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quarta-feira, agosto 31, 2016
terça-feira, abril 05, 2016
Ada Lovelace (1815-1852)
Ada nasceu e cresceu em Londres, na
Inglaterra, vivendo uma vida modelo para as senhoras da corte inglesa do
começo do século XIX. Não tinha um bom
relacionamento com seu pai,Lord Byron, que morreu quando ela tinha oito anos. Já
sua mãe, percebendo seu interesse em estudos matemáticos, a ensinou e
apoiou desde cedo. Casou-se aos vinte anos, assumindo o nome do marido
(William King, nomeado Conde Lovelace) e o título de condessa,
tornando-se a Condessa de Lovelace. Durante sua formação acadêmica, a
cientista acompanhou de perto alguns matemáticos e pode mostrar seu
talento com os números. Ada é reconhecida como a primeira programadora
do mundo por sua pesquisa em motores analíticos – a ferramenta que
baseou a invenção dos primeiros computadores. Suas observações sobre os
motores são os primeiros algoritmos conhecidos.
Em 1842, ela não só traduziu o artigo sobre o funcionamento da
máquina analítica (também chamado de computador mecânico), como
acrescentou notas à tradução que eram mais longas do que o texto em si. A
última sessão das anotações descreve o que é considerado o primeiro
programa de computador da história: um algoritmo para calcular números
de Bernoulli. No artigo, ela também especulou sobre a futura capacidade
da máquina de criar gráficos e música complexa.
Ada escreveu o que hoje se considera o primeiro algoritmo para ser
interpretado por uma máquina. O algoritmo teria funcionado se a máquina
de Babbage tivesse sido realmente construída, mas o projecto só foi
concluído em 2002, pelo Museu da História do Computador, em Londres
(Reino Unido).
Segundo historiadores, a maior contribuição de Ada Lovelace à
programação foi vislumbrar que o computador mecânico poderia fazer
outras operações além de simplesmente fazer contas com números. E o
mundo todo tem a ela para agradecer pelo que foi uma verdadeira
revolução dos computadores.
quinta-feira, dezembro 31, 2015
de onde vem o "arroba" (@)
Durante
a Idade Média os livros eram escritos à mão pelos copistas.
Precursores
dos taquígrafos, os copistas simplificavam seu trabalho substituindo
letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas.
Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido
(tempo era o que não faltava, naquela época!). O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos.
Assim, surgiu o til (~), para substituir o m ou n que nasalizava a vogal anterior. Se reparar bem, você verá que o til é um enezinho sobre a letra.
O
nome espanhol Francisco, também grafado Phrancisco, foi abreviado para
Phco e Pco – o que explica, em Espanhol, o apelido Paco, comum a quase
todo Francisco.
Ao
citarem os santos , os copistas os identificavam por algum detalhe
significativo de suas vidas. O nome de São José, por exemplo, aparecia
seguido de Jesus Christi Pater Putativus, ou seja, o pai putativo
(suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde, os copistas passaram a adoptar a
abreviatura JHS PP, e depois, simplesmente, PP. A pronúncia dessas
letras em sequência explica por que José, em Espanhol, tem o apelido de
Pepe.
Já
para substituir a palavra latina et (e), eles criaram um símbolo que
resulta do entrelaçamento dessas duas letras: o &, popularmente
conhecido como e comercial em Português, e ampersand, em Inglês, junção
de and (e, em Inglês), per se (por si, em Latim) e and.
E
foi com esse mesmo recurso de entrelaçamento de letras que os copistas
criaram o símbolo @, para substituir a preposição latina ad, que tinha,
entre outros, o sentido de casa de.
Foram-se
os copistas, veio a imprensa - mas os símbolos @ e & continuaram
firmes nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de
unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registo contábil 10@£3
significava 10 unidades ao preço de 3 libras cada uma. Nessa época, o
símbolo @ significava, em Inglês, at (a ou em).
No
século XIX, na Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a
indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contáveis dos
ingleses. E, como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses
davam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo devia ser uma
unidade de peso. Para isso contribuíram duas coincidências:
1 - A unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cuja inicial lembra a forma do símbolo;
2 - Os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Por
isso, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de 10@£3 assim:
dez arrobas custando 3 libras cada uma. Então, o símbolo @ passou a ser
usado por eles para designar a arroba.
O
termo arroba vem da palavra árabe ar-ruba, que significa a quarta
parte: uma arroba ( 15 kg , em números redondos) correspondia a ¼ de
outra medida de origem árabe, o quintar, que originou o vocábulo
português quintal, medida de peso que equivale a 58,75 kg .
