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domingo, novembro 30, 2008

TABACARIA - Alvaro de Campos




Fernando António Nogueira Pessoa




13.06.1888-30.11.1935








Nada posso dizer sobre Fernando Pessoa. Pessoa sente-se, vive-se.


Deixo-vos "Tabacaria", para mim o mais perfeito dos poemas.


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorri

sexta-feira, novembro 28, 2008

TRANSITORIEDADE



A lembrança da Morte é como uma cascata,
em queda permanente
e não pode ser sustida.
Temos a Eternidade por fazer,
é a nossa impermanência que o diz.
Deus é tempo,
tempo é espaço,
espaço é vida.
E a Morte é só a ausência das coisa físicas.

(no dia em que perdi mais uma Amiga, no tempo físico das coisa)
28Novembro2008

LOUCOS E SANTOS - Oscar Wilde


Relembrando:

Oscar Wilde 16.10.1854 / 30.11.1900

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.





quinta-feira, novembro 27, 2008

Apresento-vos:Jerome Murat, um Mestre

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Experiência?Quem a tem se a todo o momento tudo se renova...


Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a
seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida
por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e
ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e
acima de tudo por sua alma.
REDAÇÃO VENCEDORA:



Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei
brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já
conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser
astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da
cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já
tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi
sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já
raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba
apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais
difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar
estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já
fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão
do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já
corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil
pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir
dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não
encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase
morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso
de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de
levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei
rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas
sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e
vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo
chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas
feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú,
chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e
grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
experiência... experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa
experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria
de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência?
Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"


(origem:net)

quarta-feira, novembro 26, 2008

I Believe I can Fly...(para descontrair)

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C H O V E





Chove.

O plaino imenso canta,

Se encharca e escorre


Enquanto a chuva dança.


Chove.


Num alongado permanente


Que se esvai e morre,


Como gente.


Chove,


Nascida do céu perdida no chão,


Transparente, fria,


Em doação.


Chove


E a chuva é vida


Que cria, recria.


A benção jorrada


De Divina mão.


E quando assim chove


Há sol, alegria,


No meu coração.

terça-feira, novembro 25, 2008

Eça de Queirós - 25 Nov 1845








Nascido a 25/11/1845, José Maria de Eça de Queirós morre em Paris a 16/08/1900. Acometido de grave doença, já em fase terminal, procura especialistas e mudança de ares, primeiro na Riviera francesa, em Biarritz, depois passa aos Alpes suiços, especialmente Lucerna. Regressado à pressa a Paris, aqui vem a falecer em 16 de Agosto de 1900, na casa de Neuilly.A 17 de Setembro os seus restos mortais são transladados e sepultados em Lisboa




Sem dúvida que a escrita de Eça é, ainda hoje, actual. O seu fino sentido de humor, a acutilância de espírito mordaz, a sagacidade política e a forma genial de escrita, dão-nos momentos mágicos de leitura, dão-nos figuras ímpares que ainda hoje "vivem". O conde Alípio Abranhos, uma inteligência, todo testa, "era destes sábios espíritos que nunca se arriscam na estrada da vida sem irem bem amparados da esquerda e da direita, sem alguém que os alumie adiante, e alguém que por trás os proteja das feras imprevistas."


Deixo-vos o convite: LEIAM EÇA




domingo, novembro 23, 2008

Para a minha AMIGA ZÉ



MANDEI PARAR O VENTO PARA TI....




Mandei parar o vento para ti,


Para que não tivesses medos infundados,


Para que mergulhasses nos meus olhos,


Serenos,

Mandei parar o vento para ti.

A tua mão tocou a minha mão,


Num arrepio,

Com a força intransponível, rarefeita,


De momentos ansiosos, libertados,


Na simbiose perfeita,


E mandei parar o vento para ti.


Para que não tivesses medos,


Infundados,


Para ti, só para ti,


Mandei parar o vento.



