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segunda-feira, outubro 29, 2012

como nasceram os livros

no dia internacional do livro
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Para quem hoje se depara com a facilidade dos e-books, nem chega a imaginar o longo caminho percorrido pelos livros na História. Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registos históricos, a compilação de leis e a divulgação de ideias. Actualmente, a produção de livros chegou a tal ponto que, por exemplo, o século XX foi responsável por uma literatura histórica superior a de todos os outros séculos somados juntos!

No Egipto Antigo, o ancestral dos livros foi concebido através do papiro. Transformada em actividade importante, a escrita no papiro era exclusivamente executada por uma classe de escribas responsáveis pela leitura e fabricação dos textos oficiais e religiosos. Pesquisadores apontam que as peças de papiro mais antigas já encontradas foram concebidas há três mil anos antes de Cristo. Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.

Por volta do século X a. C., a organização dos documentos escritos ganharam maior funcionalidade com a invenção dos pergaminhos. Apesar de não serem tão práticos como os encadernados que se lhes seguiram, essa base material foi de suma importância para a preservação de importantes textos da Antiguidade, como a Bíblia Sagrada e os escritos de alguns pensadores do mundo clássico. Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos era superior à do papiro.

A concepção do livro encadernado já era tentada nessa época. Para tanto, pegavam os pergaminhos disponíveis e realizava-se a organização de cada uma das supostas páginas. Conhecidos como "codex" (códice, em português) essas primeiras edições facilitaram a locomoção e manuseio dos textos escritos. Já nos fins da Antiguidade, por volta de 404, São Jerónimo registrou uma extensa teoria sobre as formas pelas quais seria possível produzir um livro.

No período medieval, o acesso ao mundo letrado ficou praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a protecção dos mosteiros e tinham sua sabedoria conservada pelo demorado trabalho de monges copistas. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Em tal época, era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens.

Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, observamos que na Idade Moderna a leitura e a escrita ainda se conservavam atreladas aos privilégios desfrutados pelas elites. Ler e escrever eram prazeres ainda destinados aos nobres e burgueses enriquecidos.

O século XIX, como filho das inovações tecnológicas, marcou uma época de grandes produções. Vale frisar que o processo de liberalização dos Estados Nacionais teve grande influência na disseminação do ensino público e no consequente incremento do número de leitores. Com o barateamento dos custos de produção, a leitura passou a atingir grandes parcelas da população. A partir de então nasceram os famosos e ainda bastante procurados “best-sellers”.(fonte:net)

quarta-feira, outubro 24, 2012

 
 
É estranho o sentimento  de orfandade
Não deixamos de ser filhos,
 Mas parece que já não o somos.
Já não falamos nem vemos,
Apenas lembramos.
Após 92 anos na Terra que fiques em paz no Céu.
    Sem cuidados nem agruras,
    Sem lamentos, sem dores.
RIP Mamy.

sexta-feira, outubro 19, 2012

aconteceu no Funchal....lol



Desconhecidos terão alterado na última madrugada o nome inscrito numa placa toponímica de uma rua no centro do Funchal, tentando aparentemente passar uma mensagem política. Assim, a 'Rua da Queimada de Cima' foi rebaptizada de 'Rua Alberto João Rua', conforme se pode ver na fotografia captada esta manhã, quando a alteração clandestina chamava a atenção de alguns transeuntes.
Esta mensagem parece também enquandrar-se no conjunto de inscrições murais, com mensagem de protesto, que surgiram em vários locais da Madeira após a manifestação de 15 de Setembro.

in: DN Madeira,19/10/2012

quinta-feira, outubro 18, 2012

o destino dos jovens portugueses...

Pedro Marques, enfermeiro português de 22 anos, emigra quinta-feira de madrugada para o Reino Unido, mas antes despediu-se, por carta, do Presidente da República e pediu-lhe para não criar “um imposto” sobre as lágrimas e sobre a saudade.                           
“Quero despedir-me de si”, lê-se na missiva do enfermeiro portuense, enviada hoje a Cavaco Silva e que tem como título “Carta de despedida à Presidência da República”.

