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domingo, junho 12, 2011

Homem mais pequeno do mundo mede 61,5 centímetros

O filipino Junrey Balawing é, desde hoje, dia em que completa 18 anos, o homem mais pequeno do mundo. Mede apenas 61,5 centímetros.
O jovem foi medido no sábado de manhã por uma equipa dos Recordes do Guinness, que comprovou que Junray Balawing é mais pequeno que o anterior detentor do recorde, o nepalês Khagendra Thapa Magar, com 66 centímetros.
Segundo o Guinness, Junrey pode ser considerado também o homem vivo mais pequeno de sempre.
fonte:DN, Lisboa

dia internacional CONTRA O TRABALHO INFANTIL

Dia após dia,
Niyoymuremye de 10 anos , natural de Ruanda,
transporta à cabeça tijolos para uma estrada,
onde são depois recolhidos por um camião.
50 milhões crianças na metade sul de África ,
estão condenadas a trabalhos duríssimos.
No Sudeste da Ásia, mais de 120 milhões de Crianças,
dos 5 aos 14 anos são obrigadas a trabalhar.
A agricultura é o sector,
onde trabalham mais crianças a nível mundial
A pobreza, leva a que muitas famílias ponham
as crianças a trabalhar para poderem sobreviver,
impedindo-lhes o acesso às escolas.
As Nacões Unidas pretendem que até 2015,
cada criança tenha pelo menos acesso ao ensino primário.


A ILO está desde 1992,
empenhada em acabar com o trabalho infantil.
Mais de 80 países colaboram actualmente neste projecto.
Na América Latina e nas Caraíbas houve grandes progressos.
Já só 5% das criançcas dos 5-10 anos , são obrigadas a trabalhar.
.

Seria o homem o parque?

o homem tinha 40 anos de líquenes no Parque
era forte de ave
gafanhotos usavam sua boca
quase sempre nos intervalos para o almoço
era acometido de lodo
à noite seria carregado por formigas até as
bordas de um lago
madrugada contraía orvalho nas escamas e na marmita


Manuel de Barros in:"O encantador de palavras"

sábado, junho 11, 2011

Japoneses inventam orelhas que mexem conforme emoções

Como já é habito, é do Japão que nos chega mais uma novidade insólita no mundo dos gadgets tecnológicos. Uma bandolete, com umas orelhas de gato que reagem conforme o estado de espírito de quem as usa.

O movimento do brinquedo é provocado por sensores que detectam a actividade cerebral da pessoa, garantem os inventores. As orelhas do Necomimi, o nome do brinquedo criado pela empresa Neuroware, levantam-se quando registam um aumento das ondas cerebrais e baixam-se quando a mente está relaxada.
Kana Nakano diz à BBC que os criadores estão a "explorar novas formas de comunicação" e, acham que pode ser "interessante usar ondas cerebrais". A porta-voz da empresa diz ainda que "como os sensores devem ser acoplados na cabeça", tentaram "criar algo bonito e atraente".
O fabricante planeia começar a vender o produto até ao final do ano, no Japão, pelo menos.


como eu vejo a ilha

Mais um dia triste, cinzento, a juntar aos do mês de Maio e os que decorreram de Junho. E, como diz o Povo, "PORTO SANTO ALERTA, É CHUVA CERTA"

