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sábado, dezembro 24, 2011

Uma piedosa lenda de Natal conta que o Menino Jesus sentado num troneto brincou tecendo uma coroa de espinhos.

E um espinho machucou seu dedo indicador da mão direita.


Nesse momento, com ciência profética, Ele previu os sofrimentos que haveria de aceitar para redimir o genro humano.


Em sua doçura de criança e na candura de sua inocência infinita Ele pressentiu as dores lancinantes de sua Paixão e Morte na Cruz.

Veja vídeo

Jesus do Espinho

Contemplou também a glória de sua Ressurreição. Anteviu a Redenção da humanidade, o triunfo universal da Igreja e da Cristandade.

escola de Murillo
Na iconografia tradicional, o Menino Jesus do Espinho aparece sentado numa poltrona com braços de madeira, estofada em veludo vermelho, meditando sobre os futuros tormentos da Paixão.

Numa outra tela do célebre pintor espanhol Francisco de Zurbarán (1598-1664)  o Menino Deus contempla o dedo sangrando.

O rosto mais sereno parece velado pelo presságio do sofrimento vindouro trazido pela ferida.

quinta-feira, novembro 10, 2011

S. Martinho

             Depois do encontro de Martinho com o pobre que seria o próprio Jesus, sente-se um homem novo e é baptizado, na Páscoa de 337 ou 339. São Martinho renunciando a espada. Pintura mural na Igreja de São Francisco de Assis (1317)Martinho entende que não pode perseguir os seus irmãos na fé. Percebe, que os outros são, na realidade, mais seus irmãos que inimigos. Só tem uma solução - o exílio, porque, oficialmente, só podia sair do exército com 40 anos. Hoje o sentido de irmão está, no Ocidente, perfeitamente interiorizado, mas, na época era algo de totalmente revolucionário. Era uma sociedade estratificada, e os grandes senhores, onde se incluía a classe militar, não se misturavam com a plebe, e muito menos um escravo era considerada pessoa humana. Daí Cristo ter sido crucificado. O amor entre todos, como irmãos que pregava era verdadeiramente contra os usos do tempo. Todos o que o seguiram e praticaram a solidariedade eram vistos como marginais e mais ou menos perseguidos.
             Martinho, ainda militar, mas com uma dispensa vai ter com Hilário (mais tarde Santo Hilário) a Poitiers. Funda primeiro o mosteiro de Ligugé e depois o mosteiro de Marmoutier, perto de Tour, com um seminário. Entretanto a sua fama espalha-se. Muitos homens vão seguir Martinho e optar pela a vida monástica. Com o tempo, as suas pregações, o seu exemplo de despojamento e simplicidade, fazem dele um homem considerado santo. É aclamado bispo de Tours, provavelmente em Julho de 371. Preocupado com a família, lá longe, e com todo o entusiasmo de um convertido vai à Hungria visitar a família e converte a mãe.
             A vida de São Martinho foi dedicada à pregação. Como era prática no tempo, mandou destruir templos de deuses considerados pagãos, introduziu festas religiosas cristãs e defende a independência da Igreja do poder político, o que era muito avançado para a época. Nem sempre a sua acção foi bem aceite, daí ter sido repudiado, e, por vezes, maltratado.

VITA MARTINI


             Sulpício Severo, aristocrata romano, culto e rico fica fascinado com o comportamento pouco comum de Martinho e escreve, entre 394 e 397 a biografia, daquele que ficaria conhecido por São Martinho de Tours. A obra chama-se apenas Vita Martini (escrito em latim), livro que teve enorme repercussão no mundo medieval. Espalhou-se até Cartago, Alexandria e Síria. Sabe-se que este livro foi muitíssimo lido (Enciclopedia Cattolica, Cidade do Vaticano, 1952, p. 220), o que era difícil numa época em que os livros eram caros e quando só o clero e monarcas mais cultos os leriam, mas o certo é que foi um verdadeiro «best-seller».
             Só em 357 Martinho é dispensado oficialmente do exército e continua a espalhar a sua fé. Morre em Candes, no dia 8 de Novembro do ano de 397 e o seu corpo foi acompanhado por 2 000 monges, muito povo e mulheres devotas. Chega à cidade de Tours no dia 11 de Novembro. O seu culto começou logo após a sua morte. Em 444 foi elevada uma capela no local. Não foram só as gentes das Gálias que o veneraram, o seu culto espalhou-se por todo o Ocidente e parte do Oriente. Na cidade francesa de Tours, foi erguida uma enorme basílica entre 458 e 489 que viria a ser lugar de peregrinação, durante séculos. Em França há perto de 300 cidades e povoações com o nome de São Martinho e, em Portugal, numa breve contagem, descobrimos 60. É, no entanto, importante frisar que nem todas serão evocações de São Martinho (o da capa), mas também de São Martinho de Dume (na região de Braga), também originário da Hungria (séc. VI).
             Por toda a Europa os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com cultos da terra, das previsões do ano agrícola, com festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas, do Sul da Europa, com o vinho novo e a água-pé. Daí os adágios «Pelo São Martinho vai à adega e prova o teu vinho» ou «Castanhas e vinho pelo São Martinho». 

