A Rua de Santa Maria no Funchal é, talvez, das primeiras artérias a ter o nome de rua.Situada na zona velha da cidade do Funchal, as casas centenárias estavam degradadas dando um ar lúgubre à rua estreita. Em boa hora o desafio à arte criativa foi feito e aceite.O resultado é este, sendo quase 200 as portas assim recuperadas.
terça-feira, junho 12, 2012
sábado, junho 09, 2012
Descoberta a pérola mais antiga do mundo
No Golfo Pérsico, em tempos pré-históricos, estes objetos eram apreciados e faziam parte de rituais funerários
Arqueólogos franceses descobriram a pérola fina mais antiga de que há conhecimento, 7500 anos, fazendo recuar em 2500 anos a antiguidade deste tipo de objeto. A descoberta foi efetuada a escavação de uma povoação neolítica, nos atuais Emirados Árabes Unidos, em Umm al-Quwain, na costa do Golfo Pérsico.A demonstração da antiguidade foi feita através de datação por Carbono 14. A pérola mais antiga do mundo, até agora, datava de 3000 anos antes da nossa Era e fora encontrada numa povoação pré-histórica no Japão. Os arqueólogos afirmam que a pérola de Umm al-Quwain estava na sepultura de um indivíduo e tinha clara ligação a ritos funerários.
Segundo os cientistas, a prática de pesca das ostras produtoras de pérolas é pré-histórica no Golfo Pérsico e Oceano Índico e fazia parte da identidade cultural da região. Em outros locais, foram encontradas pérolas colocadas sobre o rosto dos defuntos, nomeadamente sobre o lábio superior.
in: DN, Lisboa
sexta-feira, junho 08, 2012
quarta-feira, junho 06, 2012
curioso....
1. Fixa o olhar no ponto vermelho do nariz da rapariga durante 30 segundos certos.
2. Olha agora para uma superfície plana (o tecto ou parede vazia).
3. Pestaneja repetidamente e rapidamente. Diz lá !
2. Olha agora para uma superfície plana (o tecto ou parede vazia).
3. Pestaneja repetidamente e rapidamente. Diz lá !
terça-feira, maio 29, 2012
O Mundo - análise muito divertida
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que têm um conjunto de rock. Ensaiam numa garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro . Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan , que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterrae mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul.
O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais prostituta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mónaco, que vai acabar virando gay ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa enganar pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo.
O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos.
Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.
Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?
E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um "cota" de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África de uma mãe trintona (todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado.
Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma toda virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiude de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.
NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes ( Buenos Aires ), a 16 de Março de 1971.
Escritor e jornalista Argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más respeto, que soy tu madre'.
recebido por email
domingo, maio 27, 2012
O respeitável público
"A paciência dos Povos é a manjedoura dos tiranos"
DemetrioPianelli
"Senhoras e senhores, meninos e meninas, respeitável público". Era assim que começavam as matinées de Circo e a estas palavras mágicas do começo, crianças esbugalhavam os olhos e batiam palmas sem cansaços.
Os adultos que as acompanhavam olhavam tanta satisfação e alegria,aderindo com entusiasmo.
A curiosidade de ver ursos de bicicleta, leões obedientes e saltitantes, elefantes dançantes, trapezistas voadores em nada ofuscava a expectativa dos palhaços. Aí, era o delírio!
Da nobre arte, velha de séculos, temos hoje quotidianas imitações políticas que nos entram pela porta dentro sem pedir licença, queiramos ou não, dominam debates e chatsfacebookianos e até pululam nos adros das igrejas.
"Deve-se julgar da opinião e carácter dos povos, dos seus eleitos e predilectos" (Marquês de Maricá). Concordo plenamente pois se vivemos em democracia, teremos de aceitar as escolhas sufragadas ainda que deixem muitos travos de amargura. Deste estado vamos, a pouco e pouco,tomando o conhecimento.
Na Roma antigaos "César" de então não deixavam o povo passar fome e tédio: panem et circenses.
Hoje o circo também acontece; actuam palhaços e a ignorância ouve e bate palmas mal sabendo que o pão não será de novo distribuído, antes rareará. Assim são as ostentações de poder na tentativa, algo frustrada, de desculpa, de verdade escondida, de culpa não assumida. Nada voltará a ser como antes: a Madeira agita-se, já não tem medo, não se envergonha de discordar e no livro enorme da História, começa a virar a folha.
Quando o poder é incomodado é célere a recrutar novos soldados. Imberbes de política, tantas vezes de Educação, refugiam-se na grosseria de actos e palavras sob um tecto de falsas verdades cujo estampido não fará vítimas.
É com tristeza que vejo no panorama político português uma hoste de "jotas" sem experiência, rasos de incompetência, ávidos de importância, balofos de maus saberes. Não é com "políticos" destes que se ultrapassam crises, que se diluem carências, que se enfrentam adversidades.
A Madeira tem excelentes condições de turismo, um clima óptimo, um povo hoje menos risonho mas acolhedor. Não será com insultos e procedimentos cabotinos que se ultrapassará, com esperança, os tempos difíceis que só agora se vislumbram ao respeitável público.
Maria Teresa Góis
Diário de Notícias, 27 de Maio de 2010
http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/326534-o-respeitavel-publico
DemetrioPianelli
"Senhoras e senhores, meninos e meninas, respeitável público". Era assim que começavam as matinées de Circo e a estas palavras mágicas do começo, crianças esbugalhavam os olhos e batiam palmas sem cansaços.
Os adultos que as acompanhavam olhavam tanta satisfação e alegria,aderindo com entusiasmo.
A curiosidade de ver ursos de bicicleta, leões obedientes e saltitantes, elefantes dançantes, trapezistas voadores em nada ofuscava a expectativa dos palhaços. Aí, era o delírio!