As
máquinas de escrever, que começaram a ser comercializadas na sua forma
definitiva há dois séculos, mais precisamente em 1874, nos Estados
Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados), trouxeram em seu teclado o símbolo @, mantido no de seu
sucessor - o computador.
Então,
em 1972, ao criar o programa de correio electrónico (o e-mail), Roy
Tomlinson usou o símbolo @ (at), disponível no teclado dessa máquina,
entre o nome do usuário e o nome do provedor. E foi assim que
Fulano@Provedor X ficou significando Fulano no provedor X.
Na
maioria dos idiomas, o símbolo @ recebeu o nome de alguma coisa
parecida com sua forma: em Italiano, chiocciola (caracol); em Sueco,
snabel (tromba de elefante); em Holandês, apestaart (rabo de macaco). Em
alguns, tem o nome de certo doce de forma circular: shtrudel, em
iídisch; strudel, em alemão; pretzel, em vários outros idiomas europeus.
No nosso, manteve sua denominação original: arroba.fonte: net
terça-feira, agosto 04, 2015
a origem da palavra LARÁPIO
Segundo consta....
Na Roma dos Césares havia um cônsul da Cirenaica de nome Lucius Amarus
Rufus Apius, que gozava de grande popularidade pelas suas preclaras
virtudes cívicas e morais.
Mas, como neste mundo não há nada perfeito, também Lucius Amarus Rufus Apius tinha um pequeno defeito, aliás bastante comum nos homens públicos dos nossos dias e que consistia em confundir muito a miúdo o património alheio com o próprio.
Por isso, quando alguém era apanhado em flagrante delito de apropriação, o criminoso era comparado a Lucius Amarus Rufus Apius.
Mas, como neste mundo não há nada perfeito, também Lucius Amarus Rufus Apius tinha um pequeno defeito, aliás bastante comum nos homens públicos dos nossos dias e que consistia em confundir muito a miúdo o património alheio com o próprio.
Por isso, quando alguém era apanhado em flagrante delito de apropriação, o criminoso era comparado a Lucius Amarus Rufus Apius.
fonte:net
quarta-feira, julho 29, 2015
Foi encontrado monge mumificado com 200 anos que poderá estar em meditação profunda!
O corpo do monge foi encontrado muito bem preservado na Mongólia, e os estudiosos budistas garantem que este não está morto, mas sim em transe!

Um académico budista diz que um monge com 200 anos encontrado na Mongólia, cujo corpo está muito bem preservado, não está morto mas sim num estado de transe meditativo. De acordo com o jornalSiberian Times, o budista Barry Kerzin, consultor do Dalai Lama, afirma que o monge se encontra num estado de tuksam, um transe profundo.
O corpo do monge foi encontrado no norte da Mongólia, na posição de lótus e vestido com peles de animais. Especula-se, segundo a BBC, que a preservação do corpo se deva ao clima frio da Mongólia e ao que o monge vestia.

Os estudiosos budistas propõem uma alternativa, porém: que o corpo esteja preservado porque o monge está vivo, encontrando-se em tuksam, um estado de transe que pode levar uma pessoa a alcançar o estado de buda. “Se o meditador conseguir ficar neste estado de meditação, pode tornar-se um Buda. Chegar a um tal nível espiritual também vai ajudar as outras pessoas”, garantiu Kerzin ao jornal.
O monge, encontrado dia 27 de janeiro, foi descoberto pela polícia mongol numa caixa, tendo sido roubado por um homem que tinha intenções de o vender no mercado negro. Foi levado para o Centro Nacional de Perícia Forense, na Mongólia, onde está a ser guardado e analisado para compreender melhor como se conservou durante tanto tempo.

Não se sabe quem é o homem, embora haja suspeitas de que seria um Lama, um professor do budismo tibetano. Foi sugerido, segundo o jornalThe Independent, que poderá tratar-se de um professor do budista Itigilov, nascido em 1852, que morreu em 1927 enquanto meditava. O corpo de Itigilov foi exumado em 1955 e 1973 e, de acordo com relatos da época, permanecia na posição de lótus e muito bem conservado. Em 2002 o corpo voltou a ser exumado e encontrava-se, segundo uma reportagem da época publicada no New York Times, ainda preservado.
fonte:net
terça-feira, abril 28, 2015
A LETRA "P" (apenas a língua portuguesa permite assim escrever)
A
língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas
neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos...