UMA JANELA AZUL, POR MARTE




Tarde de domingo insonsa, insonsa e inútil, prolongada, como tantas as que já me aconteceram na vida.


Encosto-me à janela onde a claridade, sem pudor, empurra um sol quente. Olho a paisagem, repetidamente olho a paisagem, onde céu e mar são a simbiose perfeita, sem fronteira, num azul puxado de lustro, dorido de tanta cor. As terras negras, vulcânicas, acentuam-no e o espírito cansado, impotente, foge-me para Marte. Marte, onde vivi anos sem calendário, sem festas, memórias, onde tudo é igual e diferente e se desconhece o contraste.


Humanidade diversa, com os desejos e frustações marcianos e que eu tanto quereria ajudar! Um só azul me pediam – um só azul para Marte! Tentei encontrar laivos verdes e amarelos para operar o milagre...Impossível.


E naquele mundo sem cor nenhuma, de manhãs sem alvoradas e noites descoloridas, um só desejo: azul. Ironia, pois até a caneta azul que sempre me acompanha desaparecera!


Olho o mar num desafio imenso como se a força do meu pensamento vencesse vácuos, distâncias imensuráveis, temendo trair uma vez o segredo confiado.


Famílias domingueiras passam alegres, despreocupadas da minha janela.


Um miúdo gorducho chora e abana o braço da mãe. Na outra mão um imenso balão azul – AZUL – dança no tempo. A mãe, como todas as mães de domingo, acaba por ceder e dá-lhe a guloseima escondida.


Num repente, em que a avidez o distrai, o balão foge, ondula subindo, azul sobre azul.


Choram-me os olhos e a alma, pedindo que suba, numa prece que eu nunca usei, suba direito e seja UM AZUL PARA MARTE.

N- "invente un final para el cuento de José Saramago – Um azul para Marte" – In: Foro-I congresso tecnologias Y transformación del empleo – Abril 2002. (Divulgado na Net)

quinta-feira, novembro 20, 2008

NÃO SEI O TEU NOME


Não, ainda não sei o Teu nome!

Uns chamam-Te Deus, Senhor, Todo Poderoso, Mestre,

Outros dizem-Te Filho, Pai, Amigo

Companheiro, também.

E eu digo-Te: ENTÃO?

Olhando todo o Teu poder e a minha insignificância,

Só posso estender-Te as mãos

para que recolhas os nadas

Muito além de mim...

terça-feira, novembro 18, 2008

Carinho de Deus

http://www.youtube.comhttp://www.youtube.com/watch?v=I2P5LV6-xWg/watch?v=I2P5LV6-xWg

O MICKEY faz hoje 80 anos


Foi a 18 de Novembro de 1928 que o nosso Mickey se estreou no cinema no filme "Steamboat Willie".

Mas a banda desenhada lida e a TV é que lhe conferiram o sucesso e tornaram vedeta amada.


Ao olhar a animação que hoje se faz na TV para as nossas Crianças, das figuras sem sentimentos, dos gestos violentos e bélicos, sinto uma ternura e saudade imensas das animações da Disney. De ver as flores a cantar, os pássaros e as folhas em bailados clássicos, a própria música era a música clássica que Mickey maestro comandava com sabedoria, de ver as gotas de chuva, transparentes, gordas, sensuais, escorrer pelo cenário...


Parabéns ao Mickey e a todos os que tiveram e têm a feliz sorte de o ter por companheiro.
Há mais Ratos famosos, e não quero esquecê-los, o Toppo Giggio, o Speedy Gonzalez, temos os ratinhos dos castelos dos contos de fadas, o contemporâneo Ratatui mas, há na verdade um dito que eu não percebo e aqui, agradeço que se alguém sabe mo explique, porque é que se diz a um cobarde "és um rato ou um homem"?

segunda-feira, novembro 17, 2008

RATIO ATQVE INSTITVTIO STVDIORVM









DOCUMENTO DO SEC XVI






"Nada deve ser mais importante nem mais desejável (…) do que preservar a boa disposição dos professores (…). É nisso que reside o maior segredo do bom funcionamento das escolas (…)."



