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domingo, março 03, 2013

Um país a preto e branco

Diário de Notícias
 

Portugal está puído mas não vejo artesãos que lhe possam deitar os remendos

Maria Teresa Góis
 
"As liberdades essenciais são três: liberdade de cultura, liberdade de organização social, liberdade económica…"
Agostinho da Silva


Por aqui e por ali já vão assobiando os ares da Primavera: nos verdes, nos campos cavados, nas flores que despontam, no corre-corre dos melros pretos e nos trinados dos pássaros, sempre apressados e felizes. Como os invejo!
Enquanto isto o meu País é um filme a preto e branco, um filme triste em que um em cada cinco portugueses está desempregado, em que um quarto das crianças está em situação de pobreza ou exclusão segundo um relatório internacional, um país de economia retraída à beira dos 4%, em que os jovens ou emigram ou são uma geração adiada, os que querem estudar não o podem fazer, as liberdades começam a ser cerceadas, o Estado não cumpre a função social inscrita na Constituição, os cortes viram "poupanças" e o povo, desiludido, desesperançado e amargurado mantém-se à tona fazendo do humor e chiste à política a sua bandeira e da "Grândola Vila Morena" o seu hino.
Impressiona saber que pelos cemitérios das grandes cidades há corpos vertidos nas valas, não por tradição fúnebre mas por falta de dinheiro que possa pagar o serviço de ter quatro simples tábuas no leito pós morte. Não pelo desconforto de um corpo que regressa ao pó da terra, mas pelo significado da extrema pobreza que fere as tradições cultuais e religiosas de um povo e que deixará, talvez, a revolta na devoção dos que ficam.
Portugal está puído mas não vejo artesãos que lhe possam deitar os remendos!
É público o corte nos medicamentos essenciais, da pressa com que se despacha para casa um doente a meia alta numa negação evidente ao direito à saúde. Há também "poupanças" nas escolas mas que se amenizam na juventude tolerante dos alunos e se agravam no stress continuado dos professores.
Neste mês a "poupança" expressa nos recibos de vencimentos ou reformas aumentou a indignação e a ginástica contabilística das famílias.
A repetitiva força renovadora da Primavera não abrange o reino em que vivemos! Nela viceja o que em nós morre, nela se acentuam as cores que em nós esmorecem.
Só há um caminho e o único que conheço é apear este grupo de impreparados arvorados em deuses de salvação nacional. É uma atitude radical? Será, sem dúvida, mas será talvez a única maneira de salvar a dignidade de uma nação com história, impedir a emigração e suicídio de um povo, de banir a desilusão sem viver na ilusão, de pensar global mas agir local.
E pelos recortes da Ilha também não vamos bem e os desmandos começam a perturbar as hostes devotas do regime.
As "poupanças" forçadas estão por todos os concelhos: nas estradas esburacas, no lixo acumulado em contentores, nos caminhos municipais arruinados de matagal, miradouros lixados por que não limpos e cuidados, nas frestas que o cimento cede à teimosia das humidades e até no bolor que o povo simples vai descobrindo nos políticos. Precisamos de aproveitar o iodo, o iodo atlântico da Liberdade.
Fevereiro de 2013 ficará nos anais da História com as palavras "renúncia" e "resignação". As renúncias não foram as necessárias e é tempo de acabar com a atitude resignada de quem se deixa explorar por quem não vale um coelho esfolado…

domingo, fevereiro 03, 2013

As máscaras

"A terceira idade serve para alguma coisa para o Estado, que é para votar, mas de resto não produz e a ideia de quem não produz é que não serve."D. Teodoro de Faria, Funchal 20/01/2013


Com origem religiosa, muitos pensam que a máscara é exclusiva do Carnaval mas o seu uso é indistinto.
Temos as máscaras anti-gás, as de soldador, de oxigénio, de esgrima ou outro desporto, as dos artistas sobretudo no Teatro e para abreviar, as dos políticos. Máscaras de Carnaval e políticas são de simbiose fácil. São uma arma e sob elas oculta-se quer o Bem quer o Mal.
Nos dias que correm temos demasiados arlequins transvertidos de púdicas e virtuosas personagens. Estes, nem uma lágrima deitam!
Veja-se a publicidade ofensiva como se oferecem cantinas ou verbas para centros de apoio à Pobreza, num discurso impostor e medíocre. Não há dúvida; o poder degrada mas quanto mais o homem sobe mais perto está da vertigem ao chão.
A avaliar o trato deste coligado governo, só nos faltará usar uniforme…
Num limite decadente ajoelham e recebem ordens estrangeiras, praticam uma política que chamarei, bondosamente, de arqueológica pois está a levar o país à ruína.
Atabalhoados, juraram ontem o que hoje desdizem e perjuram para o amanhã o que sabem ser impossível. Caem as máscaras e o povo vai-se apercebendo disso, sentindo o bolso leve e a paciência pesada.
O Carnaval trará toda a vida política penetrantemente ridicularizada para a rua, num divertimento cativo de dois ou três dias. O puritanismo chegou ao ponto de querer anular as tradições, velhas de séculos, de 3ª feira de Carnaval.
Mesmo a custo, continuo a acreditar na História (acontecimento) e por isso espero que os tartufos de hoje sintam um dia o cilindro da justiça e que as gerações sofridas possam ver o castigo que este ultraneoliberalíssimo merece.
Lamento que os duzentos mil que já abandonaram Portugal não possam exercer o direito de voto, num ano que já mexe para eleições.
Não haverá tantas ou novíssimas máscaras, fruto dos apertos financeiros, e bem que desejaria que os que então se candidatam falassem e agissem no interesse dos seus Concelhos, sem paternidades castrantes e partidárias, sentindo na sua própria pele as carências e dificuldades dos habitantes que lhes poderão ser confiados. Como até aqui não tem sido assim, resta a esperança que num assomo de dignidade caiam as máscaras.
Entretanto vivemos mais uma ingerência inconstitucional deste governo: o "FarmVille" na RTP! É Carnaval…


