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segunda-feira, dezembro 07, 2009

a Inteligência

Abílio Quaresma, Decifrador, define os diferentes tipos de inteligência humana.
«A inteligência crítica nem possui a observação científica, nem o raciocínio da inteligência filosófica.»
— A inteligência humana — disse o Tio Porco —, pertence a uma de três categorias. A primeira categoria é a inteligência científica. É a sua, Sr. Chefe Guedes. A inteligência científica examina os factos, e tira deles as suas conclusões imediatas. Direi melhor: a inteligência científica observa, e determina, pela comparação das coisas observadas, o que vêm a ser os factos.
»A inteligência filosófica — esta é a tua, Abílio — aceita da inteligência científica os factos já determinados e tira deles as conclusões finais. Direi melhor: a inteligência filosófica extrai dos factos o facto.
–– Isso está muito bem dito — atalhou Quaresma.
— Está pelo menos compreensível — respondeu o Tio Porco.
— Ora, além destes dois tipos de inteligência, há outro, a meu ver superior, que é a inteligência crítica. Eu tenho a inteligência crítica — acrescentou com naturalidade.
O Tio Porco parou, extraiu uma mortalha, vazou para dentro dela um pouco de tabaco de uma tabaqueira velha, e depois enrolou com lentidão um cigarro. A mortalha, reparei, ficou suja só da pressão dos dedos ao enrolá-la. O Tio Porco tirou da algibeira uma caixa de fósforos de pau, alumiou um, acendeu o cigarro, e depois continuou:
— A inteligência crítica nem possui a observação que é a base da inteligência científica, nem o raciocínio que é o fundamento da inteligência filosófica. Parasitária, indolente até, por natureza, como são as classes cultas e aristocráticas em relação às outras ela vive apenas de ver as falhas que as suas antecessores, por assim dizer, tiveram. Sobretudo vê as falhas da inteligência filosófica, que, por abstracta é mais da natureza dela.
»A inteligência crítica é de dois tipos — instintivo e intelectual. A inteligência crítica e instintiva vê, sente, aponta as falhas das outras duas, mas não vai mais longe; indica o que está errado, como se o cheirasse, mas não passa disso. A inteligência crítica propriamente intelectual faz mais que isto: determina as falhas das outras duas inteligências, e depois de as determinar constrói, reelabora o argumento delas, restitui-o à verdade onde ela nunca esteve. A inteligência crítica do tipo intelectual é o mais alto grau da inteligência crítica do tipo intelectual.
Como o cigarro se houvesse apagado, o Tio Porco, com a lentidão de antes, acendeu-o de novo.
— Ora as falhas da inteligência científica e da inteligência filosófica são de duas ordens — as falhas gerais e as falhas particulares. Por falhas particulares entendo as falhas peculiares de cada caso que não pertencem à essência desse tipo de inteligência, mas ao seu contacto com determinado assunto. Por falhas gerais entendo, é claro, aquelas que são substanciais nesses tipos de inteligência. Ora a falha essencial da inteligência cientifica é crer que há factos. Não há factos, meus amigos, há só preconceitos. O que vemos ou ouvimos, ou de qualquer modo percebemos, percebemo-lo através de uma rede complexa de preconceitos — uns longinquamente hereditários como são os que constituem a essência dos sentidos, outros proximamente hereditários como são os que constituem a orientação dos sentidos, outros propriamente nossos, derivados da nossa experiência, e que constituem a infiltração da memória e do entendimento na substância dos sentidos. Parece-me que estou sendo um bocadito abstruso de mais, mas eu explico.
»Vejo aquela mesa. O que vejo, antes de mais nada — antes num sentido lógico, ou biológico, se quiserem — é uma coisa de determinada forma, de determinada cor, etc. Isso é o que é da longínqua hereditariedade dos sentidos, pois isso vêem com pequeníssimas diferenças, dependentes da estrutura pessoal do órgão dos sentidos, os outros homens exactamente como eu, e naturalmente, os próprios animais, de modo pouco diferente do que eu. Vejo, depois, no mesmo sentido de depois, uma mesa — o que só pode «ver» quem tenha vivido num lugar, ou numa civilização onde existem mesas, coisas daquele feitio a que chamam «mesas». É esta a visão nascida da minha hereditariedade próxima — próxima, é claro, em relação ao que a outra é de longínqua. E vejo, finalmente, uma mesa que está associada no meu espírito a variadas coisas. Vejo tudo isto, todos estes três elementos de preconceitos, com a mesma visão, com o mesmo golpe de vista, consubstanciados, unos. Ora o defeito central da inteligência científica é crer na realidade objectiva deste triplo preconceito. É claro que à medida que nos afastamos do preconceito pessoal em direcção ao preconceito por assim dizer orgânico, aproximamo-nos, não direi do facto, mas da comunidade de impressões com as outras pessoas, e assim do «facto» efectivamente, mas não num sentido teórico, senão num sentido prático. A realidade é uma convenção orgânica, um contrato sensual entre todos os entes com sentidos.
— Se V. Ex.ª me dá licença — atalhei eu —, esse seu critério que não discuto, nem teria argumentos para discutir, parece-me, em todo o caso, conduzir-nos à convicção da inutilidade absoluta da observação, da ciência, enfim, realmente, de tudo.
