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sábado, julho 31, 2010

o relógio da Vida

O 5º funcionário



ERA UMA VEZ... 4 funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.


Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.


rec. por email 

sexta-feira, julho 30, 2010

o puzzle

É estranho o título desta mensagem mas é o que melhor retrata os meus sentimentos. 
Sempre disse que o meu coração era um puzzle: nele estão inscritos os nomes das pessoas que, ao atravessarem a minha vida, deixaram marca. Digamos que é um passeio de estrelas...E digo também  que ainda há peças a recuperar.
Hoje estou particularmente feliz! Reencontrei um querido Amigo, compadre e tudo, que desde 1983 não via nem ouvia.  Graças às novas tecnologias (bem prega o nosso Sócrates), graças ao meu nome "de guerra" dos tempos do liceu e graças ao Alberto João Jardim que me "fez" Kubana, fui achada. 
E, agora, entra o puzzle em acção. 
Mais uma peça que tinha um nome mas não tinha a imagem actualizada, estava presente mas presa a um passado, ainda por concluir. Já falámos, num turbilhão de palavras em que há sempre qualquer coisa para contar; ao desligar o telefone veio-me à ideia o que deixei de dizer...hum, que raiva. Fui buscar as fotografias, tenho uma do Ivo bem caçada, de bandeja na mão, na fortaleza de Sagres e não a encontro. Encontrei outras. Aqui fica, esbatido apenas no papel que o tempo lambeu, o meu Amigo.Esta também foi em Sagres e é de 1975. 
Ah, ainda deu para lembrar ao telefone de  que, tesos como então éramos (até parece que o deixámos de ser...) das idas às Galeras Ritz onde o Irish Coffee que tomávamos  acompanhavam a confidência, aquecendo a Amizade. 
Estou feliz. Beijinho Ivo.

partiu um lutador

as palavras que podem ouvir, dizem o resto. Faleceu ontem à noite, de cancro no pâncreas.

Língua "perteguesa"... PORQUE O SABER NÃO OCUPA LUGAR!

Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.

Númaro

Também com a vertente 'númbaro'. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
 Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.

Aspergic

Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina

 
Alevantar

O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.

Amandar

O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'

Assentar

O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Cambria
Dor muscular depois de jogares cumó caraças...
Capom
Tampa de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Controlar
Girar em torno de qualquer coisa: 'o carro controlou a rotunda'
Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Disvorciada

Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

É assim...

Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Ensonnsso
O contrário de sálegado
Entropeçar

Tropeçar duas vezes seguidas.

Êros

Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES...
Fracturação

O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.

Há-des

Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'

Inclusiver

Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'.


A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?

Nha

Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma poupança extraordinária.

Parteleira

Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Prufessunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: 'Sou prufessunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Prutugal

País ao lado da Espanha. Não é a Francia.

Quaise

Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.

Stander

Local de venda . A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...

Tipo

Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?

Treuze

Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

recebido por email

foto do dia

foto de Sebastião Salgado

quarta-feira, julho 28, 2010

PORTUGAL, UMA PRAÇA PARA O MUNDO

o filme que está a ser exibido no Pavilhão de Portugal em Xangai.

PORTUGAL, UMA PRAÇA PARA O MUNDO from Anze Persin on Vimeo.

Antes que seja tarde



Antes que seja tarde
Eu quero renovar a terra,
Desbravá-la e produzi-la
De grãos mortos e espigas plenas.
Quero cruzar os mares,
Navegá-los, balouçar nas ondas,
Medir e brincar nos ventos.

Antes que seja tarde !

Antes que seja tarde
Eu quero amar.
Assumir esse Amor e compartilhar
Tudo o que me invade.
Olhar cada filho bem nos olhos,
Rever a minha vida dia a dia,
Olhar as minhas mãos e,
Antes que seja tarde,
Não as ter nunca vazias.


