o herói passa de mito a simples mortal enquanto o diabo esfrega um olho…
Que a "season" consentida acabe e despertem as consciências, reagindo aos direitos sonegados e à violência imposta, se bem que não para todos.
Maria Teresa Góis
Diário de Notícias
sexta-feira, agosto 10, 2012
Mandala de arroz
Monges Tibetanos realizam a grande Mandala com arroz por 6 dias. No 7º jogam a Mandala feita à água do rio para demonstrar que não se deve ser ligado e dependente das coisas terrenas. Admire....
Tudo feito com arroz colorido: Paciência, Arte e Beleza
Tudo feito com arroz colorido: Paciência, Arte e Beleza
quinta-feira, agosto 09, 2012
Estatuetas descobertas no Alentejo têm 4500 anos e cabem na palma da mão
São de marfim, cabem na palma da mão e têm pormenores delicados, que surpreendem. António Valera, o arqueólogo que dirige as escavações na Herdade dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz, fala com entusiasmo das estatuetas de marfim que ontem apresentou aos jornalistas como "descoberta única" em Portugal.
"Difunde-se muito a ideia de que o homem pré-histórico era rude, um brutamontes, graças ao cinema", diz Valera. "Mas o que povoados como o dos Perdigões mostram, com toda a sua simbiose com o mundo natural, é algo que estas esculturas vêm reforçar - nesta Pré-História havia um grande grau de sofisticação que está muito longe do preconceito."
Com 4500 anos, as 20 esculturas em miniatura (com tamanho entre os 12 e os 15 centímetros), "pelo menos nove das quais muito realistas", começaram a ser encontradas no ano passado, quando os arqueólogos escavavam um fosso onde, depois de cremados, foram depositados vários corpos. Para os investigadores da Era, a empresa que há 15 anos trabalha nos Perdigões, a herdade que a Finagra (actual Esporão S.A.) comprou para plantar vinha, mas que acabou por transformar num campo arqueológico com 16 hectares, encontrar representações humanas de marfim, "com grande qualidade estética e de execução", foi "emocionante", embora não tenha sido uma surpresa completa.
Estatuetas semelhantes são relativamente frequentes na Andaluzia, região com a qual o Sul do país forma uma unidade territorial na Pré-História. Como escavaram apenas uma área muito reduzida deste complexo arqueológico em que descobriram já mais de 500 peças e fragmentos de marfim, entre elas algumas representações de animais muito pormenorizadas, Valera e a sua equipa acreditavam que, mais cedo ou mais tarde, poderiam vir a dar com esculturas antropomórficas. "O que surpreendeu foi o rigor realista de algumas das figuras, que terá exigido grande capacidade técnica", explica.
Para Vítor Gonçalves, catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa, especialista em Pré-História, a grande singularidade das estatuetas humanas dos Perdigões é simplesmente o facto de terem sobrevivido milhares de anos às agressões do solo alentejano. "Temos poucas figurações antropomórficas de marfim na Pré-História portuguesa, mas ainda menos no Alentejo, porque lá a terra é tão ácida que destrói tudo", explicou ao PÚBLICO pelo telefone, não tendo visto ainda ao vivo as peças da herdade. A descoberta, que considera "impressionante", é para este arqueólogo mais uma das originalidades dos Perdigões, a juntar ao facto de ser um "complexo mágico-religioso alentejano em que os sepulcros não são antas".
Conhecido desde 1983, o sítio dos Perdigões só começou a ser escavado em 1997, depois de um estudo geotérmico, que fez uma espécie de radiografia à paisagem, ter identificado uma série de fossos concêntricos, mais ou menos circulares, e outras estruturas: possíveis cabanas, silos e sepulturas.
O que os trabalhos têm revelado nos últimos anos, explica Valera, é que o povoado, que começou por ser construído por comunidades neolíticas (c.5500 anos), teria grande importância na região, tendo sido, possivelmente, lugar de festas cerimoniais e de rituais associados ao culto dos mortos. O cromeleque perto da necrópole, já fora dos limites do povoado, reforça esta teoria.
"Estas povoações, das antigas sociedades camponesas, eram já capazes de construir obras públicas de envergadura, como estes fossos. Identificámos 12 e fizemos sondagens em quatro. Para fazer estes quatro estimamos que terão sido retiradas 60 mil toneladas de rocha, impressionante para as ferramentas rudimentares da época", diz Valera.
