É verdade, estes bonecos - índios e cowboys - eram, para além dos livros, os brinquedos que mais estimava.Cada vez que meu Pai me trazia um, era uma felicidade. Os meus três filhos com eles brincaram, sob o meu olhar temeroso que se partisse alguma destas preciosidades.Terão cerca de 50 anos e o tempo, mais que os filhos, estragou o plástico de que eram feitos sem, contudo, estragar a afectividade que por eles sentia.(Falta dizer que perdi meu Pai aos 13 anos.)Hoje, tiro a fotografia para a por no blog e meto-os numa caixa para que cheguem à mão de um amigo de infância (que também veio bater com os costados na Madeira), filho do meu Padrinho de Baptismo e que é o dono do Museu do Brinquedo no Funchal. É com muita alegria que transfiro este legado precioso, para as mãos de um Amigo que é também um grande coleccionador. E, Já agora, deixo um abraço a minha Madrinha que hoje mesmo completa os seus 90 anos.Que Deus a ajude na saúde.
quarta-feira, novembro 25, 2009
Sobre o casamento e o estatuto da mulher
Aqui vai uma mui irónica prosa do http://arrastao.org/, seguida de um resumo sobre o mesmo tema do http://daliteratura.blogspot.com/
(...) Isto já é uma pouca vergonha há muito tempo. Pouco a pouco, sorrateiramente, a mulher foi tratando da sua “situação jurídica” independentemente do casamento.
Tudo começou (e perdoe-me se me enganar em alguma informação ou data, mas fica com espírito da coisa) no século XVIII, quando as mulheres passaram a poder administrar os seus bens. Em 1876 o marido perdeu o direito de bater na esposa (mas como ainda havia algum respeito por essa instituição milenar podia obrigá-la a regressar ao lar). Em 1919 deixou de vigorar a sensata regra que definia que para a mulher se separar por adultério teria de provar que este tinha sido feito com escândalo público, desamparo e introdução da concubina no domicílio conjugal e que para o marido bastava acusá-la do pulo da cerca. Em 1966, veja bem isto, a esposa passou a poder exercer profissões liberais ou ser funcionária pública sem precisar da autorização do marido. Este podia, vá lá, a qualquer altura, denunciar o contrato de trabalho da esposa. Ainda assim, a mulher passou a poder movimentar contas bancárias e operações administrativas e a ter património próprio. Claro que as desvairadas gastavam tudo no cabeleireiro. A partir de 1969 a mulher passou a poder viajar sem sequer ter de pedir autorização ao marido. Imagine o que era chegar a casa para jantar e a mulher ter zarpado para Paris sem passar cavaco a ninguém. Há algum contrato que sobreviva a isto? Em 1975 deixou de vigorar a regra que garantia uma pena de prisão para a esposa que matasse o marido infiel e apenas uma multa para o homem que perdesse a cabeça. Lá estavam eles a querer tratar o que é diferente de forma igual. Em mais uma inacreditável intromissão do Estado nos valores da família, base de toda a sociedade, em 1976 o marido deixou de poder abrir a correspondência da sua cara metade. E, facada final, o marido perdeu o estatuto de “chefe de família” em 1978.
Feita esta pequena cronologia, não vale a pena ter ilusões. Isto já está tudo perdido há muito tempo. Já nem vale a pena defender um casamento que nem é casamento nem é nada. É quase um bordel. Agora, a mulher tem a sua situação jurídica defendida independentemente do marido. E até usa calças e fuma. E a filharada tem pai e mãe sem que isso tenha qualquer relação com o matrimónio. E nós a ver a “civilização ocidental” a definhar. (...)
Tudo começou (e perdoe-me se me enganar em alguma informação ou data, mas fica com espírito da coisa) no século XVIII, quando as mulheres passaram a poder administrar os seus bens. Em 1876 o marido perdeu o direito de bater na esposa (mas como ainda havia algum respeito por essa instituição milenar podia obrigá-la a regressar ao lar). Em 1919 deixou de vigorar a sensata regra que definia que para a mulher se separar por adultério teria de provar que este tinha sido feito com escândalo público, desamparo e introdução da concubina no domicílio conjugal e que para o marido bastava acusá-la do pulo da cerca. Em 1966, veja bem isto, a esposa passou a poder exercer profissões liberais ou ser funcionária pública sem precisar da autorização do marido. Este podia, vá lá, a qualquer altura, denunciar o contrato de trabalho da esposa. Ainda assim, a mulher passou a poder movimentar contas bancárias e operações administrativas e a ter património próprio. Claro que as desvairadas gastavam tudo no cabeleireiro. A partir de 1969 a mulher passou a poder viajar sem sequer ter de pedir autorização ao marido. Imagine o que era chegar a casa para jantar e a mulher ter zarpado para Paris sem passar cavaco a ninguém. Há algum contrato que sobreviva a isto? Em 1975 deixou de vigorar a regra que garantia uma pena de prisão para a esposa que matasse o marido infiel e apenas uma multa para o homem que perdesse a cabeça. Lá estavam eles a querer tratar o que é diferente de forma igual. Em mais uma inacreditável intromissão do Estado nos valores da família, base de toda a sociedade, em 1976 o marido deixou de poder abrir a correspondência da sua cara metade. E, facada final, o marido perdeu o estatuto de “chefe de família” em 1978.