Maria Teresa Góis

in: Diário de Notícias, Funchal, 03 de Fevereiro de 2013

sexta-feira, janeiro 25, 2013

lendo...

Não: plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? - Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.
Almeida Garrett, in «Viagens na minha Terra» (1846)

lux aeterna

LUX AETERNA from Cristóbal Vila on Vimeo.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Revelada composição de pílula com 2000 anos

Cientistas italianos reconstituíram, por assim dizer, a bula de um medicamento datado do século II antes da nossa era.
Ano de 140 a.C, aproximadamente. Um médico viaja a bordo de um barco vindo da Grécia e com destino ao porto etrusco de Populónia, Toscana. Mas o navio afunda-se a 18 quilómetros da costa – e só será descoberto em 1974, perto da praia de Pozzino.
Entre os objectos recuperados no Relitto del Pozzino (nome dado aos destroços), várias caixinhas cilíndricas em latão, 136 frasquinhos de madeira, um pequeno pilão de pedra, um vaso de bronze "com uma forma peculiar, típica de uma ferramenta médica usada para fazer sangrias", escrevem Erika Ribechini, da Universidade de Pisa, Itália, e colegas, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Isto "sugere que um médico estaria a viajar no mar com o seu equipamento profissional", salientam.
Uma das latinhas revelou conter seis comprimidos redondos e cinzentos de quatro centímetros de diâmetro e um de espessura e levou os cientistas a realizarem análises químicas, mineralógicas e botânicas para determinar a composição do que parecia ser um medicamento com mais de 2000 anos. "Em arqueologia", escrevem, "é muito raro descobrir-se medicamentos antigos e conhecer-se a sua composição química." Mas, desta vez, foi possível reconstituir a bula deste medicamento "fóssil".
Composição: compostos de zinco, amido, cera de abelha, resina de pinheiro, gorduras de origem vegetal e animal, carvão, fibras de linho, pólen de oliveira e de trigo, entre outros. Substâncias activas (prováveis): os compostos de zinco e talvez o carvão.
Excipientes: azeite, resina de pinheiro (antioxidante e antibacteriano), cera de abelha, fibras de linho (reforçam os comprimidos).
Indicações: colírio contra problemas oculares. "A composição e a forma dos comprimidos de Pozzino parecem indicar que eram usados em oftalmologia", escrevem os cientistas, acrescentando que o nome latino collyrium (gotas para os olhos) vem de uma palavra grega que significa "pãezinhos redondos".
em cima, a latinha e o seu conteúdo (à direita); em baixo, um comprimido visto de frente e de lado
fonte:PUBLICO
 

domingo, janeiro 06, 2013

2013

Diário de Notícias

2013

Agora "tesos", quero ver como comprarão o direito de escolha mais sagrado da Nação: o voto!

Maria Teresa Góis
 
 
"A Esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão e coragem a mudá-las."
Santo Agostinho
 
