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domingo, junho 01, 2014

Os dias temáticos

Os dias temáticos

 
Maria Teresa Góis

 
 
01 de Junho, dia Mundial da Criança - Para além do dia da Mãe, este será dos únicos dias temáticos que relevo
As crianças são os únicos seres divinos que a nossa pobre humanidade conhece. Os outros anjos, os das asas, nunca aparecem. Os Santos, depois de Santos ficam na Bem-Aventurança a preguiçar, ninguém mais os enxerga. E, para concebermos uma ideia das coisas do Céu, só temos realmente as criancinha.”
In: A Ilustre Casa de Ramires
Eça de Queirós
O1 de Junho, dia Mundial da Criança – Para além do dia da Mãe, este será dos únicos dias temáticos que relevo. Não há vida sem Crianças, nossas ou não.
Ingenuidade, inocência, brincar de faz de conta, sorriso aberto, o esfregar dos olhos quando o “João Pestana” chega ou mesmo o espreguiçado acordar, a entrega confiante ou o ser princesa ou cavaleiro num reino encantado.
No seu olhar, digo intelectual, puro, livre, profundo, cresce um mundo novo.  Às vezes as nuvens do medo toldam-no, mas não o apagam.
Neste dia não quero lembrar apenas as crianças felizes ou afortunadas. Lembro as que padecem fome, trabalho forçado, violência e abuso, as que são roubadas à promessa evangélica que Eça, na citação acima, descreve.
Segundo a Procuradoria-Geral de Lisboa e num relatório trimestral relativo ao período de Janeiro a Março deste ano, foram abusadas por dia, sexualmente, duas crianças.
Das vítimas pouco ou nada sabemos; dos abusadores, noutros tempos apelidados de “tarados”, sabemos pela comunicação social que após prisão preventiva, arguidos e julgados, têm penas indemnizatórias, de apresentação regular às autoridades ou pulseira electrónica. Por mim sofreriam imediata castração química! E não sou radical; radical seria se fosse apologista de uma instantânea ablação…
Esta semana, na Índia e uma vez mais, duas pré-adolescentes de 14 e 15 anos foram violadas em grupo e depois enforcadas.
Em que Mundo vivemos? Que responsabilidades temos quando calamos, num crime cúmplice, o conhecimento de qualquer violência infringida?
Porque será que as lágrimas das crianças de cor me parecem maiores, fruto de um choro mais engrossado, mais pungente?
Num dia em que quase todos teremos “anjos” rabinos à nossa volta, partilho esta reflexão convosco.
Outros dias temáticos – Todos os demais


sexta-feira, maio 23, 2014

835 anos...


Celebraram-se 835 anos do reconhecimento da independência e fundação de Portugal. A 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre III emitiu a Bula "Manifestis Probatum", a qual declara independente o Condado Portucalense e D. Afonso Henriques o seu soberano.

sexta-feira, maio 16, 2014

Cientistas estudam cadáver de menina que caiu a um poço há 12 mil anos


Uma adolescente que caiu num buraco há mais de 12 mil anos, na península mexicana de Yucatan, está a dar pistas sobre as origens dos primeiros nativos americanos.
Batizada "Naia" pelos investigadores, o seu esqueleto é dos mais antigos e mais bem conservado das Américas.
Os restos mortais de "Naia" foram encontrados em 2007, quando foram encontrados numa caverna subaquática, juntamente com ossos de tigres de dentes de sabre, preguiças gigantes e ursos das cavernas, cerca de 41 metros abaixo do nível do mar.
Na altura em que "Naia" caiu, há 12 ou 13 mil anos, a área, denominada Hoyo Negro, era seca e estava acima do solo. O descongelamento de glaciares fez com que o nível da água do mar aumentasse e cobrisse o poço de água durante os últimos oito mil anos.
A rapariga tinha 15 ou 16 anos e terá caído naquilo que lhe pareceu um furo de água, tal como aos animais que tiveram o mesmo destino.
A pélvis de "Naia" ter-se-á partido no impacto, o que sugere que teve uma morte rápida após a queda, de acordo com o arqueologista e antropologista forense Jim Chatters.