Feita esta pequena cronologia, não vale a pena ter ilusões. Isto já está tudo perdido há muito tempo. Já nem vale a pena defender um casamento que nem é casamento nem é nada. É quase um bordel. Agora, a mulher tem a sua situação jurídica defendida independentemente do marido. E até usa calças e fuma. E a filharada tem pai e mãe sem que isso tenha qualquer relação com o matrimónio. E nós a ver a “civilização ocidental” a definhar. (...)
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Neste post, Daniel Oliveira faz uma cronologia da “emancipação” da mulher na sociedade portuguesa. Pelo seu interesse, aqui fica um apanhado, livremente adaptado:
1876 / O marido perde o direito de bater na esposa, mantendo porém a prerrogativa de a obrigar a regressar ao domicílio conjugal.
1919 / Deixa de vigorar a regra que obrigava a mulher a provar que o adultério do marido tinha sido feito com escândalo público, desamparo e introdução da concubina no domicílio conjugal.
1966 / A mulher casada fica livre da autorização do marido para exercer profissões liberais ou ser funcionária pública. No entanto, este mantém a prerrogativa de poder denunciar o contrato de trabalho da esposa.
1966 / A mulher casada fica autorizada a movimentar contas bancárias, efectuar operações administrativas e a ser detentora de património próprio.
1969 / A mulher casada é autorizada a viajar sem autorização do marido.
1975 / Marido e mulher ficam equiparados em matéria penal. Até então, o marido que matasse a mulher, por motivo de adultério, era multado. Em iguais circunstâncias, a mulher era presa.
1976 / O marido perde o direito a violar a correspondência da mulher.
1978 / O marido perde a qualidade de “chefe de família”. Deixa de haver filhos “ilegítimos”.
NOTA DA REDACÇÃO - a luta continua...
1876 / O marido perde o direito de bater na esposa, mantendo porém a prerrogativa de a obrigar a regressar ao domicílio conjugal.
1919 / Deixa de vigorar a regra que obrigava a mulher a provar que o adultério do marido tinha sido feito com escândalo público, desamparo e introdução da concubina no domicílio conjugal.
1966 / A mulher casada fica livre da autorização do marido para exercer profissões liberais ou ser funcionária pública. No entanto, este mantém a prerrogativa de poder denunciar o contrato de trabalho da esposa.
1966 / A mulher casada fica autorizada a movimentar contas bancárias, efectuar operações administrativas e a ser detentora de património próprio.
1969 / A mulher casada é autorizada a viajar sem autorização do marido.
1975 / Marido e mulher ficam equiparados em matéria penal. Até então, o marido que matasse a mulher, por motivo de adultério, era multado. Em iguais circunstâncias, a mulher era presa.
1976 / O marido perde o direito a violar a correspondência da mulher.
1978 / O marido perde a qualidade de “chefe de família”. Deixa de haver filhos “ilegítimos”.
NOTA DA REDACÇÃO - a luta continua...
Dia Internacional da NÂO VIOLÊNCIA contra a MULHER
NOTA DA REDACÇÃO:
Todo aquele que exerce violência sobre a Mulher (ou uma Criança) é um verme.
Vinte e seis mulheres foram assassinadas desde o início do ano e 43 foram vítimas de tentativa de homicídio. A maioria foi morta pelos companheiros, maridos ou namorados, revelam dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (UMAR).
Na véspera do Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre a Mulher, que se assinala quarta-feira, a UMAR refere que houve ainda uma vítima mortal associada a este crime e 23 das 43 vítimas de tentativas de homicídio ficaram feridas.
Em 2008 tinham sido assassinadas 43 mulheres, o número mais alto desde 2004.
À mão de companheiros, maridos e namorados
Segundo os dados avançados hoje à Lusa, o número de mulheres assassinadas por aqueles que ainda eram companheiros, maridos e namorados constituem 64% dos casos, sendo que 36% foram vítimas dos parceiros de quem estavam já divorciadas ou separadas.
A maioria (52%) das tentativas de homicídio foi igualmente praticada pelos maridos, companheiros, namorados, com quem a mulher ainda mantém relação de intimidade, enquanto 23% dos casos foram cometidos por ex-maridos, ex-companheiros e ex-namorados.
