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quarta-feira, março 31, 2010

uma mulher quase exemplar

Margot Kässmann, 51 anos, bispo de Hanôver e primeira mulher eleita para um alto cargo da Igreja Protestante na Alemanha em 2009,demitiu-se no passado dia 24 de Fevereiro, após ter sido interpelada a conduzir em estado de embriaguez. Reconhecida pelo seu carisma e tomadas de posição corajosas, deixa uma comunidade em plena agitação.
As pequenas fraquezas que revela, a sua vulnerabilidade, esse lado que não esconde, é isso que nela transmite simpatia. Ela é humana, a senhora bispo. Em Hanôver amam-na. Perdoam-lhe as fraquezas. Não se enfurecem pela sua proeza, até porque toda a gente sabe que a vida de Margot Kässmann já teve os seus altos e baixos.
A senhora bispo e presidente do conselho da igreja protestante da Alemanha foi parada pela polícia de trânsito (a 21/02) quando conduzia com 1,54g/l no sangue. A partir de 1,1g/l considera-se que estamos incapazes de conduzir. Ao voltar para casa, depois de ter bebido numa festa privada, Margot passou um sinal vermelho. Confessou-se aterrorizada pelo sucedido: "como pude cometer um erro tão grave?".Há 3 anos o bispo Kässman chamou à atenção para a especial responsabilidade dos condutores. A vida publica não perdoa nenhuma falha privada. Antes, não era o público que inspeccionava os seus defeitos e os seus falhanços privados. Era ela quem os revelava nas suas obras. Os seus livros contam a história de uma mulher divorciada de 51 anos, mãe de quatro filhos, que ultrapassou um cancro e que reconhece os primeiros sinais da idade. Falam da Fé que tem na vida. Não era raro que Kässmann regressasse a Hanôver tarde para voltar a Berlim no dia seguinte de manhã, sempre entregando o volante ao seu chauffer. Mas no dia 21 de Fevereiro, deu-lhe folga.

"Assumirei, evidentemente, as consequências jurídicas dos meus actos."
Margot Kässmann


fonte: Courrier Internacional, Abril 2010

Nota da Redacção - A última frase da citação da senhora bispo, revela a grandeza e responsabilidade desta Mulher.

como eu vejo a Ilha

varadouro Club Naval S.Vicente

alterações climatéricas - problemas falta de arborização

Serão de menino

Na noite morna, escura de breu,
enquanto na vasta sanzala do céu,
de volta de estrelas, quais fogaréus,
os anjos escutam parábolas de santos...

na noite de breu
ao quente da voz
de suas avós,
meninos se encantam
de contos bantos...

 "Era uma vez uma corça
 dona de cabra sem macho...
 .........................................
 ... Matreiro, o cágado lento
 tuc... tuc... foi entrando
 para o conselho animal...
 ("- Tão tarde que ele chegou!")
 Abriu a boca e falou - 
 deu a sentença final:
 "- Não tenham medo da força!
 Se o leão o alheio retém
 - luta ao Mal! Vitória ao Bem!
 tire-se ao leão, dê-se à corça."

Mas quando lá fora
o vento irado nas fresta chora
e ramos xuaxalha de altas mulembas
e portas bambas batem em massembas
os meninos se apertam de olhos abertos:

- Eué
- É casumbi...

E a gente grande -
bem perto dali
feijão descascando para o quitande-
a gente grande com gosto ri...

Com gosto ri, porque ela diz
que o casumbi males só faz
a quem não tem amor, aos mais
seres buscam, em negra noite,
essa outra voz de casumbi
essa outra voz - Felicidade...
Viriato da Cruz
 (No reino de Caliban II -  antologia
 panorâmica de poesia africana de ex-
 pressão portuguesa)
sobre o Autor:(Porto Amboim, Angola, 1928 - Pequim, China, 1973. Foi um dos mentores do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (1948) e da revista Mensagem (1951-1952). Foi membro-fundador e secretário-geral do MPLA. Dissidente deste movimento, esteve exilado em Portugal e noutros países europeus, fixando-se posteriormente na China. Teve grande importância no desenvolvimento da literatura angolana, caracterizando-se a sua obra pelo apego a certos valores africanos, quer quanto à temática, quer quanto à forma. A sua produção está dispersa por publicações periódicas e representada em várias antologias, das quais uma - No Reino de Caliban - reúne a sua obra poética.)