O crânio mostra que "Naia" tinha um rosto estreito e pequeno, olhos grandes, uma testa proeminente e dentes projetados para fora. A sua aparência era "quase o oposto da dos nativos americanos", afirmou Jim Chatters aos jornalistas.
No entanto, um marcador genético encontrado numa costela e num dente, demonstram que a herança genética de "Naia" é a mesma de alguns nativos americanos dos dias de hoje.
O relatório, publicado na revista "Science", sugere que "Naia" descende de pessoas que migraram da Ásia através do estreito de Bering, por uma zona de terra que era conhecida como Beringia.
"O que este estudo demonstra pela primeira vez é que os paleoamericanos [expressão utilizada para designar os primeiros povos que habitaram o continente americano], com aqueles traços distintivos, podem estar também ligados à mesma população da Beringia que os nativos americanos contemporâneos", referiu Deborah Bolnick, professora assistente na Universidade do Texas.
Tal vai contra as teorias defendidas por alguns especialistas, que dizem que os nativos americanos descem de pessoas que migraram mais tarde, talvez da Europa, do Sudeste Asiático ou da Austrália.

fonte:Jornal de Notícias

segunda-feira, maio 12, 2014

O Porto de Lisboa em Época Romana

Trailer 2 - Documentário "Fundeadouro Romano em Olisipo" (titulo provisório) from Portugal Romano (Video) on Vimeo.

As escavações arqueológicas na Praça D. Luís I, em Lisboa, realizadas pela ERA arqueologia e coordenadas pelo arqueólogo Alexandre Sarrazola, revelaram um local de fundeadouro romano entre o século I antes de Cristo e o século V. Trata-se de um local junto à costa, onde os navios ancoravam temporariamente para trocas comerciais, trânsito de passageiros e reparações. É um achado raro e extraordinário, que reflecte de forma muito rica a história da cidade, o que motivou a realização deste documentário a ser produzido e realizado por Raul Losada no âmbito das iniciativas de divulgação do projecto «Portugal Romano». Link: portugalromano.com/2013/02/fundeadouro-romano-olisipo-praca-d-luis-i-lisboa/

quarta-feira, maio 07, 2014

o último a chegar à colecção

artesal, feito em madeiras de laranjeira e bucho,por um jovem do Porto Moniz que neste mês de Maio voltará à emigração. Obrigada Daniel Luís.

domingo, maio 04, 2014

“Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo”


 
“… mas quando o imposto começa a aparecer vagamente entre as profundidades do deficit, o povo exalta-se, reclama, pede, exige e às vezes deixa a sua cólera varrer os partidos e dispersar os corrilhos.”
Eça de Queiroz, 28 Fevereiro 1867