Dos dados recolhidos até ao momento, não foram registadas mortes provocadas por outros membros do grupo familiar (filhos, pais e outros), ao contrário do que aconteceu em anos anteriores. No entanto, nas tentativas de homicídio 20% dos casos (nove) foram praticados por pais e filhos e 5% por outros familiares.
A UMAR ressalva que, a exemplo do que aconteceu em anos anteriores, algumas destas situações podem vir a revelar-se fatais, na medida em que algumas vítimas não resistem aos ferimentos e acabam por morrer.
Agressores cinquentões
Relativamente à idade do agressor, mais de metade (52%) dos homicidas têm entre 36 e 50 anos, com grande incidência nos homens com mais de 50 anos, que representam 16% dos casos. No grupo mais jovem, entre os 18 e os 23 anos, foram registados dois casos (8%), o que difere da idade das vítimas, que são, percentualmente, mais jovens.
No que se refere à idade da vítima, o maior grupo situa-se na faixa etária entre os 36 e os 50 anos (52%). "No entanto, e distintamente face aos agressores, o grupo seguinte é mais jovem, sendo que sete mulheres entre os 18 e os 23 anos foram assassinadas este ano, representando 24% do total das vítimas mortais", salienta a UMAR.
Destas, duas foram vítimas de namorados e outras duas de ex-namorados, "evidenciando a necessidade de uma maior atenção, mesmo no tipo de relação onde existe, em princípio, um menor compromisso entre as pessoas envolvidas na relação de intimidade".
"Face aos dados de que dispomos dos anos anteriores, este número é, tanto do ponto de vista absoluto como relativo, um aumento importante para o qual devemos prestar mais atenção", sublinha.
"Contrariamente a algumas vozes que, levianamente, afirmam que o que está em causa é as jovens ou as mulheres saberem dizer não e recusarem este tipo de relações, os dados do Observatório mostram que jovens e menos jovens são brutalmente assassinadas, mesmo quando se distanciaram, recusaram, pediram o divórcio, separação, face aos seus parceiros nas relações de intimidade.
Jornal Expresso, 24.11.2009
terça-feira, novembro 24, 2009
"O Crucifixo e a Nudez"
autor:
Rodrigo Constantino, 28/08/2008
“Mesmo o homem supersticioso tem direitos inalienáveis. Ele tem o direito de defender suas imbecilidades tanto quanto quiser. Mas certamente não tem direito de exigir que elas sejam tratadas como sagradas.” (H. L. Mencken)
As fotos da atriz Carol Castro na revista "Playboy" geraram bastante polêmica. Pelo que ficou evidente, carolas também costumam verificar as fotos da revista de nudez. A Igreja Católica resolveu reclamar, condenando o ato como um "desrespeito com a fé de um povo". Com o mesmo tipo de "argumento", os muçulmanos fanáticos demonstraram toda a sua revolta com o dinamarquês que fez uma charge de Maomé com uma bomba no turbante. Esse autoritarismo religioso é um perigo! Se os crentes desejam tratar suas crenças como sagradas, que o façam. Mas não tentem impor que todos os outros tenham que tratar as mesmas crenças como sagradas também. Coisas como "heresia" e "blasfémia" estão bem ultrapassadas, felizmente.
Até aceito que os crentes se sintam ofendidos, apesar de não entender muito bem porque uma mulher bonita com os seios à mostra seria algo ofensivo. Mas eles não têm o direito de usar essa ofensa subjectiva para atacar a liberdade alheia. Eu, como ateu, posso sentir-me ofendido com alguma propaganda religiosa qualquer, especialmente algumas que adoram demonizar os "pagãos". Mas nem por isso me sinto no direito de usar a força, ou seja, o governo, para impedir a pregação religiosa dessa gente, ainda que digam que eu irei arder para sempre no inferno se não aderir aos seus dogmas. Eles são livres para pregar, e eu para ignorá-los. Assim como a Carol Castro é livre para posar nua com um crucifixo, eu sou livre para ver as fotos, e os carolas são livres para rezarem desesperados por nossas almas, enquanto se culpam por todos os desejos naturais reprimidos pela fé. Alguns podem até agredir seus próprios corpos, usando o cilício ou ajoelhando no milho, caso a imagem “terrível” da actriz nua com um crucifixo tenha, por ventura, despertado emoções “macabras” e “pecaminosas”. Eles são livres para tanto. Mas deixem os “pecadores” em paz!
