[google6450332ca0b2b225.html
Mostrar mensagens com a etiqueta arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arte. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 08, 2014

Escultor chinês demora 4 anos a esculpir um tronco

A China tem uma longa tradição em esculturas de madeira. Desde há séculos, os seus mestres do cinzel vêm transformando pedaços de madeira bruta em obras de arte inspiradoras, mas nenhuma tão impressionante como a criação alucinante de Zheng Chunhui. Este talentoso artista chinês passou os últimos quatro anos meticulosamente esculpindo uma réplica detalhada de uma famosa pintura tradicional chinesa chamada "Ao longo do rio durante o Festival Qingming", num tronco de árvore de pouco mais de 12 metros de comprimento.

 A beleza de tirar o fôlego do seu trabalho simplesmente não pode ser expressa em palavras. Veja por si próprio! Como é possível imaginar, Zheng Chunhui precisou de uma montanha de paciência para completar a sua obra-prima de madeira que exibe barcos, pontes, edifícios e mais de 550 pessoas esculpidas individualmente.

Além do louvor de todos quando viram a escultura panorâmica de perto na sua inauguração recente no 
Museu do Palácio de Beijing, o artista chinês também foi homenageado pelo Guinness Book com o novo recorde mundial para a mais longa escultura em madeira, que mede 12,286 metros de comprimento, 3,075 metros de altura e 2,401 m de largura.

A verdade é que quando ouvimos falar em "obra-prima", pensamos logo em algum famoso quadro ou escultura do século 15 ou 16, como a "Mona Lisa" ou "A Pietà". Por isso, é sempre bom saber que verdadeiras obras de arte estão a ser criadas na actualidade, mesmo que seja uma revisita a uma obra famosa, como a supra-citada "Along the River During the Qingming Festival", do artista chinês Zhang Zeduan, que está exposta no mesmo museu.

A pintura panorâmica de Zhang tem quase 1.000 anos de idade e é conhecida como "Mona Lisa Chinesa", com os seus 5,3 metros, celebrando o espírito festivo e retratando a vida quotidiana de ricos e pobres durante o Festival Qingming. Ao longo dos tempos, outros artistas chineses já 
reinterpretaram este trabalho, com elementos culturais de suas épocas, mas nenhum com tanta maestria quanto Zheng.





  

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Véus de mármore

Tem que ter a skill em nivel jedi para esculpir isso aqui no mármore.Essa escultura abaixo, “A virgem velada” é uma das mais impressionantes que eu já vi , notem o efeito de transparência, é do artista italiano do século XIX Giovanni Strazza.

marmore 682x1024 Véus de mármore Curiosidades

Pensa no grau épico de dificuldade de modelar um véu sobre um rosto num material que está entre os mais duros do planeta, o mármore ( mineral de dureza 3 – escala de Friedrich Mohs). Outro problema é que o mármore não tem adição. É uma escultura 100% feita por subtração. Por isso que dizem que para esculpir uma figura, você pega o bloco e “simplesmente tira tudo que não é a figura dele”.


Véu de mármore4 Véus de mármore Curiosidades

Já tá humilhado? Espere até descobrir que não é só essa. Existem grandes esculturas que criaram belíssimos véus de mármore:


Véu de mármore1 Véus de mármore Curiosidades
 
Véu de mármore8 Véus de mármore Curiosidades

Véu de mármore6 Véus de mármore Curiosidades

Véu de mármore5 Véus de mármore Curiosidades
 
Véu de mármore10 Véus de mármore Curiosidades

Pensa no nível de dificuldade de esculpir isso aqui sem quebrar:


390041 original Véus de mármore Curiosidades
Este é um monumento ao pai do príncipe Raimondo, Antonio de Sangro (1.685-1757)
O nome italiano do monumento Disinganno é muitas vezes traduzida como “decepção”, mas não no sentido convencional disso, e em eslavo eclesiástico – “A liberdade do feitiço”.
”A liberdade do feitiço” (depois de 1757) de Franschesko Kvirolo e é a mais famosa de suas obras, pela habilidade em fazer esta rede.
Toda feita em uma única peça de mármore e pedra-pomes, Kvirolo foi o único mestre napolitano que aceitou o desafio. Outros grandes escultores amarelaram, acreditando que a rede iria quebrar em pedaços.
Escultores fantásticos dominam há séculos a arte do recorte preciso da pedra.
E que tal essa textura de pele, de Lorenzo Berdini, que retrata o sequestro de Perséfone? Reparem a pressão dos dedos na pele.
 