Da nobre arte, velha de séculos, temos hoje quotidianas imitações políticas que nos entram pela porta dentro sem pedir licença, queiramos ou não, dominam debates e chatsfacebookianos e até pululam nos adros das igrejas.
"Deve-se julgar da opinião e carácter dos povos, dos seus eleitos e predilectos" (Marquês de Maricá). Concordo plenamente pois se vivemos em democracia, teremos de aceitar as escolhas sufragadas ainda que deixem muitos travos de amargura. Deste estado vamos, a pouco e pouco,tomando o conhecimento.
Na Roma antigaos "César" de então não deixavam o povo passar fome e tédio: panem et circenses.
Hoje o circo também acontece; actuam palhaços e a ignorância ouve e bate palmas mal sabendo que o pão não será de novo distribuído, antes rareará. Assim são as ostentações de poder na tentativa, algo frustrada, de desculpa, de verdade escondida, de culpa não assumida. Nada voltará a ser como antes: a Madeira agita-se, já não tem medo, não se envergonha de discordar e no livro enorme da História, começa a virar a folha.
Quando o poder é incomodado é célere a recrutar novos soldados. Imberbes de política, tantas vezes de Educação, refugiam-se na grosseria de actos e palavras sob um tecto de falsas verdades cujo estampido não fará vítimas.
É com tristeza que vejo no panorama político português uma hoste de "jotas" sem experiência, rasos de incompetência, ávidos de importância, balofos de maus saberes. Não é com "políticos" destes que se ultrapassam crises, que se diluem carências, que se enfrentam adversidades.
A Madeira tem excelentes condições de turismo, um clima óptimo, um povo hoje menos risonho mas acolhedor. Não será com insultos e procedimentos cabotinos que se ultrapassará, com esperança, os tempos difíceis que só agora se vislumbram ao respeitável público.
Maria Teresa Góis
Diário de Notícias, 27 de Maio de 2010
http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/326534-o-respeitavel-publico
sábado, maio 26, 2012
sexta-feira, maio 25, 2012
quinta-feira, maio 24, 2012
Selo "prova" que Belém existia sete a oito séculos antes de Cristo
É um pedaço de barro sensivelmente do tamanho de uma unha de um polegar. Perde-se na palma da mão, mas o selo com a inscrição "Belém" é uma "prova" de que a cidade existia sete ou oito séculos antes de ser conhecida como a terra natal de Jesus.
Os arqueólogos israelitas dizem que descobriram a primeira prova física que suporta os relatos do Velho Testamento sobre a existência de Belém muito antes da cidade ser conhecida como o berço de Jesus Cristo. A prova é um pequeno pedaço de barro que os arqueólogos encontraram perto das muralhas da Cidade Velha, em Jerusalém. Trata-se de um selo de barro com três linhas de texto escritas em hebraico antigo, onde se pode ler a palavra "Bethlehem", Belém.
| foto Baz Ratner/REUTERS |
![]() |
"É a primeira vez que o nome Belém aparece numa inscrição sem ser na Bíblia, no período do Primeiro Templo", que medeia entre 1006 e 586 antes de Cristo, explicou Eli Shukron, que dirigiu escavação para a a Autoridade de Antiguidades de Israel.
Segundo Shukron, o selo pode ter sido colocado num carregamento de prata ou em produção agrícola enviada de Belém, cidade situada a sul de Jerusalém, para o reino de Judá, algures entre o século XVIII ou XVII antes de Cristo.
O selo prova que Belém, mencionada pela primeira vez no Livro dos Génesis, "era, na verdade, uma cidade do reino de Judá, possivelmente até em períodos anteriores" ao século XVII antes de Cristo.
IN:JN
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sexta-feira, maio 18, 2012
quinta-feira, maio 17, 2012
Quinta feira da Espiga
Longe vai op tempo em que o dia era guardadocomo dia Santo e íam ao campo "apanhar a Espiga" que, dependendo da região do país, é de um modo geral composto por pés de trigo, centeio, cevada, um ramo de oliveira, outro de videira, papoilas, malmequeres, um pouco de alecrim e outras flores campestres.O significado de cada elemento que compõe a “Espiga”, sendo que o trigo, o centeio e cevada representam o pão; o malmequer, o ouro e a prata; a papoila, o amor e a vida; a oliveira, o azeite e a paz; a videira, o vinho e a alegria e ainda o alecrim a saúde e a força.
Lembro-me de ver, em Lisboa, vender os ramitos da espiga e parece-me ainda ouvir o pregão: "olha a espiga" As pessoas paravam, compravam, levavam para casa pendurando atrás da porta, para que durante o ano lhes não faltasse o pão e o amor.
segunda-feira, maio 14, 2012
nova lei de feriados em Portugal
GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Decreto-Lei n.º 1166-AB/2012 de 11 de Abril
Estabelece a junção de Feriados
O GOVERNO DA REPUBLICA PORTUGUESA decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
TÍTULO I
Disposições gerais e comuns
CAPÍTULO I
Objecto e âmbito
Por imperativo nacional, tendo em vista um aumento da produtividade e consequente desenvolvimento da economia, traduzindo-se a curto prazo na consolidação das contas públicas conforme os compromissos com os parceiros Internacionais, nomeadamente Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional, designados por Troika, compromissos esses, acordados no ano de 2011, o Conselho de Ministros do Governo da República Portuguesa, decreta:
O Feriado de 10 Junho, comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, passa a designar-se por:
10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas, de Carnaval, de Natal e da Revolução dos Cravos.