O enfermeiro Pedro Marques, que diz sentir-se “expulso” do seu próprio país, implora a Cavaco Silva para que não crie um “imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade” e apela ao Presidente da República para que permita poder regressar um dia a Portugal.

“Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia”, lê-se.

Em entrevista à Lusa, Pedro Marques conta que vai ser enfermeiro num hospital público de Northampton, a 100 quilómetros de Londres, que vai ganhar cerca de 2000 euros por mês com condições de progressão na carreira, mas diz também que parte triste por “abandonar Portugal” e a “família”.

Na mala, Pedro vai levar a bandeira de Portugal, ao pescoço leva um cachecol de Portugal e como companhia leva mais 24 amigos que emigram no mesmo dia

Mónica Ascensão, enfermeira de 21 anos, é uma das companheiras de Pedro na diáspora.

“Adoro o meu país, mas tenho de emigrar, porque não tenho outra hipótese, porque quero a minha independência, quero voar sozinha”, conta Mónica, emocionada, pedindo ao Presidente da República e aos governantes de Portugal para que “se preocupem um pouco mais com a geração que está agora a começar a trabalhar”.

“Adoraria retribuir ao meu país tudo aquilo que o país deu de bom”, diz, acrescentando que está “zangada” com os governantes, porque o “país não a quer mais”.

Pedro Marques não pretende que o Presidente da República lhe responda.

“Sei que ser político obriga a ser politicamente correcto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho”, lê-se na carta de despedida do filho de uma família de emigrantes que se quis despedir de Cavaco Silva.
fonte: Público

Nota da Redacção - Este é o Portugal sem futuro em que as novas gerações emigram para terem direito ao trabalho.São dezenas de milhares os que deixaram o país e que dizem que não voltarão. A destruição da economia e do emprego por este governo, a taxação de 49% em média de carga fiscal (na União Europeia é de 39%) obrigam a emigração, fomentam a Pobreza. Precisamos com urgência de políticos com sensibilidade, que não reduzam a população do país a um número....




domingo, outubro 14, 2012

os "Esmifrados"

Diário de Notícias
 
                                                   "Arrepiam-se as carnes e o cabelo, a mim e a todos, só de ouvi-                                                     lo e   vê-lo"                                                                    "Os Lusíadas", Canto V, de Luís de Camões
 
Com a profusão de acontecimentos e informações que nos têm assolado, sobretudo nestes últimos quinze dias, torna-se difícil isolar uma opinião e não ser levada pela sensação generalizada do mais comum dos cidadãos - a actualidade política, essa mesma que toca e deixa marca na nossa vida.
O país pede pão e democracia.
Um grito que o governo não ouve e que parece ser interdito às bandas de Belém. Será que não usam a condição de mortais e que a atmosfera política não lhes fede?
Somos quase diariamente insultados. De "piegas" a "coitadinhos", de "completamente ignorantes", de ouvir um primeiro-ministro dizer que mais vale "viver mal e morrer bem", de nos mandarem sair da "zona de conforto" e "emigrar", de dizer que "o desemprego pode ser uma oportunidade", de sermos apelidados de "mexilhão" e só nos faltava mesmo vir um lacaio da Goldman Sachs, de nome Moedas, dizer que somos um país de "esmifrados". Usam mesmo La Fontaine para o insulto!
Tiram-nos a pele, o coiro e o cabelo, a esperança e o futuro e, bem devagarinho, apelidam-nos de "melhor povo do mundo".
Sempre ouvi dizer que os Homens se avaliam pelas pequenas atitudes e pelas frases espontâneas. Assim sendo, é bem abaixo de lixo que faço a minha avaliação dos desvarios e incompetências políticas com que todos os dias sou brindada. É que nem a crítica austera dos pares mais velhos e experientes, direi mesmo dos competentes pares deste governo, os convencem!
Somos Lusos, somos Portugueses, uma nação que se fez, que pelejou, em que as Aljubarrotas, Alcáceres Quibir ou 25 de Abril da nossa História não estão esquecidas. Se hoje naufragamos é porque a barcaça social naufragou, por incúria dos homens desencartados que ousaram pegar no leme.
Quererá o capital enfrentar o pão dos escravos de outrora?
Na sequência do que nos foi levemente comunicado na 5ª feira passada, fiquei a saber que não podemos afirmar que o governo rouba o contribuinte. Digamos então que gama, furta, suga e empobrece.
Só que os tempos mudaram, mudou a mentalidade do" melhor povo do mundo" que, espezinhado, usará a força do provérbio popular: "ou vai ou racha!".
As manifestações de rua subscritas por gente tão diferente como um médico, um professor, um pedreiro, um desempregado ou um estudante, com cartazes e flores, têm sido o aviso pacífico e adulto dos que defendem a nacionalidade. Mas chegámos ao limite do suportável, é preciso agir.
Os verdadeiros "esmifrados" estão no palco do poder. Incompetentes, indecisos, desavindos não passam de aprendizes medrosos, vaiados, que fogem por portas traseiras rodeados de seguranças temendo o povo "paciente e compreensivo".