Maria Teresa S. T. Góis

imagem Salvador Dali

terça-feira, julho 27, 2010

como eu vejo a Ilha















e assim vai o Mundo, comprando prata e vendendo chumbo....
A democracia e os interesses da população da Madeira vão ao ritmo da banana: subsidiada, fraca qualidade, escorregadia...

Bugs Bunny saiu da toca há 70 anos

Em 27 de Julho de 1940, deu-se a estreia de Bugs Bunny (em Portugal, Pernalonga, durante muitos anos), uma das maiores estrelas da animação – ou mesmo a maior de sempre, segundo a "TV Guide" -, em "A wild hare", curta-metragem dirigida por Tex Avery. Recorde este e outros momentos do coelho.

Na peça, de oito minutos, faz, pela primeira vez, a cabeça em água ao também estreante caçador Elmer J. Fudd (a quem dá o primeiro e sonoro beijo).

Da sua biografia, constam participações na II Guerra Mundial, contra Mussolini, Hitler e os japoneses, e a presença nos aviões de diversas esquadrilhas, como mascote. A conquista de um Oscar – em 1958, por “Knighty knight Bugs” – em três nomeações e uma estrela na calçada da fama de Hollywood são alguns dos pontos altos da longa carreira de Bugs Bunny, a quem, após a morte de Mel Blanc, em 1989, também emprestaram a voz Jeff Bergman, Greg Burson e Billy West. E Paulo Oom, na versão portuguesa.

Hoje, apesar das suas 70 primaveras, o “velho Pernalonga” continua ágil e imprevisível, a soltar com o seu jeito inimitável o característico e sonoro “What’s up, doc?”, garantia infalível de boas gargalhadas. fonte JN

NOTA DA REDACÇÃO - Mais um dos casos em que me sinto privilegiada por pertencer a uma geração que viu desenhos animados de ouro, sem violência, cheios de divertimento mas também de ternura, como um Myckey dirigindo uma orquestra de passarinhos em trechos de musica clássica, as aventuras dos sobrinhos de Donald, enfim, tantos e tantos momentos de encantamento que hoje perduram.

A Obesidade Mental

O professor  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.» Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os  Abutres", afirma: «o jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «o conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.» 

JOÃO CÉSAR DAS NEVES

segunda-feira, julho 26, 2010

a todos os Avós que me visitam....

Em homenagem a todos os avós do planeta Terra, o vídeo "Return to Innocence" dos Enigma, gravada em 1994.


Comemora-se o dia dos Avós no dia em que a Igreja Católica celebra S. Joaquim e Santa Ana, Avós de Jesus e Pais de Maria.
Como já é habitual, a nossa sociedade de consumo tomou conta da celebração que assim, a pouco e pouco, perderá o seu sentido primeiro.

domingo, julho 25, 2010

dia dos avós (citação de criança)

Recados para Orkut


no blog das Amigas, vê-se disto....

domingo, 25 de Julho de 2010


"Vejam o que encontrei no baú das recordações

A Tuka, pois, ela mesma, há nais de 40 anos!"

Nota da Redacção - Ou eu estou a ficar "usada"...é que esta fotografia tem exactamente 44 anos e nessa altura já era Amiga da Lúcia. Deste lado do Atlântico renovo o xôxo que na altura te dei!Mantenho o mesmo facias Lineu angélico. Ou não?

sacrário

Ausência do corpo.
Amor absoluto.

Hosanas de Sol.
De chuva.
De areia.
E andorinhas
resvalando as asas
no consternado ombro cinzento
de uma nuvem.

E uma hérbia mantilha
teu sacrário
velando.


Noémia de Sousa

sábado, julho 24, 2010

este é o desenho que a Marta fez na 6ª feira para por no blog. Como ela viu o filme dos 3 porquinhos aproveitou a personagem para o desenho.

O que é Globalização?

 É a melhor definição que já li e, pasme-se!, os professores nunca ensinaram...
SIMPLESMENTE FANTÁSTICA A DEFINIÇÃO
Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?

Resposta: A Morte da Princesa Diana..

Pergunta: Por quê?