A fim de, no mesmo dia se comemorar com pompa e circunstância as várias comemorações, o Governo da República Portuguesa manda que se cumpra:
CAPÍTULO II
Cronograma das comemorações
08.00h – Hastear Bandeira na Praça do Rossio, ao mesmo tempo que se toca o Hino Nacional. No fim do hastear da bandeira, perante o corpo diplomático creditado em Portugal, lê-se o 1º e 2º Canto dos Lusíadas de Luis Vaz de Camões. (Nota: Os assessores de Sua Excelência o Presidente da República devem informar com antecedência, o Sr. Presidente da República, quantos Cantos têm os Lusíadas, para este não se sentir desconfortável).
10.00h – Haverá uma pausa de 30 minutos para todos os convidados se mascararem e iniciarem o desfile de carnaval que terá início às 11.00h e deve dar duas voltas à Praça do Rossio, ao som de escolas de samba de vários pontos do país, previamente convidadas para o efeito.
12.00h – Pausa nas comemorações. É aconselhável que todos os presentes se dirijam às suas casas a fim de comemorarem o Natal em Família. Como se processará também a troca de presentes, as comemorações do feriado, serão retomadas às 15.00h.
15.00h – Início da comemoração da revolução dos cravos, anteriormente designada por 25 de Abril. Haverá um Comício com o PCP e o Bloco de Esquerda. O PSD e o CDS/PP estão dispensados. É a única altura do dia em que se pode falar mal do governo. Obrigatoriamente estes comícios têm de terminar às 17.00h, uma vez que com a restrição orçamental, não há hipótese de pagar horas extraordinárias aos membros do governo.
CAPÍTULO III
Revogação
São revogados:
- O Feriado do 25 de Abril, a terça-feira de carnaval e o 25 de Dezembro.
- É ainda mudado o nome da Ponte 25 de Abril para Ponte 10 de Junho.
- Em todas as cidades e vilas do País, as ruas 25 de Abril devem ser mudadas para Ruas 10 de Junho. Caso já haja uma rua designada de 10 de Junho, passará a designar-se rua 10 de Junho B.
A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Aprovada em 8 de Abril de 2012.
Promulgada em 10 de Abril de 2012.
Publique -se.
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
Referendada em 11 de Abril de 2012.
O Primeiro -Ministro, Pedro Passos Coelho
Decreto-Lei n.º 1166-AB/2012 de 11 de Abril
Estabelece a junção de Feriados
O GOVERNO DA REPUBLICA PORTUGUESA decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
TÍTULO I
Disposições gerais e comuns
CAPÍTULO I
Objecto e âmbito
Por imperativo nacional, tendo em vista um aumento da produtividade e consequente desenvolvimento da economia, traduzindo-se a curto prazo na consolidação das contas públicas conforme os compromissos com os parceiros Internacionais, nomeadamente Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional, designados por Troika, compromissos esses, acordados no ano de 2011, o Conselho de Ministros do Governo da República Portuguesa, decreta:
O Feriado de 10 Junho, comemorativo do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, passa a designar-se por:
10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas, de Carnaval, de Natal e da Revolução dos Cravos.
A fim de, no mesmo dia se comemorar com pompa e circunstância as várias comemorações, o Governo da República Portuguesa manda que se cumpra:
CAPÍTULO II
Cronograma das comemorações
08.00h – Hastear Bandeira na Praça do Rossio, ao mesmo tempo que se toca o Hino Nacional. No fim do hastear da bandeira, perante o corpo diplomático creditado em Portugal, lê-se o 1º e 2º Canto dos Lusíadas de Luis Vaz de Camões. (Nota: Os assessores de Sua Excelência o Presidente da República devem informar com antecedência, o Sr. Presidente da República, quantos Cantos têm os Lusíadas, para este não se sentir desconfortável).
10.00h – Haverá uma pausa de 30 minutos para todos os convidados se mascararem e iniciarem o desfile de carnaval que terá início às 11.00h e deve dar duas voltas à Praça do Rossio, ao som de escolas de samba de vários pontos do país, previamente convidadas para o efeito.
12.00h – Pausa nas comemorações. É aconselhável que todos os presentes se dirijam às suas casas a fim de comemorarem o Natal em Família. Como se processará também a troca de presentes, as comemorações do feriado, serão retomadas às 15.00h.
15.00h – Início da comemoração da revolução dos cravos, anteriormente designada por 25 de Abril. Haverá um Comício com o PCP e o Bloco de Esquerda. O PSD e o CDS/PP estão dispensados. É a única altura do dia em que se pode falar mal do governo. Obrigatoriamente estes comícios têm de terminar às 17.00h, uma vez que com a restrição orçamental, não há hipótese de pagar horas extraordinárias aos membros do governo.
CAPÍTULO III
Revogação
São revogados:
- O Feriado do 25 de Abril, a terça-feira de carnaval e o 25 de Dezembro.
- É ainda mudado o nome da Ponte 25 de Abril para Ponte 10 de Junho.
- Em todas as cidades e vilas do País, as ruas 25 de Abril devem ser mudadas para Ruas 10 de Junho. Caso já haja uma rua designada de 10 de Junho, passará a designar-se rua 10 de Junho B.
A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Aprovada em 8 de Abril de 2012.
Promulgada em 10 de Abril de 2012.
Publique -se.
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
Referendada em 11 de Abril de 2012.
O Primeiro -Ministro, Pedro Passos Coelho
domingo, maio 13, 2012
sábado, maio 12, 2012
bolo de côco
2 chávenas de açúcar (deite menos 1 dedo em cada chávena)
2 chávenas de farinha
1 colher de sopa (+ ou - rasa) de fermento Royal
1 chávena de leite
1 chávena de óleo
2 chávenas de côco ralado
Bata o açúcar com as gemas. Adicione o leite, depois o óleo. Junte a farinha com o fermento, o côco e por fim as claras em castelo.
