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sexta-feira, agosto 31, 2012

Azulejos, arte em Portimão (Portugal)

Em frente a este palacete, hoje o Teatro "O Tempo", em Portimão, fica o jardim 1º de Dezembro.
Nele encontramos dez panéis de azulejos que representam momentos da História de Portugal e que medeiam desde a data da fundação da nacionalidade (Tratado de Zamora 1143) à implementação da República em 1910.
Ora vejam:

Nota da Redacção - Fotos gentilmente cedidas pelos amigos Zé e Ivo


sexta-feira, agosto 10, 2012

Mandala de arroz

Monges Tibetanos realizam a grande Mandala com arroz por 6 dias. No 7º jogam a Mandala feita à água do rio para demonstrar que não se deve ser ligado e dependente das coisas terrenas. Admire....

Tudo feito com arroz colorido: Paciência, Arte e Beleza


domingo, fevereiro 26, 2012

finalmente, o reconhecimento...

Dono da Livraria Esperança distinguido nos Prémios de Edição LER/Booktailors

Livraria é a segunda maior do mundo


Jorge Figueira de Sousa, da Livraria Esperança, no Funchal, foi o vencedor do Prémio Especial de Livreiro, um dos Prémios de Edição LER/Booktailors, atribuídos este ano pela quarta vez, em 20 categorias.
A Livraria Esperança é a segunda maior do mundo, com os seus 1200 metros quadrados, salientou o homem que, em entrevista à Lusa, se apresentou assim: "Tenho 165 anos de prática de livraria - 50 do meu avô, 50 do meu pai e 65 meus". A editora Ahab, o romance "O Retorno", de Dulce Maria Cardoso, e o editor André Jorge, da Cotovia, foram outros dos vencedores.
Os vencedores dos galardões - relativos a 2011 e instituídos por iniciativa da revista Ler e dos consultores editoriais Booktailors para "premiar a qualidade dos profissionais e das obras editadas em Portugal" - foram anunciados hoje à noite numa cerimónia realizada no âmbito do encontro literário Correntes d'Escritas, cuja 13.ª edição hoje termina na Póvoa de Varzim.
Fundada em 2009 no Porto por Tiago Szabo e Joana Pinto Coelho, a Ahab Edições foi eleita para o Prémio Especial de Editora do Ano, por um júri composto por 20 elementos representativos dos diferentes elos do mundo dos livros em Portugal.
A Abysmo, novo projeto de João Paulo Cotrim, obteve o Prémio Especial de Editora Revelação, depois de se estrear no mercado com o álbum "Sérgio Godinho e as 40 ilustrações", em que 40 ilustradores nacionais interpretaram as letras do músico português.
O Prémio Especial da Crítica 2011 foi para o romance "O Retorno" (Tinta-da-China), de Dulce Maria Cardoso, uma obra que não sendo autobiográfica, e não tendo servido propósitos de terapia ou ajuste de contas, retrata uma realidade que viveu e que a fez ser escritora: ela foi uma das mais 500 mil pessoas que regressaram à "metrópole" no fim do império ultramarino português, após a Revolução de 1974.
O Prémio Especial Carreira (Editor) foi atribuído a André Jorge, fundador da Cotovia em 1988, uma editora que se assume como pequena, publicando cerca de 40 títulos por ano, entre ficção, poesia, ensaio e teatro.
O Prémio Especial de Tradução foi, desta vez, para Pedro Tamen que, entre outras obras, traduziu para a Relógio d'Água os sete volumes de "Em Busca do Tempo Perdido", a obra-prima do escritor francês Marcel Proust.
O Prémio Especial Livraria Independente foi para a Livraria Histórias com Bicho, que funciona desde 2008 em Óbidos e se apresenta como "uma fiel herdeira" da livraria com o mesmo nome que funcionava na Fábrica da Pólvora de Barcarena.
Sara Figueiredo Costa, jornalista freelancer que colabora com diversas publicações na área da crítica literária e do jornalismo cultural (LER, Time Out e Expresso) e mantém, desde 2007, o blogue Cadeirão Voltaire, sobre livros e edição, foi distinguida com o Prémio Especial de Jornalista ou Crítico Literário.
"Horas Extraordinárias" é o blogue da autoria da editora da Leya e poeta Maria Rosário Pedreira que venceu o Prémio Especial Blogue de Edição. E as horas extraordinárias a que se refere a autora são aquelas que passamos a ler.
Além dos prémios especiais, foram ainda entregues prémios em nove categorias de natureza gráfica para as melhores capas de livros publicados em Portugal em 2011, entre as quais as dos livros do escritor e ilustrador Afonso Cruz ("A Contradição Humana", Caminho) e do fotógrafo Daniel Blaufuks ("Terezín", Tinta-da-China). (in:DN, Madeira)

Nota da Redacção - Aompanhei desde 1976 o percurso da Livraria Esperança e o trabalho árduo e dedicado do meu compadre e esposa. Achei até que o Funchal era demasiado pequeno para o sonho, depois tornado realidade. Estivera em Lisboa e a dimensão, projeção e reconhecimento, seriam outros. Os meus sinceros e afáveis parabéns.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Tintoretto

Auto-retrato - Tintoretto
Museu do Estado, Assunção, Paraguai 
 
 
TINTORETTO
(JACOPO ROBUSTTI)
 

