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segunda-feira, agosto 08, 2011

mistério sobre ovni no céu de São Paulo, Brasil




in:GLOBO, vídeos

Agora já é possível limpar como se fosse o Harry Potter

in:DN, Lisboa
Pode ou não ser fã de Harry Potter, mas se a Du.static chegar ao mercado vai poder eliminar o pó de casa com o agitar de uma varinha.

Concebida pela Universidade Hongik, e vencedora do prémio Spring Spack Concept para melhor design de 2011, a Du.Static combina a eficiência de um espanador de pó normal com a funcionalidade de um purificador de ar, numa silhueta dois em um.
Esta nova 'varinha mágica', uma vez ligada, utiliza a electricidade estática para atrair as partículas de pó. Só é preciso aproximar a varinha dos móveis, sem tocar, para o pó ser atraído como num passe de mágica. O ventilador da unidade retém o pó, através de um filtro de partículas finas, e solta ar fresco da outra extremidade, enquanto uma luz LED nos mantém informados dos detritos ambientais que vamos limpando: sinal vermelho para 'poluído' e azul para ar 'puro o suficiente'.
Depois de limpar é só preciso aproximar o aparelho do lixo e desliga-lo, para que o pó caia no caixote. Caso precise de continuar a limpar, é só necessário reiniciar o dispositivo.

Canção de Batalha

 Que durmam, muito embora, os pálidos amantes, Que andaram contemplando a Lua branca e fria... Levantai-vos, heróis, e despertai, gigantes! Já canta pelo azul sereno a cotovia E já rasga o arado as terras fumegantes...   Entra-nos pelo peito em borbotões joviais Este sangue de luz que a madrugada entorna! Poetas, que somos nós? Ferreiros d'arsenais; E bater, é bater com alma na bigorna As estrofes de bronze, as lanças e os punhais.   Acendei a fornalha enorme — a Inspiração. Dai-lhe lenha — A Verdade, a Justiça, o Direito — E harmonia e pureza, e febre, e indignação; E p'ra que a labareda irrompa, abri o peito E atirai ao braseiro, ardendo, o coração!   Há-de-nos devorar, talvez, o incêndio; embora! O poeta é como o Sol: o fogo que ele encerra É quem espalha a luz nessa amplidão sonora... Queimemo-nos a nós, iluminando a Terra! Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!  

Guerra Junqueiro, in 'Poesias Dispersas'

sábado, agosto 06, 2011

Sou da geração do basta

Foi descoberta uma caverna no Vietname suficientemente grande para albergar uma selva. A dimensão é tão exagerada que seria possível estacionar lá dentro um Boeing 747 ou construir um quarteirão de 800 metros com prédios de 40 andares. O espaço, uma das 20 cavernas encontradas no país no último ano, encontra-se nas profundezas de Hang Son Doong e pode até ser a maior passagem subterrânea do mundo.
A National Geographic apresenta este mês uma visão profunda sobre uma série de cavernas, entre elas a mais recente descoberta. A paisagem no interior é avassaladora, muito graças ao pé-direito de 244 m. A luz, a vegetação e as rochas são também invulgares. O campo de visão também se prolonga até ao infinito.
Calcula-se que, há muitos anos, tenha acontecido um desabamento de terras, o que deixou entrar a luz, seguindo-se o aparecimento de várias plantas.
Durante a guerra do Vietname, os soldados vietnamitas escondiam-se em várias grutas do Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang, onde também se encontra este espaço agora descoberto, para se protegerem dos bombardeamentos americanos. As crateras das bombas funcionam agora como viveiros.O especialista em grutas, Mark Jenkins, explica porque é que só agora é que este paraíso natural foi encontrado: “Embora estas grutas sejam enormes, são praticamente invisíveis até estarmos mesmo em frente às suas entradas.”
O percurso no interior destas cavernas também não é tarefa fácil. As equipas de expedição usam parafusos de fixação para que as pedras suportem o peso das pessoas, que sobem e descem vários metros suspensas por cordas. 

