quarta-feira, abril 23, 2014
Mulheres
Há nas mulheres
O sono duma ausência
Como uma faca aberta
Sobre os ombros
À qual a carne adere
Impaciente
Cicatrizando já durante
O sonho
E há também o estar impaciente
Todo o corpo
Sorrir não devagar
Claramente
Lugares inventados sobre
Os olhos
E há ainda em nós
O estar presentes diariamente calmas
E seguras
Mulheres demasiado
serenamente
Nas casas
Nas camas
E nas ruas
Maria Teresa Horta
segunda-feira, abril 21, 2014
sábado, abril 19, 2014
sábado, abril 12, 2014
Papiro que evoca "a mulher de Jesus" não é uma falsificação

O papiro que menciona a mulher de Jesus
Fotografia © DR
As análises científicas de um papiro muito controverso, no qual é
mencionado "a mulher de Jesus", revelaram que este documento é antigo e
as suas origens remontam entre o VI e o IX séculos.
Um estudo divulgado na
quinta-feira nos Estados Unidos refere que este documento, revelado em
2012 por Karen King, professora de história na Universidade de Harvard
Divinity, é quase de certeza um papiro antigo e não uma falsificação
feita recentemente.
Este documento, que sugere que Cristo era
casado, foi recebido com grande ceticismo no Vaticano e pelos
historiadores, que concluíram que provavelmente era uma farsa, citando a
sua origem desconhecida, a forma dos carateres das letras e os erros
gramaticais.
Trata-se de um fragmento de papiro com 3,8x7,6 cm, no
qual estão escritas as frases em língua copta: "Jesus disse-lhes:
'Minha esposa'" e "Ela poderá ser minha discípula".
Estas frases
suscitaram o debate em algumas igrejas sobre o celibato dos sacerdotes e
o facto de as mulheres poderem exercer o sacerdócio ministerial.
Nenhum evangelho menciona que Jesus foi casado ou tinha discípulos mulheres.
Karen
King observa que este documento não prova que Jesus era casado: "Este
texto sublinha apenas que as mulheres, mães e esposas, também poderiam
discípulas de Jesus", um assunto que foi objeto de um debate apaixonado
sobre o início do cristianismo.
As análises científicas concluíram que o papiro, a tinta, a escrita e a estrutura gramatical indicam que este documento é antigo e a sua data sua origem será entre o VI e o IX séculos.
"Todas essas análises e o contexto histórico indicam que este papiro é quase de certeza produto dos antigos cristãos e não uma falsificação recente", revela o estudo publicado na "Harvard Theological Review".
Este documento foi submetido a diferentes técnicas de datação por cientistas na Universidade de Columbia, Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
"Esses investigadores concluíram que a composição química do papiro e sua oxidação correspondem ao papiro antigo, como o Evangelho de São João", refere o estudo.
As análises científicas concluíram que o papiro, a tinta, a escrita e a estrutura gramatical indicam que este documento é antigo e a sua data sua origem será entre o VI e o IX séculos.
"Todas essas análises e o contexto histórico indicam que este papiro é quase de certeza produto dos antigos cristãos e não uma falsificação recente", revela o estudo publicado na "Harvard Theological Review".
Este documento foi submetido a diferentes técnicas de datação por cientistas na Universidade de Columbia, Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
"Esses investigadores concluíram que a composição química do papiro e sua oxidação correspondem ao papiro antigo, como o Evangelho de São João", refere o estudo.
Estas conclusões não têm convencido todos os historiadores.
Para Leo Depuydt, egiptólogo na Brown University, estas análises não provam a autenticidade do documento.
Em declarações a agência France Presse, Leo Depuydt explicou que é fácil conseguir folhas de papiro antigo no mercado.
Além disso, as análises da tinta não provam a data de origem, mas apenas que a composição é semelhante à da velha tinta, adiantou.
Leo Depuydt disse ainda que "os erros gramaticais" e as frases escritas, à exceção da "mulher de Jesus", são idênticas às do Evangelho de Tomé, um antigo texto descoberto em 1945.
