[google6450332ca0b2b225.html

terça-feira, janeiro 20, 2009

OBAMA

Hoje renasce uma Esperança no Mundo!
Talvez seja demasiado o peso dessa esperança pois não são só os Americanos que aspiram a uma mudança, a um equilíbrio, a uma estabilidade económica e social.Todo o Mundo, dos quatro pontos cardeais, converge para Barack Obama.
Dele eu espero justiça, o respeito pelos Direitos Humanos, que os EUA assinem agora o convénio dos prisioneiros de guerra, cumpram o acordo de Quioto, fechem Guantanamo, cessem o bloqueio sexagenário a Cuba, encontrem caminhos de diálogo com o Irão, devolvam a Paz ao Iraque (mais todas as riquezas Património da Humanidade que lhe saquearam), deixem de apoiar Israel na invasão dos países vizinhos e reconheçam e façam cumprir as fronteiras legítimas.
Enfim, camarada Obama que não lês o meu blog mas sentes o pulsar do Mundo, age com os valores que recebeste e assimilaste.

Comentário a "Partiu a nossa Catarina"

Ana Maria dos Santos Góis enviou-lhe uma hiperligação para um blogue: A nossa Catarina nao partiu, pelo menos no meu coração ela estará sempre presente. A partir de agora a Catarina está no céu cumprindo a missão de anjo. A Catarina, a minha sobrinha mais querida. A Catarina,o meu anjo da guarda,bem hajas, Tia Ana
Não sei porque o comentário não entrou directamente para blogue.
Por isso copiei o e-mail enviado.Obrigada Ana,Bjo para vocês

D.Sebastião 20 janº1554

D. Sebastião (20 de Janeiro de 1554 - 4 de Agosto de 1578), décimo-sexto Rei de Portugal, e sétimo da Dinastia de Avis. Era neto do rei João III, tornou-se herdeiro do trono depois da morte do seu pai, o príncipe João de Portugal duas semanas antes do seu nascimento, e rei com apenas três anos, em 1557. Em virtude de ser um herdeiro tão esperado para dar continuidade à Dinastia de Avis, ficou conhecido como O Desejado; alternativamente, é também memorado como O Encoberto ou O Adormecido, devido à lenda que se refere ao seu regresso numa manhã de nevoeiro, para salvar a Nação.Durante a sua menoridade, a regência foi assegurada primeiro pela sua avó Catarina da Áustria, princesa de Espanha, e depois pelo tio-avô, o Cardeal Henrique de Évora. Neste período Portugal continuou a sua expansão colonial em África e na Ásia, onde se adquiriu Macau em 1557. O jovem rei cresceu educado por Jesuítas e tornou-se num adolescente de grande fervor religioso, que passava muito tempo em jejuns e o resto em caçadas. Sebastião desenvolveu uma personalidade mimada e teimosa, dada a sua posição de rei, aliada à convicção de que seria o capitão de Cristo numa nova cruzada contra os Mouros do Norte de África.Assim que obteve a maioridade, Sebastião começou a preparar a expedição contra os marroquinos de Fez. Filipe II de Espanha recusou participar naquilo que considerava uma loucura e adiou o casamento de Sebastião com uma das suas filhas para depois da campanha. O exército português desembarcou em Marrocos em 1578 e ignorando os conselhos dos seus generais, Sebastião rumou imediatamente para o interior. Na subsequente batalha de Alcácer-Quibir (o campo dos três reis), os portugueses sofreram uma derrota humilhante às mãos do sultão Ahmed Mohammed de Fez e perderam uma boa parte do seu exército. Quanto a D. Sebastião, provavelmente morreu na batalha ou foi morto depois desta terminar. Mas para o povo português de então o rei havia apenas desaparecido.A Batalha de Alcácer-Quibir travou-se no Verão de 1578, em Alcácer-Quibir, entre os Portugueses liderados por D. Sebastião, e os mouros de Marrocos. Dela resultou a derrota dos portugueses e o desaparecimento do próprio D. Sebastião, precipitando a crise dinástica de 1580, e o nascimento do mito do Sebastianismo.Perto de Ksar el Kebir há uma aldeia denominada Suaken. Foi aqui que se deu a Batalha por nós conhecida por Batalha de Alcácer Quibir e, provavelmente, onde foram, naquela altura, enterrados os três reis. Ainda hoje aí se encontra um obelisco em memória de D. Sebastião e mais dois em memória dos outros dois reis. Esta batalha ainda hoje é conhecida em Marrocos como a "batalha dos três reis".D. Sebastião tornou-se então numa lenda do grande patriota português - o "rei dormente" (ou um Messias) que iria regressar para ajudar Portugal nas suas horas mais sombrias, uma imagem semelhante à do Rei Artur em Inglaterra ou Frederico Barbarossa na Alemanha.Durante o subsequente domínio espanhol (1580-1640) da coroa portuguesa, três pretendentes afirmaram ser o Rei D. Sebastião, tendo o último deles - um italiano - sido enforcado em 1619.Mesmo no século XIX, lavradores Sebastianistas no sertão brasileiro acreditavam que o rei iria regressar para ajudá-los na luta contra a "República ateia Brasileira".O rei Sebastião foi um rapaz frágil, um resultado de casamentos entre a mesma família desde várias gerações. Por exemplo, ele só tinha quatro bisavós (em vez dos normais 8), e todos eles descendentes do Rei D. João I. Havia casos de demência na família (a sua bisavó foi a rainha Joana, a Louca, de Espanha).Em conclusão, a Dinastia de Avis, popular entre o povo após ter guiado Portugal à sua época de ouro, acabou por submergir na busca de um sonho: a União Peninsular. As mesmas complicações causadas pela procriação consanguínea causou as mortes das crianças de D. João III e a loucura e desespero dos seus netos (Sebastião e Carlos), os últimos príncipes de Avis-Habsburgo.
In - Wikipédia

