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segunda-feira, outubro 31, 2011

Afinal, onde nasceu o bebé sete mil milhões?

A ONU elegeu simbolicamente uma filipina, Danica May Camacho, nascida com 2,5 quilogramas pouco depois da meia-noite em Manila, como o bebé sete mil milhões. No entanto, a escolha não é pacífica: Índia e Rússia também reclamam para si o título. Tecnicamente, ninguém sabe ao certo onde nasceu ou nascerá o habitante que fará a população subir mais um degrau na escalada demográfica.
Ainda assim, e apesar da contestação, funcionários das Nações Unidas já visitaram e presentearam os pais da pequena Danica com um bolo de chocolate onde se pode ler “bebé sete mil milhões”.

A menina, cujo nome significa “estrela da manhã”, contará ainda com uma bolsa que visa assegurar o seu acesso à educação e os pais vão receber ajuda financeira para poderem abrir uma loja. Os pais de Danica, que tem um irmão mais velho, mostraram-se surpreendidos com o feito e não resistiram a dizer que a menina é “linda” e “amorosa”.

As Filipinas contam com quase 95 milhões de habitantes, com 10% das raparigas entre os 15 e os 19 anos a serem mães. Enrique Ona, um dos responsáveis pela pasta da saúde no país, espera por isso que este marco ajude as Filipinas a resolver vários problemas relacionados com a população. No entanto, e apesar de o mediatismo de hoje, o bebé seis mil milhões e o bebé cinco mil milhões, da Bósnia e Croácia, respectivamente, já acusaram as Nações Unidas de os terem destacado na altura e ignorado ao longo das suas vidas.

Nargis também quer ser o rosto “sete mil milhões”
Polémicas à parte, de acordo com as Nações Unidas, a população mundial chega assim hoje à marca dos sete mil milhões de habitantes. Ninguém era capaz de dizer onde iria nascer o bebé que assinala a subida de mais este degrau na escala demográfica. A própria ONU apostava que seria em Uttar Pradesh, o estado mais populoso da Índia, onde nascem 11 crianças por minuto. Aliás, a Índia é um dos países que está a reclamar a efeméride, depois de a organização Plan International ter anunciado que o bebé sete mil milhões era também uma menina chamada Nargis e nascida precisamente em Uttar Pradesh. Situação semelhante à que acontece na Rússia, onde há dois bebés candidatos ao título.

A contagem decrescente para este dia começou há dez meses, no 19.º andar de um arranha-céus de Manhattan, o número 2 da Praça das Nações Unidas. Uma equipa de cinco demógrafos de várias nacionalidades, cada um encarregado de 40 países, territórios e áreas, começou a recolher e trabalhar dados – incluindo do Afeganistão, onde não se realiza um censo desde que a União Soviética invadiu o país, em 1979.

Se 2011 for o ano certo para este novo marco, a população global então terá aumentado mil milhões de habitantes em apenas 12 anos. Os primeiros mil milhões assinalaram-se em 1804 e os demais saltos deram-se em 1927 (123 anos depois), 1960 (33 anos) e 1974 (14 anos), 1987 (13 anos) e 1999 (12 anos). Depois da explosão demográfica do século XX, o ritmo de aumento está a abrandar. Ainda assim, a população mundial deverá chegar a 9,3 mil milhões em 2050 e aos 10 mil milhões em 2100, segundo as mais recentes projecções da ONU.

A escalada populacional ocorrerá quase que exclusivamente no mundo em desenvolvimento, em particular nas nações onde as mulheres ainda têm muitos filhos – 39 países em África, nove na Ásia, seis na Oceania e quatro na América Latina. A curto prazo, a Índia irá ultrapassar a China, tornando-se o país mais populoso do mundo. Quanto à China, enfrentará a médio prazo o problema do envelhecimento. Por ora, ainda tem a maior fatia de população activa do mundo (74,5%), o que tem sido um factor decisivo para o seu crescimento económica entre 1965 e 2005.

Mas esse período está a acabar, por causa da política de filho único seguida desde os anos 70. A preferência por filhos do sexo masculino levou também a uma grave distorção nos nascimentos: 118 rapazes para cada 100 raparigas, quando a taxa natural ronda 104 meninos por 100 meninas.

Se os cenários da ONU se mostrarem certos, a população mundial chegará aos oito mil milhões dentro de 13 anos, em 2024. fonte:PUBLICO
 

quarta-feira, outubro 12, 2011

Para meditar....

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes : é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.


Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória.