Quem fala português ou francês de
nascimento, é capaz de fazer proezas
como esse texto com a letra "P". Só o português e o francês permitem
isso... A língua inglesa, se comparada com a língua portuguesa, é de
uma pobreza de palavras sem limites..
Pedro
Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes,
portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente
pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão,
penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo
pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém,
praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima
Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto
porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria
para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. Pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. Pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
recebido por email
quarta-feira, março 18, 2015
a Bíblia tinha razão...
Os Nefelins - Um achado arqueológico ESPANTOSO
"Também
vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos
aos nossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus
olhos." Números 13.33
"Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [ 3,15 metros]." 1 Samuel 17.4
"Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo [ 3,15 metros]." 1 Samuel 17.4
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segunda-feira, fevereiro 16, 2015
Sabia que a burka é proibida no Algarve desde MDCCCXCII?
Este decreto foi anterior ao da Turquia
A nossa costela árabe a funcionar...
Uso da burka ou do chador proibido no Algarve
«Faço
saber que pelo regulamento policial d’este Governo Civil, de 6 do
corrente mês, com execução permanente, aprovado pelo governo, determino o
seguinte:
Artigo 32º – É proibido nas ruas e templos de todas as
povoações deste distrito o uso dos chamados rebuços ou biôcos de que as
mulheres se servem escondendo o rosto.
Artigo 33º – As mulheres
que, nesta cidade, forem encontradas transgredindo o disposto no
precedente artigo serão, pelas vezes primeira e segunda, conduzidas ao
comissário de polícia ou posto policial mais próximo, e nas outras
povoações à presença das respectivas autoridades administrativas ou
aonde estas designarem, a fim de serem reconhecidas; o que nunca terá
lugar nas ruas ou fora dos locais determinados; e pela terceira ou mais
vezes serão detidas e entregues ao poder judicial, por desobediência.
Parágrafo
único – Esta última disposição será sempre aplicável a qualquer
indivíduo do sexo masculino, quando for encontrado em disfarce com
vestes próprias do outro sexo e como este cobrindo o rosto.
Artigo
34º – O estabelecido nos dois precedentes artigos não terá lugar para
com pessoas mascaradas durante a época do Carnaval, que deverá contar-se
de 20 de Janeiro ao Entrudo; subsistirão, porém, as mesmas disposições
durante a referida época, em relação às pessoas que não trouxerem
máscara usando biôco ou rebuço.
Artigo 41º – O presente regulamento começa a vigorar, conforme o disposto no
Artigo
403º do código administrativo, três dias depois da sua publicação por
editais – Governo Civil de Faro, 28 de Setembro de 1892. – Júlio
Lourenço Pinto.»
O biôco (ou biuco) – Algarve
Raul Brandão escreve a propósito do biuco no seu livro "Os Pescadores", em 1922:
"Ainda há pouco tempo todas (as mulheres de Olhão) usavam cloques e bioco. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a cabeça, tornava-as impenetráveis.
É um trajo misterioso e atraente. Quando saem, de negro envoltas nos biocos, parecem fantasmas. Passam, olham-nos e não as vemos. Mas o lume do olhar, mais vivo no rebuço, tem outro realce... Desaparecem e deixam-nos cismáticos. Ao longe, no lajedo da rua ouve-se ainda o cloque-cloque do calçado - e já o fantasma se esvaiu, deixando-nos uma impressão de mistério e sonho.
É uma mulher esplêndida que vai para uma aventura de amor? De quem são aqueles olhos que ferem lume?... Fitou-nos, sumiu-se, e ainda - perdida para sempre a figura -, ainda o som chama por nós baixinho, muito ao longe-cloque..."
Trata-se de uma capa que cobre inteiramente quem a usava. A cabeça era oculta pelo próprio cabeção ou por um rebuço feito por qualquer xaile, lenço ou mantilha. As mulheres embiocadas pareciam “ursos com cabeça de elefante”
Oficialmente a sua extinção ocorreu em 1882 e por ordem de Júlio Lourenço Pinto, então Governador Civil do Algarve, foi proibido nas ruas e templos, embora continuasse a ser usado em Olhão até aos anos 30 do século XX em que foram vistos os últimos biocos.
O biôco (ou biuco) – Algarve
Raul Brandão escreve a propósito do biuco no seu livro "Os Pescadores", em 1922:
"Ainda há pouco tempo todas (as mulheres de Olhão) usavam cloques e bioco. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a cabeça, tornava-as impenetráveis.