Dica - depois de bater as claras aproveite o batedor e bata o bolo durante 2 minutos, antes de adicionar as claras. Coze em forma grande, untada.
coze 45 a 55 minutos
quarta-feira, maio 09, 2012
terça-feira, maio 08, 2012
AMIGO
Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!Amigo é um sorriso
De boca em boca,Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
in No Reino da Dinamarca
domingo, maio 06, 2012
segunda-feira, abril 30, 2012
O Espírito
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia, in “Poesia Completa”
domingo, abril 29, 2012
'Diazepam'*
No dia da assinatura da venda do BPN ao BIC, a preço de saldo, o indivíduo bem-disposto sentado ao lado do eng.º. Mira Amaral disse: "Os portugueses estão mais tristes que qualquer angolano de calções e chinelo no pé". Se, de início, tal declaração me pôs a paciência em franja certo é que hoje começo a alavancar (promover) que a ideia não é errada. Senão vejamos: o subsídio de Natal criado em 1972 por Marcello Caetano e os subsídios de férias e desemprego de 1974, andam na boca e na miragem dos portugueses. Depois da mística data de 13 de Setembro de 2013 para o regresso aos mercados temos agora o ano 2017 em vista, como ano da devolução.
Criados, os dois primeiros, para compensar os baixos salários então praticados, não se esperava que quarenta anos depois e mantendo o nível de salários sempre baixo para o grosso da população, o subsídio de férias e o de Natal, assim fossem "gasparizados".
Num país que hoje é governado por pessoas que não parecem conversar entre si, é fácil despedir, é barato e não precisa de aviso prévio.
O parto sigiloso da suspensão das reformas antecipadas demonstra a insegurança do Governo e o desprezo que têm pelos sindicatos e parceiros sociais.
O país, de dia para dia, empobrece, esvazia-se de quadros jovens que emigram à procura de um futuro, deixando a zona de desconforto a que não tencionam voltar. O país envelhece sem o acesso à saúde e aos medicamentos, anda ansioso, sem a capacidade de criar anticorpos às convulsões sociais previsíveis.
O Estado vende, a qualquer preço, os bens do país mesmo que sejam empresas de serviço público, sem retorno possível num qualquer futuro.
Não me admiraria de ver a estátua do Marquês de Pombal numa praça angolana ou o Fernando Pessoa de perna cruzada na China…
A depressão cerra fileiras e aos manifestantes de Abril, a pouco e pouco, vão-se juntando mais alguns descontentes e desiludidos, enchendo as praças e avenidas.
Outros, não aguentando o peso e o ritmo da vida sem a panaceia de um qualquer Diazepam, mesmo se genérico, põe termo aos problemas numa solução radical.
Reinstalou-se o medo, o falar à boca pequena, a denúncia, a pobreza, a mendicidade de um país intervencionado.
Não admira que o estado geral da população activa, que hoje já não tem subsídios ou garantia de emprego certo, somando os desempregados desesperados e os idosos onerados, precisem de sedativos que lhes mitiguem a ansiedade e a precariedade de vida, contrastando com os que auferem ou acumulam boas pensões.
O desemprego flagela famílias e as normas do governo atiram-nas para organizações de apoio alimentar, um "take-away dos pobres" como disse o ministro. Umas, porque outras hão-de recorrer a meios ilegais para garantir a sobrevivência.
Aproveitemos pois o 1.º de Maio para celebrar o trabalho e os trabalhadores, para fazer ouvir o direito ao trabalho e para descansar num feriado que dificilmente será retirado, gozando os verdes da Laurissilva, olhando o oceano azul, na descontracção do convívio e, por que não?, saboreando uma 'cuba libre'!
*Diazepam - fármaco da família dos bezodiazepínicos (ansiolítico, sedativo)
Diário de Notícias
MARIA TERESA GÓIS
quarta-feira, abril 25, 2012
terça-feira, abril 24, 2012
"carta aberta ao venerando chefe de estado a que isto chegou"
Senhor Presidente,
Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão(FUNDO DE COESÃO) e demais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.
Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais.
Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa.
Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir.
Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede.
E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão; que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade.
Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.
Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão(FUNDO DE COESÃO) e demais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.
Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais.
Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa.
Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir.
Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede.
E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão; que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade.
Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.
Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,
António Maria dos Santos
sobrevivente(ainda) do cataclismo de 2011
recebido por e-mail
António Maria dos Santos
sobrevivente(ainda) do cataclismo de 2011
recebido por e-mail
segunda-feira, abril 23, 2012
domingo, abril 22, 2012
sexta-feira, abril 20, 2012
Fucking não consegue mudar de nome
A aldeia austríaca de Fucking vive dias conturbados. Cansados de serem motivo de piadolas fáceis dos turistas de língua inglesa e de pagarem do seu bolso a substituição das placas da localidade constantemente roubadas pelos visitantes, os “fuckinguenses” decidiram mudar o nome da terra para Fugging. Mas, afinal, já existe uma terra com esse nome no país e não está disposta a partilhá-lo. As autoridades terão agora de desempatar a contenda.
Tudo indica, portanto, que o calvário desta terra amaldiçoada pela linguística vá continuar por mais uns tempos. Baptizada com um nome totalmente inofensivo em alemão por causa de um lorde, Focko, que terá fundado o povoado no século VI, Fucking começou a dar nas vistas após a II Guerra Mundial, quando se tornou ponto de peregrinação obrigatório para as tropas britânicas e norte-americanas estacionadas ali perto, em Salzburgo.
Começou aí a fama da aldeia com nome em vernáculo. E depois vieram os turistas. Roubavam as placas, fotografavam-se e filmavam-se junto a elas, por vezes tirando a roupa e cumprindo o desígnio indicado pela palavra que em inglês – e traduzindo de forma civilizada – quer dizer “praticar o acto sexo sexual”. Para mais, num dos locais onde existe placa toponímica, esta está acompanhada por um sinal de trânsito, com a imagem de duas crianças e a mensagem “Mais devagar, por favor”...
