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terça-feira, abril 05, 2016

Ada Lovelace (1815-1852)



Ada nasceu e cresceu em Londres, na Inglaterra, vivendo uma vida modelo para as senhoras da corte inglesa do começo do século XIX. Não tinha um bom relacionamento com seu pai,Lord Byron, que morreu quando ela tinha oito anos. Já sua mãe, percebendo seu interesse em estudos matemáticos, a ensinou e apoiou desde cedo. Casou-se aos vinte anos, assumindo o nome do marido (William King, nomeado Conde Lovelace) e o título de condessa, tornando-se a Condessa de Lovelace. Durante sua formação acadêmica, a cientista acompanhou de perto alguns matemáticos e pode mostrar seu talento com os números. Ada é reconhecida como a primeira programadora do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os motores são os primeiros algoritmos conhecidos.

Em 1842, ela não só traduziu o artigo sobre o funcionamento da máquina analítica (também chamado de computador mecânico), como acrescentou notas à tradução que eram mais longas do que o texto em si. A última sessão das anotações descreve o que é considerado o primeiro programa de computador da história: um algoritmo para calcular números de Bernoulli. No artigo, ela também especulou sobre a futura capacidade da máquina de criar gráficos e música complexa.
Ada escreveu o que hoje se considera o primeiro algoritmo para ser interpretado por uma máquina. O algoritmo teria funcionado se a máquina de Babbage tivesse sido realmente construída, mas o projecto só foi concluído em 2002, pelo Museu da História do Computador, em Londres (Reino Unido).
Segundo historiadores, a maior contribuição de Ada Lovelace à programação foi vislumbrar que o computador mecânico poderia fazer outras operações além de simplesmente fazer contas com números. E o mundo todo tem a ela para agradecer pelo que foi uma verdadeira revolução dos computadores.

quinta-feira, dezembro 31, 2015

de onde vem o "arroba" (@)

Durante a Idade Média os livros eram escritos à mão pelos copistas.
Precursores dos taquígrafos, os copistas simplificavam seu trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava, naquela época!). O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos.
Assim, surgiu o til (~), para substituir o m ou n que nasalizava a vogal anterior. Se reparar bem, você verá que o til é um enezinho sobre a letra.
O nome espanhol Francisco, também grafado Phrancisco, foi abreviado para Phco e Pco – o que explica, em Espanhol, o apelido Paco, comum a quase todo Francisco.
Ao citarem os santos , os copistas os identificavam por algum detalhe significativo de suas vidas. O nome de São José, por exemplo, aparecia seguido de Jesus Christi Pater Putativus, ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde, os copistas passaram a adoptar a abreviatura JHS PP, e depois, simplesmente, PP. A pronúncia dessas letras em sequência explica por que José, em Espanhol, tem o apelido de Pepe.
Já para substituir a palavra latina et (e), eles criaram um símbolo que resulta do entrelaçamento dessas duas letras: o &, popularmente conhecido como e comercial em Português, e ampersand, em Inglês, junção de and (e, em Inglês), per se (por si, em Latim) e and.
E foi com esse mesmo recurso de entrelaçamento de letras que os copistas criaram o símbolo @, para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de casa de.
Foram-se os copistas, veio a imprensa - mas os símbolos @ e & continuaram firmes nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registo contábil 10@£3 significava 10 unidades ao preço de 3 libras cada uma. Nessa época, o símbolo @ significava, em Inglês, at (a ou em).
No século XIX, na Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contáveis dos ingleses. E, como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses davam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo devia ser uma unidade de peso. Para isso contribuíram duas coincidências:
1 - A unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cuja inicial lembra a forma do símbolo;
2 - Os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Por isso, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de 10@£3 assim: dez arrobas custando 3 libras cada uma. Então, o símbolo @ passou a ser usado por eles para designar a arroba.
O termo arroba vem da palavra árabe ar-ruba, que significa a quarta parte: uma arroba ( 15 kg , em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe, o quintar, que originou o vocábulo português quintal, medida de peso que equivale a 58,75 kg .
As máquinas de escrever, que começaram a ser comercializadas na sua forma definitiva há dois séculos, mais precisamente em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados), trouxeram em seu teclado o símbolo @, mantido no de seu sucessor - o computador.
Então, em 1972, ao criar o programa de correio electrónico (o e-mail), Roy Tomlinson usou o símbolo @ (at), disponível no teclado dessa máquina, entre o nome do usuário e o nome do provedor. E foi assim que Fulano@Provedor X ficou significando Fulano no provedor X.
Na maioria dos idiomas, o símbolo @ recebeu o nome de alguma coisa parecida com sua forma: em Italiano, chiocciola (caracol); em Sueco, snabel (tromba de elefante); em Holandês, apestaart (rabo de macaco). Em alguns, tem o nome de certo doce de forma circular: shtrudel, em iídisch; strudel, em alemão; pretzel, em vários outros idiomas europeus. No nosso, manteve sua denominação original: arroba.