ed2e9c38e9c90103614d1a062a973be4 Véus de mármore Curiosidades




bed9f06ab6c98c1416077119376a9cfa 581x1024 Véus de mármore Curiosidadesrecebido por email

terça-feira, março 20, 2012

Descoberta nova obra de Van Gogh

Foi acrescentado mais um quadro à obra de Vincent Van Gogh: “Natureza morta com flores do prado e rosas”, é uma pintura em óleo que foi feita por cima de uma outra, da autoria do artista, que representava dois homens praticando luta livre. As flores do prado e rosas de Van Gogh estarão expostas a partir desta terça-feira, primeiro dia da Primavera, na Holanda.
A autenticidade deste quadro foi colocada em causa desde que chegou à colecção do Museu Kröller-Müller, naquele país, em 1974. O facto de a tela ter um tamanho invulgar e de a assinatura ser anómala foram apenas dois factores que contribuíram para que o quadro fosse, em 2003, catalogado como tendo sido pintado por um “artista anónimo”.

Agora, nove anos mais tarde, uma equipa de investigadores da Universidade de Antuérpia (Bélgica), da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), do Centro de Física de Partículas de Hamburgo Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), do Museu Van Gogh (Holanda) e do Museu Kröller-Müller (Holanda), confirmou finalmente a autenticidade do quadro.

Van Gogh terá pintado inicialmente os dois homens praticando luta livre em 1886 durante a sua passagem pela Escola de Belas Artes de Antuérpia. Porém, chegado a Paris, decidiu pintar a natureza morta por cima desse tema. Fê-lo directamente, sem cobrir com tinta branca o tema anterior.

Os historiadores descobriram em 1998 que os atletas, descritos por Vincent ao seu irmão Theo numa carta, tinham ficado escondidos por debaixo de uma natureza morta. Porém, só agora, com recurso a análises químicas e a um scanner especial (Macro Scanning X Ray Fluorescence Spectometry) é que foi desfeito este mistério.

O Museu Kröller-Muller, que está instalado no meio de um parque natural, no centro da Holanda, alberga a segunda mais importante colecção de quadros e desenhos de Van Gogh a seguir ao museu com o nome do artista, em Amesterdão.

A natureza morta agora atribuída a Van Gogh mede um metro por 80 centímetros, um tamanho grande e pouco usual na produção do artista.
in:Publico

quinta-feira, novembro 03, 2011

"José e Pilar" na corrida aos Globos de Ouro

O documentário português "José e Pilar" vai disputar em Dezembro a nomeação para a edição do próximo ano dos Globos de Ouro, disse à Lusa o realizador Miguel Gonçalves Mendes.
À margem de um visionamento do documentário, candidato português à nomeação para o Óscar 2012 de melhor filme estrangeiro, na noite de terça-feira no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque, o realizador adiantou que o "private screening" de "José e Pilar" para os Globos de Ouro terá lugar a 5 de Dezembro, em Los Angeles.
"Este ano, como há esta situação minha e do 'Pina', de Wim Wenders - dois documentários que estão a ser apresentados à Academia, para filme em língua estrangeira - de repente os próprios Globos de Ouro aceitaram essas candidaturas", disse à Lusa o jovem realizador português.
"Se vão ser efectivadas ou não, essa é outra questão", caucionou Gonçalves Mendes, à margem do último evento de uma semana de homenagem ao escritor português em Nova Iorque, que também serviu para dar a conhecer ao público "José e Pilar", numa altura em que luta para entrar no lote de filmes que vão disputar entre si o maior galardão internacional do cinema.
O visionamento do filme, para mais de uma centena de pessoas, contou com a presença da presidente da Fundação José Saramago e viúva do escritor Nobel da literatura, Pilar del Rio.
Participaram também vários representantes diplomáticos portugueses, como o embaixador junto das Nações Unidas, Moraes Cabral, a cônsul-geral em Newark, Maria Amélia Paiva, como como os delegados ao Aicep e do Turismo de Portugal. Presente esteve ainda o senador estadual luso-americano Jack Martins.  fonte DN, Lisboa