Os cidadãos locais (e são cerca de uma centena) não achavam graça nenhuma a isto. Principalmente porque cada placa custa à volta de 300 euros e o seu roubo constitui o único item da lista de crimes cometidos na terra. A primeira medida, tomada em 2005, foi substituir as placas normais por outras à prova de roubo – leia-se: em aço e ancoradas numa sapata de betão. Mesmo assim, elas desapareciam. A seguir instalaram câmaras de vigilância para dissuadir os mais ousados.
Por esta altura, já havia quem estivesse a ver a coisa por outro prisma. Um cidadão local criou um site e passou a vender t-shirts com a mensagem “I like Fucking in Áustria”. O negócio corria bem, mas os vizinhos levaram a mal e a pressão da opinião pública matou a iniciativa. Outras surgiram: em 2008, realizava-se o Festival das Fuck Bands, que contou com as participações de grupos como os Fucked Up, Holy Fuck, Fuck e Fuck Buttons.
Talvez tudo isto sejam em breve memórias de uma era desaparecida. Mas, ao anunciar a intenção de mudar de nome, os responsáveis da aldeia podem ter desencadeado uma reacção adversa. Muitos turistas estarão a dizer neste momento: “Vamos a Fucking enquanto é tempo!”in Publico
Começou aí a fama da aldeia com nome em vernáculo. E depois vieram os turistas. Roubavam as placas, fotografavam-se e filmavam-se junto a elas, por vezes tirando a roupa e cumprindo o desígnio indicado pela palavra que em inglês – e traduzindo de forma civilizada – quer dizer “praticar o acto sexo sexual”. Para mais, num dos locais onde existe placa toponímica, esta está acompanhada por um sinal de trânsito, com a imagem de duas crianças e a mensagem “Mais devagar, por favor”...
Os cidadãos locais (e são cerca de uma centena) não achavam graça nenhuma a isto. Principalmente porque cada placa custa à volta de 300 euros e o seu roubo constitui o único item da lista de crimes cometidos na terra. A primeira medida, tomada em 2005, foi substituir as placas normais por outras à prova de roubo – leia-se: em aço e ancoradas numa sapata de betão. Mesmo assim, elas desapareciam. A seguir instalaram câmaras de vigilância para dissuadir os mais ousados.
Por esta altura, já havia quem estivesse a ver a coisa por outro prisma. Um cidadão local criou um site e passou a vender t-shirts com a mensagem “I like Fucking in Áustria”. O negócio corria bem, mas os vizinhos levaram a mal e a pressão da opinião pública matou a iniciativa. Outras surgiram: em 2008, realizava-se o Festival das Fuck Bands, que contou com as participações de grupos como os Fucked Up, Holy Fuck, Fuck e Fuck Buttons.
Talvez tudo isto sejam em breve memórias de uma era desaparecida. Mas, ao anunciar a intenção de mudar de nome, os responsáveis da aldeia podem ter desencadeado uma reacção adversa. Muitos turistas estarão a dizer neste momento: “Vamos a Fucking enquanto é tempo!”in Publico
Balada dos Aflitos
Irmãos humanos tão desamparados
a luz que nos guiava já não guia
somos pessoas - dizeis - e não mercados
este por certo não é tempo de poesia
gostaria de vos dar outros recados
com pão e vinho e menos mais valia.
Irmãos meus que passais um mau bocado
e não tendes sequer a fantasia
de sonhar outro tempo e outro lado
como António digo adeus a Alexandria
desconcerto do mundo tão mudado
tão diferente daquilo que se queria.
Talvez Deus esteja a ser crucificado
neste reino onde tudo se avalia
irmãos meus sem valor acrescentado
rogai por nós Senhora da Agonia
irmãos meus a quem tudo é recusado
talvez o poema traga um novo dia.
Rogai por nós Senhora dos Aflitos
em cada dia em terra naufragados
mão invisível nos tem aqui proscritos
em nós mesmos perdidos e cercados
venham por nós os versos nunca escritos
irmãos humanos que não sois mercados.
Manuel Alegre
a luz que nos guiava já não guia
somos pessoas - dizeis - e não mercados
este por certo não é tempo de poesia
gostaria de vos dar outros recados
com pão e vinho e menos mais valia.
Irmãos meus que passais um mau bocado
e não tendes sequer a fantasia
de sonhar outro tempo e outro lado
como António digo adeus a Alexandria
desconcerto do mundo tão mudado
tão diferente daquilo que se queria.
Talvez Deus esteja a ser crucificado
neste reino onde tudo se avalia
irmãos meus sem valor acrescentado
rogai por nós Senhora da Agonia
irmãos meus a quem tudo é recusado
talvez o poema traga um novo dia.
Rogai por nós Senhora dos Aflitos
em cada dia em terra naufragados
mão invisível nos tem aqui proscritos
em nós mesmos perdidos e cercados
venham por nós os versos nunca escritos
irmãos humanos que não sois mercados.
Manuel Alegre
quinta-feira, abril 19, 2012
efeméride....
"Sou mais velho do que o Tempo e o Espaço, porque sou consciente. As coisas derivam de mim; a Natureza inteira é a primogénita da minha sensação.
Busco-não encontro. Quero, e não posso.
Sem mim o sol nasce e se apaga; sem mim a chuva cai e o vento geme. Não são por mim as estações, nem o curso dos meses, nem a passagem das horas.
Dono do mundo em mim, como de terras que não posso trazer comigo, ..."
In: "O livro do Desassossego"
FERNANDO PESSOA
no dia em que passam 80 anos da data da sua morte
terça-feira, abril 17, 2012
sábado, abril 14, 2012
Cientistas contam milhares de pinguins a partir do espaço
Um novo estudo usou satélites para descobrir que existem 595.000 pinguins-imperador na Antárctida, ou seja, duas vezes mais do que se pensava. As conclusões da investigação sobre o impacto das alterações do Ambiente nas populações desta ave icónica foram publicadas na revista PLoS ONE.