Em seguida, os arqueólogos vão aprofundar os estudos dos materiais nas valas e nas sepulturas com a ajuda de antropólogos da Universidade de Coimbra e fazer sondagens nos fossos para determinar a idade de cada um e a dinâmica de ocupação do povoado. Pelo meio, há que continuar a analisar as "miniesculturas". Para já as perguntas são muitas e as certezas quase nulas. Porque são tão realistas numa altura em que a representação da figura humana é essencialmente estilizada, como prova a maioria das 20 estatuetas? Serão deuses? Porque têm algumas o género tão bem definido e outras são assexuadas?
Têm o corpo esguio, com as nádegas e o tronco bem delineados, nariz e orelhas definidas, tatuagens faciais, cabelos a cobrirem as costas, olhos grandes que poderiam ter incrustações e as mãos sobre a barriga, segurando o que parece ser um bastão. "Nesta fase só podemos lançar hipóteses, especular", reconhece Valera. "São todas muito parecidas e o facto de serem realistas faz-nos pensar que podem querer comunicar uma ideia muito específica. A própria postura do corpo pode ter um significado, como quando nos ajoelhamos na igreja. Podem representar um estatuto social, um grupo dentro da comunidade ou até mesmo uma família." Mas também podem ser divindades, teoria que parece mais provável a Vítor Gonçalves, que conhece as estatuetas da Andaluzia. "Muitas das representações humanas neste período, como as das placas de xisto portuguesas, estão ligadas à deusa-mãe. Depois, progressivamente, chegamos a outras de um deus jovem."
Os arqueólogos dos Perdigões vão também estudar o marfim de que são feitas. Dos 500 fragmentos encontrados nos Perdigões analisaram apenas 15 e concluíram que se trata de marfim de elefante africano, o que prova que o povoado mantinha contactos com regiões distantes. Mas entre os restantes pode haver elefante asiático, marfim fóssil (de quando havia elefantes na Península) e até osso de outros animais, explica Valera. Na península de Lisboa, acrescenta Gonçalves, já foram encontrados fragmentos de cachalote.
Muitos dos enigmas das esculturas dos Perdigões vão ficar por decifrar, diz o director das escavações, mas os problemas que elas colocam, associados às práticas funerárias, sobre a concepção do corpo são só por si fascinantes. E se para o homem que viveu no Alentejo pré-histórico o corpo não fosse uma unidade? "É difícil saber o que vai na cabeça das pessoas de há 5000 anos." Mas vale a pena pensar nisso.
FONTE: PUBLICO
Com 4500 anos, as 20 esculturas em miniatura (com tamanho entre os 12 e os 15 centímetros), "pelo menos nove das quais muito realistas", começaram a ser encontradas no ano passado, quando os arqueólogos escavavam um fosso onde, depois de cremados, foram depositados vários corpos. Para os investigadores da Era, a empresa que há 15 anos trabalha nos Perdigões, a herdade que a Finagra (actual Esporão S.A.) comprou para plantar vinha, mas que acabou por transformar num campo arqueológico com 16 hectares, encontrar representações humanas de marfim, "com grande qualidade estética e de execução", foi "emocionante", embora não tenha sido uma surpresa completa.
Estatuetas semelhantes são relativamente frequentes na Andaluzia, região com a qual o Sul do país forma uma unidade territorial na Pré-História. Como escavaram apenas uma área muito reduzida deste complexo arqueológico em que descobriram já mais de 500 peças e fragmentos de marfim, entre elas algumas representações de animais muito pormenorizadas, Valera e a sua equipa acreditavam que, mais cedo ou mais tarde, poderiam vir a dar com esculturas antropomórficas. "O que surpreendeu foi o rigor realista de algumas das figuras, que terá exigido grande capacidade técnica", explica.
Para Vítor Gonçalves, catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa, especialista em Pré-História, a grande singularidade das estatuetas humanas dos Perdigões é simplesmente o facto de terem sobrevivido milhares de anos às agressões do solo alentejano. "Temos poucas figurações antropomórficas de marfim na Pré-História portuguesa, mas ainda menos no Alentejo, porque lá a terra é tão ácida que destrói tudo", explicou ao PÚBLICO pelo telefone, não tendo visto ainda ao vivo as peças da herdade. A descoberta, que considera "impressionante", é para este arqueólogo mais uma das originalidades dos Perdigões, a juntar ao facto de ser um "complexo mágico-religioso alentejano em que os sepulcros não são antas".