razões suficientes para respeitar a Natureza - parte II

terça-feira, março 30, 2010

Estatutos do Homem

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

Thiago de Mello

o poeta Thiago de Mello


Amadeu Thiago de Mello (Barreirinha, 30 de março de 1926) é um poeta brasileiro.
Natural de Amazonas, é um dos poetas mais influentes e respeitados no pais, reconhecido como um ícone da literatura regional.
Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura, exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e companheiro por toda a vida. Um traduziu a obra do outro e Neruda escreveu ensaios sobre o amigo.
No exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França, Alemanha. Com o fim do regime militar, voltou a sua pequena cidade natal, Barreirinha, onde vive até hoje.
Seu poema mais conhecido é Os Estatutos do Homem, onde o poeta amazonense chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana em artigos de plástica formal.
Seu livro Poesia Comprometida com a Minha e a Tua Vida rendeu-lhe, em 1975, ainda durante o regime militar, prêmio concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte e tornou-o conhecido internacionalmente como um intelectual engajado na luta pelos Direitos Humanos.
Em homenagem a seus 80 anos, completados em 2006, foi lançado, pela Karmim, o CD comemorativo A Criação do Mundo, contendo poemas que o autor amazonense produziu nos últimos 55 anos, declamados por ele próprio e musicados por seu irmão, o músico Gaudêncio Thiago de Mello.
fonte: net

composição "A Primavera"

a "cultura" de alguns alunos....

Será desta massa que os nossos políticos são feitos?

*O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.*   
*A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje*

*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.*  
*O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes! *   
*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.*  
*O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.*  
*O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0*  
(E antes foi o Pedro -1, já agora)    
*Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.*  
*A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.*  
*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.*  

*Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.*  
 
*A água tem uma cor inodora.*  

  *O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.*  
 
*O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.* 
 
*Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.*  
*Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.*  
*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.*  
*Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando.*  
*A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.*   
*Caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!*  
*Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado. *
recebido por email

segunda-feira, março 29, 2010

Beber café? Não, agora inala-se


fonte: jornal  i


Uma empresa francesa lançou no mercado uma forma inovadora de provar o café: através da inalação.
O autor da ideia, David Edwards, criou o Le Whif, um cartucho em plástico com pó de café que pode ser aspirado pela boca pelo menos oito vezes. De acordo com o inventor, as partículas são projectadas para aderir à língua e às paredes da boca. Deixam um “gosto” de café, sem que se alojem no pulmão. Basta abrir a saqueta, colocar na boca e respirar fundo.
A mesma empresa tinha já lançado um inalador de chocolate

para os meus amigos génios....

Imagina-te na África, pendurado(a) numa árvore por uma corda que está presa no chão, uma vela está a queimar a corda e um leão está em baixo à espera que a corda parta.
O que farias para te salvares?








Pensa um pouco, antes de veres a resposta...



A solução é:
Cantar os parabéns ao leão...

















Nem adianta chamar-me nomes eu também fiquei a pensar...

soneto inédito

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
 Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno sacrifício
De trinta contos só! por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

JOSÉ RÉGIO

Soneto, escrito em 1969 no dia de uma reunião de antigos alunos.
Podia ser nos dias de hoje.

razões suficientes para respeitar a Natureza - parte I

domingo, março 28, 2010

como eu vejo a Ilha

Água d'Alto -  S.Vicente

Alexandre Herculano

 

Hoje, passam 200 anos sobre  o seu nascimento. Grande vulto da literatura Portuguesa é hoje homenageado no Mosteiro dos Jerónimos, onde está sepultado, com uma coroa de flores ao som da música de Shubert.
Bem haja pelo seu legado.