Tintoretto,  como era conhecido Jacopo Robustti (Veneza  c. 1518 - 1594), foi provavelmente o último grande pintor da Renascença Italiana.  Por sua energia fenomenal em pintar, foi chamado Il Furioso, e sua dramática utilização da perspectiva e dos efeitos da luz fez dele um dos precursores do Barroco.  Seu pai, Battista Robustti, era tintore (tingia seda), o que lhe valeu o apelido.
Na infância, Jacopo, um pintor nato, começou a decorar as paredes da tinturaria paterna. Vendo seu talento, seu pai levou-o à oficina de Tiziano,  na época com mais de cinquenta anos, para aprender o ofício . Dizem que o mestre ficou pouco tempo com ele, por ter percebido o talento e a independência do menino, o que faria dele um pintor, mas não um bom aprendiz. Tintoretto estudou então por conta própria, observando as obras dos grandes mestres. Mas continuou admirador, nunca um amigo de Ticiano, e mais tarde adotou como lema em seu estúdio a frase "O desenho de Michelangelo e a cor de Ticiano" .
Tintoretto começou ajudando o pintor Schiavone, seu amigo, a decorar paredes. Na sequência conseguiu encomendas para si mesmo. Seus dois primeiros trabalhos foram murais descritos como "A Festa de Balthasar" e "Carga de Cavalaria".  Seu primeiro trabalho a ter repercussão foi um retrato dele e seu irmão com um efeito noturno, infelizmente perdido, como os dois anteriores. Uma das pinturas iniciais ainda existentes está na igreja de Carmine, em Veneza: a "Apresentação de Jesus no Templo". Em São Benedito estão "A Anunciação" e "Cristo e a Mulher de Samaria". Para a Escola da Trindade ( na verdade um hospital e asilo em Veneza ) ele pintou quatro passagens do Gênesis.  Duas delas, "Adão e Eva" e "Morte de Abel", atualmente na Academia Veneziana, mostram um trabalho nobre de alta mestria, que não deixam dúvidas de que Tintoretto nessa época já era um pintor consumado, um dos poucos que conseguiram reconhecimento sem um aprendizado formal.
Durante o ano de 1546, Tintoretto pintou para a igreja da Madona do Horto três de seus melhores trabalhos, "A Confecção do Calf Dourado", "Apresentação da Virgem no Templo" e "Ultimo Julgamento"  ( vergonhosamente repintada ). Esta igreja em estilo gótico  em Fondamenta dei Mori, próxima a Murano, Veneza,  existe ainda. Em 1548 recebeu a encomenda de quatro quadros para a Escola de São Marcos,  "Encontrando o Corpo de São Marcos em Alexandria" (atualmente em Murano), "O corpo do Santo trazido    a Veneza" e "Votos do Santo" (ambos em Veneza, na biblioteca do Palácio Real) . Finalmente "O Milagre do Escravo" , celebrada obra que é uma das glórias da Academia Veneziana, representando a lenda de um escravo cristão torturado em punição por devoção ao santo e salvo por um milagre.
Estes quatro trabalhos foram recebidos com geral aplauso. Seus tempos de obscuridade terminaram. Era notável o suficiente para casar-se com Faustina de Vescovi, filha de um nobre veneziano. Ela foi uma boa esposa, que aturava seu gênio intratável e lhe deu dois filhos e cinco filhas.
A próxima encomenda foi pintar as paredes e tetos da Escola de São Marcos, obra de enorme esforço e auto-aprendizado para Tintoretto. O prédio foi iniciado em 1525 e era deficiente em iluminação. A pintura começou em 1560, após varios pintores, incluindo Veronese, terem sido consultados. Tintoretto assegurou a obra doando um quadro , "São Rocco recebido no Céu". Completou então a primeira sala. Em 1565 reiniciou os trabalhos com "Crucificação",  "A Praga das Serpentes", "Festividades da Páscoa" e "Moisés Quebrando as Tábuas".
Tintoretto em seguida se lançou na empreitada de decorar a escola adjacente à igreja de São Roque. Descontando alguns detalhes menores, os edifícios contém sessenta e cinco memoráveis pinturas, que podem ser descritas como cenas variadas e sugestivas, adaptadas para serem vistas a meia-luz. "Adão e Eva", "Visitação", "Adoração dos Magos", "O Massacre dos Inocentes", "Agonia no Horto", "Cristo ante Pilatos", "Cristo carregando a Cruz" e "Assunção da Virgem" são as melhores.
Paralelamente Tintoretto começou vários afrescos no Palácio Ducal, "Excomunhão de Barbarrosa" e "Vitória de Lepanto", que foram destruídos no grande incêndio de 1577, além de um retrato do duque Girolamo e várias obras menores.
Agora alcançamos a obra que coroaria o trabalho de Tintoretto, a última pintura de importância que executou, a vasta "Paraíso", considerada a maior pintura jamais feita sobre uma tela, por seu enorme tamanho. É estupenda pela escala, pela pureza da inspiração da alma, com apaixonada imaginação visual e mão mágica para as formas e cores, que desafiou os especialistas por tres séculos. Ele trabalhou na obra em estúdio, levando-a para o local definitivo e dando os retoques finais com a ajuda de seu filho Domenico. Toda Veneza o aplaudiu.
Depois de completar o "Paraíso", Jacopo Robustti tomou uma vida mais descansada, não realizando mais nenhum trabalho relevante, e passou um final de vida tranquilo. Morreu em 1594 de uma doença que começou como uma dor de estômago, seguida de febre. Foi enterrado na igreja da Madona do Horto, ao lado de sua filha Marietta, ela mesma retratista e música, que trabalhou como assistente do pai vestida como um menino. Além dos filhos, teve poucos pupilos, valendo ser citado Martin de Vos. Existem influências de Tintoretto na obra do contemporâneo Veronese  e na do espanhol El Greco, que conheceu sua obra numa viagem a Veneza.