Conhecido desde 1983, o sítio dos Perdigões só começou a ser escavado em 1997, depois de um estudo geotérmico, que fez uma espécie de radiografia à paisagem, ter identificado uma série de fossos concêntricos, mais ou menos circulares, e outras estruturas: possíveis cabanas, silos e sepulturas.
O que os trabalhos têm revelado nos últimos anos, explica Valera, é que o povoado, que começou por ser construído por comunidades neolíticas (c.5500 anos), teria grande importância na região, tendo sido, possivelmente, lugar de festas cerimoniais e de rituais associados ao culto dos mortos. O cromeleque perto da necrópole, já fora dos limites do povoado, reforça esta teoria.
"Estas povoações, das antigas sociedades camponesas, eram já capazes de construir obras públicas de envergadura, como estes fossos. Identificámos 12 e fizemos sondagens em quatro. Para fazer estes quatro estimamos que terão sido retiradas 60 mil toneladas de rocha, impressionante para as ferramentas rudimentares da época", diz Valera.
Em seguida, os arqueólogos vão aprofundar os estudos dos materiais nas valas e nas sepulturas com a ajuda de antropólogos da Universidade de Coimbra e fazer sondagens nos fossos para determinar a idade de cada um e a dinâmica de ocupação do povoado. Pelo meio, há que continuar a analisar as "miniesculturas". Para já as perguntas são muitas e as certezas quase nulas. Porque são tão realistas numa altura em que a representação da figura humana é essencialmente estilizada, como prova a maioria das 20 estatuetas? Serão deuses? Porque têm algumas o género tão bem definido e outras são assexuadas?
Têm o corpo esguio, com as nádegas e o tronco bem delineados, nariz e orelhas definidas, tatuagens faciais, cabelos a cobrirem as costas, olhos grandes que poderiam ter incrustações e as mãos sobre a barriga, segurando o que parece ser um bastão. "Nesta fase só podemos lançar hipóteses, especular", reconhece Valera. "São todas muito parecidas e o facto de serem realistas faz-nos pensar que podem querer comunicar uma ideia muito específica. A própria postura do corpo pode ter um significado, como quando nos ajoelhamos na igreja. Podem representar um estatuto social, um grupo dentro da comunidade ou até mesmo uma família." Mas também podem ser divindades, teoria que parece mais provável a Vítor Gonçalves, que conhece as estatuetas da Andaluzia. "Muitas das representações humanas neste período, como as das placas de xisto portuguesas, estão ligadas à deusa-mãe. Depois, progressivamente, chegamos a outras de um deus jovem."
Os arqueólogos dos Perdigões vão também estudar o marfim de que são feitas. Dos 500 fragmentos encontrados nos Perdigões analisaram apenas 15 e concluíram que se trata de marfim de elefante africano, o que prova que o povoado mantinha contactos com regiões distantes. Mas entre os restantes pode haver elefante asiático, marfim fóssil (de quando havia elefantes na Península) e até osso de outros animais, explica Valera. Na península de Lisboa, acrescenta Gonçalves, já foram encontrados fragmentos de cachalote.
Muitos dos enigmas das esculturas dos Perdigões vão ficar por decifrar, diz o director das escavações, mas os problemas que elas colocam, associados às práticas funerárias, sobre a concepção do corpo são só por si fascinantes. E se para o homem que viveu no Alentejo pré-histórico o corpo não fosse uma unidade? "É difícil saber o que vai na cabeça das pessoas de há 5000 anos." Mas vale a pena pensar nisso.
FONTE: PUBLICO
segunda-feira, agosto 06, 2012
a propósito de...MAPAS
Com o desenvolvimento de conceitos geométricos, novos instrumentos de medir a superfície terrestre foram desenvolvidos. Os Egípcios (cerca de 1300 a.C.) inventaram o côvado, um instrumento utilizado para demarcar terras, pois era preciso saber quanto de terras do faraó produziam. Os Gregos usaram as teorias da geometria para inferir que a forma da terra seu tamanho e os conceitos de latitude e longitude para demarcar as posições relativas de distintas feições (cidades, ilhas, montanhas). O matemático grego Pitágoras estabeleceu uma escola filosófica em Crotona (hoje Calábria), e criou a hipótese de que a Terra era redonda, a partir da observação de sua sombra na lua e da altura das estrelas. Eratóstenes (220.A.C.) foi quem calculou o raio da Terra através de observações ao Sol. Apesar de os antigos chineses terem um sistema bem definido para o mapeamento, a Cartografia actual vem das técnicas e conhecimentos estabelecidos pelos gregos onde se dava ênfase as relações espaciais e, desde então, os mapas tornaram-se instrumentos deste tipo de análise. Os romanos herdaram e ampliaram esse conhecimento, aplicando-os na construção dos seus mapas, deixando-nos um legado de mapas clássicos.