Ano novo de céus envelhecidos!
 Depois de tanto empobrecimento, fome e miséria o povo Português merece uma hora de Esperança. O silêncio cansado, algo paciente mas já inquietante, será de certeza a bolha que rebentará, pois poucos acreditarão que este ano seja uma retoma (será de certeza um "ora toma"), um reequilibrio, um reemprego ou mesmo um crescente de reeconomia. Precisamos, cá e lá, de um ree-governo para que o espasmo da angústia social, da emigração forçada, das mais de cinquenta falências por dia e este empobrecimento, parem de indignar a paisagem humana deste Povo.
Parece já não haver sémen criador neste país quando um trágico mediano "Pedro", um qualquer "Gaspar" ou um imbecilizado "Relvas" falam, absurdos e sem alarmes, mostrando-nos um pseudo luminoso caminho que os milhões de habitantes sem ensaios de cegueira, não vêem.
Porque se dirá que dá Deus o frio conforme a roupa se a vida não tem sombra de interesse, porque vivida em termos de mentira e de inquietação? Não é este o lugar-comum da política e da sociedade em que o abismo pobre-rico galga estatísticas e nos remete para um 4º mundo?
Se não devo cair no ódio também não posso optar pela renúncia; renúncia à Esperança, à indignação e à coragem. Sendo ténue a linha que separa a esperança do desespero teremos, os inconformados, os indignados, os pedagogos, os sapientes, os Pais e Avós deste País, teremos de mostrar que se o ano é novo na era que o deverá ser também nas condições de vida, na reconquista dos direitos que incompetentes políticos, sem qualquer CV que contrarie este adjectivo, todos os dias rasgam.
Não ao palco das paródias partidárias e das promessas.
Agora "tesos", quero ver como comprarão o direito de escolha mais sagrado da Nação: o voto!
Neste ano contarei apenas com a boa vontade dos amigos e conhecidos. Partilharei directamente do que tenho a quem precisa, sem interpostas intervenções, às vezes desviantes, e não deixarei de calar os meus sentimentos de indignação ou de coragem para que a esperança não me morra entre mãos.
 
 
Nota - No dia em que envio este artigo para o DN, leio que a D.G.S. aconselha os portugueses a fazer da água a principal bebida, a comer principalmente sopa, incluindo ainda leite e lacticínios nas pequenas refeições, sem esquecer a fruta. Saberá a DGS quantos milhões de portugueses já não têm esta possibilidade? E lembro à DGS e ao Governo o concurso para o restaurante da Assembleia da República que serve refeições entre 6 e 9€ e que incluía "perdiz, lebre, pombo torcaz, lombo de novilho e de vitela, camarão (24/kg)" e mais "que os bifes teriam a variante de peso entre 210 e 190gr" (DR nº77 série II/anúncio de procedimento nº1585/2012).

segunda-feira, dezembro 31, 2012

A todos os que me visitam desejo um Feliz Ano.
Saúde, Alegria, harmonia e a suficiência económica para que nos
lembremos que devemos, também, saber partilhar.
Feliz Ano

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Natal

 
Leio o teu nome
Na página da noite:
Menino Deus...
E fico a meditar
No milagre dobrado
De ser Deus e menino.
Em Deus não acredito.
Mas de ti como posso duvidar?
Todos os dias nascem
Meninos pobres em currais de gado.
Crianças que são ânsias alargadas
De horizontes pequenos.
Humanas alvoradas...
A divindade é o menos.



Miguel Torga


Nota da Redacção: SANTAS E FELIZES FESTAS

segunda-feira, dezembro 17, 2012

21.12.2012

O Sol isoladamente como qualquer outro astro está sempre alinhado como o centro galáctico (Sol Central = Buraco Negro), o que acontecerá em 21/12/12 é que estar...
ão alinhados O Sol, a Terra e o Centro Galáctico, com a particularidade de que este alinhamento se dará no equador da nossa Via Láctea. A terra vai estar no mesmo ponto que esteve a ha 225 milhões de ano completando uma órbita completa em relação ao centro galáctico. Como dizem os Pleiadianos a Festa Cósmica terá o seu início no Solstício de Inverno em 21/12/2012. Será um momento único de energias, marcando o início da era de Luz, ou total imersão no Cinturão de Fótons, esta passagem pelo Cinturão durará 2000 anos, espero que evoluamos bastante neste período, o que acredito visto que passaremos de um planeta de provas e expiações para um planeta de Regeneração.
 
fonte: NET


quarta-feira, dezembro 12, 2012

e o dia chegou...

"Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à humanidade. Então o mundo terá uma geração de idiotas."
Albert Einstein

Tomando um café:


Convívio no restaurante:

Desfrutando a BELEZA do Museu:

Encontro agradável no Bar:

Gozando um dia de praia:

No estádio...apoiando a sua equipe:

Divertindo-se com a noiva/noivo:

Passeando na cidade num conversível:


Albert Einstein: "Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à humanidade. Então o mundo terá uma geração de idiotas."