in: "O Leme"
Nota da Redacção - Nos tempos em que a fome, as carências de água de higiene básica, de acesso ao mais vulgar da saúde, assola milhões no nosso mundo, saibamos ser "S.Martinho" no século XXI, ajudando com o possível pois sempre temos mais do que aqueles que nada têm. Se esta consciência de partilha fosse presente e adulta no dia a dia, com certeza que poderíamos fazer sorrir alguém, todos os dias.
 

sexta-feira, setembro 30, 2011

Tradições - Reguengo do Fetal


Nossa Senhora apareceu a uma pastorinha, em Reguengo do Fetal, no século XV, reza a lenda. A fé da população local fez o resto. Milhares de caracóis enfeitam as ruas numa festa religiosa única.
Na noite do próximo sábado as ruas da aldeia do Reguengo do Fetal voltam a ganhar um rendilhado único, com milhares de cascas de caracóis que, com azeite e uma torcida a servir de pavio, serão a única iluminação. A energia eléctrica é cortada e a imagem da Senhora do Fetal deixa regressa da igreja paroquial para o santuário, de onde saiu em procissão no passado dia 23.
A procissão terá como pano de fundo ruas e encostas repletas de de originais candeias alimentadas a azeite. Na prática, serão milhares de caracóis que, nas horas que antecedem as cerimónias religiosas, foram sendo colocados nos múltiplos locais que irão iluminar. O uso dos caracóis e do azeite resulta do facto da população da freguesia se dedicar à agricultura, produzindo maioritariamente vinho, cereais e azeite.
As cerimónias religiosas arrancam cerca das 20h30 e têm vindo a atrair milhares de visitantes à aldeia. Estes festejos singulares já ultrapassaram as fronteiras da freguesia. A aposta agora passa por atrair novos mercados internacionais e Espanha é um dos que as autoridades querem potenciar.

sexta-feira, julho 15, 2011

Céu e Inferno

Um Samurai alto e forte, de carácter violento e rude, foi procurar um pequeno Monge, calmo e muito pacífico...
«Monge - disse autoritáriamente - ensina-me o que é isso do “Céu” e do “Inferno”! O Monge, franzino, olhou para o temível guerreiro e respondeu com a mais absoluta calma:
«Ensinar-te algo sobre o céu e o inferno? A ti? Nem pensar! Eu não te posso ensinar coisa alguma! Olha bem para ti, estás imundo, diria mais, nojento! O teu cheiro é insuportável. A lâmina da tua espada está enferrujada, és uma vergonha, uma humilhação para a classe dos Samurais. Some-te da minha vista! Não consigo suportar a tua presença horrorosa!
O Samurai nem queria acreditar no que estava a ouvir. Por instantes ficou boquiaberto, mas logo reagiu: as palavras do pequeno Monge fizeram eco dentro de si e a fúria veio à superfície como um vulcão quando entra em erupção.
Então o Samurai estremeceu de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto, e mal conseguiu dizer uma só palavra de tanta raiva. Num gesto rápido, empunhou a espada enferrujada, ergueu-a sobre a cabeça e preparou-se para decapitar o Monge.
Nesse mesmo instante o Monge disse-lhe sem pestanejar:
«Aí está... isso... é o Inferno.»
O Samurai, mais uma vez, ficou pasmado e deteve-se. Testemunhou a serenidade, a compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, que colocou a própria vida em risco para lhe ensinar algo.
O Guerreiro baixou lentamente a espada e, cheio de gratidão subitamente pacificado pela sabedoria daquele ser, baixou os olhos e a cabeça numa atitude de humildade.
Nesse mesmo segundo, o Monge disse-lhe com serenidade:
«Aí está... isso... é o Céu.»
Reiki - As Raízes Japonesas

sexta-feira, junho 17, 2011

sábado, abril 09, 2011

feijões ou problemas?