Perdoai-me, leitores, se hoje pego em citações recentes que quase todos ouvimos, interiorizámos ou não, mas que sentimos fosse na pele ou no íntimo.
Pé ante pé, em passinhos de coelho por portas escusas, com contraditórios posteriormente desmentidos, medidas subvertidas modificaram o país. A conflitualidade é notória e os números não a desmentem.
Em mais de três anos a apregoada reforma do Estado nem em papel vegetal nos foi apresentada. O corte de gorduras não sujou qualquer frigideira ainda que os portugueses se sintam cada vez mais fritos e aflitos. O primeiro-ministro anunciava em 23 de Abril último que “não se deve esfolar um coelho antes de o caçar” (Nem sonha ele a vontadinha que grassa no país!).
Em Fevereiro passado, ao provar bacalhau num salão internacional do sector alimentar, afirmou que era um produto para pessoas abonadas e, referindo-se a ele próprio, confessou-se “pouco abonado”. Lembra o lamento da parca reforma da D. Maria e do gasto de poupanças amealhadas de um Sr. Silva!
Como se não bastasse ouvimos há dias o primeiro-ministro afirmar numa entrevista televisa que “temos de remover os entorses que esta forte progressividade criou”. Perceberam? Eu também não!
E foi finalmente parido um DEO, cuja paternidade total ainda desconheço à data, que aumenta a taxa de IVA e a TSU, onerando reformados, activos e desempregados quando, há pouco mais de quinze dias, não haveria aumento de impostos.
A população prisional aumentou de 2011/2012 de 7,7% (2,5% média europeia) e cada preso custa ao país €47,07 (contra €103,00 na Europa).
Nem quero imaginar a comparação de preços a nível de refeições escolares ou hospitalares entre Portugal e a Europa. Neste momento uma bica ou uma sopa pagarão a curto prazo 23,25% de IVA enquanto os produtos petrolíferos pagam 13%.
Como se não bastasse, aumenta a emigração e o desemprego jovem é em Março pº. pº. de 35,4%.
Prevêem, os que governam, momentos idílicos de equilíbrio para daqui a dez ou vinte anos. Com sustentabilidade e tudo! Haverá, a esse tempo, população em Portugal?
As desculpas da troika, do Tribunal Constitucional, dos Mercados internacionais foram os papões que nem o governo, nem os conselhos de sábios formados e as comissões de estudos, serviram para diminuir a dívida, o deficit, a credibilidade e a dignidade que o país merecem.
Tudo se vende: empresas rentáveis, como os CTT, a energia para que os custos de consumo fossem mantidos mas que já subiram e voltarão a subir por força do preço ou mesmo do IVA, a ANA que já subiu as taxas aeroportuárias, a TAP está na calha e até o Oceanário já está em marcha.
Em nada me admiraria de ver a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos ou o Centro Cultural de Belém a serem concessionados por cinquenta anos…
Passámos os 40 anos de Abril e de um 1º de Maio em liberdade: sem pompas, sem manifestações que acusassem o desgaste que nos atinge o sabugo, sem a lógica da desilusão que transborda. Salvou-se a lembrança que a comunicação social nos recordou em entrevistas, histórias, documentos radiofónicos ou fotográficos, lembrando aos mais velhos o quanto foi importante e ensinando aos mais novos o porquê da liberdade que hoje desfrutam.
Temos, neste mês, mais uma oportunidade: saibamos aproveitá-la defendendo-nos de um centralismo europeu para que possamos ser uma voz clara, mesmo que pequena, mas firme em defesa dos nossos interesses, da nossa portugalidade.