domingo, dezembro 09, 2012

Um Canto de Natal

Muitos de nós lemos e partilhámos com emoção a história de uma Mãe que acompanhada de um filho pequeno foi ao supermercado fazer as compras necessárias. Quando chegou à caixa verificou que não tinha dinheiro suficiente. Tudo o que fosse além dos setenta euros teria de ser anulado. E foi anulando artigo a artigo até que pegou no pacote de bolachas para pôr de parte. Mas o filho implorou: "as bolachas não Mãe, as bolachas não!". Prontamente, a senhora que estava na fila esperando a vez, se ofereceu para pagar o pacote de bolachas perante o ar envergonhado daquela Mãe.
Também já presenciei, numa grande superfície, uma Mãe a namorar os brinquedos com 50% de desconto. Ela percorreu umas três vezes as prateleiras, pegava numa ou noutra caixa, voltava a colocar no sítio, espelhando no rosto a tristeza e o desânimo. Não sei se levou alguma coisa!
Choca-me que num país empobrecido, que caminha para a miséria, que daqui a meses terá três milhões de pobres, uma classe média produtiva encerrada e destruída, se continue a dar cobertura a um governo que já não é legítimo, que é imbecil, que diz que "chegaremos vivos" ou que o ano não é "pêra doce", e que se continuem a enterrar milhões de euros em subvenções a partidos políticos, em carros ministeriais, em políticas do faz-de-conta, em aterros, marinas e outras loucuras que todos sabemos e conhecemos.
Estamos a dois passos do Natal. Uma época que, crentes ou não, todos querem celebrar. Nasceu um Menino já lá vão 2020 anos. Todos acreditam que nasceu mas ninguém viu. Veio trazer a Paz ao Mundo, uma Paz que não vemos na concórdia entre os Povos pois o negócio da guerra é rentável e sem fronteiras. Veio trazer a Esperança mas estará o mundo povoado de Esperança, no país, nas nossas freguesias, na nossa casa? É preciso reacender essa Esperança dentro de nós, descobrir essa presença do maravilhoso fraterno e partilhá-la, levá-la de mão em mão como um canto de Natal por todos entoado.
Desafio-vos a não verem as mensagens de Boas-Festas dos políticos que, não mandando, cumprem ordens externas sem se importar com o Povo.
Apaguem a lareira acesa que se vir nas vossas televisões, ignorem as árvores profusamente iluminadas quando a maioria dos portugueses, mesmo poupando, se vê aflita para pagar a conta da luz. Desmanchem os laços, as grinaldas e acendam a velinha da Esperança entre paredes, esperança em que não tenhamos de esperar muito mais tempo para ver os interesses deste povo tratados com justiça, com igualdade, sem corrupção e com a dignidade que todos merecemos.
Pessoalmente, tenho a imensa esperança que este governo possa exemplificar as suas próprias teorias e acabe por emigrar!
A todos desejo Esperança, saúde e paz interior neste Natal.


Maria Teresa Góis

Diário de Notícias

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Morreu a mulher mais velha do Mundo

A mulher mais velha do Mundo, Besse Cooper, morreu na terça-feira, nos Estados Unidos da América, aos 116 anos.
 
Besse Cooper, considerada a pessoa mais velha do Mundo, morreu ontem num lar em Atlanta, EUA, com 116 anos. O título passou agora para as mãos de Dina Manfredini que tem 115 anos e vive no Iowa, também no continente norte-americano.
                              
O recorde de pessoa mais velha do Mundo continua a pertencer a Jeanne Calment que morreu, em 1997, com 122 anos.

quarta-feira, novembro 28, 2012

o último a chegar à colecção

Origem: México, tribo Oaxaca
feito em folha de Flandres, figuras dobráveis; fecha como um livro
oferta de: Maria Cecília Garcia

domingo, novembro 25, 2012

porque....

....escapou a Madeira às consequências gravosas de um alerta vermelha metereológico? Vejam bem que a única aberta é exactamente sobre a Ilha, um autêntico buraco de agulha que nos deu mais tranquilidade nos últimos dias 24 e 25 do mês corrente.


quarta-feira, novembro 21, 2012

biscoitos de Alfarroba e Amêndoa

                                                                   antes
                                                                   depois

Ingredientes:

200 gr de farinha de trigo
50   gr de farinha de alfarroba
50   gr de amêndoa moída
100 gr de açúcar
100 gr de manteiga
1 ovo pequeno + 1 clara
1 colher de chá de fermento pó

100 gr de amêndoa lascada para pôr por cima dos biscoitos (opcional)

Misture os ingredientes secos. Junte depois a manteiga e os ovos. Amasse bem.
Tenda pequenas bolinhas e leve ao forno cerca de 15 m (vá experimentando)

Nota - Não ficam doces e gosto final é um misto de alfarroba, amêndoa, canela, talvez chocolate....

domingo, novembro 18, 2012

o primeiro livro impresso no mundo

Poucos sabem , mas o primeiro livro impresso no mundo com tipos móveis metálicos, técnica supostamente inventada por Gutemberg, foi impresso na Coreia e é oitenta anos anterior à impressão da Bíblia.

Em Julho de 1377, os religiosos Seokcan e Daldam utilizaram tipos móveis metálicos para imprimir o Jikji, um trabalho do monge coreano Beagun Hawsang, que, em 1372, compilou, em dois volumes, os ensinamentos essenciais do "Seon" – nome coreano para o Zen Budismo. Este seria então o mais antigo exemplar de um livro produzido com tipos móveis.


