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sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Véus de mármore

Tem que ter a skill em nivel jedi para esculpir isso aqui no mármore.Essa escultura abaixo, “A virgem velada” é uma das mais impressionantes que eu já vi , notem o efeito de transparência, é do artista italiano do século XIX Giovanni Strazza.

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Pensa no grau épico de dificuldade de modelar um véu sobre um rosto num material que está entre os mais duros do planeta, o mármore ( mineral de dureza 3 – escala de Friedrich Mohs). Outro problema é que o mármore não tem adição. É uma escultura 100% feita por subtração. Por isso que dizem que para esculpir uma figura, você pega o bloco e “simplesmente tira tudo que não é a figura dele”.


Véu de mármore4 Véus de mármore Curiosidades

Já tá humilhado? Espere até descobrir que não é só essa. Existem grandes esculturas que criaram belíssimos véus de mármore:


Véu de mármore1 Véus de mármore Curiosidades
 
Véu de mármore8 Véus de mármore Curiosidades

Véu de mármore6 Véus de mármore Curiosidades

Véu de mármore5 Véus de mármore Curiosidades
 
Véu de mármore10 Véus de mármore Curiosidades

Pensa no nível de dificuldade de esculpir isso aqui sem quebrar:


390041 original Véus de mármore Curiosidades
Este é um monumento ao pai do príncipe Raimondo, Antonio de Sangro (1.685-1757)
O nome italiano do monumento Disinganno é muitas vezes traduzida como “decepção”, mas não no sentido convencional disso, e em eslavo eclesiástico – “A liberdade do feitiço”.
”A liberdade do feitiço” (depois de 1757) de Franschesko Kvirolo e é a mais famosa de suas obras, pela habilidade em fazer esta rede.
Toda feita em uma única peça de mármore e pedra-pomes, Kvirolo foi o único mestre napolitano que aceitou o desafio. Outros grandes escultores amarelaram, acreditando que a rede iria quebrar em pedaços.
Escultores fantásticos dominam há séculos a arte do recorte preciso da pedra.
E que tal essa textura de pele, de Lorenzo Berdini, que retrata o sequestro de Perséfone? Reparem a pressão dos dedos na pele.
 
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bed9f06ab6c98c1416077119376a9cfa 581x1024 Véus de mármore Curiosidadesrecebido por email

terça-feira, fevereiro 11, 2014

o gigante

Animação portuguesa candidata a prémios Goya


 
 
foto DR
Animação portuguesa candidata a prémios Goya

 

A curta-metragem portuguesa de animação "O gigante", de Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida, está nomeado para os Goya, os prémios de cinema que são atribuídos este domingo pela Academia de Cinema de Espanha.
O filme português foi selecionado para a categoria "Melhor curta-metragem de animação espanhola", por ter Espanha entre os países coprodutores (além de Portugal, Brasil e do Reino Unido).
Com cerca de dez minutos e argumento de Nélia Cruz, a partir de uma ideia de Júlio Vanzeler, o filme estabelece uma narrativa sobre pais e filhos e o processo de crescimento, a partir da história de um gigante que transporta a filha no coração, sendo ele a mostrar-lhe a realidade.
"O gigante" é o primeiro filme correalizado por Júlio Vanzeler, até aqui conhecido sobretudo como ilustrador de livros para a infância e juventude, feito em parceria com Luís da Matta Almeida, fundador da produtora de cinema de animação Zeppelin Filmes.
Este é o único filme português selecionado para os Goya 2014, os mais importantes prémios de cinema atribuídos em Espanha.
Portugal tinha apresentado uma candidatura ao Goya de melhor filme ibero-americano, com "A última vez que vi Macau", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, mas a longa-metragem não chegou às nomeações finais.

domingo, fevereiro 09, 2014

O paradigma

                                                      
                                      
            “A política chegou a tal miséria que nem a polidez instintiva coíbe os homens.”
             Eça de Queirós 