sábado, outubro 13, 2012

todos contra a Dengue


Como matar mosquitos ecologicamente correto.
Para ajudar com a luta contínua contra os mosquitos da dengue e a dengue hemorrágica, uma ideia é trazê-los para uma armadilha que pode matar muitos deles.

O que nós precisamos é, basicamente:
  • 200 ml de água,
  • 50 gramas de açúcar mascavado,
  • 1 grama de levedura (fermento biológico de pão, encontra em qualquer supermercado ) e uma garrafa plástica de 2 litros

A seguir estão os passos a desenvolver:

1. Corte uma garrafa de plástico no meio. Guardar a parte do gargalo

2. Misture o açúcar mascavado com água quente. Deixar esfriar. Depois de frio despejar na metade de baixo da garrafa.

3. Acrescentar a Levedura . Não há necessidade de misturar. Ela criará dióxido de carbono.

4. Colocar a parte do funil, virada para baixo, dentro da outra metade da garrafa.

5. Enrolar a garrafa com algo preto, menos a parte de cima, e colocar em algum canto de sua casa.

Em duas semanas você vai ver a quantidade de mosquitos que morreu lá dentro da garrafa.Além da limpeza de suas casas, locais de reprodução do mosquito, podemos utilizar esse método muito útil em escolas, creches, hospitais e residências. Não se esqueça da dengue.
 
Agora qu temos de conviver com estra praga na Madeira (importada com as palmeiras que vieram do Egipto sem qualquer conytrole sanitário), não custa prevenir.

sexta-feira, outubro 12, 2012

cidades fantasmas

Cidades abandonadas, cada uma por seu motivo, contam um pouco da história, que um dia tiveram milhares de pessoas e que hoje estão praticamente vazias e em ruínas.