Na verdade, esses crentes, se realmente estão preocupados com a associação do símbolo de sua fé com algo negativo, deveriam mesmo focar suas energias para condenar o uso político da religião, com tantos oportunistas usando a fé para ganhar votos e poder. Deveriam ainda repudiar de forma mais enfática tanto terror causado no passado em nome de sua religião. Lá estava a Inquisição matando e torturando, e usando justamente a cruz como símbolo. Isso sim deveria incomodar um crente católico. Ou então os papas corruptos da Renascença, os poderosos que roubavam e pilhavam em nome da cruz. Quantas “bruxas” morreram em nome deste símbolo, que por sinal vem de crucificare, que quer dizer justamente “torturar” em latim? Fico pensando o que esses carolas fariam se tivessem mais poder em mãos, como a Igreja Católica já teve no passado. Felizmente, para a Carol Castro e para todos aqueles que não se importam com suas fotos, os tempos são outros, e a Idade Média está distante de nós. Os saudosistas precisam se acostumar com isso e aprender a viver nesse mundo laico.
Os crentes podem ficar ofendidos, mas a liberdade deve ser preservada. Considero um absurdo e perigoso sinal de autoritarismo retrógrado a Justiça obrigar a editora a retirar as revistas das bancas. Basta que os crentes não comprem a revista, se conseguirem resistir à tentação do Capeta. E quanto aos demais, nós pecadores, basta deixar que assumamos nossos próprios riscos de queimar eternamente no inferno. Como disse Martin Terman, "as pessoas que me dizem que eu vou para o inferno e que elas vão para o céu de certa forma me deixam feliz por não estarmos indo para o mesmo lugar”.
NOTA DA REDACÇÃO - LI ESTE TEXTO NA NET E GOSTEI. SOU PELO RESPEITO À LIBERDADE DOS OUTROS MESMO SE EXIGINDO QUE RESPEITEM A MINHA. CREIO QUE HOJE ESSE RESPEITO E TOLERÂNCIA DEVERIAM SER MENOS TEÓRICOS E MAIS PRÁTICOS.
O texto é brasileiro mas, propositadamente, não o corrigi, por ser contra o acordo ortográfico.
Descobertas espécies que vivem na escuridão do mar
Uma equipa internacional de cientistas está a catalogar as espécies marinhas que vivem a grandes profundidades. A novidade é que já registaram mais de 23 mil espécies. Entre as mais estranhas encontra-se um 'polvo' de dois metros que recebeu o nome de 'Dumbo' por ter barbatanas em forma de orelha e uma minhoca que se alimenta de petróleo
Uma minhoca que come petróleo e um octópode (parecido com um polvo) com dois metros de comprimento são duas das milhares de espécies, que vivem nas profundidades dos mares e oceanos, que acabam de ser descobertas por uma equipa de cientistas para o projecto "Censo da Vida Marinha" (CVM). Catalogadas por estes investigadores, a maioria era desconhecida até agora.Os investigadores do CVM, projecto internacional que apresentará em 2010 a primeira lista da vida marinha, registaram 17 650 espécies a mais de 200 metros de profundidade e 5722 a mais de um quilómetro. Este é o local que os estudiosos definem com "zona de crepúsculo", onde a ausência de luz impede o processo de fotossíntese e, por isso, a existência de uma flora activa.
Os cientistas expressaram a sua surpresa pela diversidade da vida nas profundidades abissais, onde se podem encontrar numerosos organismos vivos, já que muitas destas espécies chegam a viver a profundidades de até cinco quilómetros. Robert Carney, um dos responsáveis pelo projecto destacou que é "difícil de entender que haja tanta diversidade" no fundo dos mares e oceanos. "Apesar do solo dos fundos profundos parecer monótono e pobre em alimentos, existe lá a maior diversidade de espécies possível", assinalou Carney, que relacionou o fenómeno com os numerosos recursos dos organismos para sobreviver num ambiente tão hostil.
Entre as criaturas mais estranhas encontradas, descobriu-se um octópode (animal de oito patas) com dois metros de comprimento, que vive a 1,5 quilómetros de profundidade nas águas do centro do oceano Atlântico. Foi baptizado como "Dumbo" devido às grandes barbatanas em forma de orelha que utiliza para se propulsionar. Os investigadores destacaram a existência de um verme marinho que foi surpreendido enquanto ingeria crude nas águas do Golfo do México. Quando foi capturado do fundo marinho pelo braço de um robô, o crude jorrava aos litros do verme. Também no Golfo do México, mas a 2,7 quilómetros de profundidade, os cientistas registaram em vídeo o momento em que uma larva transparente caminhava apoiando-se nos seus numerosos tentáculos.
Os responsáveis classificaram como "indescritível" a quantidade de espécies descobertas.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Uma máquina de água benta contra a gripe A...
A tecnologia a serviço da saúde e… da fé!
Um inventor italiano desenvolveu um equipamento para dispensar água benta, com um funcionamento semelhante ao das torneiras com sensores eléctricos. Deste modo, os fiéis não têm que colocar o dedo na água comum antes de se benzerem.