O livro foi adicionado ao programa Memória do Mundo, em 2001, pela Coreia, com a seguinte descrição: “Memória do Mundo > registro Património> Baegun hwasang chorok Buljo Jikji Simche Yojeol (vol.II)”, ou simplesmente Buljo Jikji Simche Yojeol, ou Jikji.


Jikji é a abreviatura de um documento coreano budista, cujo título completo pode ser traduzido como "Antologia dos Grandes Sacerdotes Budistas’ Zen Ensinamentos", ou "Ensinamentos de Buda sobre a identificação do Espírito pela prática de Seon".
O volume do Jikji que sobreviveu foi preservado na Biblioteca Nacional da França e contém apenas 38 páginas, enquanto a versão completa dos 307 capítulos da Antologia é preservada em uma impressão em madeira na Biblioteca Nacional da Coreia.

A obra foi impressa no antigo templo Heungdeok-as, da cidade de Cheongju, com fundos doados pela sacerdotisa Myodeok. A impressão, feita com tipos metálicos móveis, só surgiu na Europa quase oitenta depois, quando Gutemberg imprimiu a Bíblia (1455), um trabalho que o inventor havia iniciado em 1450.


O Jikji esteve na posse de Collin Plancy, encarregado de negócios da embaixada francesa em Seul, até 1887, quando foi vendida em um leilão em Paris, em 1911, adquirida por Henri Vever. Quando Vever morreu, em 1950, a obra foi doada à Biblioteca Nacional da França, onde atualmente se encontra.

( primeira imagem : Jikji/ segunda imagem: Bíblia)

P.S: A Bíblia também é o livro mais vendido. Somente de 1815 a 1998 foram comercializados 3,88 biliões de exemplares no mundo inteiro.
 
fonte: eu amo ler
 

domingo, novembro 11, 2012

Consciência

"A consciência nem todos têm a honra de a conhecer; a consciência é o que quer que seja de vago e de impalpável, de que nós devemos falar como de uma figura diáfana de legenda antiga."Eça de Queirós


É-me difícil conseguir um acordo interior de inspiração pelos factos que, há umas semanas, têm passado na minha vida.
Tento manter-me à tona do mundo que se diversifica entre a hilaridade de um candidato a presidente de uma potência e que se achava incomodado por não poder abrir a janela de um avião, em pleno voo, à perda pessoal afectiva e às ocorrências violentas desta semana no meu concelho e noutros, quando ainda não estão esbatidas as imagens e necessidades de Fevereiro de 2010 ou dos incêndios de verão.
Mais uma vez temos de cuidar das dores, das lágrimas das vítimas, não só com solidariedade mas com a racional exigência e pedir que se assumam as responsabilidades. Não é por falta de avisos pois temos, felizmente, quem entre nós avise e alerte para os perigos decorrentes de uma actividade humana ilegal e perigosa. E falo da escavação de ribeiras, das alterações aos leitos, de desvios. A Natureza retoma sempre o que é seu.
Depois da tragédia acontecida parece ser mais fácil analisar erros ou falhas. Assim, lembro que temos um quartel de bombeiros no Porto Moniz (que, segundo creio, paga renda)recente, moderno, habitualmente com um, talvez dois bombeiros, um autotanque e nenhuma ambulância que possa acorrer a uma situação de doença súbita ou, como neste caso, de tragédia. É tempo de exigir a permanência domiciliada deste equipamento sobretudo porque o concelho está privado de urgência nocturna. Manter esta situação é, no meu ver e ao que parece da demais população, falta de responsabilidade política e assistencial às pequenas e grandes tragédias humanas. Teria sido tão demorado e complicado o socorro aos feridos? Porque mesmo que a ambulância não conseguisse vencer a estrada, braços generosos os trariam ao seu encontro.
E já faltava que os arautos palafreneiros viessem lançar a culpa à "Madeira velha", à ilegalidade de construção! E se as pessoas atingidas, como na Serra de Água, tiverem os seus registos prediais e contribuições em ordem?
Veremos, uma vez mais, os despejos na orla marítima matando toda a vida da orla costeira, tal qual se fez na abertura dos túneis com o consentimento das respectivas entidades autárquicas e governamentais.
E fico à espera de um milagre, um milagre que aconteça na minha própria e dolorida esperança, de um dia ver, com verdade, responsabilidade e consciência, debater estes fenómenos que se vão tornando usuais na Madeira.
 
Maria Teresa Góis
Diário de Notícias
 

sábado, novembro 10, 2012

para variar...