quarta-feira, setembro 07, 2011

Santos da Roca

Um costume que teve início na Idade Média e que alcançou o apogeu no Brasil durante o século XVIII é o dos Santos de Roca, imagens feitas a partir de uma base articulada, de madeira rústica e leve, que sustenta as poucas partes expostas da figura: cabeça, mãos e pés, feitos de madeira boa, ou gesso, ou outro material mais nobre. A base fica escondida sob trajes que procuram ser realistas o bastante para impressionar o observador. Quem olha a figura pronta, tem a impressão de que se trata de uma estátua comum, mas uma verificação minuciosa mostra o 'esqueleto' da imagem sob as roupas.
Segundo texto de Maria Helena Flexor, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, editado na revista OHUM, Ano 2, número 2, a tradição dos Santos de Roca remonta ao tempos medievais. A igreja inspirou-se nos teatros de marionetes para conceber imagens articuladas, que poderiam ser levadas nas procissões e posicionadas de forma a inspirarem a fé do povo por sua dramaticidade.
Não conseguimos encontrar a origem do termo 'Santo de Roca'. Existem, no entanto, algumas teorias: Roca é uma palavra de origem espanhola e diz respeito a Rocha. Os jesuítas espanhóis utilizavam, nos teatros e procissões, certos cenários que traziam como marca uma rocha solitária. O historiador Josef Gregor descreve as 'rocas' como carros com decoração rochosa, que destacava o ostensório (o objecto onde fica guardada a hóstia consagrada), e simbolizava o Monte das Oliveiras, a Gruta da Natividade e outros pontos de referência geográficos relacionados às histórias de Jesus e dos heróis bíblicos.
No cenário de roca, ou rocha, as Irmandades preparavam as imagens feitas de armação de madeira.
Outra teoria fala da semelhança dessas peças com o fuso da roca de fiar. Os santos teriam seu nome derivado do fato de que suas roupagens eram tecidas com esse instrumento, muito usado na época em que essas imagens proliferaram.

Em Espanha, em Portugal e depois no Brasil, essas representações evoluíram para procissões complicadas e opulentas, em cenários rochosos, em que se usavam imagens de madeira, ocas, muito leves, que poderiam ser facilmente transportáveis nos andores. Essas imagens poderiam ainda ser vestidas de maneira diferente consoante tratar-se de um cerimonial de Páscoa ou de Natal.

Apareceram assim as Santas de roca ou imagens de vestir, que passaram a envergar trajes luxuosos, jóias, coroas e esplendores. Alguns dos trajes eram confeccionados por grandes damas fidalgas, outros eram deixados em testamento às Santas. Na minha família existiam uns brincos muito valiosos e antigos que só eram usados pela santa Padroeira local, a Senhora da Azinheira, no dia da sua procissão (foto do lado esquerdo, cedida por Altino Rio). O resto do ano os brincos eram guardados numa vitrina na casa familiar.
Estas imagens eram muitas vezes articuladas, nos braços, nas mãos ou troco, precisamente para permitir que se adaptassem a esta função teatral dos actos religiosos.(fonte:net)

sexta-feira, agosto 05, 2011

'Microcanyon' vence competição de fotografia

Concurso foi instituído pela empresa FEI, que produz estes equipamentos científicos
À primeira vista estamos perante a paisagem árida do Grand Canyon, onde uma fissura no solo parece a ameaça de um abismo. Nada mais errado. Esta é apenas uma pequena racha num pedaço de metal que não o passou o teste de maleabilidade. Aumentada quatro mil vezes, é assim que ela surge aos nossos olhos. A imagem, de Martina Dienstleder, ganhou este ano o primeiro lugar no concurso FEI de imagens por microscopia electrónica.DN,Lisboa

segunda-feira, julho 11, 2011

Encontrada uma nova pintura de Michelangelo

in:PUBLICO
Antonio Forcellino, um restaurador e estudioso da arte renascentista, garante ter identificado na Universidade de Oxford, no Reino Unido, uma pintura de Michelangelo, mais conhecido como Miguel Ângelo, que até então teria autoria incerta.
A pintura - que se pensava ter sido concebida por Marcello Venusti, contemporâneo do pintor renascentista - terá surpreendido o estudioso de arte pela mestria artística com que havia sido pintada. “Ninguém para além de Michelangelo poderia ter pintado uma obra-prima como aquela”, explicou o historiador de arte italiano.
Assumia-se que "Crocifissione con la Madonna, San Giovanni e due angeli piangenti", que retrata a crucificação de Jesus, seria de Venusti, pela semelhança que haveria com outras duas obras presumíveis deste. A ligação entre esta obra e a família Cavalieri, fortemente ligada a Michelangelo, particularmente Tommaso Cavalieri, foi uma das conclusões a que Forcellino chegou, após examinar detalhadamente a obra, servindo-se de tecnologia avançada.