"Com amargura de espírito, os professores não poderão prestar um bom serviço, nem responder convenientemente às [suas] obrigações."





Recomenda-se a todos os professores um dia de repouso semanal: "A solicitude por parte dos superiores anima muito os súbditos e reconforta-os no trabalho."





"Quando um professor desempenha o seu ministério com zelo e diligência, não seja esse o pretexto para o sobrecarregar ainda mais e o manter por mais tempo naquele encargo. De outro modo os professores começarão a desempenhar os seus deveres com mais indiferença e negligência, para que não lhes suceda o mesmo."



Incentivar e valorizar a sua produção literária: porque "a honra eleva as artes."




"Em meses alternados, pelo menos, o reitor deverá chamar os professores (…) e perguntar-lhes-á, com benevolência, se lhes falta alguma coisa, se algo os impede de avançar nos estudos e outras coisas do género. Isto se aplique não só com todos os professores em geral, nas reuniões habituais, mas também com cada um em particular, a fim de que o reitor possa dar-lhes mais livremente sinais da sua benevolência, e eles próprios possam confessar as suas necessidades, com maior liberdade e confiança. Todas estas coisas concorrem grandemente para o amor e a união dos mestres com o seu superior. Além disso, o superior tem assim possibilidade de fazer com maior proveito algum reparo aos professores, se disso houver necessidade."



"I. 22. Para as letras, preparem-se professores de excelência






Para conservar (…) um bom nível de conhecimento de letras e de humanidades, e para assegurar como que uma escola de mestres, o provincial deverá garantir a existência de pelo menos dois ou três indivíduos que se distingam notoriamente em matéria de letras e de eloquência. Para que assim seja, alguns dos que revelarem maior aptidão ou inclinação para estes estudos serão designados pelo provincial para se dedicarem imediatamente àquelas matérias – desde que já possuam, nas restantes disciplinas, uma formação que se considere adequada. Com o seu trabalho e dedicação, poder-se-á manter e perpetuar como que uma espécie de viveiro para uma estirpe de bons professores.



II. 20. Manter o entusiasmo dos professores






O reitor terá o cuidado de estimular o entusiasmo dos professores com diligência e com religiosa afeição. Evite que eles sejam demasiado sobrecarregados pelos trabalhos domésticos."



Ratio Studiorum da Companhia de Jesus (1599).

domingo, novembro 16, 2008

do filme Casablanca - "As time goes by"


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CARTA QUE NINGUÉM VAI LER




Este título não é uma derrota. É, tão-somente, a constatação da prepotência ainda existente, da falta de mudança de tempos e, sobretudo, de mentalidades.

Celebrou-se a 15 de Novembro o DIA MUNDIAL CONTRA A VIOLÊNCIA SOBRE AS MULHERES.

Não vi nenhum político, nenhum dirigente responsável, nenhum membro da Igreja comentar ou exercer advertência. Até que na 1ª leitura deste Domingo de celebração Eucarística o autor exige da Mulher a virtuosidade, o trabalho, a perfeição. E a reflexão leva-me à analogia.
Retiro a palavra Mulher e escrevo Igreja, retiro Igreja e ponho Homem e acabo reflectindo na Humanidade social em que nos inserimos.

Na célebre, porque infeliz na minha óptica, carta aos Efésios 5 que ainda hoje é lida e não explicada nas Igrejas deste Mundo, o Autor diz: “as mulheres sejam submissas a seus maridos como ao Senhor, pois o marido é a cabeça da mulher…” Dia Internacional contra a violência sobre as Mulheres! Hoje todos sabemos bem, é notório, que são as Mulheres a cabeça, a bússola da casa, a empregada, a Mãe, conjugue, dona de casa, a essência da simples existência. E, quantas vezes, estas tarefas lhe são pedidas não com carinho mas com prepotência.

