sexta-feira, janeiro 01, 2016
quinta-feira, dezembro 31, 2015
de onde vem o "arroba" (@)
Durante
a Idade Média os livros eram escritos à mão pelos copistas.
Precursores
dos taquígrafos, os copistas simplificavam seu trabalho substituindo
letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas.
Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido
(tempo era o que não faltava, naquela época!). O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos.
Assim, surgiu o til (~), para substituir o m ou n que nasalizava a vogal anterior. Se reparar bem, você verá que o til é um enezinho sobre a letra.
O
nome espanhol Francisco, também grafado Phrancisco, foi abreviado para
Phco e Pco – o que explica, em Espanhol, o apelido Paco, comum a quase
todo Francisco.
Ao
citarem os santos , os copistas os identificavam por algum detalhe
significativo de suas vidas. O nome de São José, por exemplo, aparecia
seguido de Jesus Christi Pater Putativus, ou seja, o pai putativo
(suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde, os copistas passaram a adoptar a
abreviatura JHS PP, e depois, simplesmente, PP. A pronúncia dessas
letras em sequência explica por que José, em Espanhol, tem o apelido de
Pepe.
Já
para substituir a palavra latina et (e), eles criaram um símbolo que
resulta do entrelaçamento dessas duas letras: o &, popularmente
conhecido como e comercial em Português, e ampersand, em Inglês, junção
de and (e, em Inglês), per se (por si, em Latim) e and.
E
foi com esse mesmo recurso de entrelaçamento de letras que os copistas
criaram o símbolo @, para substituir a preposição latina ad, que tinha,
entre outros, o sentido de casa de.
Foram-se
os copistas, veio a imprensa - mas os símbolos @ e & continuaram
firmes nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de
unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registo contábil 10@£3
significava 10 unidades ao preço de 3 libras cada uma. Nessa época, o
símbolo @ significava, em Inglês, at (a ou em).
No
século XIX, na Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a
indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contáveis dos
ingleses. E, como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses
davam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo devia ser uma
unidade de peso. Para isso contribuíram duas coincidências:
1 - A unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cuja inicial lembra a forma do símbolo;
2 - Os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Por
isso, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de 10@£3 assim:
dez arrobas custando 3 libras cada uma. Então, o símbolo @ passou a ser
usado por eles para designar a arroba.
O
termo arroba vem da palavra árabe ar-ruba, que significa a quarta
parte: uma arroba ( 15 kg , em números redondos) correspondia a ¼ de
outra medida de origem árabe, o quintar, que originou o vocábulo
português quintal, medida de peso que equivale a 58,75 kg .
As
máquinas de escrever, que começaram a ser comercializadas na sua forma
definitiva há dois séculos, mais precisamente em 1874, nos Estados
Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados), trouxeram em seu teclado o símbolo @, mantido no de seu
sucessor - o computador.
Então,
em 1972, ao criar o programa de correio electrónico (o e-mail), Roy
Tomlinson usou o símbolo @ (at), disponível no teclado dessa máquina,
entre o nome do usuário e o nome do provedor. E foi assim que
Fulano@Provedor X ficou significando Fulano no provedor X.
Na
maioria dos idiomas, o símbolo @ recebeu o nome de alguma coisa
parecida com sua forma: em Italiano, chiocciola (caracol); em Sueco,
snabel (tromba de elefante); em Holandês, apestaart (rabo de macaco). Em
alguns, tem o nome de certo doce de forma circular: shtrudel, em
iídisch; strudel, em alemão; pretzel, em vários outros idiomas europeus.
No nosso, manteve sua denominação original: arroba.fonte: net
domingo, setembro 27, 2015
O “reporte estatístico”
“É indispensável boa memória após se haver mentido.”
Pierre Corneille
“Como é possível manter um governo em que um primeiro
ministro mente?”
Passos Coelho, 09-04-2012
Pierre Corneille
“Como é possível manter um governo em que um primeiro
ministro mente?”
Passos Coelho, 09-04-2012
As notícias que esta semana caíram em território luso, provenientes do
INE, desde a execução orçamental do 1º trimestre com um défice de 4,7%
do PIB à questão do Novo Banco que, no dizer de alguns, “não tem
importância nenhuma”, leva-me a pensar no imenso logro em que este reino
da Paflândia está metido.
Quem conhecerá a verdade das contas? E se os 4.900 mil milhões do Novo Banco mais os 900 mil da CGD que o governo injectou nas duas instituições bancárias e ainda não devolvidos sem sequer sabermos se os juros têm sido pagos, somados ao que advém do BPN e BPP tiverem impacto no bolso dos portugueses? É que somos cada vez menos e, segundo o INE, em 2060 seremos apenas 6 milhões!
Em véspera eleitoral preocupa-me o índice de abstenção que será verificado, mais do que o dos indecisos. A abstenção terá consequente influência no resultado eleitoral.
Sabemos que em 2012 saíram 50 mil e em 2013, 53.800 pessoas. Somemos os dois anos seguintes e teremos umas centenas de milhares de votos a menos, votos jovens e menos jovens de quem, e ainda dentro do prazo estabelecido não conseguiu fazer a inscrição nos consulados, já para não falar na anedota dos votos enviados para o estrangeiro a serem devolvidos em envelope da CNE sem país de destino…Ele há coincidências!