domingo, janeiro 18, 2009

Partiu a nossa CATARINA


Por mais uma dúzia de dias completarias no próximo dia 06 os teus 14 anos.
Mas tu não tinhas idade porque a paralisia cerebral com que nasceste, conferiu-te de imediato a intrínseca pureza de anjo.
Os teus olhos castanhos eram felizes e tranquilos e o teu sorriso contagiante.
Vivias dependente de tudo e dos teus, cumpriste a tua missão sofredora no Mundo e deixas-nos dependentes da tua saudade.
Foste a minha sobrinha mais priveligiada e feliz,porque foste feliz, e tiveste a felicidade de nascer de uns Pais excepcionais que já te tinham dado um irmão mais velho, também fora de série.
Sofreste tanto Catarina! Todos sofremos contigo e por ti, uns mais de que outros, mas foste uma princesa feliz.
Faz-nos falta a tua presença, os teus queixumes, as tuas inquietações.De repente parece que os braços ficaram vazios, dormentes de não te pegar, mas não, não é essa a VERDADE. Preencheste as nossas vidas (que teem de continuar) com a tua candura e o teu riso feliz.
Já não sentes, nem sofres.
Descansas em Paz.

José Carlos ARY DOS SANTOS-25 anos de saudade

POETA CASTRADO, NÃO!

Serei tudo o que disserem
Por inveja ou negação:
Cabeçudo dromedário
Fogueira de exibição
Teorema corolário
Poema de mão em mão
Lãzudo publicitário
Malabarista cabrão.
Serei tudo o que quiserem:
Poeta castrado, não!
Os que entendem como eu
As linhas com que me escrevo
Reconhecem o que é meu
Em tudo quanto lhes devo:
Ternura como já disse
Sempre que faço um poema;
Saudade que se partisse
Me alagaria de pena;
E também uma alegria
Uma coragem serena
Em renegar a poesia
Quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
A força que tem um verso
Reconhecem o que é seu
Quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
-É tão vulgar que nos cansa-
Mas que dizer de uma bala
Num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
-a morte é branda e letal-
Mas que dizer da memória
De uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
O poema dia a dia?
-Um bisturi a crescer
Nas coxas de uma judia;
Um filho que vai nascer
Parido por asfixia?!
-Ah não me venham dizer
Que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
Por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
Falso médico ladrão
Prostituta proxeneta
Espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!
José Carlos Ary dos Santos