“Ficámos encantados por sermos capazes de localizar e identificar tantos pinguins-imperador”, disse o principal autor do estudo, Peter Fretwell, e membro do British Antarctic Survey (BAS). “Contámos 595.000 aves, quase o dobro das estimativas anteriores, entre 270.000 e 350.000 animais. Este é o primeiro censo completo de uma espécie, feito a partir do espaço”, acrescentou.
Uma equipa internacional de cientistas utilizou imagens de satélite de muito alta resolução para estimar o número de pinguins em cada colónia em redor da zona costeira da Antárctida. Com uma nova tecnologia que permite aumentar a resolução das imagens de satélite, a equipa conseguiu diferenciar aves, gelo, sombras e fezes de pinguins (chamado guano). Para calibrar a análise das populações, os cientistas fizeram contagens no terreno e tiraram fotografias aéreas.
O pinguim-imperador nidifica em áreas que são muito difíceis de estudar porque são muito remotas e muitas vezes inacessíveis, com temperaturas que podem descer até aos 50ºC negativos.
“Os métodos que usámos são um enorme avanço na ecologia da Antárctida, porque podemos fazer investigação de forma segura e eficiente, com poucos impactos ambientais”, disse Michelle LaRue, co-autora do trabalho e investigadora da Universidade do Minnesota.
No gelo, estes pinguins com a sua plumagem branca e preta destacam-se no branco da neve e as colónias são claramente visíveis nas imagens de satélite. Isto permitiu à equipa analisar 44 colónias de pinguim-imperador em torno da costa da Antárctida, descobrindo sete até agora desconhecidas.
Os cientistas estão preocupados que, em algumas regiões da Antárctida, Primaveras que chegam mais cedo estejam a fazer desaparecer o gelo no mar, habitat dos pinguins. “As investigações científicas actuais sugerem que as colónias de pinguim-imperador serão gravemente afectadas pelas alterações climáticas”, acrescentou o biólogo Phil Trathan, do BAS, e outro co-autor do estudo. “Um censo rigoroso à escala do continente pode ser facilmente repetido regularmente para nos ajudar a monitorizar os impactos das mudanças futuras nesta espécie icónica.”
A investigação resultou da colaboração do BAS, da Universidade do Minnesota/National Science Foundation, do Instituto de Oceanografia Scripps e da Divisão Antárctida Australiana. fonte:PUBLICO
sexta-feira, abril 13, 2012
perdoem-me
Devido a ter o meu computador avariado não tenho mantido o "tukakubana" com deve ser. Peço desculpa mas prometo retomar, logo que possível, a edição. Entretanto, ouçam....
terça-feira, abril 10, 2012
segunda-feira, abril 09, 2012
sexta-feira, abril 06, 2012
quarta-feira, abril 04, 2012
Teste rápido para a alcoolemia...
Responda às seguintes questões:
Em que direcção vai o automóvel da fotografia?
A. Vai em frente.
B. Faz marcha atrás.
C. Vira à direita.
D. Vira à esquerda.
Se não tem a absoluta certeza da resposta, abstenha-se de conduzir nas próximas horas !...
Em que direcção vai o automóvel da fotografia?
A. Vai em frente.
B. Faz marcha atrás.
C. Vira à direita.
D. Vira à esquerda.
Se não tem a absoluta certeza da resposta, abstenha-se de conduzir nas próximas horas !...
terça-feira, abril 03, 2012
segunda-feira, abril 02, 2012
dia Internacional do Livro Infantil
LER, urgente ler.
Se nos habituarmos ao mágico acto de virar as folhas de um livro, desde pequenos, saberemos entrar num mundo de encantamento, um Mundo de amigos, de companhias.
Neste dia recordo autores da minha infância, que passei aos meus filhos e, agora, aos meus netos.
Hans Christian Andersen, Selma Lagerlöff, Enyd Blyton, Condenssa de Ségur....Virgínia de Castro, Alice Vieira.... Tenho pena de não reter todos os nomes! Bem hajam os que escrevem para as Crianças, que lhes proporcionam esses momentos únicos, treinando-as na leitura, no raciocínio e na imaginação.
domingo, abril 01, 2012
Vandalismo, Violência ou Terrorismo?
"A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota."
Jean-Paul Sartre
Sabemos que o terrorismo é um fenómeno quotidiano.
O século passado foi fértil em actos terroristas gerados pela ambição e pela corrupção moral, sem piedade pelas consequências geradas.
A falta de argumentação, de entendimento, de razão ou mesmo a atitude cobarde e anónima, levam ao terrorismo. E não refiro casos de guerra, refiro casos políticos que nesta Região Autónoma e desde o 25 de Abril de 1974 vão acontecendo e ficando impunes.
O termo "terrorismo" apareceu pela primeira vez em 1798 no suplemento do Dicionário da Academia Francesa, dado o pânico vivido naquele país de Setembro de 1793 a Julho de 1794. Muitos, ligaram-no à anarquia.
Gilles Lapouge (1923/-) dizia que "esses assassinos cegos se consideram santos, heróis, pessoas sacrificadas, que hoje provocam a desgraça com o objectivo de preparar a felicidade do amanhã".
Hoje, o terrorismo anárquico, violento e vingativo, actua neste cantinho do céu chamado Madeira. Não há mártires suicidas cintados de explosivos, invocando um facto religioso ou tribal. Mas há o fogo ou os explosivos nos bens alheios!
É a violência vândala, acobardada, quando alguns sentem que os aterros lhes fogem debaixo dos pés.
Se a vingança se serve fria, será que a impunidade se serve quente?