Luciano Marabese, o inventor do aparelho, afirmou que a ideia não surgiu com a gripe A, mas sim como uma medida de controlo sanitário, em 2001.
Marabese instalou o equipamento na Igreja de Fornaci de Briosco, no norte de Itália. “No início, as pessoas reagiram com surpresa perante a inovação, mas agora tem sido recebido com entusiasmo e alegria”, comentou o padre Pierangelo Motta.
O equipamento está a ser um sucesso e o inventor já recebeu vários pedidos de todo o mundo.
As paróquias podem escolher dois modelos: um aparelho com um receptor de água incorporado ou um que poderá ser instalado sobre a pia comum.
O preço da instalação do dispositivo oscila entre os 1400 e os 1500 euros, sendo que parte do dinheiro será doado a instituições de caridade.
Um inventor italiano desenvolveu um equipamento para dispensar água benta, com um funcionamento semelhante ao das torneiras com sensores eléctricos. Deste modo, os fiéis não têm que colocar o dedo na água comum antes de se benzerem.
Luciano Marabese, o inventor do aparelho, afirmou que a ideia não surgiu com a gripe A, mas sim como uma medida de controlo sanitário, em 2001.
Marabese instalou o equipamento na Igreja de Fornaci de Briosco, no norte de Itália. “No início, as pessoas reagiram com surpresa perante a inovação, mas agora tem sido recebido com entusiasmo e alegria”, comentou o padre Pierangelo Motta.
O equipamento está a ser um sucesso e o inventor já recebeu vários pedidos de todo o mundo.
As paróquias podem escolher dois modelos: um aparelho com um receptor de água incorporado ou um que poderá ser instalado sobre a pia comum.
O preço da instalação do dispositivo oscila entre os 1400 e os 1500 euros, sendo que parte do dinheiro será doado a instituições de caridade.
jornal i
Primeira edição de "A origem das espécies" em WC
Um exemplar da primeira edição de " A origem das espécies ", o livro com que Charles Darwin revolucionou há 150 anos as ciências naturais, será leiloado terça-feira, depois de passar anos despercebido numa prateleira da casa de banho de uma família de Oxford (Inglaterra).A leiloeira Christie's de Londres espera que o livro atinja as 60.000 libras (66.600 euros), um valor incomparavelmente superior ao que foi pago pela família proprietária do exemplar quando o comprou numa livraria há 40 anos.
Os proprietários do exemplar colocaram-no num prateleira da casa de banho para convidados e não tinham consciência da "jóia" que possuíam à mão, até que um parente o identificou pela lombada, depois de visitar uma exposição sobre o famoso naturalista.(fonte: Lusa)
O mistério das cabeças encolhidas
A descoberta no Equador, no último ano, de seis corpos decapitados tem levantado suspeitas de que os assassinatos possam estar relacionados com uma rede de tráfico de cabeças humanas encolhidas, conhecidas no Equador por "tzansas."
Os cadáveres foram encontrados em províncias onde estavam viviam tribos que praticavam este ritual. Uma cabeça humana reduzida representava um troféu de guerra.
As tribos Ashuar e Shuar são as mais conhecidas por praticar este ritual e muitas das "tzansas" feitas por eles encontram-se agora em museus. Hoje em dia, a procura de "tzansas" humanas foi substituída pela de macacos.
"As mortes de seis pessoas podiam ser parte de um perigoso mercado internacional para vender “tzansas” originais, cujo preço pode chegar aos 13.400 euros. Mas não temos nada confirmado", afirmou ao “El Mundo” uma fonte não identificada.
O prefeito da província de Morona, Felipe Chumpi Jimpikit, pertencente à tribo Ashuar, não acredita que o crime possa estar relacionado com um ritual que tinha como objectivo capturar o espírito do inimigo e tornar-se mais forte. "Isso seria um crime como qualquer outro, uma violação dos direitos humanos que eu, como autoridade da província, rejeito e condeno e, caso encontremos algum responsável das comunidades Shuar e Ashuar, serão julgados conforme a lei indígena", afirmou.
Os cadáveres foram encontrados em províncias onde estavam viviam tribos que praticavam este ritual. Uma cabeça humana reduzida representava um troféu de guerra.
As tribos Ashuar e Shuar são as mais conhecidas por praticar este ritual e muitas das "tzansas" feitas por eles encontram-se agora em museus. Hoje em dia, a procura de "tzansas" humanas foi substituída pela de macacos.
"As mortes de seis pessoas podiam ser parte de um perigoso mercado internacional para vender “tzansas” originais, cujo preço pode chegar aos 13.400 euros. Mas não temos nada confirmado", afirmou ao “El Mundo” uma fonte não identificada.