fonte: net

terça-feira, agosto 04, 2015

a origem da palavra LARÁPIO

Segundo consta....


Na Roma dos Césares havia um cônsul da Cirenaica de nome Lucius Amarus Rufus Apius, que gozava de grande popularidade pelas suas preclaras virtudes cívicas e morais.

Mas, como neste mundo não há nada perfeito, também Lucius Amarus Rufus Apius tinha um pequeno defeito, aliás bastante comum nos homens públicos dos nossos dias  e que consistia em confundir muito a miúdo o património alheio com o próprio. 

Por isso, quando alguém era apanhado em flagrante delito de apropriação, o criminoso era comparado a Lucius Amarus Rufus Apius. 
Mas como o nome fosse muito comprido o cônsul assinava: L.A.R.Apius...

fonte:net

quarta-feira, julho 29, 2015

Foi encontrado monge mumificado com 200 anos que poderá estar em meditação profunda!

O corpo do monge foi encontrado muito bem preservado na Mongólia, e os estudiosos budistas garantem que este não está morto, mas sim em transe!
monge_200_anos_meditar
Um académico budista diz que um monge com 200 anos encontrado na Mongólia, cujo corpo está muito bem preservado, não está morto mas sim num estado de transe meditativo. De acordo com o jornalSiberian Times, o budista Barry Kerzin, consultor do Dalai Lama, afirma que o monge se encontra num estado de tuksam, um transe profundo.
O corpo do monge foi encontrado no norte da Mongólia, na posição de lótus e vestido com peles de animais. Especula-se, segundo a BBC, que a preservação do corpo se deva ao clima frio da Mongólia e ao que o monge vestia.
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Os estudiosos budistas propõem uma alternativa, porém: que o corpo esteja preservado porque o monge está vivo, encontrando-se em tuksam, um estado de transe que pode levar uma pessoa a alcançar o estado de buda. “Se o meditador conseguir ficar neste estado de meditação, pode tornar-se um Buda. Chegar a um tal nível espiritual também vai ajudar as outras pessoas”, garantiu Kerzin ao jornal.
O monge, encontrado dia 27 de janeiro, foi descoberto pela polícia mongol numa caixa, tendo sido roubado por um homem que tinha intenções de o vender no mercado negro. Foi levado para o Centro Nacional de Perícia Forense, na Mongólia, onde está a ser guardado e analisado para compreender melhor como se conservou durante tanto tempo.
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Não se sabe quem é o homem, embora haja suspeitas de que seria um Lama, um professor do budismo tibetano. Foi sugerido, segundo o jornalThe Independent, que poderá tratar-se de um professor do budista Itigilov, nascido em 1852, que morreu em 1927 enquanto meditava. O corpo de Itigilov foi exumado em 1955 e 1973 e, de acordo com relatos da época, permanecia na posição de lótus e muito bem conservado. Em 2002 o corpo voltou a ser exumado e encontrava-se, segundo uma reportagem da época publicada no New York Times, ainda preservado.
 