Genial poeta, genial pessoa.Dele disse José Saramago:"Um grito que deu voz e pão de poesia a gente muda e faminta"
Pão de Poesia, a imagem da saudade que fica de um grande Poeta
07 Dezº 1936 - 18 Janº 1984

sábado, janeiro 17, 2009

POPEYE - 17 Janeiro de 1929


Personagem clássico da BD e criado por E.C.Segar, faz hoje 80 anos.
Chega ao cinema em 1933 adaptado por Max Fleischer.
Marinheiro carismático, tentando acima de tudo proteger a sua amada, Olivia Palito, das garras do seu rival, Brutus. É nas latas de espinafre que Popeye complementa a sua força, o que tem servido de exemplo a inúmeras mães ao longo de décadas, para obrigarem os seus filhos a comer verduras.
Todas as histórias do Popeye são ternurentas e divertidas e hoje, como há oitenta anos, são cativantes. Experimentem!!!

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Bilhetes - Mário Quintana


E se tu me amas,
ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,enfim,tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana

Pensamento do dia

"Viver é a coisa mais rara do mundo.
A maioria das pessoas apenas existe"

Oscar Wilde

quarta-feira, janeiro 14, 2009

PENSAMENTO DO DIA


" Aprendi que um Homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo, para ajudá-lo a levantar-se"
Autor Anónimo

domingo, janeiro 11, 2009

século XXI, um atraso

Ontem foi sábado.Sabat para os judeus.Neste dia sagrado, não comercializam, não conduzem, não usam elevadores(...?) e ficam NORMALMENTE em casa.Ontem, o repórter da TVI deu-nos as curiosas imagens de israelitas que de farnel no carro se deslocaram para as fronteiras próximas de Gaza. E enquanto pic-nicavam "divertiam-se" vendo, de longe, os ataques.
Incrédulo o repórter ainda perguntou: "disse divertido"? E o bom judeu repetiu que se divertia a ver os ataques.Depois foi uma Jovem, talvez da idade da minha filha mais nova, que disse estar "feliz" com tal espectáculo. Penso que Yavé deve ter uma recompensa especial para estes judeus, Moisés e Abrãao devem ter-se farto de coçar as imensas e longas barbas e deram com os seus bastões nas altíssimas nuvens disparando rockets e morteiros cá para baixo.Penso até que foram esses que caíram no sul de Israel! Que lição tiraram estas gentes do Holocausto? Esquecem-se que antes do Estado de Israel ser formado (1948, se não estou em erro) já a Palestina e os Palestinianos existiam. Não fossem os Judeus ricos que, da América, migraram para Israel e o constante apoio que os EUA continuam a dar, Israel falaria pianinho no Médio Oriente.Não fosse a eleição do famigerado Bush ter sido patrocinada pelos judeus ricos da Florida e Califórnia, que não assistiríamos à imensa vergonha das Nações Unidas. É com atitudes destas que se fomenta o terrorismo, a coexistência pacífica de povos não pode resistir à impunidade de países que nem cumprem, como invadem territórios vizinhos. Que o Hamas lança morteiros, é verdade, mas não vemos holocausto de israelitas por causa disso e sabemos todos que em Novembro e Dezembro últimos foram assassinados vários Palestinianos como sendo chefes do Hamas. Num país tão pequeno e dividido, embora tenha a densidade populacional maior do Mundo em função do espaço geográfico ocupado, quando as vítimas são entre mortos e feridos de milhares, não acredito que todos sejam guerrilheiros do Hamas.Tal como as quatro crianças encontradas esfomeadas ao fim de quatro dias junto aos cadáveres das Mães, enquanto as dois passos permaneciam soldados israelitas com o conhecimento de causa.
E toda a chacina vai prosseguir até 20 ou 21 de Janeiro, data em que teremos um Homem na Casa Branca que, com certeza, mudará o rumo de algumas histórias.

sábado, janeiro 10, 2009

Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Festa de Santo Antão

E para terminar a Quadra que atravessámos em beleza, que tal um pulo à Festa do Seixal, arraial castiço e muito animado. Dá tempo, é só dia 16. Posted by Picasa

quinta-feira, janeiro 08, 2009

PENSAMENTO DO DIA


" Os cães são a nossa ligação ao Paraíso.Não conhecem o mal, a inveja ou a insatisfação"

Milan Kundera

segunda-feira, janeiro 05, 2009

2009 Ano Internacional da Astronomia

Em Abril próximo a NASA lançará um poderoso telescópio, o KEPLER, capaz de monitorizar cem mil estrelas ao mesmo tempo e procurando ainda algum planeta semelhante à Terra. A sua localização será na zona da Via Láctea situada entre as constelações do Cisne e da Lira e a sua missão durará três anos e meio.