Reconstrução do mapa de Eratóstenes feito por A. Forbiger, 1775. Eratóstenes, o geógrafo de Cirene, concebeu o mundo habitado como uma ilha – Europa, Ásia e África – e antecipou a possibilidade da rota da península Ibérica às Índias margeando o continente africano, que Vasco da Gama depois percorreria.
Mapa Mundi de atlas coreano anónimo que teve grande circulação e cuja origem remonta ao século XI, apesar do atlas ser posterior ao século XV é, sem dúvida de procedência chinesa. A China ocupa o centro e o seu redor gira um continente em forma de anel. Numerosos países e ilhas nele assinalados são nomes de lugares fictícios mencionados no “Shan-haiChing” (livro das montanhas e dos mares), um clássico chinês das tradições geográficas antigas. O mapa foi talhado em madeira; o original sem data pertence à colecção da Prof. Nanba, de Nishinomiya (Japão).
O mapa Universal de El-Edrici, ou “Tábua Rogeriana”, do século XII, conforme a composição geral de todas suas cartas, por Konrad Miller. Nele é possível ver uma retícula formada por dez meridianos e oito paralelos, que determinam as correspondentes zonas climáticas. Dentro do tom correto da carta, é clara a deformação da península italiana, e dos mares Negro e Cáspio. A África está desenhada conforme o esquema dos mapas de Ptolomeu. A visão de El-Edrici é completa, e sem dúvida muito mais atinada que a de todos os mapas ocidentais da mesma época, pelo acerto e objectividade das formas, e abundância de topónimos incluídos.
in:"saiba mais, mapas antigos. br"
quinta-feira, agosto 02, 2012
"Garota de Ipanema" 50 anos
A música mais emblemática da bossa nova, “Garota de Ipanema”, foi interpretada pela primeira vez a 02 de agosto de 1962 num clube do Rio de Janeiro, celebrando hoje 50 anos de um sucesso que ultrapassou fronteiras.
Nesse dia, estiveram no palco o compositor da música António Carlos Jobim (mais conhecido por Tom Jobim), o cantor João Gilberto, o poeta Vinicius de Moraes, o baterista Milton Banana e o contrabaixista Otávio Bailly.
A letra da música, escrita por Vinicius a pedido do amigo Jobim, nasceu com o nome “Menina que passa”, mas acabou por ser reformulada e deu lugar ao título hoje conhecido por várias gerações, explicou, em declarações à agência espanhola EFE, o professor de literatura, melómano e especialista em bossa nova, Carlos Alberto Afonso.
A história do tema tem como ponto de partida o Bar do Veloso, na antiga rua Montenegro (atualmente rua Vinicius de Moraes), local onde o poeta e o compositor Tom Jobim se refugiavam no início dos anos 1960, com a companhia inebriante do whisky, para admirar o “doce balanço” das ancas de uma jovem carioca.
Em 1965, Vinicius de Moraes confessou que a musa que inspirou o tema foi a adolescente Heloísa ‘Helô’ Pinheiro, atualmente com 67 anos.
“Nunca respondi aos seus piropos, só entrava no bar para comprar cigarros para os meus pais ou passava por lá para ir gozar o sol nos meus dias de férias”, afirmou Helô Pinheiro, numa recente entrevista à agência EFE.
Três meses depois da primeira apresentação no Rio de Janeiro, a música foi interpretada pelos mestres da bossa nova na famosa sala de concertos Carnegy Hall, em Nova Iorque, dando início à internacionalização do tema.
A canção seria posteriormente gravada em inglês por Astrud Gilberto, versão que ficou marcada pela célebre interpretação do saxofonista norte-americano Stan Getz.
Segundo o professor Carlos Alberto Afonso foi a bossa nova que influenciou o jazz, e não o contrário, “porque nessa época as melodias de Cole Porter já estavam desgastadas”.