— Não é bem assim — respondeu o Tio Porco. — Se o senhor quer dizer que nos leva a crer na inatingibilidade da verdade objectiva, estou de acordo. Mas não, a verdade ou meia verdade subjectiva tem a sua utilidade, uma utilidade, por assim dizer, social: é o que é comum a todos nós, e portanto para todos nós em relação uns aos outros, é como se fosse a realidade absoluta. Acresce que, na maioria das circunstâncias da vida prática, nós não necessitamos conhecer os factos, mas apenas uma ou outra faceta deles, relativa a nós ou aos outros, para nossa utilidade. Por exemplo: aquela mesa está colocada ali à entrada da casa. Que precisa o senhor saber ao entrar aqui, a respeito dela? Que é uma mesa e que está ali. É quanto o senhor precisa de saber para não esbarrar com ela, que é o único «facto» importante para quem entra neste quarto. Para não esbarrar com ela, o senhor não precisa saber se ela é feita de uma coisa chamada pinho, ou de uma coisa chamada casquinha, ou de uma coisa chamada pau-santo.
Como o cigarro de novo se lhe apagara, o Tio Porco de novo o acendeu.
— Nós temos, neste caso, um erro típico da inteligência de tipo científico. Foi o do Sr. Chefe Guedes quando, informado do mau carácter do filho do ourives, e informado também de que ele frequentava muito a loja, desconfiou logo dele. Ora, concedendo que esse mau carácter seja um facto, a verdade é que não é necessariamente um facto adentro do esquema de factos que, somados, constituem os factos deste crime, ou seja o facto deste crime. O crime é um facto, o mau carácter do rapaz é outro facto. Os dois juntos podem não formar um novo facto, que seria a razão causal do rapaz com o crime. Em vez de partir, como faria a inteligência filosófica, e fez aqui o Abílio, dos factos do crime para a conclusão do criminoso, o Sr. Chefe Guedes ligou os dois fenómenos simplesmente por serem factos, e apenas por uma certa contiguidade, por assim dizer, o que é tão lógico como se ligasse o facto de que me caiu agora a cinza do cigarro, com o facto ali daquele senhor se estar a assoar, simplesmente por esses dois fenómenos se darem dentro do mesmo quarto.
O Tio Porco, que tinha com efeito sacudido a cinza, aliás para cima do próprio casaco, tornou a acender o cigarro.
— Isto, porém, é um pouco fora do assunto, porque não são os erros da inteligência científica em geral, e do Sr. Chefe Guedes em particular, que neste momento interessam. De resto, já o Abílio, no seu papel de inteligência filosófica, afastou esse erro particular. É verdade — eu falo assim abstractamente, e às vezes esqueço-me... Não se ofenda o Sr. Guedes de eu falar nos seus erros... Isto...
— De modo nenhum — exclamou Guedes. — De modo nenhum . Além de tudo mais, V. Ex.ª tem toda a razão.
— Bem, está bem, é isso que eu quero que se entenda. Ora vamos agora aos defeitos da inteligência filosófica em geral, e aos do Abílio Quaresma em particular, e aqui neste caso. A inteligência cientifica cai no erro de crer nos factos porque é essencialmente baseada na observação que dá aos factos. A inteligência filosófica cai no seu erro próprio, porque é essencialmente baseada no raciocínio que dá às conclusões. Ora o erro essencial da inteligência filosófica...
— Já sei o que o Tio vai dizer — interrompeu Quaresma, sorrindo. — É que esse erro essencial é não tomar conta de todos os factos que formam o facto que se estuda, e assim tirar conclusões de dados insuficientes.
— Eu não ia dizer isso, filho — respondeu o Tio Porco. — Isso não é um defeito de raciocínio, é apenas um defeito de um mau raciocínio, não é — pelo menos teoricamente — atalhou sorrindo — a essência do raciocínio. O defeito central da inteligência filosófica é objectivar-se, ou antes, objectivar o que não é senão o seu método, quer atribuindo às abstracções de que forçosamente se serve um carácter de «coisas», quer atribuindo ao decurso das coisas aquela regularidade, aquela lógica, aquela racionalidade, que são forçosamente pertença do raciocínio, mas não daquilo sobre o que se raciocina. Os raciocinadores dos séculos XVII e XVIII, sobretudo em França, que supunham que o homem procede racionalmente, erraram toda a psicologia que tinham com essa presunção racional, mas absurda. Isso, é claro, é o erro que citei na sua forma mais crassa. Nessa forma não o cometes tu –– disse o tio Porco apontando para Quaresma. — Mas esse erro tem formas mais subtis... Uma delas é a de supor que todo o procedimento pensado é necessariamente racional, em outras palavras, que toda a premeditação é lógica.
— Não percebo bem — atalhou Quaresma. — O tio quer dizer que a inteligência filosófica tende a crer que toda a premeditação é bem feita, e que todo o cálculo é exacto?! Mas isso seria um erro mais que crasso! Nisso ninguém caiu nem ninguém acreditou, com ou sem inteligência filosófica! Isso seria crer na infalibilidade da inteligência humana!
— Não é isso que quero dizer, filho. Quero dizer que o raciocinador nunca crê que a razão possa ser substancialmente irracional, que o raciocinador não admite o irracional como elemento positivo, e não simplesmente negativo. Olha lá, tu já leste Shakespeare?
— Li em francês — respondeu Quaresma.
O Tio Porco teve um gesto de impaciência.
— É pior que não ter lido — disse. — Bem não é de Shakespeare que se trata. Há numa peca dele — continuou, virando-se para nós outros —, no All's Well that Ends Well, uma menina chamada Beatriz, que quando o tio lhe pergunta se vê bem, ou coisa parecida, responde: «Sim, tio, vejo uma igreja ao meio-dia.»
— Que diabo quer isso dizer? — perguntou o Guedes.
— Não quer dizer nada, e aí é que está o caso — respondeu O Tio Porco sorrindo.
s.d. Ficção e Teatro. Fernando Pessoa. (Introdução, organização e notas de António Quadros.) Mem Martins: Europa-América, 1986