(in:Sábado)

sexta-feira, agosto 05, 2011

First contact with the tribe Toulambi - Parte I

Esta tribo da Papau Nova Guiné encontrou o seu 1º homem branco em 24 Junho de 2011

como eu vejo a ilha

Praia do Porto, Seixal, Porto Moniz
praia de areia preta, natural

'Microcanyon' vence competição de fotografia

Concurso foi instituído pela empresa FEI, que produz estes equipamentos científicos
À primeira vista estamos perante a paisagem árida do Grand Canyon, onde uma fissura no solo parece a ameaça de um abismo. Nada mais errado. Esta é apenas uma pequena racha num pedaço de metal que não o passou o teste de maleabilidade. Aumentada quatro mil vezes, é assim que ela surge aos nossos olhos. A imagem, de Martina Dienstleder, ganhou este ano o primeiro lugar no concurso FEI de imagens por microscopia electrónica.DN,Lisboa

ouçam o vosso coração....

quinta-feira, agosto 04, 2011

como eu vejo a ilha

Pacheco, Seixal, Porto Moniz

o Frank Sinatra da construção civil.....Bravo!

Descoberto mosaico em termas de Roma


Imagem do deus Apolo está representada numa galeria subterrânea

Em pleno coração de Roma, os arqueólogos ainda se surpreendem nos locais mais emblemáticos da cidade, que são os mais enxameados de turistas. A última surpresa emergiu num desses sítios de visita obrigatória na Cidade Eterna, as Termas de Trajano, a dois passos do Coliseu. Uma equipa de arqueólogos desenterrou ali um grande mosaico de Apolo, o deus da música, do conhecimento e da medicina.
Leia mais pormenores no e-paper do DN

quarta-feira, agosto 03, 2011

Morreu pianista russo Nikolai Petrov

O pianista russo Nikolai Petrov morreu hoje em Moscovo aos 69 anos, noticiou o canal de televisão NTV.
O pianista nasceu em Moscovo a 14 de Abril de 1941, numa família de músicos russos ilustres. Em 1962, ganhou a medalha de prata no concurso internacionais Van Cliburn, nos Estados Unidos, e, em 1964, a medalha de prata no concurso internacional da Rainha Isabel, em Bruxelas. Era, até hoje, o presidente da Academia das Artes da Rússia, além de fundador e presidente do Fundo de Beneficência com o seu nome, destinado a apoiar os músicos com talento.
Considerado um dos grandes pianistas contemporâneos, Petrov sofreu um derrame cerebral em Maio, durante uma visita que fez a Minsk para a abertura do fórum musical “A Magia do Piano”, realizado na Filarmónica Estatal da Bielorrússia.

novo autocarro do Benfica

Pátria Minha


A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a ilha
Brasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
«Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes.»

Vinicius de Moraes
(in O Operário em Construção e outros poemas, selecção e prefácio de Alexandre O'Neill, publicações Dom Quixote, 1986)