Resposta:
Uma princesa inglesa
com um namorado egípcio,
tem um acidente de carro dentro de um túnel francês,
num carro alemão
com motor holandês,
conduzido por um belga,
bêbado de whisky escocês,
que era seguido por paparazzis italianos,
em motos japonesas.
A princesa foi tratada por um médico canadense,
que usou medicamentos brasileiros.
E isto é enviado por um português,
usando tecnologia americana (Bill Gates),
e, provavelmente, está
a ler isso  num computador genérico  
que usa chips feitos em Taiwan,
e um monitor coreano
montado por trabalhadores de Bangladesh,
numa fábrica de Singapura,
transportado em camiões conduzidos por indianos,
roubados por indonésios,
descarregados por pescadores sicilianos,
reempacotados por mexicanos
e, finalmente, vendido  por chineses,
através de uma conexão paraguaia
Isto é, caros amigos,

*GLOBALIZAÇÃO !!!*



sexta-feira, julho 23, 2010

mais uma sentença de apedrejamento no Paquistão

Enquanto o destino da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani permanece indefinido, um novo caso de sentença de morte por apedrejamento vem chamando a atenção das ONGs de direitos humanos do mundo. No Paquistão, um casal acusado de adultério foi julgado por um tribunal tribal e condenado à morte.
Acusado de adultério,casal foi sentenciado à morte por corte tribal; governo central diz ter revertido decisão
ISLAMABAD
Um casal acusado de adultério foi sentenciado à morte por apedrejamento, em Kala Dhaka, numa área remota da Província da Fronteira Noroeste, no Paquistão. A sentença foi ditada por uma corte tribal, a jirga, na vila de Manjakot, no mês passado. O homem envolvido, Zarkat Khan, fugiu, mas a mulher, cujo nome é mantido em sigilo a pedidos de grupos de defesa dos direitos humanos, corre grande perigo e está sob custódia da corte.
“Como sempre é a mulher que vai sofrer o peso desta barbaridade atroz, esta sentença injusta, desumana e anti-islâmica” declarou o Fórum de Acção Feminino, uma ONG paquistanesa.
Muitos moradores da região não acreditam que a sentença seja executada, mas Maroof Khan, que diz ter participado da jirga, afirma que o casal é culpado e tem de ser punido. Mas, segundo ele, serão fuzilados e não apedrejados. “Queimamos a casa dele, de acordo com nossa tradição. Eles são culpados, logo serão castigados. Dentro de nossos costumes, vamos fuzilá-los, ponto final.”
O assunto é especialmente complicado para o governo paquistanês pois Kala Dhaka fica no território central do país e não nas regiões fronteiriças com o Afeganistão, controladas pelos Taleban.
Kala Dhaka é administrada por tribos, pela jirga, em lugar do aparato regular de controle legal do Estado. Tal excepção data do período colonial britânico, pela dificuldade de legislar na região, fincada em tradições.
O governo anunciou planos de tornar Kala Dhaka uma província dentro do sistema legal do país, por causa dos repetidos casos de condenações à morte envolvendo adultério por tribunais tribais nos últimos anos.
A administração governamental oficial confirmou que a sentença de morte por apedrejamento, ou “sangsar” como é conhecida localmente, foi ditada, mas alega ter actuado no caso e o casal já se encontraria fora de perigo.
“Ambos estão com seus parentes” disse Tasleem Khan, representante do governo central paquistanês em Kala Dhaka. “A sentença veio de uma jirga de instância inferior e seu veredicto foi o do apedrejamento. Mas interferimos no assunto, convocamos e apelamos aos anciãos e nada acontecerá ao casal.”
Uma campanha internacional ocupou-se do caso semelhante de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, sentenciada à morte por apedrejamento na cidade iraniana de Tabriz, e forçou uma mudança de posição das autoridades do Irão. Mas seu destino permanece incerto e ela pode ser enforcada. - THE GUARDIAN
PARA ENTENDER
Conselho tribal pashtun exclui mulheres
A jirga é uma forma tradicional de arbitragem de disputas da sociedade de etnia pashtun, presente no Paquistão e Afeganistão. Os homens participam, mas as mulheres estão excluídas dos conselhos. Decisões mais importantes ou que firmem jurisprudência, são adoptadas pela reunião dos chefes de várias tribos, que é conhecida como loya jirga. Formalmente, a jirga decide os casos segundo a lei islâmica, mas na prática são os costumes locais que têm maior peso. “ fonte revista VEJA
NOTA DA REDACÇÃO - Quatro países praticam a lapidação: Irão, Indonésia, Nigéria e Somália. Seis outros países continuam a admiti-la na respectiva legislação: Sudão, Paquistão, Afeganistão, Emiratos Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iémen. Há ainda 58 países que mantêm a pena de morte nas respectivas legislações, sendo um deles, o todo poderoso "democrático" Estados Unidos da América.
Na lapidação, os homens são enterrados até à cintura; as mulheres, até aos seios. Depois, uma a uma, as pedras vão atingindo a parte superior do corpo, ferindo-o, abrindo-o, até à morte. Os 2réus" chegam a ser desenterrados para verificar se estão, na verdade mortos ou se desfalecidos e, neste caso, voltam a ser enterrados e apedrejados. É terrível que no século XXI a barbárie consentida pela Humanidade se perpetue, alastre e deixe indiferentes líderes de países e de organizações mundiais. No Irão, além de Skineh mais 12 mulheres e 3 homens aguardam a lapidação. Custa viver num Mundo em que a lapidação - como a excisão - é permitida, conhecida e não é travada.

