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quinta-feira, setembro 30, 2010

pensamento do dia

DITADOR é também aquele que se aproveita da ditadura para enriquecer-se ou
enriquecer o seu país, mesmo que se apresente com cara de DEMOCRATA...

rec.por email
 
"É tão Ladrão aquele que vai à horta como aquele que fica à porta"... (provérbio português)

Como a Terra: exoplaneta Gliese 581g oferece indícios de que possa ser habitável

Astrónomos informaram hoje que pela primeira vez avistaram claramente um planeta fora do Sistema Solar com condições ideais de vida, onde pode existir água líquida na superfície do planeta. Se confirmado, este seria o exoplaneta mais parecido com a Terra já descoberto e o primeiro caso potencialmente habitável.
O planeta tem o do tamanho da Terra e três vezes a sua massa. Os pesquisadores estimaram que a temperatura de superfície do planeta seja entre - 31 e -12 graus Celsius - valores onde a vida humana possa existir. E acima de tudo, o novo planeta está muito próximo da Terra, apenas 20 anos luz de distância, na constelação de Libra. 
O planeta está em torno da estrela anã vermelha Gliese 581, que tem outros planetas ao seu redor. Como o Sistema Solar, os planetas ao redor de Gliese 581 têm órbitas quase circulares. O novo planeta tem um período orbital (o que na Terra equivale a um ano) de menos de 37 dias. Sua massa indica que ele é provavelmente um planeta rochoso.
“Nossa descoberta representa um caso muito convincente para um planeta potencialmente habitável”, disse Steven Vogt, professor de Astronomia e Astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que participou do estudo. ”O fato de termos detectado esse planeta tão rapidamente e tão perto da Terra nos diz que planetas como este devem ser muito comuns".
O estudo, realizado pela Universidade da Califórnia, Santa Cruz e pelo Instituto Carnegie, foi publicado hoje no periódico científico Astrophysical Journal.
fonte:ultimosegundo.ig.com.br
fonte: JN, Lisboa

"um dia..."

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,  dos tantos risos e momentos que partilhámos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.  Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos. Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem  todos os meus amigos!"
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"

provérbios de Outubro



Em Outubro, o fogo ao rubro.
Em Outubro pega tudo.
Em Outubro, o lume já é amigo.
Em Outubro, ou secam as fontes ou passam os rios por cima das pontes.
Em Outubro recolhe tudo.
Logo que Outubro venha, procura a lenha.
Outubro nublado, Janeiro molhado.
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Outubro seca tudo.
Outubro suão, negaças de Verão.
Ouvidos a comer, água que vai chover.
Se as andorinhas partirem em Outubro, seca tudo.

quarta-feira, setembro 29, 2010

se a moda pega...


 
 
 
As estudantes da Universidade de Shanxi, na China, tiveram uma surpresa ao regressar de férias: em vez das sanitas nas casas de banho, depararam-se com... urinóis. A direcção da universidade decidiu instalar urinóis femininos porque chegou à conclusão de que, se as mulheres urinarem de pé gastam menos 160 toneladas de água por dia. Para que não haja dúvidas, foram colados nas paredes dos W.C. cartazes a explicar como usar os novos urinóis. fonte CM

citação do dia

"Somente duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana.
E não estou seguro quanto ao primeiro..."

Albert Einstein

Conflito de gerações


Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou
uma conferência citando quatro frases:
1. "A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, despreza a autoridade e
não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são
verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra,
respondem aos pais e são simplesmente maus."

2. "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude
de hoje tomar o poder amanhã, porque esta juventude é insuportável,
desenfreada, simplesmente horrível."

3. "O nosso mundo atingiu o seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais os
pais. O fim do mundo não pode estar muito longe."

4. "Esta juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens são
maus e preguiçosos. Eles nunca serão como a juventude de antigamente... A
juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."
Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação
que os espectadores davam às frases.


Então, revelou a origem delas:
- a primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)
- a segunda é de Hesíodo (720 a.C.)
- a terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.
- a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da
Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência.