Para nós, os que ficámos, convém não esquecer os cortes em salários ou pensões, os aumentos de impostos, dias de férias e feriados suprimidos, alargamento de horário semanal de trabalho, sempre com o mesmo vencimento. Sabendo, dos últimos dados, que a dívida pública aumentou para 290 mil milhões e que a estimativa da União Europeia é que o resultado final seja de mais de 130% do pib, é lícito perguntar: para quê esta imposição austera nos particulares e nos serviços públicos de saúde e educação, para quê a venda das empresas núcleo do país que até geravam receita? Uma resposta que obrigatoriamente terá de ser dada a 4 de Outubro, goste-se ou não da realidade.
Há cinco anos que aceitei o convite do Director do Diário de Notícias para este pequeno apontamento de opinião mensal. Já por duas vezes lhe solicitara a substituição e fi-lo agora, de novo, irrevogavelmente.
Agradeço a confiança e a liberdade de expressão que sempre me concedeu como, aliás, eu esperava.
Uns ficarão com pena da ausência das minhas verídicas picardias, outros talvez nem dêem por nada.
Para mim foi um prazer este incitamento à diversidade de opinião tão necessária no quotidiano, à liberdade da palavra e do pensamento que possam gerar debate.
Desejo que o Diário de Notícias da Madeira cresça nessa diversidade e debate pela importância que tem na informação Madeirense.
Desejando-vos todo o bem eu vou ficando por aqui…
Quem conhecerá a verdade das contas? E se os 4.900 mil milhões do Novo Banco mais os 900 mil da CGD que o governo injectou nas duas instituições bancárias e ainda não devolvidos sem sequer sabermos se os juros têm sido pagos, somados ao que advém do BPN e BPP tiverem impacto no bolso dos portugueses? É que somos cada vez menos e, segundo o INE, em 2060 seremos apenas 6 milhões!
Em véspera eleitoral preocupa-me o índice de abstenção que será verificado, mais do que o dos indecisos. A abstenção terá consequente influência no resultado eleitoral.
Sabemos que em 2012 saíram 50 mil e em 2013, 53.800 pessoas. Somemos os dois anos seguintes e teremos umas centenas de milhares de votos a menos, votos jovens e menos jovens de quem, e ainda dentro do prazo estabelecido não conseguiu fazer a inscrição nos consulados, já para não falar na anedota dos votos enviados para o estrangeiro a serem devolvidos em envelope da CNE sem país de destino…Ele há coincidências!
Para nós, os que ficámos, convém não esquecer os cortes em salários ou pensões, os aumentos de impostos, dias de férias e feriados suprimidos, alargamento de horário semanal de trabalho, sempre com o mesmo vencimento. Sabendo, dos últimos dados, que a dívida pública aumentou para 290 mil milhões e que a estimativa da União Europeia é que o resultado final seja de mais de 130% do pib, é lícito perguntar: para quê esta imposição austera nos particulares e nos serviços públicos de saúde e educação, para quê a venda das empresas núcleo do país que até geravam receita? Uma resposta que obrigatoriamente terá de ser dada a 4 de Outubro, goste-se ou não da realidade.
Há cinco anos que aceitei o convite do Director do Diário de Notícias para este pequeno apontamento de opinião mensal. Já por duas vezes lhe solicitara a substituição e fi-lo agora, de novo, irrevogavelmente.
Agradeço a confiança e a liberdade de expressão que sempre me concedeu como, aliás, eu esperava.
Uns ficarão com pena da ausência das minhas verídicas picardias, outros talvez nem dêem por nada.
Para mim foi um prazer este incitamento à diversidade de opinião tão necessária no quotidiano, à liberdade da palavra e do pensamento que possam gerar debate.
Desejo que o Diário de Notícias da Madeira cresça nessa diversidade e debate pela importância que tem na informação Madeirense.
Desejando-vos todo o bem eu vou ficando por aqui…
Maria Teresa Góis
terça-feira, setembro 01, 2015
domingo, agosto 30, 2015
Alerta amarelo
“ – Pertencer a um partido político, caro colega, que vem a ser?...
- É meter-se a gente num ónibus que leva aos empregos.”
Eça de Queirós,
in “Uma campanha alegre”
Sempre achei o meu querido Eça uma panaceia contra todos os males. Na
minha modestíssima opinião não seria o calhamaço de “Os Maias” que se
deveria obrigar à leitura e ao estudo, os nossos imaturos estudantes.
Talvez que “Uma Campanha Alegre” ou pelas cidades e serras guiados pela
mão do autor, melhor lhe aproveitassem a prosa, o humor fino, a análise
acutilante, a flecha envenenada na política de então, afinal tão actual e
semelhante.
Temos estado em permanente alerta amarelo quer pela quentura dos dias de estio prolongado ou pela secura das terras. Também pelo matagal que invade a outrora verde e apetecível paisagem, hoje núcleos de canaviais, giestas e urzes em área urbana, permanente perigo e convite a tendências desviantes e às canas de foguetes que teimam cair nos arraiais, sem esquecer a queima de matos. Retrato público de desleixo de quem deveria zelar pelo cumprimento da lei.
Todo o país vive em alerta, após a “silly season”, numa espécie de “stupid season” que é o tempo eleitoral. Basta abrirmos ou lermos on line um periódico, e não um qualquer jornal, para somarmos o rol de promessas agora desenterradas, somarmos a abundância de dinheiros (os cofres estão cheios, lembram-se?), os cuidados futuros com os idosos que se viram roubados e relegados para a Pobreza, o apelo ao regresso das gerações emigrantes, adejando no lenço branco da paz o oásis do emprego, da recuperação e da normalidade daquele que há-de ser o décimo país mais competitivo do mundo. Isto quando um em cada cinco portugueses ganha 505,00 € ao mês. Sem descontos!