Sobre os acontecimentos ocorridos não se ouviram as vozes sábias, autoritárias do politicamente correcto que, quotidianamente, escribam na Região.
É comprometedor, no mínimo, esse silêncio complacente.
O radicalismo leva à desconfiança, à provocação. O ódio feito acção é um estado de espírito que exige tratamento.
Havendo na Madeira carências e falhas na medicação e meios de actos médicos, cumpridas que sejam as promessas de reposição da normalidade a curto a curto prazo, será urgente que se tratem estas patologias terroristas, se as analisem e as curem de raiz para que, um dia, não sejam os sadios a lhes tratar da saúde.
Maria Teresa Góis
Jean-Paul Sartre
Sabemos que o terrorismo é um fenómeno quotidiano.
O século passado foi fértil em actos terroristas gerados pela ambição e pela corrupção moral, sem piedade pelas consequências geradas.
A falta de argumentação, de entendimento, de razão ou mesmo a atitude cobarde e anónima, levam ao terrorismo. E não refiro casos de guerra, refiro casos políticos que nesta Região Autónoma e desde o 25 de Abril de 1974 vão acontecendo e ficando impunes.
O termo "terrorismo" apareceu pela primeira vez em 1798 no suplemento do Dicionário da Academia Francesa, dado o pânico vivido naquele país de Setembro de 1793 a Julho de 1794. Muitos, ligaram-no à anarquia.
Gilles Lapouge (1923/-) dizia que "esses assassinos cegos se consideram santos, heróis, pessoas sacrificadas, que hoje provocam a desgraça com o objectivo de preparar a felicidade do amanhã".
Hoje, o terrorismo anárquico, violento e vingativo, actua neste cantinho do céu chamado Madeira. Não há mártires suicidas cintados de explosivos, invocando um facto religioso ou tribal. Mas há o fogo ou os explosivos nos bens alheios!
É a violência vândala, acobardada, quando alguns sentem que os aterros lhes fogem debaixo dos pés.
Se a vingança se serve fria, será que a impunidade se serve quente?
Sobre os acontecimentos ocorridos não se ouviram as vozes sábias, autoritárias do politicamente correcto que, quotidianamente, escribam na Região.
É comprometedor, no mínimo, esse silêncio complacente.
O radicalismo leva à desconfiança, à provocação. O ódio feito acção é um estado de espírito que exige tratamento.
Havendo na Madeira carências e falhas na medicação e meios de actos médicos, cumpridas que sejam as promessas de reposição da normalidade a curto a curto prazo, será urgente que se tratem estas patologias terroristas, se as analisem e as curem de raiz para que, um dia, não sejam os sadios a lhes tratar da saúde.
Maria Teresa Góis
Diário de Notícias
quinta-feira, março 29, 2012
quarta-feira, março 28, 2012
terça-feira, março 27, 2012
Ilha de Páscoa - afinal as estátuas têm corpo
A descoberta surgiu há algumas semanas na Internet: as estátuas da ilha da Páscoa têm corpo!
Então o que era conhecido por serem apenas grandes cabeças, sabe-se agora que essas estátuas escondem muitos segredos, como mais de metade do seu tamanho estar enterrado no subsolo e revelarem a existência de corpo e mãos.
Atribui-se a descoberta ao casal Routledge, mas outro grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente uma estátua e descobriu muitos escritos sobre o corpo.
Localizada no Pacífico, a ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa de 1722. Tornou-se posse chilena em 1888.
Enquanto ainda muitos mistérios cercam a ilha da Páscoa, a descoberta desses escritos colocados no subsolo podem iniciar muitos debates.
Na verdade, se quase todos os cientistas estão de acordo que foi após um ecocídio que a população (cerca de 4000) desapareceu, que aconteceu com estes gigantes de pedra enterrados?
Seriam assim desde o início quando foram feitas pelos Rapanui (civilizações antigas da ilha) ou foi o passar do tempo que as enterrou?
A hipótese mais provável é que um maremoto varreu a ilha e a sua civilização, que se perdeu nas brumas do tempo. Os turistas desconhecem que sob os seus pés há um tesouro escondido que se adivinha. As estátuas não devem ter sido enterrads, mas o fluxo de transporte da onda gigante trouxe muito entulho, poeira e sujeira que as enterrou e a civilização desapareceu como que apagada de uma só vez.
Volta a pensar-se no mito da Atlântida e do continente Mu cujas lendas ressurgiram com esta descoberta excepcional.
segunda-feira, março 26, 2012
porque se deve ser contra o Acordo Ortográfico
Omens sem H... e sem espinha! dorsal...claro...
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos.
No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece.
A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco.
Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje.
Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas.
Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio.
O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota.
"É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas,
espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen?
Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas.
Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita".
Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema.
A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo.
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores?
Vermelhas? Amarelas? Brancas?
Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo.
Só "omens" sem H podem ter inventado isto, é garantido.
Por Nuno Pacheco – Jornalista
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos.
No Brasil, pelo menos, já se escreve "umidade". Para facilitar? Não parece.
A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco.
Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje.
Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas.
Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio.
O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota.
"É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas,
espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie, tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen?
Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas.
Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita".
Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema.
A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo.
Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores?
Vermelhas? Amarelas? Brancas?
Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo.
Só "omens" sem H podem ter inventado isto, é garantido.
Por Nuno Pacheco – Jornalista
sexta-feira, março 23, 2012
O estudante que teve 0% num exame
(mas que não respondeu errado a nenhuma pergunta)
1) Em que batalha morreu o Almirante Nelson?- Na sua última.
2) Onde foi assinada a Declaração de Independência?- No fim da folha.
3) O Rio Rave corre em que Estado?- No estado líquido.
4) Qual é a principal causa do divórcio?- O casamento.
5) Qual é a razão principal para falhar?- Os exames.