É urgente um elo de ligação entre o que se diz e o que se faz. É urgente deixar a “preguiça estéril” que é tão comum e tão bem aceite e aprender que é nos pequenos gestos, nos mais pequenos gestos, que se afirma a Solidariedade, o Respeito, o Amor.

sábado, novembro 15, 2008

Andei eu enganada mais de 40 anos....


Quando pensava que "O último dos moycanos" tinha sido o último, leio agora a notícia e cito:" Cantor português Moycano vai participar no filme NINE, baseado num musical com o mesmo nome, no qual participam entre outros, Nicole Kidman, Javier Bardem e Penelope Cruz.O cantor está a promover em Londres o albúm "Dawn"...."

Acontece cada uma !

HÁ DIAS ASSIM




Vejo-te triste e isso dói-me. Não que eu não tenha, também, momentos de escuridão. Contudo, vendo-te triste é diferente. Não, não me sacudas porque sou teimosa. Conheço-me e conheces-me. Vá, vem daí, prometo-te mundos novos que nunca olhaste pelos meus olhos e olha que já não vejo tão bem assim... Descansa, nada se perde com a clarividência de espírito. Vem, não sejas chata, vem daí! Vá lá, dá cá a mão que a paciência também se esgota.

O dia já se afasta e a paisagem aflita de luz chama o tempo de outono, nesta hora já palpável, quase viscoso. Invísiveis dedos tangem o vento e os pássaros apressam a procura do jantar.

Olha as ancas da colina, verdes, musgosas, onde poucas árvores friorentas ressalvam lamúrias.

Vês, vês como é bom habitar a paisagem, soprar o cansaço da vida e abraçar esta sugestão de crepúsculo ensanguentado? Cansou-te a liberdade de correr, de perseguir o vento e, ainda não viste o vento...

Agora terás na noite um sono de pássaro, quieto, com o equílibrio leve de penas arrumadas.

E eu, quase por osmose, prolongarei a tua tristeza.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Madeirense falado...




Madeirense e mainada!
Mandem lá 1 cubano (continental) ler isto e perguntem se ele entendeu alguma coisa



Tava o vendeiro no paleio com o vadio do vilão quando ouviu uma zoada. Era a água de giro.
O buzico do levadeiro que vinha mercar palhetes à venda, vinha às carreiras e a fazer patifarias e a chungalhar os badalos da vizinhança pelo caminhe abaixe como um demoine.
Dá-lhe uma cangueira, trompicou nas passadas e empuxou o vilhão qué um cangalhe dum home.
Bate cas ventas no lanço e esmegalha a pucra. O vilhão dá-lhe uma reina vai a cima dele para lhe dar uma relampada, patinha uma poia. Ficou todo sovento.
O vendeiro dá-lhe uma rezonda por ele querer malhar num bizalho dum piquene. Vem o levadeiro, e, ao ver o vassola, que anda à gosma e a encher o pandulho à custa dos outros, a ferrar com o filho, fica variado do miolo e diz-lhe umas. O vilão atazanado, atremou mal e pensou que ele lhe tinha chamado de chibarro, ficou alcançado, deu-lhe uma rabanada e foi embora .
Todo esfrancelhado. O levadeiro ficou mais que azoigado mas lá foi desantupir a levada.
O piquene chegou a casa todo sentido, com um mamulhe. A mãe que é uma rabugenta mas abica-se por ele, ao ver ele todo imantado e a tremelicar das canetas, deu-lhe um chá que era uma água mijoca, pensando que canalha é mesmo assim, mas, como ele não arribava, antes continuava olheirento, entujado e da chorrica foi curar do bicho virado e do olhado roxo.
O busico arribou e até já anda a saltar poios de bananeiras na Fajã.
É assim que se fala na Madeira!! ou se falava!!!!
Uma boa semana,
Assim se Fala em Bom Madeirense ,se não sabem o que é ser madeirense.


BASTA OUVIR O ALBERTO JOÃO JARDIM (sem palavrões, claro!)


quinta-feira, novembro 13, 2008

Para a minha neta Marta


MARTIXA,

A Avó encontrou um vídeo de que vais gostar.