Sentado a uma mesa bem posta, bem regada, ambiente chique q. b., com um saco de laranjas – talvez espanholas – alguém pedia e suplicava, “um resultado inequívoco para resolver o problema das pessoas”. Com toda a sinceridade que me assiste espero mesmo que tenha um resultado inequívoco… Bem dizia o Eça, sempre ele, que “entre nós, a mentira é um hábito público”.
Mais do que amarelo é vermelho o alerta que nos dá esta Europa de hoje, a União que muros de quilómetros divide, a União que lucra e enriquece à custa dos parceiros mais pobres, a União que afasta os que migram, filhos dos resultados de políticas externas da própria Europa em aliança com os EUA.
É kafkiano que as decisões de um país, a vida das pessoas de um país, dependam de um parlamento dito europeu. Afinal para que elegemos nós quem queremos que governe, que sentido têm as profissões como a dos pescadores que param oito meses num ano para cumprir quotas, quando a nossa zona económica é a maior e vendo os pescadores espanhóis pescar e aqui vir descarregar o pescado.
- É meter-se a gente num ónibus que leva aos empregos.”
Eça de Queirós,
in “Uma campanha alegre”
Temos estado em permanente alerta amarelo quer pela quentura dos dias de estio prolongado ou pela secura das terras. Também pelo matagal que invade a outrora verde e apetecível paisagem, hoje núcleos de canaviais, giestas e urzes em área urbana, permanente perigo e convite a tendências desviantes e às canas de foguetes que teimam cair nos arraiais, sem esquecer a queima de matos. Retrato público de desleixo de quem deveria zelar pelo cumprimento da lei.
Todo o país vive em alerta, após a “silly season”, numa espécie de “stupid season” que é o tempo eleitoral. Basta abrirmos ou lermos on line um periódico, e não um qualquer jornal, para somarmos o rol de promessas agora desenterradas, somarmos a abundância de dinheiros (os cofres estão cheios, lembram-se?), os cuidados futuros com os idosos que se viram roubados e relegados para a Pobreza, o apelo ao regresso das gerações emigrantes, adejando no lenço branco da paz o oásis do emprego, da recuperação e da normalidade daquele que há-de ser o décimo país mais competitivo do mundo. Isto quando um em cada cinco portugueses ganha 505,00 € ao mês. Sem descontos!
Sentado a uma mesa bem posta, bem regada, ambiente chique q. b., com um saco de laranjas – talvez espanholas – alguém pedia e suplicava, “um resultado inequívoco para resolver o problema das pessoas”. Com toda a sinceridade que me assiste espero mesmo que tenha um resultado inequívoco… Bem dizia o Eça, sempre ele, que “entre nós, a mentira é um hábito público”.
Mais do que amarelo é vermelho o alerta que nos dá esta Europa de hoje, a União que muros de quilómetros divide, a União que lucra e enriquece à custa dos parceiros mais pobres, a União que afasta os que migram, filhos dos resultados de políticas externas da própria Europa em aliança com os EUA.
É kafkiano que as decisões de um país, a vida das pessoas de um país, dependam de um parlamento dito europeu. Afinal para que elegemos nós quem queremos que governe, que sentido têm as profissões como a dos pescadores que param oito meses num ano para cumprir quotas, quando a nossa zona económica é a maior e vendo os pescadores espanhóis pescar e aqui vir descarregar o pescado.
Qual é a lógica, porquê o agachamento e a
troco de quê? Que políticas de mar se combinam hoje para vigorar em
2020?
Por isso é tão importante não ouvir as promessas de último suspiro mas analisar o quanto perdemos e recuámos num espaço de tempo racionalmente curto.
Não me incomoda que algum fedorento me chame de “peste grisalha”.
Já me incomoda mais que conhecidos vultos, cujos actos foram lesivos ao interesse público e estejam sob alçada do Ministério Público ou “ad judicia”, continuem a ser figurões públicos, candidatos, interlocutores de debates.
O que me incomoda em absoluto é ver a geração de jovens sem horizonte, seja no ensino, nas artes, na saúde, em qualquer mister e a geração dos meus netos e de todos os netos deste país com um enorme ponto de interrogação como meta de futuro.
Se podemos mudar, claro que sim, e com um resultado inequívoco!
Por isso é tão importante não ouvir as promessas de último suspiro mas analisar o quanto perdemos e recuámos num espaço de tempo racionalmente curto.
Não me incomoda que algum fedorento me chame de “peste grisalha”.
Já me incomoda mais que conhecidos vultos, cujos actos foram lesivos ao interesse público e estejam sob alçada do Ministério Público ou “ad judicia”, continuem a ser figurões públicos, candidatos, interlocutores de debates.
O que me incomoda em absoluto é ver a geração de jovens sem horizonte, seja no ensino, nas artes, na saúde, em qualquer mister e a geração dos meus netos e de todos os netos deste país com um enorme ponto de interrogação como meta de futuro.
Se podemos mudar, claro que sim, e com um resultado inequívoco!
Maria Teresa Góis
terça-feira, agosto 04, 2015
a origem da palavra LARÁPIO
Segundo consta....
Na Roma dos Césares havia um cônsul da Cirenaica de nome Lucius Amarus
Rufus Apius, que gozava de grande popularidade pelas suas preclaras
virtudes cívicas e morais.
Mas, como neste mundo não há nada perfeito, também Lucius Amarus Rufus Apius tinha um pequeno defeito, aliás bastante comum nos homens públicos dos nossos dias e que consistia em confundir muito a miúdo o património alheio com o próprio.