 - 105.
«O Caso da Janela Estreita». 1ª publ. in A Novela Policial-Dedutiva em Fernando Pessoa . Fernando Luso Soares. Lisboa: Diabril, 1976

isto passa-se no séc. XXI num país dito democrático

Estado americano muda regras para que condenados à morte morram mais devagar

O assassino Kenneth Biros pode tornar-se amanhã a primeira pessoa executada nos Estados Unidos com uma única dose de um produto anestésico intravenoso. Normalmente, são utilizadas três drogas no processo, o que o torna mais rápido.
A execução pode, eventualmente, motivar outros estados americanos a considerar a mesma opção. Os defensores da medida dizem que ela tornará o processo menos doloroso.
Peritos em injeções letais dizem que este novo método, que adormece as pessoas de forma tão profunda que param de respirar, vai demorar mais tempo. Quanto mais tempo ainda não é claro. Mark Dershwitz, um anestesiologista que aconselhou Ohio na mudança, garante que deve ocorrer em menos de 15 minutos. O método anterior tinha resultados em sete minutos.
A decisão, embora esteja a ser discutida há vários anos, foi precipitada pelos acontecimentos de 15 de Setembro, quando o estado falhou na execução de Rommel Broom.

Canção para Luanda


A pergunta no ar
no mar
na boca de todos nos:
- Luanda onde está?

Silêncio nas ruas
Silêncio nas bocas
Silêncio nos olhos

- Xê
mana Rosa peixeira
responde?

- Mano
Não pode responder
tem de vender
correr a cidade
se quer comer!

"Ola almoço, ola almoçoéé
matona calapau
ji ferrera ji ferrerééé"

- E você
mana Maria quitandeira
vendendo maboque
os seios-maboque
gritando
saltando
os pés percorrendo
caminhos vermelhos
de todos os dias?
"maboque, m'boquinha boa
dóce dócinha"

- Mano
não pode responder
o tempo é pequeno
para vender!

Zefa mulata
o corpo vendido
batom nos lábios
os brincos de lata
sorri
abrindo o seu corpo
- seu corpo-cubata!
Seu corpo vendido
viajado
de noite e de dia.
- Luanda onde está?

Mana Zefa mulata
o corpo-cubata
os brincos de lata
vai-se deitar
com quem lhe pagar
- precisa comer!

- Mano dos jornais
Luanda onde está?
As casa antigas
o barro vermelho
as nossas cantigas
trator derrubou?

Meninos das ruas
caçambulas
quigosas
brincadeiras minhas e tuas
asfalto matou?

- Manos
Rosa peixeira
quitandeira Maria
você também
Zefa mulata
dos brincos de lata
- Luanda onde está?

Sorrindo
as quindas no chão
laranjas e peixe
maboque docinho
a esperança nos olhos
a certeza nas mãos
mana Rosa peixeira
quitandeira Maria
Zefa mulata
- os panos pintados
garridos
caídos
mostraram o coração:
- Luanda está aqui!
 
José Luandino Vieira 

(No reino de Caliban II - antologia
panorâmica de poesia africana de ex-
pressão portuguesa)


O atestado médico

por José Ricardo Costa, professor de filosofia  (jornal "O Torrejano")


"Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá  justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste
mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser
explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe
que ele não está doente.
O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do  elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a
mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em  Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal.
Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura.
Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos
casais felicíssimos e com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar,
eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio."

domingo, dezembro 06, 2009

Correio. De Isabel II, com pedido

Os editores de imprensa ingleses receberam uma carta da Rainha Isabel II. A monarca escreveu a pedir respeito pela intimidade dos membros da família real britânica, sempre que não estejam a realizar actividade de âmbito público nem em cerimónias oficiais. "Enviou uma carta aos editores de jornais e revistas ingleses, como resposta a anos e anos de intrusão de paparazzi na privacidade da família real britânica", disse esta manhã o assessor de imprensa da Casa Real.
O porta-voz adiantou a carta foi enviada de forma não-oficial, pensada para que não se publique. O que se sabe agora é que, depois da carta, a família real tomará medidas legais contra os paparazzi, sempre que estes fotografem qualquer membro do Palácio que não esteja em exercício de funções oficiais.
fonte: jornal i

Nota da Redacção - se fosse cá....era manipulação.

Ameaça de Cardeal

"Transexuais e homossexuais não entrarão no Reino dos Céus, não sou eu quem diz, e sim S. Paulo?, garante o cardeal mexicano Javier Barragan, recém-aposentado de funções no Vaticano. O verniz voltou a estalar: o Vaticano teve de distanciar-se publicamente da posição do cardeal e a organização gays italiana Arcigay diz que a teoria é ?ridícula?.
Em declarações publicadas no site pontifex.roma, o cardeal defende que "não se nasce homossexual, torna-se homossexual. Por várias razões, por educação, por não ter desenvolvido a dignidade durante a adolescência... Talvez [os homossexuais] não sejam culpados, mas por irem contra a dignidade do corpo, certamente não entrarão no Reino dos Céus?.
Excepcionalmente, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, declarou publicamente que o site não deve ser visto como uma autoridade no pensamento católico ?a respeito de questões complexas como a homossexualidade?. Embora não defenda a homossexualidade, a Igreja trata os gays com respeito e sem discriminação."