Gunkanjima, JapãoHashima Island, é uma entre as 505 ilhas desabitadas da cidade de Nagasaki, cerca de 15 quilômetros do centro de Nagasaki. A ilha foi povoada entre 1887-1974, ela funcionava como uma instalação de mineração de carvão. A Mitsubishi comprou a ilha em 1890 e iniciou o projeto, cujo objetivo era extrair o carvão do fundo do mar. Eles construíram grandes edifícios na ilha, e vários blocos de apartamentos em 1916 para acomodar os trabalhadores, muitos dos quais, foram recrutados de outras partes da Ásia. E para proteger a cidade contra a destruição de tufões, foi construído, um muro de concreto em volta de toda a ilha. Como o petróleo substituiu o carvão no Japão na década de 1960, as minas de carvão começaram a fechar por todo o país. A Mitsubishi anunciou oficialmente o fechamento da mina, em 1974, e hoje ela está vazia e nua, razão pela qual ela é chamada de a 'Ilha dos espíritos'.
San Zhi, Taiwan
San Zhi é um resort de férias abandonado na costa norte de Taiwan. Foi construído no início de 1980, mas a construção do resort futurista cessou após uma série de acidentes fatais. Apesar de nunca ter aberto como uma estância de férias, San Zhi ainda pode ser visitada. Com uma arquitetura moderna, os edifícios são pintados de diferentes cores, como: verde, rosa, azul e branco.
Pripyat, Ucrânia
Pripyat é uma cidade abandonada na zona da alienação no norte da Ucrânia. A cidade foi fundada em 1970 para abrigar os trabalhadores da usina nuclear de Chernobyl, e foi abandonado em 1986 após o desastre de Chernobyl. Sua população tinha sido de cerca de 50.000 pessoas antes do acidente. A cidade foi evacuada em dois dias. A cidade hoje é cercada por guardas e policiais, mas a obtenção dos documentos necessários para entrar na zona não é considerada particularmente difícil. Um guia acompanha os visitantes para assegurar que nada é vandalizado ou retirado da zona. As portas da maioria dos edifícios estão abertas para reduzir o risco para os visitantes, e quase todos eles podem ser visitados quando acompanhados por um guia. A cidade de Chernobyl, localizada a poucos quilômetros de Prypyat, tem algumas acomodações, incluindo um hotel, muitos prédios de apartamentos e uma loja local, que são mantidos como uma residência permanente para pessoas envolvidas com a segurança e os visitantes.
Kadykchan, Rússia
Kadykchan é uma cidade fantasma que foi construída durante a II Guerra Mundial para os trabalhadores das minas de carvão e suas famílias. Em 1996, 6 homens morreram como resultado da explosão de uma mina de carvão, com isto as minas foram fechadas. 12.000 habitantes foram evacuados para outros lugares, deixando a cidade vazia e silenciosa.


Centralia, Estados Unidos
Centralia é uma cidade fantasma localizada na Pensilvânia, Estados Unidos, também conhecida como a cidade que inspirou o filme Silent Hill. Sua população diminuiu em mais de 1.000 moradores em 1981, mais de 12 mil em 2005 e 9 mil em 2007. Isto, por causa que os locais que foram evacuados foram construídos sobre uma 'mina de fogo'. Em maio de 1962, Centralia Borough Council, contratou cinco membros da companhia de bombeiros voluntários para limpar o aterro sanitário da cidade, localizado em um poço abandonado. Foi aí que os bombeiros descobriram o fogo que não parava de queimar em baixo da terra. O fogo queima em minas de carvão abandonadas debaixo da cidade de Centralia. As tentativas de apagar o fogo não funcionaram, e ele continuou a queimar toda a década de 1960 e 1970. Efeitos adversos à saúde foram relatados por várias pessoas, devido aos derivados do incêndio, monóxido de carbono e dióxido de carbono e falta de oxigenação saudável. Em 1984, o Congresso americano destinou mais de 42 milhões de dólares para os esforços de relocação. A maioria dos moradores aceitou ofertas de aquisição e mudou-se para as comunidades vizinhas de Monte Carmelo e Ashland. Algumas famílias optaram por ficar apesar das advertências dos funcionários do Estado.


Oradour-sur-Glane, França


Oradour-sur-Glan é uma cidade no oeste central da França. A vila original foi destruída em 10 de junho de 1944, quando 642 dos seus habitantes foram assassinados pelo movimento alemão-nazista Waffen SS. A nova vila foi construída no pós-guerra em um local próximo do original e foi mantida como um memorial.


Kolmanskuppe, Namíbia


Kolmannskuppe é uma cidade fantasma no sul da Namíbia. Era uma pequena aldeia mineira e agora é um popular destino turístico. Ela se desenvolveu após a descoberta de diamantes na área em 1908, para servir de abrigo para os trabalhadores do ambiente hostil do deserto da Namíbia. A vila foi construída como uma cidade alemã, com facilidades como um hospital, salão de festas, estação de energia, escola, teatro, casino e fábrica de gelo. A cidade caiu após a I Guerra Mundial quando o preço do diamante caiu. Ela foi abandonada em 1956, mas já foi parcialmente restaurada.