Por isso, quando alguém era apanhado em flagrante delito de apropriação, o criminoso era comparado a Lucius Amarus Rufus Apius.
Mas, como neste mundo não há nada perfeito, também Lucius Amarus Rufus Apius tinha um pequeno defeito, aliás bastante comum nos homens públicos dos nossos dias e que consistia em confundir muito a miúdo o património alheio com o próprio.
Por isso, quando alguém era apanhado em flagrante delito de apropriação, o criminoso era comparado a Lucius Amarus Rufus Apius.
fonte:net
domingo, agosto 02, 2015
Em lume brando
“O oportunismo é, porventura, a maispoderosa de todas as tentações…”
Agostinho da Silva
Em plena “silly season”, a morrinha húmida que vai caindo transforma o ar numa sauna abafada, doentia. O dia cinzento não lembra o Verão e os pássaros, sempre tão esvoaçantes e ruidosos, andam nas bagas de folhado, nas amoras túrgidas precocemente adocicadas por este tempo quente. Pesa na atmosfera uma natureza adormecida…
Agostinho da Silva
A folha pautada do bloco, ainda em branco, tem de ser preenchida.
Em plena “silly season”, a morrinha húmida que vai caindo transforma o ar numa sauna abafada, doentia. O dia cinzento não lembra o Verão e os pássaros, sempre tão esvoaçantes e ruidosos, andam nas bagas de folhado, nas amoras túrgidas precocemente adocicadas por este tempo quente. Pesa na atmosfera uma natureza adormecida…
Já a noite se enche de sons. Neste fim-de-semana toda a Ilha borbulha
e se agita, sacode e remexe, em eventos de Verão, sem horas nem tempo
que não seja o das férias, o da cerveja ou mesmo o do engate.
Engatados estarão os governos; o regional porque nem passou, em cem
dias, pelo estado de graça e o nacional porque não sai do estado da
desgraça. É também engate o assédio político e tendencioso dos
telejornais, debates, mesas redondas e afins. O tempo eleitoralista
promete horizontes risonhos, fartos, filhos de cofres cheios e pleno
emprego. Os pobres deixam essa qualidade e passam a remediados
temporários da ilusão, os desempregados dependem dos fundos europeus, da
falácia política, das estatísticas balanceadas e anedóticas.
Charlot dizia “Somos todos amadores. Não vivemos o suficiente para podermos ser outra coisa.” Grande lição!
Agosto depressa passará porque este ano “outros valores mais altos se
levantam” e adivinho que o tempo de descanso se converterá num tempo de
bravatas e liças de oratórias cheias de energia.
É capaz de encapotar mais um desaire, já iniciado, na colocação de
professores, fará esquecer que este governo tenciona gastar, dar do que é
de todos, cinquenta e três (53) milhões ao ensino privado, afogando
ainda mais a Escola Pública na qual prevalece a austeridade com redução
de estabelecimentos, de professores de ensino especial, aumento de
número de alunos por turma, falta dos mínimos exigíveis à eventual
higiene, constrangimentos de verbas nas cantinas que deveriam assegurar
refeições equilibradas e saudáveis, para além do espectro da dispensa do
pessoal dito excedente.
Da saúde temos as notícias nos casos do dia e da semana e apenas
refiro que li, hoje, que 15% das sete (7) milhões de receitas prescritas
não são levantadas nas farmácias. E quantas serão aviadas pela metade?
Na ética do país sucedem-se os casos, avolumam-se na enorme
secretária de um super juiz, vão alimentando capas de periódicos e
pasquins, notícias bombásticas na televisão. E seria este o tal período
de silly season…
Resta-me a esperança de que o povo não é insensível nem tapado e se o
oportunismo não for a mola poderosa das intenções, havemos de dar a
volta e ressurgir na estação mais bela do ano que é o Outono, porque
mais colorida e poética.
Maria Teresa Góis
quarta-feira, julho 29, 2015
Foi encontrado monge mumificado com 200 anos que poderá estar em meditação profunda!
O corpo do monge foi encontrado muito bem preservado na Mongólia, e os estudiosos budistas garantem que este não está morto, mas sim em transe!

Um académico budista diz que um monge com 200 anos encontrado na Mongólia, cujo corpo está muito bem preservado, não está morto mas sim num estado de transe meditativo. De acordo com o jornalSiberian Times, o budista Barry Kerzin, consultor do Dalai Lama, afirma que o monge se encontra num estado de tuksam, um transe profundo.
O corpo do monge foi encontrado no norte da Mongólia, na posição de lótus e vestido com peles de animais. Especula-se, segundo a BBC, que a preservação do corpo se deva ao clima frio da Mongólia e ao que o monge vestia.

Os estudiosos budistas propõem uma alternativa, porém: que o corpo esteja preservado porque o monge está vivo, encontrando-se em tuksam, um estado de transe que pode levar uma pessoa a alcançar o estado de buda. “Se o meditador conseguir ficar neste estado de meditação, pode tornar-se um Buda. Chegar a um tal nível espiritual também vai ajudar as outras pessoas”, garantiu Kerzin ao jornal.
O monge, encontrado dia 27 de janeiro, foi descoberto pela polícia mongol numa caixa, tendo sido roubado por um homem que tinha intenções de o vender no mercado negro. Foi levado para o Centro Nacional de Perícia Forense, na Mongólia, onde está a ser guardado e analisado para compreender melhor como se conservou durante tanto tempo.