Maria Teresa Góis

DiárioNotícias Madeira, 04 de Maio 2014

domingo, abril 27, 2014

lamento para a língua portuguesa


não és mais do que as outras, mas és nossa,
e crescemos em ti. nem se imagina


que alguma vez uma outra língua possa
pôr-te incolor, ou inodora, insossa,
ser remédio brutal, mera aspirina,
ou tirar-nos de vez de alguma fossa,
ou dar-nos vida nova e repentina.
mas é o teu país que te destroça,
o teu próprio país quer-te esquecer
e a sua condição te contamina
e no seu dia-a-dia te assassina.
mostras por ti o que lhe vais fazer:
vai-se por cá mingando e desistindo,
e desde ti nos deitas a perder
e fazes com que fuja o teu poder
enquanto o mundo vai de nós fugindo:
ruiu a casa que és do nosso ser
e este anda por isso desavindo
connosco, no sentir e no entender,
mas sem que a desavença nos importe
nós já falamos nem sequer fingindo
que só ruínas vamos repetindo.
talvez seja o processo ou o desnorte
que mostra como é realidade
a relação da língua com a morte,
o nó que faz com ela e que entrecorte
a corrente da vida na cidade.
mais valia que fossem de outra sorte
em cada um a força da vontade
e tão filosofais melancolias
nessa escusada busca da verdade,
e que a ti nos prendesse melhor grade.
bem que ao longo do tempo ensurdecias,
nublando-se entre nós os teus cristais,
e entre gentes remotas descobrias
o que não eram notas tropicais
mas coisas tuas que não tinhas mais,
perdidas no enredar das nossas vias
por desvairados, lúgubres sinais,
mísera sorte, estranha condição,
mas cá e lá do que eras tu te esvais,
por ser combate de armas desiguais.
matam-te a casa, a escola, a profissão,
a técnica, a ciência, a propaganda,
o discurso político, a paixão
de estranhas novidades, a ciranda
de violência alvar que não abranda
entre rádios, jornais, televisão.
e toda a gente o diz, mesmo essa que anda
por tal degradação tão mais feliz
que o repete por luxo e não comanda,
com o bafo de hienas dos covis,
mais que uma vela vã nos ventos panda
cheia do podre cheiro a que tresanda.
foste memória, música e matriz
de um áspero combate: apreender
e dominar o mundo e as mais subtis
equações em que é igual a xis
qualquer das dimensões do conhecer,
dizer de amor e morte, e a quem quis
e soube utilizar-te, do viver,
do mais simples viver quotidiano,
de ilusões e silêncios, desengano,
sombras e luz, risadas e prazer
e dor e sofrimento, e de ano a ano,
passarem aves, ceifas, estações,
o trabalho, o sossego, o tempo insano
do sobressalto a vir a todo o pano,
e bonanças também e tais razões
que no mundo costumam suceder
e deslumbram na só variedade
de seu modo, lugar e qualidade,
e coisas certas, inexactidões,
venturas, infortúnios, cativeiros,
e paisagens e luas e monções,
e os caminhos da terra a percorrer,
e arados, atrelagens e veleiros,
pedacinhos de conchas, verde jade,
doces luminescências e luzeiros,
que podias dizer e desdizer
no teu corpo de tempo e liberdade.
agora que és refugo e cicatriz
esperança nenhuma hás-de manter:
o teu próprio domínio foi proscrito,
laje de lousa gasta em que algum giz
se esborratou informe em borrões vis.
de assim acontecer, ficou-te o mito
de haver milhões que te uivam triunfantes
na raiva e na oração, no amor, no grito
de desespero, mas foi noutro atrito
que tu partiste até as próprias jantes
nos estradões da história: estava escrito
que iam desconjuntar-te os teus falantes
na terra em que nasceste, eu acredito
que te fizeram avaria grossa.
não rodarás nas rotas como dantes,
quer murmures, escrevas, fales, cantes,
mas apesar de tudo ainda és nossa,
e crescemos em ti. nem imaginas
que alguma vez uma outra língua possa
pôr-te incolor, ou inodora, insossa,
ser remédio brutal, vãs aspirinas,
ou tirar-nos de vez de alguma fossa,
ou dar-nos vidas novas repentinas.
enredada em vilezas, ódios, troça,
no teu próprio país te contaminas
e é dele essa miséria que te roça.
mas com o que te resta me iluminas. 


Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
(02/01/1942   -   27/04/2014)

quarta-feira, abril 23, 2014

Mulheres


Há nas mulheres
O sono duma ausência
Como uma faca aberta

Sobre os ombros
À qual a carne adere
Impaciente
Cicatrizando já durante
O sonho

E há também o estar impaciente
Todo o corpo

Sorrir não devagar
Claramente
Lugares inventados sobre
Os olhos

E há ainda em nós
O estar presentes diariamente calmas
E seguras
Mulheres demasiado
serenamente
Nas casas
Nas camas
E nas ruas