São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.


Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Disfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar...


Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.


Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria.

Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis : reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.


Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.


De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.


Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...


Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza ; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.


Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.

Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...

Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI ...

rec.por email, desconheço o autor 

sexta-feira, outubro 07, 2011

Nobel da PAZ

A Presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a activista liberiana Leymah Gbowee e a iemenita Tawakkul Karman ganharam o prémio Nobel da Paz 2011, foi hoje anunciado. 
O Comité Nobel Norueguês distinguiu as três mulheres «pela luta pacífica em defesa da segurança das mulheres e dos direitos das mulheres na participação total no trabalho de construção da paz».
Tawakkul Karman, que a agência noticiosa francesa AFP inicialmente identificou como liberiana, é de nacionalidade iemenita.
Johnson Sirleaf, de 72 anos, economista formada em Harvard, é a primeira mulher presidente de África eleita democraticamente em 2005.
Vista como reformista e pacifista quando assumiu o poder, Sirleaf apresenta-se novamente às eleições presidenciais, que decorrem este mês. Recentemente, opositores acusaram Sirleaf de comprar botos e usar fundos governamentais na campanha eleitoral. O seu campo negou as acusações.
Até 2003, a Libéria foi palco de uma guerra civil. Actualmente, o país luta pela manutenção da paz com a ajuda de missões das Nações Unidas.
A activista liberiana Leymah Gbowee organizou um grupo de mulheres cristãs e muçulmanas para desafiar os senhores da guerra na Libéria.
Tawakul Karman, de 32 anos, tem três filhos e liderou a organização Mulheres Jornalistas sem Correntes, um grupo de defesa dos direitos humanos. Tem desempenhado um papel fundamental na organização dos protestos no Iémen contra o governo do Presidente Ali Abdullah Saleh, que se iniciaram no final de janeiro.
O pai de Karman foi ministro dos assuntos legais no governo de Saleh. Karman é jornalista e membro do partido islâmico Islah.
«Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo sem que as mulheres consigam as mesmas oportunidades que os homens para influenciar os acontecimentos em todos os níveis da sociedade», acrescentou o comité norueguês.in:DN, Lisboa

quinta-feira, outubro 06, 2011

Nobel da Literatura para o sueco Tomas Transtromer

Segundo a Academia Sueca, é "um dos poetas vivos mais traduzidos em todo o mundo", cuja obra incide sobre "a morte, a História, a memória e a natureza".
O escritor bateu o poeta sírio Adonis, principal favorito ao prémio juntamente com Bob Dylan. Entre outros favoritos ao Nobel estavam o japonês Haruki Murakami, o australiano Les Murray, o coreano Ko Un e o polaco Adam Zagajewski.
Nascido em 1931, o escritor e tradutor sueco Tomas Transtromer começou na poesia aos 23 anos e tem mais de 20 livros publicados, entre eles obras como "Stigar" e "17 Dikter".
O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta sueco Tomas Transtromer, porque "através das suas imagens translúcidas e condensadas, ele dá-nos um novo acesso à realidade", afirmou hoje a Academia Sueca, em Estocolmo.
Em Portugal, Tomas Transtroemer está representado na colectânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981.
Publicou cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990. A maior parte da sua obra está escrita em verso livre, apesar de ter feito também experiências com linguagem métrica.

sábado, abril 30, 2011

sobre as Beatificações

Apelo ecumênico para o dia 1º de maio de 2011:

„Lembrem-se da Santificação do mártir Santo Oscar Romero através do pobres deste mundo“

Queridas Irmãs e queridos irmãos do ecumenismo!

Com este apelo pedimos a todos e todas a se lembrarem no dia 1º de maio de 2011 da santificação do mártir Santo Oscar Romero através dos pobres da América Latina e dos amigos e amigas de Jesus no mundo todo. Essa memória servirá para o nosso encorajamento no caminho do Evangelho e, ao mesmo tempo, deverá ser ouvido como apelo de conversão nas Igrejas dos ricos.

Logo após sua nomeação como arcebispo de El Salvador em 1977, o padre conservador Oscar Arnulfo Romero foi confrontado com a perseguição sangrenta dos cristãos no seu país. As lágrimas derramadas no sepultamento de catequistas, coroinhas e padres assassinados fizeram com que ele se tornasse um bispo destemido ao lado dos pequenos, maltratados e perseguidos. Desde então, o regime de seu país, o Secretário de Segurança do presidente dos EUA e poderosos cardiais da Cúria Romana se posicionaram contra ele.