Forcellino já havia encabeçado no mês passado os títulos dos jornais americanos, por defender a autoria de Michelangelo num dos quadros que uma família americana guardava atrás de um sofá. A descoberta inglesa parece ter sido menos mediatizada, aquando da publicação do seu último livro, - “The Lost Michelangelos” – que relata persicamente a descoberta destas duas raridades.

“A figura de Cristo é claramente doutro campeonato…A modelagem era mais forte, e a pintura e expressão facial tinham uma clareza que demonstrava a impressão de estarmos perante um artista de enormíssima categoria”, escreve Forcellino, citado pelo "The Independent".

A pintura estaria na posse da Campion Hall – departamento privado da comunidade jesuíta da Universidade de Oxford – e haveria sido adquirida pela instituição num leilão, na década de 1930. Brendan Callaghan, responsável pelo Hall, num misto de entusiasmo e ligeira preocupação, considera que se a teoria de Forcellino se vier a confirmar, a obra não poderá ser mantida naquele espaço. “É uma peça muito bonita, mas demasiado valiosa para ser mantida nas nossas paredes”, disse.
 

quarta-feira, julho 06, 2011

Roubado de galeria valioso desenho de Pablo Picasso

A polícia está à procura de um homem que roubou um valioso desenho a lápis de Pablo Picasso da parede de uma galeria de arte de São Francisco e fugiu para um táxi que já o aguardava no exterior.
A polícia indicou que o desenho, avaliado em centenas de milhares de dólares norte-americanos, foi retirado da galeria Weinstein perto da Union Square.
De acordo com a galeria, Picasso criou um único desenho intitulado "Tete de Femme" (ou "Cabeça de mulher") em 1965.
Albie Esparza, agente da polícia, disse ao "San Francisco Chronicle" que espera que alguém reconheça o desenho no caso de o tentarem vender.
A galeria tem ainda expostos trabalhos de outros reputados artistas, nomeadamente obras de Marc Chagall, Salvador Dali e Joan Miro.
A polícia descreveu o suspeito como um homem na casa dos 30 anos que usava chinelos e óculos escuros.    in:DN, Lisboa

terça-feira, maio 10, 2011

Nefertiti. Alemanha e Egipto continuam em guerra pela "mais bela mulher"

O Ministério de Antiguidades do Egipto anunciou esta semana que vai fazer um pedido formal à Alemanha para que o país devolva o busto da rainha Nefertiti, encontrado pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt a 6 de Dezembro de 1912 em Amarna, cidade que funcionou como capital do Antigo Egipto durante o reinado do faraó Aquenáton.
A contenda entre os dois países pela estátua, símbolo maior da arte antiga do Egipto, não é de agora. O primeiro pedido de "devolução" do busto recua a 1930. Desde então, os pedidos - e as recusas da Alemanha - têm-se multiplicado. O Egipto acusa a Alemanha de contrabandear a peça de arte para fora do país sem autorização. Os germânicos continuam a defender que não houve qualquer ilegalidade na aquisição, já que o busto foi comprado, à data das escavações, pelo governo da Prússia, havendo documentos que o comprovam. "A posição do governo alemão não mudou. Nefertiti permanecerá em Berlim", garantiu o assessor do ministro alemão da Cultura, assim que o ministério egípcio fez o anúncio do novo pedido.
O busto de Nefertiti não é a única peça da sua herança cultural que o Egipto tenta, há anos, reaver, mas é provavelmente a mais cobiçada. Apesar de feito em calcário, o busto vale por aquilo que representa: a posição especial que detinha a Grande Esposa Real do faraó Aquenaton (XVIII dinastia egípcia) na história do Antigo Egipto.
Além das teorias em redor do seu desaparecimento (alguns historiadores defendem que Nefertiti terá chegado a governar, ela própria, como soberana, até ter sido morta e substituída pelo mais famoso dos faraós, Tutancamon), é considerada um símbolo da beleza feminina. O seu nome significaria "A mais bela mulher chegou" e, por as suas feições serem pouco comuns no Egipto, levantam-se questões sobre as suas origens, das quais se sabe muito pouco.
Já do seu busto as coisas parecem claras desde 1912 - pelo menos para a Alemanha. Desde que foi trazida para o país por Borchardt, que a encontrou no ateliê do escultor Tutmoses, a peça já passou por vários locais, entre eles uma mina de sal em Merkers-Kieselbach, onde o Exército dos EUA encontrou ouro e peças de arte roubadas pelos nazis. Os sucessivos governos alemães sempre disseram que o busto de Nefertiti não foi roubado pelos nazis.
A obra está actualmente exposta no Neues Museum, em Berlim, onde já antes da Segunda Guerra Mundial estava em exibição, daí que a peça se tenha tornado também um símbolo cultural da capital alemã.
Em Janeiro deste ano - um dia antes de começarem os protestos que culminaram na demissão do presidente Hosni Mubarak -, Zahi Hawass, então ministro das Antiguidades (depois demitido e a seguir restituído no seu posto), havia pedido ao governo de Angela Merkel que devolvesse a Nefertiti ao Egipto, logo recusado pelas autoridades alemãs por não ter sido feito através dos canais próprios. Agora foram cumpridas as formalidades.
fonte i