Maria Teresa Horta

sábado, abril 12, 2014

Papiro que evoca "a mulher de Jesus" não é uma falsificação

por LusaOntem
O papiro que menciona a mulher de Jesus
O papiro que menciona a mulher de Jesus Fotografia © DR
As análises científicas de um papiro muito controverso, no qual é mencionado "a mulher de Jesus", revelaram que este documento é antigo e as suas origens remontam entre o VI e o IX séculos.
Um estudo divulgado na quinta-feira nos Estados Unidos refere que este documento, revelado em 2012 por Karen King, professora de história na Universidade de Harvard Divinity, é quase de certeza um papiro antigo e não uma falsificação feita recentemente.
Este documento, que sugere que Cristo era casado, foi recebido com grande ceticismo no Vaticano e pelos historiadores, que concluíram que provavelmente era uma farsa, citando a sua origem desconhecida, a forma dos carateres das letras e os erros gramaticais.
Trata-se de um fragmento de papiro com 3,8x7,6 cm, no qual estão escritas as frases em língua copta: "Jesus disse-lhes: 'Minha esposa'" e "Ela poderá ser minha discípula".
Estas frases suscitaram o debate em algumas igrejas sobre o celibato dos sacerdotes e o facto de as mulheres poderem exercer o sacerdócio ministerial.
Nenhum evangelho menciona que Jesus foi casado ou tinha discípulos mulheres.

Karen King observa que este documento não prova que Jesus era casado: "Este texto sublinha apenas que as mulheres, mães e esposas, também poderiam discípulas de Jesus", um assunto que foi objeto de um debate apaixonado sobre o início do cristianismo.
As análises científicas concluíram que o papiro, a tinta, a escrita e a estrutura gramatical indicam que este documento é antigo e a sua data sua origem será entre o VI e o IX séculos.
"Todas essas análises e o contexto histórico indicam que este papiro é quase de certeza produto dos antigos cristãos e não uma falsificação recente", revela o estudo publicado na "Harvard Theological Review".
Este documento foi submetido a diferentes técnicas de datação por cientistas na Universidade de Columbia, Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
"Esses investigadores concluíram que a composição química do papiro e sua oxidação correspondem ao papiro antigo, como o Evangelho de São João", refere o estudo.

Estas conclusões não têm convencido todos os historiadores.
Para Leo Depuydt, egiptólogo na Brown University, estas análises não provam a autenticidade do documento.
Em declarações a agência France Presse, Leo Depuydt explicou que é fácil conseguir folhas de papiro antigo no mercado.
Além disso, as análises da tinta não provam a data de origem, mas apenas que a composição é semelhante à da velha tinta, adiantou.
Leo Depuydt disse ainda que "os erros gramaticais" e as frases escritas, à exceção da "mulher de Jesus", são idênticas às do Evangelho de Tomé, um antigo texto descoberto em 1945.
 "Não pode ser uma coincidência", sublinhou o egiptólogo, que considera "suspeito" que o proprietário deste papiro permaneça anónimo.

fonte: Diário de Notícias, Lisboa, 12 de Abril de 2014
 

terça-feira, abril 08, 2014

A Morte esqueceu-se de mim



Um sapateiro reformado da Índia alega ter nascido em Janeiro de 1835, o que faz de Mahashta Mûrasi não só o ser humano mais velho do mundo, mas também o homem que mais anos viveu na História, de acordo com o Guiness World Records.

As autoridades indianas avançaram que o homem nasceu numa casa em Bangalore no dia 6 de Janeiro de 1835. A partir de 1903 passou a viver em Varanasi.
Trabalhou nessa cidade até 1957, altura em que se reformou... aos 122 anos.
«Estou vivo há tanto tempo que os meus bisnetos já morreram há anos», explicou Mûrasi. «De algum modo, a Morte esqueceu-se de mim. E agora já não tenho esperança. Ao olhar para as estatísticas, ninguém morre com mais de 150 anos, muito menos com mais de 170. Neste ponto acho que sou imortal ou algo assim», considerou, citado pela imprensa internacional.
Segundo o WorldNewsDailyReport.com, todos os documentos de identificação do homem confirmam a sua versão, mas até ao momento, nenhum exame médico confirmou a veracidade da sua alegação. O último profissional de saúde que Mûrasi visitou morreu em 1971, de modo que são escassas as informações sobre o seu historial médico.

fonte:  http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=695344

domingo, abril 06, 2014

uma Maria que não vai com as outras...