quinta-feira, julho 22, 2010

'Irmão gémeo' de Stonehenge descoberto mesmo ao lado

O Stonehenge tem um 'irmão gémeo' ao lado, anunciaram hoje arqueólogos de uma equipa internacional que estão a examinar os terrenos ao lado da famosa estrutura neolítica nas ilhas britânicas.
Os arqueólogos encontraram vestígios de um fosso circular a apenas 900 metros de Stonehenge, que, acreditam, foi a base de uma estrutura de madeira semelhante à feita em pedra há mais de 5 mil anos.
 O fosso está segmentado, aparentando ter entradas a nordeste e sudoeste.
'É uma descoberta fantástica, que vai modificar tudo o que pensamos acerca do terreno em redor de Stonehenge', disse ao jornal Guardian o professor Vince Gaffney, da universidade de Birmingham.
'Antes pensávamos que Stonehenge era o maior monumento da sua época, existindo em total isolamento', continuou. 'Pensávamos que aqui não havia mais nada do que terreno vazio, afinal encontrámos um novo monumento', concluiu.
A descoberta foi feita em apenas duas duas semanas, parte de uma investigação profunda à área circundante da famosa estrutura que durará três anos. Fazem parte dela cientistas da Áustria, Alemanha, Noruega e Suécia, além de britânicos.fonte DN