NOTA DA REDACÇÃO - Terão ido para o céu os infalíveis que afirmavam que a Terra era plana, que a Terra não girava à volta do sol, os que atrasaram a ciência médica proibindo a dissecação de cadáveres mas assassinando milhares nas fogueiras da Inquisição. Terão ido para o céu os que concederam indulgências pela morte dos "infiéis" incentivando as Cruzadas? Ou os inúmeros actos pedófilos, omitidos pelo Vaticano e cometidos pelos seus padres, limitando-se a transferi-los das paróquias e lembro os mais recentes nos EU e na Irlanda.
Terão ido todos para o "céu"? Então eu não quero ir! 

Escavação arqueológica aponta para canibalismo em massa na Alemanha


Uma vala fúnebre com uns sete mil anos contém os restos de mais de 500 esqueletos humanos – incluindo os de crianças e fetos – que apresentam sinais de terem sido “intencionalmente mutilados”, com os ossos cortados e partidos como era feito aos animais para serem comidos, defende o antropologista Bruno Boulestin, que lidera a equipa da Universidade de Bordeaux, em França, responsável por este novo estudo.
“Detectámos padrões [de cortes dos ossos] em animais que foram cozinhados em espetos. E encontrámos esses mesmos padrões nos ossos humanos [encontrados em Herxheim], avançava o perito em declarações à BBC online. A investigação naquela localidade alemã iniciou-se em 1996, quando o local foi escavado pela primeira vez, até 1999, e depois explorado de novo entre 2005 e 2008.
Em declarações à revista norte-americana "Science News", Boulestin explicou que “o sacrifício humano em Herxheim é uma hipótese difícil de provar agora”. “Mas temos indícios de que várias centenas de pessoas foram comidas durante um certo período de tempo”, sustentou. Num artigo publicado na edição de Dezembro do jornal de topo da especialidade "Antiquity", estes investigadores afirmam que a localidade alemã oferece “provas muito raras” de que o canibalismo foi praticado na Europa no início do Neolítico – quando a actividade da agricultura começava a expandir-se na região central do continente.
Crê a equipa de Boulestin que o canibalismo terá ocorrido durante cerimónias em que eram mortos e comidos escravos, prisioneiros de guerra e outros “candidatos a sacrifícios rituais”, avançando a teoria de que várias formas de violência terão despoletado na Europa Central durante aquela altura devido a crises sociais e políticas.
Mas outros dois peritos alemães contestam firmemente esta tese: Jörg Orschiedt, da Universidade de Leipzig, e Miriam Haidle, do Instituto de Pesquisas e Museu de História Natural Senckenberg, em Frankfurt, sustentam que os achados de Boulestin se encaixam bem mais adequadamente num cenário em que os mortos foram enterrados uma segunda vez em Herxheim após o desmembramento e retirada da carne dos ossos.
“Provas de práticas cerimoniais de segundos funerais já foram encontradas em muitas sociedades antigas”, explicam estes arqueologistas – que estudaram os ossos encontrados em Herxheim há uma década – num comunicado conjunto feito à Science News.
in: O Publico

a desculpa do "Natal"

Amy Winehouse, a pretexto das decorações e compras de Natal, gastou 22 mil euros. Estava tão empolgada com as compras que passou seis horas seguidas na loja Selfridges, em londres, de onde levou renas e pais natais dançantes, além de muitas luzes. Amy tenciona fazer uma "grande" passagem de ano sob o tema :vampiros e lobisomens.

Por cá, o nosso presidente da República, deste país em crise, atulhado em dívidas e desemprego, decidiu contratar uma decoradora madeirense, de seu nome Nini, para decorar o palácio de Belém "à moda da Madeira". O resultado é realmente espectacular, de um bom gosto e riqueza a que Nini já nos habituou e fazendo jus aos inúmeros prémios internacionais ao seu profissionalismo.
A D. Maria Cavaca exporá, sem dúvida, numa sala os seus Presépios. Tudo isto seria normal se não fossemos ver o sr. presidente (espero que sem migalhas de bolo rei no fato) na sua mensagem de Natal ou de Ano Novo, a desejar aos "Pogtugueses" um orçamento de rigor, dadas as dificuldades que se prendem com a crise e a falta de euros generalizada. Para alguns, claro. 
Porque se a gambiarra do Natal passado se queimou e a queremos substituir, olhamos o preço - pois, é que temos as decorações do Palácio de Belém a nos pesar no orçamento!

um marido que podia ser...bisavô

Ahmed Dhore começou por cortejar Safiya oferecendo-lhe guloseimas, acabaram por casar e, o que parece uma história de amor banal passada na Somália, não seria notícia se Ahmed não tivesse 112 anos e Safiya 17.
Dizem os entendidos que a união cumpre as leis islâmicas. Num país em que a esperança de vida ronda os 46 anos, Ahmed é uma excepção. Este é o seu 6º casamento e o noivo tem 26 filhos, 120 netos e 80 bisnetos. Uma particularidade - todas as seis mulheres se chamavam Safiya. O dote de 10 cabras e de 10 vacas irá ajudar ao sustento da família da jovem Safiya, que é pobre e tem 11 filhos.
Felicidade e longa vida ao casamento...