 
“Descartes já o tinha percebido com uma admirável clareza: a liberdade da indiferença é o grau mais baixo da liberdade.”
Gabriel Marcel (1889-1973)

 
Tem família mas a família não a tem.
Há um sentimento de ausência que a veste, a ela, que às vezes alheia percorre a calçada procurando nesse vai-e-vem fantasmas de acolhimento. É uma eterna peregrinação diária sem fadigas, indiferente às forças que não tem, no ímpeto com que caminha enterra os gestos cansados de mais um dia obrigado à cegarrega do fado.
Vestida de absurdo, quando o vento sopra, deixa ver as pernas acinzentadas pelo frio que se faz sentir, calçada de pano ou de umas botas onde os pés se encolhem, leva no casaco arrumado no braço o pão embrulhado que a alimenta, temperado de ar.
Dizem que às vezes compra um sumo, uma vela, uma caixa de fósforos.
Dizem que recebe uma pensão.
Sabe-se que dorme em casas vazias, servidas de veredas e que é ela que acorda o dia para a claridade para que a não vejam sair do leito e do agasalho que não tem. Lava-se nas águas das fontes ou torneiras, a horas escusas, sem intimidades, surpreendida pelos que ao lusco-fusco fazem caminhadas pela saúde.
Desconfio que nunca teve infância pelo modo como suporta o rigor do tempo e o pesar da vida.
Dá-me bom dia ou boa tarde fugidios e não consigo ver-lhe os olhos magoados do sol ou da brisa fria, no rosto que baixa e ausenta, sofrido, para mim dramático.
Incomoda-me vê-la passar, o passo já mais pesado, a saia – quase sempre a mesma – mais torcida na cintura cingindo a magreza do corpo. Anos e anos…Todos a conhecem.
Esta é a Indiferença figurada no traço humano!
No final do ano passado foi feita uma “contagem” de sem-abrigos e o resultado deu-nos um número, decerto não exacto:4.420, sendo que 852 seriam em Lisboa. E estes desabrigados anónimos por todos os concelhos, quem os conta?
Não se pode admitir a indiferença, o egoísmo, quando há meios para se recuperar o que não é um modo de vida normal. Há culpados e, se calhar, todos temos um pouco de culpa – pelo silêncio!
Não se vive há quarenta anos em democracia, com direitos adquiridos, enquanto soubermos que há gente que não tem acesso a um mínimo de dignidade.
Se não há as cantinas “take-away” que o actual ministro da solidariedade tanto apregoou, que os meios do Estado através dos devidos serviços, observando in loco a realidade, possam encaminhar, ajudar estas pessoas. É para isso que os contribuintes descontam.
Para hipocrisia basta que tenhamos um vice-ministro que diga que os portugueses que perderam o RSI tinham mais de cem mil euros no banco…
E se por acaso este pequeno texto provocar comichão, nada como o tempo da Quaresma para exorcizar línguas!
Estamos no século XXI não na Idade Média.

Maria Teresa Góis
in:Diário Notícias da Madeira, 06-04-2014
 http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/440368-uma-maria-que-nao-vai-com-as-outras%E2%80%A6

domingo, março 30, 2014

frutas (ao natural)

  
 1. Cacau
HYPENESS_Frutas_1
HYPENESS_Frutas_2

2. Amendoim
HYPENESS_Frutas_3
HYPENESS_Frutas_4

3. Baunilha
HYPENESS_Frutas_6

4. Amêndoa
HYPENESS_Frutas_13
HYPENESS_Frutas_14
 
5. Gergelim
HYPENESS_Frutas_17
HYPENESS_Frutas_19

06. Castanha de caju
HYPENESS_Frutas_21
HYPENESS_Frutas_22

7. Açafrão
HYPENESS_Frutas_23
HYPENESS_Frutas_24
 
8. Alcaparra
HYPENESS_Frutas_25

9. Couve de Bruxelas
HYPENESS_Frutas_28

10. Alcachofra
HYPENESS_Frutas_29
 
11. Canela
HYPENESS_Frutas_5

12. Pistache
HYPENESS_Frutas_31
E então, quantos da lista você já conhecia ao natural?