É um trajo misterioso e atraente. Quando saem, de negro envoltas nos biocos, parecem fantasmas. Passam, olham-nos e não as vemos. Mas o lume do olhar, mais vivo no rebuço, tem outro realce... Desaparecem e deixam-nos cismáticos. Ao longe, no lajedo da rua ouve-se ainda o cloque-cloque do calçado - e já o fantasma se esvaiu, deixando-nos uma impressão de mistério e sonho.
É uma mulher esplêndida que vai para uma aventura de amor? De quem são aqueles olhos que ferem lume?... Fitou-nos, sumiu-se, e ainda - perdida para sempre a figura -, ainda o som chama por nós baixinho, muito ao longe-cloque..."
Trata-se de uma capa que cobre inteiramente quem a usava. A cabeça era oculta pelo próprio cabeção ou por um rebuço feito por qualquer xaile, lenço ou mantilha. As mulheres embiocadas pareciam “ursos com cabeça de elefante”
Oficialmente a sua extinção ocorreu em 1882 e por ordem de Júlio Lourenço Pinto, então Governador Civil do Algarve, foi proibido nas ruas e templos, embora continuasse a ser usado em Olhão até aos anos 30 do século XX em que foram vistos os últimos biocos.
terça-feira, fevereiro 03, 2015
expressão popular "Voltemos à vaca fria"
A
origem da expressão "voltar à vaca fria" possui vários significados,
muitos deles relacionados com lendas urbanas ou histórias populares.
Uma das hipóteses mais aceitáveis para o surgimento desta expressão na língua portuguesa, está no francês "revenons à nos moutons",
que literalmente significa "voltando aos cordeiros". A frase foi
originalmente utilizada em uma narrativa que conta a história de Pierre Pathelin,
um advogado do século XIV que fazia longas divagações sobre assuntos
sem importância na tentativa de defender os seus clientes.
A
história conta que, em um caso específico sobre o roubo de uns
cordeiros de seu cliente, o advogado começou a falar sobre os assuntos
mais absurdos e diversos, como a mitologia grega e romana. O juiz
cansado dos devaneios de Pierre, sempre dizia: "Tudo isso é muito bonito, mas voltemos aos cordeiros".
A
palavra "vaca" substitui o termo "carneiro" ("moutons", da expressão
original em francês) na língua portuguesa. Essa troca talvez possa ser
explicada por causa do costume que existia em Portugal de servir, antes
das refeições, um prato frio feito com carne de gado.
terça-feira, abril 08, 2014
A Morte esqueceu-se de mim
Um sapateiro reformado da Índia alega ter nascido em Janeiro de 1835, o que faz de Mahashta Mûrasi não só o ser humano mais velho do mundo, mas também o homem que mais anos viveu na História, de acordo com o Guiness World Records.
As autoridades indianas avançaram que o homem nasceu
numa casa em Bangalore no dia 6 de Janeiro de 1835. A partir de 1903
passou a viver em Varanasi.
Trabalhou nessa cidade até 1957, altura em que se reformou... aos 122 anos.
«Estou vivo há tanto tempo que os meus bisnetos já morreram há anos»,
explicou Mûrasi. «De algum modo, a Morte esqueceu-se de mim. E agora já
não tenho esperança. Ao olhar para as estatísticas, ninguém morre com
mais de 150 anos, muito menos com mais de 170. Neste ponto acho que sou
imortal ou algo assim», considerou, citado pela imprensa internacional.
Segundo o WorldNewsDailyReport.com, todos os documentos de
identificação do homem confirmam a sua versão, mas até ao momento,
nenhum exame médico confirmou a veracidade da sua alegação. O último
profissional de saúde que Mûrasi visitou morreu em 1971, de modo que são
escassas as informações sobre o seu historial médico.
fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=695344
segunda-feira, março 24, 2014
Há 1800 anos um soldado romano escreveu sete vezes à família.....
O papiro de um soldado romano enviado à família foi encontrado no final
do século XIX, ficou por decifrar durante mais de 100 anos por estar em
mau estado. Aurelius Polion tinha saudades de casa e estava à espera de
receber notícias dos familiares
A frase faz parte de uma mensagem com 18 séculos: “Rezo noite e dia
para que estejam de boa saúde, e presto obediência contínua aos deuses
em vosso nome.” Aurelius Polion, cidadão romano, legionário, escreveu
estas palavras para a sua família por volta do ano 214 depois de Cristo
(d.C.). O papiro foi encontrado no final do século XIX, mas por estar
tão degradado só recentemente é que foi decifrado do grego antigo e
traduzido para inglês. Através do seu estudo, publicado no Bulletin of the American Society of Papyrologists, ficamos a conhecer as saudades de um filho e de um irmão, que pede notícias de casa.