as polémicas Múmias de XINJIANG





Em 1895 o estudioso britânico-húngaro Marc Aurel Stein exumou alguns corpos caucasianos quando procurava antiguidades e velhos textos da Ásia Central na bacia do Tarim, no deserto de Taklamakhan, uma imensa área desértica de areia e pedras ao sul de Xinjiang, na China.
Stein e os europeus que o seguiram estavam muito mais interessados em ruínas da época clássica do que em corpos mumificados: tiraram algumas fotos e fizeram, em seus livros, referências de passagem a esses cadáveres fora do comum, mas não investigaram.
Os primeiros arqueólogos chineses na região também se depararam com alguns desses corpos, mas interessaram-se por eles tanto quanto os europeus. Pensaram que o mais provável era que alguns estrangeiros, no passado, tivessem entrado no território por acaso. 
Mas em 1978, arqueólogos chineses liderados pelo professor Wang Binghua deram com centenas desses cadáveres ressecados em Xinjiang, ao fazerem os estudos preliminares das áreas em que seriam implantados projetos de ferrovias e de oleodutos.  
Em sua maioria, essas múmias, muito bem preservadas, tinham aparência caucasiana. Tinham cabelos louros, ruivos e castanho-avermelhados. Tinham órbitas profundas, narizes longos, barbas cerradas e constituição alta, sendo alguns bastante longilíneos.  Trajavam roupas de lã de padrão xadrez à moda celta e ostentavam acessórios ocidentais em estilo estranhamente familiar: negros chapéus cônicos de bruxa, boinas do tipo escocês e bonés de Robin hood. 
Alguns estavam obviamente envolvidos na opulência da Rota da Seda. O "Homem de Yingpan", descoberto em 1995, por exemplo, usava uma máscara com uma faixa de ouro passada sobre a testa e exibia uma túnica de fino brocado cortada à moda ocidental. Mas muitas das outras múmias mais antigas, foram vestidas e enterradas com mais simplicidade.
O Homem de Yingpan
Algumas foram apenas vestidas com mocassins de pele, xales de lã e bonés emplumados com penas de ganso, tendo sido enterradas com cestas de cereais. Estes, segundo se soube, eram os mais velhos dos caucasianos. De acordo com os exames de datação com o carbono radioativo, eles andaram no oeste da China no auge da Idade do Bronze.

Em 1988 o professor Victor Mair, da Universidade da Pensilvânia, em uma visita a um pequeno museu em Ürumchï, capital da remota província de Xinjiang, no extremo noroeste da China, deparou-se com uma dessas múmias e decidiu investigá-la.    Tratava-se do corpo estendido de um homem com pouco mais de 1,80 metros de altura, trajando uma túnica de lã de corte elegante que combinava com as calças vinho. Usava longas meias justas listradas em tons berrantes de amarelo, vermelho e azul.  Seu rosto era fino e pálido, cor de marfim, com maçãs proeminentes, lábios grossos e nariz longo. Mechas de cabelos louro-claros e a barba começando a embranquecer, emolduravam sua pele semelhante ao pergaminho.

O Homem de Cherchen
Os arqueólogos locais denominaram-no "Homem de Cherchen", nome do município em que foi encontrado. A datação com carbono radioativo mostrou que ele andara por Tarim Basin no século XI a.C. 
Victor Mair se perguntava: quem eram essas pessoas? De onde vieram? Os exames de DNA logo dariam a resposta. Mas o mais dificil era a aprovação do governo chinês, preocupado com os exames genéticos, devido as implicações políticas que envolviam a descoberta das múmias de Xinjiang, um dos principais motivos de seu esquecimento e ocultamento. 
As conclusões jogavam por terra a crença na evolução isolada da China. Um dos marcos da história chinesa, motivo de orgulho dos nacionalistas, a de que os primeiros contatos entre o Ocidente e a China ocorreram relativamente tarde, em torno de meados do século II a.C., quando o imperador Wudi decidiu enviar um emissário, Zhang Qian, na direção oeste.A rota de Zhang Qian nos anos que se seguiram se transformaria na Rota da Seda, que uniria comercialmente Roma e Xi'an. 
As múmias também questionavam em parte a indiscutível inventividade chinesa. Entre outros artefatos encontrados com elas foram achadas peças de bronze, rodas e selas, confeccionadas muito antes de seu uso pelos chineses. 
Embora mortas a milhares de anos, as múmias conseguiam suscitar fortes sentimentos entre os vivos. Os uigures, uma separatista minoria étnica, proclamou que as múmias eram suas, e que a bacia do Tarim era sua pátria ancestral. 
Os historiadores há muito levantam a hipótese de que os uigures são ocupantes relativamente recentes da região, migrando das planícies da Mongólia ocidental há menos de 2 mil anos. 
Eles também teriam matado ou expulsado a maioria dos verdadeiros descendentes das múmias, assimilando os poucos que restaram. Mas isso não demoveu os líderes uigures de sua crença de que sempre viveram nos vales férteis do Tarim, reivindicando a separação da China. 
Os uigures escolheram uma das múmias mais antigas como símbolo de sua causa, e deram-lhe o sugestivo nome de "A Bela de Loulan". Cartazes foram impressos com sua imagem e espalhados. Essa súbita eclosão de nacionalismo alarmou o governo de Pequim, e tudo relacionado as múmias do Tarim passou a ser considerado assunto de segurança de Estado.
A Bela de Loulan
Outro aspecto sério da questão era que a presença de antigos europeus na China levantaria questões incômodas sobre raça e racismo. O achado poderia ser distorcido e deturpado com fins políticos, como realmente aconteceu: os envolvidos em questões raciais já vem a longo tempo buscando provas desse tipo. 
Durante a década de 1930, por exemplo, os nazistas buscaram provas raciais no Tibet e na Ásia Central, e no inicio do século XX, pesquisadores alemães chegaram, de fato, a montar expedições para a bacia do Tarim e outras partes da Ásia Central em busca de ruínas clássicas e de manuscritos budistas. 
Nos anos subseqüentes o governo chinês tornou-se receptivo aos estudos ocidentais, e finalmente permitiu os exames de DNA que revelaram um resultado surpreendente: os marcadores genéticos indicaram linhagens de toda a Eurásia, Sibéria e Índia. 
Mesmo assim, grupos segregacionistas utilizam as múmias de Xinjiang como prova de pureza e superioridade da raça branca, afirmando que são celtas, ou até mesmo vikings. A bacia do Tarim era a encruzilhada de uma migração populacional. As análises de DNA deixaram claro que não eram um grupo puro de europeus que chegaram na China ocidental, mas uma população mista. Uma mistura de povos.