Num momento em que na Terra, em sítios geograficamente assinalados, a violação dos Direitos Humanos, a desobediência aos órgãos das Nações Unidas, as atrocidades são exercidas sobre povos que têm direito à sua auto-determinação, à sua independência, ao respeito das suas fronteiras, pergunto-me para que servem reuniões extraordinárias e muito bem pagas, comidas e regadas, porque se permite num silêncio cómodo essas violações e porque não se arranja um telescópio terrestre tão eficiente como os espaciais, que nos transmita a denúncia dessas atrocidades, por tantos governos negadas ou ignoradas.
Quando um soldado morre no Iraque ou no Afeganistão, televisões e rádios abrem noticiários; centenas de iraquianos e afegãos morrem, é um dano colateral. Morreu um soldado israelita porque invadia um país, transgredindo a linha de fronteira, ai-ai e, entretanto, milhares de palestinianos já morreram e não deviam ser todos dirigentes do Hamas…
Até quando, até quando Guantanamo, bloqueio a Cuba, prepotência israelita, africana…
Até quando?

Beijar o Menino

Tradições centenárias, emotivas, que perfazem a fé natalícia numa medida cheia e transabundante que dura uma quadra.
Beijar o Menino!
Mais que o Nascimento, beijar o Menino é tradição enraizada, é devoção, é dogma de fiéis, é o elo da Festa ao dia de Reis.
Perfilam-se no templo, em final de missa, alegres, crentes, beiço aprumado aos caracóis pintados de um Menino que, impávido e sereno, a tudo se submete. Num gesto repetitivo quem o tem limpa, em passagens breves, leves, com alvo paninho, as impressões de fé.
E canta-se ao Menino, rosto aberto garganta plena, pé ante pé, numa fila vivaça e ávida. Saídos do templo o Menino descansa, descansa e seca.
Cá fora, na noite húmida purificada pelo frio, pergunto-me: quantos "meninos" para beijar na nossa vida e que passam despercebidos...

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Vamos cantar os Reis...

Dia de Reis, a Epifania


Das figuras bíblicas mais intimamente ligadas à tradição religiosa do povo destacam-se os Reis Magos, ou melhor, os Santos Reis uma vez que a hagiologia romana considera-os bem aventurados.O simbolismo dos Reis Magos é amplo e emprestam-lhes os exegetas as mais diversas interpretações. Estão ligados intimamente às festas do Natal e deles nasceu, praticamente, a tradição do Pai Natal, pois os presentes dados nessa ocasião reproduzem que os magos do Oriente, depois de cumprida a rota que lhes indicava a estrela de Belém, prestaram preito a Jesus, na gruta onde ele nascera.As referências bíblicas são vagas e o episódio quase passa despercebido dos evangelistas, mas as contribuições da tradição patriática são muitas e, como elas têm força de fé e verdade, nelas devemos buscar grande parte das coisas que se contam dos santos Belchior, Gaspar e Baltazar já referidos pelos profetas do Velho Testamento, que vaticinavam a homenagem dos Reis ao humilde filho de David, que deveria nascer em Belém.De onde vieram e o que buscavam, pouca gente sabe. Vinham do Oriente e Baltazar, o mago negro talvez viesse de Sabá (terra misteriosa que seria o sul da Península Arábica ou, como querem os etíopes, a Abissínia). Simbolizam também as três únicas raças bíblicas, isso é, os semitas, jafetitas e camitas. Uma homenagem, pois, de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis.Eram magos, isto é, astrólogos e não feiticeiros. Naquele tempo a palavra mago tinha esse sentido, confundindo-se também com os termos sábio e filósofo. Eles prescrutavam o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro e, cada um deles, deixando suas terras depois de consultar seus pergaminhos e papiros cheios de palavras mágicas e fórmulas secretas, teve a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar seu preito ao Menino que seria o monarca de todos os povos, ainda que o seu Reino não fosse deste mundo.