A comparação da "Ultima Ceia" de Tintoretto com a de Leonardo da Vinci dá uma demonstração instrutiva sobre como o estilo artístico moveu-se durante o Renascimento.  A disciplina se irradia de Cristo em simetria matemática. Nas mãos de Tintoretto, o mesmo evento é dramaticamente distorcido, enquanto as figuras humanas são elevadas pela erupção do espírito humano. Pelo dinamismo de sua composição, seu uso dramático da luz e seus efeitos de perspectiva, parece um artista [barroco] antes da hora.
                                                             1549 - St Roch in the Hospital 
 San Rocco, Venice

quinta-feira, outubro 20, 2011

Descoberta a oficina de pintura mais antiga do mundo

Há cem mil anos os humanos produziam tinta. Talvez decorassem a roupa ou o corpo com desenhos e símbolos. Não se sabe. O certo é que eram artesãos com um local próprio onde juntavam pigmentos, adicionavam um líquido, misturavam-no.
Em 2008 uma equipa de investigadores descobriu na gruta de Blombos, perto da Cidade do Cabo, na África do Sul, a mais antiga oficina da humanidade que se conhece. Os resultados são publicados hoje na revista Science e ampliam o que se sabe sobre os primeiros tempos da espécie humana.

Os arqueólogos da Universidade de Bergen, na Noruega, encontraram duas espécies de “estojos de ferramentas” da idade da pedra pertencentes ao Paleolítico Médio, numa camada com cem mil anos, na gruta. Duas conchas de uma espécie de molusco, separadas por alguns centímetros, em que cada uma continha restos secos da tinta vermelha ocre produzida pelas pessoas que estiveram ali. Um dos estojos estava mais completo, e tinha pedras para polir, osso, carvão vegetal, etc.

Através de uma análise da tinta, a equipa de Cristopher Henshilwood conseguiu perceber qual era a sua composição. “Acreditamos que o processo de produção envolvia esfregar pedaços de ocre [composto obtido a partir da terra ou da rocha que contém uma mistura de óxidos e hidróxidos de ferro, com cor ferruginosa] em lâminas de quartzito para produzir um pó fino”, explicou em comunicado Henshilwood. Depois o pó era misturado com carvão vegetal, com lascas de pedra e um líquido.

“Algumas pessoas vieram a este local, trouxeram todos estes compostos e começaram a produzir esta tinta. E talvez tenham estado ali um ou dois dias para depois se irem embora”, explicou o cientista num podcast da Science. À volta dos utensílios, os paleontólogos não encontraram nem comida, nem detritos associados ao quotidiano destas populações. Algo que reforça a ideia que aquele não era um local habitado, mas um sítio de trabalho, uma oficina. “Parece-nos que eles vieram especificamente produzir estes pigmentos.”

Já se tinham encontrado vestígios de produção de tinta, mas não tão antigos. Esta região da Cidade do Cabo tem várias grutas com vestígios arqueológicos que lançam luzes para o início da história da humanidade, quando o Homo sapiens ainda não tinha viajado para lá de África. Durante milénios estas populações foram desenvolvendo comportamentos cada vez mais complexos, mas sabe-se pouco sobre esta evolução cultural.

“Esta descoberta representa um ponto importante na evolução cognitiva humana complexa, já que mostra que os humanos tinham uma capacidade conceptual para ir buscar substâncias, combinar entre si e armazená-las”, disse o cientista. Além disso, a descoberta mostra um conhecimento elementar de química. “Provavelmente eles eram mais inteligentes do que nós pensávamos.”   (in:PUBLICO)

terça-feira, setembro 27, 2011

Manuscritos do Mar Morto


Documentos foram digitalizados e podem ser consultados online.

Cinco rolos dos Manuscritos do Mar Morto, que incluem alguns dos textos bíblicos mais antigos, estão desde ontem disponíveis na Internet, depois de terem sido digitalizados no âmbito de projecto do Museu de Israel, em Jerusalém, e do Google, e podem ser consultados em http://dss.collections.imj.org.il/. O Livro de Isaías, o Manuscrito da Guerra, o do Templo, o da Regras da Comunidade e o Comentário de Habacuque, o profeta, são os cinco manuscritos desde ontem online, 64 anos depois de os primeiros destes documentos terem sido descobertos em Qumran, a noroeste do Mar Morto, por um grupo de pastores que procurava uma cabra tresmalhada.(fonte DN, Lisboa)