Fonte bibliográfica: O Mundo das Múmias/Ediouro/ Autora: Heather Pringle

quarta-feira, julho 21, 2010

já viram uma raposa?

Vídeo feito por Jordana, no Parque de Montesinho, na semana passada, em férias. Muito interessante dada a perseguição e fabulação feita à volta desta espécie.

o pão nosso de cada dia.... (um dia em casa da Avó Tuka)

A Marta deu apoio moral porque a massa era muito "viscosa"....

Carta para JOSEFA, minha Avó

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha.
Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, umas coisas que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrijada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti – e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”.
É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua.

(José Saramago)

terça-feira, julho 20, 2010

Chá verde diminui gordura concentrada na barriga



Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto concluiu que o consumo de chá verde favorece a redistribuição da gordura corporal, diminuindo o tecido adiposo mais prejudicial para a saúde.
O estudo dos cientistas, hoje divulgado, permitiu concluir que o chá verde leva à diminuição do tecido adiposo visceral (a gordura que se concentra na barriga), mais nefasto para a saúde do que o tecido adiposo subcutâneo (gordura que se acumula por debaixo da pele, sobretudo nas coxas e nádegas).
A investigação, integrada num estudo dos efeitos de vários componentes alimentares na gordura corporal, avaliou dois grupos de ratos - a um foi dado a beber chá verde e a outro água, durante meio ano.
Todos os animais aumentaram de peso ao longo deste período, mas os ratos do grupo que consumiu chá 'ganharam menos peso do que o grupo de controlo', adiantam os especialistas daquela faculdade
Os cientistas analisaram ainda as diferenças encontradas no tecido adiposo subcutâneo e visceral nos dois grupos de ratos, tendo verificado que o tecido adiposo dos animais que beberam chá apresentava um número maior de células em proliferação e adipócitos (células que armazenam gordura) mais pequenos do que os do grupo de controlo.
O grupo que bebeu chá também apresentou um aumento do número de células em apoptose (morte celular programada) no tecido adiposo visceral, favorecendo a sua redução.
'Estes resultados podem advir da estimulação da produção de estrogénios no tecido adiposo provocada pelo chá verde', observa a cientista Rosário Monteiro, do Serviço de Bioquímica da Faculdade de Medicina.
Conclui-se assim, sustenta, que 'o consumo de chá verde interfere na organização da gordura corporal, criando um padrão celular mais saudável e menos propenso ao desenvolvimento de patologias'.DN, ciência