Folhados de alheira com espinafres
1 rolo de massa folhada de compra
1 alheira
1 punhado de espinafres frescos
 6 cogumelos frescos
queijo ralado q.b.
sal e oregãos secos
1 gema

Preparação:

Divida a massa folhada em quatro triângulos. Retire a pele à alheira e corte-a em pedaços. Lamine os cogumelos. Divida a alheira pela massa, por cima coloque os cogumelos e os espinafres em folhas. Cubra com o queijo ralado, tempere de sal e oregãos. Feche os triângulos da massa e pincele com a gema desfeita num pouco de àgua. Leve ao forno bem quente, a 220º, cerca de 25 minutos ou até ficarem douradinhos. Acompanhe com uma salada verde.

quinta-feira, novembro 08, 2012

os primeiros povoadores da Madeira?

“Investigadores alegam ter achado restos de primeiros povoadores Diversos fragmentos ósseos datados da época do povoamento da Madeira foram encontrados durante uma escavação arqueológica preventiva no centro urbano de Machico, protagonizada por uma equipa de investigadores do Centro de Estudos de Arqueologia Moderna (CEAM) e da Câmara Municipal de Machico.
 A descoberta aconteceu num espaço onde agora se situa a Junta de Freguesia da localidade. “A ‘grande novidade’ é certamente a cronologia destes achados, acreditando-se que estes serão os restos mortais mais antigos datados até ao momento (correspondendo, cronologicamente, à segunda metade do séc. XV), coincidindo assim com a chegada dos primeiros povoadores da Madeira”, refere Rafael Nunes, investigador do CEAM e do Centro de História de Além-Mar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores. Conjuntamente com Maria José Adserias, odontóloga da Universidade de Barcelona, este investigador elaborou um estudo que foi apresentado no passado mês de Maio nas IV Jornadas Científicas da Associação Espanhola de Antropologia e Odontologia Forense, em Madrid. Nele são analisados os restos exumados, dos quais se destaca uma mandíbula que foi pormenorizadamente estudada. Apesar de não estar completa, mesmo assim faculta muita informação aos investigadores, que determinaram pertencer a uma mulher caucasiana de meia-idade, “que provavelmente sofreu de escassez de alimentos (dada a morfologia da mandíbula e o desgaste e patologias dentárias)”. O estudo que se debruçou sobre este achado envolveu antropólogos, arqueólogos, odontólogos e até veterinários, que distinguiram ainda um dente pré-molar de um cão, possivelmente trazido pelos portugueses ou que pertenceu a uma das primeiras gerações de cães que nasceram na Madeira. “Foram também detectados ossos pertencentes ao esqueleto pós-craniano humano, onde foram detectadas algumas patologias, e intervenção de elementos tafonómicos externos. Estes ossos serão agora submetidos a análises radiológicas, o que seguramente ainda trará novas informações sobre estes indivíduos”.

  Luis Rocha, Diário de Notícias, Domingo, 17 de Junho de 2012

quinta-feira, novembro 01, 2012

Marmelada (de marmelo) "à século XXI"....

Sinais dos tempos, vou perdendo a pachorra que tinha para a doçaria e afins.Procuro, assim, colmatar esta falta com receitas rápidas mas com resultados idênticos. Tendo, há dias, encontrado marmelos, cá vai a marmelada rápida e bem comestível....

Para 1,300Kg de marmelos, 700 ou 750 gr de açúcar, 2 colheres de sopa de sumo de limão e uma casquinha, 5 colheres de sopa de água.
 
Lave bem os marmelos, corte em quartos e separe o veio e sementes do meio que pode guardar para a geleia, numa taça com água.
Corte os marmelos com casca em pedaços, deite na panela de pressão e misture a água, o limão e o açúcar.
Feche a panela, leve ao lume e logo que apite, reduza a chama e deixe 30 minutos a ferver.
Deixe sair o vapor da panela, abra e com a varinha mágica triture.
 
Verta em taças, deixe secar por uns dias e cubra-as com papel vegetal humedecido com aguardente.
Resulta!
 

01 de Novembro de 1755

segunda-feira, outubro 29, 2012

como nasceram os livros

no dia internacional do livro
...
Para quem hoje se depara com a facilidade dos e-books, nem chega a imaginar o longo caminho percorrido pelos livros na História. Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registos históricos, a compilação de leis e a divulgação de ideias. Actualmente, a produção de livros chegou a tal ponto que, por exemplo, o século XX foi responsável por uma literatura histórica superior a de todos os outros séculos somados juntos!

No Egipto Antigo, o ancestral dos livros foi concebido através do papiro. Transformada em actividade importante, a escrita no papiro era exclusivamente executada por uma classe de escribas responsáveis pela leitura e fabricação dos textos oficiais e religiosos. Pesquisadores apontam que as peças de papiro mais antigas já encontradas foram concebidas há três mil anos antes de Cristo. Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.