Fantástico!! Não mudou nada!! rec. por email

terça-feira, setembro 28, 2010

"cortar na despesa"

"Ontem ao fim da tarde fiquei a saber pelo "Público online" da existência dos bordados de Tibaldinho, "pequena aldeia (...) da freguesia de Alcafache, concelho de Mangualde", onde "cerca de meia centena de bordadeiras mantêm viva a tradição, sendo para a maioria delas o bordar uma actividade supletiva e irregular". Pela descrição, devem ser belíssimos, embora em coisas de beleza mais valha experimentar do que julgar confiado em descrições. Fiquei igualmente a saber que a Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos apreciará hoje (mesmo a tempo de entrar nas contas do Orçamento para 2011) um projecto de lei do PSD para a criação do Centro para a Promoção e Valorização dos Bordados de Tibaldinho tendo como receitas, entre outras, "as dotações para o efeito previstas no Orçamento de Estado". Num país em que tanta gente e instituição vive de "dotações previstas no Orçamento de Estado" é justo que o PSD não queira os bordados de Tibaldinho de fora. Até porque, quando exige cortes na despesa, Passos Coelho refere-se a salários e a despesas com apoios sociais e não à decoração da mesa do Orçamento."

Manuel António Pina  JN, Lisboa

como eu vejo a Ilha

hoje de manhã,às 08h00, o cinzento e rosa da costa Norte...
Hoje à tarde, às 20h00, a mesma paisagem. Amanhã chove!
 



“Use vírgulas para separar as experiências boas das más. Reticências para quem lhe faltou em alguma situação. Salpique exclamações na sua vida. Abuse das interjeições de felicidade. Faça uma revisão nos seus sonhos. Tome decisões com letra maiúscula. E coloque ponto final na tristeza.“


fonte net, desconheço autor

segunda-feira, setembro 27, 2010

diz-se em Lisboa que....

Este produto, situado na rotunda do Aeroporto de Lisboa, terminal 2 junto ao radar, voou da cabeça do "Único Importante" (o mesmo que Alberto João Jardim) e ali poisou, sabe-se lá porquê! 
Acho estranho que a base seja em VERMELHO e a parte de cima em preto. 
Assim quem vê de longe, o que parecerá este produto da Madeira...?

as estrelas de cada um...

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas.
Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro.
Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém...
Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, sentir-te-ás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirás, às vezes, a janela à toa, por gosto...e os teus amigos ficarão espantados de te ouvir rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas fazem-me sempre rir!"

Antoine de Saint-Exupéry

sábado, setembro 25, 2010

lá chegaremos, não?

Três irmãs, de 90, 88 e 86 anos de idade viviam na mesma casa. 
 Uma noite, a de 90 começa a encher a banheira para tomar banho, põe um pé dentro da banheira, faz uma pausa e grita:

- “Alguém sabe se eu estava entrando ou saindo da banheira?”
 

A irmã de 88 responde:
 

- “Não sei, já subo aí para ver!”
 

Começa a subir as escadas, faz uma pausa, e grita:
 

- “Eu estava subindo as escadas, ou descendo?”
 

A irmã mais nova, de 86, estava na cozinha tomando chá e escutando suas irmãs, move a cabeça e pensa:
 

- "Na verdade, espero nunca ficar assim tão esquecida.”
 

Bate três vezes na madeira da mesa, e logo responde:
 

- “Já vou ajudá-las, antes vou ver quem está batendo na porta!”

sabedoria canina



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quinta-feira, setembro 23, 2010

Absurdo...

Pensar demais cansa como sentir muito.

Tudo é absurdo. Este empenha a vida em ganhar dinheiro que guarda, e nem tem filhos a quem o deixe nem esperança que um céu lhe reserve uma transcendência desse dinheiro. Aquele empenha o esforço em ganhar fama, para depois de morto, e não crê naquela sobrevivência que lhe dê o conhecimento da fama. Esse outro gasta-se na procura de coisas de que realmente não gosta. Mais adiante, há um que(...)

Um lê para saber, inutilmente. Outro goza para viver, inutilmente.