"Não pode ser uma coincidência", sublinhou o egiptólogo, que considera "suspeito" que o proprietário deste papiro permaneça anónimo.
fonte: Diário de Notícias, Lisboa, 12 de Abril de 2014
Para Leo Depuydt, egiptólogo na Brown University, estas análises não provam a autenticidade do documento.
Em declarações a agência France Presse, Leo Depuydt explicou que é fácil conseguir folhas de papiro antigo no mercado.
Além disso, as análises da tinta não provam a data de origem, mas apenas que a composição é semelhante à da velha tinta, adiantou.
Leo Depuydt disse ainda que "os erros gramaticais" e as frases escritas, à exceção da "mulher de Jesus", são idênticas às do Evangelho de Tomé, um antigo texto descoberto em 1945.
"Não pode ser uma coincidência", sublinhou o egiptólogo, que considera "suspeito" que o proprietário deste papiro permaneça anónimo.
fonte: Diário de Notícias, Lisboa, 12 de Abril de 2014
terça-feira, abril 08, 2014
A Morte esqueceu-se de mim
Um sapateiro reformado da Índia alega ter nascido em Janeiro de 1835, o que faz de Mahashta Mûrasi não só o ser humano mais velho do mundo, mas também o homem que mais anos viveu na História, de acordo com o Guiness World Records.
As autoridades indianas avançaram que o homem nasceu
numa casa em Bangalore no dia 6 de Janeiro de 1835. A partir de 1903
passou a viver em Varanasi.
Trabalhou nessa cidade até 1957, altura em que se reformou... aos 122 anos.
«Estou vivo há tanto tempo que os meus bisnetos já morreram há anos»,
explicou Mûrasi. «De algum modo, a Morte esqueceu-se de mim. E agora já
não tenho esperança. Ao olhar para as estatísticas, ninguém morre com
mais de 150 anos, muito menos com mais de 170. Neste ponto acho que sou
imortal ou algo assim», considerou, citado pela imprensa internacional.
Segundo o WorldNewsDailyReport.com, todos os documentos de
identificação do homem confirmam a sua versão, mas até ao momento,
nenhum exame médico confirmou a veracidade da sua alegação. O último
profissional de saúde que Mûrasi visitou morreu em 1971, de modo que são
escassas as informações sobre o seu historial médico.
fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=695344
domingo, abril 06, 2014
uma Maria que não vai com as outras...
“Descartes já o tinha percebido com uma admirável clareza: a liberdade da indiferença é o grau mais baixo da liberdade.”
Gabriel Marcel (1889-1973)
Gabriel Marcel (1889-1973)
Tem família mas a família não a tem.
Há um sentimento de ausência que a veste, a ela, que às vezes alheia
percorre a calçada procurando nesse vai-e-vem fantasmas de acolhimento. É
uma eterna peregrinação diária sem fadigas, indiferente às forças que
não tem, no ímpeto com que caminha enterra os gestos cansados de mais um
dia obrigado à cegarrega do fado.
Vestida de absurdo, quando o vento sopra, deixa ver as pernas
acinzentadas pelo frio que se faz sentir, calçada de pano ou de umas
botas onde os pés se encolhem, leva no casaco arrumado no braço o pão
embrulhado que a alimenta, temperado de ar.
Dizem que às vezes compra um sumo, uma vela, uma caixa de fósforos.
Dizem que recebe uma pensão.
Sabe-se que dorme em casas vazias, servidas de veredas e que é ela que
acorda o dia para a claridade para que a não vejam sair do leito e do
agasalho que não tem. Lava-se nas águas das fontes ou torneiras, a horas
escusas, sem intimidades, surpreendida pelos que ao lusco-fusco fazem
caminhadas pela saúde.
Desconfio que nunca teve infância pelo modo como suporta o rigor do tempo e o pesar da vida.
Dá-me bom dia ou boa tarde fugidios e não consigo ver-lhe os olhos
magoados do sol ou da brisa fria, no rosto que baixa e ausenta, sofrido,
para mim dramático.