"Má sorte de Solteiro"


"Parece tão terrível ficar solteiro transformar-me num velho que luta para manter a sua dignidade enquanto suplica um convite sempre que quer passar uma noite acompanhado, ficar na cama doente a olhar, do canto onde a cama está, para um quarto vazio durante semanas, tendo sempre que dizer boa-noite à porta de casa, nunca correr escada acima ao lado da minha mulher, ter apenas portas laterais na minha sala que vão dar à sala de estar de outras pessoas, ter de levar o meu jantar na mão para casa, ter de admirar os filhos dos outros sem sequer me ser permitido dizer: «Eu não tenho nenhuns», moldando-me segundo a aparência e o comportamento de um ou dois solteirões recordados da minha juventude. É assim que será, excepto que, na realidade, tanto hoje como mais tarde, estarei ali com um corpo palpável e uma cabeça verdadeira, uma testa verdadeira, ou seja, para lhe bater com a minha mão."

Franz Kafka

sábado, dezembro 05, 2009

"PIGEON IMPOSSIBLE" 6 minutos de animação fantástica

"Dor que não passa"


Nuno Moura -

Dor que não Passa
Desço à rua com os olhos na boca
e a saliva nas mãos
para te carregar, já aqui.

Carrego-te em vergões, às costas,
em equilíbrio numa malha
do teu vestido.

Vens-me daí, de onde me sabes,
como te cheiro, num palco de rua,
numa cheia decidida.

És impossível, de interromper,
de cessar, antes eu,
já aqui, até que os meus olhos hão-de quebrar
e aí o costume de só deixares a capa
a embalar as tábuas.

Sei também que és por mim, que serei a erguer-te
no momento antes da tua morte, no último prego
mesmo com a mão, num canto,
já aqui.

Apeteces-me tanto.

Sabes, é bom ver-te, mas olha, é melhor ter-te,
mesmo quando mandas chover e dás tempo de morrer à hora.
Mesmo quando grito para não voltar a ouvir a tua subida silenciosa.

Apeteces-me daí.

Sabes, sabes bem, um apetece de vai-vem,
o melhor da terra virada,
um rasto, uma teima para o mar toda voltada.

Apeteces-me já aqui.

Espero que me desças.

de - Soluções do problema anterior

sexta-feira, dezembro 04, 2009

PORTUGAL VALE A PENA

«Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e AmorimTurismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?» 
[Revista Exportar via SIAP 2009]
"Não se assinala o caminho apontando com o dedo, mas sim caminhando à frente."

provérbio Macua - Moçambique

"O CAMINHO"


Revi há dias o filme “Paris, Texas” de Win Wenders. E impressionaram-me, de novo, as imagens daquele homem a caminhar no deserto, sem um destino certo nem um plano de viagem. Não é fácil abrirem-se caminhos no deserto. A dureza do solo, o vento que move a areia, a falta de referências impedem essas marcas que possam servir a outros. Mas, ainda no filme, o caminhar daquele homem é interrompido por uma missão: voltar a conduzir o coração de uma mãe ao seu filho. E nos desertos que se instalam por dentro das pessoas, mais difícil é endireitar caminhos. Difícil, mas não impossível!
                   Não sei que filósofo chamava ao homem, “Homo viator”. Mas gosto muito desta expressão. Somos homens e mulheres em caminho. Abrimos caminhos que podem ser referência para outros, traçamos mapas e procuramos novas metas, e descobrimos também como o interior de cada um é um imenso mundo a percorrer. Quantas vezes a vida parece-nos um emaranhado de linhas, curvas e contra-curvas, avanços e recuos? E o tempo e energias que perdemos a pensar: “se tivesse ido por ali…”! Gostaríamos que nos apresentassem os caminhos já feitos e um mapa que bastaria seguir? Eliminaríamos assim o risco, a hipótese de um fracasso, alguns becos sem saída. Creio que foi Gabriel Marcel, um filósofo do século XX que dizia: “o desejo primordial de milhões de homens já não é a felicidade, mas a segurança”. O pior obstáculo a qualquer caminhada é o medo de sair de casa. E a “casa” pode ser a própria mente ou o coração de cada um!
                   Uma das maravilhas da Bíblia é revelar-nos um Deus a caminho. Ao encontro dos homens e propondo-se caminhar com eles. No oráculo de Baruc é Deus que conduz a Jerusalém os filhos e filhas reunidos desde o poente ao nascente. É Ele que abate os montes e as colinas e enche os vales para aplanar a terra, e Israel possa caminhar em segurança. A experiência da fé é um caminho, um “caminho que se faz ao andar”, como dizia o poeta António Machado. Caminho na terra e na alma. E como poderemos andar sem olhar para o que nos rodeia? E como podemos passar pela injustiça, a opressão, o homem caído, e nada fazer? O caminho do Senhor entrelaça-se com os caminhos dos homens. Vemos montes de orgulho e vales de indiferença? Encontramos caminhos tortuosos e veredas escarpadas? É um risco trabalhar nestes caminhos, mas pior não será ficar parado por medo de que andar seja doloroso? E julgamos que caminhamos sozinhos?
P. Vítor Gonçalves

O 3 ao contrário no palacete de Sintra

Para quem não saiba, é SEMPRE BOA ALTURA PARA APRENDER para não cairem no erro da Maitê Proença!!
Divulgar pois há situações que parecendo simples erros ou omissões, não passam afinal de sublimes mensagens!