Vou num carro eléctrico, e estou reparando lentamente, conforme é meu costume, em todos os pormenores das pessoas que vão adiante de mim. Para mim os pormenores são coisas, vozes, letras. Neste vestido da rapariga que vai em minha frente decomponho o vestido em o estofo de que se compõe, o trabalho com que o fizeram - pois que o vejo vestido e não estofo - e o bordado leve que orla a parte que contorna o pescoço separa-se-me em retrós de seda, com que se o bordou, e o trabalho que houve de o bordar. E imediatamente, como num livro primário de economia política, desdobram-se diante de mim as fábricas e os trabalhos - a fábrica onde se fez o tecido: a fábrica onde se fez o retrós, de um tom mais escuro, com que se orla de coisinhas retorcidas o seu lugar junto do pescoço; e vejo as secções das fábricas, as máquinas, os operários, as costureiras, meus olhos virados para dentro penetram nos escritórios, vejo os gerentes procurar estar sossegados, sigo, nos livros, a contabilidade de tudo; mas não é só isto: vejo, para além, as vidas domésticas dos que vivem a sua vida social nessas fábricas e nesses escritórios... Todo o mundo se me desenrola aos olhos só porque tenho diante de mim, abaixo de um pescoço moreno, que de outro lado tem não sei que cara, um orlar irregular regular verde-escuro sobre um verde-claro de vestido.

Toda a vida social jaz a meus olhos.

Para além disto pressinto os amores, as secrecias, a alma, de todos quantos trabalharam para que esta mulher que está diante de mim no eléctrico use, em torno do seu pescoço mortal, a banalidade sinuosa de um retrós de seda verde-escura fazenda verde menos escura.

Entonteço. Os bancos do eléctrico, de um entretecido de palha forte e pequena, levam-me a regiões distantes, multiplicam-se-me em indústrias, operários, casas de operários, vidas, realidades, tudo.

Saio do carro exausto e sonâmbulo. Vivi a vida inteira. 
Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa)

descubra as diferenças....


Estado da Virgínia executa primeira mulher em 98 anos

Na próxima madrugada o Estado americano da Virgínia deverá executar uma mulher pela primeira vez desde 1912. O caso de Teresa Lewis, condenada por assassínio, causa polémica nos Estados Unidos da América e no mundo. Por um lado, é alegadamente atrasada mental; por outro, é raro uma mulher ser executada. Desde que o Supremo Tribunal repôs a pena de morte, em 1976, só 11 dos 1226 executados eram do sexo feminino (a última em 2005, no Texas).
Lewis, de 41 anos, deverá morrer por injeção letal às 21 horas locais (duas da manhã em Portugal), no Centro Correcional Greensville, na localidade de Jarratt. Foi considerada culpada de ter mandado matar o marido e o enteado, em outubro de 2002. Para tal terá contratado dois assassinos a quem pagou em sexo e dinheiro. Também lhes prometeu parte do seguro de vida que receberia na sequência dos falecimentos.
O marido de Teresa Lewis, Julian, e o enteado, Charles, foram mortos a tiro, em casa, na noite de 30 de outubro de 2002. Charles, militar na reserva, tinha um seguro de vida no valor de 250 mil dólares (187 mil euros), cujo beneficiário era o pai. Na morte deste, Lewis poderia recolher o dinheiro.
Os advogados da reclusa alegam que Lewis não tinha capacidades intelectuais para organizar o assassínio. Dizem que a sua inteligência é "borderline" e que foi manipulada pelos assassinos, Rodney Fuller e Matthew Shallenberger. Este último terá reconhecido ser essa a verdade, dizem os defensores de Lewis. Ambos foram condenados a prisão perpétua, mas Shallenberger suicidou-se na cadeia, em 2006. Outros apoiantes da condenada dizem que ela se regenerou na prisão, citando outras reclusas e capelães da penitenciária. fonte PUBLICO

Nota da redacção - Falando alto e bom som contra o Irão, os países de África mas, estranhamente, não falando contra Israel, os EUA com mais esta atitude são piores do que os regimes citados. Piores porque vivem num mundo Ocidental, evoluído, instruído minimamente, que tem assento nas principais cadeiras do Mundo, que pretende mandar no Mundo (e às vezes até o consegue) mas que mata pessoas, fora da guerra, aplicando uma lei de pena de morte. 
Quantos estarão agora no "corredor da morte"? Que país "pequeno" é este que ainda não encontrou leis justas para punir os seus prevaricadores, que tolerância podemos, nós, Mundo civilizado, ter em relação a estas atitudes? Nem quero evocar o número de civis mortos no Iraque ou Afeganistão, os tais chamados de "danos colaterais" por um general americano. Quero apenas dizer que um governo que assim procede no século XXI não merece respeito de ninguém.