Incomoda-me vê-la passar, o passo já mais pesado, a saia – quase sempre a
mesma – mais torcida na cintura cingindo a magreza do corpo. Anos e
anos…Todos a conhecem.
Esta é a Indiferença figurada no traço humano!
No final do ano passado foi feita uma “contagem” de sem-abrigos e o
resultado deu-nos um número, decerto não exacto:4.420, sendo que 852
seriam em Lisboa. E estes desabrigados anónimos por todos os concelhos,
quem os conta?
Não se pode admitir a indiferença, o egoísmo, quando há meios para se
recuperar o que não é um modo de vida normal. Há culpados e, se calhar,
todos temos um pouco de culpa – pelo silêncio!
Não se vive há quarenta anos em democracia, com direitos adquiridos,
enquanto soubermos que há gente que não tem acesso a um mínimo de
dignidade.
Se não há as cantinas “take-away” que o actual ministro da solidariedade
tanto apregoou, que os meios do Estado através dos devidos serviços,
observando in loco a realidade, possam encaminhar, ajudar estas pessoas.
É para isso que os contribuintes descontam.
Para hipocrisia basta que tenhamos um vice-ministro que diga que os
portugueses que perderam o RSI tinham mais de cem mil euros no banco…
E se por acaso este pequeno texto provocar comichão, nada como o tempo da Quaresma para exorcizar línguas!
Estamos no século XXI não na Idade Média.
Maria Teresa Góis
in:Diário Notícias da Madeira, 06-04-2014
http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/440368-uma-maria-que-nao-vai-com-as-outras%E2%80%A6
terça-feira, abril 01, 2014
domingo, março 30, 2014
frutas (ao natural)
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1. Cacau
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2. Amendoim
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3. Baunilha
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4. Amêndoa
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5. Gergelim
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06. Castanha de caju
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7. Açafrão
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8. Alcaparra
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9. Couve de Bruxelas
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10. Alcachofra
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11. Canela
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12. Pistache
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E então, quantos da lista você já conhecia ao natural?
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segunda-feira, março 24, 2014
Há 1800 anos um soldado romano escreveu sete vezes à família.....
O papiro de um soldado romano enviado à família foi encontrado no final
do século XIX, ficou por decifrar durante mais de 100 anos por estar em
mau estado. Aurelius Polion tinha saudades de casa e estava à espera de
receber notícias dos familiares
A frase faz parte de uma mensagem com 18 séculos: “Rezo noite e dia
para que estejam de boa saúde, e presto obediência contínua aos deuses
em vosso nome.” Aurelius Polion, cidadão romano, legionário, escreveu
estas palavras para a sua família por volta do ano 214 depois de Cristo
(d.C.). O papiro foi encontrado no final do século XIX, mas por estar
tão degradado só recentemente é que foi decifrado do grego antigo e
traduzido para inglês. Através do seu estudo, publicado no Bulletin of the American Society of Papyrologists, ficamos a conhecer as saudades de um filho e de um irmão, que pede notícias de casa.
Cerca de 4000
quilómetros separam a Panónia Inferior, a província romana onde Aurelius
Polion estava colocado (hoje na região de Budapeste, na Hungria), e a
cidade de Tebtunis, a 130 quilómetros a sudoeste do Cairo, no Egipto,
onde a família do legionário vivia. Foi nos vestígios desta cidade
egípcia, dominada por Roma, que os egiptólogos britânicos Bernard
Grenfell e Arthur Hunt encontraram, no final do século XIX, este e
outros papiros.
“Não sei quantas cartas de soldados romanos
sobreviveram ao todo”, diz ao PÚBLICO Grant Adamson, que em 2011
participou no programa de Verão da Sociedade Americana de
Papirologistas, onde decifrou este papiro, guardado na Biblioteca de
Bancroft, na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Estados Unidos.
Segundo o investigador, que é da Universidade de Rice, em Houston,
Texas, terá havido muitas cartas, mas poucas terão sobrevivido. Esta
carta só sobreviveu porque no Egipto “o clima é apropriado para a sua
preservação”.