Conta ainda a tradição que, ao chegar a Canaã, indagaram os Magos onde havia nascido o novo Rei de Judá. Essa pergunta preocupou Herodes, que hoje seria considerado um quisting a serviço dos romanos, e que reinava na Judeia.Os representantes do Império preocupavam-se com o aparecimento de um novo líder do povo de Israel. A revolta dos macabeus ainda não fora esquecida e o povo oprimido esperava, ansioso, pela vinda do Messias que iria libertar o Povo de Deus e cumprir a palavra do salmista: "Disse o Senhor ao meu Senhor — senta-te à minha direita até que ponho os teus amigos como escabelo aos teus pés".

Os magos procuram o novo Rei para render-Lhe homenagem e, conforme pedido de Herodes, para informar o representante romano do lugar onde nascera o Messias.Mas sabiam que Herodes pretendia sequestrá-Lo e não ir adorá-Lo e, por isso, regressaram por outro caminho.

No presépio encontram apenas os animais e os pastores e, inspirados pelo Espírito Santo, curvaram-se diante do filho do carpinteiro de Nazaré e depositam, ao pé da manjedoura que lhe servia de berço, os presentes: ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei, o grão de areia que cresceria e derrubaria o ídolo de pés de barro (símbolo das grandes potências que se sucederam no domínio do mundo), do sonho de Nabucodonosor decifrado pelo profeta Daniel.Símbolos da humildade.

Na tradição cristã os três Reis Magos simbolizavam os poderosos que deveriam curvar-se diante dos humildes na repetição real do canto da Virgem Maria à sua prima Isabel, e "Magnificat", pois sua alma rejubilava-se no Senhor, que exaltaria os pequenos de Israel e humilharia os poderosos.A igreja cultua os Reis Magos dentro desse simbolismo. Representam os tronos, os potentados, os senhores da Terra que se curvara diante de Cristo, reconhecendo-lhe a divina realeza. É a busca dos poderosos que vêem em Belchior, Gaspar e Baltazar o exemplo de submissão aos desígnios de Deus e que devem, como os magos, despojar-se de seus bens e depositá-los aos pés dos demais seres humanos, partilhando sua fortuna como dignos despenseiros de Deus.

Os presentes de Natal também tinham esse sentido. As ofertas dos adultos à criança que com a sua pureza representava Jesus. Alguns, dão a essas festas um sentido mitológico pagão, buscando nas cerimonias dos druidas, dos germânicos ou saturnais romanas a pompa das festas natalinas que culminam com a Epifânia.

A Epifânia - A palavra epifania, usada também como nome de mulher, deu origem a uma corruptela dialetal do sul da Itália, levada depois a Portugal e Espanha, a Bifana. A Bifana, segundo a lenda, era uma velha que, no dia de Reis, saía pelas ruas da cidades a entregar presentes aos meninos que tivessem sido bons durante o ano que findara. Estava intimamente ligada às tradições dos povos mediterrâneos e mais próxima do significado litúrgico das festas natalícias. Os presentes eram somente dados no dia 6 de Janeiro e nunca antes. Tanto assim é, que nos tempos de hoje ainda há sítios na Europa ocidental (como Espanha) e oriental,como Rússia,Ucrânia, etc em que os presentes são dados e trocados no dia de Reis. Depois, com a influência francesa e inglesa em nossas tradições a Epifania ou Bifana foi substituída pelo Pai Natal, a quem muitos estudiosos atribuem uma origem pagã e outros, para disfarçar o sentido comercial da sua presença no dia de Natal, confundem com São Nicolau.Hoje, o Santos Reis já não são lembrados. O presépio praticamente não existe e só neles é que podemos ver os Magos de Oriente apresentados. A árvore de Natal, pinheiro que os druidas e os feutos enfeitavam para agradar o terrível Deus do inverno Hell, substituiria a representação do nascimento de Jesus, introduzida no costume dos povos por São Francisco de Assis. A festa da Epifania, dia de guarda no calendário litúrgico,dia da Revelação, já não é tão respeitada e com ela desaparecerem outras tradições da nossa gente, trazidas da Península Ibérica pelos nossos antepassados, como os cantares dos Reis e as Janeiras