"Hoje é o oitavo aniversário do meu casamento"

"A minha felicidade é maior do que a que antevia antes de me casar. Explico: é maior porque também é diferente. Na perspectiva de um miúdo evangélico que guarda a virgindade para o matrimónio há coisas que acontecem logo a seguir que nos frustram. Afinal, descobrimo-nos tão hipersexualizados como os fornicadores: o casamento é muito mais do que a visão da cama à Século XXI. Vamos entendendo que o plano de Deus tem a ver com uma nova identidade e não uma gratificação orgasmática para quem se conteve. Não dava para projectar desforras enquanto amante insuperável, querendo no leito a prestação de um Casanova para nos claustros atingir a elevação de um Agostinho
Por isso a importância dos filhos. Em oito anos vieram quatro, o que dá uma média interessante para os nossos estéreis tempos. Os meus filhos são a consolidação da transformação que o casamento impõe. De algum modo são a minha melhor conversão ao cristianismo. Em oito anos de casamento vou-me apercebendo que o segredo é, paradoxalmente, a extinção das espécies para a sua real sobrevivência. Serão os dois uma só carne. As pessoas não casam para ser felizes. As pessoas casam para ser novas. Sou muito grato a Deus pela minha mulher."

Tiago de Oliveira Cavaco no seu blog Voz do Deserto

quarta-feira, setembro 22, 2010

Estudo pode explicar "milagre" da separação das águas

O episódio bíblico descrito no Livro do Êxodo, segundo o qual Moisés terá "separado as águas? do Mar Vermelho para permitir a fuga do povo de Israel do Egipto, pode ter encontrado uma explicação científica: um forte vento de Leste capaz de afastar a água de uma zona de pouca profundidade e deixar o solo descoberto durante algumas horas.
Investigadores do Centro norte-americano para a Pesquisa Atmosférica (NCAR) e da Universidade do Colorado publicaram ontem, na revista científica PloS, os resultados de um estudo através do qual pretendem provar como um forte vento vindo de Leste – a cerca de 101 km/hora (63 milhas/hora) –, soprando durante aproximadamente doze horas, poderia criar um fenómeno de “separação das águas”.
As descrições bíblicas correspondem às hipóteses colocadas no estudo, de que o vento teria soprado durante várias horas e “aberto”, depois, uma passagem no Mar.
Os cientistas fizeram simulações por computador, tendo em conta a topografia da região à época (cerca de três mil anos atrás). Os modelos mostram que os sedimentos existentes no Delta do Nilo criavam um “braço” de solo habitualmente submerso, mas a pouca profundidade – cerca de 1,8 metros. O fenómeno descrito seria capaz de criar uma passagem seca durante quatro horas.
Com o vento a incidir durante tantas horas, a água ter-se-á deslocado para o lago de Tanis –, criando uma passagem no Mar Vermelho, fenómeno explicado pela dinâmica dos fluidos.
O estudo indica ainda relatos de fenómenos semelhantes ocorridos na mesma zona, no século XIX.

in:DN,Lisboa

dorme que eu velo


Dormes? eu velo, sedutora imagem,
Grata miragem que no ermo vi:
Dorme – impossível – que encontrei na vida!
Dorme, querida, que eu descanto aqui!

Dorme! eu descanto a acalentar-te os sonhos,
Virgens, risonhos, que te vem dos céus!
Dorme! e não vejas o martírio, as magoas,
Que eu digo às águas e não conto a Deus!

Anjo sem pátria, branca fada errante,
Perto ou distante que de mim tu vás,
Há de seguir-te uma saudade infinda,
Hebrea linda, que dormindo estás!