Para o especialista, a adesão dos norte-americanos à bossa nova também teve contornos políticos, afirmando que os Estados Unidos quiseram na altura contrariar os ritmos sedutores da salsa proveniente de Cuba com o tropicalismo brasileiro.
Em 1967, a música ganhava uma dimensão internacional com a interpretação do emblemático cantor norte-americano Frank Sinatra.
Ipanema, um dos bairros nobres e mais conhecidos do Rio de Janeiro, é hoje paragem obrigatória para os amantes do jazz, da bossa nova e da música em geral.
Nas ruas deste bairro pode encontrar-se, entre outros pontos de interesse, a casa onde Jobim viveu grande parte da sua vida e o bar que foi local de encontro dos dois autores, atualmente com uma programação diária dedicada à bossa nova.
O bar chama-se hoje Garota de Ipanema e tem a partitura da canção pintada na parede, em homenagem a Vinicius e Jobim.
Nesse dia, estiveram no palco o compositor da música António Carlos Jobim (mais conhecido por Tom Jobim), o cantor João Gilberto, o poeta Vinicius de Moraes, o baterista Milton Banana e o contrabaixista Otávio Bailly.
A letra da música, escrita por Vinicius a pedido do amigo Jobim, nasceu com o nome “Menina que passa”, mas acabou por ser reformulada e deu lugar ao título hoje conhecido por várias gerações, explicou, em declarações à agência espanhola EFE, o professor de literatura, melómano e especialista em bossa nova, Carlos Alberto Afonso.
A história do tema tem como ponto de partida o Bar do Veloso, na antiga rua Montenegro (atualmente rua Vinicius de Moraes), local onde o poeta e o compositor Tom Jobim se refugiavam no início dos anos 1960, com a companhia inebriante do whisky, para admirar o “doce balanço” das ancas de uma jovem carioca.
Em 1965, Vinicius de Moraes confessou que a musa que inspirou o tema foi a adolescente Heloísa ‘Helô’ Pinheiro, atualmente com 67 anos.
“Nunca respondi aos seus piropos, só entrava no bar para comprar cigarros para os meus pais ou passava por lá para ir gozar o sol nos meus dias de férias”, afirmou Helô Pinheiro, numa recente entrevista à agência EFE.
Três meses depois da primeira apresentação no Rio de Janeiro, a música foi interpretada pelos mestres da bossa nova na famosa sala de concertos Carnegy Hall, em Nova Iorque, dando início à internacionalização do tema.
A canção seria posteriormente gravada em inglês por Astrud Gilberto, versão que ficou marcada pela célebre interpretação do saxofonista norte-americano Stan Getz.
Segundo o professor Carlos Alberto Afonso foi a bossa nova que influenciou o jazz, e não o contrário, “porque nessa época as melodias de Cole Porter já estavam desgastadas”.
Para o especialista, a adesão dos norte-americanos à bossa nova também teve contornos políticos, afirmando que os Estados Unidos quiseram na altura contrariar os ritmos sedutores da salsa proveniente de Cuba com o tropicalismo brasileiro.
Em 1967, a música ganhava uma dimensão internacional com a interpretação do emblemático cantor norte-americano Frank Sinatra.
Ipanema, um dos bairros nobres e mais conhecidos do Rio de Janeiro, é hoje paragem obrigatória para os amantes do jazz, da bossa nova e da música em geral.
Nas ruas deste bairro pode encontrar-se, entre outros pontos de interesse, a casa onde Jobim viveu grande parte da sua vida e o bar que foi local de encontro dos dois autores, atualmente com uma programação diária dedicada à bossa nova.
O bar chama-se hoje Garota de Ipanema e tem a partitura da canção pintada na parede, em homenagem a Vinicius e Jobim.
quarta-feira, agosto 01, 2012
o azulejo de TOLEDO
e esta é a tradução para português:
A SOCIEDADE É ASSIM:
O POBRE TRABALHA
O RICO EXPLORA-O
O SOLDADO DEFENDE OS DOIS
O CONTRIBUINTE PAGA PELOS TRÊS
O VAGABUNDO DESCANSA PELOS QUATRO
O BÊBADO BEBE PELOS CINCO
O BANQUEIRO "ESFOLA" OS SEIS
O ADVOGADO ENGANA OS SETE
O MÉDICO MATA OS OITO
O COVEIRO ENTERRA OS NOVE
O POLÍTICO VIVE DOS DEZ
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