sábado, março 27, 2010

de vento em popa.....a Campeão

A pedofilia na Igreja Católica

por ANSELMO BORGES, DN
Na semana passada, fui abordado por vários jornalistas sobre a calamidade dos padres pedófilos. Que achava? A resposta saía espontânea: "Uma vergonha." Aliás, no sábado, apareceu, finalmente, a Carta do Papa, na qual manifestava isso mesmo: "vergonha", "remorso", partilha no "pavor e sensação de traição".
O pior, no meio deste imenso escândalo, foi a muralha de silêncio, erguida por quem tinha a obrigação primeira de defender as vítimas. Afinal, apenas deslocavam os abusadores, que, noutros lugares, continuavam a tragédia.
Há na Igreja uma pecha: o importante é que se não saiba, para evitar o escândalo. Ela tem, aliás, raízes estruturais: o sistema eclesiástico, clerical e hierárquico, acabou por criar a imagem de que os hierarcas teriam maior proximidade de Deus e do sagrado, de tal modo que ficavam acima de toda a suspeita. Mas, deste modo, aconteceu o pior: esqueceu-se as vítimas - no caso, crianças e adolescentes, remetidos para o silêncio e sem defesa.
Neste sentido, o Papa dirige-se criticamente aos bispos: "Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações", que minaram "seriamente a vossa credibilidade e eficiência". Por isso, "só uma acção decidida levada em frente com honestidade e transparência poderá restabelecer o respeito em relação à Igreja". Mas, aqui, há quem pergunte se não foram ignoradas as responsabilidades do Vaticano nestes erros e silêncios.
É sabido que infelizmente a Igreja Católica não tem o monopólio da pedofilia, que passa por muitas outras instituições: religiosas, civis e militares - há dados que mostram que a maior parte dos casos acontece nos ambientes familiares -, e é decisivo que todos assumam as suas responsabilidades, pois não é bom bater a culpa própria no peito dos outros. Mas é natural que o que se passou no seio da Igreja seja mais chocante, já que se confiava mais nela.
Até há pouco tempo, a Igreja pensou que era a guardiã da moral e queria impor os seus preceitos a todos, servindo-se inclusivamente do braço secular, ao mesmo tempo que se julgava imune à crítica. Recentemente, a opinião pública começou a pronunciar-se também sobre o que se passa na Igreja, pois todos têm o direito de debater o que pertence à humanidade comum. Há quem diga que, no caso, se trata de revanchismo. A Igreja tem dificuldade em lidar com a nova situação, mas, de qualquer modo, tendo sido tão moralista no domínio sexual, tem agora de confrontar-se com este tsunami, que exige uma verdadeira conversão e até refundação, no sentido de voltar ao fundamento, que é o Evangelho.
As vítimas precisam de apoio e de reparação, na medida do possível. Esse apoio não pode ser só financeiro. Note-se que já se gastaram em indemnizações milhares de milhões de euros, sendo certo que os fiéis não pensariam que todo esse dinheiro havia de ter, infelizmente, este destino. Assim, até por isso, a Igreja precisa de reparar os males feitos e de uma nova atenção para que esta situação desgraçada nunca mais se repita, o que implica, por exemplo, uma atenção renovada no recrutamento de novos padres.
Os abusadores precisam igualmente de apoio, também psicológico, e de compreensão. Deve, no entanto, vedar-se-lhes o exercício do ministério e, uma vez que se está ao mesmo tempo em presença de um pecado e de um crime, deverão pedir perdão, reconciliar-se com Deus e colaborar com a Justiça dos Estados.
Não se pode estabelecer uma relação inequívoca de causalidade entre celibato e pedofilia, até porque há também muitos casados, até pais, que abusam sexualmente de menores. Mas também não se poderá desvincular totalmente celibato obrigatório e pedofilia, sobretudo quando, para chegar a padre, se foi educado desde criança ou adolescente num internato, aumentando o risco de uma sexualidade imatura.
Em todo o caso, será necessário pensar na rápida revogação da lei do celibato. Aliás, a Igreja não pode impor como lei o que Jesus entregou à liberdade. Enquanto se mantiver o celibato como lei, a Igreja continuará debaixo do fogo da suspeita.

Mudança - Horário de Verão

Na próxima madrugada, à uma, adiante o seu relógio para as duas. Portugal passa a estar no horário de Verão.
O melhor mesmo é, antes de se deitar para que amanhã de manhã não tenha uma surpresa e ver o dia correr...

Redacção de um aluno do 9º ano

REDAXÃO

'O PIPOL E A ESCOLA'
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem
Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver
q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente
motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem
um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas
q no  aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos
profes  até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os
jovens n tem  abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a
sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é
q conceguiu  assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é
livro desde o
Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de
xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar
um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
Sem comentários!
Se não entenderem à 1ª tentem uma 2ª vez que está de mais!
Lindo futuro escolar....... Geração Phonix e Zonix + vodafnix + Uzix + Tmnix
Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!)

um olhar sobre GOYA II

CENA DE CANIBAIS
CASA DOS LOUCOS

BANDIDO A ASSASSINAR UMA MULHER

HORA DO PLANETA

Hoje, dia 27, entre as 20h30 e as 21h30, muitas centenas de milhões de pessoas vão ficar às escuras. É mais uma edição da Hora do Planeta, movimento criado pela WWF em 2007, como forma de alerta global ao aquecimento da Terra.
Em Portugal, no Porto e em Lisboa pelo menos, alguns dos monumentos terão a sua iluminação exterior apagada, o que deverá acontecer em mais alguma das 11 cidades aderentes.
Este ano:
107 países aderiram(em 2009 foram 88)
A Bélgica adere com 180 cidades
Em 2009 participaram 4.088 cidades