NOTA DA REDACÇÃO - Num País em que a "falta de chá" é notória ao virar de cada esquina sugiro, daqui da minha cadeira, que desatemos todos, quais ratos sedentos, a bebericar esse aromático e benéfico líquido, que não só faz o milagre de reduzir os pneus de estimação como ainda prolonga o tempo de vida. Vejam só a longevidade chinesa, tibetana e hindu! E, para aumentar a economia do país bebam chá DOS AÇORES: óptima qualidade e bem português.

os primeiros biscoitos da Marta

num dia em casa da Avó....eu e a Marta fizemos biscoitos.

os primeiros com os bonecos feitos pela Marta, o triunfo da pequena e fazendo os seus cozinhados enquanto os "ditos" arrefecem. Foi ontem; amanhã faremos pão!
100 gr de açúcar
100 gr margarina amolecida
200 gr de farinha
1 clara de ovo

REFORMADOS ACTIVOS-em Portugal somos os melhores...

Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.
 Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com
estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto,
não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à
sociedade.
Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias
animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!
Ora vejamos:
* o nosso Presidente da República é um reformado;
* o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República
   é um reformado;
* o nosso ministro das Finanças é um reformado;
* o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
* o ministro das Obras Públicas é um reformado;
* gestores activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?) são reformados;
* o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
* entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o
   o presidente da ANMP
* o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado (entre
   muitas outras coisas que a decência não permite escrever aqui);
E assim por diante...
Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a
reformados?
Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar
uma pensãozita?
Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...)
velhos?
Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós!
Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...

Joaquim Fidalgo  Jornalista

la luna assoma


Cuando sale la luna
se pierden las campanas
y aparecen las sendas
impenetrables.
Cuando sale la luna,
el mar cubre la tierra
y el corazón se siente
isla en el infinito.
Nadie come naranjas
bajo la luna llena.
Es preciso comer
fruta verde y helada.
Cuando sale la luna
de cien rostros iguales,
la moneda de plata
solloza en el bolsillo.

F. Garcia Lorca

segunda-feira, julho 19, 2010

antes e depois

20100717-rq-01

O monstro gerado em Espanha para vigiar os céus da Madeira está a ficar tão imponente que o Pico do Areeiro até já é conhecido por Pico do Radar.
No próximo Outono (estação do ano e da democracia portuguesa) deverá haver inauguração com pompa e discursos adequados à circunstância dos grandes geoestrategas Alberto João Jardim e Augusto Santos Silva. Jaime Gama e Paulo Portas, pelo que se esforçaram para que o monstro nascesse, também merecem estar presentes na cerimónia da implantação do Sítio NATO 2010 sobre a Zona Especial de Conservação da Rede Natura 2000. fonte- bisbis.blogspot.com









em cima - a situação actual
em baixo - a envolvente anterior em toda a plenitude 
O nosso sonho
cresce fértil nas vísceras da terra
e é nosso o suor que o alimenta.