Onde nasceste? Onde brincaste, oh bela?
Rosa singela que não tens jardim?
Em Jafa? em Malta? em Nazareth? no Egipto?
Mundo infinito, e tu sem berço?! oh! Sim.

Dorme, que eu velo, sedutora imagem,
Grata miragem que no ermo vi;
Dorme – impossível – que encontrei na vida!
Dorme querida que eu não volto aqui!

Folha que o vento da fortuna impele!
Vítima imbele que o tufão roubou!
Flor que n’um vaso se alimenta, cresce,
Ri, desaparece, e nunca mais voltou!

Filha dum povo perseguido e nobre,
Que o mundo encobre o seu martírio, e crê!
Sempre Ashevero a percorrer a esfera!
Desgraça austera! Inabalável fé!

Porque há de o lume de teus olhos belos,
Mostrar-me anelos d’infinito ardor?
Porque esta chama a consumir-me o seio?…
Deus de permeio maldiz o amor!…

Peito! meu peito, porque anseias tanto?
Pranto! Meu pranto, basta já, não mais!
É sina, é sina; remador, voltemos;
Não n’a acordemos… para quê, meus ais?…

Dorme, que eu velo, sedutora imagem,
Grata miragem que no ermo vi;
Dorme – impossível – que encontrei na vida!
Dorme querida que eu não volto aqui!

Tomás Ribeiro (1831- 1901), poeta português.

terça-feira, setembro 21, 2010

Nubrella: o guarda-chuva "mãos-livres"



Brevemente em Portugal....

dia internacional da PAZ

Dia Internacional da Paz foi  declarado pela ONU em 30 de Novembro de 1981.
 

Dinossauro carnívoro com bossa descoberto em Espanha

Um dinossauro carnívoro foi descoberto em Los Hayos, na região da Cuenca em Espanha. O réptil viveu há cerca de 125 milhões de anos num clima mais tropical e tinha uma estranha bossa óssea perto da cauda.
Os investigadores espanhóis deram o nome de Concavenator corcovatus à nova espécie, que significa “comedor de carne de Cuenca com uma bossa”. O artigo onde a espécie foi descrita foi publicado agora na revista Nature.   O réptil faz parte dos terápoda. "São um grupo muito importante de dinossauros porque dentro deste grupo estão as aves”, explicou Jose Sanz, da Universidade Autónoma de Madrid. “Este mundo não seria o mesmo sem as aves, as aves são mesmo uma espécie de dinossauros terápodes com asas, capazes de voar”, explicou o autor do estudo, citado pela BBC News.
O dinossauro tinha seis metros de comprimento e viveu no início do Cretácico, o último período onde os répteis terríveis existiram, entre há 146 e 65 milhões de anos. Caçava, mas também podia rapinar carne de animais já mortos.

O esqueleto do Concavenator corcovatus é um enigma. As ossadas mostram que por cima do ílio, onde os ossos das pernas contactam com a coluna vertebral, existia uma bossa. Esta estrutura poderia servir para a regulação do calor, para exibição como uma crista de galo ou para armazenamento de energia. Mas os cientistas não têm nenhuma certeza.
Outro mistério é os cinco espinhos que o dinossauro tinha em cada antebraço que podem estar relacionados com as penas nas aves. “Parecem exactamente como as inserções que as aves têm nas penas grandes utilizadas para voo”, disse à Nature Michael Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
A equipa defende que estas estruturas podem depois ter evoluído para a inserção das penas que conhecemos nas aves de hoje. “Vamos ter que olhar para mais dinossauros como sendo animais mais parecidos com aves”, disse Francisco Ortega, primeiro autor do estudo.fonte PUBLICO

segunda-feira, setembro 20, 2010

anúncio

Esse certamente foi um dos melhores anúncios para solteiros já editados nos EUA...  Saiu no Atlanta Journal.


Feminina, solteira, procura companhia masculina, aspectos étnicos sem a menor importância.  Sou uma menina bem humorada que adora brincadeiras de todo tipo.  Adoro longas caminhadas nos bosques, andar de camioneta em sua companhia para caçadas, acampamentos e pescarias, e/ou ficar noites inteiras, gostosas, ao ar livre, deitada com você junto a fogueiras.  Jantares à luz de velas me farão comer na sua mão.  Estarei na porta de entrada à sua espera quando você chegar de um dia cansativo de trabalho, usando tão somente o que a natureza me deu...  Telefone para (404) 875-6420 e chame  por Annie. 
Estarei lhe esperando...
   