O prefeito da província de Morona, Felipe Chumpi Jimpikit, pertencente à tribo Ashuar, não acredita que o crime possa estar relacionado com um ritual que tinha como objectivo capturar o espírito do inimigo e tornar-se mais forte. "Isso seria um crime como qualquer outro, uma violação dos direitos humanos que eu, como autoridade da província, rejeito e condeno e, caso encontremos algum responsável das comunidades Shuar e Ashuar, serão julgados conforme a lei indígena", afirmou.
(fonte jornal i)
domingo, novembro 22, 2009
"A Mulher que sabia demais"
Por Maria Filomena Mónica
SIM, É ELA A EVA; ou antes, todas nós, as mulheres. No Génesis, 3, está lá tudo, a serpente, o paraíso, o saber, o homem, a mulher, o suor do rosto e … as dores do parto. Desde que, teria sete anos, dei uma trincada na maçã, imaginando que o fruto me esclareceria a inteligência, e que, em 1963, ousei ter aulas de «parto sem dor», tentando fugir aos desígnios de Jeová, a sua ira abateu-se sobre mim, sob a forma de enxaquecas infantis, passando, na adolescência, pela anemia, seguindo-se as depressões pós-parto, a perimenopausa, a menopausa e a pós-menopausa, tudo coroado pelas clustered headaches, a versão moderna da tortura.
Ela quis roubar-me o Saber? Eu lhe demonstraria, pensou Deus, quão implacável posso ser. Porque o Saber é o meu domínio, meu, muito meu, totalitariamente meu. Ainda por cima, a parva foi dar a provar a maçãzinha ao Adão, o qual, deixado a si, não teria saído do seu natural estado de ignorância. Agora, gemem ambos e é bem feito.
A propósito de uma investigação, no decurso da qual estou a transcrever algumas cartas de mulheres oitocentistas, ando a ler a obra de Lisa Appignanesi intitulada Mad, Bad and Sad: A History of Women and the Mind Doctors from 1800 to the Present, a qual se debruça sobre as doenças femininas e a forma como os médicos as encararam ao longo do tempo. O conteúdo é de arrepiar. Segundo o prestigiado clínico Charcot, as mulheres seriam todas histéricas e as suas doenças teriam, como causa última, o útero. Na minha opinião, o Criador deveria intervir, relembrando à Humanidade que não é de hormonas que se trata, mas do castigo pelo desejo, manifesto por Eva, em querer conhecer a diferença entre o Bem e o Mal.
Como fui eu ter aqui, perguntar-me-ão. A razão é simples. Há meses que ando a tentar ler o Corão, mas, ao fim de alguns minutos de «Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso, Louvor seja dado a Deus, Senhor do Universo, Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juízo, Só a Ti adoramos…», de tal forma me aborreço que regresso ao casulo judaico-cristão. Aqui, pelo menos, o enredo é-me familiar. Deve ser a isto que os politólogos chamam choque de civilizações.
Ela quis roubar-me o Saber? Eu lhe demonstraria, pensou Deus, quão implacável posso ser. Porque o Saber é o meu domínio, meu, muito meu, totalitariamente meu. Ainda por cima, a parva foi dar a provar a maçãzinha ao Adão, o qual, deixado a si, não teria saído do seu natural estado de ignorância. Agora, gemem ambos e é bem feito.
A propósito de uma investigação, no decurso da qual estou a transcrever algumas cartas de mulheres oitocentistas, ando a ler a obra de Lisa Appignanesi intitulada Mad, Bad and Sad: A History of Women and the Mind Doctors from 1800 to the Present, a qual se debruça sobre as doenças femininas e a forma como os médicos as encararam ao longo do tempo. O conteúdo é de arrepiar. Segundo o prestigiado clínico Charcot, as mulheres seriam todas histéricas e as suas doenças teriam, como causa última, o útero. Na minha opinião, o Criador deveria intervir, relembrando à Humanidade que não é de hormonas que se trata, mas do castigo pelo desejo, manifesto por Eva, em querer conhecer a diferença entre o Bem e o Mal.
Como fui eu ter aqui, perguntar-me-ão. A razão é simples. Há meses que ando a tentar ler o Corão, mas, ao fim de alguns minutos de «Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso, Louvor seja dado a Deus, Senhor do Universo, Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juízo, Só a Ti adoramos…», de tal forma me aborreço que regresso ao casulo judaico-cristão. Aqui, pelo menos, o enredo é-me familiar. Deve ser a isto que os politólogos chamam choque de civilizações.