quarta-feira, setembro 21, 2011

Morreu o pintor Júlio Resende

Júlio Resende morreu hoje, em Valbom, Gondomar, aos 93 anos, disse à Lusa um amigo do pintor.
O corpo do pintor ficará em câmara-ardente na igreja paroquial de Valbom, em Gondomar.
Nascido no Porto a 23 de Outubro de 1917, filho de um comerciante e de uma professora de música, Júlio Resende diplomou-se em pintura, em 1945, pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
Fez trabalhos de ilustração para vários jornais do Porto, entre os quais o "Jornal de Notícias", "O Primeiro de Janeiro" e "O Papagaio".
A primeira exposição do artista realizou-se em 1946, em Lisboa, cidade onde conhece Almada Negreiros. Resende volta a viver no Porto em 1951, ano em que ganha o prémio especial na Bienal de S. Paulo. O tema principal da sua pintura é, na altura, a gente do mar.
Professor do ensino secundário, arrecadou em 1952 o Prémio da 7.ª Exposição Contemporânea dos Artistas do Norte, ano em que também executou um fresco da Escola Gomes Teixeira, Porto e fez investigação sobre desenho infantil.(fonte DN, Lisboa)

quinta-feira, julho 28, 2011

Arqueólogos espanhóis procuram restos mortais de Miguel de Cervantes

in:PUBLICO
Um grupo de investigadores históricos e arqueólogos vão iniciar uma busca pelos ossos do autor de “Dom Quixote”, Miguel de Cervantes, num mosteiro em Madrid, onde os seus restos mortais foram depositados em 1616, não se sabendo exactamente em que parte do monumento. A iniciativa, que permitirá reconstruir o rosto do escritor, até agora só conhecido através de uma pintura do artista Juan de Jauregui, conta com o apoio da Academia Espanhola e o aval do arcebispado espanhol.
A descoberta e consequente análise das ossadas do autor espanhol poderão ainda ajudar os investigadores a determinar as causas da morte de Cervantes, que se acredita que tenha morrido de cirrose a 22 de Abril de 1616, aos 69 anos. “Os ossos vão-nos ajudar não só a descobrir como é que ele era [fisicamente], mas também como morreu”, disse ao “The Guardian” o historiador envolvido no projecto Fernando Prado. Nesta busca, o grupo de investigadores e arqueólogos recorrerá à utilização de um georadar que permitirá procurar com mais exactidão entre as paredes e o subsolo do mosteiro madrileno, que fica entre a rua Huertas e a Lope de Vega. Através de sinais radioeléctricos, o aparelho localizará possíveis vestígios materiais, a partir dos sinais específicos que os objectos emitem, com diferente intensidade e mensurabilidade. Ao “El País”, Luis Avial, especialista em georadar, exemplificou que “os ossos humanos emitem uma frequência 8 e a água uma frequência 1”. 
O projecto começou a ser delineado há cerca de 18 meses, quando Luis Avial se juntou a Fernando Prado. Os dois começaram por procurar na história referências não só a Miguel de Cervantes como ao mosteiro, pertencente à Ordem Trinitaria, e que foi construído em 1609 e alvo de reconstrução em 1673.
Ao longo da história têm surgido várias teorias em relação à localização dos ossos do escritor espanhol. Num estudo realizado por Mariano Roca de Togores em 1870, lê-se que Cervantes terá sido enterrado nas imediações do mosteiro. Mas há ainda documentos que situam os ossos numa reentrância da parede junta à horta do monumento e outros que colocam o escritor dentro da igreja que existe no interior do mosteiro, onde está uma lápide que recorda o seu enterro e o da sua mulher, Catalina de Salazar. 
Quando em 1673 o mosteiro sofreu a primeira reconstrução, os ossos terão sido mudados de lugar, segundo algumas referências históricas para um outro mosteiro ou convento, tendo voltado depois ao local inicial. Todas estas informações serão agora analisadas.
Fernando Prado espera apresentar os resultados do projecto até 2016, ano em que será comemorado o quarto centenário da morte de Miguel de Cervantes.

domingo, julho 17, 2011

À procura de fundos para comprar o livro mais antigo da Europa

in: PUBLICO
A British Library (BL) precisa de 2,75 milhões de libras (uns 3,3 milhões de euros) para conseguir comprar "o livro intacto mais antigo da Europa" - conhecido como Evangelho de São Cuthbert. Por isso, a biblioteca nacional britânica anunciou ontem oficialmente o lançamento de uma campanha de angariação de fundos.
O Evangelho de São Cuthbert é uma cópia manuscrita, em latim, do Evangelho de São João, data de finais do século VII e teve uma história atribulada. Foi enterrado em Lindisfarne, por volta do ano 698, juntamente com o corpo de São Cuthbert - um dos santos mais venerados na Inglaterra não só daquele tempo (período anglo-saxónico), mas também após a conquista do país pelos normandos em 1066. Em 875, quando os vikings invadiram Lindisfarne, o caixão e o seu conteúdo foram levados por um grupo de monges em fuga. Após sete anos de andanças, os monges enterraram o santo naquilo que viria a ser a catedral de Durham.
O livro, que foi descoberto em 1104 quando o caixão de São Cuthbert foi reaberto, foi depois colocado numa capela atrás do altar da catedral. A seguir à Dissolução dos Mosteiros pelo rei Henrique VIII de Inglaterra, no século XVI, passou a pertencer a uma série de coleccionadores privados.
Em 1979, foi emprestado à BL pelo seu proprietário actual, a Província Britânica da Companhia de Jesus. Mas no ano passado, a BL foi contactada pela Christie"s e informada de que a obra estava à venda. A BL, onde o livro está exposto, tem preferência de compra e o preço acordado é de nove milhões de libras (10,3 milhões de euros). 
A sua "belíssima" capa original, de couro vermelho trabalhado, chegou até nós "em excelente estado de conservação", lê-se na nota da BL, que salienta tratar-se do "único manuscrito de elevado estatuto datado desse período crucial da história britânica a ter subsistido na sua aparência original, tanto exterior como interior".
Desde o início do ano, a BL já arrecadou parte dos fundos necessários: metade do dinheiro virá do National Heritage Memorial Fund, com a Art Fund e a Garfield Weston Foundation a contribuírem com 250 mil libras cada uma e outras fundações com montantes não especificados. Mas faltam 2,75 milhões de libras para fechar o negócio - e a BL tem até 31 de Março de 2012 para passar o cheque.