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucede-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para colocar a sabedoria dos dois à prova: ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilómetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.

Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta ao escolhido como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos.
- Antes de coloca-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida. 

Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina...
APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES!

Não esquecendo jamais que Deus é maior do que todos os nossos problemas...

sábado, janeiro 08, 2011

Só de passagem...


"O maior prazer de uma pessoa
inteligente é bancar o idiota diante de
um idiota que banca o inteligente."
Conta-se que no século passado, um turista americano foi  à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso  sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num  quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um  banco.
- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
- E onde estão os seus...?
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!
- Eu também... - concluiu o sábio.
"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como
se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de ser felizes."
 

"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA  ESPIRITUAL... SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..."

sexta-feira, dezembro 31, 2010

em contagem....

Contagem regressiva do dia 31 de Dezembro: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Feliz Ano Novo!!!! A passagem de Ano Novo é o fim de um ciclo, início de outro. É um momento sempre cheio de promessas. E os rituais alimentam os sonhos e dão vida às celebrações. No mundo inteiro o Ano Novo começa entre fogos de artifício, buzinadas, apitos e gritos de alegria. A tradição é muito antiga e, dizem, serve para espantar os maus espíritos. As pessoas reúnem-se para celebrar a festa com muitos abraços.
Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada combina com o espírito de renovação do Ano Novo. O costume é universal e aparece em várias versões, como trocar os lençóis da cama e usar uma roupa de baixo nova.
O ano novo só se consolidou na maioria dos países há 500 anos. O tradicional Réveillon comemorado na maioria dos países na passagem do dia 31 de Dezembro para o dia 1º de Janeiro é relativamente recente. As comemorações de Ano
Novo variam de cultura a cultura, mas universalmente a entrada do ano é festejada mesmo em diferentes datas. O nosso calendário é originário dos romanos com a contagem dos dias, meses e anos. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado em 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de Abril.
O Papa Gregório XIII instituiu o 1º de Janeiro como o primeiro dia do ano, mas alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que as pessoas passaram a pregar partidas e ridicularizar os conservadores, enviando presentes estranhos e convites para festas que não existiam. Assim, nasceu o Dia da Mentira, que é a falsa comemoração do Ano Novo.
A primeira comemoração conhecida, ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilónia, a festa começava na lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador período em que os dias e noites tem a mesma duração. No calendário actual, isto ocorre em meados de Março (mais precisamente em 19 de Março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).
Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano novo no mês de Setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de Dezembro. Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 a.C. – 476 d.C.). O ano começava em 1º de Março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de Janeiro e mantido no calendário juliano, adoptado em 46 a.C. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adoptou o calendário gregoriano.
Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de Janeiro ou princípio de Fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1º de Janeiro ao dia 3 de Janeiro.
A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano novo ou Rosh Hashaná, – “A festa das trombetas” -, dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de Setembro ao início de Outubro do calendário gregoriano.
Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622, pois nesta ocasião, o profeta Maomé, deixou a cidade de Meca estabelecendo-se em Medina.
Tradições de Ano Novo no mundo: Itália: O ano novo é a mais pagã das festas, sendo recebido com Fogos de artifícios, que deixam todas as pessoas acordadas. Dizem que os que dormem na virada do ano dormirão todo o ano e na noite de São Silvestre, santo cuja festa coincide com o último dia do ano. Em várias partes do país, dois pratos são considerados essenciais. O pé de porco e as lentilhas. Os italianos se reúnem na Piazza Navona, Fontana di Trevi, Trinitá dei Monit e Piazza del Popolo.