Não se sabe quem é o homem, embora haja suspeitas de que seria um Lama, um professor do budismo tibetano. Foi sugerido, segundo o jornalThe Independent, que poderá tratar-se de um professor do budista Itigilov, nascido em 1852, que morreu em 1927 enquanto meditava. O corpo de Itigilov foi exumado em 1955 e 1973 e, de acordo com relatos da época, permanecia na posição de lótus e muito bem conservado. Em 2002 o corpo voltou a ser exumado e encontrava-se, segundo uma reportagem da época publicada no New York Times, ainda preservado.
fonte:net
domingo, julho 05, 2015
Entre aflitos e aliviados
“Em Portugal, as pessoas são imbecis ou por vocação, ou por coacção, ou por devoção.”
Miguel Torga, Diários 1948
Miguel Torga, Diários 1948
Poucos foram os que não reagiram aos “alívios” de um magistrado da Nação,
sobre a privatização da TAP. O que para a maioria é sinal de discórdia e aflição é assim um lenitivo para outros. Mas não foi o único alívio ou invocação já que em Maio de 2013 atribuía a Nossa Senhora de Fátima o bom termo da 7ª avaliação da troika para em Abril passado agradecer a Deus a rede de instituições de solidariedade e cantinas take-away sociais que possuímos, graças a pobreza gerada por políticas cegas.
Neste país é moda aliviar os serviços públicos a favor dos privados, a preço da pataca, fazendo o eco um vice que corre mundo, graças aos contribuintes, falando no nome de Portugal e gritando “vender, vender, vender”. Outro personagem que se sentiu aliviado em Fevereiro de 2003 atribuindo à Senhora de Fátima o facto da maré negra do “Prestige” ter escolhido as costas espanholas em vez das portuguesas.
Também a ministra da agricultura num período de seca invocou poderes divinos esperando que chovesse; mas logo acrescentou de que persistiria na sua fé apesar da canícula.
Podemos então concluir que a maioria da classe política não acredita nas suas aptidões de simples humanos e, quando mais lhe convém, banaliza o que deve ser de foro íntimo.
- Em Espanha vigora desde o dia 01 deste mês a lei que os nuestros hermanos apelidam de “lei da mordaça” e que consiste numa série de restrições. Não se pode fotografar polícias (lembram-se de Guimarães, no futebol?), não há manifestações em frente ao parlamento, não se pode impedir um despejo selvagem de uma família infeliz a quem o Estado tira a habitação coercivamente, não se pode protestar em varandas de prédios ou terraços, não se pode opor resistência às forças policiais sentando-se pacificamente no chão e também não se pode incitar, nas redes sociais, ao protesto ou à manifestação. Deve haver mais alíneas de certeza pois o instinto fascista-liberal não se contenta com meias dúzias.
Será que dará tempo, até ao fim da legislatura, que se aprove em Portugal lei similar?
- Não sei qual será o resultado do referendo na Grécia. Sei que me sinto mais grega que portuguesa, neste momento.
Dos 240 mil milhões que a Grécia recebeu ao longo de anos de intervenção, apenas pôde aplicar 10% nas suas reformas internas e dinamização económica porque o restante capital alimentou bancos estrangeiros e pagou juros usurários a instituições.
Hoje, e ainda que digam que o governo grego recuou, é a Europa que se aflige, que treme, que faz contas, são os dirigentes europeus que temem dizer nos seus países o quanto custará a capitulação da Grécia. Chamar recuo à salvaguarda dos direitos de um povo, é vergonhoso.
E nas notícias diárias vemos quem cede e recua, oferendo prolongamentos, perdões, taxas acessíveis, mudando a voz grossa da infantilidade para uma voz mais serena de maturidade.
Lá como cá, os povos não devem estar de joelhos perante políticas que não servem a democracia ou o voto. Não é possível deitar um país abaixo em quatro meses ou em seis anos.
É preciso desenrolar a História e reconhecer os erros.
Maria Teresa Góis
domingo, junho 07, 2015
Cortesias e chapeladas
“Nunca se mente tanto como em vésperas de eleições, durante a guerra e depois da caça.”
Otto Bismarck
Otto Bismarck
Ao fim de quase quatro anos e a escassos meses de eleições, o primeiro ministro de Portugal descobriu a Madeira.
Com o amigo Miguel no poder e fora dos venenos de Alberto João Jardim, sentiu-se em segurança para visitar uma parte do país que, década a década, tem sido a sala de chutos do seu partido. Só assim se chega às verbas astronómicas regionais de sinal menos que são do conhecimento público. E, sem qualquer pejo, diz nunca ter sido convidado. E desde quando um político consciente precisa de convite para visitar o país? Convites são para as queijarias…
Mas ei-lo, bem-disposto, cheio de consensos, de novidades. A Madeira tremeu? Não, os sismos tinham-se verificado dias antes lá para as bandas das Desertas e nem sequer os sentimos!
Começo pelos transportes. Por mar: comissão de análise para lançar um concurso público internacional. Não tem o Governo Regional capacidade de diálogo e de o fazer poupando uns bons milhares à Madeira? Enquanto o pau vai e volta, podemos esquecer o curto, talvez mesmo o médio prazo. Por ar: tarifas de ida e volta inferiores a 90 €. Compreendem as taxas, as bagagens, a futura privatizada TAP será obrigada com a mesma frequência a este serviço público? Será o Governo Regional a suportar, tal como nos Açores, o diferencial de custo? Ninguém sabe, mesmo que todos os Madeirenses sonhem. Ou seja, todas estas decisões poderão cair de bandeja no regaço de um próximo governo que poderá não ser do mesmo quadrante político. Assim é fácil, é como o crente que faz as promessas à espera de primeiro ver realizado o pedido e só depois o paga.