6) O que é que não se pode comer ao pequeno-almoço?- O almoço e o jantar.
7) O que parece uma metade de uma maçã?- A outra metade.
8) Se lançarmos uma pedra pintada de vermelho ao mar azul, no que é que se transforma?- Numa pedra molhada.
9) Como é que um homem consegue estar oito dias sem dormir?- Facilmente. Dorme de noite.
10) Como é que se pode levantar um elefante com uma mão?- Não é possível encontrar um elefante só com uma mão.
11) Se tiver 3 maçãs e 4 laranjas numa mão e 4 maçãs e 3 laranjas na outra, o que é que tem?- Mãos muito grandes.
12) Se foi preciso a 8 homens, 10 horas para construir um muro, quanto tempo demorarão 4 homens a fazê-lo?- Nenhum. O muro já tinha sido construído pelos outros.
13) Como é que se consegue deixar cair um ovo em cima de um chão de cimento sem o partir?- De qualquer maneira. O chão de cimento dificilmente se parte.
1) Em que batalha morreu o Almirante Nelson?- Na sua última.
2) Onde foi assinada a Declaração de Independência?- No fim da folha.
3) O Rio Rave corre em que Estado?- No estado líquido.
4) Qual é a principal causa do divórcio?- O casamento.
5) Qual é a razão principal para falhar?- Os exames.
6) O que é que não se pode comer ao pequeno-almoço?- O almoço e o jantar.
7) O que parece uma metade de uma maçã?- A outra metade.
8) Se lançarmos uma pedra pintada de vermelho ao mar azul, no que é que se transforma?- Numa pedra molhada.
9) Como é que um homem consegue estar oito dias sem dormir?- Facilmente. Dorme de noite.
10) Como é que se pode levantar um elefante com uma mão?- Não é possível encontrar um elefante só com uma mão.
11) Se tiver 3 maçãs e 4 laranjas numa mão e 4 maçãs e 3 laranjas na outra, o que é que tem?- Mãos muito grandes.
12) Se foi preciso a 8 homens, 10 horas para construir um muro, quanto tempo demorarão 4 homens a fazê-lo?- Nenhum. O muro já tinha sido construído pelos outros.
13) Como é que se consegue deixar cair um ovo em cima de um chão de cimento sem o partir?- De qualquer maneira. O chão de cimento dificilmente se parte.
quarta-feira, março 21, 2012
terça-feira, março 20, 2012
Descoberta nova obra de Van Gogh
Foi acrescentado mais um quadro à obra de Vincent Van Gogh: “Natureza morta com flores do prado e rosas”, é uma pintura em óleo que foi feita por cima de uma outra, da autoria do artista, que representava dois homens praticando luta livre. As flores do prado e rosas de Van Gogh estarão expostas a partir desta terça-feira, primeiro dia da Primavera, na Holanda.
A autenticidade deste quadro foi colocada em causa desde que chegou à colecção do Museu Kröller-Müller, naquele país, em 1974. O facto de a tela ter um tamanho invulgar e de a assinatura ser anómala foram apenas dois factores que contribuíram para que o quadro fosse, em 2003, catalogado como tendo sido pintado por um “artista anónimo”.
Agora, nove anos mais tarde, uma equipa de investigadores da Universidade de Antuérpia (Bélgica), da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), do Centro de Física de Partículas de Hamburgo Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), do Museu Van Gogh (Holanda) e do Museu Kröller-Müller (Holanda), confirmou finalmente a autenticidade do quadro.
Van Gogh terá pintado inicialmente os dois homens praticando luta livre em 1886 durante a sua passagem pela Escola de Belas Artes de Antuérpia. Porém, chegado a Paris, decidiu pintar a natureza morta por cima desse tema. Fê-lo directamente, sem cobrir com tinta branca o tema anterior.
Os historiadores descobriram em 1998 que os atletas, descritos por Vincent ao seu irmão Theo numa carta, tinham ficado escondidos por debaixo de uma natureza morta. Porém, só agora, com recurso a análises químicas e a um scanner especial (Macro Scanning X Ray Fluorescence Spectometry) é que foi desfeito este mistério.
O Museu Kröller-Muller, que está instalado no meio de um parque natural, no centro da Holanda, alberga a segunda mais importante colecção de quadros e desenhos de Van Gogh a seguir ao museu com o nome do artista, em Amesterdão.
A natureza morta agora atribuída a Van Gogh mede um metro por 80 centímetros, um tamanho grande e pouco usual na produção do artista.
in:Publico
Agora, nove anos mais tarde, uma equipa de investigadores da Universidade de Antuérpia (Bélgica), da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), do Centro de Física de Partículas de Hamburgo Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), do Museu Van Gogh (Holanda) e do Museu Kröller-Müller (Holanda), confirmou finalmente a autenticidade do quadro.Van Gogh terá pintado inicialmente os dois homens praticando luta livre em 1886 durante a sua passagem pela Escola de Belas Artes de Antuérpia. Porém, chegado a Paris, decidiu pintar a natureza morta por cima desse tema. Fê-lo directamente, sem cobrir com tinta branca o tema anterior.
Os historiadores descobriram em 1998 que os atletas, descritos por Vincent ao seu irmão Theo numa carta, tinham ficado escondidos por debaixo de uma natureza morta. Porém, só agora, com recurso a análises químicas e a um scanner especial (Macro Scanning X Ray Fluorescence Spectometry) é que foi desfeito este mistério.
O Museu Kröller-Muller, que está instalado no meio de um parque natural, no centro da Holanda, alberga a segunda mais importante colecção de quadros e desenhos de Van Gogh a seguir ao museu com o nome do artista, em Amesterdão.
A natureza morta agora atribuída a Van Gogh mede um metro por 80 centímetros, um tamanho grande e pouco usual na produção do artista.
in:Publico
segunda-feira, março 19, 2012
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