É preciso que se saiba
"... se os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)
E são estas bestas que chamam a nossa atenção porque "os portugueses gastam acima das suas possibilidades"
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)
E são estas bestas que chamam a nossa atenção porque "os portugueses gastam acima das suas possibilidades"
A lenda da flor de Lótus

Certo dia, à margem de um tranquilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumadas flores de mil cores, e ninhos onde aves chilreavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o fogo, o ar, a água e a terra.
- Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.
É verdade - disse o ar. - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos a nossa liberdade.
- Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos a nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por todo lado servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo.
- Em todo o caso, sou eu quem deveria queixar-me - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem a minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço.
- Não entristeçais a minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemos-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união. Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que fez durante a sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se ter prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram para o seu trabalho. No meio de tanta grande alegria, existia uma nuvem: o homem.
Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram o desejo de retirar a sua cooperação e privá-lo de realizar as suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um, harmoniosamente combinados, fosse também a expressão das suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projectos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, reflectindo-se no lago, os quatro disseram: - E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? - A ideia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. - Eu porei as melhores ninfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o meu calor - disse o fogo - para dar às suas pétalas as mais magníficas cores.
Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta entrou na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago com a sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de Maio - quando a Terra está sob a influência da Constelação de Touro, símbolo do Poder Criador - para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades.
Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o "Dia da Paz".
- Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.
É verdade - disse o ar. - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos a nossa liberdade.
- Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos a nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por todo lado servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo.
- Em todo o caso, sou eu quem deveria queixar-me - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem a minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço.
- Não entristeçais a minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemos-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união. Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que fez durante a sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se ter prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram para o seu trabalho. No meio de tanta grande alegria, existia uma nuvem: o homem.
Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram o desejo de retirar a sua cooperação e privá-lo de realizar as suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um, harmoniosamente combinados, fosse também a expressão das suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projectos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, reflectindo-se no lago, os quatro disseram: - E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? - A ideia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. - Eu porei as melhores ninfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o meu calor - disse o fogo - para dar às suas pétalas as mais magníficas cores.
Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta entrou na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago com a sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de Maio - quando a Terra está sob a influência da Constelação de Touro, símbolo do Poder Criador - para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades.
Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o "Dia da Paz".
sábado, novembro 21, 2009
O que vale a pena
Não sou daqueles que andam sempre a rir - até porque, como diz Millor Fernandes, quem anda sempre a rir ou é tolo ou tem a dentadura mal ajustada. Mas também me aborrecem muito os que passam a vida a chorar, a queixar-se, a lastimar-se, os que vêem sempre o copo meio vazio, e têm um discurso onde repetem, à exaustão, "só neste país é que…" Pelo que dizem jornais e televisões, parece que realmente nestes últimos tempos não temos tido motivo para grandes alegrias…Mas se calhar os jornais e as televisões não dizem tudo. Porque a verdade é que, apesar de tudo, "este país" já tem muita coisa de que se devia orgulhar, não fosse o caso de sermos irremediavelmente mais propensos à pateada do que às palmas. Há dias, vinha no avião do Funchal para Lisboa a ler a revista da TAP. E, pelo meio de vários artigos mais ou menos turísticos, descubro um artigo do prof. Alexandre Quintanilha sobre o estado actual da investigação científica no nosso país. E, para meu grande espanto, ele não se lastimava de falta de apoio, não pedia subsídios, nem fazia o choradinho do "tão pobrezinhos que nós somos".
No artigo, o prof. Quintanilha dizia que já era compensador fazer investigação científica no nosso país e que muitos jovens cientistas tinham decidido trabalhar cá e estavam a desenvolver trabalhos de grande importância em laboratórios, universidades e centros de investigação portugueses. Eu bem sei que uma revista que se faz para ser lida enquanto o pessoal anda pelo ar tem de ser uma revista optimista. Mas também sei que o prof. Quintanilha não é nem um "entertainer" nem membro do Governo a puxar a brasa à sua sardinha - e portanto sabe muito bem do que fala. De resto, pouco depois chegava a notícia de que a jovem cientista portuguesa Mónica Bettencourt Dias, a trabalhar no Instituto Gulbenkian de Ciência, tinha sido incluída, pela Organização Europeia de Biologia Molecular, na lista dos mais talentosos jovens cientistas da Europa. (E acrescente-se que já tinha sido, em anos anteriores, distinguida internacionalmente pelas suas pesquisas, que podem levar a novos métodos de diagnóstico e combate ao cancro). E o que se passa na área científica passa-se noutras áreas. É notável o trabalho actual de muitos jovens músicos, compositores e intérpretes - que, infelizmente, não são divulgados pela televisão nem têm direito a grande espaço nos jornais. Mas existem. E estão a trabalhar muito bem. E, se não há condições, eles inventam-nas.
Tenho a certeza de que se as pessoas entendessem que há vida para lá da chicana política e do futebol, vendia-se muito menos Prozac e os consultórios dos psiquiatras não estavam tão cheios.