sexta-feira, março 26, 2010

Fuma 10 cachimbos por dia aos 113 anos

A albanesa Tane Koleci vive na miséria, com uma ajuda social de 20 euros por mês, que gasta em cafés e quase um quilo de tabaco por mês. As televisões já lhe bateram à porta. Veja o vídeo.
Koleci, de 113 anos, nasceu a 10 de Julho do 1896, em Derjan, no Norte da Albânia, o que a torna mais velha do que o próprio Estado albanês, fundado em 1912, após a sua independência do Império Otomano.
Fuma 10 cachimbos por dia aos 113 anos
Vive numa casa nos arredores da cidade de Durrës.Quase surda e com dificuldades de visão, Tane passa grande parte do dia deitada numa cama, o único móvel que existe no quarto. Não tem luz eléctrica.
Durante muito tempo, viveu abandonada na aldeia até que um primo, Mexhid, e a sua mulher, Zahide, de 72 anos, a acolheram em casa, há três anos.
"Tane não sofre de nenhuma doença. De vez em quando damos-lhe um remédio para dormir. Nada mais", diz o primo.

fonte:JN

Um presente de anos muito especial para nosso Príncipe Dom Afonso de Bragança

Partidários da monarquia voltaram a fazer das suas. Desta vez, a bandeira monárquica esteve quase toda a manhã desfraldada no centro de Lisboa
12:46 Sexta-feira, 26 de Mar de 2010

como eu vejo a Ilha

Véu da Noiva, Seixal-Porto Moniz

a ilha que desapareceu

Fotos de satélite recentemente divulgadas revelam que uma pequena ilha do Oceano Índico  – alvo de disputa entre a Índia e o Bangladesh – terá desaparecido do mapa.
A Ilha New Moore (para os indianos) ou Talpatti (para os bangaleses) estava situada no Golfo de Bengala, a sul do Rio Hariabhanga. A explicação para tal desaparecimento é simples: subida do nível da água.
De acordo com uma equipa de cientistas e oceanógrafos da Universidade de Calcutá , a região tem registado uma subida violenta dos níveis da água do mar – um dos efeitos do aquecimento global.
Segundo o professor Sugata Hazra, os estudos recentes do instituto oceanográfico concluíram que, nos últimos 15 anos, a água tem subido a uma “velocidade alucinante, muito mais depressa do que se previa”.
A ilha, com uma área de cerca de 10 km2 nunca foi habitada.

fonte: jornal  i

o "Monhé"

Um sujeito engravatado entra na lojinha do Abdul, no Martim Moniz, em Lisboa, e olha com desprezo para o balcão escuro, as roupas penduradas em ganchos,  as caixas de papelão, os  invólucros de plástico aos montes pelo chão...
Abdul irrita-se com o desprezo do tipo e resmunga :
- Está a olhar para a loja do Abdul com cara de parvo porquê? Com esta lojinha, Abdul tem apartamento no Cascais, tem apartamento no Algarve, tem casa no  Chiado, tem quinta no campo, tem filho a estudar medicina nos Estados  Unidos,  tem filha estudando moda em Paris. Tudo só com lojinha!
- Bom dia, eu sou fiscal das Finanças!
- Muito prazer! Eu, Abdul, o monhé mais mentiroso do Martim Moniz... 
 

quinta-feira, março 25, 2010

[ier Paolo Cito/Associated Press]
«NUNS IN WAITING: St. Brigida nuns attended Pope Benedict XVI’s general audience in St. Peter’s Square at the Vatican Wednesday.» [The Wall Street Journal]

Mia Couto associa protagonismo da língua portuguesa ao dos países lusófonos

«O futuro da língua portuguesa é muito o futuro daquilo que seja a nossa afirmação - dos países que falam português -, como países que podem ter um outro lugar no mundo, a nível da economia, a nível da política, a nível daquilo que possam ser exemplos de caminhos que são inovadores, que sejam alternativos a uma coisa que está muito fatigada, que é o discurso político que hoje domina o mundo»
«Acho que o futuro da nossa língua não depende só disso que é a grande bandeira do número de falantes, ou do peso demográfico que os brasileiros, portugueses, angolanos, moçambicanos, etc, possam ter», disse, sustentando que o futuro depende muito mais do que está a acontecer por exemplo no Brasil hoje.
«O Brasil hoje está-se afirmando como uma grande potência a nível mundial e isso pode ter um efeito sobre o futuro da nossa língua muito mais do que o discurso passadista de lembrar quanto glorioso foi o passado desta língua», afirmou
Da mesma forma, Mia Couto considera que a aproximação entre os países da CPLP depende mais de outras políticas do que a linguística, quando questionado sobre os efeitos da entrada em vigor do acordo ortográfico.
«Por que é que existem distâncias, por que é que existem desconhecimentos nesta família? Não é porque nós temos alguma dificuldade em ler os brasileiros, ou os brasileiros lerem-nos a nós (…) Não vejo que, automaticamente, por termos uma grafia comum, os brasileiros possam perceber melhor onde é que é Moçambique, por exemplo», disse.
«Há aqui um profundo desconhecimento que, para mim, é muito mais grave do que qualquer questão ortográfica e que passam por políticas de aproximação, por políticas de troca de informação que não existem», concluiu.
Mia Couto falava à Lusa em vésperas da Conferência Internacional sobre o futuro da língua portuguesa que vai decorrer em Brasília entre hoje e 31 de Março, culminando com a VI Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Lusa / SOL