A carta dirige-se ao irmão, à irmã e à mãe. “Não
paro de vos escrever, mas vocês não se lembram de mim. Mas eu faço a
minha parte de vos escrever e não paro de vos ter presentes (na minha
mente) e de vos trazer no coração. Mas vocês nunca escreveram de volta,
falando da vossa saúde, de como estão. Estou preocupado convosco porque,
apesar de receberem frequentemente cartas minhas, nunca escrevem de
volta para que saiba de vocês.”
E continua a exigir notícias da
família: “Enviei-vos seis cartas. No momento em que vocês (?) me tiverem
na mente, deverei obter uma licença do (comando) consular, e irei ter
convosco para que saibam que sou vosso irmão. Porque não exijo (?) nada
de vocês para o exército, mas culpo-vos porque apesar de vos escrever,
nenhum de vocês (?) … tem consideração. Vejam, o vosso (?) vizinho … Sou
o vosso irmão.”
Grant Adamson defende que o legionário terá
nascido como egípcio mas que, entretanto, adquiriu cidadania romana. A
idade do documento foi inferida pelo estilo da escrita, pelo facto de o
soldado ser romano – em 212 d.C. foi dada cidadania romana a muita gente
–, e pela referência ao “comando consular”, a região da Panónia
Inferior só passou a ter governo consular depois de 214 d.C.
Aurelius
Polion terá sido, assim, voluntário do exército romano, pertenceu à
Legio II Adiutrix, ou segunda legião auxiliar, numa altura em que o
serviço militar era de 20 anos, mas num tempo calmo, sem guerras. “É
precisamente por as coisas estarem pacíficas que ele tem tempo para
escrever todas estas cartas”, diz Grant Adamson. “Uma das coisas que não
esperava encontrar foi a referência à obtenção da licença militar. Que
envolve um soldado ter de fazer um pedido [de licença], que depois seria
dada ou negada pelo comandante.”
O soldado falaria egípcio e
grego com a família – Tebtunis esteve sob ocupação grega antes de passar
a pertencer a Roma –, e latim na legião. A carta, no entanto, foi
escrita em grego. “O egípcio era falado mas não era escrito pela maioria
dos egípcios, e a sua família quase de certeza que não saberia muito
latim”, explica o investigador, acrescentando que na altura a literacia
da população era muito fraca.
Aurelius Polion terá pertencido a
uma família de classe baixa com alguns privilégios, mas não escreveria
bem: “Ele até escrevia algumas letras do alfabeto latino em vez do
grego, e usava alguma pontuação latina.”
O documento terá viajado de mão em mão até chegar a Tebtunis. Lido hoje,
é fácil sentir empatia pelos sentimentos que transparecem. “Reflecte as
emoções de um soldado no mundo antigo”, diz April DeConick, orientadora
do trabalho de Grant Adamson, citada num comunicado da Universidade de
Rice. “As suas emoções não são diferentes das dos soldados de hoje, que
querem voltar para casa.”
fonte: Público, Nicolau Ferreira, 24/03/2014
quinta-feira, março 20, 2014
terça-feira, março 11, 2014
domingo, março 09, 2014
O Coliseu, o recreio e os números
“Nós, Partido Social Democrata, não temos qualquer afinidade com as
forças de direita, nós não
somos nem seremos nunca uma força de direita.”
Francisco de Sá Carneiro
(Congresso PSD 1978)
somos nem seremos nunca uma força de direita.”
Francisco de Sá Carneiro
(Congresso PSD 1978)
A saturação informativa de há dias, vinda das Portas de Sto. Antão em
Lisboa, levou-me à magia da infância, à alegria de um contentamento
curioso, nas épocas de Natal ou Carnaval, que não esqueço e tenho
saudade. Hoje tudo está transformado e sei que aqueles momentos, o sítio
em si, são só grandes memórias.
Mas o local continua a atrair “circos” e círculos, deu-nos até
aparições de mortos-vivos na política, fotos de grandes, eufóricas e
recentes gargalhadas.