domingo, julho 10, 2011

Morreu o bailarino e coreógrafo francês Roland Petit

O bailarino e coreógrafo francês Roland Petit, criador de mais de uma centena de bailados, morreu hoje, em Genebra, na Suíça, aos 87 anos, informou a Ópera de Paris.
Em comunicado, a Ópera francesa, onde Roland Petit entrou aos 10 anos, afirma que com a sua morte desaparece "um dos, sem dúvida, mais importantes artistas de dança do século XX". Petit ofereceu à Ópera de Paris "onze criações e dez peças de reportório", adianta o comunicado.
Nascido em 1924, em Villemomble (nordeste de Paris), filho de mãe italiana e pai francês, Roland Petit entrou aos dez anos para a escola de dança da Ópera de Paris, de onde saiu para fundar a sua própria companhia, Ballet des Champs Elysées. Morava há uma dezena de anos em Genebra, com a mulher, Zizi Jeanmaire, e a filha de ambos, Valentine.
Na sua longa carreira, passou pelas companhias de bailado de Paris e Marselha (1972-1998), foi até Hollywood, onde colaborou com as grandes companhias de dança clássica, e colaborou com as célebres Scala de Milão (Itália) e Ópera de Berlim (Alemanha) e com artistas como Pablo Picasso, Georges Simenon, Orson Welles, Rudolf Nureiev, Margot Fontayne e Mijail Bryshnikov.
As suas coreografias apresentam uma concepção teatral do bailado e transformaram-se em clássicos, entrando no reportório mundial. "Carmen" (1949), que fez para a mulher, Zizi Jeanmarie, marcou o início da sua notoriedade.
Nomeado em 1970 director de dança da Ópera de Paris, renunciou rapidamente ao cargo, montando depois grandes espectáculos no Casino de Paris.

quinta-feira, julho 07, 2011

Desapareceu o Códice Calixtino, de valor incalculável


Pode ser considerado o roubo do século. Um dos livros mais importantes do mundo, manuscrito, datado do século XII e de valor incalculável, desapareceu da Catedral de Santiago de Compostela. Este roubo representa uma das maiores perdas de património histórico e artístico de não só de Espanha, mas de todo o mundo.
O livro está normalmente guardado na câmara blindada do arquivo da catedral, de onde foi retirado para ser mostrado pela última vez há cerca de dois meses. O seu desaparecimento foi detectado na terça-feira passada. A informação foi avançada pelo Correo Galego, que explica que os investigadores pensam que pode tratar-se de um roubo realizado por um grupo contratado por algum coleccionador ou traficante de objectos deste tipo. O Códice é o mais antigo e conhecido guia para peregrinos do caminho de Santiago, e é composto por cinco livros e dois apêndices, encadernados desde 1964 num único volume.
Criado para promover a devoção ao apóstolo Santiago, o Códice inclui informação e conselhos para os peregrinos, como possíveis alojamentos, descrições das várias rotas, das obras de arte e patrimoniais que se podiam visitar.
Nos últimos anos foram reforçadas as medidas de segurança para proteger o códice, que estava guardado numa zona dotado com um sistema de alarmes, mas que não controla todos os movimentos. in N, Lisboa

quinta-feira, junho 09, 2011

Dicionário da língua da antiga Mesopotâmia terminado ao final de 90 anos

A obra, chamada "O dicionário de Assírio de Chicago", foi produzida pelo Instituto Oriental da Universidade de Chicago, Estados Unidos, e tem a explicação de 28 mil palavras em acádio, uma língua semita que foi falada e escrita nas cidades do Médio Oriente da civilização da Mesopotâmia, onde hoje ficam a Síria e o Iraque. Antigamente, chamava-se a esta língua o sírio, e o dicionário acabou por ficar com este nome.

Apesar da língua ser mais antiga, os significados das palavras referem-se a um período entre 2500 a.C. até 100 d.C.. A obra ultrapassa a função de explicar o significado de uma palavra e coloca cada termo dentro de um contexto, fazendo várias associações históricas, que se ligam à literatura, leis, religião, comércio ou o quotidiano.