Estados Unidos: A mais famosa passagem de Ano Novo nos EUA é em Nova Iorque, na Time Square, onde o povo se encontra para beber, dançar, correr e gritar. Há pessoas de todas as idades e níveis sociais. Durante a contagem regressiva, uma grande maçã vai descendo no meio da praça e explode exactamente à meia-noite, jogando balas e bombons para todos os lados.
Austrália: Em Sydney, uma das mais importantes cidades australianas, três horas antes da meia-noite, há uma queima de fogos na frente da Opera House e da Golden Bridge, o principal cartão postal da cidade. Para assistir ao espectáculo, os australianos se juntam no porto. Depois, recolhem-se a suas casas para passar a virada do ano com a família e só retornam às ruas na madrugada, quando os principais destinos são os “pubs” e as praias.
França: O principal ponto é a avenida Champs-Elysées, em Paris, próximo ao Arco do Triunfo. Os franceses assistem à queima de fogos, cada um com sua garrafa de champanhe (para as crianças sumos e refrigerantes). Outros vão ver a saída do Paris-Dacar, no Trocadéro, que é marcada para a meia-noite. Outros costumam ir às festas em hotéis.
Brasil: No Rio de Janeiro, precisamente na praia de Copacabana, onde a passagem do Ano Novo reúne milhares de pessoas para verem os fogos de artifício. As tradições consistem em usar branco e jogar flores para “Yemanjá”, rainha do mar para os brasileiros.
Inglaterra: Grande parte dos londrinos passa a meia-noite em suas casas, com a família e amigos. Outros vão à Trafalgar Square, umas das praças mais belas da cidade, à frente do National Gallery. Lá, assistem à queima de fogos. Depois, há festas em várias sítios da cidade.
Alemanha: As pessoas reúnem-se no Portal de Brandemburgo, no centro, perto de onde ficava o Muro de Berlim. Tradicionalmente, não há fogos de artificio.
Curiosidade: Em Macau, e para todos os chineses do mundo, o maior festival do ano é o Novo Ano Chinês. Ele é comemorado entre 15 de Janeiro e 15 de Fevereiro de acordo com a primeira lua nova depois do início do Inverno. Lá é habitual limparem as casas e fazerem muita comida (Bolinhos Chineses de Ano Novo – Yau Gwok, símbolo de prosperidade). Há muitos fogos de artifício e as ruas ficam cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho.
Cada cultura comemora seu Ano Novo. Os muçulmanos têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”, que começou no ano 632 d.C. do nosso calendário. A passagem do Ano Novo também tem data diferente – 6 de Junho, foi quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida a Meca.
As comemorações do Ano Novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”. É uma festa móvel no mês de Setembro (este ano foi 6 de Setembro). As festividades são para a chegada do ano 5763 e são a oportunidade para se deliciar com as tradicionais receitas judaicas: o “Chalah”, uma espécie de pão e além do pão, é costume sempre se comer peixe porque ele nada sempre para frente.
O primeiro dia do ano é dedicado à confraternização. É o Dia da Fraternidade Universal. É hora de pagar as dívidas e devolver tudo que se pediu emprestado ao longo do ano. Esse gesto reflecte a nossa necessidade de fazer um balanço da vida e de começar o ano com as contas acertadas.
Tradições Portuguesas:
As pessoas valorizam muito a festa de Ano Novo, porque sentem o desejo de se renovar. Uma das nossas tradições é sair às janelas de casas batendo panelas para festejar a chegada do novo ano. Nos dias 25 de Dezembro e 1º de Janeiro, costumamos comer uma mistura feita com as sobras das ceias, que são levadas ao forno. O ingrediente principal da chamada “Roupa Velha” é o bacalhau cozido, com ovos, cebola e batatas, regados a azeite.
Para as superstições, comer 12 passas durante as 12 badaladas na virada do ano traz muita sorte, assim como subir numa cadeira com uma nota (dinheiro) em uma das mãos. Em várias zonas do litoral, há pessoas que mesmo no frio do Inverno conseguem entrar na água e saudar o Ano Novo.
Fonte: Monica Buonfiglio

sábado, dezembro 11, 2010

Esopo e a língua

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.
Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:
- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.
- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?
- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.
Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.
Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
- Meu amo, não vos enganei, retorquiu Esopo.
- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.
- Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.
- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
- Boa, meu caro, disse o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.
- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.
Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:
- Por que vos admirais de minha escolha?
- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.
- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.
- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.
- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.
Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.
Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.