Espero que melhores depressa para, sem febre, fazeres as traquinices

de que tanto gostas.

Boa noite.Beijoca gorda

Avó Tuka

videoNOTA- Neste tempo AINDA se rezava a Jesus...

quarta-feira, novembro 12, 2008

T I M O R - 12 de Novembro 1991




Mais uma vez um pequeno País (abandonado por Portugal), era invadido pelo seu vizinho - a Indonésia.



Massacres, refugiados, violência e mais violência.

O mais jovem País do Mundo continua em sofrimento.

Numa enorme manifestação o povo Português levou centenas de milhares, vestidos de branco e de mãos dadas, à rua. Nas casas pedia-se que se pusesse uma faixa branca.

A minha casa foi a ÚNICA em Porto Moniz que aderiu a esse sentimento de solidariedade.

As faixas nas janelas trouxeram os curiosos em romagem à minha porta. Triste jeito de ser solidário...

E podem dizer que os pequenos gestos de faixas, de velas acesas na janela, de flores, nada fazem.Mentira, enorme mentira! ALERTAM e isso é o mínimo que podemos fazer.



terça-feira, novembro 11, 2008

THE STORY - Brandi Carlile

videoPodia ser um anúncio à Mebocaína....forte!

90 ANOS - 11 de Novembro de 1918 ARMISTÍCIO




Em alguns países do Mundo é hoje celebrado o Armistício que pôs fim à I Guerra Mundial entre os Aliados e a Alemanha. Armistício é o acto oficial que precede um Tratado de Paz. O que não evitou a II Grande Guerra. Nesta primeira Guerra Mundial morreram cerca de 8,5 milhões de soldados. Talvez que nunca contassem os civis.


O que importa reflectir é que as GRANDES GUERRAS continuam por aí: Iraque, Afeganistão, Congo, Etiópia, Dafur...


Tinha duas recordações da I Guerra. Uma oferecia-a a quem sabia que a estimaria e lhe daria o devido valor. Da outra deixo-vos a imagem.
Esta medalha de VERDUN e o documento que a acompanha dedicado AUX GRANDS CHEFS, AUX OFFICIERS, AUX SOLDATS, A TOUS data de 20 de Novembro de 1916 e era propriedade do meu Avô Raul.
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A guerra, mesmo as "domésticas", existem por não haver coragem de enfrentar os problemas.


segunda-feira, novembro 10, 2008

morreu MIRIAM MAKEBA

04.10.1932 - 09.11.2008

Activista e defensora dos direitos humanos, lutou contra o racismo, foi exilada do seu país onde regressou após a libertação e a convite de Nelson Mandela. Era a MAMMA AFRICA.
Grande voz da música afro, grande Mulher que ninguém conseguiu calar. Morreu em Nápoles,de ataque cardíaco, no final de um concerto para o qual fora convidada.
Descanse em Paz !
video

domingo, novembro 09, 2008

CASOS DO DIA



l - Descobri hoje que a Cesária está com lombrigas. Pois, só assim se justifica a velocidade de enfardamento quando via comida. Tadinha da minha gata bichana! Agora que já tomou o "Drontal" vai ficar boa e mais comedida aos tempos de crise.





2 - Ontem, quando dei banho aos meus peixes, reparei que a Floribela estava esquisita; então não decidiu nadar de costas? Que o Camões (não gozem, o peixinho é cegueta do olho direito, se estiver de frente para nós) só anda de barriga para o ar o mais do tempo, já sabemos que tem uma avaria na bexiga natatória, agora a Floribela...Pensei que era solidariedade, mas não. Como tenho televisor na cozinha devem ser, ainda, ecos dos jogos olímpicos e daquele matulão que fazia colecção de medalhas de ouro dentro de água. Mas hoje a Floribela voltou a adejar as suas formosas e imensas barbatanas, evoluindo na água, qual Floribela...
Nota- O do lado esquer do é o "Camões" e logo atrás a Floribela

quinta-feira, novembro 06, 2008

SARA PALIN pensava que África era um país...