    A palavra mais ouvida nas últimas semanas, pronunciada por políticos e comentadores, a propósito e a despropósito, é a palavra “paradigma”. A curiosidade levou-me a dicionários na busca de um significado diferente ao que conhecia; mas, lá está, “modelo, padrão, norma” ou seja, na actual linguagem política, imposição, ideia já decidida mas não comunicada ou esclarecida.
     A meu ver o paradigma civilizacional está esgotado quando se apuram os índices reais de pobreza, de miséria, de taxa de desemprego, de emigração, de taxas de óbitos por falha de assistência, de suicídios e quando funcionários, pensionistas e reformados são esmifrados a troco de um perdão fiscal a grandes empresas num valor de 7,8% do PIB nacional.
     Falta pão nos lares portugueses mas as sessões de circo são contínuas.
     Vejamos o capítulo do caso “Miró”. Quando pertença do BPN tinham uma avaliação de 150 milhões. Em 2007 a mesma colecção de 85 quadros foi avaliada pela Christies’s em 81,2 milhões de euros e nos dias de hoje o governo de Portugal esperava arrecadar 35 milhões. Se não estivéssemos já avisados pelas frotas de “submarinos” que actuam neste país, pelos avisos da comissão europeia sobre os níveis de corrupção e pelo amadorismo imbecil que não tem emenda, é caso para usar a esquecida expressão tão madeirense “aiaiai que a gatinha quer água”! Se há um mercado que não se desvalorizou, foi o mercado da Arte.
     Mas Arte, Cultura, Educação ou Saúde, são palavras desusadas para esta maioria.
     Os emigrantes, os desempregados ou mesmo os mortos não participam nas sondagens, sequer nas votações e este facto deve ser levado em conta em todos os actos políticos a que somos chamados.
     Se em tempos foram os Descobrimentos e “os feitos valorosos” que nos levaram pelo Mundo, hoje somos o país que mais se curva a interesses estrangeiros em detrimento de valores patrimoniais e patrióticos.
     E noutra sessão circense ouvimos a proclamação da roleta de carros topo de gama, a troco do que deveria de ser obrigação civilizada de cumprimento de deveres.Com o tempo chegaremos aos ferros de engomar, microondas ou até edições de livros de autoria ministerial…   Pura anedota.
     As providências cautelares chovem, até do Ministério Público, os pedidos de fiscalização chovem, até do Provedor da Justiça, e o povo brando, cansado vai rimando “naquele engano de alma ledo e cego que a fortuna” e a carência não deixarão durar muito.
     E, se não ficarem esclarecidos com os paradigmas deste governo, olhem para a senhora presidente da Assembleia da República e matutem no “conseguimento” e no “inconseguimento frustracional devido à crise”.

Maria Teresa Góis

 http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/430089-o-paradigma

domingo, janeiro 26, 2014

Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos

Não sabemos se esta informação, no título do post, é realmente verdadeira. As fotos foram publicados por um usuário do Reddit.
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos


 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Amoo Hadji é um iraniano de 80 anos e está há 60 sem tomar banho. Ele vive na aldeia de Dezgah, no Sul do Irão e resolveu não tomar mais banho quando tinha apenas 20 anos.

Hadji vive de forma primitiva, dorme numa cabana e alimenta-se de animais que caça. Durante a época de frio, fuma cigarro atrás de cigarro para se aquecer, avança a agência noticiosa iraniana.

Desconhecem-se as razões que levaram Hadji a adotar este estilo de vida.

domingo, janeiro 12, 2014

O Protagonista C. E.S.




Sem qualquer sombra de dúvida os reformados que levam pela mão os funcionários públicos foram os protagonistas do ano passado e sê-lo-ão este ano, pelo que já foi nos anunciado com pompa e circunstância.
São protagonistas mas “recalibrados” ou, se quiserem, aqueles sobre quem foi “alargada a taxa de incidência”. Corrigindo o parecer governamental digo que são aqueles sobre quem é alargada a taxa de indecência…
Esta é a derradeira prensa sobre a classe média e sobre os “grisalhos” que, espero bem, saibam nos actos eleitorais olhar à competência dos candidatos e a começar já pelas eleições europeias.
Esta “calibragem” define a safadeza do verdadeiro alcance das medidas pretendidas e sobre quem. Ao longo de toda esta “narrativa” imposta, chego à conclusão de que este governo já nem tem valor de caricatura e não passa de simples rabisco.
E rabiscam sobre a saída hipotética do “protectorado” (que na minha opinião precoce é mais sino-africano do que outra coisa), o PR fala em providências cautelares e o vice discorre sobre saídas “à irlandesa”…Ainda os vamos ver de “kilts” mas sem gaita de qualquer espécie pois não têm estaleca para isso!
Inventam-se “relógios da troika”, desacertados. Como diria um funcionário de olhos em bico de uma qualquer loja chinesa, tem “a pila flaca”. É isso mesmo que parece haver no governo deste triste e pobre país onde os jovens formados emigram e ministros ou secretários projectam importar quadros estrangeiros…Mais uma ideia de Lomba! “Flaquezas”…
Nem a “virgem da 5ª avaliação” nos vai safar da incompetência, da destruição destes três últimos anos de empresas públicas rentáveis ou indispensáveis, vendidas a retalho, das benesses aos financeiros e da “calibragem” imposta aos reformados e funcionários públicos.
 Porque não se institui no país um “plafond” máximo de retribuição de mil e quinhentos ou de mil e duzentos euros para todo e qualquer trabalhador ou pensionista, público ou privado, simples trabalhador ou topo de gama financeiro, durante uns meses? Talvez se resolvesse o buraco orçamental mais depressa e a insensibilidade governamental sentisse a diferença no bolso. A total incapacidade de reformas das instituições do Estado talvez disparasse numa acção séria de calibragem, sem vinganças grisalhas e sem margens para leis inconstitucionais.
Não há que ter admirações se, daqui a uns meses, as taxas de insolvências voltarem a disparar, com crédito mal parado, com rendas em atraso, com convulsões sociais. Tudo este “governo” tem feito para, protegendo o grande capital, (aquele que não emigrou para os offshores) e tal qual como publicamente anunciou, “empobreça” totalmente o país.
Penso que devemos deixar a hora do sonho e lutar pela realidade.