Clareia e adoça tua palavra, para que o teu verbo não acuse nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade.
Fala pouco. Pensa muito.
Sobretudo, faz o bem. A palavra sem acção, não esclarece a ninguém.


recebido por email 
 

sábado, novembro 13, 2010

A virgem se confessou

Letra e música: Tradicional (Algarve)
Intérprete: Dazkarieh* (in CD "Hemisférios", Hepta Trad, 2009) 

A virgem se confessou
Numa manhã de domingo;
Não era por ter pecado,
Nem por a ter prometido.

– «Eu venho-me confessar,
Pois, padre, venha ouvir!
Que eu venho embaraçada,
Venho em dia de não ir.»

– «Eu venho-me confessar,
Pois, padre, venha ouvir!
Que eu venho embaraçada,
Venho em dia de não ir.»

Calai-vos, padre, na missa,
Calai-vos, não dizes nada!
Tudo isto são mistérios
Duma virgem consagrada.

A virgem se confessou
Numa manhã de domingo;
Não era por ter pecado,
Nem por a ter prometido.

– «Eu venho-me confessar,
Pois, padre, venha ouvir!
Que eu venho embaraçada, | bis
Venho em dia de não ir.»    |

sábado, julho 10, 2010

Conto Zen – Torne-se um lago

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Mau – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

Fonte: Para ser Zen

quinta-feira, junho 24, 2010

festas Juninas

Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de Junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".

De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (24 de Junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Baptista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias (da Estónia a Portugal, da Finlândia à França). Estas celebrações estão ligadas às fogueiras da Páscoa e às fogueiras de Natal.
Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. 
Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Baptista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

foto S.João cidade do Porto, texto da net 

S. João Baptista, tem a sua festa em 24 de Junho.
João Baptista foi um judeu que nasceu meio ano antes de Jesus Cristo. Devia ter nascido numa pequena cidade perto de Jerusalém, que não conhecemos ao certo. Seus pais, Isabel e Zacarias, já eram de idade avançada quando ele nasceu. Isabel devia ser doméstica, dedicando-se a algum trabalho no seu quintal, enquanto Zacarias era sacerdote a tempo parcia1, ajudando no resto do tempo sua mulher nas tarefas do campo.
Nas palavras de Jesus, João foi "o maior dos profetas..." e até mais que um profeta!", "foi o maior dos nascidos do homem!".Com cerca de 27 anos, talvez depois de ter vivido alguns anos na comunidade de monges de Qumran, João foi para o deserto, não longe do rio Jordão. Pregava aos que dele se aproximavam incitando-os ao arrependimento.As suas palavras eram veementes, por vezes ameaçadoras, mas as pessoas acreditavam nele por causa da vida austera que levava. Usava roupa feita de pêlo de camelo e cinto de couro à cintura e comia mel silvestre. Jesus, que o conhecia bem, disse que ele não se vestia de roupas finas, como os que estão nos palácios, nem tão pouco era uma cana agitada pelo vento como se fosse um homem de seguir modas...
...A certa altura foi preso. Tivera a coragem de denunciar frontalmente o rei Herodes que não estava a ter comportamento digno. Tornou-se incómodo. As pessoas que se sentiram atingidas por esta acusação, conseguiram mandá-lo para a morte. Cortaram-lhe a cabeça para servir de troça e pândega a embriagados.
Ao contrário das festas dos outros santos,. o dia de S. João Baptista comemora o seu nascimento e não a sua morte, como acontece habitualmente.in: Ecclesia.pt/pintura de Geertgen Tot

quarta-feira, junho 02, 2010

Provérbios de Junho

A chuva de São João, faz beber vinho e comer pão.

A falada água de São João, tira azeite e vinho e não dá pão.

Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.

Água d´Ascenção, tira o vinho e dá o pão.

Água de Santo António tira o pão à gente e dá vinho ao demónio.

Água de São João, que tolhe o vinho e não dá pão.

Água pelo S. João, traz vinho e não dá pão; em Agosto, nem pão nem mosto.

Até ao São Pedro, o vinho tem medo.

Até São Pedro, abre o rego e fecha o rego.

Chovam trinta Maios e não chova em Junho.

Chuvas da Ascensão, das folhas faz pão.