Eusébio Sanjane

Novo túmulo de rei maia na Guatemala

Preservada sobre várias camadas de pedra e lama, a câmara fúnebre mantém-se praticamente como há 1600 anos.
Uma equipa de arqueólogos encontrou um túmulo bem preservado de um antigo rei maia, sob a pirâmide de El Diablo, na desaparecida cidade de El Zotz, na actual Guatemala. O túmulo, que terá cerca de 1600 anos, está cheio de cerâmicas, têxteis e esculturas, apresentando também os ossos de seis crianças - com idades entre os 12 meses e os cinco anos, sacrificadas na altura da morte do rei.
Os arqueólogos, liderados por Stephen Houston, da Universidade de Brown, acreditam ter encontrado o túmulo do rei Chak. A análise dos ossos revela que tinha entre 50 e 60 anos na altura da sua morte, que ocorreu por causas naturais. "A descoberta deste túmulo revela-nos uma fonte inesperada de arte maia, assim como informações sobre os ritos fúnebres, que parecem um pouco macabros", disse Houston.
Antes da descoberta, o arqueólogo lembra que a equipa já sentia que algo não estava bem. "Quando começámos a escavar um pequeno poço na câmara do templo, encontrámos quase imediatamente uma série de artefactos, tigelas vermelhas como sangue que continham dentes e dedos humanos embrulhados numa espécie de substância orgânica que deixou uma impressão no gesso. Depois, cavámos por várias camadas de pedra e lama, que possibilitaram que o túmulo ficasse intacto e hermético", contou.
O túmulo tem 1,8 metros de altura, 3,6 metros de comprimento e 1,2 metros de largura. "Quando o abrimos foi uma explosão de cor", disse Houston. fonte DN

domingo, julho 18, 2010

abro a cama do horizonte


Abro a cama do horizonte. Deito para o lado
os lençóis para onde correram os barcos
do sonho. Os braços caem-me para o outro lado
da cama, como se fosse o outro lado da terra. «Pensei
em ti, que me esperavas, que o teu corpo nu brilhava
nos sulcos desses barcos antigos.» Mas
o que ficou nessa cama foram as manchas cinzentas
da madrugada, pesadas como reposteiros de fogo,
frias com a ausência das aves marinhas; e
nenhuns lábios me responderam. Queria ouvir-te falar
sobre a brancura do travesseiro, os cabelos ainda
tapados por um cobertor de ventos. Olhei
as paredes vazias, os lugares de onde tiraram os quadros
com as marcas do pó na parede, um espaço vazio
de imagens. «Quem se compadece dos corpos que o tempo
                                                                                  devorou,
perguntas-me, dos olhos ainda ofuscados com a primeira luz,
das mãos que procuram um caminho na indecisão do amor –
presas aos pregos que ninguém arrancou, furadas
pela luz negra da ferrugem, como os estigmas secos
do sexo?» Posso fazer um inventário dessas
perguntas, somá-las na memória, como datas esquecidas
que se descobrem, de súbito, nas páginas de uma velha
agenda; e só os nomes que elas encobrem me levantam
dúvidas – como se cada um deles me ferisse,
rostos que regressam a uma galeria fechada pela solidão
dos anos, os últimos da adolescência, com a sensação
de um fim que a vida vai adiando. Por que não te segui na
descida para o abismo dos quartos? Ou ainda,
por que evitei o teu olhar nessa porta que demoravas
a fechar, antes que o ar da rua me puxasse,
impedindo-me de dizer que te amava, ou apenas que a
noite estava fria – e que numa noite fria o amor é
uma solução possível? Mas é sempre assim: o tempo acaba
por corrigir cada um dos nossos gestos passados, como
se quisesse obrigar-nos a uma segunda vida; e quem se demora
a pensar neles, descobre que nenhum exercício pode trazer
um corpo aos braços que o evitaram, nem arrancar um sorriso
aos lábios que se limitam à despedida. Então, os barcos
dobram o último cabo; e um canto de marinheiros sobrepõe-se
ao ruído dos temporais, rasgando as velas da noite. O teu
rosto brilha no incêndio da manhã; os teus passos
distinguem-se sobre o ranger das madeiras: e és tu,
envolta no estranho sudário das mulheres amadas, que
abres a porta do porão, onde um cheiro a sal limpa os sentidos
de uma sujidade de nostalgias e dúvidas. «Deita-te comigo,
dizes-me; partilha o lençol corrupto da meia-noite; conta-me
por onde andaste, nestes séculos, anos, instantes
submersos pela cinza dos vulcões que o amor apagou?» 
Deixas-me esse instante; e vejo-o desaparecer-me por entre os dedos,
chama fátua com que me chamas, ainda…


Nuno Júdice, Poemas em Voz Alta