Humberstone, Chile


Em 1872, a empresa Guillermo Wendell foi fundada na então 'cidade' de Santa Laura, no mesmo ano o Peru Nitrate Company foi fundado. Ambas as obras cresceram rapidamente, tornandoa cidade movimentada, caracterizada por edifícios no estilo Inglês. O modelo econômico entrou em colapso durante a Grande Depressão de 1929. Ambas as obras foram abandonadas em 1960 e em 1970, após tornar-se uma cidade-fantasma, o local foi declarado monumento nacional e abertos ao turismo. Em 2005, o local e as construções foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.


Agdam, Azerbaijan
Agdam foi totalmente destruída em 1993. Antes da guerra, a população da cidade foi de cerca de 30.000 residentes.
Varosha, Chipre


Varosha é uma área na cidade de Famagusta. Antes da invasão turca de Chipre em 1974, foi o moderno centro turístico da cidade de Famagusta. Na década de 1970, Famagusta foi o número um no destino turístico em Chipre. Para atender ao número crescente de turistas, muitos dos novos arranha-céus e hotéis foram construídos. Durante o seu apogeu no trimestre Varosha de Famagusta foi não só o número um destino turístico em Chipre, mas entre 1970 e 1974, foi um dos destinos turísticos mais populares do mundo, e foi um destino favorito das estrelas, de ricos e famosos, como Elizabeth Taylor, Richard Burton, Raquel Welch e Brigette Bardot. Durante os últimos 35 anos a área de Varosha foi deixada como uma cidade fantasma.


Balestrino, Itália

Não há muitas informações sobre Balestrino online. A primeira informação sobre a aldeia é datado de 1860, quando sua população era de cerca de 850 habitantes. No final do século 20 a vila sofreu vários terremotos depois que os moradores deixaram a aldeia.

Ararapira, Brasil



O antigo e pequeno vilarejo de Ararapira (cabeceira de arara), surgido nas margens do braço do mar, foi se acreditando em construir um povoado de prosperiedade. Hoje, Ararapira não passa de uma cidadezinha abandonada, em suas poucas e singelas casas não se vêem os habitantes; as crianças já não estão mais nas ruas com os pés descalço correndo atrás de borboletas; os pescadores que tiravam do mar o sustento de casa, pegaram seus apetrechos, suas famílias e foram tentar viver em outro lugar; o comércio faliu; a escola parou; o cemitério se calou; na Igrejinha não se houve mais as lamentações das senhoras, o badalo do sino e nem os sermões do fiel Padre que também abandonou o vilarejo. Tudo aconteceu, foi inevitável lutar contra 'aquilo' donde tiravam o sustento, de onde se avistava o horizonte...o mar se enfureçeu, não se sabe por que razão, mas Ararapira aos poucos foi sendo de certa forma engolida pelas águas, abandonada pelos seus habitantes e parada no tempo. Enquanto o resto das casinhas vão desaparecendo, um pequeno importante pedaço histórico do Brasil vai ficando guardado apenas na memória dos últimos sobreviventes.

Fordlandia, Brasil


No início do século 20, Fordlândia foi uma das cidades mais desenvolvidas do Norte do Brasil. Fundada em 1928, chegou a abrigar 3 mil pessoas. Tinha uma escola que ensinava inglês, um hospital com operações inéditas na região como cirurgias plásticas, um pequeno cinema com sessões de segunda a sexta, e uma infraestrutura de água, eletricidade, moradia e saneamento de causar inveja ao resto do país. Água encanada, luz elétrica, um bom salário, assistência médica, escola pro filho. Imagine isso no final da década de 1920, na Amazônia, onde não existia escola, hospital, médico. De uma hora pra outra isso cai em plena selva amazônica! Mas a história que se segue é a crônica de uma sucessão de fracassos que ganham relevo por terem sido conduzidos por um dos homens mais poderosos do mundo, Henry Ford. Ford foi, por um bom tempo, o empresário mais bem-sucedido do mundo. Dono da maior fábrica do planeta até então, foi responsável por uma série de mudanças que alterariam em definitivo a face do globo. Nascido em Dearborn, Michigan, em 1863, passou a juventude em um ambiente rural, mas fascinado pela idéia do automóvel.

sábado, outubro 06, 2012