domingo, abril 17, 2011

VASSILI KANDINSKI



VIDA
Pintor russo, Vassili Kandinski nasceu em Moscou em 1866 e morreu em Neuilly-sur-Seine em 1944. Decidindo-se pela pintura, parte para Munique em 1896, ali estudando. Viaja pela França (contacto com os fauvistes), Itália e Tunísia. Retornando a Munique em 1908, preside uma associação de artistas novos e edita, em 1912, Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), juntamente com Franz Marc. Entre 1914 e 1921 reside em Moscou, onde dirige a academia de artes da U.R.S.S. De volta à Alemanha em 1921, torna-se membro importante do Bauhaus, primeiro em Weimar e depois em Dassau. Fechado o Bauhaus pelo regime nazista, transfere-se para Paris em 1934, ali passando seus dez últimos anos de vida.
CARACTERIZAÇÃO
A posição de Kandinski na arte moderna é não somente a de um inovador, mas a de um dos principais teóricos do Abstracionismo na pintura, cujas concepções, entretanto, só foram aceitas por uma parcela reduzida de adeptos das novas tendências. Dentro do quadro das vanguardas artísticas, Kandinski sustentou uma posição quase isolada de teórico do espiritualismo nas artes, em contraste flagrante com as tendências materialistas, pragmáticas e funcionais, que foram dominantes na primeira metade do século. Exceptuando o Expressionismo do grupo Der Blaue Reiter, Kandinski não se integrou inteiramente em nenhum dos grupos de vanguarda em que actuou, mas influenciou a arte moderna em geral, descrevendo em suas actividades de teórico e realizador, um complexo roteiro evolutivo.
ACTIVIDADES
Em 1895 Kandinski viu uma exposição dos impressionistas em Moscou, que lhe revelam, no uso da cor, o caminho para a independência da arte em relação à natureza. Entre 1906 e 1909 cria paisagens expressionistas de cores fortes e gravuras estilizadas que lembram a arte dos ícones. Após 1910 oscila entre a representação figurativa e o abstracto. Concebe uma pintura não-figurativa, mas o seu conceito de abstracção, expresso em "Sobre o elemento espiritual na arte", 1911, envolve uma compreensão místico-metafísica das cores, às quais atribui propriedades simbólicas.
Até 1914 Kandinski evolui, passando por cinco fases: Naturalismo (até 1900), Impressionismo, Fauvismo, Expressionismo e Abstraccionismo. Sua arte será, a partir daí, só de abstracção. Mas sua abstracção, que prefere chamar de 'pintura concreta', não tem sentido exclusivamente plástico. Entretanto, a experiência do Construtivismo russo e, depois, do funcionalismo do Bauhaus, influenciam-no no sentido de uma explicação mais técnica e menos metafísica da arte, no livro "Ponto  e linha até a superfície", 1926.
Embora afastado do pragmatismo do Bauhaus, Kandinski incorpora sua lição construtiva em telas como "Oval nº 2", "No Círulo negro" e outras, entre 1923 e 1925. Essa fase de construção geométrica coincide com o seu desempenho pedagógico no Bauhaus. entre 1925 e 1928 sucede-se a 'época dos círculos', uma dança geométrica, com surpreendente invenção de ritmos e cores. Em seus anos parisienses concebe uma síntese lírica, em telas como "Conjunto multicolor", "Contraste acompanhado nº 613" etc., entre a composição racional e a intuição poética livre.
Fonte:


Enciclopédia Mirador Internacional, vol. 12, pág.6594, São Paulo, SP