fonte:net

terça-feira, abril 28, 2015

A LETRA "P" (apenas a língua portuguesa permite assim escrever)

A língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos... Quem fala português ou francês de
nascimento, é capaz de fazer proezas como esse texto com a letra "P". Só o português e o francês permitem isso...  A língua inglesa, se comparada com a língua portuguesa, é de uma pobreza de palavras sem limites..

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
 Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. Pereceu pintando...

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.


recebido por email


quarta-feira, março 18, 2015

a Bíblia tinha razão...

Os Nefelins - Um achado arqueológico ESPANTOSO
 "Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos." Números 13.33
"Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [ 3,15 metros]." 1 Samuel 17.4



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  recebido por email

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Sabia que a burka é proibida no Algarve desde MDCCCXCII?

Este decreto foi anterior ao da Turquia


A nossa costela árabe a funcionar...

Uso da burka ou do chador proibido no Algarve

«Faço saber que pelo regulamento policial d’este Governo Civil, de 6 do corrente mês, com execução permanente, aprovado pelo governo, determino o seguinte:

Artigo 32º – É proibido nas ruas e templos de todas as povoações deste distrito o uso dos chamados rebuços ou biôcos de que as mulheres se servem escondendo o rosto.

Artigo 33º – As mulheres que, nesta cidade, forem encontradas transgredindo o disposto no precedente artigo serão, pelas vezes primeira e segunda, conduzidas ao comissário de polícia ou posto policial mais próximo, e nas outras povoações à presença das respectivas autoridades administrativas ou aonde estas designarem, a fim de serem reconhecidas; o que nunca terá lugar nas ruas ou fora dos locais determinados; e pela terceira ou mais vezes serão detidas e entregues ao poder judicial, por desobediência.

Parágrafo único – Esta última disposição será sempre aplicável a qualquer indivíduo do sexo masculino, quando for encontrado em disfarce com vestes próprias do outro sexo e como este cobrindo o rosto.

Artigo 34º – O estabelecido nos dois precedentes artigos não terá lugar para com pessoas mascaradas durante a época do Carnaval, que deverá contar-se de 20 de Janeiro ao Entrudo; subsistirão, porém, as mesmas disposições durante a referida época, em relação às pessoas que não trouxerem máscara usando biôco ou rebuço.

Artigo 41º – O presente regulamento começa a vigorar, conforme o disposto no
Artigo 403º do código administrativo, três dias depois da sua publicação por editais – Governo Civil de Faro, 28 de Setembro de 1892. – Júlio Lourenço Pinto.»

O biôco (ou biuco) – Algarve

Raul Brandão escreve a propósito do biuco no seu livro "Os Pescadores", em 1922:

"Ainda há pouco tempo todas (as mulheres de Olhão) usavam cloques e bioco. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a cabeça, tornava-as impenetráveis.

É um trajo misterioso e atraente. Quando saem, de negro envoltas nos biocos, parecem fantasmas. Passam, olham-nos e não as vemos. Mas o lume do olhar, mais vivo no rebuço, tem outro realce... Desaparecem e deixam-nos cismáticos. Ao longe, no lajedo da rua ouve-se ainda o cloque-cloque do calçado - e já o fantasma se esvaiu, deixando-nos uma impressão de mistério e sonho.

É uma mulher esplêndida que vai para uma aventura de amor? De quem são aqueles olhos que ferem lume?... Fitou-nos, sumiu-se, e ainda - perdida para sempre a figura -, ainda o som chama por nós baixinho, muito ao longe-cloque..."