Dia de Santo António vêm dormir as castanhas ao castanheiro.

Dia de São Barnabé seca-se a palha pelo pé.

Dia de São Pedro, vê o teu olivedo e, se vires um bago espera por um cento.

Dia de São Pedro, vê o teu olivedo e, se vires um grão, espera por um cento.

Em Junho abafadiço fica a abelha no cortiço.

Em Junho ainda a velha esfrega o punho.

Em Junho ceifo-o e debulho-o e, quando o vento vier soprando, vai-o limpando.

Em Junho reina o gorgulho.

Em Maio come a velha as cerejas ao borralho e ainda guarda o canhoto para Junho.

Em Maio há muito ceifão, mas em Junho é que se vê quem eles são.

Entre António e João, semeia o teu feijão.

Feno alto ou baixo, em Junho é segado.

Jesus com João, ano de pão.

Junho calmoso, ano formoso.

Junho chuvoso, ano perigoso.

Maio frio e Junho quente, bom pão, vinho valente.

Maio pardo, Junho claro, fazem pão grado.

Não há maior amigo que Junho com seu trigo.

Nevoeiro de São João estraga o vinho e não dá pão.

Nevoeiro de São Pedro põe em Junho o vinho a medo.

Pela Ascensão coalha a amêndoa e nasce o pinhão.

Por São João, os trigos estão em pendão.

Quando chove na Ascensão, até as palhinhas dão pão.

Semeado serôdio ou temporão, o linho é arrancado pelo São João.

 

Notas

São João – 24 de Junho

São Pedro – 29 de Julho

São Barnabé – 11 de Junho

domingo, maio 23, 2010

tradições - Dia de Pentecostes

A Festa do Divino Espírito Santo realiza-se no dia de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa. Portanto, possui data móvel, que varia entre fins de maio e início de Junho. Este evento é mais citado no Novo Testamento do que no Antigo, uma vez que tem importância capital para a fé e liturgia cristãs: é em Pentecostes que ocorre a descida da Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo, sobre os Apóstolos de Jesus, reunidos  no Cenáculo após Sua morte, mas ainda leigos para a missão evangelizadora que lhes caberia. É o Espírito que os inspira e os prepara, descendo sobre suas cabeças na forma de uma língua de fogo, a centelha do entendimento, a "marca" Divino.
É nesse momento que nasce a primeira Igreja de Cristo; do discurso de Pedro e do “dom das línguas”, adquirido imediatamente após a descida do Santo Espírito e que significa a capacidade de dirigir-se a todas as nações e ser compreendido por elas.
Esta festa cristã, no entanto, tem uma origem judaica: é o SHAVUOT, a festa das Primícias da colheita do trigo. Uma festa agrícola à qual, depois, foi dado também um motivo histórico: é quando se comemora a outorga da lei a Moisés.
Seu significado simbólico cresce em beleza se associarmos o SHAVUOT ao PENTECOSTES. Com o trigo faz-se o pão, alimento do corpo. Com as tábuas de Moisés faz-se a lei, alimento moral. Com o Espírito Santo faz-se o discernimento, alimento da alma. Belas e fartas colheitas, portanto!
Acredita-se que a Rainha Santa Isabel de Aragão, de Portugal (1271 – 1336), casada com o Rei D.Diniz foi a responsável pela difusão das comemorações em honra ao Espírito Santo e foi também quem lançou as bases da Congregação do Espírito Santo, um movimento de solidariedade cristã que foi, aos poucos, absorvendo as tradicionais festas pagãs. Ao que parece, as festas iniciaram-se com a construção da Igreja do Espírito Santo na cidade de Alenquer.
O ponto alto dos festejos acontecia dentro do mais puro espírito cristão de igualdade e fraternidade, que unia os ricos e os pobres, sem distinção; era quando, por iniciativa da rainha, o bispo coroava um rapazinho da comunidade humilde, que se transformava em imperador por um dia, e assistia à missa solene, coroado e sentado em trono ao lado do altar, ocupando o lugar do rei. Nesta ocasião distribuía-se uma refeição à base de carne e batata, o “bôdo”, a toda a população do lugar. A comemoração espalhou-se pelo reino de forma semelhante ao cerimonial iniciado pela rainha, e, com a devida autorização, foram criadas coroas semelhantes a do rei, com os símbolos da Santíssima Trindade, para que os procedimentos em tudo seguissem os originais. Lá como aqui, mantiveram-se os elementos essenciais da festa: a coroação de um rapaz humilde durante a missa da véspera, o trono ao lado do altar e a farta distribuição de comida ao povo. fonte net
Nota da Redacção:
 Todo o Portugal mantém a tradição da "bênção do pão" (os "brindeiros") e lembro-me que em Porto Moniz, há décadas, neste dia se dava um bôdo aos mais pobres composto de pão bento, carne, vinho,um talher e um prato. Interessante ressalvar que este brindeiro, por força talvez da forte cozedura, aguenta anos sem criar mofo ou bolor, o que é atribuído pelo povo em geral, à bênção do pão.
São usos e costumes que se vão desenraizando, ou por desinteresse da comunidade, ou por falta de organização, ou por "pressa" de celebração. Uma coisa é certa, por falta de pobreza não será.
(NAS FOTOS BRINDEIRO E BANDEIRA DO ESPÍRITO SANTO USADAS EM PORTO MONIZ, MADEIRA)