Bonecos Estrunfes vivem num regime estalinista e racista

in:Publico
Os famosos bonecos azuis, criados pelo ilustrador belga Peyo, estão envolvidos numa grande polémica em França, onde um académico afirma que os Estrunfes de inocentes bonecos nada têm.
Antoine Buéno é um professor francês que publicou agora um livro “Le Petit Livre Bleu: Analyse critique et politique de la société des Schtroumpfs”, onde faz uma análise sobre os bonecos azuis, investigando a história dos Estrunfes, as mensagens subliminares de cada personagem, o dia-a-dia das histórias. No seu estudo, o autor garante ter encontrado vários valores totalitários.
Para o francês, a sociedade dos Estrunfes é “típica de uma utopia soviética”, destacando que “cada um se veste da mesma maneira, tem uma casa igual à do seu vizinho, e exerce a profissão mais adequada às suas habilidades, não sendo conhecidos pelo seu nome mas sim pela sua função na sociedade.” 
Antoine Buéno escreve ainda que os Estrunfes vivem num mundo em que a iniciativa privada não é estimulada, onde as refeições são feitas em comunidade, numa sala partilhada, e, acima de tudo, têm um único líder, não podendo abandonar o seu pequeno país.
“Isto não vos faz lembrar nada? Talvez um regime ditatorial?”, questionou o professor, citado pelo “Le Figaro”, numa palestra na Universidade Science Po, em Paris, comparando assim o mundo dos Estrunfes ao regime estalinista, onde o pai se veste de vermelho e é parecido com Estaline, e o estrunfe inteligente é a representação de Trotsky.
No seu estudo, o académico dá especial enfoque a um episódio onde os Estrunfes são mordidos por uma mosca que os torna pretos e os deixa mudos, aludindo ao colonialismo. 
Estas afirmações não têm sido bem aceites pelos fãs dos bonecos azuis que rejeitam esta nova versão. Na Internet e nas redes sociais as críticas a Antoine Buéno não têm parado e há quem o chame de “destruidor de sonhos.”
Ao “The Guardian” o autor explicou que nunca esperou esta reacção do público. “Eu não quero desencantar ninguém. É possível manter uma abordagem infantil e fazer uma abordagem analítica”, disse o francês, explicando que toda a sua investigação foi “muito rigorosa e documentada.”
“Eu não acredito que Peyo tenha feito de propósito mas a verdade é que inconscientemente estes elementos estão lá.”
O filho do criador também já veio a público explicar que o seu pai, Peyo, nunca teve interesse pela política e por isso esta nova versão dos Estrunfes não faz sentido. Ao francês “L’Express”, Thierry Culliford disse que não leu o livro de Buéno. “Ele pode interpretar as histórias como ele quiser, mesmo que eu não subscreva essa interpretação, desde que não ataque o meu pai e o seu trabalho.”
Peyo morreu em 1992 e foi o seu filho Thierry Culliford quem continuou a escrever as aventuras dos Estrunfes. 
Ainda este ano a história dos bonecos azuis com gorros brancos deve chegar aos cinemas, não se sabendo para já muitos pormenores.

quinta-feira, junho 09, 2011

os lambe-cus

"Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso. Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas.Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing.Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."
(.. é que nas empresas estatais, os lambe'cus (homens e principalmente agora mulheres, imperam.)

Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume"

como eu vejo a ilha

Serra d'Água, dia 06.06.11

Dicionário da língua da antiga Mesopotâmia terminado ao final de 90 anos

A obra, chamada "O dicionário de Assírio de Chicago", foi produzida pelo Instituto Oriental da Universidade de Chicago, Estados Unidos, e tem a explicação de 28 mil palavras em acádio, uma língua semita que foi falada e escrita nas cidades do Médio Oriente da civilização da Mesopotâmia, onde hoje ficam a Síria e o Iraque. Antigamente, chamava-se a esta língua o sírio, e o dicionário acabou por ficar com este nome.

Apesar da língua ser mais antiga, os significados das palavras referem-se a um período entre 2500 a.C. até 100 d.C.. A obra ultrapassa a função de explicar o significado de uma palavra e coloca cada termo dentro de um contexto, fazendo várias associações históricas, que se ligam à literatura, leis, religião, comércio ou o quotidiano.

“Cada termo, cada palavra torna-se uma janela para a cultura”, disse citada pelo New York Times a reitora de humanidades da Universidade, que trabalha no projecto desde 1979 e é a editora principal desde 1996.

A explicação da palavra “umu”, que significa “dia”, estende-se por 17 páginas. Uma das referências é a sua utilização na Epopeia de Gilgamesh, escrita em acádio, uma das primeiras epopeias poéticas da humanidade, que diz: “Aqueles que tomaram coroas que em dias passados regeram a terra.”