Trata-se de uma capa que cobre inteiramente quem a usava. A cabeça era oculta pelo próprio cabeção ou por um rebuço feito por qualquer xaile, lenço ou mantilha. As mulheres embiocadas pareciam “ursos com cabeça de elefante”

Oficialmente a sua extinção ocorreu em 1882 e por ordem de Júlio Lourenço Pinto, então Governador Civil do Algarve, foi proibido nas ruas e templos, embora continuasse a ser usado em Olhão até aos anos 30 do século XX em que foram vistos os últimos biocos.

 

terça-feira, fevereiro 03, 2015

expressão popular "Voltemos à vaca fria"


A origem da expressão "voltar à vaca fria" possui vários significados, muitos deles relacionados com lendas urbanas ou histórias populares. 
Uma das hipóteses mais aceitáveis para o surgimento desta expressão na língua portuguesa, está no francês "revenons à nos moutons", que literalmente significa "voltando aos cordeiros". A frase foi originalmente utilizada em uma narrativa que conta a história de Pierre Pathelin, um advogado do século XIV que fazia longas divagações sobre assuntos sem importância na tentativa de defender os seus clientes. 
A história conta que, em um caso específico sobre o roubo de uns cordeiros de seu cliente, o advogado começou a falar sobre os assuntos mais absurdos e diversos, como a mitologia grega e romana.  O juiz cansado dos devaneios de Pierre, sempre dizia: "Tudo isso é muito bonito, mas voltemos aos cordeiros". 
A palavra "vaca" substitui o termo "carneiro" ("moutons", da expressão original em francês) na língua portuguesa. Essa troca talvez possa ser explicada por causa do costume que existia em Portugal de servir, antes das refeições, um prato frio feito com carne de gado.

terça-feira, abril 08, 2014

A Morte esqueceu-se de mim



Um sapateiro reformado da Índia alega ter nascido em Janeiro de 1835, o que faz de Mahashta Mûrasi não só o ser humano mais velho do mundo, mas também o homem que mais anos viveu na História, de acordo com o Guiness World Records.

As autoridades indianas avançaram que o homem nasceu numa casa em Bangalore no dia 6 de Janeiro de 1835. A partir de 1903 passou a viver em Varanasi.
Trabalhou nessa cidade até 1957, altura em que se reformou... aos 122 anos.
«Estou vivo há tanto tempo que os meus bisnetos já morreram há anos», explicou Mûrasi. «De algum modo, a Morte esqueceu-se de mim. E agora já não tenho esperança. Ao olhar para as estatísticas, ninguém morre com mais de 150 anos, muito menos com mais de 170. Neste ponto acho que sou imortal ou algo assim», considerou, citado pela imprensa internacional.
Segundo o WorldNewsDailyReport.com, todos os documentos de identificação do homem confirmam a sua versão, mas até ao momento, nenhum exame médico confirmou a veracidade da sua alegação. O último profissional de saúde que Mûrasi visitou morreu em 1971, de modo que são escassas as informações sobre o seu historial médico.

fonte:  http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=695344

segunda-feira, março 24, 2014

Há 1800 anos um soldado romano escreveu sete vezes à família.....

O papiro de um soldado romano enviado à família foi encontrado no final do século XIX, ficou por decifrar durante mais de 100 anos por estar em mau estado. Aurelius Polion tinha saudades de casa e estava à espera de receber notícias dos familiares