Alice Vieira (JN, Lisboa)
Métodos de Execução usados pela "Santa" Inquisição
O Serrote
Usada principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Dois executores, cada um e uma extremidade do serrote, literalmente, partiam ao meio o condenado, que preso pelos pés com as pernas entreabertas e de cabeça para baixo, não tinha a menor possibilidade de reacção. Devido à posição invertida que garantia a oxigenação do cérebro e continha a hemorragia, era comum que a vítima perdesse a consciência apenas quando a lâmina atingia a altura do umbigo.
Espada, machado e cepo

As decapitações eram a forma mais comum de execução medieval. A decapitação pela espada, por exigir uma técnica apurada do executor e ser mais suave que outros métodos, era, geralmente, reservada aos nobres. O executor, que apurava sua técnica em animais e espantalhos, ceifava a cabeça da vítima num único golpe horizontal atingindo o pescoço do condenado.
O machado era usado apenas em conjunto com o cepo. A vítima posicionava-se de joelhos, com a coluna curvada para frente e a cabeça apoiada no cepo. O executor, num único golpe de machado, atingia o pescoço da vítima decepando-a.
Garrote
Um tronco de madeira com uma tira de couro e um acento. A vítima sentava-se na tábua horizontal, de modo que sua coluna ficasse erecta e em contacto com o tronco. A tira de couro ficava na altura do pescoço e, à medida que era torcida pelo carrasco, asfixiava a vítima. Há ainda uma variação na qual, preso ao tronco na altura da nuca da vítima, encontrava-se uma punção de ferro. Esta punção perfurava as vértebras da vítima à medida que a faixa de couro era apertada. O condenado podia falecer tanto pela perfuração produzida pela punção quanto pela asfixia.Gaiolas suspensas
Eram gaiolas pouco maiores que a própria vítima. Nela, o condenado, nu ou semi-nu, era confinado e a gaiola suspensa em postes de vias públicas. O condenado passava dias naquela condição e morria de fome, ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse.
Submersão
A submersão podia ser usada como uma técnica de interrogatório, tortura ou execução. Na execução, a vítima era presa pelos braços e suspensa por uma roldana sobre um recipiente que continha água ou óleo a ferver. O executor soltava a corda lentamente e a vítima ia submergindo no líquido quente até se afogar ou perecer das graves queimaduras.

Empalação
Este método foi amplamente utilizado pelo célebre Vlad Tepes. A empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou vagina da vítima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta "sentada" sobre a estaca ou com a cabeça para baixo, de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima e, com o peso do próprio corpo, fosse lentamente perfurando os órgãos internos. Neste caso, dependendo da resistência física do condenado e do comprimento da estaca, a agonia podia prolongar-se por várias horas.Este é um dos métodos de execução mais conhecidos e utilizados durante a inquisição. Os condenados por bruxaria ou afronta à igreja católica eram amarrados em um tronco e queimados vivos. Para garantir que morressem das queimaduras e não por asfixia. provocada pelo fumo, a vítima era vestida com uma túnica embebida em enxofre.
Estiramento
A vítima era posicionada na mesa horizontal e seus membros presos às correntes que se fixavam num eixo. À medida que o eixo era girado, a corrente esticava os membros e os ossos e músculos do condenado desprendiam-se. Muitas vezes, a vítima agonizava por várias horas antes de morrer.
A guilhotina
Inventada por Ignace Guillotine, a guilhotina é um dos mecanismos mais conhecidos e usados para execuções. A lâmina, presa por uma corda e apoiada entre dois troncos verticais, descia violentamente decapitando o condenado.
sexta-feira, novembro 20, 2009
"não basta saber amar" - Mário Quintana
Os textos bíblicos compõem outra fonte para as releituras que o poeta faz transformando-as com sua visão de mundo. No poema a seguir o Novo Testamento tem citação explicita, reescrita que, à sua maneira, Mario transforma no conselho dado ao jovem Milton Quintana. O velho sábio, já descrente dos homens, busca no texto bíblico as palavras que fundamentarão os sentidos de seus versos.
Neste mundo que tanto mal encerra,
Não basta saber amar
Mas também saber odiar
Não só servir a paz, mas também ir à guerra
Seguiremos assim o próprio exemplo
De Jesus que tanto amor pregou na terra...
Quando Ele,
Num ímpeto de cólera,
A relhaço expulsou os vendilhões do templo.
Não basta saber amar
Mas também saber odiar
Não só servir a paz, mas também ir à guerra
Seguiremos assim o próprio exemplo
De Jesus que tanto amor pregou na terra...
Quando Ele,
Num ímpeto de cólera,
A relhaço expulsou os vendilhões do templo.
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