Da boca de um Passos Coelho (cujas notícias da violência do seu
primeiro casamento fizeram manchete pública nos jornais) ouvimos dizer
que “quando se começa a levar pancada, as primeiras é que podem ser as
mais fortes, não são, necessariamente, as que doem mais.” Depois, a
propósito das safras milagrosas que assolam Portugal, vemos um vice
fazer analogias com o 8º marido da de ZsaZsa Gabor. Se a sua condição
convicta de caridoso cristão fosse menos engraçadinha talvez soubesse
que a citada foi vítima de investimentos feitos com Madoff e que o seu
estado de saúde há uns anos, depois de ter tido uma perna amputada, não é
o melhor.
Mas quem poderá falar de oitavos maridos, com graça, senão um irrevogável solteirão?
Tudo isto é triste e é o nosso fado termos autoridades incompetentes e
incompetentes autoritários; e cito já um maçon conhecido que nos diz
que “a vida das pessoas não está melhor mas a vida do país está muito
melhor.” Afinal de que é feito um país senão do seu Povo?
Para os que lêem as notícias por alto transcrevo alguns números que
têm saído e que nos dão o verdadeiro retrato. Mês de Janeiro passado 420
mil desempregados sem subsídio, 50 mil crianças e jovens com abonos de
família cortados, 144,2 mil portugueses perderam apoio do Estado, foi
cortado o subsídio de educação especial a 105 crianças sendo que o apoio
entre Janeiro de 2013 e 2014 desceu 38%. O RSI era, no primeiro mês do
ano, entregue a 228 mil beneficiários com a média de 88€. Governo gasta
182 milhões com o Fundo de Desemprego (sendo que mais de metade dos
desempregados não recebe um cêntimo) e paga de juros mensais 541
milhões. Em 2013 houve dois milhões de ordens de penhoras por parte do
fisco, o IRS subiu a receita em 35,5%, o IRC 12%, o custo de vida subiu
20% e os apoios caíram 8%. Como se não bastasse a dívida pública já vai
no índice 217 sempre a crescer….
Se estas “pancadas” não são fortes, as que aí vêem e se hão-de prolongar, como serão?
Será que as 101 propostas rafeiras da aliança para as Europeias não
são a continuidade desta submissão troiquiana, de resultados duvidosos
que abatem os portugueses, elevam a dívida do país, provocam um
empobrecimento declarado e uma emigração constante?
Como acreditar num Governo que já constituí 208 comissões para
estudos diversos por ser incapaz, dentro de si, de pensar, planear e
resolver?
Aos números citados, às interrogações, só posso responder com uma
afirmação: todos temos responsabilidades! Cumpramos o dever cívico.
Maria Teresa Góis
http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/435110-o-coliseu-o-recreio-e-os-numeros
Domingo, 09 de Março de 2014
sábado, março 08, 2014
a "Feira da Ladra"
A Feira da Virgem
Repetir ou insistir é muitas vezes necessário para quem ainda não sabe que o nome da Feira da Ladra em Lisboa não tem nada a ver com ladras ou ladrões mas sim com a língua árabe. De facto a Feira da Ladra remonta ao século XIII, ou antes, quando a língua árabe era ainda familiar em Lisboa, apesar das barbaridades cometidas pelos cruzados, supostos cristãos, que a conquistaram aos Mouros.
Repetir ou insistir é muitas vezes necessário para quem ainda não sabe que o nome da Feira da Ladra em Lisboa não tem nada a ver com ladras ou ladrões mas sim com a língua árabe. De facto a Feira da Ladra remonta ao século XIII, ou antes, quando a língua árabe era ainda familiar em Lisboa, apesar das barbaridades cometidas pelos cruzados, supostos cristãos, que a conquistaram aos Mouros.
Podemos
ter a certeza que a conquista "cristã" de Lisboa em 1147 foi um
desgraçado desastre para a cidade Diz-se que o nosso primeiro rei,
impotente perante o assalto assassino à população de Lisboa, que
vivia civilizada e em comunhão com os cristão arabizados, sofreu por
ver que os seus aliados do Norte da Europa, não distinguiam as pessoas, e
para eles todos eram infiéis e inimigos, que se matavam
desapiedadamente.