Novo hominídeo descoberto por análise de ADN

Homens de Neandertal e modernos não estavam sós há 40 mil anos. Genética identifica outro que era desconhecido.
Viveu lado a lado - na mesma caverna, até, mas talvez em momentos diferentes - com os homens de Neandertal e os homens modernos, há cerca de 40 mil anos, mas até agora desconhecia--se que tivesse existido. Para já chamam-lhe um hominídeo desconhecido, ou referem-se à caverna de Denisova, no Sul da Sibéria, onde foi encontrado o fragmento de osso (uma falange) que permitiu conhecer a sua existência, através de análises de ADN (informação genética). Esse homem já extinto é um novo capítulo na história da evolução humana que hoje começa a ser escrito na revista Nature.
A caverna de Denisova fica nos montes Altai, no Sul da Sibéria, e sabe-se que foi ocupada por seres humanos nos últimos 125 mil anos. Foram ali descobertos inúmeros instrumentos primitivos e alguns ossos. Um deles foi a falange que está a ajudar a rescrever a história humana na sua migração para fora de África e a sua ocupação da Eurásia.
Esta falange foi ali encontrada em 2008 e a equipa de Johannes Krause, do Instituto Max Planck de Antropologia e Evolução, em Leipzig, decidiu olhar para o seu ADN mitocondrial (a informação genética de numa pequena estrutura celular chamada mitocôndria que só é passada por via maternal à descendência). Foi esta mesma equipa que sequenciou o ADN mitocondrial do homem de Neandertal, de um mamute e também de um esquimó que viveu há quatro mil anos.
Foi ao sequenciar aquele ADN que os investigadores se depararam com algo inesperado: aquele perfil não correspondia nem aos neandertais nem aos homem moderno, os únicos dois que se sabia terem existido há 40 mil anos, justamente a datação para o fragmento de osso. Estava encontrado outro homem, que levou também à descoberta de um novo hominídeo (antepassado humano).
Ao contrário de todas as outras descobertas até agora nesta área, em que os fósseis foram a sustentação do novo conhecimento, esta foi a primeira vez que se achou um novo hominídeo através de análises genéticas.
Segundo os investigadores, o antepassado comum ao homem de Denisova e ao homem moderno remonta há um milhão de anos, em África. Ele efectuou a sua própria migração entre há 300 mil e 500 mil anos. O homem moderno saiu de África há 50 mil anos.
fonte DN, Ciência

A “Última Ceia” foi crescendo ao longo dos anos

O tamanho dos pratos e alimentos retratados nas pinturas da “Última Ceia” foi aumentando ao longo do tempo. Desde a primeira representação do célebre episódio bíblico até às últimas obras conhecidas, há diferenças consideráveis. A conclusão pertence a uma equipa de especialistas em obesidade da Universidade de Cornell, que estudou 52 das mais famosas pinturas sobre a “Última Ceia” - entre elas, as obras de El Greco, Leonardo Da Vinci, Lucas Cranach (o Velho) e Rubens.
O estudo revela que, nas representações da última refeição de Jesus, pão e pratos foram crescendo progressivamente até um máximo de dois terços, acompanhando a evolução das refeições na vida real.
Recorrendo a computadores e tecnologia de ponta, os investigadores digitalizaram as imagens e calcularam as proporções. As refeições principais cresceram 69%, o tamanho dos pratos 66% e o pão cerca de 23%.
Os irmãos Wansink, Brian e Craig, lideraram a pesquisa e publicaram-na no “International Journal of Obesity”, afirmando que “os últimos mil anos testemunharam um aumento na produção, avaliação, abundância e disponibilidade de comida. Achamos que a arte imita a vida e estas mudanças reflectem-se nos quadros da história do jantar mais famoso”.
Craig, professor de teologia, afirma que este aumento de porções é mais uma questão de cultura do que de religião: “Não há razões religiosas para as refeições serem maiores.”
Citada pela BBC, Charnele Shoneye, especialista em dietas de obesidade e não se mostra surpreendida com estes resultados e exemplifica: “há 20 anos, por exemplo, os pacotes de batatas fritas tinham 20 gramas. Agora têm 30, 50 ou até de 60 gramas… e nós continuamos a comer o pacote inteiro. Estes aumentos mudaram a nossa percepção da realidade”.
fonte - jornal i