A frase faz parte de uma mensagem com 18 séculos: “Rezo noite e dia para que estejam de boa saúde, e presto obediência contínua aos deuses em vosso nome.” Aurelius Polion, cidadão romano, legionário, escreveu estas palavras para a sua família por volta do ano 214 depois de Cristo (d.C.). O papiro foi encontrado no final do século XIX, mas por estar tão degradado só recentemente é que foi decifrado do grego antigo e traduzido para inglês. Através do seu estudo, publicado no Bulletin of the American Society of Papyrologists, ficamos a conhecer as saudades de um filho e de um irmão, que pede notícias de casa.
Cerca de 4000 quilómetros separam a Panónia Inferior, a província romana onde Aurelius Polion estava colocado (hoje na região de Budapeste, na Hungria), e a cidade de Tebtunis, a 130 quilómetros a sudoeste do Cairo, no Egipto, onde a família do legionário vivia. Foi nos vestígios desta cidade egípcia, dominada por Roma, que os egiptólogos britânicos Bernard Grenfell e Arthur Hunt encontraram, no final do século XIX, este e outros papiros.
“Não sei quantas cartas de soldados romanos sobreviveram ao todo”, diz ao PÚBLICO Grant Adamson, que em 2011 participou no programa de Verão da Sociedade Americana de Papirologistas, onde decifrou este papiro, guardado na Biblioteca de Bancroft, na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Estados Unidos. Segundo o investigador, que é da Universidade de Rice, em Houston, Texas, terá havido muitas cartas, mas poucas terão sobrevivido. Esta carta só sobreviveu porque no Egipto “o clima é apropriado para a sua preservação”.
A carta dirige-se ao irmão, à irmã e à mãe. “Não paro de vos escrever, mas vocês não se lembram de mim. Mas eu faço a minha parte de vos escrever e não paro de vos ter presentes (na minha mente) e de vos trazer no coração. Mas vocês nunca escreveram de volta, falando da vossa saúde, de como estão. Estou preocupado convosco porque, apesar de receberem frequentemente cartas minhas, nunca escrevem de volta para que saiba de vocês.”
E continua a exigir notícias da família: “Enviei-vos seis cartas. No momento em que vocês (?) me tiverem na mente, deverei obter uma licença do (comando) consular, e irei ter convosco para que saibam que sou vosso irmão. Porque não exijo (?) nada de vocês para o exército, mas culpo-vos porque apesar de vos escrever, nenhum de vocês (?) … tem consideração. Vejam, o vosso (?) vizinho … Sou o vosso irmão.”
Grant Adamson defende que o legionário terá nascido como egípcio mas que, entretanto, adquiriu cidadania romana. A idade do documento foi inferida pelo estilo da escrita, pelo facto de o soldado ser romano – em 212 d.C. foi dada cidadania romana a muita gente –, e pela referência ao “comando consular”, a região da Panónia Inferior só passou a ter governo consular depois de 214 d.C.
Aurelius Polion terá sido, assim, voluntário do exército romano, pertenceu à Legio II Adiutrix, ou segunda legião auxiliar, numa altura em que o serviço militar era de 20 anos, mas num tempo calmo, sem guerras. “É precisamente por as coisas estarem pacíficas que ele tem tempo para escrever todas estas cartas”, diz Grant Adamson. “Uma das coisas que não esperava encontrar foi a referência à obtenção da licença militar. Que envolve um soldado ter de fazer um pedido [de licença], que depois seria dada ou negada pelo comandante.”
O soldado falaria egípcio e grego com a família – Tebtunis esteve sob ocupação grega antes de passar a pertencer a Roma –, e latim na legião. A carta, no entanto, foi escrita em grego. “O egípcio era falado mas não era escrito pela maioria dos egípcios, e a sua família quase de certeza que não saberia muito latim”, explica o investigador, acrescentando que na altura a literacia da população era muito fraca.
Aurelius Polion terá pertencido a uma família de classe baixa com alguns privilégios, mas não escreveria bem: “Ele até escrevia algumas letras do alfabeto latino em vez do grego, e usava alguma pontuação latina.”
 O documento terá viajado de mão em mão até chegar a Tebtunis. Lido hoje, é fácil sentir empatia pelos sentimentos que transparecem. “Reflecte as emoções de um soldado no mundo antigo”, diz April DeConick, orientadora do trabalho de Grant Adamson, citada num comunicado da Universidade de Rice. “As suas emoções não são diferentes das dos soldados de hoje, que querem voltar para casa.”

fonte: Público, Nicolau Ferreira, 24/03/2014

domingo, janeiro 26, 2014

Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos

Não sabemos se esta informação, no título do post, é realmente verdadeira. As fotos foram publicados por um usuário do Reddit.
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos


 Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
 Amoo Hadji é um iraniano de 80 anos e está há 60 sem tomar banho. Ele vive na aldeia de Dezgah, no Sul do Irão e resolveu não tomar mais banho quando tinha apenas 20 anos.