Afonso Henriques queria, sim, a cidade, mas não queria um genocídio.
Feira da Ladra quer dizer Feira da Virgem (a Mãe de
Jesus), pois "A Virgem" em árabe se diz "al-:aadraa' (العذراء). Esta
palavra ouve-se repetidamente na Nursat, o canal televisivo dos
Maronitas (católicos) do Líbano.
fonte: António Pinho
***
Formação da Feira da Ladra e percurso histórico
A Feira da Ladra, tão típica e
pitoresca da cidade de Lisboa, ao contrário do que se possa pensar num
primeiro instante, não é um fenómeno contemporâneo, o seu percurso
histórico é longo e sem dúvida notável, sendo decerto a mais antiga
feira que, ainda hoje, se realiza com bastante vivacidade, no concelho
de Lisboa.
A sua origem remonta à fundação
da nacionalidade, aos primórdios da monarquia, tendo acompanhado o
crescimento e a formação da cidade de Lisboa.
Pensa-se que tenha tido início
entre 1185 e 1223. O seu nome não era ainda “Ladra” mas “Mercado Franco
de Lisboa”. A sua primeira localização foi junto ao Castelo de S.Jorge,
na muralha sul, no que então tinha o nome de Chão da Feira. Ester
mercado fazia-se apenas num dia indicado da semana, à Terça feira.
Em 1430, a feira passou a efectuar-se no Rossio e aí permaneceu durante os séculos XVI e XVII e metade do século XVIII.
Em 1809, a feira é transferida
do Rossio para a Praça da Alegria, pelo Edital de Novembro de 1809, em
virtude do terramoto de 1755, já que o Rossio foi sujeito a obras de
reconstrução, tendo ficado os locais indisponiveis com Os entulhos e os
trabalhos de reedificação.
No entanto, com o crescimento da
feira, os feirantes foram aumentando aos poucos as delimitações
inicialmente tomadas, chegando por sua iniciativa até ao Palácio do
Cadaval. Tal situação provocou no Marquês de castelo Melhor fervorosos
protestos, apresentando constantes reclamações à Câmara.
A 2 de Fevereiro de 1823, a
Câmara decide trnsferir a feira para o Campo de Sant’Ana, mas perante a
oposição dos feirantes e sob a condição destes não ultrapassarem a
esquina da Calçada da Glória, estas mudanças acabam por não se realizar,
tendo permanecido em Sant’Ana apenas cinco meses.
Em Abril de 1804, a
transferência acaba por ser inevitável devido às obras do alargamento do
Passeio público, onde se efectuava a feira.
Fixando-se a feira no Campo de
Sant’Ana, permitiu-se que funcionasse todos os dias.Com o decorrer do
tempo, esta passou a efectuar-se só às terças-feiras.
A Feira da Ladra permanece no
Campo de Sant’Ana quarenta e sete anos, até que por deliberação
camarária de 19 de Dezembro de 1881 e do edital de 23 de Fevereiro de
1882, foi transferida para o Campo de Santa Clara.
A resolução foi mal recebida,
uma vez mais, por parte dos feirantes fazendo-se desde logo sentir
protestos já que se tratava de uma zona, na altura, pouco acessivel ao
consumidor comum.
Atendida a reclamação no dia 18 de Abril do mesmo ano, voltaram ao antigo lugar.
A 1 de Julho de 1882, a Feira da
ladra acabaria por se instalar definitivamente no Campo de santa Clara.
Este facto levou a que muitos dos seus frequentadores mudassem, devido à
forte oposição que a mudança ocasionou.No entanto, o rápido crescimento
da cidade proporcionou o aflorescimento dos seus consumidores habituais
num curto espaço de tempo.
O funcionamento da feira em
santa Clara era somente às Terças-feiras, como já vinha sendo hábito nos
locais anteriores por onde passou. Só a partir de Novembro de 1903 foi
conferido o Sábado como mais um dia de feira (facto que ainda hoje se
mantém).