Portugal na vanguarda da genética

quarta-feira, março 24, 2010

Açafrão-das-índias pode ajudar a combater cirrose


A curcuma, ou açafrão-das-índias, que é utilizada como anti-inflamatório pela medicina ayurvédica, praticada na Índia desde há cinco mil anos, poderá ajudar a tratar doenças do fígado e assim prevenir a cirrose, segundo um estudo publicado na revista científica Gut por investigadores europeus e americanos.
Esta especiaria, cultivada numa série de países asiáticos, é também um dos ingredientes do caril, que junta uma mistura de especiarias e é uma das marcas de água da gastronomia indiana.
Uma equipa de investigadores austríacos e da universidade do Texas decidiram verificar se as propriedades anti-inflamatórias do açafrão-das-índias se verificava em relação a doenças que conduzem à cirrose. Neste ponto, a única solução é um transplante de órgão. As suas experiências em ratinhos demonstraram que aquela especiaria "reduz de forma significativa" os danos no fígado, o que é promissor do ponto de vista de futuras terapêuticas.(fonte DN)

Apure o paladar. Temos um quinto sabor: o umami

Já alguma vez tentou sentir a verdadeira essência do sabor de um alimento? Se conseguiu, é capaz de ter sentido o umami, o quinto sabor básico do ser humano, além do doce, salgado, amargo e ácido. Os japoneses sabem que existe há mais de 100 anos, os restaurantes com estrelas Michelin já o experimentaram na cozinha, mas só agora os europeus começam a apurar as papilas gustativas para este sabor oculto.
A história do umami, que em japonês quer dizer "essência do delicioso", começou no Oriente, mas todos podemos senti-lo no tomate, no queijo parmesão, no ketchup, nos cogumelos e na carne de porco. E é provável que o sabor lhe lembre pratos apetitosos como pizzas, hambúrgueres ou massas italianas: está provado cientificamente que o umami estimula os centros de prazer do cérebro e intensifica o genuíno sabor dos alimentos.
A substância mágica é o glutamato monossódico, um sal presente no umami, que dá aos alimentos um sabor suave e muito rico, confirma Nuno Borges, professor da Faculdade de Ciências e Nutrição da Universidade do Porto. Ou seja, o umami faz com que uma bolonhesa caseira saiba a uma massa confeccionada pelo melhor chefe italiano com tomates acabados de serem colhidos na horta. Na Segunda Guerra Mundial, era usado para dar mais sabor às rações de combate dos soldados.
UMAMI EM PÓ Mesmo discreto, o umami é agora a nova sensação no paladar dos britânicos e faz as delícias dos cozinheiros brasileiros. No Reino Unido, multiplicam-se os restaurantes que exibem o umami nos menus, como o famoso The Fat Duck que oferece o prato de marisco Sounds of Sea, enquanto amadores polvilham os pratos com glutamato monossódico vendido em tubo nos supermercados para realçar o quinto sabor.Em Portugal, podemos encontrar umami em pó, comercializado pela marca de especiarias Margão, com um nome mais asiático que o Taste Nº 5 inglês: Glu-Tai-Moto. O tempero, vendido em mais de 100 países no mundo, é criação do cientista japonês Kikunae Ikeda, que descobriu o umami em 1908 num caldo de algas marinhas, o tradicional kombu.fonte: i

um olhar sobre GOYA

Voo das Bruxas

Invasão Napoleónica a Madrid em 1808
Enterro

terça-feira, março 23, 2010

é o Povo, pá?

cantiga popular:

uma proposta curiosa



Zhang Xiaomei propôs na Conferência Política Anual do Povo que os maridos chineses pagassem ordenado às mulheres pelas tarefas domésticas e criticou que o seu estatuto permanecesse inalterável apesar da evolução da sociedade.
Observou ainda que em caso de divórcio, esse trabalho em prol da economia da casa, não é recompensado. (fonte: Sábado)

Nota da Redacção - se a moda pega...

É Primavera


      É primavera, dessa que não acontece só no calendário, porque a natureza desperta emergindo dos castanhos cobre para os verdes tenros que surpreendem, em humidades cúmplices. A poalha da manhã é um manto amarelado que se espreguiça, espalha e desaparece no calor do sol. O ar fresco traz os cheiros da noite já coados pela luz. Apetece respirar fundo e pensar que cada dia é um começo. Mas não é.
      As caras estremunhadas e remelentas das crianças que esperam, cedo demais, o transporte da escola, os que de foice ao ombro vão ou vêem dos palheiros, o carro do pão parado na venda, a conversa de comadres, dizem de um começo de séculos que temos de prosseguir.
      A mesma bica, do mesmo café e da mesma máquina, não tem um mesmo sabor!.
     Não pode ter porque o "bom dia" que se troca não tem as mesmas entoações, as mesmas vibrações.
      Mas a manhã espalha-se no tempo e nas vontades contrafeitas, adianta-se no dia soalheiro e a continuidade acontece.
      Crianças passam para a escola numa mão dada que é o prolongamento do braço das mães que as arrastam, enquanto outras caminham ajoujadas pelo peso da mochila, mas alegres. 
      E é essa pequena Alegria que nos garante a Primavera, todos os dias.

