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quinta-feira, agosto 22, 2013

Claude Debussy

Eis uma bem recente animação que conta factos relevantes da vida do compositor que nasceu neste dia, há 151 anos - Claude Debussy

domingo, agosto 18, 2013

O servilismo intelectual

       “Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela.”

        Bjornson , Bjornstjerne          
    

Acontece outra vez; caminhamos para a abertura oficial das promessas eleitorais, das acusações e choradeiras. O país está cansado destas repetições, está indiferente. Porém joga-se no tabuleiro o destino da vida concelhia e é tempo de analisarmos a fraqueza dos governos, a perpétua permanência das mesmas opções e parar, pensar a sério que, e se queremos mudar alguma coisa, temos no voto o primeiro passo.
Muitos dirão que não se fez mais devido à crise, às dívidas herdadas como se na Madeira a herança deixada não fosse sempre a filha do mesmo pai… O cansaço e a indiferença, a alteração de meios de vida inibem muitos do penoso trabalho de analisar, de verificar, de comparar, o que é pena. Quando nos despimos da nossa opinião e esquecemos que todo o acto político nos toca, ficando na lassidão tão portuguesa do “deixa andar”, perdemos a razão da crítica e se votarmos numa atitude indiferente, o acto democrático é inconsequente e servil.
Numa autarquia as grandes obras começam pelas pequenas coisas, sempre tendo em primeiro plano o bem-estar e desenvolvimento dos seus habitantes que devem ser tratados por igual, e os seus visitantes. É preciso saber valorizar o que se tem, mesmo que pouco e com meios escassos; não é esperar pelos actos eleitorais para os trabalhos esforçados das obras ou limpezas numa tentativa de lavar os quatro anos estéreis…
Foi notícia pública que em terras da nossa Ilha já se fazem sugestivas insinuações quanto à tendência, ou não, do voto. Só demonstra a mentalidade pequena, a sanidade perturbada e o servilismo intelectual à mesma política de quase quatro décadas que tanto tem onerado a vida dos madeirenses pondo-os nos “top’s” da gasolina mais cara, do gás mais caro, do porto e aeroporto mais caro, de um custo de vida agravado por um IVA que não merecíamos para além das restrições que sabemos nas escolas ou nos serviços clínicos.
Torga escreveu que “ser insular é viver a solidão mas não é uma condenação”. Hoje já temos a tecnologia que não nos isola e precisamos da verdade que não nos condene.
Essa “verdade” está na nossa mão, no nosso esforço de análise, de participação e empenho num sentimento bairrista e arrebatador. A vida de um Concelho deve ser pensada e vivida, projectada e organizada pela sua população e não ser gerida de fora, sem repto, por quem se ache único e importante.    

Maria Teresa Góis

    http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/401896-o-servilismo-intelectual           

quinta-feira, agosto 15, 2013

o aparecimento de mais dois mamíferos....



Há 65 milhões de anos, no final do Cretácico, um cataclismo livrou a Terra dos dinossauros e deu aos mamíferos a oportunidade de prosperarem. Rapidamente, estes pequenos animais ocuparam muitos nichos que então ficaram livres. Desta forma, este grupo, do qual o homem descende, divergiu e acabou por evoluir nas formas que hoje conhecemos. Cem milhões de anos antes, em pleno parque Jurássico, os mamíferos já existiam mas não é unânime há quanto tempo tinham aparecido. A descoberta agora de dois fósseis de espécies diferentes, mas aparentadas, de animais que morreram entre há 165 e 160 milhões de anos veio lançar ainda mais confusão.
Uma das espécies, mais primitiva, sugere que os mamíferos tinham acabado de aparecer. Outra tem características morfológicas mais evoluídas e sugere que o aparecimento dos mamíferos deu-se 215 milhões de anos, ainda durante o Triásico. Um comentário da edição desta quarta-feira na Nature aos dois artigos, publicados também nesta revista, defende que será preciso esperar pela descoberta de novos fósseis para tentar destrinçar este paradoxo paleontológico, que está ligado às nossas origens mais remotas.
Depois do fim dos dinossauros e em relativamente poucos milhões de anos, os mamíferos ocuparam o mar, a terra e o ar. Há animais com trombas, longos pescoços, membranas aladas ou barbatanas. Há mamíferos adaptados a viver nas árvores e outros que ficaram cegos por se manterem uma vida inteira debaixo de terra, como algumas espécies de toupeiras. Os marsupiais têm uma bolsa na barriga, onde se dá parte do desenvolvimento das crias, e algumas espécies como o ornitorrinco põem ovos. A divergência é muita, portanto.
Mas os fósseis têm mostrado que há 165 milhões de anos, quando os dinossauros reinavam na Terra, havia ainda outros grupos que, se não eram mamíferos, tinham pelo menos características anatómicas que associamos a esta classe. Grupos, esses, que entretanto se extinguiram. O Arboroharamiya jenkinsi e o Megaconus mammaliaformis, as duas espécies agora descobertas, faziam parte da ordem Haramiyida – um dos grupos que existiu nessa época ancestral e confusa da evolução dos mamíferos e que, entretanto, não sobreviveu ao tempo.
Ainda não se sabe se os Haramiyida eram mamíferos ou apenas partilhavam características desta classe de animais. Aliás, estas duas descobertas vêm pôr mais lenha na fogueira desta discussão e de toda a origem dos mamíferos. O Megaconus mammaliaformis, descoberto pela equipa de Zhe-Xi Luo, da Universidade de Chicago, viveu entre há 165 e 164 milhões de anos no que é hoje o interior da região da Mongólia Interior, no Nordeste da China.
No chão…