“Cada termo, cada palavra torna-se uma janela para a cultura”, disse citada pelo New York Times a reitora de humanidades da Universidade, que trabalha no projecto desde 1979 e é a editora principal desde 1996.

A explicação da palavra “umu”, que significa “dia”, estende-se por 17 páginas. Uma das referências é a sua utilização na Epopeia de Gilgamesh, escrita em acádio, uma das primeiras epopeias poéticas da humanidade, que diz: “Aqueles que tomaram coroas que em dias passados regeram a terra.”

“Muito do que se vê é absolutamente reconhecível”, disse à AP Matthew Stolper, professor da Universidade de Chicago que trabalhou na obra, intermitentemente, durante 30 anos. “As pessoas a expressarem medo e raiva, a expressarem amor, a pedirem amor.”

“Há inscrições de reis a dizerem quão fantásticos eram, e inscrições de outros que diziam que estes homens não eram assim tão fantásticos”, disse Stolper. “Há também muitas versões antigas de ‘o seu cheque está no caixa de correio’. E há uma frase comum em cartas antigas babilónicas que quer dizer literalmente ‘não te preocupes com nada’”.

O acádio é escrito em símbolos cuneiformes, e representa um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. Os especialistas analisaram tábuas de pedra inscritas. “Retirava-se o pó, e poderia emergir uma carta de alguém sobre uma nova criança na família, ou outra tábua que podia ser sobre um empréstimo até à época da colheita”, disse Robert Biggs, um professor emérito do instituto que trabalhou durante 50 anos neste projecto e que como arqueólogo desenterrou tábuas que foram utilizadas para a obra.

“Apercebemo-nos que isto não foi uma cultura só de reis e rainhas, mas também de pessoas comuns, como nós, com as mesmas preocupações de segurança, alimentação e de abrigo para elas e para a sua família”, disse o arqueólogo citado pelo The Guardian, acrescentando que estas cartas lidas hoje dão vida às suas experiências. Ao longo dos 90 anos, os editores da obra foram sucedendo-se. O primeiro volume foi publicado em 1956.

Segundo Gil Stein, o director do Instituto Oriental, esta obra é “uma ferramenta de investigação indispensável para qualquer estudioso que quer explorar o registo escrito da civilização da Mesopotâmia”, disse, citado pelo New York Times, numa conferência esta segunda-feira.

“Virtualmente, tudo o que temos como certo, a sua origem é a Mesopotâmia, quer seja a própria origem das cidades, as sociedades estatais, a invenção da roda, a forma como medimos o tempo, ou o mais importante, a invenção da escrita”, disse Matthew Stolper à AP. “Se alguma vez quisermos compreender as nossas raízes, temos que compreender esta grande primeira civilização.”

A colecção custa ao todo 1358 euros, mas está disponível livremente na internet aqui.
in: Publico

sexta-feira, junho 03, 2011

os últimos falantes de "Ayapaneco", não se falam

Manuel Segovia de 75 anos e Isido Velázquez de 69, estão de relações tensas e não falam um com o outro.É pena: estes dois mexicanos são as últimas pessoas do mundo a falar ayapaneco, uma das 2500 línguas m vias de extinção. Como esta, o popoluca, o tzotzil e o totonaco,o ayapaneco é um dos 68 idiomas recenseados no México pelas autoridades culturais. Enviados ao local, os especialistas do projecto nacional tentaram convencer os preciosos locutores a colaborarem na operação de última oportunidade, já que os dois homens vivem a poucas centenas de metros um do outro, em Jalapa de Mendez, estado de Tebasco.(....)Do ponto de vista linguístico a realidade é um pouco diferente.Ainda que Segovia e Velazquez trocassem dois dedos de conversa, seria necessário que a transmitissem a outras gerações.
Curioso é existir um dicionário, com a recolha de linguistas norte americanos que, contudo, não conseguem encontrar o mesmo significado para a mesma palavra dita por cada homem, incluindo assim as duas versões no dicionário.
fonte:net

terça-feira, maio 10, 2011

Torre de Babel com 30 mil livros erguida em Buenos Aires

fonte JN, Lisboa
Uma Torre de Babel com 25 metros de altura, construída em espiral com 30 mil livros de todas as línguas, foi erigida numa praça do centro de Buenos Aires por iniciativa da artista argentina Marta Minujin.
"A ideia é unir todas as raças através do livro", explicou a artista sobre a sua obra monumental que será inaugurada, próxima na quarta-feira, e "existirá" na praça San Martin até ao final do mês.
A artista decidiu criar esta Torre de Babel, porque Buenos Aires é a Capital Mundial do Livro 2011, proclamada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A partir de quinta-feira, os seus sete andares podem ser subidos gratuitamente por grupos de até 100 pessoas e a visita será acompanhada por uma banda sonora criada por Marta Minujin, que dá a ouvir a palavra "livro" em todas as línguas do mundo.
Perto de metade dos livros que serviram de "tijolos" para a construção da torre foi oferecida por 50 embaixadas em Buenos Aires, mas a outra metade vem de doações de milhares de pessoas mobilizadas graças a uma campanha pública para esta "obra de participação maciça", nas palavras da artista.
No último dia de exposição da peça, 28 de Maio, os visitantes podem escolher um livro na língua da sua preferência e levá-lo. 