Maria Teresa Góis

segunda-feira, março 22, 2010

Os Scorpions em contagem final

Sai já amanhã o último disco dos Scorpions, que deverão começar  a última digressão mundial já no próximo mês
Tem data de lançamento agendada já para terça-feira o derradeiro álbum dos Scorpions, intitulado Sting in the Tail, que em Dezembro passado anunciaram o fim da banda de Rock You Like a Hurricane. O grupo anunciou também que fará uma última digressão mundial para promover o novo álbum, que deverá terminar em finais de 2012.
Formados em 1969, os Scorpions permaneceram na semiobscuridade durante os anos 70 até ao lançamento do álbum Lovedrive, já em 1979, que continha os êxitos Loving You Sunday Morning e Always Somewhere. Porém, foi apenas com o disco Love at First Sting (1984) que o grupo encontrou o sucesso comercial, com canções conhecidas do público alargado como Rock You Like a Hurricane, Big City Nights e a balada Still Loving You. O seu 11.º álbum, Crazy World (1990), inspirado no clima de mudança política e social que se vivia na Alemanha antes da queda do Muro de Berlim, deu ao grupo o seu maior êxito, o tema Wind of Change, que continua o 10.º single mais vendido na Alemanha.
Em 2010, mais de quarenta anos depois da sua fundação, os Scorpions, que continuam um dos maiores fenómenos de vendas europeus, garantem que tentarão despedir-se com pompa e circunstância. A última digressão de Matthias Jabs, Klaus Meine, Rudolf Schenker, Pawel Maciwoda e James Kottak, intitulada Get Your Sting and Blackout, terá início em Abril e levará o grupo para todo o mundo, estando já prometida uma paragem pelos palcos portugueses, e terá a duração de três anos.
Assim sendo, e embora tenham fim anunciado, os Scorpions não deverão terminar em breve, pelo menos não antes de 2013.

Erupção em glaciar ameaça fundir gelo islandês

A erupção do vulcão Fimmvorduhals, situado no glaciar Eyjafallajoekull, a cerca de 120 quilómetros da capital da Islândia, está a preocupar os cientistas pelo perigo de se a sua actividade se alastrar a outro vulcão, a leste, de maiores dimensões. Cerca de 600 pessoas tiveram de ser evacuadas casas e os voos domésticos encontram-se suspensos.
O director do Museu Nacional de História Natural, Fernando Barriga, relembra que, "historicamente, o Fimmvorduhals e o Katla têm tido uma actividade quase simultânea". Dado que preocupa as autoridades pois o Katla tem maior poder destrutivo.
Sendo este um vulcão situado num glaciar, o também geólogo e professor catedrático da Universidade de Lisboa, explica que há o perigo de se propagar para debaixo do glaciar, fundir o gelo e provocar inundações, sobretudo nas zonas a sul.
Inactivo há quase 200 anos, o alerta de actividade do Fimmvorduhals foi dado por volta da meia noite. Temendo o degelo, as autoridades procederam à evacuação das cerca de 600 pessoas que habitam na região mais próxima e suspenderam todos os voos. De dia as autoridades reavaliaram a actividade vulcânica e, apesar da nuvem de fumo com um quilómetro de altura, acabaram por classificar a erupção de categoria baixa e autorizar os voos internacionais, mantendo apenas suspensos os domésticos.
Era possível prever a erupção? Fernando Barriga diz que sim e recorda os cerca de três mil micro-sismos que se fizeram sentir na zona nas últimas semanas. "E podem verificar-se pequeníssimas alterações na crosta do vulcão, desnivelamentos do terreno", frisa. Assim, "quando os peritos conseguem analisar bem os dados é possível antecipar a erupção de um vulcão".
Fernando Barriga recorda que a Islândia se encontra situada na Crista Média Atlântica, uma cordilheira submarina que se estende sob os oceanos Atlântico e Árctico. A mesma onde se situa os Açores. Porém o geólogo defende que no País "não há dados levem a prever a entrada em actividade de algum vulcão".fonte DN

A LENDA DO JOÃO-DE-BARRO.

fonte: Blog "Foi deste jeito que ouvi dizer"
Contam os índios que, há muito tempo, numa tribo do Sul do Brasil, um jovem se apaixonou por uma moça de grande beleza.
Melhor dizendo: apaixonaram-se. 