Diz-se que o pessoal da candidatura de McCain ficou chocado com a falta de conhecimentos de Palin.
Ela pensava que África era um país e que a África do Sul era a parte sul desse país.
Também não sabia que países faziam parte da NAFTA, zona de comércio livre da América do Norte, um dos temas da Campanha.

Não seria melhor submeter os candidatos(as) a cargos políticos a testes de Cultura geral?

A Madeira precisa de um Obama???

Continuam as cenas deploráveis na Assembleia Regional da Madeira (vulgo "Fábrica da Cera").
Não são cumpridas as mínimas normas de educação, vemos os deputados (muitos deveriam ser deportados) gritar, alterados, raivosos, com esgares de loucura nas faces, piscando olhos e gaguejando, mastigando palavras que ninguém acaba por perceber mas que se subentendem em palavrões e o Presidente do Governo ignora os que foram eleitos pelo povo e nem aparece.
Ainda ontem lia no Diário Noticias do Funchal, e cito, que o deputado pelo Porto Moniz chamava mentiroso ao Sócrates. Deduzo que não fosse o da Antiguidade Clássica mas que se referiria ao Primeiro Ministro de Portugal, eleito democraticamente pelos portugueses.
Não deveriam os deputados, eleitos pelo circulo a que concorreram, pugnar pelo bem estar, evolução cultural das populações, equidade com outros Concelhos, acesso ao mínimo das pretenções das freguesias como, e tão simplesmente, ter rede de telemóvel em toda a parte, rede de internet móvel em todos os sítios, minorando o parco orçamento das Famílias que se obrigam a pagar assinatura telefónica e de ADSL, ajudar na procura de soluções à recuperação do pouco Património existente (como por exemplo a cobertura total e tecto da Igreja de Santa Maria Madalena), a promoção do Concelho nas suas belezas, descentralizar a Cultura e fazendo-a chegar aos seus Concelhos, promover eventos para os Jovens e não apenas reuniões de pêpêdês imberbes, fazer com a ajuda de técnicos devidamente formados, acções para os mais idosos nas normas de higiene, de alimentação, até da educação ambiental pois, a este respeito, são os mais difíceis de convencer.
Tanta coisa a fazer, a falar, a EXIGIR, mas não. Na Ma(ma)deira é preciso obedecer ao "chefe", fazer vénia, atinar pelo mesmo diapsão da má-língua, deixar o Povo iludido.
E, sobretudo, deixar que a grande maioria desse Povo continue a votar, em todas as eleições sejam elas para a Europa, Presidência da Républica, Assembleia da República ou para as regionais, deixar que esse povo continue SEMPRE a votar no Dr. Jardim !!!
SERÁ QUE NÃO PRECISAMOS DA FORÇA DA ESPERANÇA E DA MUDANÇA, DA ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA DE UM OBAMA NA MADEIRA ?
N-Pode ser de raça branca ou negra, não tenho preconceitos.

quarta-feira, novembro 05, 2008

A verdadeira história do Pirata da Perna de Pau


Um marinheiro e um pirata encontraram-se num bar e começaram a contar as suas aventuras nos mares. O marinheiro nota que o pirata tem uma perna de pau, um gancho e uma pala sobre o olho. Curioso, pergunta:
-Porque é que tens essa perna de pau?
O pirata explica:
-Nós estávamos no meio de uma tormenta no mar. Uma onda enorme passou por cima do navio e atirou-me ao mar. Eu caí no meio dos tubarões, lutei contra eles e consegui voltar para o navio mas um tubarão conseguiu abocanhar a minha perna.
-Que história! Mas e o gancho? Foi culpa do tubarão também?
- Não, o gancho foi outra história. Nós estávamos a abordar um barco inimigo e, enquanto lutávamos, fui cercado por quatro marinheiros. Consegui matar três mas o malvado do quarto cortou-me a mão.
- E a pala do olho?
- Uma gaivota cagou-me no olho.
- E perdeste o olho só por causa da merda da gaivota???
- Era o meu primeiro dia com o gancho…