No início do ano de 1979 Dom Romero não foi ouvido pelo papa João Paulo II e nem recebeu apoio em suas angústias. Descepcionado ele disse: „Acredito que não retornarei outra vez à Roma. O papa não me entende.“ João Paulo II não tinha apreciado nem a fotografia de um padre indígena recém- assassinado, como também outros documentos a respeito da perseguição dos cristãos pelos capatazes dos ricos; ao inves disso, o papa apelou a cultivar relações harmoniosas com o governo salvadorenho.

Ciente de seu próprio risco de vida, Santo Romero da América levantou sua voz contra a injustiça, excomungou políticos do regime e lembrou ao moviemnto de resistência a não- violência de Jesus de Nazaré. Depois de uma das inúmeras mortes cometidas contra os cristãos ele pregou dizendo: „Longe de nós os sentimentos da vingança, vamos rezar com Jesus: Pai, perdoe-lhes por que não sabem o que estão fazendo.“

Sendo que cada pessoa humana é filho/a e semelhança viva de Deus, para Santo Oscar Romero o culto divino era inseparavelmente ligado à defesa incondicional da dignidade humana. Aos comandantes e capatazes da junta militar dirigiu as seguintes palavras: „Um assassino é também aquele que tortura... Ninguém deve por a mão contra um outro ser humano, pois o homem é semelhança de Deus.“ Um dia antes de ser assassinado, dia 24 de março de 198, apelou publicamente aos soldados a desobedecerem à ordem de matar: „Em nome de Deus e em nome do povo sofrido peço a vocês, ordeno a vocês: Parem com a opressão!“ O tiro do pistoleiro o atingiu durante a celebração da Eucaristia.

A santificação de Santo Oscar Romero, promovida pelas bases do povo, não é um gesto arrogante. Sabemos que só Deus pode olhar o coração de uma pessoa humana e aprender a olhar com os olhos de Deus é possivel somente de forma parcial. Porém, essa santificação sem um processo caro nas instâncias eclesiásticas anuncia uma boa notícia sob o sopro do Espírito de Deus: „O exemplo do nosso irmao Santo Oscar Romero nos revela como as pessoas podem se tornar belas e corajosas quando começam a ouvir o Evangelho de Jesus.“

tradução: fr. Johannes Gierse ofm, Brasil     in: Nós Somos Igreja

NOTA DA REDACÇÃO - Não consigo entender, sequer aceitar todo este movimento que se faz sobre a Beatificação de um Padre que, por ser Papa já se lhe chama Santo.... Temos, em todos os séculos da Igreja exemplos fortíssimos  dos que claramente na Terra demonstraram essa intimidade com Deus e os que estão nos extremos opostos, sendo Papas, Santos, etc.
Bastar-me-á  pensar que se alguém já goza na presença de Deus a Terra Prometida, sem sofrimentos, sem desgostos, guerras, desgraças, apenas podendo continuar a fazer o bem aos que o evocam, para quê tanto comércio, tanto folclore, tanta superficialidade? Será com Espiritualidade desta que conseguiremos ser o Evangelho de Jesus, ou seremos a Igreja que os homens, depois dele, vão reinventando?

quinta-feira, março 31, 2011

Visão de um professor de economia chinês (s/ a Europa)

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo
social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os
europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam:
lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV!
  Vivem, portanto, bem acima dos seus meios,porque é preciso pagar estes
sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para
suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para
financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão
pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo.
Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não
poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos
'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão
fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas
sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos
há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por
impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É
uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e
sufocação.  A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o
abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los.
Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego
em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de
uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das
inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os
decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

NOTA: É possível ver a versão original do "Prof. Chinês" a falar
através do link abaixo:

 http://www.youtube.com/watch?v=DMKb9A6Kouk&feature=player_embedded

sexta-feira, março 11, 2011

uma viagem mais...