Cerca de 4000
quilómetros separam a Panónia Inferior, a província romana onde Aurelius
Polion estava colocado (hoje na região de Budapeste, na Hungria), e a
cidade de Tebtunis, a 130 quilómetros a sudoeste do Cairo, no Egipto,
onde a família do legionário vivia. Foi nos vestígios desta cidade
egípcia, dominada por Roma, que os egiptólogos britânicos Bernard
Grenfell e Arthur Hunt encontraram, no final do século XIX, este e
outros papiros.
“Não sei quantas cartas de soldados romanos
sobreviveram ao todo”, diz ao PÚBLICO Grant Adamson, que em 2011
participou no programa de Verão da Sociedade Americana de
Papirologistas, onde decifrou este papiro, guardado na Biblioteca de
Bancroft, na Universidade da Califórnia, em Berkeley, Estados Unidos.
Segundo o investigador, que é da Universidade de Rice, em Houston,
Texas, terá havido muitas cartas, mas poucas terão sobrevivido. Esta
carta só sobreviveu porque no Egipto “o clima é apropriado para a sua
preservação”.
A carta dirige-se ao irmão, à irmã e à mãe. “Não
paro de vos escrever, mas vocês não se lembram de mim. Mas eu faço a
minha parte de vos escrever e não paro de vos ter presentes (na minha
mente) e de vos trazer no coração. Mas vocês nunca escreveram de volta,
falando da vossa saúde, de como estão. Estou preocupado convosco porque,
apesar de receberem frequentemente cartas minhas, nunca escrevem de
volta para que saiba de vocês.”
E continua a exigir notícias da
família: “Enviei-vos seis cartas. No momento em que vocês (?) me tiverem
na mente, deverei obter uma licença do (comando) consular, e irei ter
convosco para que saibam que sou vosso irmão. Porque não exijo (?) nada
de vocês para o exército, mas culpo-vos porque apesar de vos escrever,
nenhum de vocês (?) … tem consideração. Vejam, o vosso (?) vizinho … Sou
o vosso irmão.”
Grant Adamson defende que o legionário terá
nascido como egípcio mas que, entretanto, adquiriu cidadania romana. A
idade do documento foi inferida pelo estilo da escrita, pelo facto de o
soldado ser romano – em 212 d.C. foi dada cidadania romana a muita gente
–, e pela referência ao “comando consular”, a região da Panónia
Inferior só passou a ter governo consular depois de 214 d.C.
Aurelius
Polion terá sido, assim, voluntário do exército romano, pertenceu à
Legio II Adiutrix, ou segunda legião auxiliar, numa altura em que o
serviço militar era de 20 anos, mas num tempo calmo, sem guerras. “É
precisamente por as coisas estarem pacíficas que ele tem tempo para
escrever todas estas cartas”, diz Grant Adamson. “Uma das coisas que não
esperava encontrar foi a referência à obtenção da licença militar. Que
envolve um soldado ter de fazer um pedido [de licença], que depois seria
dada ou negada pelo comandante.”
O soldado falaria egípcio e
grego com a família – Tebtunis esteve sob ocupação grega antes de passar
a pertencer a Roma –, e latim na legião. A carta, no entanto, foi
escrita em grego. “O egípcio era falado mas não era escrito pela maioria
dos egípcios, e a sua família quase de certeza que não saberia muito
latim”, explica o investigador, acrescentando que na altura a literacia
da população era muito fraca.
Aurelius Polion terá pertencido a
uma família de classe baixa com alguns privilégios, mas não escreveria
bem: “Ele até escrevia algumas letras do alfabeto latino em vez do
grego, e usava alguma pontuação latina.”
O documento terá viajado de mão em mão até chegar a Tebtunis. Lido hoje,
é fácil sentir empatia pelos sentimentos que transparecem. “Reflecte as
emoções de um soldado no mundo antigo”, diz April DeConick, orientadora
do trabalho de Grant Adamson, citada num comunicado da Universidade de
Rice. “As suas emoções não são diferentes das dos soldados de hoje, que
querem voltar para casa.”
fonte: Público, Nicolau Ferreira, 24/03/2014
domingo, janeiro 26, 2014
Hadji Amoo, um iraniano de 80 anos que diz não tomar banho há 60 anos
Não sabemos se esta informação, no título do post, é realmente verdadeira. As fotos foram publicados por um usuário do Reddit.