segunda-feira, novembro 03, 2008

EU VOTO ...OBAMA


Claro, outra coisa não seria de esperar. Acredito num Mundo melhor, na concórdia, detesto o sotaque ianque e adoro espirituais negros! Pipocas, americanas, nem vê-las.Só quando criança as comia, num pós lanche ou festa de anos, sim, nesses tempos no cinema só eram permitidos rebuçados e pastilhas elásticas e os papéis JÁ ficavam nos bolsos!

Mas não me quero desviar do meu voto. Voto Obama pois quero ver acabarem as mortandades no Iraque onde "A Noiva do Oriente", uma das mais belas cidades da qual não resta pedra sobre pedra, há-de um dia ser finalmente reconstruída. Talvez possamos ver nessas outrora apregoadas obras, W.Bush, Durão Barroso e o outro nuestro hermano, calças Lewis e pólo LaCoste a acartar blocos e baldes de massa.Quem dera!!!

Quero ver o bloqueio da Baía dos Porcos (porque foi feito por porcos, claro) acabar. Já viram se Portugal se visse privado de receber os sabonetes Lux feitos no Brasil, as pastas Colgate polacas, os champôs da Turquia ou da Grécia, as mil e uma coisas em que todos os dias tocamos e que tem origem chinesa, por escassos seis meses?E por China- veio-me à memória o que na minha infância conhecia por "loiça da China".Finíssimas porcelanas em tons de azul em que milimetricamente expostos, flutuavam translúcidos bagos de arroz, que na imaginação infantil nos espantava. Outros conceitos de chinezices.

Quero que o tempo me dê razão e venhamos as descobrir todas as mentiras que esse louco Bush arquitectou.

O inventor do terrorismo!Ou vocês acham que se alguém me viesse invadir o quintal e partir-me a loiça em casa, que eu me ficava? Bem sei que não tenho petróleo no quintal...

Ainda ontem, domingo,enquanto degustávamos uma deliciosa espetada madeirense acompanhada de dourados geométricos nacos de milho frito, pensávamos já na futura hipótese de ver George W. Bush ser julgado por limpezas étnicas no tribunal internacional de Haia. Eu até tinha um Saddam na minha cozinha mas era de barro e numa daquelas demonstrações de bonecada para a neta comer a sopa, o pobre coitado foi ao chão, ficou todo partidinho e foi para o lixo.Seria um prenúncio da sua morte? Prefiro ver o Iraque com um ditador da terra, mas em que todos tenham casa, pão para comer e empregos.E quem diz Iraque diz Afeganistão, Irão, Líbia, etc.

Por isso, e se vocês já me conhecem um pouquinho, não têm dúvidas pois não?

EU VOTO OBAMA !

sábado, novembro 01, 2008

02 de Novembro, dia de todos nós!


Para uma Amiga que eu vi partir


Não sei definir o teu rosto,
Estranho rosto onde as feições da Morte vizinha,
Se sobrepõem às tuas.
Parece-me olhar um rosto de água,
Em que a imagem ondula e, contudo,
Encovam-te as faces pequenos sulcos de Vida.
Os olhos cerrados já não vêm
E a testa alisa-se numa pele repuxada de máscara!
Da boca entreaberta sai o fôlego da Alma
E o pulso enfraquece na frieza das mãos.
A distância cresce entre nós e nada posso fazer!
A camisa marcada do hospital lembra-me as vestes de um Holocausto.
Não é a Vida imolação?
Para onde vais Amiga, tu que nunca abandonaste a luta?
Quisera que partisses sem a face feia do sofrimento,
Sem o estertor da vida que se apaga,
Sem a consciência do que deixas e que é Nada.
Quisera deixar-te adormecer no encantamento de um embalo quente,
Tão quente que anulasse a tua frieza.
Vais.
Foste. E eu fico mais pobre!