Hadji vive de forma primitiva, dorme numa cabana e alimenta-se de animais que caça. Durante a época de frio, fuma cigarro atrás de cigarro para se aquecer, avança a agência noticiosa iraniana.

Desconhecem-se as razões que levaram Hadji a adotar este estilo de vida.

quinta-feira, outubro 31, 2013

encontrada intacta após 300 anos


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Após 300 anos uma múmia chinesa foi encontrada recentemente por especialistas que ficaram totalmente chocados com a preservação do corpo.
A descoberta foi realizada na cidade Xiangcheng, província de Henan. O corpo ficou completamente preto após ser retirado do caixão. Ela foi encontrada no mesmo local de dois corpos que foram reduzidos a esqueleto.
Os arqueólogos relataram que a múmia era um oficial de alto escalão da Dinastia Qing, e que seu rosto estava intacto, mas depois o mau cheiro ficou completamente insuportável.

fonte net

segunda-feira, outubro 29, 2012

como nasceram os livros

no dia internacional do livro
...
Para quem hoje se depara com a facilidade dos e-books, nem chega a imaginar o longo caminho percorrido pelos livros na História. Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registos históricos, a compilação de leis e a divulgação de ideias. Actualmente, a produção de livros chegou a tal ponto que, por exemplo, o século XX foi responsável por uma literatura histórica superior a de todos os outros séculos somados juntos!

No Egipto Antigo, o ancestral dos livros foi concebido através do papiro. Transformada em actividade importante, a escrita no papiro era exclusivamente executada por uma classe de escribas responsáveis pela leitura e fabricação dos textos oficiais e religiosos. Pesquisadores apontam que as peças de papiro mais antigas já encontradas foram concebidas há três mil anos antes de Cristo. Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.

Por volta do século X a. C., a organização dos documentos escritos ganharam maior funcionalidade com a invenção dos pergaminhos. Apesar de não serem tão práticos como os encadernados que se lhes seguiram, essa base material foi de suma importância para a preservação de importantes textos da Antiguidade, como a Bíblia Sagrada e os escritos de alguns pensadores do mundo clássico. Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos era superior à do papiro.

A concepção do livro encadernado já era tentada nessa época. Para tanto, pegavam os pergaminhos disponíveis e realizava-se a organização de cada uma das supostas páginas. Conhecidos como "codex" (códice, em português) essas primeiras edições facilitaram a locomoção e manuseio dos textos escritos. Já nos fins da Antiguidade, por volta de 404, São Jerónimo registrou uma extensa teoria sobre as formas pelas quais seria possível produzir um livro.

No período medieval, o acesso ao mundo letrado ficou praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a protecção dos mosteiros e tinham sua sabedoria conservada pelo demorado trabalho de monges copistas. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Em tal época, era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens.

Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, observamos que na Idade Moderna a leitura e a escrita ainda se conservavam atreladas aos privilégios desfrutados pelas elites. Ler e escrever eram prazeres ainda destinados aos nobres e burgueses enriquecidos.

O século XIX, como filho das inovações tecnológicas, marcou uma época de grandes produções. Vale frisar que o processo de liberalização dos Estados Nacionais teve grande influência na disseminação do ensino público e no consequente incremento do número de leitores. Com o barateamento dos custos de produção, a leitura passou a atingir grandes parcelas da população. A partir de então nasceram os famosos e ainda bastante procurados “best-sellers”.(fonte:net)