Mais de 150 homens ligaram para a Sociedade Humanitária de Atlanta...

Outonos




Outonos de folhas fáceis,
   Caídas, inertes,
Pintadas de cobres e ouros baços
  (espalhadas na morte do chão)
em que verdes se esbatem,
  criando ilusão.

Também tu tens outono,
  Calado e sem dono,
  No teu coração.




Maria Teresa S. T. Góis

como eu vejo a Ilha

Costa Norte, vista da Vila de Porto Moniz

domingo, setembro 19, 2010

Carta de Mário Quintana a um poeta...

Meu caro poeta,
Por um lado foi bom que me tivesses pedido resposta urgente, senão eu jamais escreveria sobre o assunto desta, pois não possuo o dom discursivo e expositivo, vindo daí a dificuldade que sempre tive de escrever em prosa. A prosa não tem margens, nunca se sabe quando, como e onde parar. O poema, não; descreve uma parábola traçada pelo próprio impulso (ritmo); é que nem um grito. Todo poema é, para mim, uma interjeição ampliada; algo de instintivo, carregado de emoção. Com isso não quero dizer que o poema seja uma descarga emotiva, como o fariam os românticos. Deve, sim, trazer uma carga emocional, uma espécie de radioactividade, cuja duração só o tempo dirá. Por isso há versos de Camões que nos abalam tanto até hoje e há versos de hoje que os pósteros lerão com aquela cara com que lemos os de Filinto Elísio. Aliás, a posteridade é muito comprida: me dá sono. Escrever com o olho na posteridade é tão absurdo como escreveres para os súbditos de Ramsés II, ou para o próprio Ramsés, se fores palaciano. Quanto a escrever para os contemporâneos, está muito bem, mas como é que vais saber quem são os teus contemporâneos? A única contemporaneidade que existe é a da contingência política e social, porque estamos mergulhados nela, mas isto compete melhor aos discursivos e expositivos , aos oradores e catedráticos.
Que sobra então para a poesia? - perguntarás. E eu te respondo que sobras tu. Achas pouco? Não me refiro à tua pessoa, refiro-me ao teu eu, que transcende os teus limites pessoais, mergulhando no humano. O Profeta diz a todos: "eu vos trago a verdade", enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: "eu te trago a minha verdade." E o poeta, quanto mais individual, mais universal, pois cada homem, qualquer que seja o condicionamento do meio e da época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos!
Meu poeta, se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as disgressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando essas meninas dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: "O que é poesia? Por que se tornou poeta? Como escrevem os seus poemas?" A poesia é dessas coisas que a gente faz mas não diz.
A poesia é um fato consumado, não se discute; perguntas-me, no entanto, que orientação de trabalho seguir e que poetas deves ler. Eu tinha vontade de ser um grande poeta para te dizer como é que eles fazem. Só te posso dizer o que eu faço. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre em qualquer parte, nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras. Por vezes uma rima até ajuda, com o inesperado da sua associação. (Em vez de associações de ideias, associações de imagem; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna.) Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo (a falta de memória é uma bênção nestes casos). Vem logo o trabalho de corte, pois noto logo o que estava demais ou o que era falso. Coisas que pareciam tão bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema) tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com o cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da Criação.
Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos 17 anos. Há na Bíblia uma passagem que não sei que sentido lhe darão os teólogos; é quando Jacob entra em luta com um anjo e lhe diz: "Eu não te largarei até que me abençoes". Pois bem, haverá coisa melhor para indicar a luta do poeta com o poema? Não me perguntes, porém, a técnica dessa luta sagrada ou sacrílega. Cada poeta tem de descobrir, lutando, os seus próprios recursos. Só te digo que deves desconfiar dos truques da moda, que, quando muito, podem enganar o público e trazer-te uma efémera popularidade.
Em todo caso, bem sabes que existe a métrica. Eu tive a vantagem de nascer numa época em que só se podia poetar dentro dos moldes clássicos. Era preciso ajustar as palavras naqueles moldes, obedecer àquelas rimas. Uma bela ginástica, meu poeta, que muitos de hoje acham ingenuamente desnecessária. Mas, da mesma forma que a gente primeiro aprendia nos cadernos de caligrafia para depois, com o tempo, adquirir uma letra própria, espelho grafológico da sua individualidade, eu na verdade te digo que só tem capacidade e moral para criar um ritmo livre quem for capaz de escrever um soneto clássico. Verás com o tempo que cada poema, aliás, impõe sua forma; uns, as canções, já vêm dançando, com as rimas de mãos dadas, outros, os dionisíacos (ou histriônicos, como queiras) até parecem aqualoucos. E um conselho, afinal: não cortes demais (um poema não é um esquema); eu próprio que tanto te recomendei a contenção, às vezes me distendo, me largo num poema que vai lá seguindo com os detritos, como um rio de enchente, e que me faz bem, porque o espreguiçamento é também uma ginástica. Desculpa se tudo isso é uma coisa óbvia; mas para muitos, que tu conheces, ainda não é; mostra-lhes, pois, estas linhas.
Agora, que poetas deves ler? Simplesmente os poetas de que gostares e eles assim te ajudarão a compreender-te, em vez de tu a eles. São os únicos que te convêm, pois cada um só gosta de quem se parece consigo. Já escrevi, e repito: o que chamam de influência poética é apenas confluência. Já li poetas de renome universal e, mais grave ainda, de renome nacional, e que no entanto me deixaram indiferente. De quem a culpa? De ninguém. É que não eram da minha família.
Enfim, meu poeta, trabalhe, trabalhe em seus versos e em você mesmo e apareça-me daqui a vinte anos. Combinado? 