Por volta do século X a. C., a organização dos documentos escritos ganharam maior funcionalidade com a invenção dos pergaminhos. Apesar de não serem tão práticos como os encadernados que se lhes seguiram, essa base material foi de suma importância para a preservação de importantes textos da Antiguidade, como a Bíblia Sagrada e os escritos de alguns pensadores do mundo clássico. Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos era superior à do papiro.

A concepção do livro encadernado já era tentada nessa época. Para tanto, pegavam os pergaminhos disponíveis e realizava-se a organização de cada uma das supostas páginas. Conhecidos como "codex" (códice, em português) essas primeiras edições facilitaram a locomoção e manuseio dos textos escritos. Já nos fins da Antiguidade, por volta de 404, São Jerónimo registrou uma extensa teoria sobre as formas pelas quais seria possível produzir um livro.

No período medieval, o acesso ao mundo letrado ficou praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a protecção dos mosteiros e tinham sua sabedoria conservada pelo demorado trabalho de monges copistas. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Em tal época, era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens.

Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, observamos que na Idade Moderna a leitura e a escrita ainda se conservavam atreladas aos privilégios desfrutados pelas elites. Ler e escrever eram prazeres ainda destinados aos nobres e burgueses enriquecidos.

O século XIX, como filho das inovações tecnológicas, marcou uma época de grandes produções. Vale frisar que o processo de liberalização dos Estados Nacionais teve grande influência na disseminação do ensino público e no consequente incremento do número de leitores. Com o barateamento dos custos de produção, a leitura passou a atingir grandes parcelas da população. A partir de então nasceram os famosos e ainda bastante procurados “best-sellers”.(fonte:net)

quarta-feira, outubro 24, 2012

 
 
É estranho o sentimento  de orfandade
Não deixamos de ser filhos,
 Mas parece que já não o somos.
Já não falamos nem vemos,
Apenas lembramos.
Após 92 anos na Terra que fiques em paz no Céu.
    Sem cuidados nem agruras,
    Sem lamentos, sem dores.
RIP Mamy.

sexta-feira, outubro 19, 2012

aconteceu no Funchal....lol



Desconhecidos terão alterado na última madrugada o nome inscrito numa placa toponímica de uma rua no centro do Funchal, tentando aparentemente passar uma mensagem política. Assim, a 'Rua da Queimada de Cima' foi rebaptizada de 'Rua Alberto João Rua', conforme se pode ver na fotografia captada esta manhã, quando a alteração clandestina chamava a atenção de alguns transeuntes.
Esta mensagem parece também enquandrar-se no conjunto de inscrições murais, com mensagem de protesto, que surgiram em vários locais da Madeira após a manifestação de 15 de Setembro.

in: DN Madeira,19/10/2012

quinta-feira, outubro 18, 2012

o destino dos jovens portugueses...

Pedro Marques, enfermeiro português de 22 anos, emigra quinta-feira de madrugada para o Reino Unido, mas antes despediu-se, por carta, do Presidente da República e pediu-lhe para não criar “um imposto” sobre as lágrimas e sobre a saudade.                           
“Quero despedir-me de si”, lê-se na missiva do enfermeiro portuense, enviada hoje a Cavaco Silva e que tem como título “Carta de despedida à Presidência da República”.

O enfermeiro Pedro Marques, que diz sentir-se “expulso” do seu próprio país, implora a Cavaco Silva para que não crie um “imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade” e apela ao Presidente da República para que permita poder regressar um dia a Portugal.

“Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia”, lê-se.

Em entrevista à Lusa, Pedro Marques conta que vai ser enfermeiro num hospital público de Northampton, a 100 quilómetros de Londres, que vai ganhar cerca de 2000 euros por mês com condições de progressão na carreira, mas diz também que parte triste por “abandonar Portugal” e a “família”.

Na mala, Pedro vai levar a bandeira de Portugal, ao pescoço leva um cachecol de Portugal e como companhia leva mais 24 amigos que emigram no mesmo dia

Mónica Ascensão, enfermeira de 21 anos, é uma das companheiras de Pedro na diáspora.

“Adoro o meu país, mas tenho de emigrar, porque não tenho outra hipótese, porque quero a minha independência, quero voar sozinha”, conta Mónica, emocionada, pedindo ao Presidente da República e aos governantes de Portugal para que “se preocupem um pouco mais com a geração que está agora a começar a trabalhar”.

“Adoraria retribuir ao meu país tudo aquilo que o país deu de bom”, diz, acrescentando que está “zangada” com os governantes, porque o “país não a quer mais”.

Pedro Marques não pretende que o Presidente da República lhe responda.