“Muito do que se vê é absolutamente reconhecível”, disse à AP Matthew Stolper, professor da Universidade de Chicago que trabalhou na obra, intermitentemente, durante 30 anos. “As pessoas a expressarem medo e raiva, a expressarem amor, a pedirem amor.”

“Há inscrições de reis a dizerem quão fantásticos eram, e inscrições de outros que diziam que estes homens não eram assim tão fantásticos”, disse Stolper. “Há também muitas versões antigas de ‘o seu cheque está no caixa de correio’. E há uma frase comum em cartas antigas babilónicas que quer dizer literalmente ‘não te preocupes com nada’”.

O acádio é escrito em símbolos cuneiformes, e representa um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. Os especialistas analisaram tábuas de pedra inscritas. “Retirava-se o pó, e poderia emergir uma carta de alguém sobre uma nova criança na família, ou outra tábua que podia ser sobre um empréstimo até à época da colheita”, disse Robert Biggs, um professor emérito do instituto que trabalhou durante 50 anos neste projecto e que como arqueólogo desenterrou tábuas que foram utilizadas para a obra.

“Apercebemo-nos que isto não foi uma cultura só de reis e rainhas, mas também de pessoas comuns, como nós, com as mesmas preocupações de segurança, alimentação e de abrigo para elas e para a sua família”, disse o arqueólogo citado pelo The Guardian, acrescentando que estas cartas lidas hoje dão vida às suas experiências. Ao longo dos 90 anos, os editores da obra foram sucedendo-se. O primeiro volume foi publicado em 1956.

Segundo Gil Stein, o director do Instituto Oriental, esta obra é “uma ferramenta de investigação indispensável para qualquer estudioso que quer explorar o registo escrito da civilização da Mesopotâmia”, disse, citado pelo New York Times, numa conferência esta segunda-feira.

“Virtualmente, tudo o que temos como certo, a sua origem é a Mesopotâmia, quer seja a própria origem das cidades, as sociedades estatais, a invenção da roda, a forma como medimos o tempo, ou o mais importante, a invenção da escrita”, disse Matthew Stolper à AP. “Se alguma vez quisermos compreender as nossas raízes, temos que compreender esta grande primeira civilização.”

A colecção custa ao todo 1358 euros, mas está disponível livremente na internet aqui.
in: Publico

quarta-feira, junho 08, 2011

dia mundial dos Oceanos

o que a Natureza nos deu de graça e limpo, uma vez na mão do Homem, está assim. Devemos reflectir mesmo nos pequenos gestos como o de jogar uma pastilha elástica para o chão, ou o resto de um cigarro.

Feliz dia para quem é


Feliz dia para quem é
O igual do dia,
E no exterior azul que vê
Simples confia!

Azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver

Ah, e se o verde com que estão
Os montes quedos
Pudesse haver no coração
E em seus segredos!

Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia

De só sentir a terra e o céu
Tão belo ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p’ra os ter!

Fernando Pessoa, in " Cancioneiro "

terça-feira, junho 07, 2011

Galinhas para todos....Mouscron

Galinhas poedeiras é mais interessante que caixotes de lixo. A cidade de Mouscron, Bélgica, oferece aves de capoeira a todas as famílias que se candidatem a reduzir o volume dos resíduos domésticos, segundo o La libre Belgique. As galinhas são entregues aos pares "para que não se aborreçam". Os candidatos deverão passar por uma formação de galináceos, "comprometer-se por escrito a não comer as galinhas antes de dois anos, a não as cederem a terceiros e a autorizar a cidade a efectuar o controlo" de surpresa, ao domicílio, para verifcar se as aves são bem tratadas. Para os habitantes que não tenham varanda, a câmara está a trabalhar num projecto de vermicompostagem-floreiras de composto cheias de minhocas muito vorazes, lê-se no diário belga.

Nota da redacção - Sem dúvida que demonstra uma clara preocupação ambiental e sanitária, promovendo deste modo o embelezamento de varandas e jardins através do adubo conseguido.



"o caso dos pepinos espanhóis"

Num Pingo Doce, perto de si...

Raquel 24 horas

uma neta de olho vivo....

Old Man live - Neil Young