O Hospital tão necessário, tão prioritário, apesar dos cofres cheios, é mais um assunto para a futura legislatura que há-de, depois, conhecer outros argumentos adiáveis.
Os juros da dívida regional mantêm-se sem apelo nem agravo, apesar das taxas correntes serem bem mais baixas. E que dizer do IVA, que tanto onerou a vida de todos os madeirenses? Do subsídio de insularidade, vigente nos Açores, que aqui caiu em buraco fundo?
Mas, apesar de tudo, vamos ter “casório” com direito a fraque e chapéu alto. Tudo o que o CDS tem vindo a defender, a apontar, a criticar, ao longo dos últimos anos, virou acordo pré-nupcial. Talvez seja essa a única maneira de certas figuras ambiciosas e contestadas, terem lugar na Assembleia da República.
E o líder do CDS ainda hoje (dia 04) afirmou “não querer regressar ao passado da dívida do governo Sócrates e dos governos Socialistas.” Será que a dívida do país é menor, será que os portugueses estão melhor, será que a canga da austeridade virá a ser menor? E aconselho, a quem tenha dúvidas, pesquisar como nasceu e aumentou essa dívida rolante, mesmo antes do último governo.
Portugal perdeu todas as empresas chave, toda a economia independente. Hoje estamos na mão de estrangeiros e há várias gerações obrigadas a ir para o estrangeiro. Os que cá ficaram sujeitos às leis liberais aprovadas, sofrem a incerteza da condição digna de vida, da certeza de continuidade de um emprego. Os que o têm.
O país não está melhor não. A classe política reinante talvez, ainda que o PR e a ministra das Finanças se queixem dos magros e esticados salários auferidos.
Com o amigo Miguel no poder e fora dos venenos de Alberto João Jardim, sentiu-se em segurança para visitar uma parte do país que, década a década, tem sido a sala de chutos do seu partido. Só assim se chega às verbas astronómicas regionais de sinal menos que são do conhecimento público. E, sem qualquer pejo, diz nunca ter sido convidado. E desde quando um político consciente precisa de convite para visitar o país? Convites são para as queijarias…
Mas ei-lo, bem-disposto, cheio de consensos, de novidades. A Madeira tremeu? Não, os sismos tinham-se verificado dias antes lá para as bandas das Desertas e nem sequer os sentimos!
Começo pelos transportes. Por mar: comissão de análise para lançar um concurso público internacional. Não tem o Governo Regional capacidade de diálogo e de o fazer poupando uns bons milhares à Madeira? Enquanto o pau vai e volta, podemos esquecer o curto, talvez mesmo o médio prazo. Por ar: tarifas de ida e volta inferiores a 90 €. Compreendem as taxas, as bagagens, a futura privatizada TAP será obrigada com a mesma frequência a este serviço público? Será o Governo Regional a suportar, tal como nos Açores, o diferencial de custo? Ninguém sabe, mesmo que todos os Madeirenses sonhem. Ou seja, todas estas decisões poderão cair de bandeja no regaço de um próximo governo que poderá não ser do mesmo quadrante político. Assim é fácil, é como o crente que faz as promessas à espera de primeiro ver realizado o pedido e só depois o paga.
O Hospital tão necessário, tão prioritário, apesar dos cofres cheios, é mais um assunto para a futura legislatura que há-de, depois, conhecer outros argumentos adiáveis.
Os juros da dívida regional mantêm-se sem apelo nem agravo, apesar das taxas correntes serem bem mais baixas. E que dizer do IVA, que tanto onerou a vida de todos os madeirenses? Do subsídio de insularidade, vigente nos Açores, que aqui caiu em buraco fundo?
Mas, apesar de tudo, vamos ter “casório” com direito a fraque e chapéu alto. Tudo o que o CDS tem vindo a defender, a apontar, a criticar, ao longo dos últimos anos, virou acordo pré-nupcial. Talvez seja essa a única maneira de certas figuras ambiciosas e contestadas, terem lugar na Assembleia da República.
E o líder do CDS ainda hoje (dia 04) afirmou “não querer regressar ao passado da dívida do governo Sócrates e dos governos Socialistas.” Será que a dívida do país é menor, será que os portugueses estão melhor, será que a canga da austeridade virá a ser menor? E aconselho, a quem tenha dúvidas, pesquisar como nasceu e aumentou essa dívida rolante, mesmo antes do último governo.
Portugal perdeu todas as empresas chave, toda a economia independente. Hoje estamos na mão de estrangeiros e há várias gerações obrigadas a ir para o estrangeiro. Os que cá ficaram sujeitos às leis liberais aprovadas, sofrem a incerteza da condição digna de vida, da certeza de continuidade de um emprego. Os que o têm.
O país não está melhor não. A classe política reinante talvez, ainda que o PR e a ministra das Finanças se queixem dos magros e esticados salários auferidos.
Maria Teresa Góis
domingo, maio 10, 2015
Pessimismo
“Há campanhas que podem ser poesia mas governar
é uma prosa.”
José Sócrates
é uma prosa.”