terça-feira, agosto 02, 2011

A MULHER NA CIDADE DO HOMEM

[...]
Quando olhamos para o passado vemos que a contribuição da mulher no mundo da criação é muito limitada. As leis, a filosofia, a matemática, a pintura, a arquitectura, a escultura, a música foram quase exclusivamente criadas por homens. A mulher aparece nalgumas artes como intérprete, raramente como autora.
Isto «parece mostrar» que a capacidade criadora da mulher só existe em planos secundários ou subsidiários.
Mas há uma excepção que nos coloca no centro do problema.
Esta excepção é a poesia.
Sapho, Emily Brontë, Emily Dickinson, Louise Labé são poetas na plenitude da criação. Para além do tempo e das mutilações, um fragmento de Sapho conserva aquele poder de invocação total que é a marca de fogo da grande poesia. E da nossa época não poderei deixar de citar Edith Sitwell, Nelly Sachs, que este ano recebeu o prémio Nobel, Gertrude Von Le Fort, que é um dos grandes poetas da transcendência, e Cecília Meireles que é um dos cimos da moderna poesia brasileira.
Esta excepção que a poesia é coloca-nos no centro do problema por duas razões: porque nos esclarece sobre a situação da mulher, porque nos esclarece sobre a natureza e a vocação de humanidade total da mulher.
A poesia é a arte que menos depende da contingência. Para escrever um poema é preciso ser poeta e depois basta um papel e um lápis.
A poesia pede a liberdade da alma que a alma por si mesma conquista, pede a escolha, a ascese, a atenção do ser a todos os seres e depois basta-lhe um papel e um lápis. O escultor ou o arquitecto para realizarem a sua vocação precisam duma longa aprendizagem com escola, mestre, atelier, público, encomenda e comprador. É por isso que, e isto nos esclarece sobre a situação da mulher, a escultura e a arquitectura, como a música, o teatro e a pintura, são artes que só florescem nos países onde existem circunstâncias propícias à cultura. Pelo contrário, a poesia é a arte que sobrevive e resiste nos países pobres, subdesenvolvidos e ocupados.
Se ao longo de tantos séculos a poesia foi quase a única arte onde a mulher mostrou capacidade criadora, isto não quer dizer que a mulher só era capaz de poesia, mas sim que para ela, como para um país subdesenvolvido ou ocupado, a poesia era a única arte possível. A única arte onde a pura liberdade do espírito criador podia resistir à pressão da contingência.
Se o nome Poesia deriva do verbo «poien» que significa criar é porque é na poesia que a criação se mostra no seu estado mais despojado e nu. O material do poeta é a palavra, a palavra que é por excelência o sinal humano. A poesia parte do verbo, do princípio, parte dum tempo anterior à contingência que é o puro tempo do ser. O espírito poético é o espírito daqueles que a si mesmos se reconhecem não como situação, mas como ser a caminho.
A poesia foi durante séculos a única excepção; mas a chegada do século XX traz consigo algo de novo.
A partir de então a capacidade artística e intelectual da mulher começa a mostrar-se em actividades que, embora não fossem em si mesmas masculinas, pareciam ultrapassar a possibilidade feminina. Todos conhecem o nome de Maria Curie, todos sabem que várias mulheres trabalharam nos cálculos matemáticos dos voos espaciais, todos conhecem a pintura de Maria Helena Vieira da Silva, a escultura de Bárbara Hepworth, Germaine Richier, Louise Nevelson.
No entanto as mulheres não fizeram uma revolução e ninguém fez, para elas, uma revolução. Simplesmente a humanidade avançou. Apesar das guerras, dos conflitos, dos crimes, dos abusos e da terrível pressão das forças de reacção, a nossa época tomou uma consciência nova do valor da vida humana. O nosso tempo não admite que existam vidas sacrificadas nem vidas diminuídas mas exige para cada ser humano o direito à plenitude da sua humanidade. E foi nesta consciência nova que a mulher acedeu àquele plano da criação onde a plenitude da vocação humana se mostra.
É evidente que a parte que a mulher tem tomado no trabalho do mundo moderno contribuiu para a sua emancipação. Mas só por si o trabalho não bastaria pois a mulher sempre trabalhou e em muitas épocas e lugares o trabalho para ela foi apenas uma duplicação da escravatura. Verdadeiramente a libertação da mulher a que estamos a assistir resulta da tomada de consciência da dignidade humana que é a grande e difícil tarefa do século XX.
Pois não existe o problema da mulher, mas sim o problema da humanidade. E é por isso que o Feminismo é um caminho errado e já ultrapassado. Aliás sempre à roda da mulher se criaram falsos problemas.
Assim muitas vezes se tem oposto vocação maternal e vocação criadora. Mas a maternidade é plenitude e não mutilação, é maioridade e não menoridade. E a maternidade que é natureza e vocação é também escolha e responsabilidade. Quanto mais responsável a mulher se sentir pelos filhos que tem, mais responsável se sentirá pelo mundo com que os seus filhos vão viver. E também através dos filhos a mulher compreende que verdadeiramente a sua causa não é a causa da mulher, mas sim a causa da humanidade.


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

(in A Mulher na Sociedade Contemporânea - colóquios na A. A. da Faculdade de Direito, Prelo editora, 1969 - Cadernos de Hoje)

segunda-feira, agosto 01, 2011

a má educação de um Bêbado eleito

Nota da redacção - Não merece, esta besta quadrada, a figuração no meu blog. Contudo, e para elucidar os que virem o vídeo, reparem bem no último gesto que o presidente do governo da Madeira faz ao povo que vota nele, à comunicação social que o filmava (neste caso a SIC-TV). Merece este homem consideração? Não! Quem sabe se o gesto seria para o primeiro Ministro de Portugal que não quis estar presente nesta palhaçada de bêbados-senis e lambe botas?

Segredos


para Maria de Lourdes Pintasilgo
 

Segredos de uma espécie tão rara
na altura das grandes migrações
a vida pobre os bosques
o vento arrasa nuvens pelo céu
sem outro saber

O tempo era maior
do que se dizia
e ela dispunha-se a contar tudo
do mesmo modo delicado

José Tolentino Mendonça

(de De Igual para Igual, Assírio & Alvim, 2001)