Que seja de ida e volta.
Hoje, dia 11, meu filho Nuno regressa ao Cairo. Esperemos que por pouco tempo
Complexo City Stars, Heliopolis, CAIRO (local de trabalho)

quinta-feira, março 10, 2011

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Lisboa e a Península Ibérica à noite vistas do espaço

por Filomena Naves, DN Lisboa
 
Astronauta da ESA Paolo Nespoli é fotógrafo nas poucas horas vagas que tem a bordo da estação espacial e captou as imagens.
Nos intervalos das experiências científicas e das tarefas de manutenção que sempre há a bordo da estação espacial internacional (ISS, na sigla inglesa), o astronauta Paolo Nespoli, há dois meses ali em missão, dá largas à sua paixão pela fotografia. Instala-se no módulo europeu Cupola, que tem uma vista soberba sobre a Terra, e vai fotografando o que vê lá de cima. Aqui está Lisboa à noite, captada pela sua objectiva. A ponte Vasco da Gama é uma linha de luz, o rio um túnel escuro e Lisboa uma bossa cheia de pontos luminosos. Portugal e Espanha, no interior do recorte preciso da Península Ibérica, competem nos focos de luz que deles emanam.
Na sua viagem orbital em torno da Terra, a uma altitude de 360 quilómetros, ISS é o ponto ideal para captar esta visão do planeta. Com a nave de carga europeia desde há dois dias acoplada à estação e prestes a receber a visita do vaivém da NASA Discovery, ontem lançado, está prestes a tornar-se, ainda que temporariamente, a maior instalação espacial de sempre. 

domingo, fevereiro 06, 2011

Sentença de 80 chibatadas mata menina de 14 anos

Hena Bagum, de 14 anos, foi violada pelo primo, um homem de 40. Em vez de protegida, a adolescente foi acusada de "sexualidade imoral" e condenada a 80 chibatadas, acabando por morrer. 

Hena Bagum, de 14 anos, acabou por morrer após uma punição de 80 chibatados atribuída pelo tribunal religioso de Shariatapur, uma cidade do sudoeste do Bangladesh.
A adolescente foi acusada de ter tido relações sexuais com um primo que era casado, avança a BBC . O homem foi condenado a cem chibatadas, mas fugiu antes da pena ser aplicada. A mesma sorte não teve Hena, que a meio do castigo acabou por desmaiar, acabando por falecer no hospital local.
Quatro pessoas, incluindo Mofiz Uddin, um clérigo muçulmano responsável pela fatwah (sentença), foram presas, uma vez que punições realizadas em nome de decretos religiosos foram proibidas em Bangladesh. Esta é segunda morte provocada por uma sentença ligada à sharia desde que a prática foi banida pela Corte Suprema do país.

"Sexo imoral" afinal foi uma violação


De acordo com os órgãos de comunicação social bengalis, Hena terá sido violada pelo primo. Relatos de moradores locais contam que os gritos de socorro da adolescente atraíram alguns professores da madrassa (escola de ensinamentos islâmicos), incluindo Mofiz Uddun, à casa onde o homem de quarenta anos mantinha relações sexuais com Hena.
Em vez de prenderem o autor da violação, os homens mantiveram a adolescente presa num quarto, acusando-a de "sexualidade imoral" fora do casamento. Ao pai da jovem foi exigido que pagasse uma multa de cerca de €500 pelo comportamento reprovável da filha.
Um dia antes da sentença ter sido decretada, moradores locais garantem que a jovem terá sido espancada pela família do primo. A resistência de Hena Bagum à violência extrema a que foi sujeita terminou a meio das 80 chibatadas, quando desmaiou. A jovem acabou por morrer ao fim de seis dias de internamento no hospital.fonte EXPRESSO