José Sócrates
Não sou pessimista de formação ou por opção, costumo racionalizar e
interiorizar as realidades procurando a famosa “ponta por onde se lhe
pegue”. Mas há dias que não pode ser assim…
Portugal é o 4º país com mais desemprego jovem (OCDE 13/04/15) –
gerações comprometidas, futuro civil do país comprometido. É o 11º com
maiores impostos sobre o trabalho (idem 15/04/15), é o 3º com mais
mortes por pneumonia (idem 05/05/15). O Observatório sobre Crises
Alternativas (27/03/15) estima que a taxa de desemprego real teria
chegado aos 29% no caso de não ter acontecido a emigração recente. Do
governo, todos os dias, salta a palavra competitividade e esta semana
foi abanada a bandeira da criação de cento e trinta mil empregos
(precários, diga-se em abono da verdade) esquecendo virar a folha do
apontamento para referir os quase 464 mil postos de trabalho destruídos
em três anos.
São datas muito próximas que nos dão a clareza do estado péssimo e pessimista do país.
Mais, somos o 11º país do mundo com mais idosos em percentagem de
população, idosos a quem minguam a pensão, o acesso à saúde, à qualidade
de vida e agora, se internados num lar (IPSS) terão de pagar mais. Não
tendo posses o mesmo pagamento terá de ser suportado pelos netos,
sobrinhos, enfim, talvez até à 5ª geração. E são já quarenta mil,
segundo os dados desta semana da GNR, os que em território do Continente
vivem sós, milhares deles completamente isolados.
A crise é tão grande que “Quina”, a carteirista mais antiga do Porto,
de 85 anos, assaltou outra idosa de 92 aproveitando a confusão da
queima das fitas. De certeza que não tem meios ou razões para se
reformar, continuando em plena actividade.
Pois se a maioria da população não crê na honestidade política e é
confrontada com casos todos os meses, todas as semanas, que exemplos têm
as “Quinas” deste país?
A meses de eleições gostava que o povo que resta se mobilizasse e fosse espremer e exprimir a sua preferência. Estou pessimista quanto à cobertura dos tempos de antena vários pois o governo já aproveita para aparecer, diariamente, em comunicados, festas de aniversários, visitas e feiras. Como sabemos as tendências patronais dos diversos órgãos de informação eu, pessoalmente, não acredito nessa isenção. É tal qual o Jornal da Madeira que, preso por um contracto blindado nos vai levar bem perto de mais dois milhões de euros este ano. Se não podem alterar o preço de capa, alterem o preço do miolo! Não percebo como o JM tem, em média, tiragem de 15 mil exemplares (enquanto o DN tem 10 mil) e vejo pelos cafés, às resmas e muitas vezes ainda em atados, todos os dias serem jogados no lixo. Não podem descontar o desperdício e fazer tiragens mais pequenas, reduzindo os custos? E, afinal, quem “tramou” o JM? A própria Diocese e o Presidente do Governo Regional cessante.
“É a vida”…
A meses de eleições gostava que o povo que resta se mobilizasse e fosse espremer e exprimir a sua preferência. Estou pessimista quanto à cobertura dos tempos de antena vários pois o governo já aproveita para aparecer, diariamente, em comunicados, festas de aniversários, visitas e feiras. Como sabemos as tendências patronais dos diversos órgãos de informação eu, pessoalmente, não acredito nessa isenção. É tal qual o Jornal da Madeira que, preso por um contracto blindado nos vai levar bem perto de mais dois milhões de euros este ano. Se não podem alterar o preço de capa, alterem o preço do miolo! Não percebo como o JM tem, em média, tiragem de 15 mil exemplares (enquanto o DN tem 10 mil) e vejo pelos cafés, às resmas e muitas vezes ainda em atados, todos os dias serem jogados no lixo. Não podem descontar o desperdício e fazer tiragens mais pequenas, reduzindo os custos? E, afinal, quem “tramou” o JM? A própria Diocese e o Presidente do Governo Regional cessante.
“É a vida”…
Maria Teresa Góis
terça-feira, abril 28, 2015
A LETRA "P" (apenas a língua portuguesa permite assim escrever)
A
língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas
neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos...
Quem fala português ou francês de
nascimento, é capaz de fazer proezas
como esse texto com a letra "P". Só o português e o francês permitem
isso... A língua inglesa, se comparada com a língua portuguesa, é de
uma pobreza de palavras sem limites..
Pedro
Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes,
portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente
pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão,
penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo
pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém,
praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima
Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto
porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria
para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. Pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. Pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
recebido por email
quarta-feira, abril 15, 2015
Canal americano reconstitui "Ira de Deus" que destruiu Lisboa no sismo de 1755
Os vídeos do Smithsonian Channel mostram como o terramoto, maremoto e incêndio devastaram Lisboa, e uma das medidas mais drásticas do Marquês de Pombal.
Primeiro o terramoto que transformou as ruas da cidade numa "paisagem infernal", depois o maremoto que matou centenas de pessoas, e por fim a "cruel reviravolta do destino" que fez com que Lisboa se incendiasse. Um vídeo reconstitui e mostra cada passo do desastre que fez dezenas de milhares de mortos em 1755.
O Smithsonian Channel dedicou um episódio da sua série de documentários sobre catástrofes, Perfect Storms, ao terramoto de Lisboa em 1755. O episódio God's Wrath (em português, Ira de Deus) foi emitido em novembro, mas um dos seus excertos, que mostra a reconstituição do desastre, tornou-se viral recentemente. Um outro vídeo lançado pelo canal permite também conhecer uma das medidas mais drásticas do Marquês de Pombal após a devastação.