“Sei que ser político obriga a ser politicamente correcto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho”, lê-se na carta de despedida do filho de uma família de emigrantes que se quis despedir de Cavaco Silva.
fonte: Público

Nota da Redacção - Este é o Portugal sem futuro em que as novas gerações emigram para terem direito ao trabalho.São dezenas de milhares os que deixaram o país e que dizem que não voltarão. A destruição da economia e do emprego por este governo, a taxação de 49% em média de carga fiscal (na União Europeia é de 39%) obrigam a emigração, fomentam a Pobreza. Precisamos com urgência de políticos com sensibilidade, que não reduzam a população do país a um número....




domingo, outubro 14, 2012

os "Esmifrados"

Diário de Notícias
 
                                                   "Arrepiam-se as carnes e o cabelo, a mim e a todos, só de ouvi-                                                     lo e   vê-lo"                                                                    "Os Lusíadas", Canto V, de Luís de Camões
 
Com a profusão de acontecimentos e informações que nos têm assolado, sobretudo nestes últimos quinze dias, torna-se difícil isolar uma opinião e não ser levada pela sensação generalizada do mais comum dos cidadãos - a actualidade política, essa mesma que toca e deixa marca na nossa vida.
O país pede pão e democracia.
Um grito que o governo não ouve e que parece ser interdito às bandas de Belém. Será que não usam a condição de mortais e que a atmosfera política não lhes fede?
Somos quase diariamente insultados. De "piegas" a "coitadinhos", de "completamente ignorantes", de ouvir um primeiro-ministro dizer que mais vale "viver mal e morrer bem", de nos mandarem sair da "zona de conforto" e "emigrar", de dizer que "o desemprego pode ser uma oportunidade", de sermos apelidados de "mexilhão" e só nos faltava mesmo vir um lacaio da Goldman Sachs, de nome Moedas, dizer que somos um país de "esmifrados". Usam mesmo La Fontaine para o insulto!
Tiram-nos a pele, o coiro e o cabelo, a esperança e o futuro e, bem devagarinho, apelidam-nos de "melhor povo do mundo".
Sempre ouvi dizer que os Homens se avaliam pelas pequenas atitudes e pelas frases espontâneas. Assim sendo, é bem abaixo de lixo que faço a minha avaliação dos desvarios e incompetências políticas com que todos os dias sou brindada. É que nem a crítica austera dos pares mais velhos e experientes, direi mesmo dos competentes pares deste governo, os convencem!
Somos Lusos, somos Portugueses, uma nação que se fez, que pelejou, em que as Aljubarrotas, Alcáceres Quibir ou 25 de Abril da nossa História não estão esquecidas. Se hoje naufragamos é porque a barcaça social naufragou, por incúria dos homens desencartados que ousaram pegar no leme.
Quererá o capital enfrentar o pão dos escravos de outrora?
Na sequência do que nos foi levemente comunicado na 5ª feira passada, fiquei a saber que não podemos afirmar que o governo rouba o contribuinte. Digamos então que gama, furta, suga e empobrece.
Só que os tempos mudaram, mudou a mentalidade do" melhor povo do mundo" que, espezinhado, usará a força do provérbio popular: "ou vai ou racha!".
As manifestações de rua subscritas por gente tão diferente como um médico, um professor, um pedreiro, um desempregado ou um estudante, com cartazes e flores, têm sido o aviso pacífico e adulto dos que defendem a nacionalidade. Mas chegámos ao limite do suportável, é preciso agir.
Os verdadeiros "esmifrados" estão no palco do poder. Incompetentes, indecisos, desavindos não passam de aprendizes medrosos, vaiados, que fogem por portas traseiras rodeados de seguranças temendo o povo "paciente e compreensivo".

sábado, outubro 13, 2012

todos contra a Dengue


Como matar mosquitos ecologicamente correto.
Para ajudar com a luta contínua contra os mosquitos da dengue e a dengue hemorrágica, uma ideia é trazê-los para uma armadilha que pode matar muitos deles.

O que nós precisamos é, basicamente:
  • 200 ml de água,
  • 50 gramas de açúcar mascavado,
  • 1 grama de levedura (fermento biológico de pão, encontra em qualquer supermercado ) e uma garrafa plástica de 2 litros

A seguir estão os passos a desenvolver:

1. Corte uma garrafa de plástico no meio. Guardar a parte do gargalo

2. Misture o açúcar mascavado com água quente. Deixar esfriar. Depois de frio despejar na metade de baixo da garrafa.

3. Acrescentar a Levedura . Não há necessidade de misturar. Ela criará dióxido de carbono.

4. Colocar a parte do funil, virada para baixo, dentro da outra metade da garrafa.

5. Enrolar a garrafa com algo preto, menos a parte de cima, e colocar em algum canto de sua casa.

Em duas semanas você vai ver a quantidade de mosquitos que morreu lá dentro da garrafa.Além da limpeza de suas casas, locais de reprodução do mosquito, podemos utilizar esse método muito útil em escolas, creches, hospitais e residências. Não se esqueça da dengue.
 
Agora qu temos de conviver com estra praga na Madeira (importada com as palmeiras que vieram do Egipto sem qualquer conytrole sanitário), não custa prevenir.