terça-feira, fevereiro 01, 2011

a revolta no Egipto e o regresso do meu filho

Nuno Eugénio de Góis volta hoje a Portugal no avião c-130 da Força aérea

Aos 33 anos, Nuno Góis, criou raízes num país hoje em convulsão social.
Tal como tínhamos avançado na edição de ontem, há pelo menos um madeirense a viver no Egipto e que, mesmo não querendo, vê-se obrigado a regressar a Portugal, deixando tudo para trás, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, uma casa. Se tudo correr como planeado, a Força Aérea Portuguesa vai evacuar os cidadãos num avião C-130, num voo a realizar esta tarde.
Aos 33 anos, Nuno Eugénio de Góis tinha uma vida tranquila no Egipto, onde está há cinco anos ao serviço de uma empresa multinacional de telecomunicações. Este madeirense, natural da freguesia de São Pedro (Funchal) e que tem a família a residir no Porto Moniz, saiu da sua terra aos 18 anos rumo a Inglaterra e, agora, estava num país de 81 milhões de habitantes muito diferente, mas onde já conseguira se estabelecer, apesar do primeiro ano de maior dificuldade de adaptação à cultura.
Conta a experiência que tem vivido, principalmente nos últimos dias após a revolta popular que pretende derrubar o regime de Hosni Mubarak. "Sábado e domingo foram dias mais calmos, depois dos primeiros dias mais complicados", afirma. "Inclusive no sábado estive no meio da manifestação, uma vez que moro aqui há cinco anos e, ao fim e ao cabo, tenho amigos egípcios e quero estar com eles pela queda de uma ditadura", reforça.
Nuno Góis teve que sair de casa no domingo para ir buscar o passaporte à empresa, onde o tinha deixado para renovação do visto de permanência no país. "Vi muita gente nas filas à espera para comprar água, pão, com medo da escassez de bens essenciais", conta. "Como não há polícia nas ruas, as pessoas que fazem as entregas não têm condições de segurança para o fazer". Ontem foi trabalhar normalmente, viu pouco movimento como é habitual, mas devido ao recolher obrigatório, saiu mais cedo. Inclusive no domingo, primeiro dia de trabalho para os egípcios, houve amigos que são funcionários públicos que foram mandados para casa sem data de regresso, dada a situação caótica no país.
Nuno Góis caracteriza o momento como o eclodir de 30 anos de silêncio, desprezo pelas pessoas, corrupção. As pessoas sentem-se revoltadas. Volta para Portugal para um mês de 'férias' compulsivas, mas provavelmente não à Madeira. "Regresso mas por uma questão de segurança, porque não me senti afectado pessoalmente, não tenho razões de queixa das pessoas, fui sempre muito bem recebido e tratado", garante. "Não se sabe exactamente onde isto vai parar, fala-se de muita coisa para o que virá no futuro, mas no meu caso, gostava mas não sei se regressarei, dependerá da empresa", conclui este relato.
in: Diário Notícias da Madeira, hoje

sábado, janeiro 08, 2011

'Viagra dos Himalaias' gera disputa

Há vários séculos que o poder afrodisíaco do fungo yarsagumba é valorizado pela cultura chinesa. 

O fungo yarsagumba cresce nos Himalaias a uma altitude superior a 3500 metros
O fungo yarsagumba cresce nos Himalaias a uma altitude superior a 3500 metros
O fungo yarsagumba, que se encontra nos Himalaias a uma altitude superior a 3500 metros, é conhecido pelas suas características afrodisíacas, sendo apontado como um equivalente ao Viagra. Agora, está a gerar disputa devido ao seu potencial económico.

Desde há vários séculos, o yarsagumba é valorizado pela cultura chinesa. Além das qualidades afrodisíacas, no Oriente acredita-se que o fungo também tem potencial para aumentar a vida e curar doenças.


As farmacêuticas americanas já descobriram o valor do fungo e começaram a investigar o seu uso no tratamento do cancro. No entanto, é difícil chegar ao yarsagumba devido à resistência da população. Em 2006, 36 homens da região foram presos e acusados de matar sete homens que tentaram levar yarsagumba. Atualmente, um quilo deste fungo pode atingir os €7500.
fonte:EXPRESSO

domingo, dezembro 19, 2010

AÇORES no top de melhor destino da Forbes


A revista norte-americana Forbes elegeu os Açores como um dos "poucos destinos do mundo que oferecem verdadeiramente uma experiência única" de viagem, onde se pode vivenciar algo novo, "nunca antes visto".

A revista cita a editora Anna Banas e Tom Hall, do site de viagens SmartTravel.com e dos guias de viagem Lonely Planet onde é recomendado o arquipélago dos Açores para quem quer "uma mistura de sabor europeu com uma herança cultural atlântica única".

"Há um sítio onde podemos cozinhar a comida em fontes geotermais, deitam-na na terra, deixam-na cozinhar por diversas horas, e depois tiram-na e levam-na para ser servida nos restaurantes mais próximos", descreve Banas, referindo-se ao Cozido das Furnas, em São Miguel.

O jornalista John Giuffo da revista Forbes aconselha ainda a visitar "a dramática beleza natural das lagoas em crateras de vulcões no conjunto de nove ilhas de origem vulcânica no meio do Atlântico que têm o português por língua e uma cultura e cozinha próprias".

A Forbes aconselha ainda outros destinos únicos como o Hotel de gelo na Suécia, as espécies únicas e exóticas de Madagáscar, o reino do Butão, Porto Rico ou a Blue Lagoon, a Lagoa Azul, na Islândia.

Para aceder à lista da Forbes clique aqui para saber mais.

Nota da Redacção - Felizmente que nos Açores se continua a respeitar a Natureza, a biodiversidade, não usando o cimento para justificar a evolução ou para arranjar obras para os amigos, como se faz na Madeira. Parabéns Açores!