Não para alimentar ideias, como 'dizeria' alguém há uns tempos, até porque o não merece, mas à laia de ilustração de quem o merece, aqui fica uma pequena nota:
 Aqui vai a explicação do nº3. aocontrário em Sintra, passem ao vossos amigos, se alguém aqui tem que se envergonhar não somos nós.

Em Portugal costuma dizer-se que a ignorância é a mãe do atrevimento...
Sintra, foi terra de Templários, Maçonaria, Priorados e Orgias.

Ao que parece o facto de o nº. se encontrar ao contrário era um sinal para pessoas de fora identificarem o local do culto secreto.

" Já que está a ter tanta visibilidade (o vídeo da Maitê Proença), seria bom lembrar que aquela porta pertence ao antigo Hotel Victor - frequentado por Eças,Camilos, Ramalhos e outros grandes intelectuais do Séc.XIX e que como é sabido, surge inclusivamente, retratado nos Maias.

É também de recordar que quem o mandou construir foi o Victor Sasseti, dono do Hotel Bragança, em Lisboa, maçon e grande amigo de António Carvalho Monteiro e do Luigi Manini, que lhe fez o projecto do Cottage Sasseti, na encosta dos Mouros, agora propriedade da Câmara.

Claro que o Sasseti pôs o número ao contrário de propósito!
Nesta «vilazinha» tudo tem certo espírito secreto.

Pena a senhorita não arranjar ninguém que lhe explique a simbologia do três...

O três invertido, tal como o triângulo invertido (1), representa o princípio masculino.

O número três, como o cinco ou o sete, tem importantes conotações maçónicas (por exemplo, os três símbolos da Maçonaria são o Esquadro, Nível e o Fio de Prumo).

Três são também as Graças, como se pode ver no painel da Regaleira.

Já para não falar da triplicidade do tempo (passado, presente e o futuro) e de outras coisas que davam pano para mangas."


 

Ou ainda:


 

"O número 3 invertido passa a ser um "E", e é chamado de "poder do 3".
Esta letra representa o olho (de Hórus).
Simboliza Marte. Representa talento. Representa guerra. Representa também a Estrela de David.
O 3 invertido é ligado ao aliviar de stress e ansiedade.

Uma técnica de oratória para controlo dos ouvintes muito usada pela Maçonaria é usar este poder do 3 invertido ou olho, dividindo a oratória em 3 tópicos, pois o cérebro de quem ouve assimila melhor do que se for em 2 ou 4.
Aquela placa de 3 invertido poderá unicamente representar uma moradia Judaica, uma forma de dizê-lo ao mundo sem que a maioria das pessoas entendam."

Conforme um excerto do site "Síndrome de Estocolmo - Agora na Coreia do Sul":(rec por email)


NOTA DA REDACÇÃO - AOS MEUS AMIGOS BRASILEIROS QUE VISITAM ESTE BLOG, AGRADEÇO FAÇAM CHEGAR ESTA INFORMAÇÃO E SUA DIVULGAÇÃO À COMUNICAÇÃO BRASILEIRA.

"Pensar alto"

Sim
às marrabentas
às danças rituais
que nas madrugadas
criam o frenesi
quando os tambores e as flautas entram a fanfarrar


fanfarrando até o vermelho da madrugada fazer o solo sangrar
em contraste com o verdurar das canções dos pássaros
sobre o já verduzido manto das mangueiras
dos cajueiros prenhes
para em Dezembro seus rebentos
dançarem como mulheres sensualíssimas                                                            

em cada ramo do cajual da minha terra




mas, sim ao orgasmo
das mafurreiras
repletas de chiricos
das rolas ciosas pela simbiose que só a natureza sabe oferecer


mas sim
ao som estridente do kulunguana
das donzelas no zig-zague dos ritos
quando as gazelas tão belas
não suportam mais quarenta graus à sombra dos canhueiros em flor


enquanto as oleiras da aldeia, desta grande aldeia Moçambique
amassam o barro dos rios
para o pote feito ser o depositário
de todo o íntimo desse Povo que se não cala disputando
ecoosamente com os tambores do meu ontem antigo.

Malangatana

quinta-feira, dezembro 03, 2009

















Foto do dia, de José Figueira - "Garças"

Homenagem -

Parabéns - nos 40 anos de carreira


VIVER DESPENTEADA(O)!


Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi
aproveitar a vida com mais intensidade...*
O mundo é louco, definitivamente louco...

O que é doce, engorda.  O que é lindo, é caro.
O sol que ilumina o teu rosto, enruga-o.
E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...

- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr,  entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar a pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar toda a noite, deixa seu cabelo irreconhecível...

Então, como sempre, cada vez que nos encontremos irei estar com o cabelo bem
despenteada(o)...
Por isso, a minha recomendação: *Entrega-te! Come coisas saborosas! Beija!
Abraça! Dança! Apaixona-te! Relaxa-te! Viaja! Pula! Dorme tarde! Acorda
cedo! Corre! Voa! Canta! Admira a paisagem! Aproveita a vida, e acima de
tudo,...deixa que a vida te despenteie.*


(recebido por email)

SABIA QUE....


Hoje obrigatório, o sobrenome era um privilégio até o fim da Idade Média no Ocidente. Apenas nobres tinham um complemento oficial ao nome próprio, geralmente ligado à região em que eram soberanos.Mas, conforme a população começou a aumentar e circular, um nome só (ainda que composto) não era mais suficiente para distinguir os plebeus, e o povo passou a ser identificado também por seu ofício, origem, fortuna, físico, personalidade. Para ficar em exemplos portugueses, foi assim que surgiram sobrenomes como Ferreiro, Lisboa, Rico, Longo, Valente etc. Aos poucos o hábito se disseminou e foi sendo passado para as novas gerações. Em 1370, já se encontra a palavra “sobrenome” em documentos oficiais de diversos países. A partir daí, a diferença passou a ser a maneira de usar.

um dia aprendemos que....


Reino dos Gifs, muito mais gifs para você

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Greenpeace faz futurologia com líderes mundiais

Painéis colocados no aeroporto de Copenhaga mostram os líderes mundiais daqui a dez anos, pedindo desculpas por não terem agido enquanto podiam deter as alterações climáticas. A campanha de sensibilização é da autoria da Greenpeace e da 'tcktcktck.org', uma aliança de organizações ambientalistas.
A partir de hoje, os passageiros que transitarem no aeroporto de Copenhaga serão recebidos com painéis que apresentam os rostos de vários líderes mundiais, envelhecidos através de ferramentas de manipulação de imagem, colocando-os daqui a dez anos a desculpar-se pelo seu fracasso na hora em que podiam ter detido as alterações climáticas.
Este apelo à acção chega poucos dias antes do início da Cimeira de Copenhaga e tem, segundo o site da Greenpeace, o objectivo de "assegurar um acordo justo, ambicioso e vinculativo" entre os dirigentes das principais potências, incentivando-os a assumir as suas responsabilidades para com o meio ambiente numa altura em que ainda é possível atenuar o impacto da mudança do clima.
José Luis Rodríguez Zapatero, Nicolas Sarkozy, Barack Obama, Angela Merkel, Gordon Brown e Lula Da Silva são alguns dos rostos envelhecidos, surgindo ao lado da legenda que, em português, significará algo semelhante a: "Lamento. Podíamos ter detido uma alteração climática catastrófica... não o fizemos." Nos painéis consta ainda o repto à acção:"Age agora - muda o futuro".  
fonte:DN

A Maior flor do mundo ...Tem 2 metros de altura e pesa 75 quilos.

Amorphophallus titanum (Araceae), também chamada a "flor cadáver", é muito peculiar, pois floresce apenas durante três dias a cada 40 anos, um privilégio que a mãe Natureza concedeu á cidade de Veracruz-México.


"Penso, logo existo"


Respirar é natural.

Virar a cabeça ao encontro de um som repentino, é natural.

E pensar?

O acto de pensar é tão natural e espontâneo que…nem pensamos que estamos a pensar.

O raciocínio será a ginástica do pensamento. Digo isto, numa visão leve e actual, porque o raciocinar se banalizou, numa sociedade que quer parecer, sem o ser.

Ghiraldelli afirma:" o que é incómodo não é inútil, pois faz a diferença – uma boa diferença".

Mas se pensamos inconsequentemente também o fazemos com senso, numa acção que nos é ditada pela vida quotidiana, sem filosofia alguma.

Kant dizia que "não há filosofia que se possa aprender, só se aprende a filosofia".

Concluo, pois, que se respirar é natural, se pensar é natural, filosofar é, também, natural.

Mas diante da evolução tecnológica, do imediato da internet, de um ego cada vez mais introvertido, egoísta, menos conversador, haverá espaço para o pensamento?

Li, não sei onde, que quando uma criança de dois, três anos, faz aos pais ou educadores uma pergunta de que ela mesma conhece a resposta, que isso é filosofia.

A novíssima linguagem da net e telemóveis não exige pensamento mas apenas memorização. Será uma forma de filosofia? Penso que sim: é a simplificação da comunicação e do entendimento.

Mas há, tem de haver, espaço para o pensador, para o pensamento preparado, elaborado, dependente da aplicação de capacidades: agilidade mental, curiosidade, estudo, agilidade expressiva e comunicativa.

E por aqui fica a minha cogitação – a humanidade está salva: pensa e filosofa!


 


 

Maria Teresa S T Góis

28/11/09

terça-feira, dezembro 01, 2009

o sobrinho favorito nº2 e a brigada do reumático

Ainda há boas surpresas e, estes últimos dias têm sido felizes. Ontem com a visita de um querido Amigo (aqui não ilustrado), hoje com o meu sobrinho favorito nº2, o Bruno, vindo da Venezuela para visita relâmpago, acompanhado pela protecção residente da "brigada do reumático". Só não percebo porque raio meu marido, Luís, ficou com uma pala branca no olho...Partida do Bruno!



O novo génio da pintura tem 7 anos e chama-se Kieron



A pontualidade é britânica, diz o senso comum. Mas nem sempre os fiéis de sua majestade estão à altura da tradição. Michelle Williamson que o diga. Depois de deixar o filho Kieron na escola, correu para a galeria de arte onde iam ser vendidas as primeiras aguarelas da criança de 7 anos. Em vez de chegar às nove em ponto, atrasou-se 15 minutos. Tempo mais que suficiente para que as 16 aguarelas fossem vendidas por 18 mil euros.

Os compradores eram de países tão diferentes como o Japão ou a Alemanha. "Foi incrível. A venda acabou antes de começar. Já tive vendas rápidas, mas nunca como esta", disse Adrian Hill, responsável da galeria Picturecraft, em Holt. As aguarelas, que estariam em exposição durante um mês, retratam barcos, igrejas e paisagens rurais. Na melhor da hipóteses, pensava-se que todos os quadros chegariam aos mil euros.

A rapidez da venda apanhou todos de surpresa, mas há uma razão simples: com 7 anos ninguém pinta com tanta perfeição. O talento de Kieron já foi comparado ao de Picasso. "Acredito que a última criança artista com este talento foi Picasso. Kieron está a melhorar a cada dia, e a rapidez com que aprende é impressionante. Ele domina certas técnicas que muitos artistas demoram anos a aperfeiçoar", disse Adrian ao "The Observer".

Quando Kieron Williamson começou a desenhar, fazia os mesmos rabiscos impercetíveis que os colegas da escola. No ano passado, contou a mãe aos jornalistas, ele não desenhava bem e eram os pais que faziam dinossauros para ele colorir. Tudo mudou numas férias. A família fez as malas e partiu para as regiões litorais de Devon e da Cornualha. A criança gostou tanto das paisagens e dos barcos que pediu aos pais que lhe comprassem papel e tintas. Quando regressou a Holt, Carol Ann Pennington, amiga da família, que é artista, viu o talento da criança e ofereceu-se para lhe dar aulas. Todos ficaram surpreendidos com com a selecção de cores, a noção de perspectiva e a sensibilidade para sombras, nada comum numa criança dessa idade. "Gosto de pintar porque é divertido e inspirador. Faz-me pensar em sítios que não posso ver", explicou Kieron.  

Truque de marketing? Génios de palmo e meio não são notícias raras. Em 2004, Marla Olmstead com apenas 3 anos revolucionou as galerias de arte ao usar uma técnica expressionista abstracta semelhante a de Jackson Pollock. Anos mais tarde, descobriu-se que a criança pintava porque os pais a obrigavam. A australiana Aelita André, de 2 anos, tornou-se conhecida este ano por vender quadros a mil euros e expor em várias galerias de Melbourne. Mas na realidade, os autores eram os pais. Quanto ao talento de Kieron, também se levantam algumas dúvidas. Keith, pai da criança, é dealer de arte e todos se questionam como é que de um ano para o outro a criança deixou de fazer rabiscos e passou para as aguarelas. Já os clientes que lutaram pelas obras no leilão não parecem preocupados com isso. fonte: jornal i


Dia Mundial da Luta Contra a SIDA

A palavra SIDA é formada pelas primeiras letras duma situação clínica, designada por Síndroma de Imunodeficiência Adquirida.
Calcula-se que as primeiras infecções ocorreram em África nos anos 30, porém, o primeiro registo de uma morte por SIDA remonta a 1976, quando uma médica dinamarquesa contraiu a doença no Zaire (República Democrática do Congo). No entanto só quatro anos mais tarde é que começaram a aparecer casos inexplicáveis de doenças oportunistas em homossexuais já contaminados nos EUA.
A descoberta do vírus aconteceu em 1983 e foi atribuída ao francês Luc Montagnier do Instituto Pasteur em Paris e ao americano Robert Gallo, do Instituto de Virulogia Humana da Universidade de Maryland nos EUA.
 
As estimativas da ONUSIDA (Programa das Nações Unidas para o combate à SIDA) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o VIH-SIDA, indicam que existem actualmente cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo infectadas com o vírus da SIDA. Estes números são, porém, apenas uma estimativa conservadora, já que, de acordo com o relatório epidemiológico do VIH-SIDA de 2006, apenas 10% das pessoas infectadas conhecem o seu estatuto serológico.
 
O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, se introduz no sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo (os Linfócitos T4), deixando a pessoa infectada mais debilitada e sensível a outras doenças, as chamadas doenças oportunistas.
Esta doença, na fase final de evolução, provoca uma diminuição total da capacidade do organismo de resistir a infecções, mesmo as mais simples e mais correntes, tornando-as tão graves e tão difíceis de tratar, que acabam por levar à morte.
A transmissão pode acontecer de variadas formas: relações sexuais, contacto com sangue infectado e também de mãe para filho (durante a gravidez, parto ou amamentação).
A epidemia de SIDA é dramática em África e em Moçambique em particular. Uma crescente proporção de Moçambicanos está a ficar infectada com VIH, calcula-se que 16% da população está contaminada. De acordo com os dados existentes, o VIH-SIDA em Moçambique afecta diariamente mais de 700 pessoas.
São os adolescentes aqueles que estão em maior risco de contrair o VIH-SIDA, devido à falta de conhecimento sobre como prevenir a infecção, pressão dos pares e comportamento de risco.
Em 2006, cerca de 99.000 crianças com menos de 15 anos viviam com VIH-SIDA, sendo que a maioria destas tinha menos de 5 anos de idade. Calcula-se que até  2010, o número aumente para 121.000.
Estima-se que o VIH-SIDA, caso não venha a ser entretanto controlado, fará reduzir a actual Esperança Média de Vida de 42,5 para 39,9 anos até 2010.

A causa do nosso feriado de hoje -01 Dezembro 1640



Restauração da Independência de Portugal
A Restauração foi um movimento histórico que levou Portugal à independência no 1 de Dezembro de 1640.
A morte de D. Sebastião (1557-1578) em Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique I (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica. Nas Cortes de Tomar de 1580, Filipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal (Filipe I de Portugal).


Filipe I e os seus sucessores, Filipe II e Filipe III, não respeitaram o que tinha ficado combinado nas Cortes de Tomar.
Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; o império português era ameaçado por Ingleses e Holandeses e os reis filipinos nada faziam.

Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência e D. João IV foi aclamado rei de Portugal.
 Assim se iniciou a 4.ª Dinastia.