quinta-feira, maio 13, 2010

hoje é 5ª feira da Espiga



Longe vai o tempo em que o dia era guardado como dia Santo  iam  ao campo “apanhar a Espiga”, que dependendo da região do país, é de um modo geral composto por pés de trigo, centeio, cevada, um ramo de oliveira, outro de videira, papoilas, malmequeres, um pouco de alecrim e outras flores campestres.
O significado de cada elemento que compõe a “Espiga”, sendo que o trigo, o centeio e cevada representam o pão; o malmequer, o ouro e a prata; a papoila, o amor e a vida; a oliveira, o azeite e a paz; a videira, o vinho e a alegria e ainda o alecrim a saúde e a força.
Lembro-me de ver, em Lisboa, vender os ramitos da espiga e parece-me ainda ouvir o pregão: "olha a espiga" As pessoas paravam, compravam, levavam para casa pendurando atrás da porta, para que durante o ano lhes não faltasse o pão e o amor.

sábado, maio 08, 2010

os cegos e o elefante

lenda Hindu
Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à sua ajuda. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre  qual seria o mais sábio. Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros: - Somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí discutindo como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora. No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Os cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele. O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou: - Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes... - Que palermice! - disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. - Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra... - Ambos se enganam - retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia... - Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. - Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante... - Vejam só! - Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. - Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até  pendurar-me nele. E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tacteou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou: - É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!

segunda-feira, maio 03, 2010

provérbios de Maio



  • A melhor cepa, Maio a deita. 

    A velha, em Maio, come castanhas ao borralho. 

    Abril chove para os homens e Maio para as bestas.




  • Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso.
  • Água de Maio, pão para todo o ano.
  • Água de regar, de Abril e Maio hão de ficar.
  • Abril frio, pão e vinho, Maio come o trigo e Agosto bebe o vinho.
  • Abril, queijos mil e em Maio, três ou quatro.
  • Antes de quarenta de Maio, não tires o saio.
  • Chovam trinta Maios e não chova em Junho.
  • Chuva de Ascenção, dá palhinhas e pão.
  • Do mês de Maio o calor, de todo o ano o valor.
  • Diz Maio a Abril: ainda que te pese, muito me hei-de rir.
  • Em Abril dorme o moço ruim e em Maio dorme o moço e o amo.
  • Em Abril queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.
  • Em Abril queima a velha o carro e o carril, uma camba que ficou, ainda em Maio a queimou e guardou o seu melhor tição para o mês de S. João.
  • Em Maio, a quem não tem, basta-lhe o saco.
  • Em Maio, as cerejas uma a uma leva o gaio; em Junho, a cesto e a punho.
  • Em Maio, até a unha do gado faz estrume.
  • Em Maio ainda os bois estão oito dias ao ramalho.
  • Em Maio bebe o boi no rego.
  • Em Maio, chocai-o.
  • Em Maio, come-se a cereja ao borralho.
  • Em Maio de calor, a todo o ano dá valor.
  • Em Maio deixa a mosca o boi e toma o asno.
  • Em Maio espetam-se as rocas e sacham-se as hortas.
  • Em Maio gradai-o.
  • Em Maio há muito ceifão, mas em Junho é que se vê quem eles são.
  • Em Maio iguala o pão com o mato, a noite com o dia, o Sol com a Lua e o Manel com a Maria.
  • Em Maio, passarinho em raio.
  • Em Maio o calor, a todo o ano dá valor.
  • Em Maio o rafeiro é galgo.
  • Em Maio, onde quer eu saio.
  • Em Maio verás a água com que regarás.
  • Em princípio de Maio corre o lobo e o veado.
  • Em Maio vai e torna com recado.
  • Entre Abril e Maio, moenda para todo o ano.
  • Fraco é o Maio que não rompe uma croça.
  • Guarda pão em Maio e lenha para Abril.
  • Guarda pão para Maio e lenha para Abril, não sabes o tempo que há-de vir.
  • Maio amoroso, Junho calmoso e Julho ventoso, fazem o ano formoso.
  • Maio, ao princípio chuvoso e no meio pardo, enche o saco.
  • Maio às pedradas deita por terra as searas.
  • Maio chocoso, ano formoso.
  • Maio chocoso e Junho claroso, fazem o ano formoso.
  • Maio chuvoso, ano formoso.
  • Maio chuvoso ou pardo, faz pão vistoso e grado.
  • Maio claro e ventoso, faz ano rendoso.
  • Maio come o pão, Agosto bebe o vinho.
  • Maio coveiro não é vinhateiro.
  • Maio couveiro não é vinhateiro.
  • Maio, desapondai-o.
  • Maio é o mês em que canta o cuco.
  • Maio, engrandecer; Junho, ceifar.
  • Maio faz o pão e Agosto o milhão.
  • Maio frio e ventoso, faz o ano formoso.
  • Maio frio e Junho quente, bom pão, vinho valente.
  • Maio frio, Junho quente, tornam o lavrador contente.
  • Maio hortelão, muita chuva e pouco pão.
  • Maio hortelão, muita palha e pouco grão.
  • Maio hortelão, muita palha e pouco pão.
  • Maio hortelão, muita parra e pouco pão.
  • Maio jardineiro, enche o celeiro.
  • Maio louro, mas nem muito louro e S. João claro como olho de gato.
  • Maio o deu, Maio o leva.
  • Maio pardo, centeio grado.
  • Maio pardo e ventoso faz o ano formoso.
  • Maio pardo e ventoso faz o ano venturoso.
  • Maio pardo, enche o saco.
  • Maio pardo faz o lavrador honrado.
  • Maio pardo faz o pão grado.
  • Maio pardo, Junho claro.
  • Maio pardo, Junho claro, fazem o lavrador honrado.
  • Maio pardo, Junho claro, fazem pão grado.
  • Maio pedrado destrói os pastos e não farta o gado.
  • Maio pequenino, de flores enfeitadinho.
  • Maio que seja de gota e não de mosca.
  • Maio serôdio ou temporão, a espiga no grão.
  • Maio vai ao Maio se o boi não bebe na pegada.
  • Mês de Maio, mês de flores, mês de Maria, mês dos amores.
  • Por Abril dorme o moço madraceirão e, por Maio, dorme o moço e o patrão.
  • Por onde Maio passou nado, tudo deixou espigado.
  • Por onde Abril e Maio passou, tudo espigou.
  • Por Santo Urbão, gavião na mão.
  • Primeiro de Maio, corre o boi e o veado.
  • Primeiro de Maio molhado, fruta bichada.
  • Quando em Maio arrulha a perdiz, ano feliz.
  • Quando em Maio não troa, não é ano de broa.
  • Quando em Maio relva, nem pão, nem erva.
  • Quando em Maio acha nado, deixa tudo espigado.
  • Quando Maio chegar, quem não arou há-de chorar.
  • Quando Maio chegar, quem não lavrou tem de lavrar.
  • Quem em Maio, não merenda, aos finados se encomenda.
  • Se chover entre Maio e Abril, carregará o lavrador o carro e o carril.
  • Se não chover em Maio, carregará el-rei o carro e em Abril o carril e, entre Abril e Maio, o carril e o carro.
  • Vento de Março, chuva de Abril, fazem Maio florir.

Notas

Santo Urbão – 25 de Maio