quarta-feira, março 23, 2011

brincando com a Lua - parte III

Fotógrafo profissional e jornalista científico, Laurent Laveder criou a série de "Moon Games" composta por diversas imagens que mostram pessoas interagindo com a Lua, graças ao ângulo específico que o artista escolheu. Laveder faz parte do colectivo "The World at night", composto por cerca de 30 famosos astro fotógrafos.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Lisboa vai perder calçada portuguesa

O típico pavimento é conhecido como calçada portuguesa, mas são poucos os portugueses que apostam no seu potencial.  Já foi criada uma escola de calceteiros e, em anos anteriores, portugueses formavam pessoas de outros países. No futuro, arriscamo-nos a que sejam profissionais de outros países a ensinar aos portugueses os truques deste pavimento. Em Lisboa, a sua área deverá encolher durante a próxima década

Foi criada uma escola municipal, há 24 anos, para que a arte não morresse. Há apenas quatro anos, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciava que queria duplicar o número de calceteiros. Em Dezembro desse mesmo ano, a autarquia colocou uma estátua em homenagem a estes profissionais. Actualmente prevê-se uma diminuição da calçada portuguesa em nome da comodidade.
Este é o sentido do novo Plano Director Municipal (PDM), para os próximos dez anos, que admite a substituição do característico pavimento português por um mais confortável para caminhar. "Não estão ainda determinados os locais onde iremos intervir, mas obviamente que a calçada portuguesa não será retirada dos bairros históricos." A garantia foi dada por Fernando Nunes da Silva, vereador da mobilidade da CML. Ao DN, o autarca salientou ainda que "aquilo que existe em algumas urbanizações recentes são várias pedras juntas, isto é, simulacros de calçada."
Porém, a falta de comodidade não é o único problema a estar na base desta substituição. Até porque, segundo Luísa Dornellas, chefe da Divisão de Formação da CML, "uma calçada [portuguesa] bem feita não é má para os saltos das senhoras, e pode até ser confortável".
Mas, quando se trata de locais inseguros para os lisboetas, a substituição do pavimento parece ser consensual. "Não sei em concreto o que prevê o PDM, mas duvido que haja uma substituição da calçada apenas por conforto. O que me parece razoável é que, em alguns pontos, a calçada seja trocada por pôr em causa a segurança dos cidadãos. Refiro-me por exemplo a locais com grande inclinação."
Ainda assim, Luísa Dornellas lembra que a calçada portuguesa tem, pelo menos, cinco vantagens sobre os outros pisos normalmente utilizados nas grandes cidades: "Em primeiro lugar tem robustez, durabilidade e é feita com materiais sustentáveis, ou seja, as pedras podem ser reutilizadas" afirmou a especialista, salientando que, "além de o tradicional pavimento português ser muito importante para a imagem da cidade, é de fácil lavagem e tem uma grande capacidade de absorção de águas pluviais."fonte DN Lisboa

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Carlos Pinto Coelho

O jornalista Carlos Pinto Coelho morreu, ontem, aos 66 anos, em Lisboa, na sequência de uma intervenção cirúrgica à aorta no Hospital Santa Marta para onde foi transferido depois de ter sido internado de urgência no Hospital de São José, segundo a agência Lusa.
Gostava que lhe chamassem “o senhor Acontece”, considerava ser essa “uma forma gentilíssima” de lembrar os nove anos, em que diariamente, acabava o magazine cultural que teve na RTP2, de 1994 a 2003, com a célebre frase: “E assim, Acontece”. O programa foi cancelado pela direcção de José Rodrigues dos Santos.
Carlos Pinto Coelho ficou conhecido pela intervenção na área do jornalismo cultural, mas teve uma carreira abrangente. Começou a sua carreira jornalística no “Diário de Notícias”, como estagiário, em 1968, depois de ter abandonado o curso de Direito no último ano e de ter chumbado na oral de Direito das sucessões.

Além de repórter deste jornal, Carlos Pinto Coelho foi um dos fundadores do diário “Jornal Novo”, foi redactor da Agência de Notícias portuguesa ANI, director executivo da revista “Mais”.
Na rádio foi locutor das estações TSF, Rádio Comercial, Antena1 e Teledifusão de Macau. Na televisão foi chefe de redacção do Informação/2, da RTP2, director de Cooperação e Relações Internacionais, director-adjunto de Informação e director de programas da RTP durante quatro anos.
Na opinião de Joaquim Vieira, que com ele trabalhou, o que mais o distinguiu foi a projecção que deu à cultura. “Era a menina dos olhos dele. E sempre acreditou que viesse alguém que o chamasse a fazer de novo o “Acontece”. É curioso, há hoje na RTP2 uma tentativa de fazer um “Acontece”, o “Câmara Clara”, sem ser um “Acontece”. É o reconhecimento de que o programa fazia sentido e havia necessidade dele. É uma homenagem indirecta a ele”, acrescenta o jornalista Joaquim Vieira.
Pelo programa “Acontece” – que chegou a ser o mais antigo jornal cultural da Europa e acabou depois de uma polémica com o ministro Morais Sarmento que afirmou que seria mais compensador oferecer uma volta ao Mundo a cada espectador - recebeu o Prémio Bordalo e o Prémio do Clube de Jornalismo.
Foi condecorado com o Grau da comenda da Ordem do Infante D. Henrique por Jorge Sampaio, em 2000, e era oficial da Ordem das Artes e das Letras de França (2009).
Carlos Pinto Coelho nasceu em Lisboa mas viveu em Lourenço Marques (agora Maputo, Moçambique) até aos 19 anos, altura em que regressou a Portugal. Daí vinha certamente o seu grande interesse pela África lusófona (teve um programa que se chamava “Em Português nos Entendemos”). Outra das suas paixões era a fotografia. Começou a expor em 1992 e ao longo da vida lançou vários livros de fotografia “A Meu Ver” (editora Pegasus, 1992), foi co-autor “Do Tamanho do Mundo” (Ataegina/1998), publicou “De tanto Olhar, fotografias e textos seus e com um prefácio de Lídia Jorge na editora Campo das Letras. E “Assim Acontece - 30 Entrevistas Sobre Tudo... E o Resto”, livro publicado em 2007.
Era professor de jornalismo na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar desde 2003 e estava a preparar uma série de entrevistas a personalidades para o programa “Conversa Maior”, a emitir na RTP Memória. fonte PUBLICO