Mário Quintana

sábado, setembro 18, 2010

Bom fim de semana

White Winter Hymnal from Grandchildren on Vimeo.

a Raça do Alentejano...





Como é um alentejano? 
É, assim, a modos que atravessado.
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.

Dos amarelos
, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie"; 
dos pretos
, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida; 
dos judeus
, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas; 
dos árabes
, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos; 
dos ciganos
, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós; 
dos brancos
, o olhar intelectual de carneiro mal morto;
dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.

O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.

Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.

É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus:
nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.

Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que 
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».

E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?

Era um descanso...
                                        

apaixonado...

sexta-feira, setembro 17, 2010

reciclar...

1)Corte uma garrafa conforme demonstração na foto.
2) Adapte o saco de plástico conforme vê na 2ª fotografia e já está! Mais eficiente e útil!

Serenidade és minha


Vem, serenidade!
Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla humidade das bocas.

Vem serenidade!
Faz com que os beijos cheguem à altura
dos ombros
e com que os ombros subam à altura dos lábios,
faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos.

Carrega para a cama dos desempregados
todas as coisas verdes, todas as coisas vis
fechadas no cofre das águas:
os corais, as anémonas, os monstros sublunares,
as algas, porque um fio de prata lhes enfeita
os cabelos.

Vem, serenidade,
com o país veloz e virginal das ondas,
com o martírio leve dos amantes sem Deus,
com o cheiro sensual das pernas no cinema,
com o vinho e as uvas e o frémito das virgens,
com o macio ventre das mulheres violadas,
com os filhos que os pais amaldiçoam,
com as lanternas postas à beira dos abismos,
e os segredos e os ninhos e o feno
e as procissões sem padre, sem anjos e, contudo,
com Deus molhando os olhos
e as esperanças dos pobres.

(..................................................................)

Vem, serenidade,
e faz que não fiquemos doentes, só de ver
que a beleza não nasce dia a dia na terra.

E reúne os pedaços dos espelhos partidos,
e não cedas demais ao vislumbre de vermos
a nossa idade exacta
outra vez paralela ao percurso dos pássaros.

E dá asas ao peso
da melancolia,
e põe ordem no caos e carne nos espectros,
e ensina aos suicidas a volúpia do baile,
e enfeitiça os dois corpos quando se apertarem,
e não apagues nunca o fogo que os consome,
o impulso que os coloca, nus e iluminados,
no topo das montanhas, no extremo dos mastros,
na chaminé do sangue.