Jaebé, o moço, foi pedi-la em casamento. O pai dela então perguntou:
- Que provas podes dar da tua força para pretenderes a mão da moça mais formosa da tribo?
- As provas do meu amor! - respondeu o jovem.
O velho gostou da resposta, mas achou o jovem muito atrevido. Então disse:
- O último pretendente de minha filha falou que ficaria cinco dias em jejum e morreu no quarto dia.

- Eu digo que ficarei nove dias em jejum e não morrerei.
Toda a tribo se espantou com a coragem do jovem apaixonado. O velho ordenou que se desse início à prova. Enrolaram o rapaz num pesado couro de anta e ficaram, dia e noite, vigiando para que ele não saísse nem fosse alimentado.
A jovem apaixonada chorou e implorou à deusa Lua que o mantivesse vivo, para ser o seu amor. O tempo foi passando, passando ... e certa manhã, a filha pediu ao pai:
- Já se passaram cinco dias. Não o deixe morrer! O velho respondeu:
- Ele é arrogante. Falou nas forças do amor. Vamos ver o que acontece.
E esperou até a última hora do novo dia e então ordenou:
- Vamos ver o que resta do arrogante Jaebé. Quando abriram o couro da anta, Jaebé saltou ligeiro. Seus olhos brilhavam e seu sorriso tinha uma luz mágica. Sua pele estava limpa e cheirava a perfume de amêndoa. Na aldeia todos se espantaram, e ficaram mais estupefatos ainda quando o jovem, ao ver a sua amada, pôs-se a cantar como um pássaro, enquanto o seu corpo, aos poucos, ia se transformando em um corpo de pássaro. E exatamente naquele momento os raios do luar tocaram a jovem apaixonada, que também se viu transformada em pássaro.
Então, ela saiu voando atrás de Jaebé, que a chamava para a floresta, onde desapareceram para sempre.
Contam os índios que foi assim que nasceu o pássaro joão-de-barro. A prova do grande amor que uniu esses dois jovens está no cuidado com que constroem a sua casa e protegem os seus filhotes.   E os homens amam o João-de-barro, porque lembram da força de Jaebé: uma força que vinha do amor e foi maior que a morte!

(Fonte: Ayala, Walmir. Moça Lua e outras lendas. Ediouro Publicações S.A.).

René Margaritte




























René Margaritte: O pintor do "surrealismo realista" ou do "realismo mágico" (Texto revisto)

René Margaritte foi um dos mais importantes pintores da corrente surrealista, uma corrente artística que marcou a pintura no segundo quartel do século vinte. A sua originalidade assenta na sua capacidade de marcar o paradoxo e o absurdo através de expressões realistas dos objectos, às quais junta com mestria um elemento desestabilizador e perturbador, quer através da desproporcionalidade das formas, quer recorrendo a objectos insólitos e racionalmente despropositados, que alteram o equilíbrio realista da representação. Em relação ao recurso da desproporcionalidade das formas, a pintura “ La Geante” é a mais significativa. Uma mulher nua, enquadrada na mesma proporção dimensional dos objectos circundantes, agiganta-se desmesuradamente sobre uma figura masculina, ali colocada para exprimir um contraste expressivo e paradoxal. Por sua vez, os desequilíbrios provocados pela inclusão de uma figuração absurda e aparentemente despropositada encontram-se em obras como “Os Amantes” e na impressionante pintura “Castelo dos Pirenéus”, onde a figuração de um gigantesco pedregulho, encimado por um castelo medieval, e a ocupar todo o espaço, transmite a ideia da transgressão das leis da natureza e da Física. Tudo é absurdo, ali, excepto a representação realista do castelo e do mar.
“Castelo dos Pireneus”, pelo seu significado e arrojo, é das obras mais importantes de René Margaritte, e onde o autor revela melhor o seu “realismo mágico” ou o seu “surrealismo realista”. O mesmo se poderá dizer da obra “A Queda”, onde se representa uma série de homens com chapéu de coco na cabeça e vestidos a rigor, em aparente queda livre. Para o público em geral, os chapéus de coco constituíram o elemento figurativo que melhor identificava o pintor.
René Margaritte nasceu na Bélgica, em 1898, e morreu em La Figueras, a terra de Salvador Dali, em 1967. Estudou em Bruxelas, mas em 1927 mudou-se para Paris, tendo-se associado ao grupo surrealista, onde pontificavam os poetas André Breton e Paul Éluard e o pintor Marcel Duchamp.(fonte: net)