O Megaconus seria do tamanho de um grande esquilo e vivia ao nível do chão. O fóssil está bastante bem preservado e mostra que este animal tinha pêlos por todo o corpo, menos na barriga. Os dentes indicam que era omnívoro, já que estavam adaptados a mastigar plantas, mas também insectos e minhocas, e talvez outros pequenos vertebrados.
Esta espécie tinha os três ossos que nos mamíferos servem para ouvir, mas neste animal os ossos ainda estavam ligadas à mandíbula, o que já não acontece nos mamíferos. Por outro lado, o osso do tornozelo é semelhante ao do tornozelo de outros animais pré-mamíferos. Estas são características consideradas primitivas colocam, segundo os autores, os Haramiyida fora do grupo dos mamíferos e levam à equipa a concluir os mamíferos teriam então de ter evoluído mais recentemente.
Mas a sul do local onde se encontrou o fóssil do Megaconus mammaliaformis, na continuação da mesma formação geológica mas já na província chinesa de Shandong, a equipa de Xiaoli Wang, da Academia de Ciências Chinesa, descobriu um fóssil de outra espécie classificada também como Haramiyida. Mas as características deste outro fóssil obrigaram a equipa a desenhar outra árvore evolutiva dos mamíferos.
…E nas árvores

O Arboroharamiya jenkinsi vivia nas árvores há 160 milhões de anos. Pesaria cerca de 354 gramas, teria uma pequena cabeça e seria herbívoro ou omnívoro. Os ossos do ouvido deste pequeno animal estão dispostos como os dos mamíferos. Ora de acordo com esta e outras características, a equipa de Xiaoli Wang coloca os Haramiyida dentro dos mamíferos, onde estão os placentários, os marsupiais, os monotrématos como o ornitorrinco, e os multituberculados, outro grupo que já desapareceu.
A inclusão dos Haramiyida nos mamíferos “implica que estes tenham surgido há pelo menos 215 milhões de anos – uma data muito mais antiga do que muitos paleontólogos aceitam, mas que que está de acordo com uma estimativa recente”, escrevem Richard Cifelli, do Museu de História Natural de Oklahoma, e Brian Davi, da Universidade de Louisville, no Kentucky, Estados Unidos, num comentário na Nature. Para apresentar aquelas características dos mamíferos, o antepassado do Arboroharamiya jenkinsi e de todos os outros mamíferos teve de ter surgido muitos milhões de anos antes.
Richard Cifelli e Brian Davi consideram que estas duas alternativas obrigam a novas interpretação sobre a história inicial e as adaptações mais importantes que determinaram o aparecimento dos mamíferos. “Mas, em última análise, serão necessários mais e melhores fósseis para refinar o conhecimento sobre a divergência das espécies no início da evolução dos mamíferos”, conclui o comentário.

fonte: Público, Agosto

sexta-feira, agosto 09, 2013

Primavera




A Primavera vem dançando
com os seus dedos de mistério e turquesa
Vem vestida de meio dia e vem valsando
entre os braços dum vento sem firmeza

Nu como a água o teu corpo quieto e ausente
Só este inquieto esvoaçar do teu sorriso
Loiro o rosto o olhar não sei se mente
se de tão negro e parado é um aviso
do destino que me fixa finalmente

Ai, a Primavera vai passando
com os seus dedos de mistério e de turquesa
Segue Primavera vai cantando
Que será do nosso amor nesta praia de incerteza


Urbano Tavares Rodrigues, in Horas de Vidro
         06-12-1923/09-08-2013

domingo, julho 21, 2013

um País em reunião....