Com o passar dos tempos, esta
feira foi perdendo as características que a assemelhavam aos mercados
(existiam cada vez menos produtos alimentares à venda) passando a
concentrar-se sobretudo no negócio de artigos velhos e usados.
As mentes mais conservadoras não
viam com bons olhos este tipo de comércio,alegando que se tratava de
uma extravagância exagerada, um autêntico “oceano de lixo”.
A tendência da venda dos
objectos usados intensificou-se de tal maneira que se passou a utilizar o
Mercado de Santa Clara, inaugurado em 1877, unicamente como ponto de
venda obrigatório de géneros alimentares (carnes, peixes e produtos
hortícolas).
Em 1920 e até 1935, a Feira da
Ladra era uma coisa diminuta, não abragendo mais do que uns escassos
metros quadrados, junto ao Arco de S.Vicente.
Com o decorrer dos anos, a feira continuou a ser conhecida, até perto dos anos 70, como a feira ads velharias.
Nos dias de hoje, apesar do “velho” ainda estar presente e ter o seu valor, concorre com o comércio do “novo”.
O percurso histórico da feira da
Ladra está cronologica e sumariamente delineado até aos nossos dias,
sendo este marcado pela transição e mobilidade espacial.
Em cada período histórico
delimitada a um espaço único, esta feira adquiriu uma popularidade
justificada uma vez que para além de testemunho vivo de várias
mentalidades, ela partilhou vivências e particularidades com os
múltiplos locais em que se instalou.
fonte: http://anthropolugus.blogspot.pt/2010/01/feira-da-ladra-historia-de-uma-feira.html
segunda-feira, março 03, 2014
sobre os livros de bronze descobertos numa gruta da Jordânia
Aspecto de um dos livros em análise
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Numa
gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista para o Mar
da Galileia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que,
segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações
do catolicismo.
Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cm a 25,4 x 20,32 cm. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.
Segundo o jornal britânico "Daily Mail", 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.
A cova fica a menos de 160 quilómetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital.
Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.
Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cm a 25,4 x 20,32 cm. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.
Segundo o jornal britânico "Daily Mail", 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.
A cova fica a menos de 160 quilómetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital.
Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.
A gruta onde teriam sido encontrados
No
local ter-se-iam refugiado, no ano 70 d.C., os cristãos de Jerusalém,
durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito, que afogaram em
sangue uma revolução de judeus que queriam a independência.Cumpria-se então a profecia de Nosso Senhor relativa à destruição de Jerusalém e à dispersão do povo judaico.
Segundo o "Daily Mail" os académicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947.
Nelas, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão.
David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.
"É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja", disse ele.
Segundo o "Daily Mail" os académicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947.
Nelas, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão.
David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.
"É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja", disse ele.
São Simeão, bispo de Jerusalém
Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cleofás (irmão de São José) e de uma irmã de Nossa Senhora. Por isso, São Simeão era primo-irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David.
Quando o apóstolo Santiago, "O Menor" (primeiro bispo de Jerusalém) foi assassinado pelos judeus que continuavam seguidores da Sinagoga os Apóstolos que ficaram, em ruptura com o passado, escolheram Simeão como sucessor e ele recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.
Os primeiros católicos - naquela época não tinham aparecido heresias e todos os cristãos eram católicos - lembravam com fidelidade o anúncio feito por Nosso Senhor de que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data.
O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e de que deveriam abandonar a cidade sem demora. São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na actual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, Padre da Igreja.
Após o arrasamento do Templo, São Simeão voltou com os cristãos que se restabeleceram sobre as ruínas. O facto favoreceu o florescimento da Igreja e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos.
Os livros geraram muita disputa
Assim,
começou a reconstituir-se uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do
Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e
anunciado pelos Profetas.
Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar a todos os descendentes de David.
São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf. ACI Digital)
Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar a todos os descendentes de David.
São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf. ACI Digital)
Emociona
pensar que esses heróicos católicos judeus tenham deixado para a
posteridade o testemunho da sua Fé inscrito em livros tão trabalhados. O
facto aponta também para a unicidade da Igreja Católica.
Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras.
"Assim que eu vi fiquei estupefacto", disse. "O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã: Há uma cruz na frente e, detrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade".
"Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que, quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixação cristã acontecendo fora dos muros da cidade", acrescentou.
Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras.
"Assim que eu vi fiquei estupefacto", disse. "O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã: Há uma cruz na frente e, detrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade".
"Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que, quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixação cristã acontecendo fora dos muros da cidade", acrescentou.
fonte: email
terça-feira, fevereiro 25, 2014
domingo, fevereiro 23, 2014
quarta-feira, fevereiro 19, 2014
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
Véus de mármore
Tem que ter a skill em nivel jedi para esculpir isso aqui no mármore.Essa escultura abaixo, “A virgem velada” é uma das mais impressionantes que eu já vi , notem o efeito de transparência, é do artista italiano do século XIX Giovanni Strazza.

Pensa no grau épico de dificuldade de modelar um véu sobre um rosto num material que está entre os mais duros do planeta, o mármore ( mineral de dureza 3 – escala de Friedrich Mohs). Outro problema é que o mármore não tem adição. É uma escultura 100% feita por subtração. Por isso que dizem que para esculpir uma figura, você pega o bloco e “simplesmente tira tudo que não é a figura dele”.

Já tá humilhado? Espere até descobrir que não é só essa. Existem grandes esculturas que criaram belíssimos véus de mármore:





Pensa no nível de dificuldade de esculpir isso aqui sem quebrar:

Este é um monumento ao pai do príncipe Raimondo, Antonio de Sangro (1.685-1757)
O nome italiano do monumento Disinganno é muitas vezes traduzida como “decepção”, mas não no sentido convencional disso, e em eslavo eclesiástico – “A liberdade do feitiço”.
”A liberdade do feitiço” (depois de 1757) de Franschesko Kvirolo e é a mais famosa de suas obras, pela habilidade em fazer esta rede.
Toda feita em uma única peça de mármore e pedra-pomes, Kvirolo foi o único mestre napolitano que aceitou o desafio. Outros grandes escultores amarelaram, acreditando que a rede iria quebrar em pedaços.
Escultores fantásticos dominam há séculos a arte do recorte preciso da pedra.
E que tal essa textura de pele, de Lorenzo Berdini, que retrata o sequestro de Perséfone? Reparem a pressão dos dedos na pele.

recebido por email
Pensa no grau épico de dificuldade de modelar um véu sobre um rosto num material que está entre os mais duros do planeta, o mármore ( mineral de dureza 3 – escala de Friedrich Mohs). Outro problema é que o mármore não tem adição. É uma escultura 100% feita por subtração. Por isso que dizem que para esculpir uma figura, você pega o bloco e “simplesmente tira tudo que não é a figura dele”.
Já tá humilhado? Espere até descobrir que não é só essa. Existem grandes esculturas que criaram belíssimos véus de mármore:
Pensa no nível de dificuldade de esculpir isso aqui sem quebrar:
Este é um monumento ao pai do príncipe Raimondo, Antonio de Sangro (1.685-1757)
O nome italiano do monumento Disinganno é muitas vezes traduzida como “decepção”, mas não no sentido convencional disso, e em eslavo eclesiástico – “A liberdade do feitiço”.
”A liberdade do feitiço” (depois de 1757) de Franschesko Kvirolo e é a mais famosa de suas obras, pela habilidade em fazer esta rede.
Toda feita em uma única peça de mármore e pedra-pomes, Kvirolo foi o único mestre napolitano que aceitou o desafio. Outros grandes escultores amarelaram, acreditando que a rede iria quebrar em pedaços.
Escultores fantásticos dominam há séculos a arte do recorte preciso da pedra.
E que tal essa textura de pele, de Lorenzo Berdini, que retrata o sequestro de Perséfone? Reparem a pressão dos dedos na pele.
terça-feira, fevereiro 11, 2014
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