No vídeo que foi publicado no YouTube pelo canal norte-americano, uma parceria entre a cadeia televisiva CBS e o grupo de museus Smithsonian, é possível ver como, por volta das 9.40 da manhã de 1 novembro de 1755, a atividade tectónica provocou o terramoto de 8.5 na escala de Richter, que destruiu grande parte da cidade que estava "no centro de um império mundial".
O Smithsonian Channel reconstitui como, após os primeiros momentos de destruição causados pelo terramoto, os sobreviventes procuraram escapar para espaços mais abertos, junto ao rio Tejo, onde foram surpreendidos pelo maremoto que se seguiu."Numa cruel reviravolta do destino", acrescenta o locutor do documentário, "horas antes do terramoto, milhares de velas tinham sido acesas em Lisboa para comemorar a festa de Todos os Santos". O recuar das águas permitiu que as chamas se espalhassem pela cidade. Após a catástrofe, Lisboa "já não é uma cidade de ouro, mas sim um repositório de ossos carbonizados", termina o vídeo.
Além do vídeo que se tornou viral, é possível ver online um outro excerto do episódio God's Wrath da série documental Perfect Storms. Esse excerto descreve como, após a devastação causada pela catástrofe, não havia "nem abrigo, nem segurança, nem comida". Quando o terramoto danificou as prisões lisboetas, os criminosos começaram a organizar-se e a pilhar os destroços. Coube ao Marquês de Pombal, conta o documentário, "salvar Lisboa de si própria, substituindo um reinado de terror por outro".
fonte DN, Lisboa
domingo, abril 12, 2015
Ai Abril, Abril
“ De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.”
José Carlos Ary dos Santos
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.”
José Carlos Ary dos Santos
Reza a informação que o nome “Abril” deriva do Latim Aprilis que
significa “abrir” numa referência à germinação das culturas em época
primaveril.
Abril lembra-me um povo que se sacudiu, que se libertou, que veio para a rua exorcizando os medos acumulados, que acabou com uma guerra que nos levava a juventude para o número de mortos ou para a emigração. Lembra-me que os livros, a música e até a simples Coca-cola tiveram alforria de pleno consumo, lembra-me que o singelo cravo vermelho ganhou outra importância, outro significado e novos apaixonados. Abril lembra-me que a Escola, a Saúde, o direito ao voto cívico, lembra-me a igualdade adquirida em tantos casos …
Quarenta e um anos depois quanto já nos foi retirado deste “25 de Abril” em nome de uma política que agride a própria Constituição? E, o pior, em actos cometidos por indivíduos insignificantes.
Pagam-se caro os gestos incompetentes e insensatos e o povo português sente bem na pele esta frieza suicida. Feita a experiência do erro podemos reencontrar caminhos, serenidades e estabilidades possíveis. Foi-nos prometida uma “campanha alegre” mas o procedimento triste tem de nos levar à escolha: recusa ou aceitação na continuidade.
São precisas mudanças e renovações com toda a força do significado que as palavras encerram; nada de paredes caiadas onde se desenhem grafitis com a assinatura dos mesmos autores.
É preciso que os mais novos conheçam a realidade do país antes de Abril de 1974, um país isolado e atrasado que muito recuperou três décadas depois, para que os “jotinhas” de vida facilitada tenham a noção do quanto as gerações anteriores sofreram e lutaram.
Quero ABRIL de volta; na alegria, na esperança, no convívio sem medos, na Liberdade!
E lembro alguns dos que em Abril de 2015 nos deixaram e contribuíram para essa Liberdade: Herberto Hélder, Manoel de Oliveira, Silva Lopes, Tolentino Nóbrega. Todos foram construtores reconhecidos que nem atraiçoaram a sua personalidade ou o seu povo, nem o grito de Abril.
Abril lembra-me um povo que se sacudiu, que se libertou, que veio para a rua exorcizando os medos acumulados, que acabou com uma guerra que nos levava a juventude para o número de mortos ou para a emigração. Lembra-me que os livros, a música e até a simples Coca-cola tiveram alforria de pleno consumo, lembra-me que o singelo cravo vermelho ganhou outra importância, outro significado e novos apaixonados. Abril lembra-me que a Escola, a Saúde, o direito ao voto cívico, lembra-me a igualdade adquirida em tantos casos …
Quarenta e um anos depois quanto já nos foi retirado deste “25 de Abril” em nome de uma política que agride a própria Constituição? E, o pior, em actos cometidos por indivíduos insignificantes.
Pagam-se caro os gestos incompetentes e insensatos e o povo português sente bem na pele esta frieza suicida. Feita a experiência do erro podemos reencontrar caminhos, serenidades e estabilidades possíveis. Foi-nos prometida uma “campanha alegre” mas o procedimento triste tem de nos levar à escolha: recusa ou aceitação na continuidade.
São precisas mudanças e renovações com toda a força do significado que as palavras encerram; nada de paredes caiadas onde se desenhem grafitis com a assinatura dos mesmos autores.
É preciso que os mais novos conheçam a realidade do país antes de Abril de 1974, um país isolado e atrasado que muito recuperou três décadas depois, para que os “jotinhas” de vida facilitada tenham a noção do quanto as gerações anteriores sofreram e lutaram.
Quero ABRIL de volta; na alegria, na esperança, no convívio sem medos, na Liberdade!
E lembro alguns dos que em Abril de 2015 nos deixaram e contribuíram para essa Liberdade: Herberto Hélder, Manoel de Oliveira, Silva Lopes, Tolentino Nóbrega. Todos foram construtores reconhecidos que nem atraiçoaram a sua personalidade ou o seu povo, nem o grito de Abril.
Maria Teresa Góis
sábado, abril 04, 2015
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