Nota da Redacção - O panorama cultural Português sofre mais uma baixa. Pinto Coelho um homem que amava a literatura, a defendia, a trazia à vida do quotidiano. Na fotografia também exprimia o seu sentimento. Está em Paz!

sexta-feira, agosto 27, 2010

para conhecer a "Madeira Velha"

Foi hoje, no salão nobre da Câmara Municipal de S. Vicente, o lançamento da 2ª edição revista e aumentada com outros textos e biografia, bem como testemunhos dos 14 filhos do autor, o livro "Aspectos económicos sociais do meio rural Madeirense", da autoria do meu sogro, Fernando Luís de Góis.
A apresentação foi feita pelo Dr. Barbeito, após breve introdução do Dr. João Romeira, Presidente da Câmara.
Foi com imensa alegria que os doze filhos presentes (dois tiveram impossibilidade) ouviram um outro falar acerca do seu Pai e viram o leque de Amigos que, reconhecendo o seu mérito e valor humano, ali compareceram.
Do livro darei posteriormente  alguns excertos e com eles partilharei a visão larga e ousada do meu sogro à época que se atravessava. O Dr. Barbeito enalteceu também o facto de ter sido Fernando Luís de Góis o impulsionador da criação da 3ª Casa do Povo na Madeira, a da Boaventura, o que na década de 60 já era obra. Deixo-vos a foto da capa do livro e a da mesa de honra.
Oxalá este livro, e já que a 1ª edição se encontrava esgotada, possa ser lido pelos governantes da Madeira Nova (que é uma aberração da natureza) e dele possam aprender a coragem, o cuidar de um Povo, a melhoria necessária à realização dos benefícios sócio económicos!

Maria Teresa S. T. Góis

domingo, maio 23, 2010

Restauro de guerreiros de Xian distinguido com Prémio Príncipe das Astúrias

A equipa que há 36 anos está a recuperar e a restaurar os mais de oito mil guerreiros de terracota que formam o Exército de Xian, descoberto em 1974, foi distinguida com o Prémio Príncipe das Astúrias na categoria Ciência Sociais.
 
O galardão foi justificado com o trabalho desenvolvido pela equipa que tem estudado, restaurado e dado a conhecer ao mundo os guerreiros de barro.

Das oito mil estátuas com dois mil anos de idade que “protegiam” o túmulo do primeiro imperador chinês, Qin Shi Huan, seis mil foram já restauradas. Aquela que é uma das maiores descobertas de arqueologia de sempre, só comparada à do túmulo de Tutankamón, tem sido ainda considerada com uma das tarefas de arqueologia e ciência mais árduas. Durante décadas têm decorrido trabalhos de escavação, estudo e conservação das estátuas, mas a sua conclusão está longe de chegar.
 
fonte: Publico

terça-feira, março 30, 2010

o poeta Thiago de Mello


Amadeu Thiago de Mello (Barreirinha, 30 de março de 1926) é um poeta brasileiro.
Natural de Amazonas, é um dos poetas mais influentes e respeitados no pais, reconhecido como um ícone da literatura regional.
Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura, exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e companheiro por toda a vida. Um traduziu a obra do outro e Neruda escreveu ensaios sobre o amigo.
No exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França, Alemanha. Com o fim do regime militar, voltou a sua pequena cidade natal, Barreirinha, onde vive até hoje.
Seu poema mais conhecido é Os Estatutos do Homem, onde o poeta amazonense chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana em artigos de plástica formal.
Seu livro Poesia Comprometida com a Minha e a Tua Vida rendeu-lhe, em 1975, ainda durante o regime militar, prêmio concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte e tornou-o conhecido internacionalmente como um intelectual engajado na luta pelos Direitos Humanos.
Em homenagem a seus 80 anos, completados em 2006, foi lançado, pela Karmim, o CD comemorativo A Criação do Mundo, contendo poemas que o autor amazonense produziu nos últimos 55 anos, declamados por ele próprio e musicados por seu irmão, o músico Gaudêncio Thiago de Mello.
fonte: net