Amoo Hadji é um iraniano de 80 anos e está há 60 sem tomar banho. Ele vive na aldeia de Dezgah, no Sul do Irão e resolveu não tomar mais banho quando tinha apenas 20 anos.
Hadji vive de forma primitiva, dorme numa cabana e alimenta-se de animais que caça. Durante a época de frio, fuma cigarro atrás de cigarro para se aquecer, avança a agência noticiosa iraniana.
Desconhecem-se as razões que levaram Hadji a adotar este estilo de vida.







Amoo Hadji é um iraniano de 80 anos e está há 60 sem tomar banho. Ele vive na aldeia de Dezgah, no Sul do Irão e resolveu não tomar mais banho quando tinha apenas 20 anos.
Hadji vive de forma primitiva, dorme numa cabana e alimenta-se de animais que caça. Durante a época de frio, fuma cigarro atrás de cigarro para se aquecer, avança a agência noticiosa iraniana.
Desconhecem-se as razões que levaram Hadji a adotar este estilo de vida.
quinta-feira, outubro 31, 2013
encontrada intacta após 300 anos

Após 300 anos uma múmia chinesa foi encontrada recentemente por
especialistas que ficaram totalmente chocados com a preservação do
corpo.
A descoberta foi realizada na cidade Xiangcheng, província de Henan. O
corpo ficou completamente preto após ser retirado do caixão. Ela foi
encontrada no mesmo local de dois corpos que foram reduzidos a
esqueleto.
Os arqueólogos relataram que a múmia era um oficial de alto escalão
da Dinastia Qing, e que seu rosto estava intacto, mas depois o mau
cheiro ficou completamente insuportável.
fonte net
segunda-feira, outubro 29, 2012
como nasceram os livros
no dia internacional do livro
...
...
Para quem hoje se depara com a facilidade dos e-books, nem chega a imaginar o longo caminho percorrido pelos livros na História. Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registos históricos, a compilação de leis e a divulgação de ideias. Actualmente, a produção de livros chegou a tal ponto que, por exemplo, o século XX foi responsável por uma literatura histórica superior a de todos os outros séculos somados juntos!
No Egipto Antigo, o ancestral dos livros foi concebido através do papiro. Transformada em actividade importante, a escrita no papiro era exclusivamente executada por uma classe de escribas responsáveis pela leitura e fabricação dos textos oficiais e religiosos. Pesquisadores apontam que as peças de papiro mais antigas já encontradas foram concebidas há três mil anos antes de Cristo. Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.
Por volta do século X a. C., a organização dos documentos escritos ganharam maior funcionalidade com a invenção dos pergaminhos. Apesar de não serem tão práticos como os encadernados que se lhes seguiram, essa base material foi de suma importância para a preservação de importantes textos da Antiguidade, como a Bíblia Sagrada e os escritos de alguns pensadores do mundo clássico. Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos era superior à do papiro.
A concepção do livro encadernado já era tentada nessa época. Para tanto, pegavam os pergaminhos disponíveis e realizava-se a organização de cada uma das supostas páginas. Conhecidos como "codex" (códice, em português) essas primeiras edições facilitaram a locomoção e manuseio dos textos escritos. Já nos fins da Antiguidade, por volta de 404, São Jerónimo registrou uma extensa teoria sobre as formas pelas quais seria possível produzir um livro.
No período medieval, o acesso ao mundo letrado ficou praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a protecção dos mosteiros e tinham sua sabedoria conservada pelo demorado trabalho de monges copistas. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Em tal época, era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens.
Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, observamos que na Idade Moderna a leitura e a escrita ainda se conservavam atreladas aos privilégios desfrutados pelas elites. Ler e escrever eram prazeres ainda destinados aos nobres e burgueses enriquecidos.
O século XIX, como filho das inovações tecnológicas, marcou uma época de grandes produções. Vale frisar que o processo de liberalização dos Estados Nacionais teve grande influência na disseminação do ensino público e no consequente incremento do número de leitores. Com o barateamento dos custos de produção, a leitura passou a atingir grandes parcelas da população. A partir de então nasceram os famosos e ainda bastante procurados “best-sellers”.(fonte:net)
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