Maria Teresa Góis 

 http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/425300-o-protagonista-c-es

domingo, dezembro 15, 2013

Num atalho para o Natal

“Ninguém O viu nascer.
Mas todos acreditam                                                       


Que nasceu.   
É um menino e é Deus.”

Miguel Torga, 25-12-1983      


Não é fácil, a poucos dias do Natal, escrever breves linhas sem referir as metas falhadas, os pareceres negativos que chovem de todos os lados e que baixam as defesas dos portugueses.
Todos os dias nascem profetas e messias neste país e a acreditar nas vezes em que a palavra “milagre” é invocada pelo governo, concluímos de imediato que destes messiânicos não precisamos pois, na verdade, todos somos pequenos ou grandes consoante a dimensão da palavra, da acção ou do carácter com que vivemos.
É Natal mas o mundo permanece na mesma!
Precisamos destas efemérides sagradas para, numa faxina de reflexão pessoal, nos reencontrarmos e adquirirmos a paz lavada da alma.
Mas não uma paz bovina, boçal, mas a realista que nos faz olhar um Portugal de tantas crianças de olhos e prato vazios, de pais desiludidos e revoltados, querendo esquecer que é Natal. Quantas famílias olharão, com lágrimas, as luzes coloridas chinesas das montras, das vidraças, tudo de relance, lembrando os “natais” de outra vida?
Gostaria de ver a “troika” substituindo o Rudolph, a Dasher, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzer, puxando um trenó carregado de ânimo, de esperança, de alegria infantil, de sorrisos adultos, de horizontes de vida iluminados.
Gostaria também que por um milagre não houvesse natal com luzes, prendas, mesa farta, na casa dos que deliberada e teimosamente cismam nos erros que fizeram desta nação um coro de desiludidos, de emigrados, de pobres.
Sonho ou deliro pois não sou profeta nem messias…
A quadra da “Festa” iniciou-se hoje na tradição madeirense com as Missas do Parto.
Que essa Alegria sã extravase e se prolongue pelo novo ano, com ânimo, sem esmorecimentos, acreditando que ninguém é eterno e que a história dos tempos já nos provou que basta uma cadeira e uma queda para haver mudança!
A todos Boas-Festas.

Maria Terersa Góis (15 Dezembro 2013)

 http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/421594-num-atalho-para-o-natal

circo de luz, Terreiro do Paço, Lisboa

domingo, novembro 17, 2013

Não podemos ignorar...

“Vemos, ouvimos e lemos Não podemos ignorar…” 
Sophia Mello Breyner Andersen (in: Cantata da Paz)


Quando uma estatística afere em 67% o índice de felicidade dos portugueses, vou ali aos “mercados” e já venho… Mais, 69% estão tão ou mais felizes do que há três anos (“Expresso” 08.11.2013).
A minha descrença espelha-se no número de outras estatísticas substantivas como a Pobreza, a Fome e as cantinas sociais que nunca conseguem satisfazer toda a clientela, o desemprego ou a emigração. A desilusão e o desalento são, também, sentimentos populares.
Os políticos de refugo, filhos de escolinhas partidárias de “rankings” menores querem convencer os europeístas troikanos de que são filhos de um deus maior e salvadores da Pátria. Puro embuste!
A famosa estrada do progresso ainda não conseguiu ser projectada. Porém, já corremos o risco de ser atropelados. Os sofrimentos morais e sociais não casam com tais índices de felicidade.
Cada erro consentido é um rude golpe nas populações, nas instituições e empresas, do país.
A democracia, ou a igualdade social como já alguém lhe chamou ehoje em perigo, alerta para o fosso cada vez maior entre a carência e a opulência. E a cada semana nos sobressaltamos com guiões, caricaturas e falsetes. Somos, então, um povo maioritariamente feliz?
A política opressora sem resultados nega a democracia e faz realçar a falta de aptidão e petulância de quem se julga sobredotado e “bom aluno”. Também realça a corrupção…
Um governo move-se por ideias mas um povo move-se por ideais.
Se todos fossemos cegos, surdos ou coxos, quem notaria o defeito? Será que só um espírito de Abril elevaria a felicidade à potência dos 100%?
A expressão de rua é legítima mas não provoca consequências imediatas. É necessário que o cidadão não seja indiferente, não se limite a teclar nas redes sociais, não ignore e participe na construção democrática de um debate público e político.
Deixámos de ser sem surpresa os companheiros da Irlanda. Sucedem-se agora as declarações de sinal contrário, e os comentadores a soldo afanam-se.
Ainda há, felizmente, “medias” que trilham a independência e o esforço profissional à informação pura e crua, por isso isenta, enquanto outros a blindam de constrangidos e dependentes que estão.
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar….