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domingo, dezembro 13, 2009

"Belém atinge o estado de Nirvana"























O PS e o governo pediram apoio ao Presidente da República no início da semana, sob o pretexto de que a maioria parlamentar da oposição estaria a ser usada para condicionar a estabilidade governativa. Quatro dias depois, Cavaco Silva responde. “Não entro em retóricas de dramatização". "Devemos esperar que ao lado da cultura de negociação exista a cultura da responsabilidade. "As forças políticas acabarão por revelar bom senso". Vou ficar à espera para ver, mas sentado para não me cansar.
in: WEHAVEKAOSINTHEGARDEN






Um solitário que muda de sexo


Nasce fêmea, mas com passar dos anos, muitos transformam-se em machos e são pais exemplares, pelo menos até à eclosão dos ovos. Só em Portugal são conhecidas 16 espécies de bodião.
O bodião é um dos peixes mais curiosos nas águas portuguesas. O facto de ser uma espécie "hermafrodita protogínica", só por si, já lhe confere um estatuto peculiar. Todos os bodiões nascem fêmeas, mas acabam por mudar de sexo entre os quatro e os 14 anos. É após este fenómeno mutante que a espécie está habilitada a construir ninhos circulares de algas, executando fendas, onde uma ou mais fêmeas hão-de depositar os ovos.
É aqui que o instinto paternal deste solitário dos mares assume proporções quase exacerbadas. "É uma espécie que segue os cuidados parentais. Fica a defender o ninho, tomando conta das posturas até à sua eclosão", refere a bióloga Dinah Sobral, do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).
Aliás, a forma destemida que o bodião deposita na defesa das posturas, levando-o a não aban-donar o local mesmo em caso de ameaça extrema, fez com que as associações de pesca submarina alertassem os praticantes para que antes de dispararem o arpão sobre esta espécie procurem verificar se o exemplar estará a guardar algum ninho. Sobretudo se o mergulho se realizar nos meses da Primavera, quando o bodião entra em fase de reprodução.
De resto, não é por acaso que no portal do Departamento de Oceanografia e Pescas o bodião é, inclusivamente, apontado como o principal exemplo do que deve ser o "respeito pelos elementos regeneradores das zonas exploradas", sendo sublinhado que um disparo em tempo de reprodução "poderá estar a interferir injustamente com uma espécie".
O departamento alerta os praticantes que, "por muito que o mergulhador seja inapto, estes animais não irão abandonar o seu ninho e a sua descendência. Manter-se-ão lá e lutarão para defender a sua prole, sem imaginar que são incapazes de se defender contra um arpão".
Já em terra, são os próprios pescadores desportivos que atestam a parca inteligência do bodião, movida pelo seu instinto voraz. É a gula pelo isco - seja ele qual for - que o leva a ficar, regularmente, preso nos anzóis, sobretudo durante o dia, quando se mostra uma espécie bastante activa na procura de alimento. Os juvenis fazem-no nas zonas de maré, com profundidade reduzida, mas os adultos chegam a atingir profundidades até aos 25 metros na procura de crustáceos, molusco e peixes mais pequenos.
Diz quem sabe que o bodião não resiste ao chamariz de uma minhoca coreana a agitar-se no anzol ou ao cheiro do casulo e do lingueirão, acabando por ver abruptamente interrompida a sua esperança média de vida, que pode durar até aos 29 anos.
"Para um peixe, estamos a falar de uma idade bastante avançada", acrescenta Dinah Sobral, garantindo que, apesar de ser presa aparentemente fácil de enganar, se trata de uma espécie que não está ameaçada.
"Há muito bodião na nossa costa, principalmente, porque não é alvo de grandes pescarias. Como não tem valor comercial, os pescadores profissionais nunca fizeram pescarias dirigidas a esta espécie", admite a bióloga do ICNB.
Só em Portugal existem nada menos de 16 espécies de bodiões, algumas bastante grandes; outras minúsculas. Espécie sedentária, das mais comuns nas águas portuguesas, concentra-se, essencialmente, nas zonas resguardadas, onde predominam rochas ou ervas marinhas, desde que a profundidade não vá além dos 25 metros.
Solitário e extremamente territorial, o bodião não é um nadador muito rápido, já que as suas barbatanas são pouco desenvolvidas. E são os olhos o que mais se destaca na sua morfologia, apresentando-se salientes, sobre uma boca pequena, que, claramente, destoa em proporção ao resto do corpo, revestido por pequenas e finas escamas.
Porém, não é pela ausência de valor comercial que deixamos de estar na presença de um peixe cada vez apreciado pelos consumidores, que começa a surgir nas ementas de alguns restaurantes, mesmo dos ditos "mais requintados", que apresentam o bodião como um peixe macio e bastante gostoso, que pode ser servido frito, assado ou cozido. Nas bancas dos mercados a sul do Tejo é cada vez mais comum vê-los em cima da pedra. O preço do quilo varia entre os cinco e os sete euros. Todos capturados à linha, a qualquer altura do ano junto de pontões, cais ou muralhas. Seja à bóia ou ao fundo.
Nota da Redacção - A par do salmonete, o peixe mais saboroso. Existe na costa norte da Madeira, quando vem fresquinho do mar é de excelência. Frito, grelhado, assado, de qualquer jeito "marcha". O Modelo/Continente já vende bodião de aquacultura dos Açores. Experimentem e não liguem ao facto de ele mudar de sexo...

dos tempos do nascimento e vida de Jesus, aos tempos do seu representante oficial na terra!


Nunciatura e comida de freiras acolhem Papa

Pormenores da visita só serão  conhecidos um mês antes da viagem, mas o DN desvenda já regras do protocolo que vão marcar  a passagem de Bento XVI por Portugal. Onde será sempre acompanhado pelo secretário particular.
O Papa Bento XVI vai seguir o mesmo protocolo na visita a Portugal seguido nas deslocações de João Paulo II ao nosso país. As diferenças na visita de Bento XVI terão a ver com a sua própria personalidade e não com as regras impostas pelo Vaticano.
Jornalistas adaptam-se
Apesar de os itinerários, escolha da comitiva e jornalistas acreditados no voo só serem conhecidos um mês antes da partida, o Papa será acompanhado por cerca de 20 personalidades do Vaticano, ligados à vida social e religiosa da Santa Sé. Na comitiva seguirão 40 a 50 jornalistas italianos e internacionais, de preferência acreditados em Roma, e que terão de sujeitar-se aos hotéis escolhidos pelo Vaticano, ao preço do bilhete estabelecido pela Santa Sé, e aos horários e programas do Papa.
Capela no avião
O Papa fará a viagem de Roma para Lisboa num avião da companhia italiana Alitalia, mas deverá regressar num aparelho da TAP. Isto se a companhia aérea portuguesa conseguir corresponder às exigências de segurança e conforto necessárias ao santo Padre. Assim, os aviões usados na viagem, apesar de comerciais, terão o interior bastante modificado e adaptado para um maior conforto do Papa.
O espaço ocupado pela primeira classe terá um quarto com cama para o Papa, outro para o seu secretário pessoal, uma casa de banho com chuveiro, um salão social e até uma pequena capela.
Nunciatura e conventos
Em Lisboa, como em todas as viagens para fora de Roma, Bento XVI ficará hospedado na Nunciatura Apostólica, à luz das relações diplomáticas entre os dois Estados. Caso não ficasse na Nunciatura, o Papa ficaria hospedado na Sé. Em cidades mais pequenas, como Fátima, Bento XVI pode pernoitar em conventos.
Médico presente
Não consta do protocolo um cozinheiro pessoal e as refeições serão preparadas por freiras, como já acontece no Palácio Apostólico de Roma. Com o Papa segue o seu médico pessoal, que terá sempre consigo uma mala preparada para uma transfusão de sangue.
Carro vem antes
Os meios de transporte que usará durante a visita a Portugal dependem do programa: no contacto com os crentes, andará no "Papa-Mobile", embarcado antes num outro avião de carga. O helicóptero só será usado para encurtar os tempos. Nestes trajectos, o secretário particular, Dom Georg, viajará sempre ao lado de Bento XVI, com a protecção dos guardas do Vaticano e polícias dos serviços secretos.
(Diário Notícias, Lisboa hoje)

NOTA DA REDACÇÃO - Como católica apostólica e pouco romana, lamento que o Papa não venha a Portugal para discutir, ver, saber, dos problemas existentes nas diversas dioceses, ver com os bispos as soluções possíveis, conhecer a realidade portuguesa. Vem e vai, fica tudo na mesma! 

Lá no água grande


Lá no "Água Grande" a caminho da roça 
negritas batem que batem co'a roupa na pedra. 
Batem e cantam modinhas da terra. 

Cantam e riem em riso de mofa 
histórias contadas, arrastadas pelo vento. 

Riem alto de rijo, com a roupa na pedra 
e põem de branco a roupa lavada. 

As crianças brincam e a água canta. 
Brincam na água felizes... 
Velam no capim um negrito pequenino. 

E os gemidos cantados das negritas lá do rio 
ficam mudos lá na hora do regresso... 
Jazem quedos no regresso para a roça.

Alda Espírito Santo in: "é nosso o solo sagrado da terra"  

A retórica da alegria


Frei Bento Domingues, o.p.
1.Os católicos que forem, hoje, à Missa vão ser intimados a exultar de alegria. É de supor que alguns torçam o nariz e outros esbocem um sorriso amarelo. O amor e a alegria não podem ser comandados do exterior. A mim apetece-me dizer que essa palavra de ordem, seja qual for a sua eficácia, está certa. Se conseguir que um certo cristianismo transformado, durante séculos, em religião da tristeza num “vale de lágrimas”, se converta num laboratório de transfiguração da vida, bendita seja essa ordem. Acabemos de vez com essas caras de sexta-feira pouco santa para poder ressuscitar o quotidiano. Hoje, a tristeza já não vem, sobretudo, do púlpito e do confessionário. A religião laica obriga-nos a consumir, a semana inteira, imagens e noticiários sempre mais deprimentes. Os comentadores de serviço, em nome de uma especial competência analítica, parecem escolhidos para nos dar a certeza que nunca vivemos tão mal e que o futuro será ainda pior. Estamos tristes e há razões para ficarmos desesperados. Por outro lado, habituamo-nos a processos tão mórbidos que, ao erguer muito alto as expectativas e os sonhos – acontece, agora, a propósito de Copenhaga –, desconfiamos que já estão a encenar e a orquestrar a grande desilusão. Os actores da comunicação ficariam muito decepcionados se as coisas corressem bem, porque só a desgraça é uma boa notícia.
(...)

2. Creio que devemos apoiar o Domingo Laetare (Fl 4, 4-7), o Domingo da Alegria, que é sempre breve e ameaçada. Os neo-beatos dirão que é escusado, pois todos os Domingos, celebrações semanais da Páscoa, não são para outra coisa. É verdade, mas Paulo, apesar da insistente exortação da Carta aos Filipenses, que hoje se proclama na Missa, percebeu a situação precária da nossa alegria, sempre misturada com tristezas. Na Carta aos Romanos, escreveu uma das suas melhores peças de cristianíssima retórica, em três actos. Começa por dizer que “a lei do pecado e da morte” – explicando o sentido desta expressão no contexto da sua teologia – já não é quem manda. A nova lei é o Espírito de Cristo que nos faz chamar a Deus, Abba, porque somos seus filhos e herdeiros, co-herdeiros de Cristo e todos irmãos. Com Ele sofremos, com Ele seremos glorificados. Não entra, porém, em delírio místico. Logo a seguir, desce à complexidade da nossa situação real: estamos numa criação em dores de parto. É só em esperança que estamos salvos e a esperança ainda não é a pátria da alegria. É a força da perseverança no combate, filha do Espírito que socorre a nossa fraqueza. Porque perscruta os corações, só Ele sabe rezar, só Ele nos entende a nós e entende a Deus. A finalizar, surge um hino assombroso ao amor que Deus nos tem: se Deus é por nós, quem será contra nós? Criatura nenhuma nos poderá separar do amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor (Rm 8).
3. Mais dia menos dia, a morte virá. A sabedoria deste mundo diz que as separações serão sem retorno. Se assim for, as alegrias que vamos tendo – por mais autênticas que sejam – acabam por servir, apenas, para enganar uma tristeza sem apelo. Creio, pelo contrário, que em Deus há memória e coração para todos, redenção para todos os injustiçados da terra. Mais ainda: acredito que teremos um novo, misterioso e bom contacto com tudo e com todos, mesmo com aqueles que nunca conhecemos e com todos os mundos que nunca vimos. Paulo tem razão: comecemos já a viver e a sonhar com a alegria.
in: Público - o grão de mostarda

ajude os passarinhos


EMBRULHA OS CHICLETES (PASTILHAS ELÁSTICAS)  ANTES DE DEITAR FORA:
 Atraídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, os passarinhos comem restos de chicletes deixados, irresponsavelmente, em qualquer lugar. Ao sentirem o chiclete preso no bico, tentam, desesperados, retirá-lo com as patinhas...E acontece o pior: acabam sufocados. Por Favor, embrulha o chiclete num pedaço de papel e coloca-o no lixo. Reencaminha esta mensagem para que, principalmente as crianças, sejam consciencializadas. Sê tu também, consciente, e, ajuda a natureza, para além de praticares um acto de civismo.

 "A imaginação é mais importante que o conhecimento..." ( Alberto Einstein )

curiosidades da época de Natal

- Nome das oito renas do Pai Natal:
Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donder e Blitzen


- As crianças chinesas não recebem presentes no Natal, mas sim, durante as celebrações do Ano Novo chinês que acontece em Janeiro


- Porque é que se chama missa do galo?
Porque o galo foi o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus, ficando encarregue de anunciá-lo ao Mundo.


- A tradição de enfeitar as árvores de Natal nasceu na Alemanha. Eram usados como enfeite papel colorido, frutas, doces e velas.


- Sinos:
As pessoas acreditavam que as batidas deles espantavam os maus espíritos.


- Grinaldas:
As feitas de azevinho, um tipo de planta que não perde as folhas durante o inverno, simbolizavam a vida nos dias de frio.


- A tradição do anjinho na árvore de natal:
Não faz muito tempo, o Pai Natal estava a se preparar para a  viagem anual... Mas quatro de seus duendes estavam doentes e os novatos não produziam os brinquedos tão rapidamente quanto os antigos. - Pai Natal já estava a sentir a pressão pelos problemas...
Agora era a Sra. Natal avisando que a mãe (sogra) viria para uma ligeira visitinha de alguns dias. - Isto enervou ainda mais o Pai Natal.
No momento em que  foi colocar os arreios nas renas, descobriu que três estavam prontinhas para dar a luz, e duas tinham fugido pela cerca que estava aberta, sabe lá para onde. Mais confusão...
Sorrindo e dando seu famoso gritinho de "ho, ho, ho", Pai Natal começou a carregar o trenó, mas uma das tábuas rasgou o saco de brinquedos que começaram a cair, espalhando-se por todo o chão.
Frustrado, voltou para casa para uma chávena de café e um tranquilizador gole de Vodka.
Quando se aproximou da estante, notou que os duendes tinham acabado com sua bebida e nem uma gotinha tinham lhe deixado... Na sua frustração, sem querer, deixou cair a chávena de café, que se quebrou em mil pedacinhos pelo chão. Quando pegou a vassoura para limpar os cacos  viu que os ratos tinham comido toda a palha! Neste exacto instante tocou a campainha e o Pai Natal foi à porta; abriu e lá estava um mirrado anjinho de cachinhos, com uma enorme Árvore de Natal. E o Anjinho perguntou: "Pai Natal onde quer que eu coloque esta árvore?"
E daí vem a tradição do Anjinho ficar enfiado na Árvore de Natal...


- Casa do Pai Natal:
Nos países do norte da Europa, diz a tradição que o Pai Natal não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapónia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o "escritório do Papai Natal" bem como o parque conhecido como "Santa Park", que se tornou uma atracção turística do local.
Criou-se inclusive um endereço oficial como a residência do Pai Natal.
Santa ClausFIN-96930 Arctic CircleRovaniemi - Finlândia

sábado, dezembro 12, 2009

12 de Dezembro - as histórias deste dia

a Suiça e os minaretes


Por C. Barroco Esperança

O RESULTADO do referendo suíço, proibindo minaretes nas mesquitas, constitui uma tripla decepção. Em primeiro lugar, não se referendam direitos individuais, protegem-se. Depois, os suíços votaram contra os minaretes. Finalmente, converteram em lei uma violação grosseira dos direitos humanos. A liberdade religiosa é um direito que implica a liberdade de cada cidadão ter a crença, descrença ou anti-crença que quiser, cabendo ao Estado democrático o dever de neutralidade.

Em suma, na Suíça os direitos humanos foram violados com a democracia a aderir ao paradigma das teocracias. (...)

















humor - 1927

"PAPA SALVA NOGUEIRA"


«O Papa Bento XVI anunciou que vai antecipar a Missa do Galo, este ano. Em vez da meia-noite, será às 22 horas. A missa não foi sempre à meia-noite, por isso se chama do galo (começou por ser ao raiar do dia, quando ele canta). A hora foi recuando e, desde o séc. VIII, estacionou na meia-noite. Já faz muito tempo, já faz tradição e surpreende que o tradicionalista Bento XVI queira mudar. Correm rumores sobre doença, o que foi desmentido. Até porque João Paulo II, já muito doente, rezou aquela missa à hora de sempre. Assim de repente, só vejo uma razão: salvar o Nogueira. Vocês sabem, o jovem de um dos mais belos contos de Machado de Assis e que se chama, claro, Missa do Galo. Em 1861, Nogueira estava no Rio de Janeiro, hospedado em casa de um primo distante, casado com Conceição. O primo tinha uma amante e foi ter com ela na noite da consoada. Nogueira ficou na sala, à espera de fazer horas para a missa da meia-noite. Apareceu Conceição e a conversa foi suave e casta, mas Nogueira viu as chinelas dela, pretas, sob o roupão. Enfim, chegou a hora e ele foi à missa. Mas nunca mais esqueceu as chinelas. É pouco, mas talvez este Papa, tão estrito, tenha querido cortar com todas as sombras de pecado. Este ano, às dez da noite, os Nogueiras não vão poder ter certas conversas. » [Diário de Notícias]

O PSD ESTÁ A VENCER NO CAMPEONATO DA CORRUPÇÃO

Se considerarmos o que se tem passado nos últimos cinco anos o PSD está a ganhar o campeonato da corrupção ao PS, está a suceder com a corrupção o mesmo que acontece com a bola, o Porto e o Sporting bem podem ganhar os jogos e o Benfica perder que a capa do jornal A Bola destaca o Benfica, é quem mais vende.
Se considerarmos apenas as acusações o PSD marcou nos financiamentos ilegais que recebeu da Somague, no caso BPN, no edifício dos CTT e no autarca de Oeiras, enquanto o PS apenas marcou através de Fátima Felgueiras. Mas se considerarmos apenas as condenações o PSD está a ganhar por dois a zero, pois Fátima Felgueiras escapou-se e o caso CTT ainda não foi a julgamento.
Compreendo porque razão o PSD está tão empenhado em combater a corrupção, envolvido em escândalos como a compra de votos para ajudar a eleger líderes como muito provavelmente terá sucedido com a Manuela Ferreira Leite, com a sua velha guarda cavaquista cheia de dinheiro e com os seus jovens tigres a receberem sacos de dinheiro dos industriais das inspecções automóveis a corrupção está no seu DNA. Combatê-la é uma condição necessária para fazer renascer o partido.
Mas o PSD prestaria um serviço maior ao país se em vez de propor alterações legislativas procedesse a uma limpeza dos seus quadros, de nada serve propor tais medidas quando as suas listas pareciam uma sala de espera de um tribunal penal.
in: O Jumento

A modernidade de D. Manuel Clemente


"Aterro em Lisboa com a notícia de que D. Manuel Clemente acaba de ser distinguido pelo júri do Prémio Pessoa por ser "uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo". Concordo inteiramente. Acabo de chegar de uma longa viagem pelo Sudoeste Asiático, para a qual levei apenas dois livros radicalmente distintos: "2666", de Bolaño, e "Portugal e os Portugueses", de D. Manuel Clemente. Curiosa coincidência. Daquilo que conheço do bispo do Porto, através de conversas mais ou menos informais, mas acima de tudo através dos seus escritos, D. Manuel Clemente é um grande humanista e uma referência intelectual e espiritual incontornável. É licenciado em História e Teologia, professor de História da Igreja na Universidade Católica e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. O diálogo, a tolerância e o combate à exclusão são o carisma de D. Manuel Clemente, que conjuga a vida pastoral com uma intensa actividade cultural. Permanentemente apostado no debate público de ideias, o bispo do Porto interpela crentes e não crentes quando diz que "se ficarmos apenas com desconfianças e impressões, nada faremos de futuro enquanto cidadãos. É como se escrevêssemos na água". Muito à frente."
  Laurinda Alves, Jornal o i 12.12.09

inauguraçao arvore natal zon lisboa 01/12/2009

já se pode fazer um passeio virtual por Pompeia


A cidade romana destruída pela erupção do monte Vesúvio em 79 d. C., já pode ser visitada pela internet. O Google Street View, que oferece fotografias panorâmicas de mais de cem cidades do mundo, fotografou Pompeia, património mundial, que é visitada por 2,5 milhões de turistas todos os anos.
  

aqueduto das Águas Livres - Lisboa

aguas-livres-2-lisboa.jpgAqueduto das Águas Livres.JPG
agua-livres-1-lisboa.jpg


O Aqueduto das Águas Livres ergue-se sobre o vale de Alcântara, na cidade de Lisboa, em Portugal.
Considerado como um dos locais mais bonitos de Lisboa na actualidade, a construção de um aqueduto para levar água à cidade deu, a D. João V (1706-1750), a oportunidade para satisfazer a sua paixão pelas construções grandiosas, uma vez que a única área de Lisboa que tinha água era o bairro da Alfama.
O projecto foi custeado com a receita de uma taxa sobre a carne, o vinho, o azeite e outros produtos alimentares. Apesar de só ter sido concluído no século XIX, em 1748 já atendia a função de fornecer água à cidade.
Na primeira fase da sua construção, até à chegada a Lisboa em 1748, contou com a participação de arquitectos e engenheiros militares famosos, nomeadamente António Canevari (italiano), Manoel de Azevedo Fortes, Silva Pais, Manuel da Maia, Custódio Vieira (autor da arcaria sobre o vale de Alcântara) e Carlos Mardel (húngaro). Manuel da Maia e Carlos Mardel haveriam de ter, após o grande terramoto de 1755, um papel crucial na reconstrução da Baixa Pombalina.
O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimesDiogo Alves, um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos e que foi o último decapitado da História de Portugal. Actualmente é possível fazer um passeio guiado por cima dos mesmos. Também é possível, ocasionalmente, visitar o reservatório da Mãe d’Água. praticados por

Características

A sua conduta principal apresenta a extensão de 19 quilómetros, embora o comprimento total, incluindo os canais secundários, seja de 58 quilómetros. A sua parte mais conhecida são os 35 arcos sobre o vale, o mais alto dos quais mede 65 metros de altura.
Na extremidade do aqueduto, a Mãe d’Água das Amoreiras é uma espécie de castelo que outrora serviu como reservatório. O desenho original, de 1745, foi do arquitecto Carlos Mardel. Completado em 1834, tornou-se num popular local de encontro para os monarcas e as suas amantes. Actualmente esse espaço, requalificado como Museu da Água, é utilizado para exposições de arte, desfiles de moda e outros eventos.
(Fonte:www.wikipedia.org)
Publicado em Aquedutos, Imagens, Lisboa, Monumentos, Património, Portugal

sexta-feira, dezembro 11, 2009

o mais pequeno boneco de neve do mundo


À primeira vista pode enganar, mas não, não é feito de gelado. Criado pelo cientista David Cox, esta obra prima foi feita usando nano-partículas e que tem apenas um quinto do diâmetro vulgar de um cabelo. O boneco foi feito com duas minúsculas esferas de estanho, normalmente utilizadas para calibrar as lentes de um microscópio electrónico. As esferas foram soldadas com platina. Um feixe de iões foi utilizado para esculpir os olhos e o sorriso do boneco de neve e o nariz foi feito com uma gota de platina.
O boneco é magro e mede só 0,01 mm
in: Sábado

salvar TUTANKHAMON

O túmulo do rei Tutankhamon, situado no Vale dos Reis, no Egipto, está à beira da ruína. Há manchas acastanhadas que parecem bolor, os murais que contam a história da viagem para a vida no além estão cobertos de pó e a descascar e o caixão do Rei (um de três) está a decompor-se. Tudo por causa dos seis milhões de visitantes que todos os anos descem a escadaria estreita para conhecer o local onde Tutankhamon permaneceu em paz, por três mil anos.
Para salvar o local histórico, o Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto chamou especialistas. Durante cinco anos, cientistas do Getty Research Institute, da Califórnia, vão mapear os 100 metros quadrados do túmulo, averiguar as substâncias usadas nos murais e desvendar os mistérios da sua construção. O objectivo é preservar o local e para isso prometem modificar a forma de visitar o túmulo.
in: Sábado

o que não mata, engorda

nojento para alguns, surpreendente para outros, o hábito cambodjano de comer toda a espécie de bichos, desperta curiosidade.
Phnom Penh, as ruas estão cheias de bares e restaurantes; é ali que se juntam os vendedores de bichos...comestíveis.Peço um combinado.Começo com uns escaravelhos negros do tamanho de uma unha, temperados com açúcar, sal e alho,grelhados na chapa.Primeiro é preciso arrancar as asas às minúsculas criaturas, crocantes e que sabem a molho de soja.De seguida, os gafanhotos do tamanho de um polegar; parecem batatas fritas muito estaladiças.Passemos às larvas de escaravelho. Diríamos um fruto suculento, macio e com a consistência de uma passa de uva que, ao trincar, "estalam" na boca. Atiro-me às tarântulas, quase do tamanho da palma da mão e fritas. s patas peludas fazem-me cócegas nos lábios, rangem e são estaladiças ao mastigar, sendo mais salgadas e macias a partir do meio do abdómen. Estou pronta para a fase seguinte: os répteis.A cobra é uma decepção, tem a pele rija, sabe a carne de vaca seca. Chegam as rãs e descubro, encantada, que o viscoso desapareceu com a cozedura; sabem a frango.
Chega a hora da digestão e preparo-me para a diarreia e os vómitos.Porém, nada disso acontece.Estou satisfeita e cheia de energia. Deixo um conselho: para a degustação de bichos não se esqueça dos palitos.As patas dos insectos têm a tendência irritante de se enfiarem no meio dos dentes.
adaptadodo Courrier-autora Marika Hill












“As pessoas não se querem por a altura das montanhas,
mas sim, por as montanhas a sua altura”


Reinhold Messner
(primeiro homem a subir o Evereste sem oxigénio artificial
e a subir às 14 montanhas com mais de 8.000m de altitude)

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Evolução é sobrevivência dos seres mais generosos

Cientistas americanos continuam a juntar provas para suportar a sua teoria de que a generosidade compensa mais do que o egoísmo, ou seja, são conferidas vantagens evolutivas aos seres com comportamentos altruístas. Na espécie humana, a cooperação e a empatia parecem ser as melhores estratégias para conseguir passar os genes para a geração seguinte.
Apesar da ideia ser relativamente antiga, nunca foi dominante no pensamento sobre evolução das espécies. Ao longo de mais de um século, o ensino da teoria de Charles Darwin colocou a ênfase no mecanismo da selecção natural dos mais aptos. Mas recentemente os biólogos começaram a defender que a generosidade tem um papel muito mais importante na evolução da espécie humana do que a força ou a competição.
O campo dos que defendem a ideia da sobrevivência dos mais generosos tem estado a reunir dados que suportam a sua teoria. Uma equipa de cientistas de Berkeley, nos EUA, publicou os resultados de uma experiência que sugere as vantagens do comportamento altruísta na espécie humana. Outro estudo, virado para o funcionamento do cérebro, encontrou indícios que apontam para a existência de um gene que promove a empatia.
"As nossas crias são muito vulneráveis, por isso uma das tarefas fundamentais da sobrevivência humana e reprodução genética é tomar conta dos outros. Os seres humanos sobreviveram como espécie porque evoluiu a sua capacidade de tratar daqueles que precisavam e de cooperar. Como Darwin uma vez disse, a simpatia é o nosso instinto mais forte", afirmou Dacher Keltner, citado pela publicação online Science Daily. Keltner dirige um instituto de Berkeley que estuda a questão e é autor de um livro influente que defende a "bondade" natural do ser humano.
Um sociólogo de Berkeley, Robb Willer, acaba de publicar os resultados de uma experiência baseada em vários jogos complexos onde foi possível perceber que a generosidade dos jogadores era compensada com mais respeito dos outros jogadores, maior influência no grupo e maior número de presentes. Segundo Willer, os cientistas terão de responder muito menos à questão do porquê das pessoas serem generosas e muito mais a outra, porque são egoístas, pois este comportamento parece à partida não ter tantas vantagens.
Também começam a crescer os indícios de que a empatia implica predisposição genética. Um estudo de Laura Saslow e de Sarina Rodrigues (respectivamente de Berkeley e Oregon) concluiu que uma variação do gene receptor da hormona oxitocina (que estimula o comportamento social e o amor) torna as pessoas mais hábeis na interpretação do estado emocional dos outros humanos.
Estes são dois exemplos de um campo em expansão e que podia estar muito mais implantado se a biologia não se tivesse orientado, durante décadas, para a investigação da selecção natural dos mais aptos e para a competição.
Num artigo de Fevereiro, publicado em Psychology Today, Dacher Keltner lembrava que o conceito de "sobrevivência dos mais aptos" nem sequer é de Darwin, mas resulta da adopção das ideias de Herbert Spencer e dos darwinistas sociais do século XIX. Num dos seus livros, A Origem do Homem, Charles Darwin defendeu que os instintos maternais e sociais eram os mais poderosos.
in: DN

 




















“ Reflito, em minha arte, o meu conceito do papel que o artista deve desempenhar na sociedade: mostrar toda a realidade nela existente, pois sou como uma espécie de observador. Registro, em minha obra, os acontecimentos da época em que vivo."

 Licurgo Neto, pintor brasileiro, natural de Bahia - 15 Abril 1949 / 28 Julho 2006

refugiados no seu próprio país


Cerca de 120 mil pessoas fugiram do Wazristão Sul, onde um exército paquistanês prossegue uma ofensiva militar contra os talibãs. Adivinha-se uma cride dramática.
Quando em 16 de Outubro o exército paquistanês desencadeou a ofensiva, milhares de pessoas foram surpreendidas. A maioria fez uma arriscada viagem de 3 dias para as montanhas e na cidade fronteiriça de Dera Ismail Khan, vizinha do Estado Indiano do Punjabe, encontram-se mais de 120 mil refugiados. Aqui, os trabalhadores das organizações humanitárias iniciaram já o trabalho de recenseamento, acolhimento e alimentação das populações e prevêem a chegada de mais 200 mil refugiados.
Enquanto isto, os líderes do país estão a salvo, bem instalados. Zardari esconde-se bem longe na sua fortaleza em Islamabad. A população sofre perseguição, as escolas estão fechadas, os atentados são vulgares.
Até quando?

Declaração Universal dos Direitos do Homem






A declaração Universal dos direitos do Homem foi, há 61 anos, proclamada nas Nações Unidas, como ideal comum a ser atingido por todos os Povos e Nações.
Não contemplava a ideia separatista de hemisfério Norte e hemisfério Sul, reconhecia a dignidade inerente a todos os Humanos, num fundamento de Liberdade, de Justiça e de Paz.
Não permitia actos bárbaros, invasões de países ou ocupação parcelar que ultrajam, hoje ainda, a consciência da Humanidade, do mesmo modo que proclamava a Liberdade religiosa ou de expressão, sem opressão e com um mínimo exigível a um quotidiano digno.
É tempo de pensarmos a sério, começando pela nossa casa, o nosso bairro, o nosso concelho, o País e o Mundo, e ver se é a dignidade respeitava em todos os seus direitos, sejam os da crença, os da liberdade, os da paz, os da infância e juventude, os dos idosos, os da alimentação e segurança.
Talvez possamos encontrar uma resposta que poderá resolver pequenos problemas, sem resolver o do Mundo. Isso será, sem dúvida, um primeiro passo.


tukakubana
08.12.09

quarta-feira, dezembro 09, 2009

22 milhões por um Rembrandt

"Retrato de Um Homem", quadro de Rembrandt (1606-1669), foi hoje, terça-feira, arrematado por um anónimo por mais de 22 milhões de euros, num leilão realizado pela Christie's em Londres, alcançando um novo recorde.
A pintura foi leiloada pela primeira vez em 1930, tendo sido então arrematada por 20.500 euros.
Richard Knight, um dos responsáveis da Christie's, não escondeu a alegria pelo valor alcançado: "Estamos muito satisfeitos pelo valor alcançado, o que reflecte a sua importância", disse.
O anterior recorde para uma obra de Rembrandt foi alcançado pelo quadro "Retrato de uma Mulher de 62 anos", em 2000, que rendeu 19,8 milhões de euros.

Gripe A: Beijo no pé do Menino Jesus é "errado"

O coordenador nacional da Pastoral da Saúde considera errado do ponto de vista da saúde o tradicional beijo no pé do Menino Jesus nas celebrações religiosas de Natal, aconselhando as pessoas a não o fazerem.
 "De facto, todas as pessoas a beijarem o mesmo pé do Menino [Jesus] em termos de saúde é errado e é daí que é um conselho que damos", afirmou à agência Lusa o padre Vítor Feytor Pinto. 
Sustentando que "como a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde" pode dar este conselho, o sacerdote referiu não ser "necessário recorrer ao episcopado para dar esta orientação", que classificou como de "educação para a saúde".

O responsável explicou que na paróquia que dirige "há muito tempo" que os fiéis são convidados a não cumprirem esta tradição nas missas de Natal.
"Dizemos com muita beleza 'O Menino Jesus fica muito contente se lhe fizerem uma festa'. Então, façam a festa ao Menino e com essa festa vai toda a ternura que era transmitida por um beijo", explicou o coordenador nacional da Pastoral da Saúde, salientando que "há muita maneira de dizer ao Menino Jesus, na língua gestual, que efectivamente Lhe queremos bem".
"Na minha paróquia fazemos assim, com sucesso total", frisou, acrescentando: "Penso que é interessante que se multiplique este gesto, mas não tenho autoridade para dizer façam assim, desta maneira, daquela ou daqueloutra".
Sem adiantar nomes, o padre Vítor Feytor Pinto disse saber "de vários bispos que nas suas dioceses recomendaram" não se dar o beijo no pé do Menino Jesus "como uma coisa normal".
Confrontado se entende que com este acto se vai perder a tradição, o coordenador nacional da Pastoral da Saúde declarou que "não se perde nem se ganha, porque haverá pessoas que o fazem sempre, há outras que terão uma nova sensibilidade, outro tipo de gestos".
"Quem tenha preocupação pela saúde é lógico, compreende que isto se deve fazer", declarou.
DN, Lisboa
NOTA DA REDACÇÃO - Razão tenho eu que, desde sempre, nunca subscrevi este tipo de fé gestual e até me dá um pouco de gozo ver o olhar quase reprovador como olhavam para mim. Tal como na Páscoa na adoração da cruz, devem ser gestos de pura menção ou inclinação de cabeça. Lembro-me um ano, na igreja da Santa, em que o Padre chegou a dizer."é para beijar não é para babar!"...Palavras para quê?

tapete de oração ortopédico


ajoelhar-se cinco vezes por dia levando a testa ao chão, como exige o Islão, pode ser complicado quando se sofre de dores articulares. Impressionado pelo incómodo de sua mãe, já idosa, quando ia fazer uma peregrinação, o turco Adnan Pirisan concebeu um tapete de oração ortopédico,com chumaços no lugar dos joelhos e da testa. A invenção fez tal sucesso junto dos fiéis que a pantenteou. Hoje, exporta tapetes para a Alemanha.
in: Corrier Int.

um mapa pré histórico


Cultura Magdaleniana, há 13 mil anos, gruta de Abauntz em Navarra.
Foi neste lugar que foi gravado na pedra, calcário duro por dentro mas macio por fora, quilo que se via à volta assinalando colinas, linhas de água, vaus, zonas alagadas  e pastos.  O teste de carbono 14 permitiu datar o achado, em 1993, numa gruta onde existiam além de buris de pedra utilizados para a gravação, uma lâmpada a óleo em pedra e uma pedra que representava a cabeça de um cavalo.
(adaptado de notícia no Courrier internacional)

SENTIR

Viver é sentir as coisas dispersas, porque Deus não tem unidade e tudo é diverso.
[ilustração: Almada Negreiros (1893-1970). Desenho in Presença, nº 53-54, 1938.
]
«Eu quero sentir tudo de todas as maneiras.»
Deixo ao cego e ao surdo
A alma com fronteiras,
Que eu quero sentir tudo
De todas as maneiras.

Do alto de ter consciência
Contemplo a terra e o céu,
Olho-os com inocência...
Nada que vejo é meu.

Mas vejo tão atento
Tão neles me disperso
Que cada pensamento
Me torna já diverso.

E como são estilhaços
Do ser, as coisas dispersas
Quebro a alma em pedaços
E em pessoas diversas.

E se a própria alma vejo
Com outro olhar,
Pergunto se há ensejo
De por isto a julgar.

Ah, tanto como a terra
E o mar e o vasto céu.
Quem se crê próprio erra,
Sou vário e não sou meu.

Se as coisas são estilhaços
Do saber do universo,
Seja eu os meus pedaços,
Impreciso e diverso.

Se quanto sinto é alheio
E de mim se sente,
Como é que a alma veio
A acabar-se em ente?

Assim eu me acomodo
Com o que Deus criou,
Deixo teu diverso modo
Diversos modos sou.

Assim a Deus imito,
Que quando fez o que é
Tirou-lhe o infinito
E a unidade até.
24-8-1930
Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando Pessoa. (Nota prévia de Vitorino Nemésio e notas de Jorge Nemésio.) Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990).
 - 168.

"celebrações" e tradições de Natal


As origens de muitas tradições que caracterizam as celebrações modernas do Natal perdem-se nos tempos mas é possível identificar algumas raízes pagãs e romanas da festa católica do Natal.

Os povos primitivos tinham rituais marcados pelas estações do ano e em Dezembro era a altura do solstício de Inverno, ou seja, o período mais frio do ano chegava a meio e, a partir daí, os dias ficam maiores e mais quentes. Para comemorar essa data, era organizada uma grande festa que poderia durar vários meses. Os países nórdicos vieram acrescentar alguns traços importantes a essa celebração como a figura do Pai Natal, cujas origens remontam a esse período.

A influência dos romanos faz-se sentir através de outra celebração em honra do deus romano Saturno, cujas festas eram um dos pontos altos do ano. A bebida, a comida e os divertimentos abundantes caracterizavam este período em que os rigores do Inverno eram esquecidos por alguns dias.
A celebração religiosa do Natal só foi iniciada no século IV quando o Papa Júlio I levou a cabo um estudo exaustivo sobre a data de nascimento de Jesus Cristo e acabou por estabelecer oficialmente o dia 25 de Dezembro para as comemorações. Posteriormente, outras celebrações que tinham por base rituais pagãos ou romanos foram adoptadas e transformadas para se inserirem no âmbito das comemorações cristãs.

Uma das tradições mais marcantes do Natal é a Árvore de Natal. O culto da natureza dos tempos pagãos está sem dúvida na origem da celebração da árvore, embora esta só tenha sido adoptada oficialmente para as celebrações na Alemanha em 1539. Mais tarde, a árvore passou para todo o mundo, principalmente através dos casamentos celebrados entre famílias reais e que levaram a uma propagação do costume a outros países europeus e depois ao resto do mundo através da colonização.

O elemento religioso foi introduzido através da escolha de motivos piedosos para a decoração das árvores como as velas (actualmente luzes eléctricas), os anjos e a estrela, que é costume colocar no topo e representa a Estrela de Belém que terá guiado os Reis Magos. Na maioria dos países, a árvore utilizada é um abeto, uma árvore de folha perene que se mantém viçosa no Inverno, mas, em Portugal, o pinheiro é mais usado por ser mais vulgar no nosso tipo de clima.

O Pai Natal é uma figura importante em qualquer celebração de Natal e a sua origem é bastante antiga. Nos países nórdicos, era costume alguém vestir-se com peles e representar o "Inverno". Essa figura visitava as casas e ofereciam-lhe bebidas e comida, pois acreditavam que se o tratassem bem a sorte iria abençoar a casa. Mais tarde, o Pai Natal, velhote, boémio, alegre e robusto foi associado à figura de São Nicolau. Este bispo turco teve um percurso característico, tendo ajudado os pobres e as crianças, oferecendo-lhes presentes e dinheiro. A sua generosidade deu origem à lenda segundo a qual ele visitaria a casa das crianças no dia 6 de Dezembro para lhes deixar presentes.

Mais tarde, as duas figuras foram associadas, embora apenas no século XIX é que tenha surgido uma imagem definida do Pai Natal. O norte-americano Clement Moore escreveu um poema em 1822 intitulado «Uma Visita de São Nicolau» em que descrevia em pormenor a figura e, desde então, tem sido essa a imagem utilizada: um velhote gordinho e alegre, que se desloca num trenó puxado por oito renas e entra em casa pela chaminé.
Um aspecto curioso da figura é que a cor definitiva dos trajes do Pai Natal é bastante mais recente do que se imagina e tem uma origem pouco ortodoxa. Nos anos 30 do século XX, a Coca-Cola contratou um publicitário para criar a imagem da marca para a campanha de Inverno. Deste modo, as cores da empresa ficaram associadas para sempre à figura do Pai Natal, o encarnado e o branco.

Os presentes de Natal já se tornaram um ritual obrigatório. E embora sejam apontados motivos religiosos para a oferta de prendas, ela tem raízes mais antigas. Em Dezembro, estando já passada a primeira metade dos rigores do Inverno, a celebração era pontuada por um grande consumo de alimentos. Como cada agricultor tinha uma especialidade própria, surgiu a tradição de trocar produtos, de forma a que todos pudessem consumir alguma variedade. Os romanos reforçaram este hábito, aumentando o volume e valor das ofertas. Mais tarde, os cristãos adoptaram este costume, simbolizando a oferta de presentes o altruísmo do ideal católico, patente nos presentes trazidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus.

O presépio de Natal é uma tradição antiga, surgiu no século XIII, e ainda hoje se cumpre na maior parte dos lares. As primeiras imagens que representam a Natividade foram criadas em mosaicos no interior das igrejas e templos, remontando ao século VI. São Francisco começou a divulgar a ideia de criar figuras em barro que representassem o ambiente do nascimento de Jesus. O primeiro presépio foi construído por São Francisco, em 1224, tendo sido celebrada uma missa que foi descrita como tendo um ambiente verdadeiramente divino. A partir dessa altura, a ideia foi-se propagando para os conventos e casas nobres, onde as representações se tornavam cada vez mais luxuosas.

Os cartões de Natal são outro dos aspectos importantes da quadra natalícia e foram criados há relativamente pouco tempo. Foi um inglês, Henry Cole, que foi responsável pela criação desta forma original de enviar votos de boas festas pelo correio. A inovação surgiu devido à substancial redução que os custos do envio de correio sofreram em meados do século XIX. Desta forma, era acessível a todos o envio das felicitações. Embora a tradição religiosa tivesse demorado algum tempo a habituar-se a este costume, ele é bastante popular hoje em dia.
fonte: net

terça-feira, dezembro 08, 2009

presente de Natal...alentejano

Estouuuu... é da gnr?
- É sim, em que posso ajudá-lo?
- Queria fazer quexa do mê vizinho Maneli.
Ele esconde droga dentro dos troncos da madeira para a larera.
- Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.
No dia seguinte os guardas da gnr estavam em casa do Manel.
Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha, e usando machados
abriram ao meio todos os toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma. Praguejaram
e foram-se embora.

Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel.  -Oh  Maneli, já aí
foram os tipos da gnr?
- Já.
- E racharam-te a lenha toda?
- Sim
- Então feliz natal, amigo! Esse foi o mê presente deste ano!


Turista detido na Nova Zelândia com 44 lagartos nas cuecas

As autoridades aeroportuárias de Christchurch, no sul da Nova Zelândia, detiveram um turista alemão. Na roupa íntima do germânico seguiam 44 lagartos com destino ao mercado negro europeu

Segundo a France Press, nem mais nem menos que 44 lagartos de sete espécies protegidas seguiam nas cuecas de um turista alemão que domingo tentava deixar o aeroporto de Christchurch, no sul da Nova Zelândia.
Hans Kubus, de 58 anos, foi abordado por funcionários da alfândega, que encontraram um pequeno pacote com os répteis dentro das suas roupas.
O objectivo era comercializar os animais no mercado negro europeu, onde poderia conseguir cerca de 30 mil euros, reconheceu o próprio perante o tribunal.
in: SOL

Activista sarauí recusa ser alimentada à força como quer a Espanha

Apoiantes falam em "assassínio em câmara lenta" e pedem a Madrid que assuma as responsabilidades históricas no Sara Ocidental
Aminatu Haidar continua com a mesma determinação que há duas semanas demonstrou em entrevista telefónica ao DN. "Ela está muito mal em termos de saúde, mas bem do ponto de vista psicológico. O que pede é respeito pela liberdade de levar a sua luta até ao fim, recusando ser alimentada à força, como quer a Espanha", disse ontem ao DN Carmelo Rodríguez, um dos membros da plataforma de apoio à activista saraui.
Mãe de dois adolescentes, Aminatu entrou ontem na sua quarta semana de greve de fome pelo direito a regressar a El Aiún, de onde foi expulsa no mês passado pelas autoridades marroquinas com a conivência do Governo espanhol. Isto depois de ter escrito no formulário de chegada àquela cidade que o seu país de origem era o Sara Ocidental e não Marrocos.
A activista sarauí fez ontem saber através dos seus apoiantes e advogada que assinou um documento reconhecido por notário a recusar receber cuidados médicos e receber a visita de qualquer técnico de saúde, antecipando já a presença de um médico enviado pelo juiz ao aeroporto da ilha canária de Lanzarote.
A justiça está a estudar a hipótese de submetê-la a alimentação forçada para evitar a sua morte. E também para evitar o embaraço do Governo socialista espanhol, que pode vir a ser acusado de deixar morrer uma activista de direitos humanos enquanto não hesitou em salvar a vida de um etarra em greve de fome por razões humanitárias.
"Aquilo a que estamos a assistir é a um assassínio em câmara lenta com transmissão em directo para o mundo", acrescentou Carmelo Rodríguez, acusando as autoridades espanholas de criarem simulacros para mostrar que estão a fazer alguma coisa para resolver a situação. "O voo de regresso a El Aiún na sexta-feira é um exemplo disso, pois os espanhóis já sabiam que não tinham autorização de Marrocos."
O responsável considerou ainda que a resolução que o ministro Miguel Ángel Moratinos ontem estava a tentar fazer aprovar no Parlamento de Espanha "não vai servir rigorosamente para nada. O Governo já fez, pela voz de José Luis Rodríguez Zapatero, declarações muito graves,dizendo que o que deve predominar é o interesse geral de Espanha, ou seja, os interesses económicos e não os direitos humanos".
Indo mais longe, Ramírez disse mesmo que Espanha, antiga potência colonial do Sara Ocidental, devia seguir o exemplo português em Timor-Leste "promovendo o direito dos sarauis a um referendo sobre a sua autodeterminação".
Marrocos, por seu lado, voltou ontem a acusar Aminatu Haidar de estar ao serviço dos argelinos que apoiam a Frente Polisário. E perguntou a Espanha se quer passar a lidar com um país que feche os olhos às ondas de imigrantes ilegais subsarianos.(in DN)

Crânio de Hitler está mesmo em Moscovo

Especialistas russos confirmam autenticidade dos restos mortais
Um fragmento de crânio que terá sido de Adolf Hitler e desde 1945 é conservado em Moscovo foi autenticado por especialistas dos serviços especiais russos (FSB, antigo KGB), desmentindo um estudo norte-americano que garantia que o osso havia pertencido a alguém do sexo feminino.
"Os arquivos do FSB têm um pedaço do crânio e um pedaço do maxilar de Hitler. À excepção destes restos, recolhidos no dia 5 de Maio de 1945, não existem outros pedaços do corpo de Hitler", indicou Vassili Khristoforov, chefe dos arquivos dos FSB, citado pela agência Interfax.
Durante décadas, especulou-se em diversas capitais do mundo sobre o destino de Hitler, que se suicidou a 30 de Abril de 1945, no seu bunker em Berlim. 
in DN, Lisboa

De plástico, não!

Data: 06-12-2009  DN, Madeira

Suspenso de um prego espetado na viga do tecto, mesmo por cima das pipas, repousava, quase todo o ano, velho cesto de vimes com pequenos vasos de cerâmica e alguns recipientes de vidro.
Ninguém se atrevia a empoleirar-se num banco ou num cesto de vindima para deitar a mão àquelas cobiçadas quinquilharias, animado por uma brincadeira qualquer. Eram da lapinha. Para a Festa haveriam de ter o seu uso.
Pela Senhora da Conceição, meu avô partia o último bolo de mel, bem guardado na velha caixa de folha, que antes fora de bolachas. Reservado religiosamente para aquele dia, conservava ainda o sabor e a textura peculiares. Estava, enfim, aprovada a amassadura do ano anterior.
Para acompanhar o bolo, o licor de tangerina da Festa passada também era apreciado, pelos adultos, naturalmente. Os pequenos regalavam-se com laranjada.
Nesse primeiro dia da Festa, uma mão-cheia de grãos de milho era atirada para uma taça de faiança Sacavém com água bem fresca. E o milho ficava de molho até grelar. Depois plantava-se nos cantarinhos. Na primeira Missa do Parto era a vez do trigo, centeio, lentilha, alpista, grão-de-bico ou tremoços. O processo era o mesmo. Mal começava a germinar, ia para os vasos cheios de terra escolhida nas mantas de bananeiras. Só a lentilha tinha direito aos pequenos recipientes de vidro. "Dava-se bem ali!" - e não havia lugar a outras explicações.
Abrigadas, de início, em lugar de pouca luz e, só a meio crescimento, expostas ao sol, se o tempo assim permitisse, pela Festa a lapinha era sempre guarnecida com searas viçosas.
As searinhas do Natal ou de outras festividades cíclicas são resquícios de antigos rituais associados à terra, colheitas e fertilidade.
Ainda, nos nossos dias, há quem veja, nas searinhas verdejantes, augúrio de bons tempos. No passado, dizia-se que, nas searinhas da lapinha, o Menino Jesus abençoava as searas e, por conseguinte, a colheita de cereais seria abundante.
Apesar da beleza e do profundo significado deste costume natalício, nos últimos anos, sem que disso houvesse necessidade, começaram a surgir "searas artificiais" entre os enfeites da época. Ao que parece, estas imitações pirosas até se vendem bem, principalmente aos que renegam a tradição na ansiedade consumista ou na sorna comodista.
Mas pior é verificar que, infelizmente, em algumas escolas do 1.º ciclo do ensino básico a lapinha, armada para ou pelos alunos, ostenta foleiras "searas de plástico", perdendo-se, sem desculpa alguma, oportunidade rara para estudar e recriar a tradição e, em simultâneo, promover o conhecimento da germinação de gramíneas ou leguminosas, em actividades interdisciplinares do âmbito do Estudo do Meio.
Se, na sua própria casa, cada um coloca o que bem quiser, incluindo as tais "searas artificiais", a Escola deve, no entanto, assumir outra postura relativamente a um tempo dominado pela imagem da tradição e que dispensa artificialismos grosseiros.
Contudo, será sempre legítima a pergunta: se se tolera e até se incentiva, em termos ecológicos, a utilização de uma árvore de plástico, por que razão não se admite a "searinha artificial"? Por mim, a explicação habita naquele cesto pendurado no telheiro da casa onde nasci. Imagem que percorre uma vida. Prática que deslumbrava e contagiou para sempre. Fascinante mistério da germinação, adensado na lapinha. O verde benzido. Iluminado pela lamparina de azeite, tremeluzente, a agigantar searas nas paredes da sala, num jogo de sombras agasalhado na memória.
 
Nelson Veríssimo

NOTA DA REDACÇÃO -Normalmente é neste dia que começo a preparar a casa para a quadra Natalícia. Faço o Presépio e o  pinheiro artificial no andar de cima, coloco as coroas de boas-vindas na porta principal e na varanda e, como o tempo no mês de Dezembro não rende, já começo a pensar nas broas ou biscoitos que deverei ter em stock; enfim, é uma rotina que anualmente se repete. Interessa, quanto a mim, que seja só rotina a boa organização da casa e suas necessidades, mas que o Espírito de Natal não seja nunca rotina, porque esta é incompatível com essa disposição.
A todos vós, um bom começo de Natal.
tukakubana