                                                                      
“Enquanto o homem é capaz de se reconhecer nos próprios erros, o mal não é grave. A tragédia começa quando ele, relapso nos vícios e perversões, em consciência se considera um monumento de dignidade e permanência.”
Miguel Torga, in Diário V
(07/08/1949)


Na verdade há três semanas que este país vive em reuniões. Depois das demissões, irrevogáveis ou não, o povo aproveita para comentar esta ausência de governo em qualquer canto; é no café, nas filas de autocarro ou supermercado, nas redes sociais, nos periódicos e até as conversas familiares acabam por descambar no momento político actual.
Sucedem-se as reuniões e o povo espera que a capitalização de erros nos renda os juros das certezas!
Eu creio que o verdadeiro orgulho nacional, e até pelas lições que a nossa História nos tem dado, é o que vaia e luta, o que não se deixa ficar no amorfismo catastrófico a ver passar uma catadupa de atitudes políticas que versam o limite do aceitável, roubando-nos a paz quotidiana, cerceando a liberdade, desiludindo a vida.
O povo vive uma vida avinagrada e os políticos usam a democracia em part time.
Basta olhar a mensagem cínica e hipócrita que passa nos parlamentos, num messianismo de tempos novos e de luzeiros em túneis que não passam de semáforos impedindo a progressão, no discurso repetitivo do “prestígio externo” da “esperança no futuro”, da “credibilidade” ou “no bom aluno”…
Chega! A vaga do ânimo morre ingloriamente na areia e não somos tão estúpidos quanto nos querem fazer.
À beira de eleições apareceram verbas milagrosas, dantes escusas e escassas, que hoje asfaltam o engano das promessas e cimentam os buracos das omissões. Terá de ser sempre assim? Não!
É tempo de manter o alerta numa atitude livre e informada que contrarie a votação inconsciente ou constrangida; é tempo de considerar o valor da dignidade e da responsabilidade e deixar que os protestos da razão se soltem, exigindo um governo vestido de lavado. Afinal, é tempo de exercer a cidadania!

http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/397378-um-pais-em-reuniao%E2%80%A6

Maria Teresa Góis

DN-Madeira, 21/07/2013

segunda-feira, julho 15, 2013

Descoberto o calendário mais antigo na Escócia





                                       Uma representação de como funcionaria o calendário


Os arqueólogos acreditam que encontraram o mais antigo "calendário" lunar num campo de Aberdeenshire, no Reino Unido.
Escavações num campo em Crathes Castle permitiram pôr a descoberto 12 poços que parecem representar as fases da lua. A equipa da Universidade de Birmingham, liderada por Vince Gaffney, acredita que o monumento foi construído por caçadores-recoletores há mais de 10 mil anos. E que, além das fases lunares, o alinhamento dos poços também tem em conta o solstício de inverno, de modo a controlar melhor a passagem do tempo.
"Aparentemente, as sociedades caçadoras-recoletoras na Escócia tinham a sofisticação para contar o tempo em anos solares e não apenas em meses lunares, e isto aconteceu 5 mil anos antes do primeiro calendário formal conhecido, na Mesopotâmia ", explicou Vince Gaffney, citado pela BBC.

fonte: DN, Lisboa

sexta-feira, julho 12, 2013

candeeiros de Lisboa

fotos: Mário Marzagão
 
Calçada do Garcia // Rua António Maria Cardoso
Largos dos Trigueiros // Beco da Maria da Guerra
Rua da Galé // Escadinhas da Achada
Rua dos Correeiros
Rua Silva Carvalho
Beco do Forno do Castelo // Travessa de São Miguel
Calçada do Conde de Penafiel // Beco do Benformoso
Rua dos Cegos

Escadinhas da Achada // Travessa do Cotovelo ao Largo do Corpo Santo
Pátio do Alto de S. Francisco (Rua João Penha)
Travessa dos Fieis de Deus
Largo de Santa Marinha x Rua da Oliveirinha // Campo de Santa Clara
Beco do Outeirinho da Amendoeira à Rua dos Remédios // Arco Grande de Cima
Rua de São João da Mata
Beco dos 3 Engenhos
Beco na Alameda das Linhas de Torres (ligação à Rua Mário Sampaio Ribeiro) // Rua Frederico George
Calçada da Bica Grande
Beco dos Fróis // Rua da Caridade
Beco no Campo de Santa Clara (Pátio M.A.)
Rua do Ataíde
Escadinhas Damasceno Monteiro
Calçada da Ajuda // Rua da Atalaia
Largo de Santo Estevão
Campo dos Mártires da Pátria (Jardim Braancamp Freire)
Rua Manuel Bernardes
Rua do Monte Olivete
Travessa da Conceição // Calçada do Tijolo
(Isto é um candeeiro. Isto não é um candeeiro.)
Rua do Recolhimento (Castelo)
 
Calçada do Tijolo // Arco de Jesus
Escadinhas dos Remédios
Escadinhas do Arco da Dona Rosa // Beco dos Ramos // Calçada do Tijolo
Calçada do Tijolo
Rua d'O Século
Beco de São Luís da Pena
Rua do Chão da Feira // Rua de Guilherme Braga
Largo de Santo Estevão
Rua de São Marçal
Largo de São Domingos