Serenidade, assiste
à multiplicação original do Mundo:
Um manto terníssimo de espuma,
Um ninho de corais, de limos, de cabelos,
um universo de algas despidas e retracteis,
um polvo de ternura deliciosa e fresca.

Vem, e compartilha
das mais simples paixões,
do jogo que jogamos sem parceiro,
dos humilhantes nós que a garganta irradia,
da suspeita violenta, do inesperado abrigo.

Vem, com teu frio de esquecimento,
com tua alucinante e alucinada mão,
e põe, no religioso ofício do poema,
a alegria, a fé, os milagres, a luz!

Vem, e defende-me
da traição dos encontros,
do engano na presença de Aquele
cuja palavra é silêncio,
cujo corpo é de ar,
cujo amor é demais
absoluto e eterno
para ser meu, que o amo.

Para sempre irreal,
para sempre obscena,
para sempre inocente,
Serenidade, és minha.

RAUL DE CARVALHO (1920-1984)

quinta-feira, setembro 16, 2010

Gregos terão visto o Halley em 466 a. C.

Astrónomos gregos terão visto o cometa Halley 226 anos antes dos chineses, segundo documentos antigos agora revelados
A observação de um cometa feita pelos gregos em 466 antes de Cristo (a. C.) poderá ser o mais antigo avistamento do cometa Halley documentado até hoje, de acordo com a tese de um grupo de investigadores agora divulgada pela revista New Scientist.
O Norte da Grécia terá sido atingido por um meteorito no período temporal entre os anos de 466 e 468 a. C. e, segundo um artigo publicado no Journal of Cosmology pelo filósofo Daniel Graham e o astrónomo Eric Hintz, ambos da Universidade Brigham Young (EUA), documentos antigos de astrónomos gregos referem a existência de um cometa no céu quando o meteorito caiu.
Este detalhe não tinha merecido grande destaque até ao momento, mas, segundo o artigo do Journal of Cosmology, citado pela revista New Scientist, o cometa teria sido visível durante cerca de 80 dias em 466 a. C., na região de Hellespon, no Norte da Grécia.
Se as novas descobertas forem confirmadas, os investigadores vão fazer recuar a data da primeira observação documentada do Halley em 226 anos. Até à data, o registo mais antigo que existia era referente a um visionamento datado do ano 240 a. C. feito por astrónomos chineses.
Os relatos feitos nos documentos dos antigos gregos falam sobre a queda de uma rocha do espaço durante o dia e, pelas descrições, com o tamanho aproximado de uma carruagem de mercadorias. O objecto, descrito como tendo uma cor "queimada", tornou-se numa atracção turística durante mais de 500 anos.
Para conferir um mínimo de credibilidade aos relatos feitos pelos documentos gregos, Eric Hintz e Daniel Graham reconstituíram a rota mais provável do cometa Halley, de modo a tentar perceber se ele coincidia com as observações efectuadas. Segundo os cálculos feitos pelos dois investigadores, o Halley pode ter sido visível durante cerca de 80 dias entre o início de Junho e final de Agosto do ano 466 antes de Cristo, dependendo das condições atmosféricas e da escuridão do céu.
Os dois investigadores frisam que "é difícil voltar tão atrás no tempo". "Não é como um eclipse, que é muito previsível", salienta Eric Hintz à BBC News. Frisando, no entanto, que a equipa se sente bastante confiante sobre as suas conclusões. "Se a observação de 240 a. C. foi aceite, esta também tem possibilidades bastante sólidas para o ser." Acrescentando que, se esta teoria for aceite, ela terá ocorrido "três órbitas antes da observação feita pelos chineses".
Questionado se é possível que a queda do meteorito e a passagem do cometa Halley estejam relacionadas, Eric Hintz mostra-se céptico. "Seria realmente interessante se estivessem ligados, se fosse um pedaço do Halley que caiu. Mas a nossa impressão é que se trata apenas de uma curiosa coincidência", sublinha o investigador.fonte DN