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terça-feira, setembro 21, 2010

Dinossauro carnívoro com bossa descoberto em Espanha

Um dinossauro carnívoro foi descoberto em Los Hayos, na região da Cuenca em Espanha. O réptil viveu há cerca de 125 milhões de anos num clima mais tropical e tinha uma estranha bossa óssea perto da cauda.
Os investigadores espanhóis deram o nome de Concavenator corcovatus à nova espécie, que significa “comedor de carne de Cuenca com uma bossa”. O artigo onde a espécie foi descrita foi publicado agora na revista Nature.   O réptil faz parte dos terápoda. "São um grupo muito importante de dinossauros porque dentro deste grupo estão as aves”, explicou Jose Sanz, da Universidade Autónoma de Madrid. “Este mundo não seria o mesmo sem as aves, as aves são mesmo uma espécie de dinossauros terápodes com asas, capazes de voar”, explicou o autor do estudo, citado pela BBC News.
O dinossauro tinha seis metros de comprimento e viveu no início do Cretácico, o último período onde os répteis terríveis existiram, entre há 146 e 65 milhões de anos. Caçava, mas também podia rapinar carne de animais já mortos.

O esqueleto do Concavenator corcovatus é um enigma. As ossadas mostram que por cima do ílio, onde os ossos das pernas contactam com a coluna vertebral, existia uma bossa. Esta estrutura poderia servir para a regulação do calor, para exibição como uma crista de galo ou para armazenamento de energia. Mas os cientistas não têm nenhuma certeza.
Outro mistério é os cinco espinhos que o dinossauro tinha em cada antebraço que podem estar relacionados com as penas nas aves. “Parecem exactamente como as inserções que as aves têm nas penas grandes utilizadas para voo”, disse à Nature Michael Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol, no Reino Unido.
A equipa defende que estas estruturas podem depois ter evoluído para a inserção das penas que conhecemos nas aves de hoje. “Vamos ter que olhar para mais dinossauros como sendo animais mais parecidos com aves”, disse Francisco Ortega, primeiro autor do estudo.fonte PUBLICO

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Português descobre em Angola nova espécie de tartaruga

in: Público
O paleontólogo Octávio Mateus disse hoje ter confirmado cientificamente a descoberta de um novo género e nova espécie de tartaruga, por si encontrada em 2005 ao integrar uma expedição de cientistas de vários países a Angola.
Denominada “Angolachelys mbaxi”, ou seja “Tartagura de Angola”, “a tartaruga representa um novo género e uma nova espécie para a ciência”, disse em declarações à Lusa Octávio Mateus, paleontólogo do Museu da Lourinhã e investigador da Universidade Nova de Lisboa.
Segundo o paleontólogo, pelas suas características anatómicas é possível concluir que a tartaruga pertence a um novo grupo até agora desconhecido para a ciência.
“Há as tartarugas que encolhem o pescoço para dentro da carapaça (criptodira) e as que encolhem para o lado. Esta recolhe o pescoço para o interior da carapaça e é a mais antiga em África a pertencer a este grupo”, explicou o paleontólogo. 
Sendo a mais antiga tartaruga criptodira do continente africano com 90 milhões de anos (Cretácico Superior), caracteriza-se por ser “uma grande tartaruga marinha de mais de um metro de comprimento e com um crânio de 20 centímetros”.  “É um dos primeiros répteis marinhos que cruzam o Atlântico de Norte para Sul”, sublinhou o paleontólogo, comprovando assim que há 90 milhões de anos os continentes americano e africano já estavam separados pelo oceano.
Além disso, o que a diferencia em relação às outras tartarugas são as “narinas separadas”.
Em 2005, o paleontólogo, que participou numa expedição com paleontólogos e geólogos norte-americanos, angolanos, holandeses e o português Miguel Telles Antunes, descobriu o crânio, fragmentos da carapaça, vértebras e garras do animal.
Após trabalhos laboratoriais e estudos de anatomia e relações de parentesco, Octávio Mateus viu agora a sua descoberta ser reconhecida pela comunidade científica, com a publicação do artigo “A mais antiga tartaruga criptodira de África do Cretácico de Angola” numa revista da especialidade.